Jornal do Cariri - Edição 2502

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Jornal do Cariri - 04 a 10 de outubro de 2011

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  • O peridico do Cariri independente REGIO DO CARIRI l DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011 l ANO XIII l NMERO 2502 R$ 1,50

    MEIO AMBIENTE

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    Ccero Valrio

    GRANDES NOMES

    HOSPITAL SANTO INCIO

    CENTENRIOELEIES

    n O pesquisador Ralph Della Cava recebe Placa de homenagem do prefeito Santana

    Santana garante repasse de R$ 300 mil todo ms

    Foto: Ccero Valrio

    n Pacientes em tratamento no Santo Incio devem ser encaminhados a outro hospital. A associao mantenedora garantiu que os internados no sero desamparados

    Juazeiro comemora a instalao do municpio

    Oposio negocia unio entre siglas para obter apoio de Cid

    Nesse dia quatro de outubro, o municpio de Juazeiro do Norte completa 100 anos de instalao. Homenagens a personagens histricos, lanamento de livros e descerramento de placa comemorativa na Cmara de Vereadores marcam a passagem histrica.

    Com o fim da interveno municipal no Hospital Santo Incio, em Juazeiro do Norte, a rede municipal de sade est passando por uma reestruturao e os servios sero distribudos entre outras unidades municipais. O prefeito de Juazeiro, Manoel Santana garantiu que o municpio continuar fazendo o repasse mensal de R$ 300 mil para manuteno do hospital. Para ele, a unidade poder se manter sozinha, porque o volume de pacientes est diminuindo gradativamente, com o funcionamento do Hospital Regional do Cariri. De acordo com a sociedade mantenedora do hospital, o equipamento poder ser arrendado, continuando a prestar servios de sade, ou ser vendido para o setor imobilirio, deixando de existir definitivamente. A sociedade alega que mesmo com os convnios e a parceria da Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ), a entidade no tem como se manter. Os servios pelo SUS esto encerrados, os pacientes em tratamento esto em avaliao e sero transferidos para unidades pblicas.

    CRATO ESPORTE CLUBE

    MULHERES DA PALHA

    VERDO DO CARIRI

    Iniciadas mudanas para o certame de 2012O novo presidente do Crato Esporte Clube, Jos Demstenes de Oliveira (Deoda), eleito recentemente, j anunciou a chegada dos primeiros jogadores contratados, para o ms de novembro. Deoda explicou que as contrataes sero criteriosas para evitar desperdcios nos investimentos.

    Meia do Icasa atravessa fase negativa

    Projeto da UFC ajuda artess do HortoAlunos se dizem gratificados em poder ajudar as artess da palha da carnaba, que aprendem noes de gesto do prprio negcio e de comunicao. Um dos trabalhos desenvolvidos com as mulheres rendeu, recentemente, a produo de um cordel educativo que conta a importncia do artesanato da palha da carnaba.

    Populao reclama da falta de servios bsicos no localOs moradores do Stio Betnia, em Barbalha, reclamam da falta de servios pblicos e pedem melhorias para a comunidade. O stio fica a cerca de 27 quilmetros da sede do municpio e a estrada est em pssimas condies, dificultando a vida de quem precisa ir em busca dos servios bsicos que no so prestados na localidade.

    STIO BETNIA

    A unio entre o PTB, PSDB, PSB, PC do B e PSD, que tenta agregar o PR, PP e PRB, est sendo firmada para lanar o nome de um pr-candidato prefeitura de Juazeiro. Os nomes mais expressivos esto sendo avaliados, entre os quais so citados o atual vice-prefeito Roberto Celestino e o vereador Roberto Sampaio, ambos do PSB, Arnon Bezerra e Gledson Bezerra, do PTB, e Tarso Magno (PSL).

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    LEGISLATIVO

    Fim da polmica, Cmara ter mais vereadoresA emenda que contempla o aumento de vereadores na Cmara Legislativa de Juazeiro do Norte foi aprovada, por unanimidade, aps uma discusso que perdurou por mais de dois meses, envolvendo vereadores e militantes. A populao, entretanto, diverge nas opinies sobre a mudana, porque teme que o cargo no seja exercido com tica.

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    Destino de resduos slidos discutido em oficina

    Padre Pedro Leo Paesde Andrade

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    CRATO ESPORTE CLUBE VERDO DO CARIRI

  • A Sade no Cariri foi construda sob um modelo que est ultrapassado. Acabou-se a farra dos anos 1970-1980, quando se enriquecia com os repasses de dinheiro pblico por internaes, sem que houvesse meios de au-ditoria suficientes ou adequados. Era o tempo de famlias prsperas com o negcio hospitalar. Hoje, o eixo de ne-gcios mudou e est concentrado na explorao de pla-nos de sade privados. Ao menos at que esse setor entre em crise, o que no difcil de se imaginar, especialmente agora que os mdicos, em todo o Brasil, esto em greve por aumento do valor de seus honorrios.

    Esse quadro tem no Hospital Santo Incio a sua melhor ilustrao. A Prefeitura do Municpio de Juazeiro resolveu encerrar o processo de interveno. O atendi-mento prestado pelo hospital j se encontrava em nveis muito baixos para um padro normal de estrutura mdi-ca semelhante. Os repasses de dinheiro pblico, segundo assegurado pela municipalidade, devem continuar.

    O grande problema que, por trs de toda essa si-tuao, est um modelo falido. Os donos do hospital so

    empresrios, a despeito de se dedicarem a um setor ope-rado com base no interesse pblico. Essa condio no negativa. O setor de sade privada empresarial, mas, para isso, no se deve conceber a privatizao de lucros e a estatizao de prejuzos. A ideia de que o povo de Jua-zeiro deve arcar com a sustentao econmico-financeira do Hospital falha, pois transfere o nus de um negcio de particulares para a administrao pblica.

    A postura do Municpio est se mostrando correta. No auge da crise, deu-se a interveno. Agora, o mo-mento de se voltar aos trilhos e tentar encontrar outras solues. A perspectiva mais saudvel transferir o con-trole do hospital para outros setores da vida privada, com a necessria competncia para gerir esse negcio. No possvel que se permanea com a atual expectativa de aporte contnuo de dinheiro municipal. Para tanto, de se reconhecer que no h base na legislao e o Munic-pio se coloca em situao de risco perante o Tribunal de Contas. O mero fato de uma empresa privada do setor hospitalar encontra-se em dificuldades justificativa para

    que ela seja mantida artificialmente com verbas pblicas? Evidentemente que no se pode construir um perigoso precedente para outros hospitais particulares, que , por-ventura, passem por situaes semelhantes.

    O Hospital Santo Incio, alm disso, est hoje su-butilizado. perfeitamente possvel que, se no houver continuidade em seus servios, haja a transferncia de seus pacientes para outras unidades.

    Em suma, o prefeito Santana tem agido com pru-dncia nesse caso e necessrio o reconhecimento dessa virtude. Parece que sua condio de mdico e a experi-ncia no setor tm falado mais alto e ajudado na condu-o do caso para um desfecho minimamente aceitvel. O fechamento de um hospital sempre algo dramtico. H uma carga emocional muito grande envolvida nessas questes, porque h vidas humanas em jogo. Mas, no cabvel condicionar a manuteno da estrutura hospitalar privada ao apoio pblico. Esse ponto central da discus-so e no se pode deixar cair na argumentao fcil da conservao, a qualquer custo, do hospital.

    EditorialSADE PRIVADA, SOLUES PBLICAS?

    2Opinio

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 04 A 10 DE OUTUBRO DE 2011

    Exped

    iente

    :

    Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao

    da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda

    CNPJ: 34.957.332/0001-80

    O peridico do Cariri independente

    Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira Diretor de Contedo: Donizete Arruda Diretoria Jurdica: Vicente Aquino Editora Responsvel: Jaqueline Freitas

    Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - Fone (88) 3511.2457Sucursal Fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466Sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF

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    SEXTILHA CARTATUDO QUE A PESSOA FAZEM BENEFCIO DE ALGUM UM DEGRAU QUE AVANANA GRANDE ESCOLA DO BEM PLANTAO DE SEMENTESQUE COLHER MAIS ALM.

    Welington Costa

    A mudana no nmero de vereadores na Cmara de Juazeiro abusiva porque no h necessidade de tantos vereadores numa Cmara. Para mim, o nmero atual (14) suficiente para atender a populao. Mas ocorre que eles s visitam as pessoas no perodo das eleies, quando precisam de votos, porque quando a gente precisa mesmo no encontra ningum.

    Carolina da Silva, Juazeiro do Norte

    ACESSIBILIDADE: DIREITO DE TODOS?O movimento em prol da construo

    de sociedades inclusivas internacional, e o Brasil vem participando ativamente de todo esse processo, h dcadas se fala sobre isso nos discursos polticos, na mdia, nas escolas e universidades, enfim. Apesar de que na prtica ainda assistimos a graves atitudes de desres-peito aos direitos dessas pessoas portadoras de necessidades especiais (especficas) e para muitos a incluso ainda algo novo ou des-conhecido. Muitas pessoas ainda admiram-se ao verem surdos se comunicando em Lngua Brasileira de Sinais LIBRAS, cegos lendo algo transcrito em BRAILE, deficientes fsi-cos trabalhando em grandes instituies, etc. importante sabermos que a incluso no um processo simples, uma sociedade verda-deiramente inclusiva exige mudanas radicais na sociedade, inclusive no pensar e agir das pessoas. Em termos de legislao relativa ao amparo aos direitos dessas pessoas j estamos relativamente avanados, mas no campo das relaes humanas, as barreiras atitudinais e o desconhecimento sobre o assunto ainda pre-dominam. Nesse aspecto podemos dizer com boa margem de segurana que nos ltimos anos, entre governos, empresas, organizaes no-governamentais, etc., muito do que tem sido feito e conquistado deve-se ao engaja-

    mento poltico dessas prprias pes-soas especiais e as suas famlias, hoje bem mais conscientes e politi-camente organizadas do que antes.

    No mbito educacional, a partir da Poltica Nacional da Edu-cao Especial na Perspectiva da Educao Inclusiva (MEC, 2008) passou a predominar no meio escolar e acadmico o chamado Paradigma da Incluso, que em li-nhas gerais determina que todos os alunos, independente do tipo ou do grau de defici-ncia que possua, devem ser ou estar matri-culados nas classes do ensino regular, ou seja, estudaro e convivero com todos os demais. Da, importantes questes e indagaes nos vm em mente: esto nossos colegas profes-sores, gestores e demais funcionrios dessas escolas e/ou universidades preparados para lidar com toda essa diversidade? E os alunos, aprendero a conviver com os seus colegas especiais? Ter a escola pblica j superado velhos desafios como os altos ndices de eva-so e repetncia? J conseguimos realmente incluir os alunos oriundos das comunidades pobres urbanas e rurais, os negros, os ind-genas e outros grupos minoritrios historica-mente excludos?

    Uma srie de outras impor-tantes questes permeia o discurso da Incluso. Entre elas podemos ainda citar a qualidade da escola pblica, a formao de professo-res e a sua prtica pedaggica, os currculos escolares (conteudistas e fundamentados em valores compe-titivos), a construo de uma escola inclusiva em meio a uma socie-dade capitalista e excludente, entre

    outros.O discurso poltico tem se apropriado e

    usado indevidamente o conceito de Incluso, com ele se enfeitam os discursos e se justifica a democracia ou a falta dela, por isso ele corre de boca em boca, e muitas vezes dito por quem se quer tem noo do realmente seja uma escola ou uma sociedade inclusiva.

    Todas essas questes precisam ser le-vadas em considerao quando da elaborao e implantao de polticas pblicas de carter to abrangente e definitivo como as polticas pblicas de incluso educacional.

    Professor Joo Neto Licenciado em Geografia, Especialista em Educao Especial e Intrprete de Libras

    A QUESTO CARCERRIAUm dia, pelas ruas de Mangaratiba,

    cidade litornea do Rio de Janeiro, visualizei o passeio dos detentos da Ilha Bela, antigo pre-sdio hoje desativado. Quadro marcante, cor-tejo de homens vlidos, corpulentos, em mar-cha batida, controlados por guardas e ces, a percorrer trechos daquela cidade. Alguns tra-ziam consigo peas de artesanato de prpria fabricao, oferecidas aos circunstantes por preos ocasionais. A cena ficou gravada para voltar ao pensamento quando, como agora, enfeixo a intrincada crise penitenciria brasi-leira. Aqueles zumbis, de olhos vazios, trajes encardidos, quais reses de tosquia, trastes da culpa, apenas arrastavam o tropel do destino luz da vontade dos homens.

    E revivo tambm a sensao cotidia-na dos noticiosos quando exploram o mundo co. So raros os meses em que deixam de ocupar o cardpio as rebelies nas celas, com registros de fugas, incndios, perdas de vidas e homicdios.

    Tais aspectos percebidos significam o estrangulamento do sistema penal; refletem a estrutura da sociedade como um todo, onde deficincias indicam muito cho ainda para

    percorrer at a perfeio final do processo vida.

    Cheira mesmo a repeti-o dizer que as cadeias, quais viveiros de pssaros indomveis, converteram-se no campus da monstruosa universidade do cri-me, imagem conhecida, onde os apenados ali encaram desafios primitivos junto de outros em condies fsicas e morais deplo-rveis. Da, qual onda avassaladora, estranho relacionamento impe e multiplica a morbi-dez de seres vencidos, depois lanados s sar-jetas, num ciclo de misria que aumenta os custos do subdesenvolvimento mrbido.

    Intenes honestas de resolver o pro-blema, contudo, no eliminam o atraso dessa rea, vistas experincias nos pases ricos, mes-mo sabidas quantas falhas l tambm persis-tem.

    Planos que se cogitem devam sempre vincular a participao efetiva da fora de trabalho reclusa s celas, estagnando a capa-cidade produtiva. Em resposta, as sentenas assim deixariam de inutilizar a mo de obra

    prisioneira, sobrando ao Estado o mrito de solues criativas e gerao de riqueza, alimentando e estabilizando as contas da insti-tuio punitiva, alm de profissio-nalizar quem chegar, de comum, sem ofcio. As prises agrcolas demonstram a viabilidade desta idia.

    Restam imaginar perspec-tivas novas para problema to ar-

    caico. O gesto de segregar aos calabouos, sem outras preocupaes racionais, apenas mascara uma chaga que transborda de dor e clama decncia. Compromisso pesa, pois, sobre todos os ombros, sabendo que o zelo da liberdade vem assegurado como atributo essencial, dom divino que cabe manter, so-bretudo a quem necessita desde criana das poucas e limitadas oportunidades vitais.

    Emerson MonteiroAdvogado

    O DESEMPENHO DO AEROPORTO

    A empresa Infraestrutura Aero-porturia - Infraero controla atualmente 67 aeroportos em territrio nacional. Destes, 32 s...