Jornal do Cariri - Novembro

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Edio 01 a 07 de Novembro - Jornal do Cariri

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  • O peridico do Cariri independente REGIO DO CARIRI l DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011 l ANO XIV l NMERO 2506 R$ 1,50

    CULTURA

    Banda Patativa preserva msica regional

    10 7 5

    GRANDES NOMES

    ESTADUAL 2012

    BARBALHA

    COMBATE DENGUE

    ProfessorJoo Gonalves Dias Sobreira

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 31, segunda-feira.Fechado.Dia 01, tera-feira.ENSAIO ABERTO19h00 - Leprosos - Do Universo deAugusto dos Anjos - Cia. Desabafode Teatro.

    Dia 02, quarta-feira.Feriado. Dia 03, quinta-feira.LITERATURA Si Deus Quiz i Meu Padim Cio! -Assislan de Paiva - Juazeiro do Norte-CE.

    Dia 04, sexta-feira.ARTE RETIRANTELocal: E.E.E.P. Raimundo SaraivaCoelho.15h30 - Si Deus Quiz i Meu PadimCio! - Assislan de Paiva - Juazeiro doNorte-CE.

    Dia 05, sbado.ATIVIDADES INFANTIS17h00 - Teatro Infantil - Eu e Tu Contra o Bicho mais Feio do Mundo - Juazeiro do Norte-CE.CINEMA - 100 CANAL17h26 - Eu tambm Sou Patrimnio.

    CINECAFMediador: Elvis Pinheiro.17h30 - Dirigindo no Escuro. Dia 06, domingo.Fechado.

    Destaques da programao de 31 de outubro a 06 de novembro de 2011.

    n SEGURANA ELETRNICA

    n PORTARIA

    n ZELADORIA

    n TERCEIRIZAO DE SERVIOS

    Travessa Slino Duda, 59 - Bairro Santa Teresa - Juazeiro do Norte - CE

    Pea j seu oramento sem compromissoRUA DELMIRO GOLVEIA, 942 - SALESIANOSFONE/FAX: (88) 3512-1100

    TUDO EM AT 10X NO CARTO VISA SEM JUROS

    CHEQUE E CARN.

    AUTOMTICOS, CERCA ELTRICA, PORTEIRO E VIDEO PORTEIRO, INTERFONE, PABX, CFTV.

    Faltam bafmetros e condutores ficam impunes

    LCOOL E DIREO

    Em mais de trs anos de implantao da Lei Seca, nenhum condutor embriagado foi autuado pelos Departamentos Municipais de Trnsito no Crajubar, com provas jurdicas para punio, em casos de acidentes com vtimas. Mesmo estando visivelmente alcoolizado, a Lei exige uma prova que s pode ser produzida com o consentimento do condutor. Pela falta de preparo dos agentes e por no possurem o bafmetro, os Demutrans realizam os procedimentos administrativos e nos casos mais graves, como os criminais, os condutores so encaminhados Polcia Judiciria e os exames de alcoolemia so realizados no Instituto Mdico Legal (IML).

    Barbalha de olho na2 diviso do Cearense

    Ex-prefeitos surgemcomo alternativa em 2012

    Sete municpios podem receber incentivo federal

    A diretoria do Barbalha Futebol Clube aguarda a deciso do Tribunal de Justia Desportiva de Futebol do Cear (TJDF-CE) para comemorar, ou no, o retorno 2 diviso do Campeonato Cearense. Ao fim do Certame deste ano, a raposa do Cariri assume boa posio na tabela, mas depende da Justia para chegar na segundona no Estadual.

    Os ex-prefeitos de Barbalha, Joo Hilrio (PMDB) e Rommel Feij (PSDB) defendem uma campanha alternativa s eleies de 2012, em virtude do descontentamento com a atual gesto do prefeito Jos Leite (PT). Rommel diz que a esquerda no realizou o que tinha se proposto a fazer, e por isso tem travado um acordo poltico com Joo, j que, ideologicamente, eles discordam de opinies. Ambos declaram que no tem interesse em lanar candidaturas prprias e cogitam os nomes de Heloisa Sampaio (PMDB) ou Betilde Sampaio (PMDB).

    Sete municpios do Cariri, considerados prioritrios por apresentarem um nmero elevado de casos de dengue, esto aptos a receber um incentivo do Ministrio da Sade, que ajudar no controle e na preveno do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doena. Para ter direito ao recurso, Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo, Mauriti, Barro e Porteiras devero elaborar um projeto com detalhes das aes de combate ao mosquito e que se adque as recomendaes feitas pelo Ministrio. Sero liberados R$ 5,1milhes para 51 municpios cearenses.

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    CULTURA

    JC lana concurso para mostrafotogrfica e projeto ArtesaniaO Jornal do Cariri em parceria com o Instituto de Estudos Pesquisas e Projetos da Uece (Iepro), Banco do Nordeste e Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, lanar no prximo dia 10 de novembro, os projetos Artesania Cariri- A Riqueza do Artesanato e a mostra fotogrfica Novos Olhares sobre Juazeiro do Norte. So iniciativas de carter editorial e de pesquisa, realizadas com incentivo do Escritrio Tcnico de Estudos Econmicos do Nordeste (Etene / BNB). 11

    CRATO

    Comerciantes reclamam da lentido das obras no centro De acordo com comerciantes cratenses, de julho a outubro deste ano, as vendas no comrcio local cairam significativamente, por causa das obras de requalificao de praas e das ruas Joo Pessoa e Miguel Limaverde. O trecho foi interditado, comprometendo o acesso de clientes s lojas. Com a aproximao do natal e ano novo, os lojistas esto temem que a queda nas vendas seja ainda maior. O Governo do Estado se comprometeu em concluir 50% dos servios at o incio de dezembro. 12

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    n Equipe do Barbalha Futebol Clube aguarda deciso do TJDF-CE

  • O trnsito nos municpios do interior sempre foi uma questo difcil. Aps a Constituio de 1988 e o C-digo de Trnsito Brasileiro, os municpios assumiram a funo fiscalizatria, que anteriormente era inteira dos Departamentos Estaduais de Trnsito. Depois, surgiu a polmica quanto natureza jurdica dos rgos munici-pais de trnsito, o que s foi resolvido quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que tinham de ser autarquias e no empresas.

    Agora, as novas regulamentaes apertaram o cerco contra os motoristas que bebem. Mas, como aplicar a lei, sem condies materiais, como o nmero de bafmetros?

    O Cariri vive esse dilema: os encarregados da fis-calizao do trnsito municipal no possuem bafmetros. Ou, quando os possuem, no sabem oper-los adequa-damente. Faltam meios e preparo, com isso, a sociedade quem mais sofre e todos so submetidos aos requintes de crueldade de motoristas irresponsveis, que confiam na impunidade e na ausncia de fora coativa dos rgos pblicos.

    O trnsito uma mquina de morte no Brasil. Nos-sas estatsticas revelam que nem uma guerra tira tantas vi-das quanto o trnsito em nosso pas. Os motoristas usam de seus automveis como instrumentos de realizao de seu ego, de demonstrao de poder, fora e de dinheiro. Nada mais sem sentido, porm, o que se d em uma sociedade que valoriza esses smbolos de status. Some--se a isso o fato de que h a imprudncia dos condutores de motocicletas e a falta de cuidado dos pedestres, pouco afeitos s faixas que lhes so destinadas.

    O que efetivamente problemtico, porm, o uso do lcool. Dirigir depois de beber algo socialmente aceito e a mudana dessa realidade cultural no simples, nem fcil. A sociedade caririense precisa repensar esses valo-res e dar o exemplo. Adolescentes e jovens so apresenta-dos permanentemente a modelos culturais errados. No incomum at mesmo o elevado consumo de lcool por menores, sem fiscalizao alguma, e o posterior uso de au-tomveis. Em caso de acidentes, os adultos terminam as-sumindo a responsabilidade e isso mascara as estatsticas.

    Uma vez mais, necessria a realizao de campa-nhas educativas para o trnsito. O uso de rdios, jornais e televiso ainda tmido e poderia ser bem mais explo-rado. Nas escolas e nas universidades, infelizmente, no se v com a necessria intensidade esse tipo de preocu-pao dos agentes responsveis pela educao ou pela fiscalizao.

    Os nmeros no mentem. Os custos sociais decor-rentes das mortes, mutilaes e dos acidentes no trnsito superam e muito os baixos custos de campanhas de edu-cao e preveno de acidentes e de desestmulo ao uso de lcool pelos motoristas.

    Mas, algo muito simples como a aquisio de ba-fmetros e o treinamento de pessoal no pode mais es-perar. O que ocorre no Cariri faz parte de uma situao nacionalmente conhecida. O bafmetro e a Lei Seca vm perdendo terreno. A impunidade e a sensao de que tudo permitido esto comeando a vencer a Lei e seus propsitos.

    O Cariri no pode entrar na contramo da histria.

    EditorialLCOOL E TRNSITO: TRISTE HISTRIA DE IMPUNIDADE

    2Opinio

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011

    Exped

    iente

    :

    Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao

    da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda

    CNPJ: 34.957.332/0001-80

    O peridico do Cariri independente

    Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira Diretor de Contedo: Donizete Arruda Diretoria Jurdica: Vicente Aquino Editora Responsvel: Jaqueline Freitas

    Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - Fone (88) 3511.2457Sucursal Fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466Sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF

    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores

    Conselho Editorial: Geraldo Menezes Barbosa | Francisco Huberto Esmeraldo Cabral | Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho

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    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SEXTILHA CARTAO MAIOR REPRESENTANTEDE VOC SER VOC...COMO VOC SE ACEITAE COMO VOC SE CROS OUTROS TAMBM ACEITAMO MUNDO ASSIM O V!

    Welington Costa

    As lideranas polticas do Cariri insistem em dizer que ainda muito cedo para falar de eleies municipais, que acontecero no ano que vem. Mas, o que se percebe que as alianas j comearam a ser formadas. Nas ruas e praas no se falam em outra coisa, a no ser em quem vai disputar o pleito do ano que vem. Na verdade, a corrida eleitoral j comeou no Cariri e os candidatos j desfilam nos principais eventos das cidades.

    Maria de Lurdes, Barbalhense

    REVIVENDO A EXPOCRATONa edio deste noticioso em 27 de se-

    tembro de 2011, transcrevia uma publicidade di-zendo assim: agradecemos aos nossos parceiros em 2011 e esperamos por vocs na Expocrato 2012. Esta mensagem indiretamente, agradece aos parceiros, visitantes e expositores da EXPO-CRATO (2011), ao passo que voc leitor, j se sinta convidado para EXPOCRATO 2012. A organizao deste evento inicia-se antes, durante e depois do trmino da EXPOCRATO. A cada ano, o trabalho incansvel da Associao dos Criadores do Crato, que em parceria com as instituies tm garantido o pleno sucesso. O grande volume de negcios pode ser justificado, tanto pela fora do Agrone-gcio como pelo esforo da Comisso Organiza-dora da EXPOCRATO. No Cenrio de crescimento, a EXPOCRATO tem surpreendido o pblico, alm de proporcionar, oportunidade de negcios. Para concretizao do(s) negcio(s), recebeu apoio das agncias bancrias que para l transferiu seus ser-vios, para atender clientes e expositores.

    Torna-se evidente que a profissionalizao do evento, permitiu valorizar aquilo que patrim-nio cultural do nosso povo. No muito obstante, a construo do Museu na EXPOCRATO (2009), dentro do Parque Exposies, vem demonstrar na prtica, a preocupao com a preservao da me-mria deste grandioso evento. O museu rene um acervo de imagens bem expressivo.

    Com 60 anos de existncia, a EXPOCRA-TO consagrou-se como evento importantssimo do

    setor Agropecurio. Descrever a Expo-sio do Crato recordar a solenidade realizada pelo radialista e cerimonial Huberto Cabral, profissional detentor de um cabedal de conhecimentos da histria do Cariri que muito nos honra com seu saber. Ao ouvir o nobre ra-dialista pronunciar: Exposio Centro Nordestina de Animais e Produtos De-rivados do Crato, muito me emocio-nava. A economicidade deu-lhe, um charme na abreviao, sendo necess-rio pronunciar e escrever somente EXPOCRATO.

    Das inmeras lembranas e personalida-des de que fazem parte dessa histria: o sanfo-neiro e compositor Luiz Gonzaga; Jonas Pereira de Andrade (bilinguim) autor da cano que pede: Doutor traga o trem de volta (...). Recordo ainda da poca em que a exposio tinha como atrao o trio-eltrico Asas da Amrica; das barracas de palha da dona Neuza com seu mungunz; dona Raimunda cabea de porco (in-memria) com sua tradicional buchada. O ento radialista e folclo-rista Mestre Eloi Teles de Morais e tantos outros baluartes, muito fizeram para o engrandecimento deste evento. No entanto, pedimos desculpas se esquecemos de citar outras autoridades de valor histrico para este evento. Ainda assim, o parque de Exposies recebe o nome do Professor, Agro-pecuarista e ex-Prefeito do Crato, Pedro Felcio Cavalcante, autoridade de valor extraordinrio,

    homem com senso de justia e de vi-so, bastante afinado para os padres da sua poca.

    A EXPOCRATO 2011, contou com: artesanato; leiles com transmis-so ao vivo; produtos da Agricultura Familiar; Casa de Farinha; Fazendinha demonstrativa; Exposio de animais (bovinos, caprinos, ovinos, eqinos...). A autntica culinria regional presente nas barracas, com cardpios variados,

    despertou a ateno do publico, com pratos ao gosto do cliente. Com um elenco bem diversificado, outro atrativo foram s atraes, nos seus mais de trs (3) palcos, com programa-o todas as noites. No palco Mestre Eloi Teles, as apresentaes folclricas complementam a EXPO-CRATO, onde a tradio popular teve continuida-de pela Fundao do Folclore. Em um s tempo, famlias residentes em outras cidades, e com pa-rentes na regio, aproveitam estao de frias (julho), para vir ao Crato, para visitar parentes, re-ver amigos e participar tambm da EXPOCRATO. A vitrine do Agronegcio Kaririense, mostrou todo seu potencial. Quem no foi EXPOCRATO, deixou de conferir, as diversas atraes regional e nacional.

    Andson Andrade da SilvaGraduando Letras

    Urca - Misso Velha

    TRNSITO MATA MAIS DO QUE GUERRASAs estatsticas brasileiras sobre acidentes

    de trnsito so estarrecedoras. Em 2010 foram 38.912 mortes (segundo o DATASUS) derivadas de acidentes de trnsito. Do total das vtimas te-mos 81,4% de homens, 18,4% de mulheres e 45,5% de jovens entre 20 e 39 anos. A grande maioria dos acidentes chegando a 90% - so causados por falha humana.

    A guerra do Iraque, durante 7 anos, ma-tou aproximadamente 120 mil pessoas, nosso trnsito matou mais de 220 mil no mesmo per-odo. um absurdo. O Brasil o terceiro pas no mundo em violncia no trnsito, ficando atrs so-mente da ndia e China, passou a Europa inteira e os EUA em mortes na rea. Estimativas indicam que gastamos cerca de 1% a 2% do PIB no trata-mento dos acidentes de trnsito (mortes, afasta-mentos devidos a ferimentos graves, gastos com tratamento de sade, etc).

    Estes ndices nos levam a reflexo que preciso mudar. As mudanas devem passar por profundas alteraes na legislao e na cultura de nosso povo. Os fatores que diretamente influen-ciam so Educao, Preveno, Engenharia, Fisca-lizao e Punio Exemplar.

    As causas gerais dos aciden-tes so conhecidas: consumo de l-cool e drogas, aumento da frota de veculos em detrimento da qualidade do transporte pblico, impunidade dos infratores que irresponsavelmen-te utilizam veculos como armas (e aqui a culpa pode ser atribuda tanto a legislao quanto ao Judicirio) e velocidade excessiva.

    Especificamente, o Departamento Muni-cipal de Trnsito (Demutran) de Juazeiro do Norte vem realizando inmeros projetos que melho-raram a preveno de acidentes de trnsito em nossa cidade. Nossas recentes intervenes na engenharia de trnsito com a implementao dos novos retornos da Avenida Padre Ccero (entre a Rua Leo XIII e a Av. Castelo Branco); a sinaliza-o horizontal e vertical das principais Avenidas (recentemente da Avenida Humberto Bezerra) e das ruas dos bairros do Socorro, Romeiro, Joo Cabral, Frei Damio, Stio So Gonalo, Antnio Vieira, Franciscanos. entre outros, trouxe muito mais preveno aos acidentes; as constantes fis-calizaes (blitz) realizadas em conjunto com a

    Polcia Militar (recentemente fizemos no Novo Juazeiro/Betolndia, Palmei-rinha e Jardim Gonzaga); a atuao do Setor de Educao no Trnsito com o Prmio DEMUTRAN e aes nas escolas pblicas.

    Vamos continuar e intensifi-car nossas aes de Educao, Pre-veno, Engenharia e Fiscalizao. J investimos na aquisio de bafme-

    tros e decibelmeros, vamos adquirir novas viatu-ras para fiscalizao, implantar novo modelo de fiscalizao eletrnica e o videomonitoramento de nossas ruas.

    Mas preciso um plano nacional de pre-veno de mortes no trnsito que mobilize nossa sociedade como um todo, que ataque os proble-mas culturais do lcool/direo e do excesso de velocidade. A Europa fez esse plano e vem redu-zindo os acidentes em mais de 5% ao ano.

    Cludio Luz Secretrio de Segurana Pblica e

    Cidadania de Juazeiro do Norte

    O FUTURO DO BRASIL NA VISO DOS BRASILEIROS

    As expectati-vas, as esperanas, os desejos e as satisfa-es das pessoas so ingredientes muito importantes para as realizaes e a efeti-vao do progresso do pas e de melhora de vida das prprias pessoas. Se o povo est pessimista podem existir motivos que fundamentem esse pessimis-mo, ao contrrio, se as pessoas esto otimistas com o pas, com o estado ou com qualquer outra coisa sinal de que as coisas esto dando certo e a populao enxer-ga nisso uma possibilidade concre-ta de que os mesmos fatores que fazem as coisas darem certo agora continuem existindo tambm no futuro. Consultar o que as pessoas acham da situao econmica do pas e sua expectativa quanto ao futuro importante para que se possa vislumbrar um futuro que seja compatvel com o desejo e a esperana das pessoas.

    O IPEA em uma pesquisa na qual construda o ndice de Expectativa das Famlias (IEF) por meio de amostra, famlias so con-sultadas mensalmente a respeito do que elas acham do futuro do pas sobre diversos aspectos. Con-siderando essa pesquisa, pode-se dizer que de modo geral o brasi-leiro est otimista com o futuro do pas. Quanto s regies, o Centro--Oeste a mais otimista e o Norte a menos otimista. As outras regi-es esto mais ou menos dentro da mdia nacional.

    Quanto economia brasi-leira, os brasileiros esto um pouco otimista, embora menos do que estavam h um ano. Em torno de 58% dos brasileiros acham que o Brasil estar em situao melhor daqui um ano do que est atual-mente. Quando se considera um perodo mais longo, a expectativa muda um pouco, mas no subs-tancialmente. So 56% dos brasi-leiros que acham que o pas estar melhor daqui a 5 anos do que est atualmente. Aqui, as regies apre-sentaram resultados totalmente diversos umas das outras. Enquan-

    to as regies Norte e Sul apresentaram 43% das famlias otimistas com a economia do Brasil nos prximos cinco anos, o Centro--Oeste tem 83% de suas famlias otimis-tas, as do Nordeste

    70% e as do Sudeste 48%.

    Nessa mesma pesquisa foi constatado que 72% das famlias brasileiras esto em melhores con-dies financeiras do que estavam h um ano. Quanto expectativa dessas famlias para as suas pr-prias condies financeiras para os prximos doze meses, entre 67 e 87% (variando conforme a escola-ridade e o rendimento das famlias) delas esperam que os prximos doze meses sejam melhores do que agora. Quanto ao consumo de bens durveis, 54% das famlias acham que atualmente um per-odo adequado para a realizao de compras de bens permanentes. Ao mesmo tempo, 9% delas se con-sideram muito endividadas, 39% dizem que possuem dvidas em valores moderados considerando a renda familiar e 53% dizem no possuir nenhuma dvida.

    O lema que diz que o bra-sileiro otimista por natureza deve ser desvirtuado e mudado para o brasileiro est otimista fundamen-tado em fatores que sustentam o dinamismo do Brasil. A locomo-tiva do Brasil, que o seu povo e sua garra, estando firme, forte e otimista o pas pode ficar em po-sio privilegiada para mostrar ao mundo a sua fora, importncia, respeito e riqueza. Aos brasileiros, o nosso pas pode perfeitamente apresentar melhores condies de vida, melhores satisfaes com o que ocorre aqui e um lugar prop-cio para a prosperidade. O otimis-mo do brasileiro pode contagiar essa vocao do Brasil para o cres-cimento, o desenvolvimento e o progresso dos seus habitantes.

    Francisco CastroEconomista

  • 3REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011PolticaCidades

    RUA DO CAPIM - ANTES ERA ASSIM...

    A Travessa Moiss Fernandes, conhecida

    como Rua do Capim, representava um srio problema

    para os moradores do Bairro Timbabas, quando nos

    perodos chuvosos as guas alagavam ruas e invadiam

    casas.

    Para resolver de vez este problema, a

    prefeitura realizou intervenes na rua criando um

    novo sistema de drenagem, onde foram implantadas

    manilhas, construdas bocas de lobo nas ruas

    adjacentes para suportar a fora das guas e facilitar

    seu escoamento, e ainda, realizou a pavimentao,

    oferecendo assim melhores condies para os

    residentes.

    Sem bafmetro, no h punio nos municpiosMirelly Morais, Jacqueline Dantas e Lindsay Franco

    O taxista Valdeci Fer-reira foi vtima de um acidente de trnsito que o dei-xou com sequelas. H quase dois meses sem trabalhar, ele passou por uma cirurgia no f-mur direito e anda de muletas, enquanto aguarda a liberao do auxlio doena do INSS e depende da ajuda da famlia para se manter. Apesar das evidncias contra o condutor que invadiu a preferencial, em alta velocidade, ocasionando o acidente, e fugindo do local sem prestar socorro, nada pode ser foi feito, pois no havia pro-vas contra o infrator, relata Valdeci.

    A agente de Trnsito de Juazeiro do Norte, Cludia Bar-bosa, revela que situaes des-sa natureza so comuns pela imprudncia e inoperncia dos rgos de fiscalizao. Ela diz que em mais de trs anos da implantao da Lei Seca, jamais houve uma autuao relaciona-da ao uso de lcool e direo, feita pelo Departamento Mu-nicipal de Trnsito (Demutran).

    Cludia considera a situao preocupante, e diz que a fiscalizao prejudica-da pela falta do equipamento adequado, o etilmetro, mais conhecido como bafmetro. No h fiscalizao ostensiva nesse sentido, os agentes no so treinados para a aplicao da Lei, nem o rgo dispe de equipamento, lamenta.

    A agente comenta ser

    costumeiro abordar em blitzes, principalmente em finais de semana e feriados, conduto-res visivelmente alcoolizados, porm, eles disfaram e so li-berados sem que provas sejam produzidas. Mas, ela acredita que mudanas acontecero nesse sentido. Os especialis-tas j no tratam os eventos de trnsito como acidentes e sim como sinistros, considerando que podem ser evitados e que, na maioria das vezes, so co-metidos por imprudncia dos condutores, por isso, sugerem medidas mais duras e cobram a aplicao de penas mais pesa-das. Ela acha importante unir

    as aes nos trs municpios do Crajubar e concorda com o au-mento das penas. A Lei repre-senta um grande avano, mas as pessoas at esquecem, por conta da falta de fiscalizao. Por enquanto, somente a Pol-cia Rodoviria realiza o proce-dimento, fiscalizando apenas as rodovias.

    De acordo com o gerente do setor de educao no trnsi-to, Demontiez Jnior, quando a equipe chega at o local do acidente, encaminha os envol-vidos para a delegacia, onde feito o procedimento. E caso seja necessrio, o condutor le-vado ao Instituto Mdico Legal

    (IML), onde submetido a um teste de dosagem de alcoole-mia no sangue. Ele afirma que o municpio j adquiriu um eti-lmetro, que estar em uso no mximo em 20 dias. Com isso, as fiscalizaes vo ser intensi-ficadas, garante Demontiez.

    Robrio Paiva, agente de trnsito do Crato, explica que pela falta do bafmetro, o Demutran faz as autuaes ad-ministrativas, cobra as multas e encaminha os infratores para realizarem exames no Instituto Mdico Legal (IML).

    A LEIAntes da reforma le-

    gislativa promovida pela Lei 11.705/2008, o Cdigo de Trn-sito Brasileiro (CTB), no art. 306, no falava em taxa de al-coolemia. Com a nova redao, a dosagem etlica passou a ser exigida expressamente pela Lei, integrando o tipo penal. Porm, s se configura o delito em apreo direo embriagada, com a quantificao objetiva da concentrao de lcool no san-gue de 0,6 decigramas por litro, que no pode ser presumida ou medida de forma indireta, como por prova testemunhal ou exame de corpo de delito in-direto ou supletivo. A Lei exige prova tcnica direta e objetiva. preciso comprovar tecnica-mente a taxa de lcool no san-gue.

    PUNIODirigir sob efeito de lcool

    ou qualquer outro tipo de subs-tncia psicoativa, ou que gere

    dependncia, considerado, pelo CTB, infrao gravssima vezes cinco, com multa de R$ 957,00. O infrator ter o docu-mento de habilitao recolhido, o veculo retido e o direito de dirigir suspenso por 12 meses, mais sete pontos na carteira.

    MUDANAS A recusa ao exame de

    sangue e ao bafmetro no pode sujeitar o motorista a nenhuma sano, porque ele conta com o direito constitu-cional de no se auto-incrimi-nar. No entanto, est sendo proposto um Projeto de Lei, no qual requer a assinatura de 1% do eleitorado civil, di-vidido por cinco estados, em que nestes some um dcimo das assinaturas totais, para modificao do cdigo atual, atravs do qual o indivduo possa ser autuado. O objeti-vo aumentar a pena contra quem dirige embriagado e acabar com a tolerncia de al-guns miligramas de lcool no sangue.

    Os organizadores da campanha tentam reunir, pela internet, 1 milho e 300 mil assinaturas e mandar ao Con-gresso Nacional um projeto de lei com penas maiores, de cinco a oito anos, para quem matar algum no trnsito, de-pois de beber. Pedem tambm que seja tirado da Lei o limite de lcool no sangue.

    Nestas propostas, o motorista no poderia se re-cusar a fazer o teste do baf-metro ou um exame clnico. E seria o suficiente para respon-

    sabilizar algum na Justia.A reforma na Lei soma

    divergentes opinies entres os juristas. Para o advogado Cristovo Maia, essa uma questo complexa, que care-ce de mais estudos, visto que pesa os direitos atribudos no artigo 5 da Constituio, sobre a garantia dos direitos humanos, posto como clu-sula ptrea, que no pode sofrer alterao. Mas opina, para mim, tudo deveria ser modificado em virtude da segurana da sociedade, em que os benefcios sejam as-segurados. Ele explica que tambm devem ser consi-derados os aspectos de dolo direto e eventual, quanto inteno do acidente ou quando a ao resultante do acidente de trnsito culpo-sa, sem inteno, cujo infra-tor responder ao Cdigo de Trnsito Brasileiro e no a um processo penal.

    PESQUISA NA REAUm estudo voltado

    para a questo educativa est sendo desenvolvido pelas especialistas em segurana no trnsito na regio, Mrian Queiroz e Cludia Barbosa. Elas pretendem sair s ruas, no perodo noturno, para ou-vir aqueles que esto bebendo e diagnosticar o que pensam os condutores sobre a relao lcool e direo. A inteno justamente ouvir as pessoas quando j beberam e saber se elas no pensam que em pou-co tempo podem ser vtimas de um acidente de trnsito.

    LEI SECA NO CARIRI

    n Apenas a Polcia Rodoviria possui o bafmetro para autuar condutores

    Foto: Ccero Valrio

  • Joo Hilrio e Rommel propem aliana em campanha alternativa

    Um novo fazer poltico a viso defendida pelos ges-tores municipais. Para o con-trolador e ouvidor Geral do Estado, Joo Melo, o cidado deve fazer parte desse pro-cesso, entendendo que pre-ciso deixar a sociedade ciente da movimentao financeira dos governos. Para tanto es-to sendo criados portais de transparncia, com as devi-das informaes acerca da movimentao dos recursos pblicos, para que a socieda-de fique ciente de todo o pro-cesso administrativo.

    preciso que a so-ciedade esteja esclarecida e saiba que seu dever fazer o acompanhamento e a fis-calizao dos recursos p-blicos, que no tem nada a ver com recursos prprios do governador ou prefeito. Esse recurso nosso, por aquilo que pagamos, decla-ra. Ele explica que o controle

    da aplicao dos recursos, s vezes, acontece bem distan-te dos olhos do governante, mas que est sob os olhos da sociedade civil, o esforo maior que estamos fazendo dar a sociedade o conheci-mento necessrio para que possa se inserir no contexto e acompanhar a aplicao dos recursos.

    O procurador do mu-

    nicpio de Juazeiro do Norte, Luciano Daniel ratificou que o objetivo trazer a socieda-de civil participao direta, junto aos representantes pol-ticos, devemos extrair daqui algumas metas para execu-o de um programa nacio-nal de controle dos gastos pblicos. Para ele, a oportu-nidade um marco histrico na Constituio Nacional.

    A I Conferncia Mu-nicipal sobre Transparncia e Controle Social, em Juazeiro do Norte, buscou a promo-o de estratgias para efeti-va fiscalizao dos recursos e administrao pblica. A ela-borao dos projetos deve ser apresentada na conferncia a nvel estadual, que ser reali-zada em Fortaleza, em maro de 2012.

    Gestores defendem novo fazer poltico

    Jacqueline Dantas

    O s ex-prefeitos de Barbalha, Joo Hilrio (PMDB) e Rommel Feij (PSDB), postos historica-mente como adversrios po-lticos, planejam uma aliana em razo da atual conjun-tura, onde eles apontam o descontentamento da popu-lao com a atual gesto do prefeito Jos Leite (PT), e a necessidade de defend-la numa campanha alternativa. Embora os mesmos no de-clarem interesse em lanar campanhas prprias.

    Joo avalia que a re-eleio no tem sido bem aceita no Crajubar, e ao que me parece, em 2012, no ser diferente. Ele refaz um qua-dro poltico, no qual aponta que desde o ano 2000, o pro-cesso de reeleio tem sido rduo ou inexistente, salvo em Crato, no ano de 2008, com a continuidade da ges-to do prefeito Samuel Ara-ripe (PSDB).

    Ele relata que o PMDB permanece aliado ao prefei-to Jos Leite (PT), mas com algumas restries quanto

    poltica administrativa, por isso, sustenta uma linha in-dependente s eleies de 2012, tenho sentido o apelo da populao por uma cam-panha alternativa. Para Joo, a tendncia perma-necer na base do PT, mas no descarta outra aliana, caso sejam lanados nomes como o de sua filha Heloisa Sampaio (PMDB). Apesar dela no ter trabalhado seu nome em nenhuma campa-nha poltica, o carisma e o trabalho que tem executado vem conquistando muita gente, frisa.

    Heloisa afirma que no momento no tem interes-se em se lanar candidata, nunca cogitei assumir o car-go, no faz parte das minhas prioridades, embora eu fique grata porque, espontanea-mente, a populao tem se lembrado de mim. Ela reve-la que na campanha passa-da recusou o convite do go-vernador Cid Gomes (PSB) para encabear a chapa. A sua me, Betilde Sampaio (PMDB), tambm est sendo cogitada, mas ela declara que tudo depender das pesqui-sas populares e da proposi-

    o do partido e coligaes, pois, por enquanto, a sua po-sio permanece indefinida.

    H um denominador comum entre eu e o Joo, que se resume no anseio de ajudar o povo, declarou o ex-prefeito Rommel Fei-j (PSDB). Ele descreve que a aliana apenas poltica, pois ambos sustentam ques-tes ideolgicas divergentes, e a unio advm do povo, temos assistido a redemo-cratizao de Barbalha, j que a esquerda no realizou o que tinha se proposto, concluiu o peessedebista.

    DONIZETE ARRUDAPoltica

    Cariri precisa tirar vantagens

    O PT decidiu que o deputado Jos Guimares ser o novo lder do partido na Cmara Federal. uma conquista que merece ser festejada pelo Cariri e por todo o Cear. Fazia oito anos que nenhum parlamentar cearense conseguia ocupar a liderana de um partido no Congresso Nacional. Imagine, lder do maior partido. Guimares assume essa funo no incio de 2012. Esse cargo favorece ao Cariri para conseguir liberar investimentos essenciais ao desenvolvimento da Regio. Em especial, quem comemora a liderana do deputado Guimares o prefeito Santana. Com canal livre junto ao Planalto e a presidente Dilma, o poder de Guimares aumenta as chances de reeleio do prefeito Santana.

    Ideli telefona para Manoel Salviano

    Jantaram na tera passada em Braslia o prefeito Manoel Santana com os deputados Jos Guimares e Manoel Salviano. Discutiram francamente sobre um acordo que uma PT e PSD nas eleies de Juazeiro no ano que vem. Quem est a endossar esse acordo entre Salviano e Santana a prpria presidente Dilma. Durante o jantar, a ministra Ideli Salvatti telefonou para Guimares para falar com Salviano. Convidou-o a visit-la no quarto andar do Palcio do Planalto. Disse que ele ser bem vindo e relatou o desejo da aliana ser concretizada. Salviano antes de consentir em apoiar Santana, cumpriu um roteiro e pediu que o prefeito concedesse entrevistas pedindo seu apoio publicamente. Santana j cumpriu essa exigncia. Agora esperar o prximo passo nessa unio.

    Apoio de Arnon o prximo alvo

    Depois de iniciar os entendimentos com Manoel Salviano, a ministra das Relaes Institucionais, Ideli Salvatti, vai convidar o deputado Arnon Bezerra para um caf em seu gabinete. Ideli age a pedido do deputado Guimares e do prefeito Manoel Santana. O esforo do Planalto e do PT nacional costurar um grande palanque com o governador Cid Gomes e os deputados Manoel Salviano e Arnon Bezerra.

    Raimundo vive dias de tenso

    O Tribunal de Contas dos Municpios(TCM) vai julgar mais uma conta de Raimundo Macedo. Nos bastidores do TCM, a informao que o voto do relator que era o conselheiro Luiz Srgio Gadelha era pela desaprovao. Contudo, Gadelha aposentou-se e deixou o tribunal. Um novo conselheiro ser indicado pelo governador Cid Gomes. Raimundo se articula pesadamente para assegurar a aprovao de suas contas sob pena de se tornar inelegvel. Essa ameaa que paira contra a candidatura de Raimundo sob o jugo do TCM alegrou os vereadores juazeirenses que aps o julgamento do tribunal iro se manifestar pela aprovao ou desaprovao. Acreditam que podem tirar vantagens na votao.

    Novidade na corrida eleitoral

    Convencido de que o deputado Manoel Salviano no ser candidato a prefeito de Juazeiro e negocia uma aliana com o prefeito Manoel Santana, o ex-deputado estadual Vasques Landim decidiu lanar sua prpria candidatura sucesso juazeirense. O lanamento foi definido em uma reunio entre Vasques e o presidente regional do PR, ex-governador Lcio Alcntara. A candidatura de Vasques Landim mais um nome que se credencia a ser a terceira via no acirrado tabuleiro eleitoral de Juazeiro do Norte.

    Presente especial para Sineval

    O PSB promoveu um encontro estadual no ltimo domingo em Fortaleza. A surpresa foi o prprio governador Cid Gomes atuando como mestre de cerimnia. E quem acabou ganhando uma boa notcia foi o deputado estadual Sineval Roque. Ao anunciar a presena de Sineval, Cid acrescentou que ele deve ser o nosso candidato a prefeito no Crato. Nenhum outro nome virou candidato do Governador em pleno ms de outubro e publicamente. Esse anncio enterra as pretenses polticas de Andr Barreto que sonhava em ser ungido candidato socialista com o aval de Cid na cidade do Crato. Agora, com esse respaldo o deputado Sineval Roque precisa construir alianas slidas e viabilizar sua candidatura.

    Disse me disse...

    Prefeito Z Leite acertou a ida do presidente nacional do PT, Rui Falco, para um evento poltico em Barbalha na sexta.

    No domingo passado, o deputado Perboyare Digenes ganhou uma festa de aniversrio com mais de 3 mil presentes em Saboeiro.

    L estiveram para prestigiar Perboyare que ainda no definiu se ser candidato a prefeito no ano que vem, o vice-governador Domingos Filho e o senador Euncio Oliveira.

    Welington Landim o nome mais cotado para suceder Luiz Srgio Gadelha que se aposentou do TCM. A Assembleia deve escolher o novo conselheiro, provavelmente at a prxima semana.

    Desculpe a ignorncia, por que os vereadores de Juazeiro festejaram na Cmara ao saberem que o TCM pode desaprovar as contas do ex-prefeito e hoje deputado Raimundo Macedo?

    BARBALHA

    JUAZEIRO

    4 REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011Poltica

    Colocando margem as divergncias polticas, a Cmara de Juazeiro foi un-nime na aprovao da men-sagem de Lei (075/2011), protocolada pelo chefe do Executivo, Manoel Santana Neto (PT), que versa sobre a ampliao das horas-aulas dos servidores da educao, de 100 para 200. Embora, te-nha sido gerada uma discus-so quanto regulamentao apresentada no texto, pois o projeto apia-se em algumas lacunas, que permitiria o uso de questes eleitoreiras, con-forme apontam alguns vere-adores. A oposio, mesmo no conseguindo encaixar emendas, votou favorvel ao Projeto, considerando a sua relevncia para a categoria.

    A emenda da Comis-so de Educao, formada pelos vereadores Darlan Lobo (PMDB), Roberto Sam-paio (PSB) e o professor An-tnio Ferreira (PC do B), foi vetada. Por meio dela, tenta-

    va-se suprimir o artigo pri-meiro da mensagem, o qual submete os profissionais outra avaliao profissional regulamentada pelo chefe do Executivo. Na viso dos vere-adores, a Lei no deixa claro de que forma seria realizada esta avaliao.

    Assumindo a postura de lder do executivo, Adau-to Arajo (PSC) defende que

    os profissionais, devidamen-te aptos, no precisam se pre-ocupar com a nova avaliao, rebatendo a emenda que dava garantia aos servido-res de que todos eles seriam efetivados sem depender de outra avaliao, pois a cate-goria alega temor quanto aos critrios a serem utilizados na escolha, que pode ser feita mediante alguma afinidade

    poltica ou pessoal.O sindicato dos pro-

    fessores declarou que no se sentiu contemplado com a forma que o projeto foi redi-gido, pois teme que a brecha na Lei prejudique a categoria futuramente. Os profissio-nais prestaram concurso em janeiro de 2009, em que o prazo desse edital expira no dia 03 de novembro de 2012.

    Oposio favorvel e Executivo consegue unanimidade

    n Joo Hilrio (PMDB) n Rommel Feij (PSDB)

    FOTO: ASSESSORIA DE COMUNICAO DA PREFEITURA DE JUAZEIRO

    n A I Conferncia sobre Transparncia e Controle Social tratou de estratgias para fiscalizao dos recursos pblicos

    n Vereadores aprovam o projeto do Executivo para aumentar horas/aulas dos servidores da educao

  • 5REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011PolticaCidades

    DENGUE

    JUAZEIRO

    Jacqueline Dantas

    A celebrao de Finados remete a maior peregrinao de romeiros cidade. Cerca de 700 mil fiis advindos de todas as partes do pas estaro em Juazeiro at o final da romaria, favorecendo o comrcio e a rede hoteleira atravs do turismo re-ligioso. Para o padre Jos Ventu-relli, importante que se preze a visita do romeiro, que pela f percorre distncias rumo terra

    do Padre Ccero, e aqui chegan-do, engrandece a cidade.

    O secretrio de Turismo, Jos Carlos diz que tem se mo-bilizado para estimular os as-pectos que do visibilidade ao Centro de Apoio aos Romeiros, alm de estabelecer as condi-es bsicas como a limpeza e a segurana. Jos Carlos frisa que a romaria impulsiona a econo-mia, e, sobretudo, o comrcio informal na venda de artigos religiosos, artesanato e alimen-tao. E ressalta que o fluxo

    dessa romaria permeia outros locais como a Baslica de Nossa Senhora das Dores, a Igreja do Socorro e a de So Francisco, alm da colina do Horto.

    Centro de Romeiros O que atrai os romeiros

    s vendas so as mercadorias, quando eles percebem tantos boxes vazios, vo para outro lugar, relata o comerciante Lcio Lopes, ao avaliar o im-passe da maioria dos boxes que ainda continua desativada, no

    Centro de Apoio aos Romeiros, que concentra os comerciantes transferidos do entorno das Ruas So Pedro e Padre Ccero. Mas destaca que a mudana era preciso e que basta tempo para a adaptao, calada no lugar de comrcio, e aqui tem tudo para dar certo. Tambm, declara a satisfao com o am-biente pela organizao que promove a cidade, ter vindo para c consertou o problema de transitar apertado entre as barracas, alm do fato que a

    gente pagava alto para ficar na frente dos estabelecimentos.

    O coordenador admi-nistrativo do Centro, Marcos Bezerra disse que foi feito um diagnstico para sanar as com-plicaes apresentadas na l-tima romaria, quanto falta dgua e de energia no local, alm de habilitar um espao para banho, entre os quatro ba-nheiros j oferecidos. Sobre os boxes que esto desativados, ele afirma que os proprietrios j foram notificados, fizemos

    uma convocao para a insta-lao do restante, do contrrio, o permissionrio responder ao setor jurdico da Ceasa, sob o risco de ter o ponto revertido.

    Existem 1.042 boxes di-vididos em dois pavilhes, o pavilho Monsenhor Murilo, que ampara o comrcio da Rua So Pedro, e o pavilho Padre Ccero, da Rua Padre Ccero. Dos quais, 42 boxes ficaram a cargo da administrao e 30 para comerciantes oriundos de outras cidades.

    Romaria de Finados favorece o comrcio e a rede hoteleira

    Incentivo ajudar no controle da doenaLindsay Franco

    Sete municpios da re-gio do Cariri esto aptos a receber o in-centivo do Ministrio da Sade, que ajudar no con-trole e na preveno do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. So eles: Juazei-ro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo, Mauriti, Barro e Porteiras. Para 51 municpios cearenses, considerados prio-ritrios por apresentarem altos ndices de infestao, sero li-berados R$ 5,1 milhes. A ver-ba deve comear a ser liberada ainda no ms de dezembro.

    Para ter direito ao recur-so, as cidades devero elaborar um projeto, em 45 dias aps a publicao da Portaria, com os detalhes das aes que devero ser realizadas com o auxlio do Ministrio da Sade. A ver-

    ba corresponde a 20% do Piso Fixo de Vigilncia e Promoo da Sade que os municpios j recebem.

    Ainda neste ms de no-vembro, a Secretaria de Sade do Estado do Cear e o Conse-lho de Secretarias Municipais de Sade (Cosems) vo realizar uma reunio para anlise dos planos de contingncia elabo-rados e apresentar detalhes do que o Estado vai oferecer para estimular o combate doena.

    Em 2011, com base nos dados da Secretaria de Sade do Estado, o Crato apresentou 379 casos, o maior ndice em re-lao a municpios caririenses. Apesar dos nmeros elevados, o coordenador de endemias, Marcos Aurlio ressalta que o ndice caiu, em relao aos me-ses anteriores. O nosso plano j est em fase de concluso e deve passar apenas por uma atualizao na expectativa de

    que seja aprovado.De acordo com o coor-

    denador de endemias de Jua-zeiro do Norte, que registrou 160 casos este ano (dados da Secretaria Estadual), Francisco Macedo, vrias aes de com-bate a dengue j so realizadas, mas sero aprimoradas atravs das orientaes que sero re-passadas pelos representantes da Secretaria de Sade, neste ms de novembro.

    Em Barbalha, o proje-to j est sendo preparado, segundo Antnio Eusbio de Oliveira, coordenador do N-cleo de Endemias. O munic-pio teve 71 casos da doena registrados em 2011. Estamos confiantes de que conseguire-mos os recursos para intensi-ficar as aes de controle do mosquito, disse o coordena-dor, ressaltando que os mu-nicpios precisam garantir o

    nmero adequado de agentes de endemias para realizao das visitas domiciliares, que equivalente a um agente para cada mil imveis.

    Mauriti e Barro ocupam o segundo e terceiro lugar no Cariri de maior nmero de casos registrados at meados de outubro, com 319 e 306 respectivamente. Os nmeros surpreendem porque os mu-nicpios possuem menos de 50

    mil habitantes. Ver grfico. O JC entrou em contato

    com o setor de endemias dos municpios caririenses que esto aptos a receber a verba federal e todos garantiram j possuir um plano de combate dengue, mas devero inten-sific-los, no intuito de conse-guir a aprovao dos projetos e diminuir os casos da doena durante o perodo considera-do crtico.

    I N C E N T I V O F E D E R A L PA R A M U N I C P I O S D O C A R I R IMunicpios Casos 2011 Populao PFVPS (Anual) Incentivo 20%

    Juazeiro do NorteCratoBarbalhaBrejo SantoBarroMauritiPorteiras

    160379

    71136306319133

    249.939121.428

    55.32345.19321.51444.24015.061

    1.012.126,54498.582,01172.452,20129.813,86

    58.632,33120.253,92

    40.957,77

    202.425,31 99. 716,4034.490,4425.962,77 11.726,4724.050,78

    8.191,55

    *Dados da Secretaria Estadual de Sade Sesa

    **Piso Fixo de Vigilncia e Promoo da Sade (PFVPS)

    R$R$R$R$R$R$R$

    R$R$R$R$R$R$R$

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    CULTURA

    Banda Patativa reavive tradio da msica regional

    33 ANOS DE TEATROcone do teatro caririense, Orleyna Moura completou, em outubro, 33 anos de carreira. De gerao em gerao, ela vem ensinando a arte de atuar. Radiante com as comemoraes dessa data, Orleyna revelou que neste ms de novembro vrios espetculos acontecero no Teatro Raquel de Queiroz. Vale a pena conferir!

    ATLETAS

    Em uma recepo que contou com a presena de clientes e amigos foi inaugurada a concessionria Renault no Cariri. Na foto, Luiza Martins, Zenildo, Oswaldo Filho, Dona Socorro e Oswaldo Martins. Parabns por mais esse empreendimento em nossa regio.

    Minha amiga Darineia Fidelis e Thayna Pontes so verdadeiras atletas. Elas correram o percurso do Sesc completo e no perderam o charme. Estavam lindas! Verdadeiras campes. Quem sabe eu no me animo e viro atleta como vocs. Adorei.

    DEZ ANOS DE UNIO

    Para celebrar os 10 anos de unio, Smia e Charles Arrosi reuniram parentes e amigos em uma comemorao super emocionante, com a presena dos trs filhos do casal. Que Deus abenoe essa linda famlia!

    FASHIONSuyane Moreira participou de um mega desfile em Juazeiro. Como no podia deixar de ser, esteve na Rdio Vale FM para rever amigos. Preciso dizer que ela estava maravilhosa no desfile. Parabns aos organizadores do evento, pela inovao e organizao. No click de Demontier Tenrio, com o meu querido Jucimar Leite. bom v os filhos da terra sendo valorizados. Sucesso sempre Suyane. Adoro voc!

    INAUGURAO

    O dia 30 de outubro todo dedicado a ela. Minha querida irm Wanuska Marrocos, que hoje reside em Goinia (GO), completou mais um ano de vida. Jornalista, empresaria, modelo e atriz. Uma mulher maravilhosa!! Na foto, com nosso amorzinho Murillo, que com certeza seu maior presente. Amo-te imensamente. Parabns!

    O peridico do Cariri independente

    Chagas Lima

    Oriunda do Movi-mento Razes do Cariri (Moraca), criado h 12 pelo professor e pesquisador Fran-co Barbosa, a Banda Caba-al Patativa tem trabalhado as razes musicais da regio, principalmente, aquelas re-lacionadas ao maracatu cari-riense, que se identifica com o maracatu de Recife, mas no tem qualquer relao com o de Fortaleza. A dana do maracatu da nossa capital lenta, enquanto que a nossa mais cheia de vida. mais movimentado e danante, explica Franco, contando que a idia de criar a Banda Patati-va surgiu quando foi lecionar na Escola de Ensino Funda-mental Zila Belm (no Parque Tringulo), onde percebeu o interesse de vrios meninos em aprender a tocar flauta, p-fanos e outros instrumentos.

    Franco conta que reu-niu um grupo de meninos e fez uma seleo para forma-o da Banda e os encaminha-mos para o Projeto Admirvel Truppe, onde os jovens apren-deram a tocar os instrumen-tos j citados. Atualmente a Banda possui sete integrantes:

    Samuel, Jonatan, Joe, Welling-ton, Uemerson, Pedro Henri-que e Alexandre, todos na fai-xa etria entre 14 e 15 anos. Os ritmos tocados so: baio, xa-xado, cco, xote e outros, que foram criados pelas prprias Bandas Cabaais, na poca do Padre Ccero, sendo aprovei-tados por vrios artistas at os dias de hoje.

    O professor acrescenta que o grupo, alm de se apre-sentar em diferentes eventos,

    convidado tambm para interpretar benditos em reno-vaes (atos religiosos realiza-dos em residncias reunindo grupos de pessoas), tocados em ritmo de baio.

    Alguns ainda so alunos da Escola Zila Belm, outros do Centro de Refern-cia Educacional Almirante Ernani Aboim (Ciro). Eles no querem mudar o estilo musical e tocar outros rit-mos, a exemplo das musicas de cunho puramente comer-

    cial. Eles fazem questo de preservar exatamente o que aprenderam. Isso interes-sante porque a gente sabe que a maioria dos adoles-centes no aprecia as bandas cabaais. E eles (da Banda Patativa) pensam de forma diferente. Querem continu-ar estudando e pesquisando msicas de Jackson do Pan-deiro, Luiz Gonzaga e Trio Nordestino, buscando tam-bm alguns trabalhos de uma

    gerao mais recente como Alceu Valena, Alcymar Monteiro, Santana (o Canta-dor), Fbio Carneirinho, Luiz Fidelis, afora tantos outros, diz Franco Barbosa.

    A idia incutir na mente da meninada a impor-tncia que esses artistas tm dentro do contexto musical nordestino. Para tanto, adian-ta o professor, um trabalho

    est sendo iniciando, visan-do dar uma nova roupagem Banda, para que ela cresa cada vez mais, musicalmen-te. Estamo viabilizando um patrocnio junto institui-es financeiras, como Banco do Nordeste do Brasil (BNB), para apresentaes em outras regies do pas, como aconte-ceu com o Grupo Moraca, concluiu Franco Barbosa.

    n Jovens da Banda Cabaal participam de projeto que valoriza as razes culturais da regio

    n Meninos aprenderam a tocar instrumentos

    SAMPAIO E OLIVEIRA LTDA

    Torna pblico que recebeu Superintendncia Estadual do Meio Ambiente - SEMACE a Regularizao da Licena de Operao para Transporte de Produtos Perigosos, com validade de 07/09/2012, para transporte no Municpio de Crato - CE na Rua. Rui Barbosa, N 157 Bairro. Muriti

    Foi determinado o cumprimento das exigncias contidas nas Normas e Instrues de Licenciamento da SEMACE.

    WANUSKA MARROCOS

  • BARBALHA FUTEBOL CLUBE

    Equipe confiante no retorno 2 Diviso

    8 REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011Esporte

    CCERO NICSSIOTOQUE DE PRIMEIRA

    GRAMA X GRANAAs torcidas do Icasa e do Guarani esto

    vivendo situaes diferentes. A do Icasa est se cotizando para pagar um bicho gordo e dar aos jogadores, caso o time permanea na srie B. Louvvel essa atitude da torcida do verdo. J os torcedores do Guarani tem que doar oito metros quadrados de grama para o mais novo campo do bairro da Betolndia.

    SOLUO CASEIRANas dcadas de 70 e 80, quando o Cear ou Fortaleza

    estavam mal das pernas, logo aparecia um salvador e falava em alto e bom som: se o seu time est na UTI, chama o guri. Na maioria das vezes dava certo, quem no lembra do j falecido Cesar Morais? Hoje, quando o Cear precisa de uma soluo caseira, o nome certo sempre o do Dimas Filgueiras.

    GRANDE EXEMPLOMaurine. Esse o nome de uma grande brasileira. A menina

    ala direita da seleo brasileira, perdeu o pai no domingo, e com o apoio das companheiras e da prpria famlia, ficou no Mxico e fez o gol, o nico do jogo. Levou o Brasil para a final. O exemplo dela me d orgulho de ser brasileiro.

    Analu Morais

    Com o fim dos jogos do Campeonato Cea-rense, o Barbalha Fu-tebol Clube se mos-tra confiante quanto ao retorno do time 2 diviso, fato que no acontece desde 2008, quan-do foi rebaixado. O tricolor dos verdes canaviais sustenta uma boa posio na tabela, mas a classificao ainda depende da deciso do Tribunal de Justia Desportiva do Futebol do Ce-ar (TJDF-CE), que sair ainda esta semana.

    De acordo com o tcni-co do Barbalha, Antonio Luiz, h algumas rodadas, o Itapaj entrou com um recurso contra o Paracuru por ter participado da partida com jogadores que no estavam regularizados. Como punio, a Justia reti-rou 10 pontos do Paracuru, o que deixou o time caririense na vice-liderana. Mas o time recorreu, e agora tudo est nas mos do Tribunal. Se houve a punio, acho muito difcil a mudana de idia. Temos mui-ta esperana em relao a isto, explica Antonio.

    Dificuldades

    A raposa do Cariri en-frentou diversas dificuldades durante o campeonato, como a falta de patrocinadores j que eles contavam apenas com o patrocnio da Prefeitura e os problemas na regulari-zao dos jogadores. Antonio conta que foi difcil, porque estavam jogando apenas com 17 homens, mas que o time estava disposto e treinando

    com muita fora de vontade. Agradeo muito aos jogado-res por terem se empenhado

    e, tambm, a diretoria.O presidente do Barba-

    lha, Adriano de Queiroz, tam-

    bm ressalta as dificuldades de ter um time na 3 diviso, mas se mostra esperanoso em conseguir classificar a equipe. Ns passamos por muitos problemas. Algumas vezes, ti-vemos at que viajar de van para poder jogar, mas acredito que com a classificao, as coi-sas iro melhorar. Temos joga-dores batalhadores e que esto de parabns, relata Adriano.

    Preparativos

    Em relao aos prepara-tivos para o prximo campeo-nato, o presidente ainda no tem muitas novidades. Ele con-ta que prefere aguardar a deci-so da Justia para sentar com a diretoria e ver toda a questo de novas contrataes e buscar novos patrocinadores.

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  • 9REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011PolticaCidades

    EDUCAO FSICA

    Urca tem at agosto para cumprir resoluo do CEE

    Arte

    e h

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    ria, v

    oc qu

    em faz no Juazeiro Centenrio!

    Luca

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    ntos

    Setembro a Novembro de 2011

    Dia 10 de novembro, quinta-feiraLanamento

    Participe do concurso Mostra Novos Olhares e concorraa prmios

    Mande trs das suas melhores fotografias da Terra do Padre Ccero at o dia 10 de dezembropara o e-mail:redacao@jornaldocariri.com.br

    Mquina fotogrfica profissional (2 lugar)

    Viagem ao Rio de Janeiro (1 lugar)

    Netbook (3 lugar)Regulamento no site: www.cearaagora.com.br

    Wilson Rodrigues

    O curso de Educao Fsica foi excludo, provisoriamente, da pauta dos ves-tibulares da Universidade Regional do Cariri (Urca). A informao do coordenador Jos Cavalcante da Silva Fi-lho, ao revelar que o curso foi submetido, no ltimo ms de setembro, a uma avaliao de reconhecimento do Conselho Estadual de Educao Fsica do Cear, que deu algumas orien-taes para serem cumpridas at agosto de 2012, como ins-talaes adequadas, agrupa-mento de professores com gra-duao compatvel, aquisio de materiais e convnios com entidades e instituies. Tam-bm so exigidos a alterao da oferta das disciplinas, a in-troduo da bibliografia bsica especfica de cada cadeira do curso no projeto pedaggico e a implantao da poltica de acessibilidade para porta-dores de deficincias, assim como a concluso do Ginsio

    Poliesportivo que est sendo construdo ao lado da Univer-sidade. O professor Cavalcante explicou que a suspenso do curso nos vestibulares provi-sria, at que a Urca conclua as recomendaes.

    O relatrio do avalia-dor Eraldo Simes, foi entre-gue no Conselho Estadual relatora Ada Pimentel Vieira, que no seu parecer, recomen-dou a elaborao de um plano emergencial de apoio infra-estrutural para o desenvolvi-mento da prtica profissional proposta pelo curso, criando as condies necessrias para implantao do novo projeto pedaggico e a criao de al-ternativas para que os alunos tenham acesso aos laborat-rios da Urca e obtenham uma formao de qualidade. Ela conclui dizendo que as neces-sidades urgentes devem ser apresentadas Secretaria de Cincia e Tecnologia do Cear (Seciterce), evidenciando a importncia de sua ao, rei-vindicando apoio para que se forme professores que sejam educadores fsicos e promo-

    tores da sade da populao cearense, concluiu a relatora.

    O vice-reitor da Urca, Patrcio Melo explicou que no existem ameaas de desativa-o do curso de Educao Fsi-ca da instituio, mas a exign-cia do cumprimento de regras estabelecidas pela resoluo

    do Conselho, para obteno da certificao de reconheci-mento, que uma prtica co-mum junto s Universidades, que so obrigadas a obter esse documento, sendo ele reno-vado periodicamente. Patrcio explicou que todas as medi-das exigidas esto sendo pro-

    videnciadas, com previso de conclu-las em fevereiro pr-ximo, inclusive o Ginsio Po-liesportivo. Com a desativao da unidade do SESI em Cra-to, onde a Urca tinha parceria para as aulas do curso, foram feitos convnios para ativida-des de extenso com o Crato

    Tnis Clube, o Icasa Esporte Clube, de Juazeiro do Norte, e com o Crato Esporte Clube. O vice-reitor ressalta que o cur-so de Educao Fsica da Urca tem um corpo docente absolu-tamente qualificado e chegou a receber, de 1 a 5, a nota 4 do avaliador Eraldo Simes.

    Alunos da UFC organizam colquio sobre cultura popularAnalu Morais

    O Cariri a casa e o bero de inmeros grupos de manifestaes culturais. Seja de dana ou de teatro, a regio apresenta uma grande e rica diversidade de produo, as quais so muito importantes e fazem parte do povo caririense.

    Como forma de enfatizar quilo que, de certa forma, conta his-tria e costumes, os alunos do curso de Comunicao Social Jornalismo, da Universida-de Federal do Cear campus Cariri (UFC-Cariri), tiveram a idia de realizar um evento que abordasse a relao entre estas manifestaes e o jornalismo

    cultural. Organizaram, ento, o I Colquio Comunicao e Cul-tura no Cariri, que traz para o auditrio da Universidade, debates sobre produes lite-rrias e cinematogrficas que abordem a regio.

    Com a proposta de discutir como o Cariri visto a partir de uma perspectiva

    cultural, o evento props uma anlise relacionada comuni-cao. O professor e cordelis-ta Luis Carlos, que assume o nome artstico Lucarocas, conta que, na oportunidade, a litera-tura de cordel tratada de ma-neira muito potica com textos declamados e cheios de humor.

    A universitria Leylian-

    ne Alves, uma das organiza-doras, fala sobre a importncia de tratar este tema. Enten-demos que, mesmo o Cariri sendo uma regio muito rica e diversa culturalmente, pouca nfase dada s manifestaes culturais. Ela tambm con-ta sobre a busca de provocar discusses de como a cultura

    vem sendo tratada e abordada na mdia local.

    Para debater junto com os participantes sobre as relaes do jornalismo cul-tural com as manifestaes culturais, foram convidados jornalistas e professores que trabalham ou que conhecem a realidade no Cariri.

    n Curso de Educao Fsica da Urca ter que passar por adequaes. At que isso ocorra, esto suspensos os vestibulares para a rea

    Foto: Ccero Valrio

  • E le foi professor, gegrafo, escritor e contista. Teve reconhecimento interna-cional, mas no recebeu, da intelectu-alidade cearense da poca, os mesmos aplausos. Desiludido, inclusive com o Magist-rio, tornou-se telegrafista, embora tenha conti-nuado a dar a sua contribuio Literatura da terra.

    Joo Gonalves Dias Sobreira nasceu no dia primeiro de setembro de 1847, segundo o Baro de Studart, em texto do Dicionrio Bi-bliogrfico Cearense, site http://www.ceara.pro.br, na cidade do Crato,(Geov Sobreira, no site www.juanorte.com.br aponta o Stio Tim-baba, em Juazeiro, como o seu local de nasci-mento) filho de Joaquim Gonalves Sobreira e de dona Josepha Maria de Jesus.

    Como, pouco depois do nascimento, a me ficou muito doente, aos trs meses ele foi entregue aos cuidados de uma famlia vizinha. Ficou com essa famlia at os dez anos de ida-de, para ter condies de frequentar a escola primria.

    Em 1866, comeou os estudos secund-rios e, dois anos depois, em 1868, ainda no Crato, segundo o site http://www.ceara.pro.br/fatos/MenuHistoriaVerbete.php?verbete=Uni%E3o&pesquisar=pesquisar, inicia a pu-blicao do Unio.

    Em 1870, matriculou-se no Seminrio Episcopal de Fortaleza. Mas, tendo concludo os estudos de preparatrios e no querendo ordenar-se padre, deixou o Seminrio to logo comeou o curso de Teologia.

    Confirmando o pendor natural para escrever, em 1873 publicou o primeiro livro, um Tratado de pronncia francesa. Neste mes-mo ano foi nomeado professor p-blico e transferido para o interior, onde permaneceu por dez anos. Nesse perodo, publicou Simpli-ficao da Grammatica Portugue-sa, que teve numerosas edies e que tinha mais de duzentos exer-cicios para aprender-se analyse em seis mezes, e Arte de Msi-ca.

    Em 1882 pediu demisso do emprego e, dois anos depois, em 1884, transferiu-se para a Fortaleza onde passou em primeiro lugar em concurso para o Magistrio, sendo nomeado para a nova cadeira a 18 de setembro do mes-mo ano.

    Em 1887, retoma a carreira literria e pu-blica Geografia Especial do Cear que teve reedies em 1888- com um pequeno mapa includo-, 1894 e 1902. Em 1892, publicou um grande mapa avulso do Cear, Apontamen-tos para a Carta Topographica do Cear, que foi o primeiro mapa topogrfico do Estado. Com escala 1/1200000, para sua confeco, o professor Dias Sobreira afirma ter aproveitado o traado da Costa por Mouchez, as posies astronmicas da Carta organizada e gravada por C. Lornellino de Carvalho e observaes colhidas por ele prprio, do Cariri ao litoral.

    Segundo Baro de Studart, no Dicciona-

    10Grandes Nomes

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011

    JOO GONALVES DIAS SOBREIRA,

    Ele nasceu no Cariri, mas dedicou sua vida ao municpio de Mombaa. Com tenacidade, coragem e esprito inovador, Padre Pedro Leo empenhou-se, no s em cuidar do lado espiritual da comunidade, mas em ajudar no

    desenvolvimento rural da Regio localizada numa das reas mais secas do Cear.

    http://www.ceara.pro.br/cearenses/Menuilustres.php?pageNum_listagemgeral=220&totalRows_listagemgeral=2123

    http://www.ceara.pro.br/Instituto-site/Rev-apresentacao/RevPorAno/1946/1946-MinhaArvoreFamilia.pdf

    http://www.juanorte.com.br/Edi-029-03-05-09/geova.html

    http://www.ceara.pro.br/fatos/MenuHistoriaVerbete.php?pageNum_leituraselecao=94&totalRows_leituraselecao=31932

    O PROFESSOR QUE MAPEOU O CEAR

    rio Bio-bibliographico Cearense, O Mappa enumera as villas, po-voaes e accidentes da costa cearense des-de Grossos at o Porto Carioca e B. Timonha. O trecho de Grossos a Aracaty encerra: Pau Infincado, Peixe Gor-do, Monte Tibao, R. do Matta Fresca, Melan-cias, Monbill, Areias, Caissara, P. de Cajuaes, Cajuaes, Mutamba, Barreiras, Peroba, Pon-ta Grossa, P. Redonda, B. do Coronel, Retiro Grande, E. do Retamba, L. do Matta, Canoa Quebrada, Porto do Aracaty.

    Este trabalho teve repercus-so internacional e ajudou a fa-zer justia ao talento do professor Dias Sobreira, pouco reconhecido no Estado e, principalmente, pela intelectualidade da poca.

    Geov Sobreira no site www.juanorte.com.br, em artigo postado no dia 3 de maio de 2009, sob o ttulo Um enciclopedista jua-zeirense, joga luz sobre o tratamento pouco elegante dado ao professor pelos homens de letras seus contemporneos e defende que se-ria oportuno aproveitar as festas do centenrio de Juazeiro para resgatar a historiografia de todos os filhos da Terra da Me-Deus, que con-triburam para o seu engrandecimento.

    E faz essa cobrana apro-veitando para contar um episdio que remonta Padaria Espiritual. No estatuto da Padaria, o artigo 31 estabelecia: Encarregar-se- um dos Padeiros de escrever uma monografia a respeito do incans-vel educador Professor Sobreira e suas obras.

    Segundo Geov Sobreira, a Padaria Espi-ritual encerrou suas atividades em 1898, sob a Presidncia do Padeiro-Mor, Rodolfo Tefilo, sem que essa monografia fosse escrita. Snzio de Azevedo, da Academia Cearense de Letras, em seu estudo, Literatura Cearense, sem citar fontes, analisa o assunto e afirma que o obje-tivo de artigo 31 do Estatuto da Padaria Es-piritual era mais uma pilhria e galhofa, pois todos os membros da Padaria Espiritual impli-cavam ferozmente contra o enciclopedismo do professor Sobreira.

    A resposta a essa possvel perseguio viria do Exterior, como narra Geov Sobreira. Na exposio cientfica e industrial de Chi-cago, Estados Unidos, de 1893, o Cear esteve presente com o trabalho The State do Cear Brief Notes for the Exposition of Chicago, as authorized be the Governor do Cear, Brasil, Dr. Jos Freire Bezerril Fontenelle, by the Prof. J.G. Dias Sobreira. E ele ressalta Aquele hu-milde mestre-escola juazeirense, exigente cul-tor da lngua portuguesa, de vastos conheci-mentos em diversos ramos da cultura, merece ser conhecido pelas novas geraes do nosso querido Juazeiro do Norte.

    Desgostoso com o magist-rio primrio, Joo Gonalves Dias Sobreira decidiu fazer concurso para a telegrafia nacional, onde foi admitido em janeiro de 1893, como praticante. Em julho, fez os exames terico e prtico sendo, em setembro, diplomado e habi-litado a exercer a profisso de te-legrafista, inicialmente na Estao do Crato sendo, posteriormente, transferido para Fortaleza, depois para Paraibuna, no Estado de So Paulo e, por fim, para o Rio de Ja-neiro.

    Em 1894, tirou a terceira edio de seu compndio de Geografia Especial do Cear, a qual acrescentou a descrio fsica da Amrica e Europa. Em julho de 1902, publicou um conto sob o titulo Castaldo, Uma lio de mestre. Castaldo teve uma segunda edio, em 1908.

    Em 1921 publicou, no Rio de Janeiro, uma nova contribuio literria: Curiosi-dades e factos notveis do Cear. Com 135 pginas, o livro, como explica o prprio pro-fessor Dias Sobreira, pretende resgatar fatos, que no admitem contestao. Para que no viessem a perder-se na voragem dos tempos, resolvi dar luz da publicidade as presentes notas com o titulo de Curiosidades e Factos Notaveis do Cear, entregando-me assim a uma especie de trabalho de abelhas, colhendo--as ao acaso por todo o territorio do meu que-rido e saudoso Estado, nas differentes pochas e localidades diversas. A mr parte do que fica exposto, foi por mim observado pessoalmente. No ha, pois, nestas notas a mais leve sombra de exagero.

    Na publicao, esto reuni-dos 58 fatos como Fundao do Joaseiro do Crato, Os Cearen-ses, Remdios caseiros, No-venas do Serto, O Araripe, Libertao dos escravos, dentre outros. Ele teria escrito, tambm, Viajantes e Raridades.

    Professor Dias Sobreira foi casado com Dona Ana Eponina Sobreira, natural da Ser-ra de Baturit, com quem teve os filhos Lus e Heraclides. Ele morreu em 1926, bem longe do Cear e do seu Cariri, no Rio de Janeiro. Mor-reu sem jamais esquecer ou deixar de amar a sua terra natal. Um amor pouco retribudo em reconhecimento e homenagens. Mas nem por isso, menos sincero, forte e insupervel, at os seus ltimos dias.

    PESQUISA:

  • Jornal do Cariri lana os projetosArtesania e Mostra Novos Olhares

    O Projeto Novos Olhares sobre Juazeiro do Norte tem como objetivo fi-nal promover a divulgao de trabalhos fotogrficos sobre Juazeiro do Norte em mdia impressa, de TV e internet, alm de concurso e exposi-es. A inteno permitir saber como novas e antigas geraes vem a sua cidade, alm de revelar e ajudar no aperfeioamento de talentos

    O prazo de apresenta-o das fotos produzidas tem incio amanh, 9, e ser en-cerrado no prximo dia 10 de dezembro. Aps pr-seleo dos 100 melhores trabalhos, sero escolhidas 32 fotos para realizao da Mostra Novos Olhares sobre Juazeiro, bem como para ilustrar edio de livreto sobre o tema da expo-sio com poesias, crnicas e textos diversos. O trabalho

    Incentivo aos talentos com prmios e divulgao

    Revisitas de valorizao ao artesanato caririenseNo Cariri, cada cidade

    ostenta sua identidade cul-tural de maneira expressiva-mente peculiar, onde seus ar-tesos traduzem em madeira, palha, barro, papel e diversas outras matrias-primas, a for-a da sua tradio e da sua cultura.

    Concurso fotogrfico, exposio, premiaes e publicao de livretos compem as iniciativas

    O Jornal do Cariri em parceria com o Ins-tituto de Estudos Pesquisas e Pro-jetos da Uece (Iepro), Banco do Nordeste e Prefeitura Mu-nicipal de Juazeiro do Norte, lanar no prximo dia 10 de novembro, os projetos Arte-sania Cariri- A Riqueza do Ar-tesanato e a mostra foto-grfica Novos Olhares sobre Juazeiro do Norte. So iniciativas de carter editorial e de pesquisa, realizadas com incentivo do Escritrio Tcnico de Estudos Econmicos do Nordeste (Etene / BNB).

    O objetivo pro-mover a difuso do co-nhecimento sobre a realidade scio-econmica e cultural da regio caririense atravs de reportagens, publicaes impressas, premiaes e ex-posies. A mostra tem como foco a realizao de um con-curso que visa incentivar a pesquisa, o registro e a do-cumentao fotogrfica sobre o Juazeiro do Norte antigo e contemporneo. J o projeto Artesania Cariri busca o resgate das tipologias em tor-

    no das prticas artesanais da regio. Dos produtos caracte-rsticos de cada cidade, seus cones populares de autoria e a importncia cultural das manifestaes artsticas refe-renciais nesse setor de ativi-dades.

    Trs cadernos edito-riais de oito pginas vo tra-

    zer, entre os meses de novem-bro e dezembro deste ano, o resultado de um passeio da equipe de reportagem do Jor-nal do Cariri por um painel de amostras sobre prticas artesanais que ajudam a com-por relevncias de identidade regional.

    Ao mesmo tempo, para a realizao da mostra Novos Olhares sobre Juazei-ro do Norte, o JC lana um concurso fotogrfico que vai

    premiar os trs melhores tra-balhos com uma viagem ao Rio de janeiro (1 lugar), uma mquina fotogrfica profis-sional (2 lugar) e um com-putador netbook. A inteno possibilitar o surgimento de novos talentos e o aper-feioamento profissional nos ramos amador e profissional

    da fotografia, valor izando-a como atividade artstica e de re-gistro documen-tal.

    A culmi-nncia dos dois projetos tem pro-gramada a sele-o de trabalhos

    para exposies fotogrficas que vo percorrer vrios pon-tos da cidade, como escolas, museus, centros de religiosi-dade e memria. A iniciativa ser acompanhada da publi-cao de dois livretos com poesias, crnicas e textos va-riados sobre Juazeiro do Nor-te e o artesanato caririense. O trabalho ser encarte das edi-es do JC entre os meses de novembro deste ano e janeiro de 2012.

    circular como encarte do JC. Para a divulgao desse mate-

    rial, veculos de comunicao devem ser utilizados como instrumentos de projeo dos trabalhos produzidos, ampliando a expresso de sua repre-sentatividade na regio. Os trabalhos

    inscritos sero julgados por um jor-nalista executivo do Grupo CearaSat de Comunicao, um fotgrafo pro-fissional atuante no mercado profis-sional e indicado pela organizao do Concurso no Cariri e um professor de Curso Tcnico em Processos Fotogr-

    ficos da regio.A divulgao dos selecionados

    ser realizada no dia 15 de janeiro de 2011 no site www.cearaagora.com.br (Jornal do Cariri) e www.iepro.org.br. Aps o comunicado de seleo, o autor da foto ter uma semana para

    assinar e enviar o termo de liberao de imagem para fins da Campanha Novos Olhares sobre Juazeiro do Norte e suas exposies pblicas, in-cluindo os sites referidos. (consulte re-gulamento do concurso no site www.cearaagora.com.br).

    1oLugar

    2oLugar

    3oLugar

    Promover a difuso des-sa diversidade, garimpando histrias e buscando justificati-vas para o crescimento e expan-so de cada tipologia, o objeti-vo do projeto Artesania Cariri - A Riqueza do Artesanato.

    Mesmo em regies for-temente ligadas ao artesanato

    como a do Cariri, significa-dos relevantes desse universo criativo esto cada vez mais fora do alcance de decodifi-cao simblica das diversas comunidades.

    A dinmica da vida cotidiana moderna, a pouca valorizao das peas, a falta de incentivo formao de novas geraes de artistas po-pulares e a ausncia de uma poltica pblica permanente de resgate de histrias, sabe-res e fazeres populares, so fatores a preocupar e ameaar a sobrevivncia dessas mani-festaes.

    Para a divulgao des-sa riqueza, a idia do projeto Artesania Cariri utilizar a veiculao de material edito-rial por intermdio dos meios de comunicao mais repre-sentativos do povo e do pensa-mento da regio. Isso ocorrer durantes os meses de novem-bro e dezembro deste ano, em forma de matrias jornalsticas editadas quinzenalmente para

    o Jornal do Cariri, com adapta-es posteriores s linguagens de rdio, TV e internet.

    Encerrada a apresenta-o de textos, imagens, fotogra-fias, entrevistas e edies, ser realizada em janeiro de 2012 a mostra fotogrfica intitulada Artesania Cariri, a Riqueza do Artesanato. A exposio ir percorrer vrios pontos da conurbao composta pelos municpios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, o famo-so Tringulo Crajubar, regio de maior adensamento popu-lacional. Entre as localidades preferenciais, esto escolas, museus, centros de religiosida-de e memria.

    O Jornal do Cariri tam-bm ir publicar como encar-te um livreto com poesias, crnicas e textos variados sobre o artesanato caririense, a serem ilustrados por traba-lhos fotogrficos produzidos durante as etapas de compo-sio das matrias jornalsti-cas do projeto.

    n Fotografia popular: Chico Alagoano, um dos ltimos lambe-lambe de Juazeiro, no curta Cmara Viajante de Joe Pimentel

    n Esculturas em madeira na galeria Mestre Nosan Artesania Cariri: projeto editorial e de pesquisa vai abranger vrios municpios

    Foto: Tiago Santana

    11REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011Cultura

    CULTURA POPULAR E FOTOGRAFIAJOO GONALVES DIAS SOBREIRA,

  • Lentido em obras no Centro geram queixas e prejuzos a comerciantes Wilson Rodrigues

    Empresrios e lojistas do Crato reclamam dos transtornos cau-sados pelas obras de requalificao que esto sendo feitas nas praas e no centro comercial da cidade, alm do atraso na conduo dos servios pela Construto-ra Borges Carneiro. Com a interdio das ruas, o aces-so dos clientes s lojas ficou comprometido e o volume de negcios, em apenas qua-tro meses, (julho a outubro), caiu de forma relevante. Al-guns comerciantes chegam a mencionar um dficit de 50%. Com a aproximao do natal e ano novo, perodo do ano de maior volume de ne-gcios, os empresrios con-tam que os prejuzos so in-calculveis, com reflexos na economia do municpio.

    O projeto da obra da prefeitura municipal e a execuo de responsabili-dade do Governo do Estado. Os comerciantes estiveram reunidos na sede do Rotary Clube do Crato, com os en-genheiros da Construtora Borges Carneiro e represen-tantes da Secretaria das Ci-dades. O empresrio Rubens Galdino Silva, vice-presi-dente da Cmara de Diri-gentes Lojistas (CDL) local e diretor executivo da Funda-

    o Padre Ibiapina, declarou que a empresa responsvel pelos servios deveria criar turnos de trabalho, contratar mais operrios e aumentar o nmero de mquinas e equi-pamentos.

    O empresrio Francis-

    co Soares Freire prev para este ano, um natal sem luz, com as praas fechadas e os comerciantes vendendo 50% a menos. O governo do Esta-do errou em ter iniciado uma obra de tal magnitude sem consultar o comrcio e suas

    representaes, revela. J a lojista Antonia Gelza Ferrei-ra reclama da falta de segu-rana e disse que sua loja foi ameaada de assalto e a po-licia levou 45 minutos para chegar a p ao local.

    O engenheiro Joo Fei-

    tosa, da Construtora Borges Carneiro, disse que a obra comeou em julho, com pre-viso de concluso no incio de fevereiro do prximo ano, e est atrasada em apenas 10 dias. No tem como execut--la sem causar transtornos.

    Para ele, o maior problema a falta de mo-de-obra quali-ficada no mercado e a impor-tao de parte do material que no tem no Cariri, tendo que vir de Fortaleza.

    Rita Bezerra, do escri-trio regional da Secretaria das Cidades, registrou a par-ceria do governo estadual com a prefeitura na realiza-o da obra e apontou falhas no plano de trnsito por par-te do Departamento Munici-pal de Trnsito (Demutran) do Crato, com a ausncia de agentes auxiliando o trfego de veculos.

    O secretrio do Desen-volvimento Econmico do Crato, Duda Alencar infor-mou que em conversa com o secretrio municipal de In-fraestrutura, Jos Muniz, os engenheiros da construtora Borges Carneiro e os comer-ciantes, ficou acertado que at 20 de novembro, o trecho entre as Praas Juarez Tvo-ra e Siqueira Campos ficar pronto.

    O secretrio das Ci-dades, Camilo Santana - que no compareceu a reunio, mas enviou a representan-te regional - avisou que at o incio de dezembro ser concludo o trecho da Rua Miguel Limaverde e sugeriu continuar a obra entre as Pra-as da S e Alexandre Arraes, somente depois do ano novo.

    CRATO

    12 REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011Cidades

    n Obras atrapalham o acesso s lojas da Rua Joo Pessoa, no centro do Crato, o que causou, de acordo com alguns comerciantes, um dficit de 50%

    Foto: Ccero Valrio

    A vida reinventada com as mos. Redescobertas sobre artes e cultura de um povo.

    Reportagem e Exposio FotogrficaNovembro a Dezembro de 2010

    Dia 10 de novembro, quinta-feiraLanamento

  • VIOLNCIA DOMSTICA

    Cariri tem apenas 11 municpios com Conselhos para Mulheres

    n Membros do Conselho das Mulheres de Juazeiro do Norte representaram o municpio na Conferncia Estadual

    Mirelly Morais

    Apenas 11 muni-cpios da macro--regio do Cariri dispem de Con-selhos de Polticas para Mulheres. Essa foi uma das temticas levantadas pelas representantes da regio na Conferncia Estadual dos Direitos da Mulher, realiza-da em Fortaleza. A secretria do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Craten-se, vereadora Mara Guedes (PT), considera que falta mobilizao maior dos pr-prios conselhos j existentes e o compromisso dos Gover-nos. A maioria dos munic-pios no prioriza a questo, mesmo sabendo da situao preocupante dos ndices de violncia contra a mulher, na regio, enfoca Mara.

    A conselheira explica que os rgos fazem o papel de defesa das mulheres e rea-lizam o encaminhamento das polticas pblicas voltadas para a questo, nos munic-pios onde no h delegacias especializadas, destacando a importncia da efetivao desses Conselhos. A deman-da de cada unidade enca-

    minhada para a Secretaria de Polticas para as Mulheres (rgo federal) ou para a Ou-vidoria Estadual da Mulher. Como rgo de controle so-cial, atuamos acompanhando, fiscalizando e cobrando as po-lticas pblicas, frisa Mara.

    O Conselho do Crato pioneiro no Cariri e conside-rado, tambm, um dos mais atuantes. As 14 conselheiras trabalham voluntariamente h 17 anos, acompanhando a maior parte dos casos graves de violncia contra as mulhe-res caririenses.

    A vereadora Ednalda dos Santos, coordenadora do Conselho de Mulheres de Bar-balha, foi uma das represen-tantes do Cariri na Confern-cia e se diz decepcionada com a baixa representatividade no encontro. Isso demonstra a falta de compromisso com a problemtica, que to sria no Cariri, comenta.

    No evento estadual, que aconteceu nos dias 22 e 23 de outubro, foram discu-tidas e elaboradas propostas de polticas que contemplam a construo da igualdade de gnero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econmica, social, cultural e

    Gabri

    ela Si

    lva

    ANAL

    ISTA

    LEGI

    SLAT

    IVO

    *63 convocaes imediatase cadastro de reserva.

    Justia amplia prazo paraconcluso de inquritoMirelly Morais

    O Inqurito que apura os assassinatos do vereador Amarlio Pequeno da Silva e do ex-policial civil, Jos Alves Bezerra, foi devolvi-do pela Justia ao Delegado Regional de Polcia Civil de Juazeiro, Gustavo Augusto. A Juza Ana Raquel Colares concedeu o prazo de 90 dias sugerido pelo Ministrio Pblico para que a Polcia conclua as investigaes do duplo homicdio ocorrido em 20 de setembro.

    A magistrada negou o relaxamento das prises dos seis acusados no in-qurito, sugerido pelo Pro-motor de Justia, Gustavo

    Henrique, em seu parecer. De acordo com ela, isso evitaria que os acusados interferissem nas investi-gaes, cometendo novos delitos como a intimidao de testemunhas ou com-prometendo coleta de no-vas provas, que segundo a juza, devem ser colhidas, considerando haver a ne-cessidade de aprofunda-mento das investigaes.

    Contudo, Ana Raquel Colares j indica que os au-tos possuem fortes indcios do envolvimento de todos que se encontram presos, no duplo homicdio. So eles, o advogado e suspeito da autoria intelectual, Irlando Linhares, que est na Dele-

    gacia de Capturas de Forta-leza, o empresrio Chico do Rio de Janeiro, Flvio Mou-ra Furtado, Jos Rocefran de Lacerda, Samuel Rosendo Lima e Samuel dos Santos Oliveira, o Samuel Teco.

    Avaliando os depoi-mentos do inqurito, a ju-za chega concluso de que informaes no depoi-mento de Irlando Linhares contradizem com outros de-poimentos, dentro do pro-cesso de liquidao judicial da Construtora Cariri Ltda (Concasa), em Barbalha, apontada como motivo das discrdias entre as vtimas e o principal acusado de ser o mentor intelectual dos as-sassinatos.

    n Delegado de Juazeiro, Gustavo Augusto, tem 90 dias para concluir o inqurito

    CASO AMARLIO E DED

    poltica das mulheres.Foram propostas a

    criao de Conselhos da Mu-lher, em todos os municpios do Cear, e a implantao de

    Delegacias Especializadas naqueles com mais de 60 mil habitantes. Mara conta que o Cear no dispe de uma se-cretaria voltada para a ques-

    to e isso dificulta a realiza-o das aes, uma vez que no h recursos para investir na rea, lamenta a conse-lheira, sugerindo a criao

    de um fundo para captao desses recursos. Apenas oito municpios cearenses pos-suem delegacias especializa-das para mulheres.

    13REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011PolticaCidades

  • 1) O que o Piso Nacional Salarial dos Professores? o valor mnimo que um professor deve receber, como Vencimento-Base, por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Este Vencimento-Base vale para os professores das redes pblicas estaduais e municipais de todo o territrio nacional (Ver Quadro I).

    2) O que Vencimento-Base?O salrio dos professores pode ser composto por vrios itens, como Vencimento-Base, gratificao por regncia de classe, tempo de servio, ttulos de especializao etc. O Vencimento-Base o salrio puro, sem qualquer outro adicional, vantagem ou gratificao que componha a remunerao final do professor. 3) E qual o valor do Piso ou Vencimento-Base?O valor do Piso Nacional Salarial de R$ 1.187,00(Ver Quadro II).

    4) Os professores estaduais do Cear recebem este Piso?SIM, TODOS. Na rede estadual do Cear, nenhum professor recebe menos do que o Piso como Vencimento-Base. Antes da deciso do STF sobre a Lei do Piso, que de 24 de agosto passado, s havia 132 dos 26.091 professores ativos da rede estadual que recebiam abaixo deste valor. Por isso, j em setembro o Governo mandou pra Assembleia a proposta de Lei que garante o Piso para estes professores. Desde outubro, tambm estes professores recebem o Piso estabelecido em Lei (R$ 1.187,00) mais a gratificao por Regncia de Classe (R$ 118,70).

    5) Por que 132 professores recebiam menos que o Piso?Porque eles so os ltimos representantes de um segmento em extino na rede estadual, o dos professores que no tm curso superior e possuem uma tabela prpria de remunerao. So remanescentes de uma situao antiga, j que desde 1998 o Estado do Cear s contrata professores com nivel superior e todos estes, que representam 98,64% do total, j recebem bem mais do que o Piso.

    6) Qual o salrio recebido pelos professores do Cear?Depende de uma srie de fatores, como tempo de servio, ttulos de especializao, mestrado e doutorado, por exemplo. O salrio mdio da rede estadual de R$ 2.608,95, mais do que o dobro do Piso. E pelo menos 30% dos ativos ganham no mnimo R$ 3.002,71.

    7) O Governo do Cear contra ou a favordo Piso?A FAVOR, TOTALMENTE. A Lei representa um avano porque foi pensada para proteger e melhorar, sobretudo, a condio dos professores municipais, que representam a maioria da categoria em todo o pas e que, de modo geral, recebiam menos do que o Piso.

    8) Se o Governo a favor e j paga o Piso Salarial, por que, ento, ocorreu a greve?Foi difundida entre os professores de todo o Brasil a expectativa de que o aumento dado aos que recebiam menos do que o Piso deveria ser dado tambm, igualmente, a todos os professores de todas as faixas salariais. Este tipo de repercusso com o valor oficial do Piso provocaria um

    efeito cascata (repercusso do Piso na carreira) que representaria um aumento de aproximadamente 47,70% ou R$ 39.164.020,80 no valor de uma FOLHA MENSAL de pagamento dos professores. Neste caso, a Folha dos Professores passaria dos atuais

    R$ 82.094.463,95 para R$ 122.258.484,75 POR MS. Ainda que no esteja obrigado, nem pela Lei do Piso nem pela recente manifestao do Supremo Tribunal Federal, a adotar este efeito cascata, o Governo do Cear est comprometido com o aumento real de salrios para TODOS os nveis da carreira do Magistrio.

    O Governo do Cear tambm solidrio causa pela elevao do gasto pblico com Educao para 10% do PIB nacional.

    Greves de professores com o mesmo objetivo da que ocorreu no Cear aconteceram em mais 18 estados e em muitos municpios do pas. Nenhuma dessas greves teve como resultado a implantao do efeito cascata mencionado acima.

    9) O Governo tem dinheiro para obras, como construo de escolas, hospitais, estradas e a reforma do Castelo, por exemplo. Por que no tem dinheiro tambm para aumentar o salrio dos professores naquela proporo?Porque o dinheiro para as obras vem de fontes que geralmente no permitem seu uso para o pagamento de salrios. O Governo tem trs tipos diferentes de despesas: Folha de Pagamento, Custeio e Investimentos. A Folha de Pagamento consiste nos salrios e obrigaes sociais decorrentes, como Previdncia Estadual, INSS etc. Como so obrigaes definitivas e permanentes, s podem ser cobertas por fontes de recursos garantidas e permanentes, que so os impostos pagos pelos contribuintes. O Custeio representado por todas as despesas de manuteno: luz, gua, gs, telefone, materiais, combustveis, aluguis e outros gastos necessrios para manter os servios funcionando. E Investimentos so as novas iniciativas: novas escolas, novos hospitais, novas creches, novas estradas, novas habitaes, saneamento e outros equipamentos, como o Centro de Eventos, o Metr e a reforma do Castelo, por exemplo. Alm disso, h as despesas com aquisio de equipamentos e insumos necessrios prestao dos servios pblicos, como computadores, laboratrios, bibliotecas etc. As despesas de Custeio e Folha de Pagamento devem ser cobertas com a receita dos Impostos Estaduais arrecadados regularmente. J os novos investimentos podem e so feitos com transferncias da Unio, convnios a fundo perdido, financiamentos de rgos internacionais, emprstimos, concesses e parcerias com o setor privado, por exemplo. A legislao probe que se use o dinheiro de um financiamento ou de uma transferncia feitos para a construo de escolas, por exemplo, no pagamento de salrios. por isso que o Governo pode fazer obras e, ao mesmo tempo, ter limitaes oramentrias para aumentar muito os salrios. Alm disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal impe limites aos gastos com Pessoal.

    10) Como ficar, ento, a situao dos professores estaduais?O Governo j retomou as negociaes com o Sindicato dos Professores depois que a greve acabou. Nestas reunies, o que se busca encontrar formas e recursos do Oramento que permitam uma melhora consistente e sustentvel dos salrios de TODOS os professores. Nos ltimos cinco anos, a Educao tem sido uma prioridade real e verdadeira do Governo do Estado. Neste perodo, o oramento do setor aumentou em aproximadamente 70%, passando de R$ 1.550.873.561,18, que representou 27,47% das receitas em2006, para R$ 2.619.060.798,26, o que representou 29,55% em 2010; os professores receberam aumento mdio real, acima da inflao, de 23,64%; os professores temporrios tiveram seu salrio equiparado aos concursados;

    foram contratados mais 3.453 novos professores por concurso pblico, e a Folha de Pagamento do Magistrio aumentou em 84,30%, passando de 392.671.352,80 milhes em 2006 para 723.680.747,10 milhes em 2011.

    importante registrar alguns pontos importantes da pauta sindical que foram atendidos ao longo destes 4 anos e 10 meses, evidenciando a relao diferenciada que este Governo mantm com a Categoria e suas reivindicaes:

    QUATRO progresses especiais para 100% dos professores aptos, referentes aos anos de 2007 a 2010, com repercusso salarial de at 20%. At ento, desde a implementao da Lei da Carreira do Magistrio, em 1993, os professores s haviam recebido UMA progresso.

    Vale-alimentao no valor mensal de R$ 200,00.

    Poltica de formao em servio que valoriza os saberes e experincias dos professores que tm, reconhecidamente, boas prticas, atravs do Programa Professor Aprendiz;

    Prmio Aprender pra Valer, que reconhece atravs de gratificao financeira o trabalho dos profissionais da Educao em atividade nas escolas que alcanarem as metas anuais de evoluo da aprendizagem dos alunos do Ensino Mdio;

    Liberao da funo docente, em at dois anos, para cursar mestrado ou doutorado, sem prejuzo de sua remunerao integral.

    Atendimento solicitao para apoio financeiro ao professor na aquisio de computador;

    Aposentadoria efetivada em at 90 dias;

    Alm disso, a vigorosa melhoria das condies de trabalho em todas as reas: reforma e construo de novas escolas, incremento de laboratrios de cincias e informtica, construo de ginsios esportivos, aquisio de acervos bibliogrficos e equipamentos, novas regras de lotao para dar mais condio s escolas de apoiar os professores, entre outros.

    O Governo do Estado reafirma seu forte compromisso com a Educao pblica de qualidade, demonstrado na prtica tambm pelo aumento expressivo da parcela do Oramento Estadual dedicada ao setor, que hoje de 29,55% de tudo o que o Governo arrecada com os impostos dos contribuintes. Esta prioridade tambm tem-se materializado com a introduo de novos mecanismos de incentivo e avaliao dos alunos, como o Programa de Alfabetizao na Idade Certa (PAIC), que envolve professores do Ensino Bsico, tanto da rede estadual quanto dos municpios, e cujo esforo conjunto tem levado os alunos do Cear a progressos expressivos, que iro se refletir fortemente no nvel de preparao destes alunos para a vida. Os alunos do Ensino Mdio do Cear, igualmente, tm se destacado e conquistado, pela primeira vez, os melhores resultados de todo o Nordeste em diversas avaliaes externas de desempenho. A implementao da rede de Escolas Estaduais de Educao Profissional em tempo integral uma outra ao prioritria que busca garantir oportunidades de formao tcnica para a juventude, alm da boa formao no Ensino Mdio. Hoje j so 24.938 alunos em 80 novas escolas. At o final de 2014 o Cear ter 120 unidades dessas escolas. Antes de 2007 no havia nenhuma.

    inteno do Governo do Estado continuar dialogando com o Sindicato dos Professores de maneira permanente e construtiva para viabilizar, de forma responsvel e compatvel com a realidade financeira do Cear, a maior quantidade de benefcios, melhorias e incentivos salariais para todos os professores da rede estadual.

    Fortaleza, 30 de outubro de 2011.

    AOS PROFESSORES

    ESTADUAISE SOCIEDADE

    CEARENSEDurante a recente greve realizada por uma parte dos professores da rede estadual, o

    Governo do Estado, numa demonstrao clara de sua disposio para o dilogo, recebeu representantes dos grevistas por diversas vezes. Nestas, reafirmou sua disposio de, uma vez encerrada a greve, reabrir as negociaes que vinha mantendo desde o incio do ano

    em torno da reviso da carreira do Magistrio. Tais negociaes, interrompidas pela greve, j esto novamente em andamento. Neste contexto, o Governo do Estado acha importante prestar esclarecimentos aos professores e sociedade sobre os principais pontos da questo.

    http://portal.mec.gov.br

    Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistrio pblico da

    educao bsica a que se refere a alnea e do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposies Constitucionais

    Transitrias.

    Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistrio pblico da educao bsica ser de

    R$ 950,00 (novecentos e cinqenta reais) mensais, para a formao em nvel mdio, na modalidade Normal, prevista

    no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educao nacional.

    1o O piso salarial profissional nacional o valor abaixo do qual a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Muni-

    cpios no podero fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistrio pblico da educao bsica, para a jornada

    de, no mximo, 40 (quarenta) horas semanais.

    2o Por profissionais do magistrio pblico da educao bsica entendem-se aqueles que desempenham as ativida-

    des de docncia ou as de suporte pedaggico docncia, isto , direo ou administrao, planejamento, inspeo,

    superviso, orientao e coordenao educacionais, exercidas no mbito das unidades escolares de educao bsica,

    em suas diversas etapas e modalidades, com a formao mnima determinada pela legislao federal de diretrizes e

    bases da educao nacional.

    Presidncia da RepblicaCasa Civil

    Subchefia para Assuntos Jurdicos

    LEI N 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008.

    VALORIZAO DO PROFESSOR

    Piso do magistrio ser reajustado em 15,85% e subir para R$ 1.187Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 - 18:53

    O piso salarial do magistrio deve ser reajustado em 15,85%. A correo reflete a variao ocor-rida no valor mnimo nacional por aluno no Fundo de Manuteno e Desenvolvimento da Educao Bsica e de Valorizao dos Profissionais da Educao (Fundeb) de 2010, em relao ao valor de 2009. E eleva a remunerao mnima do professor de nvel mdio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00. De acordo com o MEC, a nova remunerao est assegurada pela Constituio Federal e deve ser acatada em todo o territrio nacional pelas redes educacionais pblicas, municipais, estaduais e particulares.Com relao reivindicao da Confederao Nacional dos Municpios (CNM), de aplicao do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento determinado de acordo com a definio do custo por aluno estabelecido pela Lei n 11.494, de 20 de junho de 2007 [Lei do Fundeb], no incio de cada ano. O MEC aprova resoluo da Comisso Intergovernamental para Financiamento da Educao de Qualidade, que atenua os critrios para permitir a prefeituras e a governos estaduais complemen-tar o oramento com verbas federais e cumprir a determinao do piso do magistrio. A comisso integrada tambm pelo Conselho Nacional dos Secretrios de Educao (Consed) e pela Unio Nacional dos Dirigentes Municipais de Educao (Undime).

    Critrios Os novos critrios exigidos de estados e municpios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento do piso salarial do magistrio abrangem:

    Aplicar 25% das receitas na manuteno e no desenvolvimento do ensino Preencher o Sistema de Informaes sobre Oramentos Pblicos em Educao (Siope) Cumprir o regime de gesto plena dos recursos vinculados para manuteno e desenvolvi-

    mento do ensino Dispor de plano de carreira para o magistrio, com lei especfica Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou municpio

    Com base nessas comprovaes, o MEC, que reserva aproximadamente R$ 1 bilho do ora-mento para apoiar governos e prefeituras, avaliar o esforo dessas administraes na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.

    Assessoria de Comunicao Social

    Quadro I

    Quadro II

    www.seduc.ce.gov.br

    14 REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011publicidade

  • 1) O que o Piso Nacional Salarial dos Professores? o valor mnimo que um professor deve receber, como Vencimento-Base, por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Este Vencimento-Base vale para os professores das redes pblicas estaduais e municipais de todo o territrio nacional (Ver Quadro I).

    2) O que Vencimento-Base?O salrio dos professores pode ser composto por vrios itens, como Vencimento-Base, gratificao por regncia de classe, tempo de servio, ttulos de especializao etc. O Vencimento-Base o salrio puro, sem qualquer outro adicional, vantagem ou gratificao que componha a remunerao final do professor. 3) E qual o valor do Piso ou Vencimento-Base?O valor do Piso Nacional Salarial de R$ 1.187,00(Ver Quadro II).

    4) Os professores estaduais do Cear recebem este Piso?SIM, TODOS. Na rede estadual do Cear, nenhum professor recebe menos do que o Piso como Vencimento-Base. Antes da deciso do STF sobre a Lei do Piso, que de 24 de agosto passado, s havia 132 dos 26.091 professores ativos da rede estadual que recebiam abaixo deste valor. Por isso, j em setembro o Governo mandou pra Assembleia a proposta de Lei que garante o Piso para estes professores. Desde outubro, tambm estes professores recebem o Piso estabelecido em Lei (R$ 1.187,00) mais a gratificao por Regncia de Classe (R$ 118,70).

    5) Por que 132 professores recebiam menos que o Piso?Porque eles so os ltimos representantes de um segmento em extino na rede estadual, o dos professores que no tm curso superior e possuem uma tabela prpria de remunerao. So remanescentes de uma situao antiga, j que desde 1998 o Estado do Cear s contrata professores com nivel superior e todos estes, que representam 98,64% do total, j recebem bem mais do que o Piso.

    6) Qual o salrio recebido pelos professores do Cear?Depende de uma srie de fatores, como tempo de servio, ttulos de especializao, mestrado e doutorado, por exemplo. O salrio mdio da rede estadual de R$ 2.608,95, mais do que o dobro do Piso. E pelo menos 30% dos ativos ganham no mnimo R$ 3.002,71.

    7) O Governo do Cear contra ou a favordo Piso?A FAVOR, TOTALMENTE. A Lei representa um avano porque foi pensada para proteger e melhorar, sobretudo, a condio dos professores municipais, que representam a maioria da categoria em todo o pas e que, de modo geral, recebiam menos do que o Piso.

    8) Se o Governo a favor e j paga o Piso Salarial, por que, ento, ocorreu a greve?Foi difundida entre os professores de todo o Brasil a expectativa de que o aumento dado aos que recebiam menos do que o Piso deveria ser dado tambm, igualmente, a todos os professores de todas as faixas salariais. Este tipo de repercusso com o valor oficial do Piso provocaria um

    efeito cascata (repercusso do Piso na carreira) que representaria um aumento de aproximadamente 47,70% ou R$ 39.164.020,80 no valor de uma FOLHA MENSAL de pagamento dos professores. Neste caso, a Folha dos Professores passaria dos atuais

    R$ 82.094.463,95 para R$ 122.258.484,75 POR MS. Ainda que no esteja obrigado, nem pela Lei do Piso nem pela recente manifestao do Supremo Tribunal Federal, a adotar este efeito cascata, o Governo do Cear est comprometido com o aumento real de salrios para TODOS os nveis da carreira do Magistrio.

    O Governo do Cear tambm solidrio causa pela elevao do gasto pblico com Educao para 10% do PIB nacional.

    Greves de professores com o mesmo objetivo da que ocorreu no Cear aconteceram em mais 18 estados e em muitos municpios do pas. Nenhuma dessas greves teve como resultado a implantao do efeito cascata mencionado acima.

    9) O Governo tem dinheiro para obras, como construo de escolas, hospitais, estradas e a reforma do Castelo, por exemplo. Por que no tem dinheiro tambm para aumentar o salrio dos professores naquela proporo?Porque o dinheiro para as obras vem de fontes que geralmente no permitem seu uso para o pagamento de salrios. O Governo tem trs tipos diferentes de despesas: Folha de Pagamento, Custeio e Investimentos. A Folha de Pagamento consiste nos salrios e obrigaes sociais decorrentes, como Previdncia Estadual, INSS etc. Como so obrigaes definitivas e permanentes, s podem ser cobertas por fontes de recursos garantidas e permanentes, que so os impostos pagos pelos contribuintes. O Custeio representado por todas as despesas de manuteno: luz, gua, gs, telefone, materiais, combustveis, aluguis e outros gastos necessrios para manter os servios funcionando. E Investimentos so as novas iniciativas: novas escolas, novos hospitais, novas creches, novas estradas, novas habitaes, saneamento e outros equipamentos, como o Centro de Eventos, o Metr e a reforma do Castelo, por exemplo. Alm disso, h as despesas com aquisio de equipamentos e insumos necessrios prestao dos servios pblicos, como computadores, laboratrios, bibliotecas etc. As despesas de Custeio e Folha de Pagamento devem ser cobertas com a receita dos Impostos Estaduais arrecadados regularmente. J os novos investimentos podem e so feitos com transferncias da Unio, convnios a fundo perdido, financiamentos de rgos internacionais, emprstimos, concesses e parcerias com o setor privado, por exemplo. A legislao probe que se use o dinheiro de um financiamento ou de uma transferncia feitos para a construo de escolas, por exemplo, no pagamento de salrios. por isso que o Governo pode fazer obras e, ao mesmo tempo, ter limitaes oramentrias para aumentar muito os salrios. Alm disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal impe limites aos gastos com Pessoal.

    10) Como ficar, ento, a situao dos professores estaduais?O Governo j retomou as negociaes com o Sindicato dos Professores depois que a greve acabou. Nestas reunies, o que se busca encontrar formas e recursos do Oramento que permitam uma melhora consistente e sustentvel dos salrios de TODOS os professores. Nos ltimos cinco anos, a Educao tem sido uma prioridade real e verdadeira do Governo do Estado. Neste perodo, o oramento do setor aumentou em aproximadamente 70%, passando de R$ 1.550.873.561,18, que representou 27,47% das receitas em2006, para R$ 2.619.060.798,26, o que representou 29,55% em 2010; os professores receberam aumento mdio real, acima da inflao, de 23,64%; os professores temporrios tiveram seu salrio equiparado aos concursados;

    foram contratados mais 3.453 novos professores por concurso pblico, e a Folha de Pagamento do Magistrio aumentou em 84,30%, passando de 392.671.352,80 milhes em 2006 para 723.680.747,10 milhes em 2011.

    importante registrar alguns pontos importantes da pauta sindical que foram atendidos ao longo destes 4 anos e 10 meses, evidenciando a relao diferenciada que este Governo mantm com a Categoria e suas reivindicaes:

    QUATRO progresses especiais para 100% dos professores aptos, referentes aos anos de 2007 a 2010, com repercusso salarial de at 20%. At ento, desde a implementao da Lei da Carreira do Magistrio, em 1993, os professores s haviam recebido UMA progresso.

    Vale-alimentao no valor mensal de R$ 200,00.

    Poltica de formao em servio que valoriza os saberes e experincias dos professores que tm, reconhecidamente, boas prticas, atravs do Programa Professor Aprendiz;

    Prmio Aprender pra Valer, que reconhece atravs de gratificao financeira o trabalho dos profissionais da Educao em atividade nas escolas que alcanarem as metas anuais de evoluo da aprendizagem dos alunos do Ensino Mdio;

    Liberao da funo docente, em at dois anos, para cursar mestrado ou doutorado, sem prejuzo de sua remunerao integral.

    Atendimento solicitao para apoio financeiro ao professor na aquisio de computador;

    Aposentadoria efetivada em at 90 dias;

    Alm disso, a vigorosa melhoria das condies de trabalho em todas as reas: reforma e construo de novas escolas, incremento de laboratrios de cincias e informtica, construo de ginsios esportivos, aquisio de acervos bibliogrficos e equipamentos, novas regras de lotao para dar mais condio s escolas de apoiar os professores, entre outros.

    O Governo do Estado reafirma seu forte compromisso com a Educao pblica de qualidade, demonstrado na prtica tambm pelo aumento expressivo da parcela do Oramento Estadual dedicada ao setor, que hoje de 29,55% de tudo o que o Governo arrecada com os impostos dos contribuintes. Esta prioridade tambm tem-se materializado com a introduo de novos mecanismos de incentivo e avaliao dos alunos, como o Programa de Alfabetizao na Idade Certa (PAIC), que envolve professores do Ensino Bsico, tanto da rede estadual quanto dos municpios, e cujo esforo conjunto tem levado os alunos do Cear a progressos expressivos, que iro se refletir fortemente no nvel de preparao destes alunos para a vida. Os alunos do Ensino Mdio do Cear, igualmente, tm se destacado e conquistado, pela primeira vez, os melhores resultados de todo o Nordeste em diversas avaliaes externas de desempenho. A implementao da rede de Escolas Estaduais de Educao Profissional em tempo integral uma outra ao prioritria que busca garantir oportunidades de formao tcnica para a juventude, alm da boa formao no Ensino Mdio. Hoje j so 24.938 alunos em 80 novas escolas. At o final de 2014 o Cear ter 120 unidades dessas escolas. Antes de 2007 no havia nenhuma.

    inteno do Governo do Estado continuar dialogando com o Sindicato dos Professores de maneira permanente e construtiva para viabilizar, de forma responsvel e compatvel com a realidade financeira do Cear, a maior quantidade de benefcios, melhorias e incentivos salariais para todos os professores da rede estadual.

    Fortaleza, 30 de outubro de 2011.

    AOS PROFESSORES

    ESTADUAISE SOCIEDADE

    CEARENSEDurante a recente greve realizada por uma parte dos professores da rede estadual, o

    Governo do Estado, numa demonstrao clara de sua disposio para o dilogo, recebeu representantes dos grevistas por diversas vezes. Nestas, reafirmou sua disposio de, uma vez encerrada a greve, reabrir as negociaes que vinha mantendo desde o incio do ano

    em torno da reviso da carreira do Magistrio. Tais negociaes, interrompidas pela greve, j esto novamente em andamento. Neste contexto, o Governo do Estado acha importante prestar esclarecimentos aos professores e sociedade sobre os principais pontos da questo.

    http://portal.mec.gov.br

    Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistrio pblico da

    educao bsica a que se refere a alnea e do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposies Constitucionais

    Transitrias.

    Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistrio pblico da educao bsica ser de

    R$ 950,00 (novecentos e cinqenta reais) mensais, para a formao em nvel mdio, na modalidade Normal, prevista

    no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educao nacional.

    1o O piso salarial profissional nacional o valor abaixo do qual a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Muni-

    cpios no podero fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistrio pblico da educao bsica, para a jornada

    de, no mximo, 40 (quarenta) horas semanais.

    2o Por profissionais do magistrio pblico da educao bsica entendem-se aqueles que desempenham as ativida-

    des de docncia ou as de suporte pedaggico docncia, isto , direo ou administrao, planejamento, inspeo,

    superviso, orientao e coordenao educacionais, exercidas no mbito das unidades escolares de educao bsica,

    em suas diversas etapas e modalidades, com a formao mnima determinada pela legislao federal de diretrizes e

    bases da educao nacional.

    Presidncia da RepblicaCasa Civil

    Subchefia para Assuntos Jurdicos

    LEI N 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008.

    VALORIZAO DO PROFESSOR

    Piso do magistrio ser reajustado em 15,85% e subir para R$ 1.187Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 - 18:53

    O piso salarial do magistrio deve ser reajustado em 15,85%. A correo reflete a variao ocor-rida no valor mnimo nacional por aluno no Fundo de Manuteno e Desenvolvimento da Educao Bsica e de Valorizao dos Profissionais da Educao (Fundeb) de 2010, em relao ao valor de 2009. E eleva a remunerao mnima do professor de nvel mdio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00. De acordo com o MEC, a nova remunerao est assegurada pela Constituio Federal e deve ser acatada em todo o territrio nacional pelas redes educacionais pblicas, municipais, estaduais e particulares.Com relao reivindicao da Confederao Nacional dos Municpios (CNM), de aplicao do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento determinado de acordo com a definio do custo por aluno estabelecido pela Lei n 11.494, de 20 de junho de 2007 [Lei do Fundeb], no incio de cada ano. O MEC aprova resoluo da Comisso Intergovernamental para Financiamento da Educao de Qualidade, que atenua os critrios para permitir a prefeituras e a governos estaduais complemen-tar o oramento com verbas federais e cumprir a determinao do piso do magistrio. A comisso integrada tambm pelo Conselho Nacional dos Secretrios de Educao (Consed) e pela Unio Nacional dos Dirigentes Municipais de Educao (Undime).

    Critrios Os novos critrios exigidos de estados e municpios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento do piso salarial do magistrio abrangem:

    Aplicar 25% das receitas na manuteno e no desenvolvimento do ensino Preencher o Sistema de Informaes sobre Oramentos Pblicos em Educao (Siope) Cumprir o regime de gesto plena dos recursos vinculados para manuteno e desenvolvi-

    mento do ensino Dispor de plano de carreira para o magistrio, com lei especfica Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou municpio

    Com base nessas comprovaes, o MEC, que reserva aproximadamente R$ 1 bilho do ora-mento para apoiar governos e prefeituras, avaliar o esforo dessas administraes na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.

    Assessoria de Comunicao Social

    Quadro I

    Quadro II

    www.seduc.ce.gov.br

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  • Ex-presidente Lula comea tratamento contra cncer

    BATALHA

    O ex-presidente Luis Incio Lula da Sil-va comeou, nesta segunda-feira, o tra-tamento para combater um cn-cer de laringe diagnosticado em exames realizados, no ltimo sbado, em So Paulo. Sero trs meses de tratamento e, durante esse perodo, o ex-presidente ter suspensa a sua agenda de palestras e viagens.

    O diagnstico da doena levou preocupao a familiares, amigos e aliados do ex-presi-dente. Lder poltico mais popu-lar da histria poltica brasileira, Lula enfrenta a sua maior bata-lha em sua trajetria de vida. O cncer, com agressividade m-dia, curvel e o ex-presidente no ser submetido interven-o cirrgica.

    O cncer de laringe as-sociado a pacientes fumantes e consumidores de bebida alco-lica. H dois anos, ex-presidente deixou o cigarro de lado. Outro aspecto associado doena o histrico familiar. De acordo com informaes dos mdicos que o acompanham, Lula teve dois irmos com o mesmo pro-blema.

    H pouco mais de um ms, o ex-presidente Lula se queixou de incmodos na gar-ganta e da voz mais rouca. O m-

    Analu Morais

    Com as circunstn-cias da greve dos servidores da Justia Federal em todo o Estado, a subseo de Jua-zeiro do Norte mantm 30% dos funcionrios da 17 Vara em atividade, para o cumpri-mento da determinao legal da Lei da Greve. Dentre os servios prestados durante a paralisao, esto sendo man-tidos aqueles considerados essenciais, como a realizao de audincias, a distribuio dos processos e os casos con-siderados mais urgentes para no perecer o direito. Os ser-vidores esto trabalhando em escala de revezamento.

    De acordo com o Pre-sidente do Conselho Delibe-rativo do Sindicato dos Tra-balhadores da Justia Federal (SINTRAJUFE-CE), talo de Queiroz, as audincias da 17 Vara e os processos urgentes tem prioridade. importan-te manter a pauta de audin-cia para que a populao que vem de longe no seja preju-

    dicada, explica ele. A sub-seo de Juazeiro conta com cerca de 30 funcionrios.

    A greveEm 24 de outubro, os

    servidores da Justia Federal do Cear iniciaram a parali-sao das atividades por tem-po indeterminado para a rei-vindicao de seus direitos. Segundo talo, a categoria realizou uma reunio em As-semblia Extraordinria, jun-tamente com o sindicato, em todo o Cear, e decidiu pela greve, atravs de 116 votos a favor. Os servidores lutam pela aprovao do Congres-so Nacional do Projeto de Lei 6613/2009, o qual lhes garan-te reajuste salarial - algo que no acontece h cinco anos. Outro motivo que acarretou na deciso de paralisar as ati-vidades a rejeio ao Projeto de Lei 549/09, que pretende congelar o salrio do servio pblico por 10 anos. Na vo-tao, apenas seis servidores decidiram contra a greve e

    outros quatro defenderam a paralisao diria por 1 hora.

    Os sindicatos de es-tados da Bahia, Mato Gros-so, Mato Grosso do Sul, So Paulo, Paraba, Amazonas/Roraima, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Piau, Rio de Janeiro e Alagoas, tambm aderiram greve por tempo indeterminado.

    AdiamentoNo dia 26, estava pre-

    vista a reunio da Comisso de Finanas e Tributaes (CTF). A votao do Projeto de Lei 6613/2009, que pre-v reajuste salarial para a categoria, estava inclusa na pauta, porm os deputados decidiram adiar a previso oramentria deste proje-to para outro dia. A reunio com funcionrios de Juazei-ro do Norte acontecer nesta quinta-feira (3), para repassar o que foi decidido em Forta-leza, pelo Sindicato do Cear, segundo talo de Queiroz

    Justia Federal mantm 30% dos servidores em atividades

    n Categoria luta pelo reajuste salarial que no atualizado h 5 anos, de acordo com os grevistas

    nEx-presidente Luis Incio Lula da Silva no far cirurgia, mas tratamento o deixar fora de combate por trs mesesdico Roberto Kalil, do Hospital Srio Libans, que o acompanha nos ltimos 20 anos, o aconse-lhou a fazer exames. A bateria de exames realizada na sexta-feira e sbado confirmaram a presena do tumor na laringe. Os mdicos foram precisos, tambm, no in-cio imediato do tratamento que dever durar, pelo menos, trs meses. Lula precisar passar por trs ciclos de quimioterapia,

    com sesses a cada 20 dias. Os mdicos ainda no decidiram se o ex-presidente ir tambm ser submetido radioterapia. Lula quer que todas as informaes sobre o tratamento sejam divul-gadas.

    O ex-presidente, que completou 66 anos na ltima quinta (27), estava com rouqui-do considerada acima do nor-mal, vinha se queixando de do-

    res de garganta nos ltimos dias.Segundo o mdico Rafa-

    el Possik, oncologista do hospi-tal Srio Libans, em So Paulo, onde ele deu entrada na noite no do ltimo dia 28, esse tipo de tumor est diretamente rela-cionado ao consumo de tabaco e bebidas alcolicas. A laringe um rgo situado na regio do pescoo e tem funes respira-trias e relacionadas ao aparelho vocal. O cncer de laringe atinge principalmente homens e um

    Roberto Stuckert Filho/Presidncia da Repblica

    Bipsia aponta tumorcomo tipo mais comum

    Setenta e duas horas aps as primeiras informa-es sobre a doena de Lula, saiu o resultado da bipsia que indicou que o tumor diagnosticado na laringe do ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva localizado, pertence ao tipo mais co-mum e pode ser considerado como de agressividade m-dia, com grandes chances de cura. A informao foi dada pela equipe mdica do Hos-pital Srio-Libans, onde est sendo feito o tratamento.

    O oncologista Pau-lo Hoff, um dos membros da equipe, ressaltou, que o risco de o tratamento, que inclui quimioterapia e ra-dioterapia, deixar sequelas na voz mnimo, j que o tumor no comprometeu as cordas vocais do ex-presi-dente. O tratamento com quimioterapia e radiotera-pia pode deixar uma peque-na alterao na voz, mas, dando tudo certo, seria uma alterao mnima e no ha-veria nenhum impacto nas

    atividades normais de nos-so paciente, afirmou. Para evitar riscos, ele ser acom-panhado por uma equipe de fonoaudilogos.

    De acordo com a equi-pe mdica, o tratamento de quimioterapia e radiote-rapia dever terminar em fevereiro. O ex-presidente, segundo os mdicos, ser submetido a trs sesses de quimioterapia, com interva-lo de 21 dias entre elas. A previso de incio da radio-terapia em janeiro.

    A equipe mdica res-saltou que apenas em 40 dias ser possvel saber se o tratamento a que Lula ser submetido o mais adequa-do. Entretanto, a avaliao inicial de que os atuais pro-cedimentos so os mais reco-mendados para este caso. O cirurgio Luiz Paulo Kowalski destacou que a quimiotera-pia e a radioterapia apresen-tam o mesmo potencial de cura que a cirurgia. Com es-ses procedimentos, o cabelo do ex-presidente deve cair.

    *63 convocaes imediatase cadastro de reserva.

    dos mais comuns na regio da cabea e pescoo.

    Segundo o Instituto do Cncer (Inca), fumantes tm dez vezes mais chances de desenvol-ver cncer de laringe que pesso-

    as que no fumam. O cncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na regio da cabea e pescoo. Dois teros dos tumores do gnero ocorrem na corda vocal.

    16 REGIO DO CARIRI(CE), DE 01 A 07 DE NOVEMBRO DE 2011Cidades