Jornal do Comercio do Ceara

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Jornal do Comercio do Ceara

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  • Ano III n 30 Fevereiro de 2012 - Fortaleza Cear Email: j.comercio@hotmail.comwww.jcce.com.br

    til e Revelante desde 1930 Agronegcio, Economia e Mercado

    EXIBICIONISTAS DOS PAREDES MIGRARAM PARA OS MOTOCES

    O REI DO BARULHOMotos envenenadas

    moda em FortalezaA populao vai ter que esperar novas medidas

    ou Lei, a exemplo como a que foi aprovada

    proibindo o uso de paredes de som, para

    dormir sossegada, nas madrugadas, quando

    acontecem os pegas. (Pgina 3)

    Participao

    do crdito duplica

    em dez anos

    Em dezembro de 2011, o

    crdito como proporo do

    PIB atingiu 49,1% - 3,9 pontos

    percentuais (p.p.) acima de

    dezembro de 2010 e pratica-

    mente o dobro dos 26% regis-

    trados em 2002. O aumento do

    crdito imobilirio e para a

    produo so destaques desse

    aumento (veja grfico).

    Os riscos de desa-

    bamentos de prdios

    antigos, sem manuten-

    o, so recorrentes em

    vrias cidades no Pas,

    como tambm o perigo

    constante de incndios

    por conta de sistemas

    eltricos antigos e sem

    manuteno. (veja mais

    detalhes dessa matria na

    pgina 4)

    Cmara vai propor nova legislao que regularize

    a vistoria e manuteno dos imveis de Fortaleza

    Primeira do Norte/Nordeste no ranking de fiscalizao do

    Cofeci, instituio estadual parte em busca dos falsos corretores

    de imveis. (Pgina 8)

    CRECI-CE realiza blitz educativa

    na capital e no interior do estado

    (PGINA 10)

    (Pgina 6)

    (Pgina 7)

    (Pgina 5)

    (Pgina 3)

    Campus da

    UFC-Labomar

    em Aracati

    BNB contratou 93%

    das operaes do Crescer

    do Pas em 2011

    Avenida das Carnabas Fortaleza ganha

    novo espao pblico

    Brasil tem 14 entre

    50 grandes obras em

    andamento no mundo

    Ilu

    str

    a

    o:

    Div

    ulg

    a

    o

    PIB brasileiro cresce 2,7% O c r e s c i m e n t o d a

    economia brasileira em 2011

    foi de 2,7%, um ritmo

    considerado satisfatrio pelo

    Ministrio da Fazenda, dado o

    cenrio recessivo mundialNa

    avaliao do ministro Guido

    Mantega, a influncia externa

    foi sentida especialmente no

    segundo semestre, porm, j

    havia uma recuperao no

    final do ano. Ns comeamos

    o ano j com a economia

    aquecendo, disse o ministro

    em entrevista. (Pgina 12)

    Varejo cresce com emprego e renda

  • Artigos/Editorial2 Agronegcio, Mercado e Economia

    Editora J. Comrcio do Cear

    CNPJ: 34956.268/0001-13

    Rua Baro do Rio Branco, 1071

    s/819 8 andar Edifcio Lbras -

    Centro Fortaleza Cear

    Telefones: 3088.8425 - 8762.4422

    DIRETOR ADMINISTRATIVO:

    Antonio Jos Matos de Oliveira

    EDITOR GERAL:

    Rogrio Morais

    Reg. CE 00562 JP

    JURDICO:

    Dr. Airton Maranho

    Dr. Azenclvio Saboia

    TIRAGEM:

    5.000 mil exemplares

    Agronegcio, Mercado e Economia

    Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

    Seguro de vida: ser que realmente

    necessrio ou s mais uma despesa?

    Voc precisa pagar diversas

    contas no final do ms, entre elas a

    escola dos filhos, as despesas com

    gua, luz, telefone, o aluguel da casa,

    o seguro do carro, a tv por assinatura e

    tantas outras. Talvez, por isso, voc

    considere adicionar um seguro de

    vida nas despesas algo desnecessrio

    e que s iria comprometer ainda mais

    sua renda. Mas, voc j parou para

    pensar o quo bagunada ficar a vida

    dos seus dependentes se voc vier a

    faltar?

    Pensar em contratar um seguro de

    vida ainda no faz parte das

    p r io r idades da ma io r i a dos

    brasileiros, de acordo com o

    presidente do Sincor-SP (Sindicato

    dos Corretores de Seguros do Estado

    de So Paulo), Mrio Santos. Para ele,

    o seguro ser importante, sobretudo,

    para quem tem dependentes e dvidas

    d e l o n g o p r a z o , c o m o u m

    financiamento de imvel, por

    exemplo.

    As dvidas O educador financeiro

    Mauro Calil concorda com a

    avaliao, esse seguro deve ser

    contratado pensando naquilo que no

    ser facilmente reposto no caso da sua

    ausncia, diz. Na prtica, se voc

    tem um financiamento de 15 anos, por

    exemplo, e seu cnjuge no tem

    renda, ou seja, no poder pagar as

    parcelas, um seguro de vida

    altamente recomendvel.

    Lembre-se que em 15 anos muita

    coisa pode acontecer, e tudo aquilo que

    foi financiado continuar sendo

    cobrado independente de qualquer

    coisa. Alm disso, o seguro de vida

    pode ser ajustado anualmente, assim,

    conforme voc for modificando seu

    oramento, voc pode alterar, tambm,

    seu plano.

    O valor Para definir qual o valor do

    seguro mais indicado para contratar

    preciso considerar diversos elementos,

    olhando, sobretudo, para o longo

    prazo. A educao dos filhos, por

    exemplo, deve fazer parte do clculo,

    assim como todas as dvidas que voc

    ter nos prximos anos, explica Calil.

    Assim, se voc tem filhos

    pequenos, veja quanto vai custar a

    educao deles at se formarem. Some

    a isso tudo o que voc deve em

    financiamentos e as demais dvidas

    que possui para os anos seguintes. De

    acordo com Calil, cada caso um caso

    e muito importante sentar e entender

    qual a sua situao, sempre levando

    em considerao o que sua famlia no

    conseguir pagar na sua ausncia.

    Tambm importante considerar a

    sua renda atual. s vezes voc pode

    fazer todo o clculo e descobrir que o

    seguro vai comprometer muito da sua

    renda mensal. De acordo com o

    especialista, no aconselhvel que o

    seguro comprometa mais de 3% do seu

    oramento, ento a dica ajustar suas

    dvidas futuras, para que elas, ao serem

    somadas, permitam que voc faa um

    seguro que no comprometa mais de

    3% da suas renda.

    Para quem o seguro de vida mais

    indicado? De acordo com Calil, muitas

    pessoas fazem uma avaliao errada

    do seguro de vida, considerando ele

    como uma herana. No entanto, ele ,

    na realidade, uma garantia de que

    todos seus compromissos financeiros

    s e r o q u i t a d o s e m c a s o d e

    falecimento, garantindo a segurana

    da sua famlia.

    O seguro de vida indicado,

    principalmente, para aquelas pessoas

    que acabaram de constituir famlia,

    q u e a i n d a n o t e m n e n h u m

    patrimnio, pensando principalmente

    no fato de que seus filhos no sero

    capazes de pagar pela educao e pelas

    dvidas que voc contratou. Quando o

    patrimnio da famlia for capaz de

    gerar renda suficiente para sustentar

    todos os membros dela, ai o seguro j

    no estritamente necessrio.

    Calil ainda explica que, antes de

    contratar um seguro de vida,

    interessante pensar no seguro de

    responsabilidade civil e os que cobrem

    casos de invalidez. Esses seguros

    garantem justamente a renda do

    trabalhador, em casos em que ele no

    ser mais capaz de exercer sua

    profisso.

    Fonte: InfoMoney

    O Presidente do Banco do Nordeste BNB economista

    Roberto Smith, em palestra para empresrio disse que o

    setor comercial sempre se aproveitou do patrimnio do setor

    agrcola. Hoje, quando falamos do patrimnio agrcola

    brasileiro estamos abordando o agronegcio do Brasil, um

    dos setores mais competitivos da economia do pas: responde

    por 23% do PIB nacional, gera 37% de todos os empregos e o

    seu saldo comercial mais que o dobro do saldo comercial

    total do Brasil, com todos os setores.

    Mas o que percebemos como contundente, nas

    informaes do ex-banqueiro durante 8 anos frente do

    banco de fomento do Nordeste do Brasil, nos dois mandatos

    do Governo Lula - , que ele tambm afirma que o setor

    agronegcio nunca teve representao poltica, e que

    uma rea que historicamente acompanha o atraso poltico

    brasileiro, pois sempre foi arcaico. Por outro lado, sabemos

    que o setor rural brasileiro est ganhando mercados de

    maneira espetacular, fazendo de nosso pas o 3 maior player

    mundial neste setor.

    Na anlise do professor aposentado de economia em nvel

    de ps graduao, o setor agora est mudando. E no

    novidade, pois temos bancada organizada e forte no

    Congresso Nacional representativa do setor e uma CNA

    Confederao Nacional da Agricultura atuante e

    mobilizada quando se trata de interesse rural. No temos

    dvidas dessas mudanas, mas o Brasil precisa, ainda,

    investir muito no campo, pois, como tambm mostra o

    professor Smith, atualmente frente da ADECE Agncia de

    Desenvolvimento do Estado do Cear ao longo dos anos o

    Brasil retroagiu no campo, pois at as escolas tcnicas

    agrcolas acabaram.

    No podemos deixar de avaliar, como um passo

    importante, a excelente tecnologia sustentvel

    desenvolvida por nossos rgos de pesquisa, universidades e

    empresas privadas, bem como os abnegados extensionistas

    rurais e as cooperativas agropecurias que, mesmo em estado

    que pouco caso se faz do sue valor, tm sua cota forte na

    construo do crescimento do PIB Produto Interno Bruto

    rural.

    No devemos tambm esquecer que o agronegcio

    brasileiro est na linha de frente de uma guerra violenta com

    concorrentes subsidiados dos pases ricos, como os Estados

    Unidos e a Europa que sempre deram as facilidades aos

    produtores do campo, mas hoje esto pagando por essas

    facilidades que sem dvida uma das causas do atual

    gargalho da produo agricola deles.

    o tal negcio, enquanto no Brasil as dificuldades dos

    produtores rurais nunca tiveram a mo invisivel das polticas

    pblicas que minimizam os riscos grandiosos do setor, nos

    Pases ricos da Europa tinham eles - os ruralistas - o bem bom

    dos Governos que nesses ltimos 3 anos s tm reduzido

    investimentos. bom que venham aprender com os

    empresrios rurais do Brasil.

    Como diz o ex-dirigente do BNB, o setor agrcola sempre

    provocou o desenvolvimento do Brasil, mesmo sem apoio,

    sem qualificao da mo-de-obra, sem cobertura adequada

    do Governo, conforme ele. O inadequado, portanto, que,

    apesar do entendimento do economista reconhecendo de que

    as mudanas esto acontecendo... historicamente o setor

    comercial se aproveitou do esforo agrcola, e o setor rural,

    ainda, no tem poder poltico e nem econmicos, a

    concluso que fazemos das declaraes de Roberto Smith.

    O setor agrcola sempre provocou o

    desenvolvimento do Brasil, mesmo sem apoio,

    sem qualificao da mo-de-obra, sem

    cobertura adequada do Governo

    Setor agrcola carrega

    o Brasil nas costas

    Fatores econmicos, polticos,

    sociais e ambientais relacionados

    crescente preocupao mundial com

    uso de combustveis fsseis

    impulsionam a pesquisa na busca de

    fontes alternativas de energia,

    derivadas de matrias primas

    renovveis. Nesse cenrio, umas das

    alternativas promissoras para

    substituir o leo diesel derivado do

    pe t r leo o b iod iese l , um

    combustvel produzido por fontes

    renovveis de energia, tais como

    leos vegetais (soja, dend, mamona

    e outros) e gorduras animais. Um dos

    mtodos utilizados para a produo

    de biodiesel o da transesterificao

    de leos e gorduras. Ele consiste na

    reao qumica do leo ou gordura

    com um mono-lcool de cadeia curta

    (metanol ou etanol) na presena de

    um catalisador (cido ou bsico),

    levando a formao de mono-steres

    (biodiesel) e glicerina (glicerol bruto)

    (Ma & Hanna, 1999). A proporo

    entre esses dois produtos de cerca de

    10% de glicerina em relao ao total

    do biodiesel produzido.

    O Programa Nacional de Uso e

    Produo de Biodiesel (PNPB)

    introduziu esse biocombustvel na

    matriz energtica brasileira pela lei n

    11.097, de 13 de Janeiro de 2005.

    Essa lei institui que todo leo diesel

    comercializado no pas dever conter

    um percentual de 5% de biodiesel at

    o ano de 2013. Essa regra foi

    antecipada pela Resoluo n 6/2009

    do Conselho Nacional de Poltica

    Energtica (CNPE) e o percentual de

    5% passou a ser obrigatrio desde 1

    de janeiro de 2010. Nesse ano,

    produo de biodiesel no pas foi de

    2,4 bilhes de litros, acarretando,

    Biodiesel, Glicerol e MicroorganismosPaula F. Franco*

    consequentemente, um aumento de

    glicerina disponvel no mercado, o

    que faz com que o preo desse produto

    caia. Alm disso, o excedente de

    glicerina pode causar srios prejuzos

    caso liberado no meio ambiente.

    Outro problema que esse material

    traz resduos e impurezas oriundos do

    processo de produo e tratamentos

    necessrios para purificao do

    mesmo so economicamente

    inviveis. Sendo assim, o glicerol

    bruto no pode ser utilizado por

    indstrias que requerem um composto

    mais puro como, por exemplo, a

    alimentcia, a farmacutica e a de

    cosmticos, e novos usos para ele

    devem ser viabilizados.

    Por ser extremamente comum e

    abundante na natureza, vrios

    microorganismos so capazes de

    utilizar o glicerol como fonte de

    carbono. Por isso, um dos destinos

    possveis para o material resultante da

    indstria do biodiesel seu uso na

    composio de meios de cultura para

    crescimento de microrganismos em

    processos biotecnolgicos que levem

    produo de molculas de interesse

    econmico. Vrios compostos

    qumicos de relevncia comercial -

    etanol, cido succcnico, cido

    propinico, cido ctrico, pigmentos,

    biosurfactante, biopolmeros etc -

    p o d e m s e r p r o d u z i d o s p o r

    microorganismos crescidos em

    glicerol bruto (da Silva et al., 2009). A

    levedura de uso industrial Pichia

    pastoris, por exemplo, um candidato

    extremamente promissor, pois

    consegue atingir uma alta densidade

    celular tendo glicerol como fonte de

    carbono. Essa levedura amplamente

    utilizada na produo de protenas

    heterlogas de interesse comercial

    (Cregg et al., 2000), dentra elas -

    amilase, -galactosidase, -lactamase,

    -galactosisidase, endoglucanase,

    pe roxidase e d iversas out ras

    substncias.

    Uma aplicao interessante o uso

    de enzimas expressas por P. pastoris

    na fabricao de rao animal. Fitase,

    f o s f a t a s e c i d a , c e l u l a s e s e

    hemicelulases so alguns exemplos de

    enzimas expressas por essa levedura

    utilizadas na indstria de raes para

    animais. Essa indstria representa um

    setor importante do agronegcio no

    pas e medidas que auxiliem o

    d e s e n v o l v i m e n t o e c o n m i c o ,

    permitindo uma reduo no custo de

    produo, so de grande interesse.

    A c r i ao de a l t e rna t ivas

    ambientalmente favorveis para o uso

    de resduos provenientes de fontes

    renovveis de energia uma rea com

    amplas possibilidades para pesquisa e

    investimento. Solues que gerem

    produtos com valor agregado

    economicamente vantajosos so um

    grande desafio para a pesquisa

    relacionada agroenergia em todo o

    mundo. Alguns produtos que

    atualmente so derivados de petrleo

    podem, a princpio, ser produzidos

    b i o t e c n o l o g i c a m e n t e p o r

    microorganismos que utilizam o

    glicerol. Isso traria benefcios

    econmicos e para o meio ambiente,

    pois promoveria o uso de biodiesel,

    reduziria a dependncia do petrleo,

    diminuiria a emisso dos gases do

    efeito estufa e aumentaria a fabricao

    de produtos qumicos, alimentos,

    raes, etc.

    *Analista, Embrapa Agroenergia

    Paula.franco@embrapa.br

  • Comportamento 3Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

    Motos envenenadas moda em Fortaleza

    O Rei do barulho

    A populao vai ter que esperar novas medidas

    ou Lei, a exemplo como a que foi aprovada

    proibindo o uso de paredes de som, para

    dormir sossegada, nas madrugadas, quando

    acontecem os pegas.

    Cada bairro de Fortaleza hoje

    tem um, dois ou mais Rei do

    Barulho - da poluio sonora -,

    distrbio que ganha a cada dia

    espao na cidade a qualquer hora do

    dia ou da madrugada. Nas extensas

    avenidas, como Washington Soares,

    Bezerra de Menezes, Leste-Oeste e a

    d...