JORNAL DO CARIRI - Edição 2548

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Jornal do Cariri - Edio 2548 - 21 a 27 de agosto

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  • O peridico do Cariri independente

    MERCADO

    Projeto Sinais do Fazer rene artistas nacionais

    AGOSTO DA ARTE

    5

    4

    33

    7

    Foto: Samuel M

    acedo / Montagem

    : Evando F. Matias

    Mulheres conquistam vagas de taxistas

    E L E I E S

    > > > > > > > > > >

    JUAZEIRO CRATO

    ESPORTEESPORTE

    LEI MARIA DA PENHA

    IMVEISPATRIMMIO

    PARALISAO

    Candidatos apostam no horrio eleitoral Metas de Sineval Roque so sade e emprego

    Setor imobilirio enfrenta alta de preos

    Vago do Metr do Cariri depredado por vndalos

    Mulheres mais conscientes sobre agressesUFC continua em greve por tempo indeterminado

    Em seis anos de vigncia da Lei Maria da Penha, cresceu o nmero de denncias de mulheres vtimas de algum tipo de violncia, no mbito domstico e familiar. A Delegacia Especializada de Violncia contra a Mulher, de Juazeiro do Norte, registra cerca de 80 Boletins de Ocorrncia, mensalmente, e o Juizado Especializado atendeu, aproximadamente, 1.800 processos em 2012.

    Em Juazeiro do Norte, quem pretende alugar ou comprar imveis, observa um valor maior no metro quadrado,em relao ao ano passado. Algo que dificulta negociaes e provoca desordem de valores no mercado imobilirio local. O aumento nos valores chama ateno dos consumidores.

    Inaugurado h pouco mais de dois anos pelo Governo do Estado, o Metr do Cariri, que liga Juazeiro do Norte e Crato, vem sendo depredado durante o trajeto entre as duas cidades. O Veculo Leve sobre Trilhos (VLT) j teve algumas das suas janelas quebradas.

    A prapaganda gratuita no rdio e na TV, iniciada nesta tera-feira, 21, vista pelos candidatos como um marco decisivo na campanha. Aps a divulgao da primeira pesquisa IBOPE para prefeito em Juazeiro do Norte, candidatos avaliam o momento e apostam nos seus programas.

    O Jornal do Cariri traz, esta semana, o perfil e as propostas de campanha do candidato a prefeito do Crato, o deputado estadual Sineval Roque (PSB). Ele diz que s precisa de 180 dias para melhorar as condies do setor de sade do municpio, equipando a estrutura funcional e contratando mdicos.

    4

    5

    Icasa e Guarani lutam para se manter nas competies. Os dois times de Juazeiro sofrem com a falta de apoio, o que acaba prejudicando o desempenho dos jogadores dentro de campo.

    Times juazeirenses passam por dificuldades financeiras

    REGIO DO CARIRI l DE 21 A 27 DE AGOSTO DE 2012 l ANO XIV l NMERO 2548 R$ 1,50

    Alumnio contamina gua de poos da Bacia do Araripe

    Arthur Luiz

    8

    5 6

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 21, tera-feira.OFICINA DE FORMAO ARTSTICAIV Agosto da Arte14h00 - Gravura Contempornea - Gabriela Noujaim - Rio de Janeiro-RJ.Dia 22, quarta-feira.TROCA DE IDEIAS14h00 - Museus e Acessibilidade -Uma Temtica Contempornea -Isabel Portella-RJ.

    Dia 23, quinta-feira.ARTES CNICAS19h00 - Inslitos - Cia. Ortaet deTeatro - Iguatu-CE - Dir.: Jos Filho.Dia 24, sexta-feira.OFICINA DE FORMAO ARTSTICAIV Agosto da Arte14h00 - Gravura Contempornea -Gabriela Noujaim - Rio de Janeiro-RJ. BIBLIOTECA VIRTUAL

    18h00 - Recursos Avanados deUtilizao da Internet - Blogs.ROCK-CORDEL19h30 - Tagore - Recife-PE.Dia 25, sbado.CURSO DE FORMAO ARTSTICALocal: Teatro Marquise Branca -Av. Pe. Ccero, s/n.14h00 - Dilogo das Artes -Prof. Mrcio Rodrigues.

    PERCURSOS URBANOS15h00 - Trajeto Comemorativo. Mediadores: Alana Maria, AmandaJanice e Antonio Rodrigues.ARTES VISUAIS 19h00 - Abertura da Exposio Horto - O Museu que H em Ns!Curadoria: Anastcio Braga,Di Freittas e Kssia Mota.Dia 26, domingo.

    Fechado.CURSO DE FORMAO ARTSTICALocal: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Ccero, s/n.14h00 - Dilogo das Artes - Prof. Mrcio Rodrigues.Dia 27, segunda-feira.Fechado.

    Destaques da programao de 21 a 27 de agosto de 2012.

    Crime am

    biental

  • A gua o bem mais valioso para a Humanidade no sculo XXI. A devastao ambiental, a exploso populacional e o aquecimento do planeta so causas comuns aos proble-mas globais decorrentes da falta desse lquido precioso para milhes de pessoas. Se as guerras no passado foram por dis-putas coloniais, acesso a fontes de petrleo ou por mercados consumidores, agora, os especialistas falam em uma guerra por gua, que mobilizar dezenas de naes, divididas en-tre as que no tm fontes de gua e as que esbanjam esse recurso natural.

    O Cariri vive o paradoxo de ser um pequeno osis em uma regio de escassez de gua. A regio, a despeito dos problemas com a Seca, conhecida por suas fontes de gua mineral, especialmente nos municpios da zona da Serra do Araripe, como o Crato.

    Nesta edio do Jornal do Cariri, denuncia-se a con-taminao das fontes e nascentes com o alumnio, elemento qumico utilizado em diversas atividades humanas de car-ter industrial, agrcola e de servios. o elemento mais abun-dante da crosta terrestre. Mas, a contaminao do alumnio

    na regio da Serra do Araripe tem responsveis conhecidos: as empresas que utilizam esse metal para o beneficiamento industrial de produtos manufaturados, especialmente joias e peas de uso domstico, e os agricultores que se valem de de-fensivos e agrotxicos, em cuja composio entra o alumnio.

    Os resduos industriais e agrcolas esto destruindo a pureza das fontes aquferas no Cariri. Aps a revelao de que o nvel de vazo dos poos e nascentes do Cariri caiu assustadoramente no ltimo sculo, tem-se agora a trgica informao sobre a existncia de contaminao por alumnio desses preciosos mananciais.

    Uma vez mais, a ganncia dos agentes econmicos e a omisso dos rgos de fiscalizao ambiental e de controle de posturas e edificaes so as causas desse desastre ecol-gico no Cariri. Para alm da destruio dos mananciais aqu-feros, o que j seria por si s dramtico, necessrio avaliar o risco a que se submete a populao pelo consumo de gua com altos nveis de presena desse elemento qumico.

    No mais possvel que o Aqufero da Bacia Sedimen-tar do Cariri seja ameaado dessa forma e que municpios

    como Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Caririau, Misso Velha, Porteiras, Jati, Jardim, Brejo Santo, Abaiara, Mauriti e Milagres venham a sofrer prejuzos ambientais irreversveis, capazes de impedir as futuras geraes de gozar de recursos hdricos indispensveis a sua sobrevivncia.

    Apenas sociedades fracas e desmobilizadas permitem que se destruam impunemente suas riquezas mais sensveis. O Cariri j vem sofrendo h tempos com a devastao am-biental. O conluio entre classes privilegiadas, governos in-competentes ou de m-f, empresrios inescrupulosos e a omisso generalizada de grande parte da populao encon-tram-se na raiz do problema. O que tem feito a comunidade acadmica no Cariri, quase toda ela financiada por recursos pblicos, em relao a isso? Por que no se promovem semi-nrios e se denunciam esses problemas de maneira tcnica? O que diz sobre isso o Ministrio Pblico Federal e seu ho-mlogo Estadual?

    So muitas perguntas e quase nenhuma resposta. O Cariri precisa saber como seu futuro ser preservado. Antes que seja tarde demais.

    A CONTAMINAO DA GUA NO CARIRI

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 21 A 27 DE AGOSTO DE 2012Opinio

    Editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    AS LGRIMAS INOPORTUNASCOMPLICAM A EXISTNCIAQUEM TEM O PAVIO CURTOPLANTA SUA DECADNCIACALMA... SABEDORIAE SUCESSO... PERSISTNCIA!

    Welington Costa

    O Crato fez uma justa homenagem passagem dos 180 anos da herona Brbara de Alencar. Belo reconhecimento da impor-tncia do papel dela para o Brasil. Parabns aos organizadores da programao que prestigiou essa pernambucana que virou refern-cia nacional.

    ngela Batista, Crato

    MORALIDADECHARGE

    CLIENTE, RAZO MAIOR . . .As empresas convivem com grandes de-

    safios na rea de Atendimento ao Cliente, con-dio essa que, com auxlio das Tecnologias de Informao e Comunicao (e-mail, telefone etc.), tem sido o principal meio de ligao direto--mediato com o cliente. Aplicar essas ferramen-tas, em tempo hbil permite quebrar as barreiras entre Empresa e Cliente, fazendo valer o direito do cliente em ter ouvido a sua reclamao. A em-presa, por alguma razo, deve prestar explicaes quando solicitada pelo cliente. O cliente ao alegar insatisfao, no se deve perder tempo, ouvir e encaminhar para algum que possa resolver o problema dele, a soluo mais cabvel, uma vez que o problema de todos da empresa.

    O cliente quer ser bem atendido, por isso, ele inteligente, embora fique indeciso e confuso na hora de decidir o que deve comprar; mal hu-morado quando mal atendido; s vezes detalhista ao querer saber maiores informaes do produ-to ou servio a ser adquirido; e bem humorado quando o produto ou servio supera suas ex-pectativas. Sendo assim, trabalhar em busca de garantir a excelncia e a satisfao do cliente responsabilidade dos que trabalham no atendi-mento.

    Atenda bem o seu cliente. O cliente a razo maior de nossa existncia! Lendo essas citaes, vemos a necessidade das empresas em manter e conquistar seus clientes. Mesmo por-que, a trajetria e o segredo do sucesso das empresas serem bem-sucedidas esto no atendi-mento de qualidade prestados aos seus consu-midores. E atendimento com qualidade o di-ferencial que envolve valores como: cordialidade,

    sinceridade, simpatia, respeito, alm de pontualidade no atendimento, e maturidade dos profissionais em sa-ber lidarem com o Cliente.

    Conceituando, o atendimen-to corresponde ao ato de atender o cliente; dar ateno s pessoas de maneira eficiente e em tempo gil. Para tanto, deve existir no momen-to do atendimento, a habilidade de saber recepcionar e atender o cliente. O recep-cionar acontece na portaria, onde se filtra as ne-cessidades do cliente, o que Ele realmente quer dar nossa empresa. Logo, em seguida identifica-do necessidade, encaminha o cliente para ser atendido pelo setor competente. Compreender o funcionamento da Logstica e da eficcia do atendimento ao cliente; fortalecer os laos en-tre empresa e cliente, preciso ter viso e viso ver o que ningum ainda no viu (no mundo dos negcios), ir muito alm. Contudo, quem pensa demais, cria medo, e quem tem medo, no chega l. Na era da modernidade, chega primeiro ao cliente, quem tem tecnologia e ideias inovadoras para colocar em prtica.

    De origem Latina, o adjetivo fidelis sur-ge na lngua portuguesa, FIDELIZAR. Fidelizar utilizado pelo Marketing empresarial como estratgia de tornar o cliente fiel empresa. Atender s exigncias do cliente, neste mundo competitivo, focalizando a fidelidade, necess-rio estabelecer vnculo de responsabilidade, que requer atributos como: criatividade, coragem, ousadia e persistncia. Est provado que cliente insatisfeito traz resultados negativos para a em-

    presa, ou seja, um cliente insatisfeito consegue influenciar de 05 (cinco) ou at mais pessoas a no usar servios e equipamentos de qualidade abaixo do esperado. O cliente no mais se conforma com o bom, ele exige o excelente. Nesse sentido que a propaganda boca-boca do cliente, que j utilizou o servio e aprovou, pode ser indicada para outros clientes

    apresentando ser eficaz. Tirar lies das expe-rincias negativas faz entender o ditado popu-lar: gato escaldado tem medo de gua fria. Lembre-se, o teu concorrente no mais o teu vizinho, o mundo todo teu concorrente e o cliente deixa de ser fiel para com a empresa, por diversas razes: demora no atendimento; falta de resposta para resoluo de algum problema; e descumprimento de prazos.

    Em diferentes estabelecimentos, o aten-dimento ao cliente, no preocupao exclusi-vamente s da iniciativa privada. O decreto pre-sidencial 3.507 de 13 de junho de 2000, resolve padronizar o atendimento do Servio Pblico Federal, e estabelece: tempo mnimo de espera para o cliente ser atendido; cria-se mecanismo de comunicao e atendimento a reclamaes; recomenda utilizao de sistema de sinalizao visual e outras providncias.

    Jamais, se pretende comparar o servio Pblico e Privado. Mas, se conquista cliente com atendimento de qualidade.

    Andson Andrade da SilvaLicenciando em Letras - Urca

    A noo do dever, da honra, da dignidade es-sencial na vida de D. Pedro II, que a considerava uma obrigao e no admitindo ser lou-vado por isso, li-mitava-se exigir dos outros honestidade. No seu dirio, o Imperador se lamentou: A falta de zelo, a falta de cum-primento do dever o nos-so primeiro defeito moral. Muitas coisas me desgastam, mas no posso remedi-las, e isso me aflige profundamen-te. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso: Mas, para que, se to poucos acreditariam nos embaraos que encontro para fazer o que julgo acer-tado? H tanta falta de zelo, e para a maioria o amor Ptria s uma palavra. Ver onde est o bem, e no po-der concordar para ele seno lentamente, um verdadeiro tormento para o soberano que tem conscincia.

    Conforme o historia-dor Oliveira Lima, Dom Pedro II assumiu uma ditadura: a da moralidade. Suas escolhas procuravam ser justiceiras, e por nada as teria degradado. Os senadores que D. Pedro nomeava dentre os eleitos em lista trplice pelo povo, os magistrados que promovia na carreira judiciria, os diploma-tas que mandava representa-rem o Pas no estrangeiro, ti-nham todas as probabilidades de ser respeitveis e honestos.

    Se vinha a saber a me-nor coisa em contrrio sua reputao, e a acusao fose justificada, seus nomes iam para a famosa lista negra. O resultado dessa vigiln-cia que a elite imperial era brilhante e capaz, moldada

    na melhor escola, onde cada qual se impunha pelo seu valor e por suas al-tas qualidades mo-rais.

    Dom Pedro era atento aos me-nores detalhes do

    seu ofcio, lendo os memo-riais, investigando o passado dos candidatos aos cargos pblicos: Era intolerante s para os desconceituados, in-tratvel quando lhe falavam de gente indigna, incapaz de promover ou manter deso-nestos, em cujo julgamento era implacvel. Metido em tudo, fiscal de todos os ramos do poder, absorvente, meti-culoso, prudente, como se na dobra de cada papel houvesse um alapo, por onde o Im-prio corresse perigo, um ter-rvel funcionrio inexorvel, vigilante incansvel.

    Quando Dom Pedro partiu para sua primeira via-gem Europa, quiseram os deputados atribuir-lhe uma verba extra para o Imperador fazer condignamente sua via-gem. Imediatamente o Impe-rador mandou uma instruo ao ministro Joo Alfredo, nos seguintes termos: espero que o ministrio se apresse em fazer desaprovar quanto antes semelhantes favores que eu e minha filha rejeita-mos. Respeito a inteno de todos, mas respeitem tam-bm o desinteresse com que tenho servido Nao.

    Almrio Carvalho Secretrio da Cmara do Crato

    Exped

    iente

    :

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