Jornal do Cariri - Edição 2502

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Jornal do Cariri - 04 a 10 de outubro de 2011

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  • O peridico do Cariri independente REGIO DO CARIRI l DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011 l ANO XIII l NMERO 2502 R$ 1,50

    MEIO AMBIENTE

    5

    Ccero Valrio

    GRANDES NOMES

    HOSPITAL SANTO INCIO

    CENTENRIOELEIES

    n O pesquisador Ralph Della Cava recebe Placa de homenagem do prefeito Santana

    Santana garante repasse de R$ 300 mil todo ms

    Foto: Ccero Valrio

    n Pacientes em tratamento no Santo Incio devem ser encaminhados a outro hospital. A associao mantenedora garantiu que os internados no sero desamparados

    Juazeiro comemora a instalao do municpio

    Oposio negocia unio entre siglas para obter apoio de Cid

    Nesse dia quatro de outubro, o municpio de Juazeiro do Norte completa 100 anos de instalao. Homenagens a personagens histricos, lanamento de livros e descerramento de placa comemorativa na Cmara de Vereadores marcam a passagem histrica.

    Com o fim da interveno municipal no Hospital Santo Incio, em Juazeiro do Norte, a rede municipal de sade est passando por uma reestruturao e os servios sero distribudos entre outras unidades municipais. O prefeito de Juazeiro, Manoel Santana garantiu que o municpio continuar fazendo o repasse mensal de R$ 300 mil para manuteno do hospital. Para ele, a unidade poder se manter sozinha, porque o volume de pacientes est diminuindo gradativamente, com o funcionamento do Hospital Regional do Cariri. De acordo com a sociedade mantenedora do hospital, o equipamento poder ser arrendado, continuando a prestar servios de sade, ou ser vendido para o setor imobilirio, deixando de existir definitivamente. A sociedade alega que mesmo com os convnios e a parceria da Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ), a entidade no tem como se manter. Os servios pelo SUS esto encerrados, os pacientes em tratamento esto em avaliao e sero transferidos para unidades pblicas.

    CRATO ESPORTE CLUBE

    MULHERES DA PALHA

    VERDO DO CARIRI

    Iniciadas mudanas para o certame de 2012O novo presidente do Crato Esporte Clube, Jos Demstenes de Oliveira (Deoda), eleito recentemente, j anunciou a chegada dos primeiros jogadores contratados, para o ms de novembro. Deoda explicou que as contrataes sero criteriosas para evitar desperdcios nos investimentos.

    Meia do Icasa atravessa fase negativa

    Projeto da UFC ajuda artess do HortoAlunos se dizem gratificados em poder ajudar as artess da palha da carnaba, que aprendem noes de gesto do prprio negcio e de comunicao. Um dos trabalhos desenvolvidos com as mulheres rendeu, recentemente, a produo de um cordel educativo que conta a importncia do artesanato da palha da carnaba.

    Populao reclama da falta de servios bsicos no localOs moradores do Stio Betnia, em Barbalha, reclamam da falta de servios pblicos e pedem melhorias para a comunidade. O stio fica a cerca de 27 quilmetros da sede do municpio e a estrada est em pssimas condies, dificultando a vida de quem precisa ir em busca dos servios bsicos que no so prestados na localidade.

    STIO BETNIA

    A unio entre o PTB, PSDB, PSB, PC do B e PSD, que tenta agregar o PR, PP e PRB, est sendo firmada para lanar o nome de um pr-candidato prefeitura de Juazeiro. Os nomes mais expressivos esto sendo avaliados, entre os quais so citados o atual vice-prefeito Roberto Celestino e o vereador Roberto Sampaio, ambos do PSB, Arnon Bezerra e Gledson Bezerra, do PTB, e Tarso Magno (PSL).

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    8

    LEGISLATIVO

    Fim da polmica, Cmara ter mais vereadoresA emenda que contempla o aumento de vereadores na Cmara Legislativa de Juazeiro do Norte foi aprovada, por unanimidade, aps uma discusso que perdurou por mais de dois meses, envolvendo vereadores e militantes. A populao, entretanto, diverge nas opinies sobre a mudana, porque teme que o cargo no seja exercido com tica.

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    6

    Destino de resduos slidos discutido em oficina

    Padre Pedro Leo Paesde Andrade

    6

    CRATO ESPORTE CLUBE VERDO DO CARIRI

  • A Sade no Cariri foi construda sob um modelo que est ultrapassado. Acabou-se a farra dos anos 1970-1980, quando se enriquecia com os repasses de dinheiro pblico por internaes, sem que houvesse meios de au-ditoria suficientes ou adequados. Era o tempo de famlias prsperas com o negcio hospitalar. Hoje, o eixo de ne-gcios mudou e est concentrado na explorao de pla-nos de sade privados. Ao menos at que esse setor entre em crise, o que no difcil de se imaginar, especialmente agora que os mdicos, em todo o Brasil, esto em greve por aumento do valor de seus honorrios.

    Esse quadro tem no Hospital Santo Incio a sua melhor ilustrao. A Prefeitura do Municpio de Juazeiro resolveu encerrar o processo de interveno. O atendi-mento prestado pelo hospital j se encontrava em nveis muito baixos para um padro normal de estrutura mdi-ca semelhante. Os repasses de dinheiro pblico, segundo assegurado pela municipalidade, devem continuar.

    O grande problema que, por trs de toda essa si-tuao, est um modelo falido. Os donos do hospital so

    empresrios, a despeito de se dedicarem a um setor ope-rado com base no interesse pblico. Essa condio no negativa. O setor de sade privada empresarial, mas, para isso, no se deve conceber a privatizao de lucros e a estatizao de prejuzos. A ideia de que o povo de Jua-zeiro deve arcar com a sustentao econmico-financeira do Hospital falha, pois transfere o nus de um negcio de particulares para a administrao pblica.

    A postura do Municpio est se mostrando correta. No auge da crise, deu-se a interveno. Agora, o mo-mento de se voltar aos trilhos e tentar encontrar outras solues. A perspectiva mais saudvel transferir o con-trole do hospital para outros setores da vida privada, com a necessria competncia para gerir esse negcio. No possvel que se permanea com a atual expectativa de aporte contnuo de dinheiro municipal. Para tanto, de se reconhecer que no h base na legislao e o Munic-pio se coloca em situao de risco perante o Tribunal de Contas. O mero fato de uma empresa privada do setor hospitalar encontra-se em dificuldades justificativa para

    que ela seja mantida artificialmente com verbas pblicas? Evidentemente que no se pode construir um perigoso precedente para outros hospitais particulares, que , por-ventura, passem por situaes semelhantes.

    O Hospital Santo Incio, alm disso, est hoje su-butilizado. perfeitamente possvel que, se no houver continuidade em seus servios, haja a transferncia de seus pacientes para outras unidades.

    Em suma, o prefeito Santana tem agido com pru-dncia nesse caso e necessrio o reconhecimento dessa virtude. Parece que sua condio de mdico e a experi-ncia no setor tm falado mais alto e ajudado na condu-o do caso para um desfecho minimamente aceitvel. O fechamento de um hospital sempre algo dramtico. H uma carga emocional muito grande envolvida nessas questes, porque h vidas humanas em jogo. Mas, no cabvel condicionar a manuteno da estrutura hospitalar privada ao apoio pblico. Esse ponto central da discus-so e no se pode deixar cair na argumentao fcil da conservao, a qualquer custo, do hospital.

    EditorialSADE PRIVADA, SOLUES PBLICAS?

    2Opinio

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011

    Exped

    iente

    :

    Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao

    da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda

    CNPJ: 34.957.332/0001-80

    O peridico do Cariri independente

    Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira Diretor de Contedo: Donizete Arruda Diretoria Jurdica: Vicente Aquino Editora Responsvel: Jaqueline Freitas

    Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - Fone (88) 3511.2457Sucursal Fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466Sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF

    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores

    Conselho Editorial: Geraldo Menezes Barbosa | Francisco Huberto Esmeraldo Cabral | Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho

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    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SEXTILHA CARTATUDO QUE A PESSOA FAZEM BENEFCIO DE ALGUM UM DEGRAU QUE AVANANA GRANDE ESCOLA DO BEM PLANTAO DE SEMENTESQUE COLHER MAIS ALM.

    Welington Costa

    A mudana no nmero de vereadores na Cmara de Juazeiro abusiva porque no h necessidade de tantos vereadores numa Cmara. Para mim, o nmero atual (14) suficiente para atender a populao. Mas ocorre que eles s visitam as pessoas no perodo das eleies, quando precisam de votos, porque quando a gente precisa mesmo no encontra ningum.

    Carolina da Silva, Juazeiro do Norte

    ACESSIBILIDADE: DIREITO DE TODOS?O movimento em prol da construo

    de sociedades inclusivas internacional, e o Brasil vem participando ativamente de todo esse processo, h dcadas se fala sobre isso nos discursos polticos, na mdia, nas escolas e universidades, enfim. Apesar de que na prtica ainda assistimos a graves atitudes de desres-peito aos direitos dessas pessoas portadoras de necessidades especiais (especficas) e para muitos a incluso ainda algo novo ou des-conhecido. Muitas pessoas ainda admiram-se ao verem surdos se comunicando em Lngua Brasileira de Sinais LIBRAS, cegos lendo algo transcrito em BRAILE, deficientes fsi-cos trabalhando em grandes instituies, etc. importante sabermos que a incluso no um processo simples, uma sociedade verda-deiramente inclusiva exige mudanas radicais na sociedade, inclusive no pensar e agir das pessoas. Em termos de legislao relativa ao amparo aos direitos dessas pessoas j estamos relativamente avanados, mas no campo das relaes humanas, as barreiras atitudinais e o desconhecimento sobre o assunto ainda pre-dominam. Nesse aspecto podemos dizer com boa margem de segurana que nos ltimos anos, entre governos, empresas, organizaes no-governamentais, etc., muito do que tem sido feito e conquistado deve-se ao engaja-

    mento poltico dessas prprias pes-soas especiais e as suas famlias, hoje bem mais conscientes e politi-camente organizadas do que antes.

    No mbito educacional, a partir da Poltica Nacional da Edu-cao Especial na Perspectiva da Educao Inclusiva (MEC, 2008) passou a predominar no meio escolar e acadmico o chamado Paradigma da Incluso, que em li-nhas gerais determina que todos os alunos, independente do tipo ou do grau de defici-ncia que possua, devem ser ou estar matri-culados nas classes do ensino regular, ou seja, estudaro e convivero com todos os demais. Da, importantes questes e indagaes nos vm em mente: esto nossos colegas profes-sores, gestores e demais funcionrios dessas escolas e/ou universidades preparados para lidar com toda essa diversidade? E os alunos, aprendero a conviver com os seus colegas especiais? Ter a escola pblica j superado velhos desafios como os altos ndices de eva-so e repetncia? J conseguimos realmente incluir os alunos oriundos das comunidades pobres urbanas e rurais, os negros, os ind-genas e outros grupos minoritrios historica-mente excludos?

    Uma srie de outras impor-tantes questes permeia o discurso da Incluso. Entre elas podemos ainda citar a qualidade da escola pblica, a formao de professo-res e a sua prtica pedaggica, os currculos escolares (conteudistas e fundamentados em valores compe-titivos), a construo de uma escola inclusiva em meio a uma socie-dade capitalista e excludente, entre

    outros.O discurso poltico tem se apropriado e

    usado indevidamente o conceito de Incluso, com ele se enfeitam os discursos e se justifica a democracia ou a falta dela, por isso ele corre de boca em boca, e muitas vezes dito por quem se quer tem noo do realmente seja uma escola ou uma sociedade inclusiva.

    Todas essas questes precisam ser le-vadas em considerao quando da elaborao e implantao de polticas pblicas de carter to abrangente e definitivo como as polticas pblicas de incluso educacional.

    Professor Joo Neto Licenciado em Geografia, Especialista em Educao Especial e Intrprete de Libras

    A QUESTO CARCERRIAUm dia, pelas ruas de Mangaratiba,

    cidade litornea do Rio de Janeiro, visualizei o passeio dos detentos da Ilha Bela, antigo pre-sdio hoje desativado. Quadro marcante, cor-tejo de homens vlidos, corpulentos, em mar-cha batida, controlados por guardas e ces, a percorrer trechos daquela cidade. Alguns tra-ziam consigo peas de artesanato de prpria fabricao, oferecidas aos circunstantes por preos ocasionais. A cena ficou gravada para voltar ao pensamento quando, como agora, enfeixo a intrincada crise penitenciria brasi-leira. Aqueles zumbis, de olhos vazios, trajes encardidos, quais reses de tosquia, trastes da culpa, apenas arrastavam o tropel do destino luz da vontade dos homens.

    E revivo tambm a sensao cotidia-na dos noticiosos quando exploram o mundo co. So raros os meses em que deixam de ocupar o cardpio as rebelies nas celas, com registros de fugas, incndios, perdas de vidas e homicdios.

    Tais aspectos percebidos significam o estrangulamento do sistema penal; refletem a estrutura da sociedade como um todo, onde deficincias indicam muito cho ainda para

    percorrer at a perfeio final do processo vida.

    Cheira mesmo a repeti-o dizer que as cadeias, quais viveiros de pssaros indomveis, converteram-se no campus da monstruosa universidade do cri-me, imagem conhecida, onde os apenados ali encaram desafios primitivos junto de outros em condies fsicas e morais deplo-rveis. Da, qual onda avassaladora, estranho relacionamento impe e multiplica a morbi-dez de seres vencidos, depois lanados s sar-jetas, num ciclo de misria que aumenta os custos do subdesenvolvimento mrbido.

    Intenes honestas de resolver o pro-blema, contudo, no eliminam o atraso dessa rea, vistas experincias nos pases ricos, mes-mo sabidas quantas falhas l tambm persis-tem.

    Planos que se cogitem devam sempre vincular a participao efetiva da fora de trabalho reclusa s celas, estagnando a capa-cidade produtiva. Em resposta, as sentenas assim deixariam de inutilizar a mo de obra

    prisioneira, sobrando ao Estado o mrito de solues criativas e gerao de riqueza, alimentando e estabilizando as contas da insti-tuio punitiva, alm de profissio-nalizar quem chegar, de comum, sem ofcio. As prises agrcolas demonstram a viabilidade desta idia.

    Restam imaginar perspec-tivas novas para problema to ar-

    caico. O gesto de segregar aos calabouos, sem outras preocupaes racionais, apenas mascara uma chaga que transborda de dor e clama decncia. Compromisso pesa, pois, sobre todos os ombros, sabendo que o zelo da liberdade vem assegurado como atributo essencial, dom divino que cabe manter, so-bretudo a quem necessita desde criana das poucas e limitadas oportunidades vitais.

    Emerson MonteiroAdvogado

    O DESEMPENHO DO AEROPORTO

    A empresa Infraestrutura Aero-porturia - Infraero controla atualmente 67 aeroportos em territrio nacional. Destes, 32 so de classe internacional e 35 so de exclusi-vo trfego domsti-co. o caso do nos-so Aeroporto Regional do Cariri. Salta aos olhos o elevado cres-cimento do desempenho des-te aeroporto. Em vias de ope-rao com a quarta empresa, logo agora em setembro, vale a pena utilizar os dados oficiais da Infraero para sentir mais con-cretamente este desempenho. De acordo com aqueles dados, por exemplo, de janeiro a junho de 2003, pelo nosso aeroporto embarcaram e desembarcaram 18.051 passageiros. Este movi-mento nos credenciava a uma posio pouco confortvel, ocupando a 59. posio dentre todos os 65 aeroportos sob a ateno da Empresa, ou a 29. posio, se tomarmos apenas os domsticos. Mas o Cariri e sua rea de influncia foi, aos pou-cos, contribuindo para o me-lhoramento deste desempenho e gradativamente, no mesmo perodo (janeiro a junho), ano a ano, esta posio no ranking foi apresentando marcas tais como 55./25. (2004), 48./17. (2005), 43./12. (2006), 44./13. (2007), 43./10. (2008), 38./7. (2009), 41./9. (2010), para chegar a este junho de 2011, sendo o quadragsimo terceiro de todos os aeroportos do pas, e o dcimo primeiro dentre os no internacionais. Para fechar esta pequena ava-liao, que mais uma leitura atenta dos dados oficiais, de janeiro a dezembro de 2010, como j divulgado, transitaram pelo Regional do Cariri cerca de 244.780 passageiros (em-barques e desembarques), per-mitindo-se constatar posies

    mais realistas de quad rag s imo (no total), e oita-vo, dentre os no internacionais. Para flagrar, fi-nalmente, dados mais recentes, a natural sazonali-dade e ainda dis-pondo dos dados

    oficiais, vejamos a posio do Aeroporto Regional do Cari-ri nos ltimos 12 meses. Entre maio de 2010 e junho de 2011, utilizaram o Aeroporto cerca de 304.762. Este resultado indica uma posio de excelente de-sempenho, colocando o equipa-mento dentre os 39 mais utiliza-dos de todos os 67 aeroportos brasileiros sob a gesto da In-fraero, garantindo uma marca invejvel dentre os 7 mais mo-vimentados, exclusivamente do-msticos. Para ns usurios do Aeroporto Regional do Cariri, estes nmeros ainda so muito frios e no nos devem provocar nenhum ufanismo pernstico. Bem sabemos as deficincias de suas instalaes e quanto isto tem provocado desconforto aos seus usurios. As companhias areas esto se interessando cada vez mais por este merca-do emergente e definitivo. Logo mais uma e talvez no demore muito a principal destas empre-sas areas nacionais volte a pe-dir a autorizao para suas ope-raes. Isto apenas deve dizer a cada um de ns o quanto esta-mos todos na mesma luta, e o quanto nos cabe cobrar a quem responsvel pela implementa-o de melhorias continuadas ao nosso Aeroporto para que ele efetivamente preste melho-res servios comunidade.

    Renato CasimiroHistoriador

  • 3REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011PolticaPoltica

    DONIZETE ARRUDAPoltica

    CMARA

    ELEIES SUPLEMENTARES

    Juazeiro amplia para 21 o nmero de vereadores Jacqueline Dantas

    Em consenso, os vere-adores, com suporte dos suplentes, opta-ram pela ampliao das vagas na Cmara Legis-lativa de Juazeiro do Norte, aps uma discusso que per-durou por mais de dois me-ses e mobilizou protestos em favor da causa. Embora parte da populao ainda aponte descrdito em relao mu-dana, a maioria espera que os trabalhos tenham melhor andamento e sejam exercidos com tica.

    A emenda que contem-pla o aumento de vereadores na Cmara Legislativa de Ju-azeiro do Norte foi aprovada, por unanimidade, na sesso do dia 27. O projeto de Lei, nmero 10/2011, de autoria do prefeito Manoel Santana (PT) - em anexo as solicitaes idnticas de autoria do profes-sor Antnio Ferreira (PC do B) e de Mara Torres (PPS), com subscrio de quase todos os edis - protocolado no dia 6 de setembro, prope a alterao no pargrafo 2 do artigo 24 da Constituio Municipal. Ago-ra, aguarda a promulgao do presidente Jos de Amlia Jnior (PSL), que afirma ter cumprido com parte de seu dever ao colocar o projeto em votao no plenrio.

    O professor Antnio disse est satisfeito porque entende que o aumento de vereadores vai democratizar o espao com a participao popular. Trabalhamos com

    um regime de representao, em que o vereador exerce o papel de representar o povo. Adauto Arajo (PSC) comen-ta que as dificuldades j so guas passadas porque o pro-

    jeto j est aprovado. Houve a quebra de interstcio para que o prazo da aprovao se adequasse ao regime interno, sendo avaliado em sesso ex-traordinria.

    O QUE A POPULAO ESPERA?Sou a fa-

    vor do au-

    mento, mas

    se todos

    t r aba lhas -

    sem em favor

    da cidade seria bom, porque

    a cidade carece de melhoria

    na sade, na educao

    Francisco Diniz, aposentado

    Os vereadores dizem

    que o aumento em

    prol da populao, s

    que mais pessoas faz

    atrapalhar porque

    quando a gente vai atrs

    nunca d certo. Quando na poca da

    poltica, eles saem pelas ruas prometendo

    tudo, mas quando a gente precisa, no

    consegue nada.

    Snia Aparecida, agente administrativa

    No acredito que a

    Cmara mante-

    nha o mesmo custo

    com a ampliao

    de vereadores. E

    indaga, desde quando

    os vereadores vo trabalhar de graa

    ou com salrio reduzido, se nem um

    funcionrio de uma loja, seja ela qual

    for aceita?

    Renaldo Ferreira Leite, comerciante

    A conjuntura polti-ca tem envolvido discusses cada vez mais acirradas sobre os nomes que vo liderar a disputa s eleies ao Execu-tivo, em 2012. Aproximando--se do tempo de firmar as coligaes, as convenes partidrias mobilizam um grande nmero de siglas, que estudam as melhores propos-tas, mas, sobretudo quem vai obter o apoio do governo es-tadual e federal.

    Em Juazeiro, est sen-do firmada uma unio entre o PTB, PSDB, PSB, PC do B e PSD, que tentam agregar o PR, PP e PRB. Na ltima con-

    veno do PSB, quinta-feira (29), o debate avaliou os no-mes mais expressivos, frente a uma pr-candidatura, entre os quais foram citados o atu-al vice-prefeito Roberto Ce-lestino e o vereador Roberto Sampaio, ambos do PSB, ou numa base aliada, Arnon Be-zerra e Gledson Bezerra, do PTB, ou Tarso Magno (PSL). O presidente do diretrio do PSB, Carlos Macedo, que an-tes mostrava interesse numa campanha em Juazeiro, aca-bou solicitando a transfern-cia para o municpio de Au-rora, porque juntamente com seus correligionrios, entende

    que esse o momento oportu-no para disputar candidatura a prefeito de l, para fortale-cer o partido na regio.

    O vice-prefeito Roberto Celestino (PSB) comenta so-bre o fato de seus companhei-ros ter alado seu nome, co-loco-me disposio, aceito essa indicao de tantos com-panheiros, mas s farei isso em consonncia com o gover-nador Cid Gomes (PSB). Ele adianta que caso a candidatu-ra deslanche, ele mesmo vai buscar o apoio com Cid.

    Roberto Sampaio tam-bm defende seu nome, ava-liando o apoio dos vereadores

    Gledson Bezerra, Professor Antnio e Tarso Magno, mas aguarda a deciso do partido, segundo o que for por apon-tado pelo governador.

    O deputado federal Manoel Salviano (PSDB) des-taca que Juazeiro tem cres-cido somente por causa da iniciativa privada e carece de bom projeto. Ele declara que recebeu convites para se filiar ao PSD, mas que ainda est estudando a proposta. E mais uma vez confirmou o apoio ao deputado federal Arnon Bezerra (PTB), com quem en-fatiza uma relao recproca de amizade.

    Jacqueline Dantas

    O empresrio Devam-berto Soares e seu vice Ded Pio, ambos do PSB, tomaro posse da administrao muni-cipal de Altaneira no prximo dia 16 de outubro, em sesso extraordinria na Cmara. Eles venceram as eleies su-plementares realizada no l-timo domingo (2), com 2.693 votos (57,44% dos vlidos), disputada com a bioqumica Andria Carla Davi (DEM), que obteve 1.790 (38,18%).

    Devamberto deve as-sumir o mandato at 31 de dezembro de 2012, ao que

    atribui como um curto pero-do para realizar seus projetos. Mas declara que ainda no tem certeza se vai disputar a reeleio em 2012, pois, para ele, primeiro necessrio en-xergar em qual estado se en-contra o municpio, dando seguimento ao trabalho, para s ento pensar numa nova campanha.

    Conforme o prefeito eleito, a prioridade de sua gesto garantir incentivos fiscais para atrair empresas e gerar empregos de qualidade. Quero tirar Altaneira do pa-tamar da cidade mais pobre do Cear, pois h 20 anos en-quadra-se no ltimo lugar do

    ranking, assevera. E reforar a educao com implantao de ensino superior, alm de fortalecer o programa muni-cipal Kit Beb, que distribui materiais para a me cuidar dos seus filhos, como fraldas e remdios.

    Devamberto contou com o apoio do senador Eu-ncio Oliveira (PMDB), que parabenizou o povo pela es-colha do novo prefeito, que este seja um marco na histria do desenvolvimento da cida-de, disse o senador.

    EleioO Frum de Altaneira

    registrou um elevado ndi-ce de absteno, 997 (17%) dos 5.683 eleitores aptos no foram s urnas. Alm de 175 (3,73%) votos nulos e 30 (0,64%) votos Brancos.

    At a posse do pre-feito eleito, o presidente da Cmara Municipal, Rai-mundo da Mota (PRB) fica no cargo. As eleies suple-mentares ocorreram aps o Tribunal Regional Eleitoral (TER) decretar a cassao do prefeito Dorival de Oli-veira e do vice Francisco Fenelon, por uso ilegal de verba pblica, prtica de conduta vedada nas elei-es de 2008.

    Partidos articulam coligaes para fortalecer a oposio

    Altaneira elege Devamberto com 57% dos votos vlidos

    n Projeto para aumentar as vagas no Legislativo foi aprovado, por unanimidade, pelos edis

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 03, segunda-feira.Fechado.Dia 04, tera-feira.CINEMALocal: Centro de Artes VioletaArraes Gervaiseau.18h00 - Ismar.MSICA

    19h30 - Rock-Cordel - Banda ZPLim -Juazeiro do Norte-CE.Dia 05, quarta-feira.MSICA19h30 - Rock-Cordel - Holly Wood -Juazeiro do Norte-CE.Dia 06, quinta-feira.ARTES VISUAIS

    19h00 - Abertura das Exposies -Obras de Misericrdia. Artista -Cosmos Lemos - Juazeiro do Norte-CE.Cariri Entre Linhas e Pontos - Artista -Maria Jos (Zeza) - Crato-CE. Dia 07, sexta-feira.MSICA19h30 - Marua Rodrigues - Tropical

    Especial - Fortaleza-CE. Dia 08, sbado.LITERATURA EM REVISTA19h30 - Manoel Bandeira - O Poetaque Deveria Ter Sido e que Foi!Dia 09, domingo.ARTE RETIRANTELocal: Saboeiro-CE.

    18h00 - Teatro Infantil - O ReinoMaluco de Chapeuzinho Vermelho -Cia. Mandacaru - Crato-CE.

    Destaques da programao de 03 a 09 de outubro de 2011.

    Mistrio tem data para terminar

    At sexta, 07, o deputado federal Manoel Salviano anunciar se ingressar no PSD abandonando o PSDB. Esse o prazo mximo, mas o ideal Salviano resolver sua filiao at esta quarta. Por enquanto, especulaes. Porm, o lder do PSD na Cmara Federal, deputado Guilherme Campos(SP) quebra o encanto e abre o jogo: Salviano j fechou seu ingresso no partido do prefeito Gilberto Kassab e est deixando mesmo o ninho tucano. A confirmao dependeria apenas de um encontro de Salviano com o ex-senador Tasso Jereissati.

    Salviano quer ser candidato de Cid

    O objetivo do deputado Manoel Salviano ao se filiar ao PSD alm de aderir a base da presidente Dilma Roussef abrir caminhos para viabilizar sua candidatura a prefeito com o apoio do governador Cid Gomes. No Cear, o PSD controlado inteiramente por Cid. Salviano, no entanto, tem compromisso inquebrantvel com a candidatura do deputado Arnon Bezerra. Assim, sua prioridade inicial conquistar o aval de Cid para Arnon. Somente se Arnon sair do preo o que por ora est fora de cogitao, Salviano ter duas outras opes: concorrer ele prprio prefeitura contra Manoel Santana e Raimundo Macedo ou fechar um acordo com um desses nomes. Raimundo est fora desse acordo de aliana. Ento, Salviano poderia se unir a Santana.

    Costura de Braslia com Salviano

    O Palcio do Planalto trabalha para ajudar a reeleio do prefeito Manoel Santana. Com o apoio pessoal da presidente Dilma e o comando da articulao entregue ao presidente Lula, o PT nacional costura uma ampla aliana do PSB do governador Cid Gomes, do PSD de Manoel Salviano e at mesmo do PTB de Arnon Bezerra para apoiar a candidatura de Santana. O artfice dessas negociaes polticas o deputado federal Jos Guimares. Santana conquistou tambm o endosso a esse projeto da presidente regional do PT cearense, prefeita Luizianne Lins.

    Ficha suja de volta para Aurora

    Confirmou-se o que a coluna havia antecipado na semana passada. A direo regional do PSB do Cear vetou a candidatura do ficha suja Carlos Macedo a prefeito de Juazeiro. Sem votos e sem prestgio, s restou a Carlos Macedo transferir seu ttulo de eleitor para Aurora onde pretende barrar a reeleio do prefeito Adailton Macedo. Para complicar, Macedo muda de domiclio aps ter sido derrotado pelo vice-prefeito Z Roberto Celestino na conveno do PSB juazeirense. Celestino emerge como a liderana dos socialistas em Juazeiro. Embora tenha se lanado pr-candidato a prefeito, Celestino ainda no conseguiu organizar o partido filiando lideranas polticas capazes de dar maior densidade e eleitoral ao PSB. Isso tudo fruto da ao pouco conciliadora de Carlos Macedo. Com a volta do ficha suja Carlos Macedo para Aurora, os socialistas juazeirenses resumem-se hoje a Celestino e ao veredor Roberto Sampaio.

    Tarso Magno assume direo do PR

    O prefeito Roberto Pessoa esteve no Cariri para definir os rumos do PR nas eleies de 2012 na regio. Em Juazeiro, aps a mudana de domicilio eleitoral da deputada Gorete Pereira para Maracana, o partido foi entregue ao vereador Tarso Magno. O objetivo estratgico do PR cearense lanar Tarso Magno sucesso de Manoel Santana. Mas, esse no o desejo dele. Magno prefere concorrer novamente a uma vaga na Cmara juazeirense. O problema que ningum mais quer filiar-se ao PR devido a fora eleitoral de Magno e para complicar mais a sua reeleio, alguns militantes, caso do ex-deputado Giovanni Sampaio resolveram pedir desligamento.

    Luizianne vem reforar PT no Cariri

    J de olho nas eleies do ano que vem, a presidente regional do PT, prefeita Luizianne Lins e o deputado Jos Guimares estaro ao lado do presidente nacional, Rui Falco no prximo dia 15 em Juazeiro. Quem tambm deve vir fortalecer a pr-campanha a reeleio do prefeito Manoel Santana o presidente da Cmara, Marcos Maia. Luizianne teve uma conversa com Santana e se acertaram politicamente. Hoje, Luizianne est engajadssima no projeto eleitoral de Santana, tanto que conversam quase todos os dias.

    Disse me disse...

    No apagar das luzes, o deputado estadual Neto Nunes tomou o diretrio municipal do DEM em Juazeiro do vereador Nivaldo Cabral e colocou o seu irmo na presidncia.

    Agora Neto Nunes quer eleg-lo vereador na cidade e ampliar sua base eleitoral antes restrita ao municpio de Ic.

    O presidente municipal do PSL, Normando Soracles j prepara a ao junto Justia Eleitoral para pedir o mandato de Tarso Magno por quebra de fidelidade partidria.

    O prefeito de Caririau, Edimilson Leite, j bateu o martelo quanto ao seu sucessor. Ser seu primo Acacio Leite e o procurador Michel Feitosa fica com a vice.

    A possvel indicao do deputado Mosio Loyola para uma vaga no TCM pode afast-lo da candidatura a prefeito de Campos Sales. Prefeito Paulo Ney j procura uma alternativa em sua base.

    Desculpe a ignorncia, verdade que secretamente o deputado Raimundo Macedo tenta fazer as pazes com o deputado Manoel Salviano?

  • REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 20114Cidades

    Com o fim da interveno, rede de sade municipal reestruturadaMirelly Morais

    No haver mais atendi-mento pelo Sistema ni-co de Sade (SUS) no Hospital Santo Incio. o que informa o diretor da Unidade Hospita-lar, o mdico Hugo Santana. A deciso veio a partir do encerra-mento da interveno, por par-te do Municpio, no ltimo dia 30. Mas, como alerta o diretor, o destino da Instituio ainda incerto e poder ser o arren-damento (venda para outra prestadora de servios de sa-de) ou o completo fechamento. Vamos procurar uma empresa idnea que queira assumir o Santo Incio, cederemos todas as instalaes, com o compro-misso de manterem o convnio com a Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ), que usa o equipamento como Hospital Escola, afirma.

    Outra sada, segundo o diretor, seria a venda a uma prestadora de servios de sa-de, porm, se isso ocorrer, cer-tamente, o convnio com a FMJ ser desfeito. E em ltimo caso, diz ele, colocaremos a venda no setor imobilirio e a o Hos-pital deixar definitivamente de existir, lamenta.

    Para o prefeito Manoel Santana (PT), o municpio j cumpriu sua tarefa. Fizemos uma interveno num mo-mento crtico da instituio, e garantimos o bom funciona-mento do Hospital at o ltimo dia 30. Ele j pode se manter sozinho, at porque o volume de pacientes diminuir gradati-vamente com o funcionamento do Hospital Regional do Cari-ri, declara Santana.

    Como instituio pri-vada que , o prefeito ressalta que, agora, deve funcionar se-guindo a sua capacidade de atendimento, e isso, segundo ele, ser regulado com tranqui-lidade, alm da opo de captar recursos dos procedimentos particulares, usando a grande estrutura que dispe para inter-namentos e consultas.

    Santana esclarece que os altos investimentos feitos no Santo Incio se deram porque, naquele momento, a entidade atuava sozinha em determi-nados tipos de atendimentos em Juazeiro, ressaltando que o municpio deixa de intervir, mas a parceria continua, com a manuteno do convnio com a

    instituio. Repassaremos cer-ca de R$ 300 mil, todos os me-ses, ao Santo Incio, Tambm deve continuar a parceria com a Faculdade de Medicina, que, segundo ele, deve fazer um repasse maior. A faculdade deveria pagar um salrio mni-mo por estudante como faz no Estado do Rio de Janeiro, onde funciona a sua sede da Estcio de S, frisa Santana.

    Em meio a todas as questes, a principal preocu-pao fica para os pacientes j internados no Santo Incio. Maria de Ftima se v em si-tuao difcil, pois o seu pai encontra-se internado, com ci-rurgia marcada, porm, foi avi-sada que o procedimento no

    ser mais realizado no hospital, e que por isso, eles devem pro-curar outro lugar.

    Maria Pereira relata que foi informada que o exame que faria gratuitamente ser cobra-do, e ela no tem como pagar. O mdico disse que o exame custa R$ 80,00. Eu no tenho de onde tirar, lamenta.

    Servios Pblicos

    Santana argumenta que o Santo Incio no tem razes para fechar, mas se os donos optarem por isso, o municpio ir compensar com servios pblicos. Os esforos sero voltados para a ateno bsi-

    ca, considerada o setor mais crtico da sade. Segundo ele, onde a populao mais reclama do atendimento, dei-xando claro que tambm se-ro investidos na urgncia e emergncia, uma vez que mais uma Unidade de Pronto Aten-dimento (UPA) deve ser cons-truda. Vamos construir oito centros de sade novos, abrir os PSFs noturnos, melhorar os salrios dos profissionais de sade e isso s possvel com os recursos que hoje so usa-dos no Santo Incio, que esta-vam girando em torno de R$ 1,2 milho, afirma o prefeito.

    Os pacientes em tratamento

    Sobre os servios presta-dos no Santo Incio, o secretrio de Sade, Antnio Bonaparte garantiu que j esto sendo transferidos, gradativamente. O setor de traumatologia, por exemplo, j est funcionando desde o ltimo sbado (1 de outubro), no Hospital Tasso Je-reissati (HTJ). Segundo o secre-trio, alguns preparativos esto sendo feitos para implantar procedimentos em outras uni-dades hospitalares, enquanto esperada a definio da socie-dade mantenedora do hospital.

    A parte ambulatorial (consultas e exames) passar para o Servio de Acolhimento Mdico Especializado (Same). Os exames de endoscopia e colonoscopia tambm sero realizados no Same, a partir desta tera-feira (4). Quanto s pacientes que esto programa-das para cirurgias vasculares, a Secretaria j est trabalhando para identificar as unidades

    hospitalares em que podem ser feitas, h uma indicao ao Hospital So Lucas, pois da rede municipal.

    O diretor administra-tivo do Santo Incio, Marco Aurlio Malzoni tranqiliza os 32 pacientes, atualmente in-ternados pelo SUS, garantindo que eles no ficaro desampa-rados. Somos responsveis e no vamos abandonar esses pacientes, faremos uma escala de emergncia.

    Nefrologia O setor de Nefrolo-

    gia continuar funcionando normalmente, pois, segundo o diretor, funciona indepen-dente do Hospital, por meio de outra empresa.

    DemissesCom relao aos funcio-

    nrios, ele comenta que nesse primeiro momento, apenas os temporrios contratados pela Prefeitura devem sair. Mas, alerta que a quantidade grande. Somente enfermeiras chefes foram colocadas 32, de-pois da interveno. Antes, s tnhamos duas.

    J aqueles que trabalham para a sociedade mantenedora tero seus contratos reincididos. So 104 funcionrios, que, la-mentavelmente, sero demiti-dos, com o fim do Santo Incio, justifica o diretor administrati-vo, Marco Aurlio Malzoni.

    A interveno da insti-tuio hospitalar aconteceu de forma compartilhada em 12 de janeiro de 2009. Inicialmente, por um ano, tendo sido prorro-gada por duas vezes.

    HOSPITAL SANTO INCIO

    INVESTIGAES

    n Com o fim da interveno pacientes internados pelo SUS, devero deixar o Hospital Santo Incio

    Voc tem tudo a ver com o desenvolvimento do Brasil.

    Voc e o Brasil.Com educao, o Brasil constri um futuro melhor.

    O Governo Federal, em parceria

    com as prefeituras, est investindo

    na construo de novas unidades

    de educao infantil para menores

    de seis anos em todo o Brasil,

    inclusive aqui na cidade. E quadras

    poliesportivas tambm sero cons-

    trudas, o que ajuda a aumentar

    a frequncia escolar e permite a

    realizao de atividades por toda a

    comunidade.

    Conhea outros municpios

    beneficiados, acesse mec.gov.br

    O delegado regional de Juazeiro do Norte, Gus-tavo Augusto Pernambuco reuniu a imprensa para in-formar sobre o andamento das investigaes do duplo homicdio que vitimou o ex-vereador Amarlio Pe-queno e o ex-policial civil Jose Alves Bezerra, o Ded Bezerra. Apesar de declarar que as investigaes esto adiantadas, o delegado dis-se que poder pedir prorro-gao do prazo para finali-zao do inqurito.

    No primeiro pronun-ciamento oficial da Polcia desde o crime, ocorrido no ltimo dia 20, na Praa do Giradouro, em Juazeiro, o delegado confirmou se tra-tar de um crime de enco-menda e disse que a vtima seria o vereador Amarlio e que o Ded tentou proteg--lo.

    Gustavo informou que a polcia est na segun-da fase das investigaes, e seguindo trs linhas de raciocnio: o tipo de neg-cio em que estavam envol-vidas, a inteno e a que tipo de sociedade estavam ligadas as vtimas. Mais de 15 pessoas j prestaram depoimentos e dois advo-gados que foram citados ainda devem ser ouvidos. O delegado no revelou no-mes. Para ele, a polcia est bem prxima de chegar aos autores materiais do cri-me. Foram trs elementos, provavelmente, de Juazei-ro, afirma.

    Inqurito sobre duplo assassinato poder ser prorrogado

    Foto: Ccero Valrio

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011

  • Pedro Leo Paz dAndrade ou Pedro Leo Paes de Andrade nasceu no dia 28 de junho de 1873, filho do coronel Leonardo Francisco de Andrade e Ana Maria Paz de Andrade. H divergncias quan-to ao local exato do nascimento. Segundo o historiador Baro de Studart, no seu Dicciona-rio Bio-bibliographico Cearense, teria sido no hoje municpio de Araripe, na poca pertence ao municpio de Assar.

    Em artigo publicado por Luis Sucupira, na Revista do Instituto do Cear sob o ttulo O Padre Pedro Leo Paes DAndrade e no qual se baseia essa pesquisa, a verso mais aceita de que ele teria nascido na Vila de So Domingos, hoje Quixira, municpio de Campos Sales que, na poca, era chamado de Nova Roma, nome que substituiu outro ainda mais antigo:Vrzea da Vaca.

    Sucupira chama a ateno, tambm, para a grafia do sobrenome Paz e esclarece que, embora os historiadores Baro de Studart, Mar-tins Filho e Raimundo Giro insistam em usar Paz, o prprio Pedro Leo teria adotado o Paes, por uma questo de gosto pessoal.

    A parte a discusso sobre estas divergncias, Sucupira cita Capistrano de Abreu para resumir a in-fncia de Pedro Leo: uma infncia como de todas as crianas sertanejas: ps descalos, braos nus e andan-do pelas campinas atrs das borboletas azuis.

    Aos 15 anos, concludos os estudos primrios na escola local, ele foi matriculado, em 12 de maro de 1888, sob o nmero639, no Seminrio da Prainha, em Fortaleza, ento o mais destacado centro de cultura do Estado, segundo Sucupira.

    Estudioso e aplicado, segundo o Baro de Studart em texto transcrito por F. Silva Nobre no livro 1001 cearenses notveis, fez o curso sem tropeos e recebeu primeira tonsura a 2 de Dezem-bro de 1894, as ordens menores a 30 de Novembro de 1895, o subdiaconato a 22 de Novembro de 1896, diaconato a 30 do mesmo ms e anuo e, finalmente, o pres-biterato a 30 de Novembro de 1897.

    Logo a seguir, o ento jovem sacerdote seria no-meado pelo Bispo Joaquim Jos Vieira, como proco da vila de Benjamin Constant, tomando posse no dia 18 de fevereiro de 1898. E foi no ento pequeno povoado que, por mais de 40 anos, Padre Pedro Leo exerceu com afinco e dedicao um apostolado diferenciado, com forte vis cultural e scio-educativo.

    Para entender o mrito do trabalho de Padre Pedro Leo importante explicar algumas peculiari-dades do vilarejo. Uma delas era a alta rotatividades dos padres designados para a parquia. De 1833, com a Padre Jos Galdino Teixeira, at o Padre Jos Cndido Queiroz de Lima, em 1898, sete sacerdotes passaram pela comunidade. A maioria demorando-se entre dois e quatro anos. A exceo foi Padre Antonio Sarmento Benevides que l ficou por 27 anos.

    Outra situao peculiar dizia respeito ao nome do lugarejo. Ele era conhecido, at ento, como Ma-ria Pereira, em homenagem dona da fazenda onde a vila se formou e que era famosa por nunca negar hos-pedagem a ningum. Essa hospitalidade to crist co-moveu a todos que decidiram mudar o nome de Boc-ca da Picada, como era chamado o lugar, para Maria Pereira, em reconhecimento solidria fazendeira.

    Por isso, de se imaginar o descontentamento popular quando o decreto de 9 de julho de 1992 rebati-zou o lugar, revelia da populao, como Benjamin Constant, um dos fundadores da Repblica. Quando ocorreu a troca, Padre Pedro Leo j estava frente da parquia e aliou-se populao pela preservao da tradio. Assim, atendendo aos anseios dos paroquia-

    5Grandes Nomes

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011

    PADRE PEDRO LEO PAES DE ANDRADE,

    Ele nasceu no Cariri, mas dedicou sua vida ao municpio de Mombaa. Com tenacidade, coragem e esprito inovador, Padre Pedro Leo empenhou-se, no s em cuidar do lado espiritual da comunidade, mas em ajudar no

    desenvolvimento rural da Regio localizada numa das reas mais secas do Cear.

    http://www.ceara.pro.br/cearenses/Menuilustres.php?pageNum_listagemgeral=360&totalRows_listagemgeral=2123

    http://www.mariapereiraweb.net/?area=foto_019

    http://www.oocities.org/folhademombaca/jornal4/serafimdias.html

    http://www.ceara.pro.br/Instituto-site/Rev-apresentacao/RevPorAno/1974/1974-PadrePedroLeaoPaesAndrade.pdf

    PESQUISA:

    O CARIRIENSE QUE FEZ A DIFERENA EM MOMBAA

    nos conseguiu, segundo Sucupira, rebatizar o lugar com o nome antigo de Maria Pereira, com a Lei n-mero 1.565, de 21 de setembro de 1918.

    S a ttulo de curiosidade, 25 anos depois o lugar mudaria novamente de nome. Pelo decreto-lei nmero 1.114, de 30 de dezembro de 1943, passou a chamar-se como conhecida hoje: Mombaa, possivelmente em homenagem uma cidade africana citada por Cames em Os Lusadas, ou em referncia a um portugus que, tendo estado na tal cidade da frica Oriental, encontrou semelhana entre os dois lugares e passou a referir-se ao lugarejo cearense tambm como Mom-baa, o que acabou sendo aceito pelos moradores do lugar. Hoje, a Mombaa africana pertence Repblica do Qunia.

    Voltemos a Padre Pedro Leo. Reconhecido como um sacerdote preocupado, no s com o resga-te das almas mas tambm, com o desenvolvimento educacional e econmico da comunidade, ele Leo co-meou o seu trabalho a frente da parquia de Nossa Senhora da Glria com a deciso de abrir uma escola. Mas no um colgio qualquer. Ele trouxe para compor o corpo docente professores de cidades maiores, onde o ensino era mais avanado.

    Logo depois, cuidou de embelezar a Igreja e, como pastor e semeador cat-lico, viajou quilmetros e quilmetros indo ao encontro dos seus fiis e edifi-cando capelas em cada vilarejo. Foi as-sim em Bom Sucesso, Humait-hoje Senador Pompeu-, Niguel Calmon, Mulungu e outras pequenas comunida-des pertencentes ao ento municpio de Mombaa.

    Alm de toda essa disposio incansvel para o exerccio sacerdotal, Padre Pedro Leo era considerado um brilhante orador, capaz de atrair plateias numero-sas. Nob descuidava, tambm, do exerccio intelec-tual. Contribuiu com jornais de Fortaleza, publicando uma srie de antigos sob o ttulo Interesses do Cear, onde defendia o planejamento administrativo, o foco nos recursos hdricos, na agricultura e na criao de boi Zebu.

    Foi assim que ele dedicou-se a tentar resolver pro-blemas do municpio, como os de audagem-vital para uma regio sujeita s secas-, das rodovias e ferrovias. Principalmente em relao questo hdrica, ele conse-guiu mudar a cultura local, incentivando a construo de pequenos e mdios audes nas fazendas da Regio. Tanto falou e pregou que fez, desta, uma prtica popu-lar e corriqueira que transformou a paisagem local e contribuiu para o seu desenvolvimento econmico.

    Mas, Padre Pedro Leo no se contentava s em ensinar. Tornou-se ele mesmo um fazendeiro, colocan-do em prtica o que dizia e transformando sua fazenda

    numa vitrine viva das possibilidades do cultivo organizado e planejado.

    Apaixonado pelo Cear, na poca visto como uma regio quase miservel, ele tornou-se um incansvel defensor das qualidades dos seus conterrneos. Nessa defesa, chegava ao exagero de dizer que o brao cearense era o mais forte da Repblica e garantia que O gnio do Cea-r no pede esmolas. Pede trabalho porque no tem a natureza de viver da caridade pblica ou da filantropia dos ricos.

    E, quando se cogitou, por lideranas do Sul e Sudeste, de se retirar do Cear toda a sua populao para livr-la do flagelo das secas, ele reagiu, prontamente, segundo Sucupira, afir-mando: No existe, talvez no corpo do solo bra-sileiro, pedao de cho mais futuroso.

    E foi assim, defendendo a sua terra e a sua gente, que Padre Pedro Leo morreu aos 70 anos de ida-de, no dia 9 de setembro de 1943,

    na cidade que adotou como sua e onde foi sepultado: Mombaa. Mas nem no leite de morte ele deixou de se preocu-par em amparar a comunidade. Pediu aos parentes que no abandonassem a sua obra em favor da educao agrco-la e primria dos sertanejos da Regio. Pediu e foi atendido. Em sua memria em honrando o seu trabalho, a famlia ergueu em sua fazenda, depois da sua morte, o Templo-Escola So Pedro.

    Lembrado at hoje pelo trabalho abrangente que desempenhou em pleno Serto dos Inhamuns e Crate-s, Padre Pedro Leo Paes de Andrade talvez seja pou-co conhecido em sua terra natal, mas h de se exaltar o que a dedicao deste valente e tenaz caririense signifi-cou para uma das regies mais secas do Cear.

    Como diria Padre Valdevino Nogueira, seu mes-tre, ele foi uma fora social por excelncia. E como diz o povo de Mombaa, foi o homem que administrou problemas, encontrou solues e ajudou milhares de pessoas a sobreviverem com dignidade e f. No site http://www.oocities.org/folhademombaca/jornal4/serafimdias.html, poema publicado por Maria Elizabe-th de Andrade Evangelista - Dona Betinha, conta a histria do Aude Serafim Dias, h estrofes que falam muito de quem foi Padre Pedro Leo:

    Profundo conhecedorDo clima da regioPlantava em suas terrasO abenoado algodoProcurou incutir no povoUm ensinamento novoAlargando sua viso Incentivou o progressoDa pequena e mdia audagemPara termos gua na secaFaramos at barragemE tudo foi encaminhandoAos poucos se transformandoPra melhorar nossa paisagem

  • Instalao do municpio de Juazeiro completa 100 anosMirelly Morais

    Juazeiro comemora, neste dia quatro de outubro, o centen-rio de sua instalao. H cem anos, a Cmara Mu-nicipal oficializava a criao do municpio e o Padre Cce-ro assumiu a administrao da cidade, como o primeiro prefeito. Em comemorao a data, a cidade homenageou vrios personagens histri-cos e lanou livros da Coleo Centenrio, no ltimo dia 29.

    Para o presidente da Comisso do Centenrio, historiador Geraldo Mene-zes Barbosa, a coleo de li-vros sobre a histria de Jua-zeiro representa muito nesse momento, pois encerra um dos materiais mais palp-veis, trazendo a publicao de ttulos remissivos, de autores que contam os pri-meiros cem anos para aque-les que nos prximos cem,

    relembraro os que fizeram histria em Juazeiro.

    O escritor norte-ame-ricano Ralph Della Cava, au-tor de Milagre em Joazeiro, mais profundo estudo sobre o fenmeno Padre Ccero, foi homenageado com uma pla-ca comemorativa e recebeu o ttulo de Doutor Honoris Causa da Universidade Fe-deral do Cear (UFC). Ralph considerado um dos maio-res divulgadores, no meio acadmico mundial, da his-tria de Juazeiro e do Padre Ccero. E em agradecimento, disse que o afeto foi planta-do em 1955 e o amor a tudo que ligado ao Juazeiro s cresce, como cresce a cidade que rapidamente virou me-trpole.

    Os ex-prefeitos da ci-dade tambm foram lembra-dos com a entrega da placa em homenagem a Jos Geral-do da Cruz, escolhido como o Juazeirense do Centenrio.

    n Autoridades participam das comemoraes em homenagem aos cem anos da instalao do Municpio

    HOMENAGEM

    CRATO

    6 REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011Cidades

    Fotos: Ccero Valrio

    Mirelly Morais

    Estrada, abastecimen-to de gua, telefone pblico e servios bsicos de sade so algumas das cobranas dos moradores do stio Betnia, distrito do Caldas, em Barba-lha. Com mais de 200 habi-tantes, a comunidade a mais longnqua, localizada a cerca de 27 quilmetros da sede do Municpio, o que segundo os moradores, dificulta a busca de servios essenciais fora da localidade.

    O presidente da As-sociao dos moradores, Ju-venal da Silva solicita vrias melhorias como a construo de um reservatrio com capa-cidade para atender a deman-da crescente da populao; a

    substituio da rede de ener-gia eltrica de monofsica para trifsica e a instalao de um telefone pblico para facilitar a comunicao da

    comunidade, pois de acordo com ele o telefone mais pr-ximo fica a uma distancia de 18 quilmetros. Quando al-gum precisa de atendimen-

    to mdico, chega a pagar R$ 80,00 de um frete para ir ao municpio, reclama.

    Mas, a principal ques-to levantada a pssima con-

    dio da estrada, que de acor-do com o morador Ezequiel dos Santos, alm de muitos buracos, no tem sinalizao e nem iluminao para o trfe-go noturno.

    As lideranas comuni-trias solicitam, ainda, a cons-truo de uma sede prpria para os trabalhos das associa-es da Betnia, Catol e ou-tras circunvizinhas, alm da construo de um campo de futebol para a prtica espor-tiva e de uma praa pblica para o lazer, em frente Igre-ja. Tambm solicitam o aten-dimento odontolgico, pois a comunidade atendida no posto do stio vizinho Riacho do Meio.

    As reivindicaes dos moradores foram feitas aos

    vereadores, aproveitando a sesso itinerante da Cmara Municipal do ltimo dia 26, na localidade. Os sete verea-dores presentes apoiaram as reivindicaes e prometem cobrar aos rgos para que as melhorias aconteam. O vereador Rildo Teles (PSL) e o presidente do Legislativo, Hernandes Garcia (PT) en-caminharam requerimento a municipalidade pedindo a recuperao da estrada que liga o stio Betnia a rodovia Barbalha/Jardim. Rildo soli-cita ainda que a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social faa um projeto visando recuperao de residncias na Betnia e tambm a cons-truo de kits sanitrios para quem ainda no tem.

    Livros lanados Medalha Centenrio LegislativoDois livros inditos

    foram lanados: Rostos de Juazeiro, de Raimundo Arajo; e Padre Ccero e Juazeiro Textos Reunidos Coletnea sobre Padre Cce-ro, do padre Neri Feitosa. O livro Patriarca do Juazeiro,

    do padre Azarias Sobreira, foi reeditado. Assim como Mistrio do Juazeiro, es-crito em 1935, por Manoel Pereira Diniz, e Joaseiro do Padre Ccero e a Revoluo de 1914, escrito em 1938, por Irineu Pinheiro.

    Ralph Della Cava tambm recebeu a Medalha Centenrio Legislativo, uma condecorao da Cmara Municipal. Alm dele, fo-ram agraciados o Coronel Adauto Bezerra de Menezes, o Almirante Ernani Vitorino Aboim, Geraldo Menezes Barbosa, Renato Soares

    C a s i m i -ro, Daniel W a l k e r Almeida, Raimun-do Rodrigues Araujo, Francisco Renato Dantas e a Agremiao Guarani Esporte Clube.

    Cidades discutem triagem e reciclagem de resduos slidosWilson Rodrigues

    Problemas referentes ao aterro sanitrio consorciado do Cariri, localizao de triagem e a reciclagem dos resduos slidos foram discutidos na VI Oficina da Regionalizao da Gesto Integrada dos Re-sduos Slidos do Cear, que ocorreu na Creche So Miguel, no Crato. O evento foi promo-vido pelo Conselho de Polti-cas Pblicas e Gesto do Meio Ambiente (Conpam) e contou com a participao de 14 mu-nicpios caririenses.

    Para o engenheiro am-biental e representante do Mi-nistrio do Meio Ambiente no encontro, Lcio Macedo, a questo dos resduos slidos envolve aspectos tcnicos, po-lticos e de ordem gerencial, o que vem fragilizar os munic-pios que no podem resolv-la sozinhos, sem a parceria com o Estado e a Unio, por se tratar de um processo oneroso, de custos bastante elevados.

    No Cariri, cada pessoa gera por dia 600 gramas de resduos slidos, sem falar no industrial e hospitalar, porm, pouca gente sabe que esse ma-terial deve ser transportado e tratado para evitar contami-nao ambiental. Para o enge-nheiro ambiental, se no hou-ver uma unio, entorno de um modelo nacional, com a parti-

    cipao dos 5.565 municpios, a questo no ser resolvida.

    Vanda Roseno, repre-sentante da Secretaria do Meio Ambiente do Crato, revelou que o municpio possui mui-to lixo exposto, produzindo quantidade significativa de chorume, e que isto uma preocupao antiga dos ges-tores locais. Agora, com a

    nova poltica de consrcio imposta pelo plano nacional por parte dos governos esta-dual e federal, o municpio espera encontrar uma soluo definitiva para o problema e se compromete em implantar programas educacionais, no sentido de conscientizar a po-pulao sobre coleta seletiva no e minimizar a quantidade

    do lixo que vai para o aterro, adianta. Vanda tambm acha importante a iseno fiscal para empresas e associaes envolvidas no processo.

    O procurador da Supe-rintendncia Estadual do Meio Ambiente (Semace), Martinho Olavo Gonalves revela que a poltica estadual de resdu-os slidos j inclui incentivos fiscais aos municpios, como estmulo a conduo da preser-vao ambiental, saneamento bsico e resduos slidos, e que as propostas esto sendo dis-cutidas com os gestores mu-nicipais. Olavo explicou que as taxaes so diferentes e de acordo com o tipo de tributo, porm, o Estado define as al-quotas relacionadas ao Impos-to Sobre Circulao de Mer-cadorias e Servio (ICMS) e o Imposto Sobre Servio (ISS), que compete a cada municpio.

    Viviane Gomes Mon-te, orientadora de clula do Conpam, ressalta que a dis-cusso sobre resduos slidos

    ainda vai pautar muitos even-tos no Cear, por ser um pro-blema que est muito longe de ser resolvido plenamente e no uma questo isolada do Conselho, mas da sociedade e suas representaes. Viviane explicou que a definio da po-ltica dos resduos slidos no visa apenas o aterro sanitrio e o que se pretende construir uma viso regionalizada de todo o processo.

    A orientadora disse, ainda, que a fase em discus-so a de otimizao das potencialidades de cada mu-nicpio, dentro da questo, no que se refere ao tratamento e a destinao final dos resdu-os, aproveitando a poltica de implantao dos consrcios no Estado para a operaciona-lizao dos aterros. Viviane destaca o Cariri como uma das regies do Cear que mais tm avanado na questo. Devemos isso s fortes par-cerias da sociedade e aos ges-tores municipais, finalizou.

    Moradores do Stio Betnia, em Barbalha, reivindicam melhorias

    n Lder Comunitrio faz reivindicaes aos vereadores

    n Cada caririense responsavel por aproximadamente 600 gramas de resduos slidos, por dia

  • Sociedade em FocoPOR WALESKA MARROCOS waleskamarrocos@jornaldocariri.com.br

    7REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011 Social Cultura

    Rua Senador Pompeu, N 429 - Centro - Crato-CEFone/Fax (88) 3523 1080

    ALFARMA, a primeira farmcia de manipulao genuinamente Cratense.Diretora TcnicaDr Fabiana Pereira Rodovalho Alencar Gomes

    LANAMENTOO fotgrafo R.F.Arajo lanou o seu livreto comemorativo aos 100 anos da cidade de Juazeiro do Norte, durante a Conveno do CDL em Fortaleza. Com uma tiragem de 30 mil exemplares, Arajo nos contou que 10 mil livretos foram distribudos para todos os lojistas do Centro de Convenes. O trabalho conta com fotos belssimas de sua autoria e o texto impecvel da jornalista Nina Luiza Carvalho. Parabns pelo belo trabalho!

    CULTURA

    Projeto Mulheres da Palha aprimora conhecimento de artess

    PAULO E ZUILANE

    Reencontrei meus queridos amigos Paulo e Zuilane. Ela, cada dia mais linda, curtiu a festa do Chicabana, ao lado do marido. Foi muito bom colocar o papo em dia, principalmente, sobre as descobertas e aventuras do prncipe Kalel, que cada dia esta mais bonito e esperto! Adoro vocs!

    VIDA SAUDVEL

    As cidades de Juazeiro e Crato uniram-se em uma grande pedalada, que contou com a presena de 189 ciclistas, em homenagem ao dia nacional Sem Carro. A atividade aconteceu na Avenida Padre Ccero, com o apoio do Demutran. O encerramento foi em um restaurante de Juazeiro, com o sorteio de muitos brindes. Foi bonito ver tantas pessoas em busca de uma vida mais saudvel. Fica a certeza de que as nossas cidades j deveriam ter ciclovias para maior segurana das pessoas que usam a bike como meio de transporte e exerccio.

    BALCAO DE ESTILOCom muita competncia e sofisticao, meu querido amigo Silvio Sousa comemora trs anos de sucesso com seu blog, com dicas de moda masculina e feminina, make, comportamento e desfiles em geral. Vale pena conferir, pois ele sempre lana as tendncias diretamente de So Paulo. Silvio Sousa sinnimo de competncia e credibilidade em nossa sociedade. Desejo muito sucesso nessa carreira j consagrada. Parabns amigo!

    CONVENO

    O gerente regional da Casa dos Relojoeiros, Jos Carlos Albano esteve com Luiz Jean Rodrigues, diretor comercial da empresa, participando da 52 Conveno Nacional do Comrcio Lojista, na capital cearense. O evento contou com a participao de vrias empresas da nossa regio, que trouxeram muitas novidades para aquecer o setor nesse fim de ano. E boas vendas!!!

    CHOPPERIAA reinaugurao da Xoperia, no Crato, foi um sucesso total. A casa foi toda reformada para receber a clientela. Os shows de Nara Fidelis (Forr das Primas) e Chicabana foram perfeitos. Meus queridos amigos, Gilberto e Leonor brindaram o sucesso do evento. O Crato estava mesmo carente de um local onde pudssemos curtir uma boa festa. Parabns Juliano Malaui e Sucesso!!!!

    COMUNICADO

    CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT S.A., com atua-o no ramo de atividade de Construo Pesada, informa a abertura do seu Programa de Contratao de Pessoas Portadoras de Deficin-cia e Beneficirios Reabilitados da Previdncia Social, para eventuais vagas que venham a ocorrer em seu quadro de empregados.

    Os interessados que se enquadrarem no Programa acima po-dero enviar Curriculum Vitae para os endereos abaixo:

    CNO : Endereo: Av. Luiz juc Arrais Maia, 595 centro Misso Velha- CE

    A/C Cristiana Avelina

    SINE : Rua Senador Alencar, 39 Centro Barbalha -CE

    Misso Velha , 31 de Agosto de 2011.O peridico do Cariri

    independente

    Analu Morais

    Professores e alunos do Campus Cariri da Universidade Federal do Cear (UFC) tra-balham conceitos de Comuni-cao Social, de Design de Pro-duto e de Administrao para ajudar um grupo de artess da palha da carnaba. Trata-se do Projeto Mulheres da Palha, que tambm desenvolve ativida-des especficas com as artess da ladeira do Horto, realizan-do, assim, a comunicao entre o grupo, o aprimoramento dos produtos e a gesto dos neg-cios.

    A estudante de Jornalis-mo, Leylianne Alves, conta que a prioridade no apenas para

    os produtos criados, mas para as pessoas que os produzem e suas histrias. J a bolsista do Design de Produto, Rosemary Severo relata que fazem ativi-dades para avaliar a qualidade dos produtos feitos pelas ar-tess. Fazemos com que elas experimentem novas formas de trabalhar a palha, mas sem fugir da realidade e da tradi-o, diz ela.

    O projeto busca, com essas atividades, melhorar a renda das mulheres atravs da divulgao de seus trabalhos e procurar novos consumidores. Tambm pretende melhorar a comunicao interna e com a comunidade a qual pertence. Para os estudantes, o projeto importante por trabalhar com mulheres que vivem da renda do artesanato, que sofrem pre-

    conceitos da comunidade, mas que, mesmo assim, buscam ou-tras formas de mudar suas vi-das. gratificante participar do projeto. Aqui, ns apren-demos muito com as artess, e estes conhecimentos ns leva-remos para o resto de nossas vidas, afirma Rosemary.

    As atividades do proje-to feitas por alunos e tambm pelos professores resultaram na conquista da 13 edio

    do prmio Santander Uni-versidade Solidria, categoria extenso universitria. Mu-lheres da Palha foi o nico do Nordeste a ser contemplado com este prmio. De acordo com Leylianne, Acredito que dois fatores contriburam com a esta conquista, que o fato do nosso projeto trabalhar unicamente com mulheres e por ser o nico que se realiza no Nordeste.

    n Projeto busca melhorar a renda das artess e procura novos consumidores para os produtos, divulgando os trabalhos

    LanamentoUma das atividades feita pelo grupo resul-

    tou na produo de um Cordel, lanado na ltima sexta-feira (30), intitulado A histria das artess da palha da Rua do Horto, que busca abordar, a partir das histrias de vida das artess, a importn-cia cultural, histrica e ambiental do artesanato em palha de carnaba. As artess, em parceria com o cordelista Hamurbi Batista e com os integrantes

    do projeto Mulheres da Palha, produziram o Cordel Educativo.

    Blog Mulheres da Palha / UFC

  • CRATO ESPORTE CLUBE

    Diretoria anuncia asmudanas para 2012

    8 REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011Esporte

    n Diretoria recm empossada reestrutura time rumo ao campeonato de 2012

    n Srgio Mota treina para adquirir ritmo e vaga de titular

    CCERO NICSSIOTOQUE DE PRIMEIRA

    ANSIEDADEFutebol no rima com ansiedade, nem com

    contagem regressiva, mas na proporo que o campeonato vai se afunilando, tudo isso inevitvel. A comisso tcnica do Icasa faz a conta, todos os dias, da quantidade de pontos que o time tem que somar para permanecer na srie B. A equipe tem que encalhar uma seqncia de vitrias para fugir do drama das ltimas rodadas.

    COPA FARES LOPESA Copa Fares Lopes est na fase final, Guarani, Guarany

    de Sobral, Horizonte e Maranguape lutam para conquistar o ttulo. O Horizonte busca o bicampeonato, o bugre sobralense e o leo do mercado so dois fortes candidatos para a grande final. O Maranguape corre por fora. Mas, vale lembrar que no futebol todo cuidado pouco.

    VIDA DURAVida de treinador de futebol no fcil, principalmente,

    no Brasil, onde a imprensa trata os profissionais como se eles fossem os culpados por tudo o que acontece dentro do ambiente do clube. Os dirigentes, em algumas situaes, so inconsequentes. Para dar uma satisfao a torcida, dispensa o treinador na terceira derrota. A batata dos treinadores est sempre assando.

    BOM PREPARO FSICOGeralmente, quando o time est fazendo uma boa

    campanha, a seda rasgada, em abundncia, para a diretoria, o treinador e os jogadores. O Icasa, at o atual momento, faz uma campanha que lhe coloca ao meio da tabela. Por trs desse bom momento que vive o verdo, poucos cronistas do nfase condio fsica dos atletas. O Icasa tem como chefe do departamento fsico o competente professor Moreira, que j trabalhou em grandes clubes do futebol brasileiro. Jnior e Emerson Fum so seus auxiliares.

    Wilson Rodrigues

    O Crato Esporte Clube iniciou sua arranca-da rumo ao ttulo do Campeonato Cearense de 2012. Com nova diretoria, que tem a frente o presidente Jos Demstenes de Oliveira (Deo-da), a equipe j se reestrutura para garantir uma boa atua-o no certame estadual.

    O projeto para trans-formar o azulo da princesa em campeo, no prximo ano, est sendo montado. No dia 20 de novembro, os pri-meiros atletas contratados chegaro ao clube, inclusive o novo tcnico e o prepara-dor fsico. Deoda garante que a aquisio dos jogadores vai ser feita de forma criteriosa para evitar desperdcios nos investimentos.

    O novo presidente disse, ainda, que o time ter trs uniformes, sendo que o

    titular ter as cores do Cru-zeiro, de Belo Horizonte, para justificar a denominao Azulo Cratense. O time espera contar com parcerias importantes, inclusive, j ga-rantido o apoio institucional do prefeito Samuel Araripe, empresas e indstrias impor-tantes. Deoda trabalha com a expectativa de obter recursos financeiros suficientes para garantir a trajetria do time de forma satisfatria.

    O presidente do Conse-lho Deliberativo, Jos de Deus disse que o rgo vai apoiar, no que for preciso, a nova di-retoria do Crato Esporte Clu-be, a partir de um planejamen-to dentro das possibilidades financeiras do clube. Para o vice- presidente do Conselho, Edsio de Sousa, os conselhei-ros vo trabalhar aos sbados, domingos e feriados, com o intuito de ajudar as aes da nova diretoria.

    Foto: Wilson Bernardo

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    Jogador do Icasa quer superar dificuldades

    Yaan Neponucena

    Aos 21 anos, o jogador de futebol Srgio Mota, que atualmente defende a equipe do Icasa, encara novos desafios ao ser emprestado a um time do interior. O meio campista vem de clubes de maior estru-tura como o So Paulo e Cear.

    Para o atleta, jogar no Icasa representa uma opor-tunidade de mostrar todo

    o seu talento. Mas, desde que foi contratado, no teve chances de atuar pela srie B do Campeonato Brasileiro, jogou apenas uma partida, onde estreou contra o ABC de Natal, em um jogo empa-tado com o placar de 1 a 1.

    Apesar da grande ex-pectativa da direo do Icasa e da torcida, o jogador atraves-sa uma fase negativa, embora queira contribuir para que o time continue na srie B e mantenha a possibilidade de acesso a srie A. Srgio revela que chegou com vontade de jogar, entretanto faltou produ-zir o esperado. No adianta querer pular os obstculos sem eu pegar minha confiana de volta. Falta-me um pouco mais de ritmo de jogo. Independen-te da situao, eu tenho que confiar em mim, afirma.

    O nome do jogador es-tava na escalao para o jogo contra Maranguape, em cum-primento da ltima rodada da Copa Fares Lopes, porm, alegando problemas particu-lares, o atleta no pde viajar com a equipe. O empresrio do jogador esteve em Juazeiro para resolver junto direo do Icasa, a permanncia do atleta no clube.