Jornal do Cariri - Edição 2494

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Edio do Jornal do Cariri - Semana de 09 a14 de agosto de 2011

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  • ENERGIA

    O peridico do Cariri independente

    Potencial elico chega a 45% na Chapada do Araripe

    Sindimotos cobra regulamentao

    MOTOTAXISTAS

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    GRANDES NOMES

    Maria Assuno, testemunha dahistria de Juazeiro

    REGIO DO CARIRI l DE 09 A 15 DE AGOSTO DE 2011 l ANO XIII l NMERO 2494 R$ 1,50

    Com grande potencial de aproveitamento dos ventos, a regio do Cariri pode se tornar produtora de energia elica. Entre os municpios de Misso Velha e Crato, numa faixa de 200 metros, o potencial energtico pode chegar a 45%, o que considerado timo pelo critrio das empresas que atuam na rea. Atualmente, duas empresas esto realizando contratos de locao de terrenos para a possvel instalao de aerogeradores na Chapada do Araripe

    Brbara de Alencar deve ter nome no livro dos heris nacionais

    Maria Luiza encara preconceito para tocar sanfona

    CULTURA POLTICA

    EDUCAO

    ASILOS

    DROGAS

    MOUNTAIN BIKE

    Trfico surpreende policiais federais

    Cmara permanece alvo de polmicas

    Santana nega nomeao de Z de Amlia para Secretaria

    Defensoria Pblica constata idosos sem documentao

    Das trilhas ecolgicass competies

    Com a grande quantidade de drogas apreendidas nos ltimos sete meses na regio, o delegado da Polcia Federal em Juazeiro do Norte, Alan Robson diz que o Cariri tem sido usado frenquentemente pelos traficantes, o que tem surpreendido alguns policiais federais

    Ministrio Pblico est investigando a denncia de improbidade administrativa contra o presidente da Cmara, Jos de Amlia Junior (PSL). Apesar de a denncia ter sido arquivada na ltima sesso (2), da Casa Legislativa, o MP vai investigar a acusao do diretrio municipal do PSB, que delata o presidente por causa de uma possvel fraude na ata da sesso do dia 17 de maio, pela incluso do projeto de permuta de terreno do municpio. Caso Jos de Amlia deixe a presidncia, o vice Gledson Bezerra diz que no assumir o cargo.

    O prefeito Manoel Santana (PT) desmentiu as especulaes sobre a nomeao de Jos de Amlia Junior (PSL), atual presidente da Cmara, ao cargo de secretrio da Educao. Santana tambm fez meno greve dos servidores, considerada ilegal, pelo Tribunal de Justia do Cear, na ltima sexta-feira (5).

    Com o objetivo de verificar as condies do acolhimento de idosos em asilos de Juazeiro do Norte, uma equipe da Defensoria Pblica esteve visitando essas instituies e ouviu reclamaes. As principais dizem respeito a existncia de idosos nos abrigos, sem documentao obrigatria. Segundo os coordenadores e presidentes das casas de acolhimento, as dificuldades aparecem principalmente em caso de falecimento.

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    Chapada do Araripe / Foto: Ccero Valrio

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 09, tera-feira.ARTES VISUAIS15h00 - O cina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.Dia 10, quarta-feira.ARTES VISUAIS15h00 - Oficina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.ARTES CNICAS

    19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE.Dia 11, quinta-feira.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE. Dia 12, sexta-feira.NOVAS IDEIASLocal: Nova Olinda-CE.

    13h00 - Rumo aos Museus -Visita Fundao Casa Grande -Memorial do Homem Kariri.ARTES VISUAIS15h00 - O cina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em cena - Fortaleza-CE.

    Dia 13, sbado.ATIVIDADES INFANTIS15h00 - Teatro Infantil - Bl - GrupoPantin de Teatro - Boa Viagem-CE.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE. Dia 14, domingo.ARTE RETIRANTE

    Local: Teatro Gov. Miguel Arraes -Araripe-CE.19h00 - Literatura em Revista - Valei-me -Ramon Erico - Juazeiro do Norte-CE.

    Dia 15, segunda-feira.Fechado.

    Destaques da programao de 09 a 15 de agosto de 2011.

    n SEGURANA ELETRNICA

    n PORTARIA

    n ZELADORIA

    n TERCEIRIZAO DE SERVIOS

    Travessa Slino Duda, 59 - Bairro Santa Teresa - Juazeiro do Norte - CE

    Pea j seu oramento sem compromisso

  • Editorial2

    OpinioREGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO 2011

    Exped

    iente

    :

    Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao

    da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda

    CNPJ: 34.957.332/0001-80

    O peridico do Cariri independente

    Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira Diretor de Contedo: Donizete Arruda Diretoria Jurdica: Vicente Aquino Editora Responsvel: Jaqueline Freitas

    Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - Fone (88) 3511.2457Sucursal Fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466Sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF

    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores

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    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SEXTILHA CARTA

    CADA UM DIZ O QUE QUERCADA UM D O QUE TEMQUEM TEM FLORES D PERFUMEQUEM DO BEM FAZ O BEMSE EU QUERO SER BEM TRATADONO VOU DESTRATAR NINGUM!

    Welington Costa

    J no era sem tempo de implantar os semforos na avenida Padre Ccero, que j foi palco de muitos acidentes, inclusive fatais. O Detran acertou na iniciativa e espero que com isso, os jovens tambm tenham prudncia para evitar que mais desastres aconteam.

    Jlia Mendes, bairro So Jos, Juazeiro

    DROGA DE TRABALHO: ISSO NECESSRIO?

    Comentar sobre o estresse na vida dos profissionais modernos j um tema bastan-te debatido. Contudo, importante destacar que a situao est ficando cada vez mais cati-ca, j que a grande maioria destes profissionais no busca uma alternativa para minimizar os efeitos devastadores que esta situao causa.

    O importante ter foco e o foco, hoje, o resultado, expresso quase sempre em quanti-dade, em grandes volumes. Assim, geralmente, os profissionais para atingi-los possibilitam o esquecimento de alguns fatores importantes como o cuidar do prprio bem-estar manten-do, o equilbrio entre o trabalho e a qualida-de de vida. Esse equilbrio deve existir, afinal, ambos so fundamentais para a sobrevivncia plena da espcie humana.

    Em nome do resultado to almejado, quase sempre, tudo vale a pena. E pena aqui assume o seu real sentido, ou seja, vale a pena-lidade, vale a punio.

    E essa punio pode vir atravs da per-

    misso para o aparecimento de medos, conflitos interpessoais, con-corrncia exacerbada e injusta, falta de controle na execuo das tare-fas, longas jornadas de trabalho, gerando falta de tempo para curtir a famlia,dar um passeio, ir a uma academia, visitar um mdico. Pode ainda vir atravs de ansiedade e de outros meios de presso, ao qual se permitem ser submetidos.

    Entretanto, ser que todos esses esfor-os compensam? Confcio j afirmava que os homens perdem a sade para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para recuper-la.

    As pesquisas comprovam que, princi-palmente nas grandes cidades com o ritmo de vida alucinado e estressante, os profissionais, independentemente do segmento no qual atu-am, com poucas excees, no buscam alguma atividade que possa servir de vlvula de escape. Assim, para suportar a presso procuram ser

    envolver com medicamentos e/ou drogas ilcitas ou lcitas.

    O que surge de novo neste cenrio o tipo de substancia que est sendo consumida por esse p-blico: as drogas ilcitas mais novas, mais fortes e potencialmente mais danosas.

    Enquanto criador da prpria realidade, cada profissional sabe aonde deve ir buscar a alternativa

    saudvel para a sua situao, a sua vlvula de escape. Creiam: elas existem!

    As mentes e os corpos destes pro-fissionais agradecem e claro, os resultados aparecem.

    Odilon MedeirosMestre em Administrao,

    Especialista em Psicologia Organizacional

    A QUESTO DA CENTRALIDADE EM JUAZEIRO DO NORTEBoa parte das cidades brasileiras passou

    por transformaes scio-espaciais significativas a partir da dcada de 1970, principalmente nas questes relativas ao paradigma centro-periferia. Dentre muitos fatores que causaram alteraes surpreendentes no espao nacional est o cres-cimento das cidades mdias brasileiras a partir desse perodo.

    A cidade de Juazeiro do Norte hoje pode ser considerada como uma cidade mdia devido a sua influncia regional exercida dentre de um raio de influncia que abrange cidades de ou-tros estados, como Paraba, Pernambuco e Piau. Mas ela tambm se relaciona em outras escalas espaciais, isto , Juazeiro mantm interaes na escala nacional e na escala internacional, o que faz dela o espao privilegiado para investimentos do capital pblico e privado no Cariri.

    Essa centralidade em carter interurba-no, isto , o poder de concentrao e centraliza-o de capitais, servios, trabalho entre outros, exercendo uma grande fora centrpeta com cidades da rede urbana cearense e at de outros estados, est relacionada com a(s) centralidade(s) intra-urbana, ou seja, a capacidade do espao urbano da cidade de concentrar oferta de servi-os, trabalho, comrcio em determinadas reas da cidade, o que as tornam seletivas para deter-minados grupos sociais.

    O centro principal da cidade apresenta--se ainda como o espao privilegiado das rela-es socioeconmicas, pois concentra a maior parte do comrcio e grande parte dos servios,

    notadamente os de sade, tendo como corredor exemplar a Rua Padre Ccero. J nas periferias, observa-se que desde o final da d-cada de 1980 e 1990 houve uma expanso territorial da cidade em direo Barbalha e Crato, tanto no setor habitacional, predomi-nante no primeiro caso, como no setor de servios, predominante no segundo caso. Isso se refere mudana na lgica da produo do espao ur-bano, passando da cidade com um nico cen-tro para a cidade com vrios centros de menor porte e influncias diversas.

    Poderamos dizer que Juazeiro do Norte hoje se caracteriza como uma cidade poli(multi)cntrica (com vrios centros e vrias centralida-des)? Talvez! Isso ainda cedo, mas a tendncia de produo do espao urbano que se constata atualmente na cidade, tanto pelos agentes eco-nmicos globais (Carrefour, Walmart, conces-sionrias de carros japonesas, s pra ficar em alguns exemplos) como pelo Estado, de uma cidade inserida na lgica da circulao do capital global, onde a insero dos grupos econmicos ligados a atividades tercirias, mas no s, pas-sam a produzir um arranjo espacial diferenciado, com o poder de concentrar comrcio e servios em determinadas reas da cidade.

    Como exemplos, poderamos caracte-rizar inicialmente como novas reas centrais, alm do centro principal, o Piraj (mais ligada s

    classes populares) e a rea onde se localiza o Cariri Shopping e o Hiper-bompreo (mais seletivo). O Ataca-do est no eixo comercial ao longo da av. Padre Ccero e tem tambm um forte poder de concentrao em reas adjacentes, no entanto isso ainda est em curso naquele local.

    Esses processos que rede-finem a centralidade intra-urbana, isto , dentro da cidade, esto pos-

    tos como desafios para o planejamento demo-crtico da cidade, pois pensar a cidade para to-dos exige participao efetiva da sociedade nas decises polticas, uma vez que todos so agen-tes e participam da dinmica scio-espacial da urbe. As polticas pblicas devem ser pensadas em sentido amplo e no apenas de cima para baixo como normalmente acontecem.

    Com isso, poderemos construir uma ci-dade pautada numa sociabilidade diferenciada e em prticas sociais mais solidrias, pautadas na lgica do lugar, do sentimento, da unio e da solidariedade, ao contrrio de uma lgica global, racionalizada e fragmentadora, hierar-quizadora e hierarquizante.

    Cludio Smalley Soares PereiraGraduando do Curso de

    Geografia da URCA

    CONFLITO VERSUS CONFLITOS

    O mundo est bombardeado pelo que se condi-cionou chamar de Conflitos. Ao ob-servar situaes do cotidiano, eles ame-aam a convivncia no ambiente agrrio, educacional, familiar, organizacional, polti-co e religioso. Conflito, segundo o dicionrio, vem a ser o choque de ideias entre pessoas, causando alterao comportamental, desor-dem, tumulto, luta e at mesmo guerra entre naes. Esta ltima deixa marcas negativas no rosto da populao que, nem mesmo o tempo pode apagar a exem-plo: do Iraque e Lbia, regies de intenso conflito com armas, ge-rando mortes de civis inocentes. Partindo desse entendimento, o conflito uma confuso que se d pela combinao de vrios fa-tores que acontece com as pes-soas que se expem e se opem a alguma coisa.

    Para acontecer o conflito, no precisa ser no ms agosto; em qualquer tempo, ele pode ocorrer. Dependendo de onde acontea, veremos uma plateia que ao assistir trama, aposta no insucesso dos outros e at rir das mais diversas situaes conflitu-osas. Estes so os indivduos que do chamada corda, para ver a relao pegar fogo. Ao passo que auxiliar como mediador e criar meios que garantam um ambiente agradvel deveria ser a atitude hu-manamente mais correta. Atitudes (regras) como: respeitar as pessoas; ser disciplinado; saber se comuni-car; ter senso de justia; buscar entender o outrem e ter pacincia evita situaes conflituosas.

    Os conflitos agrrios, mais que notrio, so cometidos desde a poca da colonizao, com excesso de violncia contra (nativos), colonos, Indgenas e fa-mlias Quilombolas. A intimidao e expulso chegam ao ponto que, hoje, lideranas de algumas etnias recebem proteo (escolta) policial da Fora Nacional de Segurana. Este contexto de luta pela posse da terra, no Brasil, tem gerado conse-

    qncias. Sendo que defensores do meio ambiente tem sido vtima, como o serin-gueiro Chico Men-des em dezembro de 1988. Fica evidente que as decises ju-diciais favorveis aos povos de comunida-

    des remanescentes tm causado descontentamento tanto aos grileiros como para os latifundirios da Amaznia e Par. Os conflitos existem, e o Brasil no est livre deles. Por isso, preciso haver um contingente suficiente de bons mediadores (servidores) que, ao lado de instituies fortale-cidas como FUNAI, INCRA, IBAMA e outros organismos, devem estar bem aparelhados para intervir nos momentos de tensos conflitos que, vez por outra, acontecem no campo em disputas pela explora-o ilegal da terra.

    Em se tratando de conflito nas organizaes, especialistas em Gesto do Capital Humano afir-mam que o conflito acontece em decorrncia: da discordncia de ponto de vista; disputa pelo poder, interesse por cargos; algum tipo de discriminao; agresses verbais; fofocas; estresse e outras situaes adversas. Por ocasio de fofocas, levam gestores a cortar a raiz do fuxico, quando no trabalham com boatos, mas sim, com fatos. J por conta das expresses: Se falar alto! Eu falo mais ainda! Se me gritar! Eu grito tambm! Se me pisar! Eu piso tambm! que nascem s reaes, que se tornam o estopim para o surgimento de conflitos. Todavia, no discutir, dar o silncio em resposta a determi-nadas provocaes a melhor ma-neira para evitar conflitos.

    Os conflitos rondam qual-quer ambiente e nos mais variados conflitos, existem pessoas que tm a misso de intervir, chamado de mediadoras de conflitos. Contudo o primeiro mediador de conflito na histria da humanidade foi Jesus Cristo.

    Andson Andrade da SilvaTcnico em Agropecuria e

    Licenciando em Letras pela Urca

    Este no o primeiro editorial do JC sobre o problema do trfico e consumo de drogas no Cariro. Muito menos ser provavelmente o ltimo. E mais uma vez, o tema retoma seu lugar privilegiado nas pginas do jornal.

    As declaraes do delegado Alan Robson so funda-mentais para se compreender a realidade das drogas na re-gio. O titular da Delegacia de Polcia Federal foi direto, obje-tivo e, acima de tudo, buscou ser transparente no tratamento das informaes ligadas atuao de seu rgo no Cariri. Postura elogivel, apenas por isso, mas no somente por isso. Algumas concluses importantes podem ser extradas de sua manifestao para o JC.

    A primeira delas que se faz urgente um trabalho espe-cfico das autoridades universitrias sobre os estudantes dos diversos polos acadmicos da regio. As relaes entre a dro-gadio e a juventude so bvias. a poca da vida na qual se experimentam coisas novas e h a influncia de amigos e de valores comuns de grupos mais ntimos. A vocao universi-tria do Cariri, em suas trs principais municipalidades, torna essa correlao mais forte e exige de todos, especialmente de

    diretores de centros e faculdades, alm dos reitores, ateno redobrada para com seus estudantes. As velhas campanhas de preveno contra as drogas, os psicotrpicos e os entorpe-centes devem ser abandonadas. O pblico outro, os tempos so outros. Inadmissvel, contudo, a inrcia e a viso de que o espao universitrio imune a e sses problemas.

    Contaminar a juventude o primeiro passo para conta-minar toda a sociedade.

    Outro aspecto que a Polcia Federal salientou a po-rosidade de nossas fronteiras. Aquilo que todos supunham, agora escancarado: h uma rota de trfico, com pessoas pagas regiamente para transportar as drogas e diversos furos na divisa Cear-Pernambuco. So pontos de conhecimento geral. As Polcias Civil e Militar deveriam agir de modo integrado e tentar, de uma maneira eficiente, bloquear o trnsito dos psi-cotrpicos por esses espaos livres.

    evidente que a melhoria econmica generalizada no Pas trouxe consigo o aumento do consumo da droga. Ade-mais, existe o fantasma do crack, que corri as entranhas de suas vtimas e destri famlias com uma velocidade imen-

    samente maior do que outras espcies. Essa conjugao de fatores particularmente impactante no Cariri. reas como Juazeiro e Crato, que recebem uma quantidade imensa de mi-grantes ou de moradores temporrios (os universitrios), so afetadas de modo direto por esses fenmenos. So pessoas que perdem os referenciais sociais e familiares (no primeiro caso) ou que se adaptam vida em uma comunidade livre e na qual as escolhas so mais intensas (os estudantes).

    Uma coisa certa. O Cariri no resolver esse proble-ma sem o engajamento social amplo e irrestrito. O temor que surge quando algo como o trfico de drogas se prolonga no tempo, e j se vo quase 3 dcadas nas quais essa questo co-nhecida na regio, o da tomada das instituies pelo crime, algo que ocorreu na Colmbia e agora se d no Mxico. Na verdade, se olharmos para alm de nossa fronteira, veremos em Pernambuco um trgico exemplo de reas dominadas pela ao desses criminosos. O Estado tenta reagir, mas o faz de maneira fragmentria e sem atacar o cerne do trfico. Pro-vavelmente porque ele est forte demais para ser extirpado. Chegaremos a esse ponto no Cariri?

    TRFICO NO CARIRI

  • 3REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO 2011PolticaPoltica

    DONIZETE ARRUDAPoltica

    VEREADORES DE JUAZEIRO

    Ministrio Pblico aprofunda investigaes contra CmaraJacqueline Dantas

    A Cmara Municipal de Juazeiro do Norte mais uma vez alvo de polmica. Embora os edis tenham arquivado as de-nncias contra o presidente Jos de Amlia Junior (PSL), o Minis-trio Pblico (MP) vai investigar a denncia protocolada pelo do diretrio municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que o acusou de fraudar a ata da sesso do dia 17 de maio, pela incluso do projeto de permuta de terreno do municpio, na Lagoa Seca, por 1 tarefa do Stio Chumbada.

    Jos de Amlia responde a denncia de improbidade ad-ministrativa, formalizada junto ao Ministrio Pblico e Judici-rio. Caso o MP d parecer favor-vel cassao, o vice-presidente da Casa, Gledson diz que no assumir a presidncia do Poder Legislativo juazeirense.

    O vice apresenta-se des-

    pretensioso, apesar de ser ele o primeiro beneficiado com a sa-da de Jos de Amlia do cargo, a recusa presidncia est atrelada aos escndalos que pela Cma-ra j perpassaram nos ltimos meses. No tenho interesse em puxar o tapete de ningum, fiz as acusaes contra o presiden-

    te, mas no com esse intuito, frisou, afirmando que no deseja que a sua imagem fique associa-da a um golpe poltico. No fu-girei do meu compromisso com a Cmara, mas s assumirei, caso haja licena por alguma questo natural, como por alguma doen-a.

    Denncia no formalizada

    O vereador Gledson Be-zerra (PTB) tambm foi alvo de denncia, embora no formali-zada. Ele foi acusado de efetuar rachadinha de salrio com servidores pblicos, com base na existncia de um vdeo, no qual a servidora pblica Marlene Brasil teria sido coagida pela me, Eli-zabeth Oliveira, e amigas do ve-reador Rita de Cssia e Sancha.

    Gledson diz que a pu-blicao era algo premeditado, pois havia sido alertado pelas lideranas sobre a existncia do vdeo. Ele entende a ao como uma represlia poltica por es-tar combatendo a permuta dos terrenos, em que o patrimnio do municpio seria lesado em torno de R$ 400 mil. Diz, ainda, que vai processar judicialmente o autor da veiculao do vdeo, que ele chama de montagem, por danos morais.

    n Presidente da Cmara de Juazeiro, Jos de Amlia Jnior

    Roberto SampaioO vereador Roberto Sampaio

    foi acusado, pelo Partido Republicano Progressista (PRP), de receber indevida-mente recursos do Bolsa Famlia, antes

    de se tornar vereador pelo Municpio. Roberto tambm foi inocentado na ses-so da ltima tera-feira, cuja votao obteve o placar de 12 a 0.

    Para ele, o processo que sofreu foi uma manobra, pois quando se interfere

    nos interesses particulares, automatica-mente passaria a ser alvo daquele que fora prejudicado. Estamos muito con-centrados em nossos projetos, haja vista que estamos amparados um no outro para superar todos esses desatinos.

    Tarso MagnoCom o mesmo placar de 12 a 0, o

    processo de investigao contra o verea-dor Tarso Magno no foi levado adiante. Tarso foi alvo de denncia feita por Fran-cisco Pereira da Silva, que o responsabiliza-

    va pela nomeao de assessores fantasmas, alm da ocultao de patrimnio perante o fisco. A denncia diz que eu tenho as-sessor parlamentar, mas afinal qualquer vereador, os deputados federais, estaduais e senadores tm, pois se trata de uma ques-to legtima. Tarso confirmou que os seus

    assessores apresentam requerimentos, projetos e participam das sesses. Quem fez a denncia contra mim no apresentou nenhuma prova, alm do mais, acredito que ele sequer leu o documento ao qual assinou, mas o objetivo principal dele era denegrir a minha imagem.

    O prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), garantiu que no have-r a nomeao do presidente

    da Cmara Legislativa, Jos de Amlia Jnior (PSL) ao cargo de secretrio de Edu-cao. Est tudo bem com a

    atual Secretaria, no h mo-tivos para a mudana. Tenho um compromisso com a pro-fessora Snia de firmarmos

    Santana desmente Z de Amlia para a Educao

    Na sesso do dia 2 de agosto, a Cmara optou pelo arquivamento das de-nncias contra o presidente da Cmara, Jos de Amlia Junior (PSB) e os vereadores Tarso Magno (PSL) e Rober-to Sampaio (PSB). A deciso

    decepcionou a maioria dos cidados que compareceu a ltima sesso. Houve mani-festao popular, parte dos professores apresentava car-tazes e entoava gritos du-rante a leitura dos processos: Fora, Jos de Amlia, al-

    guns acrescidos de chacotas. Contra o presidente,

    os nicos votos favorveis cassao foram de Gledson Bezerra, Roberto Sampaio (PSB), Professor Antnio (PC do B) e Tarso Magno (PSL). Rejeitaram a investigao, os

    vereadores Adauto Arajo (PSC), Darlan Lobo (PSDC), Delian Pinheiro (PHS), Firmi-no Calu (PRP), Mira Sampaio (PP), Nivaldo Cabral (DEM), Ronaldo Lira (PHS) e o pr-prio denunciado. A vereadora Mara Torres (PPS) absteve-se.

    Acordo sepulta investigaes contra vereadores

    Pizza com sabor de impunidade

    Acabou com um final lamentvel, no entanto previsvel, o festival de denncias contra quatro vereadores de Juazeiro do Norte. Denunciados o presidente Z de Amlia Junior, Tarso Magno, Roberto Sampaio e Gledson Bezerra firmaram um pacto de silncio. Coniventes em seus erros, arquivaram as acusaes contra todos, e nenhum parlamentar ser mais admoestado por suas atitudes nada republicanas. Para livrar o presidente Z de Amlia alegaram no haver provas de fraudes na aprovao da lei que estabelecia normas para permuta de terrenos pblicos. Para salvar a pele de Tarso Magno, houve consenso que seus assessores nunca dividiram seus salrios com o parlamentar. J o recebimento do Bolsa Famlia por Roberto Sampaio, isso problema do Ministrio Pblico Federal. Gledson Bezerra no foi incomodado pois no havia representao tramitand o na Cmara contra a sua suposta prtica de rachadinha de salrio com a servidora Marlene Brasil. , esses quatro vereadores nada fizeram de errado. H o risco de quem denunciou seus erros serem punidos.

    A aposta no trabalho de moralizao

    O Ministrio Pblico do Cear a esperana do povo juazeirense que no se conforma com o que fizeram os vereadores. A pizza servida pela Cmara de Juazeiro um acinte. Os implicados acreditam firmemente que esto acima do bem e do mal. Promotores que j investigam esses e outros casos, sustentam que os vereadores no devem gargalhar da sua gente, pois muito em breve eles estaro a ter que dar boas explicaes sobre suas prticas administrativas que deixam no ar no Legislativo de Juazeiro um cheiro estranho.

    100 anos de Juazeiro em destaque

    O Senado Federal ir homenagear a cidade de Juazeiro do Norte por seus 100 anos. A festa acontecer no dia 16 de agosto. O presidente Jos Sarney atendeu a uma solicitao do senador Incio Arruda. O prefeito Manoel Santana j confirmou presena como tambm a maioria dos deputados federais cearenses. Essa homenagem uma chance do prefeito Santana conseguir investimentos do Governo Dilma para promover o desenvolvimento no apenas de Juazeiro mas de todo o Cariri, em especial destravar as barreiras que impedem a ampliao do aeroporto Orlando Bezerra.

    PMDB na briga eleitoral do Crato

    O presidente regional do PMDB, senador Euncio Oliveira, definiu na ltima sexta, 05, em reunio em Fortaleza, a filiao do empresrio Ronaldo Gomes de Mato ao partido. Ronaldo Matos cumpre assim a sua primeira exigncia para ser candidato a prefeito na sucesso de Samuel Araripe. O senador Euncio Oliveira bateu o martelo: o PMDB cratense concorrer s eleies municipais e Ronaldo Matos tende a ser o candidato a prefeito. A disputa eleitoral no Crato promete ser bem acirrada. J so dois os postulantes em campanha: o deputado estadual Sineval Roque(PSB) e o empresrio Raimundo Matos. Alm deles ainda h o mdico petista Marcos Cunha e o candidato ainda indefinido a ser lanado com o apoio de Samuel Araripe.

    Camilo fica distante da prefeitura

    A prefeita Luizianne Lins entende que sua administrao superou os momentos mais difceis. Assim, Luizianne avalia ter fora poltica suficiente para bancar seu candidato, o secretrio de Governo, Waldemir Catanho, a sua sucesso. Com essa determinao, diminuem as chances do secretrio de Cidades do Estado, deputado Camilo Santana, de ser ungido candidato petista na corrida eleitoral em Fortaleza. Camilo que acabou envolvido no escndalo dos banheiros, por ter assumido a Cidades em janeiro, deps no Ministrio Pblico estadual e disse no ter tido nenhuma participao nas irregularidades. Assinou documentos orientado pela assessoria jurdica da pasta que dirige. Esse episdio tem sido usado nos bastidores para desgastar a pr-candidatura de Camilo dentro do PT. Porm, independente desses fatos, Luizianne Lins veta o nome de Camilo que continua sendo end ossado pelo governador Cid Gomes.

    Disse me disse...

    Deputado Jos Guimares procura uma explicao convincente para o gesto da renncia de Coutinho Junior, e no consegue achar, muito menos compreender a ausncia do PT nas eleies complementares de Jardim.

    Deputado Raimundo Macedo suspendeu sua agenda poltica para dar total ateno a sua esposa, Maricele Macedo, que permanece em tratamento mdico em So Paulo.

    Desculpe a ignorncia, os quatro vereadores de Juazeiro do Norte acreditam que vo conseguir se livrar das garras do Ministrio Pblico do Cear?

    Empreendimento na

    Lagoa Seca

    ltimas Unidades!

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    Secretria Liduina Alves de Andrade

    Vice-prefeito Raimundo Bezerra Filho e sua esposa Daniele, ao lado de Samuel e Mnica Araripe

    Liduina Alves e seu esposo Jos Bezerra, ladeada dos filhos Rodolfo e Rodrigo

    Composio da Mesa do evento que concedeu o Ttulo de Cidadania Cratense a Liduina Alves

    Liduina Alves recebe o ttulo de cidadania das mos do prefeito Samuel Araripe, da primeira dama Mnica Araripe e da vereadora Mara Guedes

    A secretria mu-nicipal de Assistncia Social, professora Lidui-na Alves de Andrade recebeu Ttulo de Cida-dania Cratense, em con-siderao aos relevantes servios prestados ao municpio e a comunida-de. O autor do projeto de resoluo foi o vereador Francisco Helder de Oli-veira Frana (PSDB), cuja sesso foi presidida por Antnio Apolinrio Neto (PMDB), no Teatro Salvia-no Arraes.

    TTULO DE CIDADANIA

    mais seis creches. Tambm almejamos professores qua-lificados e obstinados edu-cao. Com essas palavras, Santana desmente a especu-lao de que Jos de Amlia fora cotado ao cargo de secre-trio, no intuito de revigorar a aliana poltica nesse pero-do pr-eleitoral. Atualmente, a professora Snia Luz est frente da pasta da educao.

    O prefeito fez meno greve dos servidores pbli-cos, que foi declarada ilegal nesta sexta-feira dia 5, pelo Tribunal de Justia do Cear. O sindicato intransigente, trata-se de uma greve pol-tica que no h negociao. Ns j oferecemos o melhor salrio do Estado, h pro-fessores que ganham at R$ 4 mil. Estamos no limite dos nossos gastos.

    O procurador do Mu-nicpio, Luciano Daniel infor-mou sobre a Tutela Antecipa-da na Ao Declaratria de Ilegalidade da Greve dos ser-vidores pblicos municipais de Juazeiro. No despacho, o desembargador, alm de considerar a greve ilegal, ad-vertiu ao Sindicato dos Ser-vidores de Juazeiro do Norte (Sisejun) de que o no retor-no dos profissionais de sade e do magistrio as atividades normais, em 24 horas, impli-car em multa diria de R$ 1.000.

  • REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO 20114Cidades

    MOTOTAXISTAS

    Yaan Neponucena

    Duas empresas esto realizando pesqui-sas no Cariri sobre a potencialidade dos ventos e o desenvolvimento de energia elica na Chapada do Araripe, principalmente entre os municpios de Crato e Ara-ripina - Pernambuco. A Ecopart e a Casa dos Ventos, que se ins-talaram na regio desde 2009, participaro, entre os prximos dias 17 e 20 de agosto, de um leilo promovido pelo Gover-no Federal, atravs da Cmara de Comercializao de Energia Eltrica (CCEE), para a compra de energia elica.

    As duas empresas j es-to efetuando, com os donos de terras da regio, os contratos de locao dos terrenos para a possvel instalao dos aero-geradores, instrumentos que convertem a energia elica em

    energia eltrica. Nos 43 mil hectares da

    Floresta Nacional do Araripe (Flona), h boas possibilidades de aproveitamento dos ventos, mas na rea no permitida a instalao dos aerogeradores

    no solo. Mesmo assim, para o presidente da Agncia de De-senvolvimento do Cear, Zuza de Oliveira, Com certeza, o Cariri vai encontrar os mapas dos ventos. Essas indstrias iro gerar mais riqueza para os

    agricultores e o Estado ir for-talecer a produo de energia limpa, afirma em relao ao territrio onde as pesquisas fo-ram liberadas.

    As empresas que estu-dam os ventos consideram os

    potenciais de 25 a 35% baixos, de 35 a 40% bons e de 45 a 50% timo. Em uma faixa de 200 metros, entre os municpios de Misso Velha e Crato, margean-do o talhado da serra, possvel que o potencial energtico che-gue a 45%.

    Segundo o supervisor de prospeco, Francisco Sobral, se forem considerados os pa-dres de potenciais europeus, a regio do Cariri est em uma situao muito boa. Os inves-tidores querem sempre um per-centual maior. A regio oferece boas possibilidades. Essa uma oportunidade de renda fixa para os proprietrios de terras durante 30 anos, revela.

    Aps o leilo, as empre-sas ganhadoras tero as infor-maes de quantos aerogerado-res sero instalados e quantos megawatts sero produzidos. A escolha dos equipamentos ir depender do potencial encon-trado. Em todo o Estado do Ce-ar, existem 17 parques elicos que, permanentemente, produ-zem 519 megawatts.

    Desde a dcada de 90, o Cear investe em programas de energia renovvel, e como for-ma de estmulo para as inds-trias, o Estado criou o Fundo de Incentivo Energia Solar (Fies). De acordo com Zuza de Olivei-ra, os incentivos tem atrado di-versos investimentos.

    EDITAL DE CITAO PRAZO 20 (VINTE) DIAS. Processo n 576.01.2005.084327-6/000000-000 Ordem n 3866/2005. O (a) Doutor(a) JAIME SILVA TRINDADE, MM. Juiz(a) de Direito Titular da 6 Vara Cvel da Comarca de So Jos do Rio Preto-SP, na forma da lei... FAZ SABER a M C A SILVA ME, CNPJ 044769790001-20 e MICHELLE CRISTIANE DE ALMEIDA SILVA, RG. 12.627.045-3, CPF 087.886.747-38, que lhe foi proposta uma ao de Procedimento Sumrio (em geral), Processo n 576.01.2005.084327-6/000000-000, Ordem n 3866/2005, em trmite pela 6 Vara Cvel da Comarca de So Jos do Rio Preto- SP, requerida por TARRAF ADMINISTRADORA DE CONSRCIOS S/C LTDA, constando da inicial que o(a) autor(a) requereu condenao das requeridas para que paguem a quantia de R$ 93.698,53, valor atualizado at Outubro de 2005, acrescido nus sucumbenciais, referente a dbito remanescente oriundo de consrcio de veculo junto requerente, cota n 046. Foi requerida a citao dos requeridos, mas, constando nos autos que a requerida M C A SILVA ME e MICHELLE CRISTIANE DE ALMEIDA SILVA se encontram em lugar incerto e no sabido, expediu-se o presente, com prazo de 20 (vinte) dias, para cita-los da ao que lhes movida. Dessa forma, ficam M C A SILVA ME e MICHELLE CRISTIANE DE ALMEIDA SILVA, devidamente CITADAS dos termos da presente ao, podendo apresentar contestao presente ao, no prazo de 15 (quinze) dias. Ficam os interessados advertidos de que, no sendo contestada a ao no prazo de 15 dias, presumir-se-o aceitos pelo mesmo como verdadeiros, os fatos alegados pelo requerente, nos termos do artigo 285, 2 parte, do Cdigo de Processo Civil, e que, o prazo mencionado ter incio quando findar o prazo do presente edital, o qual comear a fluir da primeira publicao do mesmo, tudo de conformidade com o despacho do ter seguinte: Defere-se a citao por edital com prazo de 20 (vinte) dias. Expea-se o instrumental necessrio, devendo a autora providenciar as devidas publicaes em jornal local e o recolhimento da taxa devida para publicao na imprensa oficial. Int. NADA MAIS. Dado e passado nesta cidade e comarca de So Jos do Rio Preto, 07 de abril de 2011. Eu, (Anglica Farias Marini Moreira), Escrevente, digitei. Eu, (Paulo Csar do Carmo), Diretor, subscrevi. JAIME SILVA TRINDADE Juiz(a) de Direito.

    Mirelly Morais

    A primeira coisa a regulamentao, para depois se exigir a realizao do cur-so especializado obrigatrio para os mototaxistas, ques-tiona a presidente do Sindica-to dos mototaxistas do Crato (Sindimoto), Ftima Canejo, contestando os entraves na regulamentao da profisso de mototaxistas no municpio do Crato, que de acordo com ela j deveria ter acontecido desde a aprovao da Lei, em junho de 2010.

    O primeiro passo, se-gundo Ftima, seria a ampla discusso com a categoria, onde se apresentaria a Lei que reconhece o servio de moto-taxista como profisso, e de-cidiria da melhor forma. Ela explica que a padronizao foi proposta pela associao, sem a devida discusso com os mototaxistas. As coisas foram feitas aleatoriamente,

    alguns pintaram as motos de amarelo e outros no quise-ram, comenta.

    O Sindicato defende a realizao de uma audincia

    pblica com todos os segmen-tos interessados para discutir o assunto. Alm de propor algumas emendas na Lei mu-nicipal. Essa Lei deve ser

    apresentada e discutida com os mototaxistas que em sua maioria a desconhece. Alm disso, afirma que lutaro pela gratuidade dos cursos, o que

    fica impossibilitado sem a de-vida regularizao.

    O Crato tem atualmen-te cerca de trs mil mototaxis-tas. Com a regulamentao, esse nmero deve cair bastan-te. O sindimotos defende 1500 vagas, somente para aqueles que se enquadram nas exign-cias de Lei.

    O procurador do muni-cpio do Crato, Ernani Brigido Neto garante que a resoluo 350 do Conselho Nacional de Trnsito convalida ao Detran, nos Estados, a credencial para promover o curso junto com instituies pblicas ou priva-das e afirma que o Crato parte na frente em termos de regu-lamentao legal da profisso de mototaxista.

    Demora dos CursosO gerente do ncleo

    de processos de transporte do Cear, Daniel Sousa Paiva, ex-plica a demora na realizao do curso, que ter durao de 30 horas/aula. Segundo ele, o

    Servio Social do Transporte e o Servio Nacional de Apren-dizagem do Transporte SEST/SENAT, que so entidades prestadoras de servios para o Governo Federal, querem exclusividade no monitora-mento do curso, diferente do que diz a resoluo 350 do Conselho Nacional de Trnsi-to (Contran), que manda que o curso seja realizado pelos Detrans, em parceria com ins-tituies ou rgos de trnsito dos municpios.

    Est sendo feita uma consulta ao Contran e aos de-mais rgos nacionais de trn-sito do pas, para que sejam dirimidas todas as dvidas e assim, o curso seja promovido com absoluta lisura e transpa-rncia. Uma reunio com os representantes cratenses foi marcada para o prximo dia 23, na sede da superintendn-cia do Detran, em Fortaleza, quando ter uma posio de-finitiva sobre o assunto.

    Sindicato contesta exigncia de curso antes da regulamentao

    Joo Carlos Barbosa

    A Avenida Prefeito Ailton Gomes, no Bairro Pi-raj, ter um novo retorno para melhorar as condies de trfego no local, que est

    sendo implantado nas pro-ximidades das confluncias com as Ruas Nossa Senhora do Carmo (acesso aos Fran-ciscanos) e Nossa Senhora De Lourdes (acesso ao Santa Teresa). O objetivo aten-der uma solicitao antiga

    dos motoristas e motoquei-ros que trafegam no setor diariamente, e isso s pos-svel com novos retornos, obedecendo s exigncias tcnicas do sistema de en-genharia de trnsito e com a devida e necessria sinaliza-

    o, comentou o Secretrio de Segurana do Municpio, Cludio Luz.

    O comerciante Fran-cisco Valdetrio Flix, resi-dente na Rua So Bento, bair-ro Franciscanos, aprovou a implantao. O Demutran (Departamento Municipal de Trnsito) est certo em disciplinar o retorno de car-ros nesse trecho. Antes, era uma loucura, com retorno errado dos dois lados da Ailton Gomes. Agora, com certeza, no teremos mais engarrafamentos e muito menos carros estacionados erradamente, como a gente sempre via, disse.

    O novo retorno da Ailton Gomes obedece ao mesmo padro dos implan-tados na Avenida Padre C-cero, nas confluncias com as Ruas Joo Ferreira Lus-tosa (acesso ao bairro Santa Teresa) e Ladislau Arruda Campos (acesso ao Parque Antnio Vieira).

    Avenida Ailton Gomes ganha novo retorno

    n Mototaxistas do Crato ainda no esto padronizados

    n Novo retorno vai desfogar o trnsito e possibilitar maior segurana aos motoristas

    CHAPADA DO ARARIPE

    Energia elica pode ser realidade no Cariri

    Foto: Joo Carlos

    n Potencial elico num trecho de 200 metros, entre os municpios de Misso Velha e Crato, pode ser de 45%

    Alguns benefcios da produo de energia elica para a regio

    - Potencializao da transmisso de energia- Acaba com as quedas de tenses - Gera renda atravs do recolhimento de impostos - Cria empregos diretos e indiretos

  • Maria Assuno Gonalves nasceu em Juazeiro do Norte, no dia 1 de junho de 1916, filha de Francisco Gonalves de Menezes e Isabel Telles de Menezes e, segundo reportagem de Nina Luiza Carvalho, pu-blicada aqui mesmo, no Jornal do Cariri, ela mesma gosta de mencionar, que sua famlia saiu dos troncos e razes de Joazeiro e pertence a 13 gerao de Caramuru.

    Segundo o site http://oberronet.blogspot.com/2011/06/95-anos-de-d-assuncao-goncalves.html, basea-do no livro Mulheres do Cariri, de Raimundo Arajo e pos-tado por Luis Andr Bezerra, Assuno Gonalves teve cinco irmos: Pedro, Joaquim, Joo, Jos e Maria Gonalves, todos j falecidos.

    Voltando aos dados levantados por Nina Luiza, o pai era fumeiro e curtia os rolos de fumo dentro de casa, o que acabou intoxicando toda fam-lia. Diante da situao, o tio e padri-nho, Jos Xavier de Oliveira, muito amigo do Padre Ccero, aconselhou a famlia a batiz-la com Padre Ccero. O problema que, quando ela nasceu o Padre j no podia mais celebrar por causa da proibio da igreja, em-bora continuasse com seus sermes em casa.

    Mesmo assim, ela acabou sendo batizada por ele, embora a uno tenha sido feita pelo vigrio Esmeraldo, em 1917. Apesar disso, ela atribui ao batismo feito por Padre Ccero, o milagre de ter so-brevivido.

    Segundo o escritor Raimundo Ara-jo, ela iniciou os estudos em 1923, com a professora Argentina de Tal e a tabuada aprendeu com o motorista Pedro Vicente que, na poca, morava na casa dela, no Stio Logradouro. Em 1924, estudou com Dona Adelaide de Sousa e Melo e at 1928, no Ex-ternato Santa Terezinha, cujas mestras eram Stela Pita e Maria Gonalves da Rocha Leal. Em 1929, fez o 4 ano primrio no Grupo Esco-lar Padre Ccero, com a professora Amlia Xa-vier de Oliveira, que seria sua prima, e o famoso exame de admisso no ano de 1930, no Colgio Santa Terezinha, do Crato.

    Moa de vida simples, ficou rf muito cedo e, de acor-do com relato de Nina Carvalho, teria ido morar com uma das trabalhadoras que cuidava da casa, dona Zifinha. Mas sempre teve o apoio do seu tio Jos Xavier, tendo em Amlia Xavier, um cone de mulher. Declara que ela foi mais que prima: foi irm e me. Precisando trabalhar desde cedo, acabou por des-cobrir um talento especial para as artes e para o Magistrio.

    Comeou, ento, a ensinar de tudo um pouco. Do canto renda de bilro, passando pelos trabalhos manuais com reta-lhos e bordados e chegando pintura, ao portugus e lite-ratura. E foi esse talento multifacetado acabou conquistando mais e mais alunos.

    Apesar de autodidata na pintura, a convivncia inicial com pincis e telas teve a ajuda de Amlia Xavier, que a orien-tou com as aquarelas. Mas, depois, trilhando o seu prprio caminho, Assuno Gonalves optou pelo leo sobre tela. E dela o quadro mais conhecido retratando o Juazeiro antigo.

    Dada a longevidade, Assuno Gonalves uma das poucas pessoas ainda vivas que tiveram o privilgio de con-viver com o padre Ccero e acompanhar, de perto, o seu dia a dia. Afilhada do padre lia para ele as oraes e a bblia, o que considerava um privilgio. Ele adorava crianas, era muito atencioso e simptico. Contava histrias, geralmente, sobre as coisas do evangelho, tentava sempre deixar coisas nas cabeas das pessoas que falavam de nosso Senhor, relembra.

    No texto A Gastronomia de Padre Ccero Romo Ba-tista, de Norman e Cristiana Goldie, publicado no site http://www.abaga.com.br/modules.php?name=Sections&sop=viewarticle&artid=590, Assuno Gonalves conta que Padre C-cero, entregava aos pobres as doaes em dinheiro recebidas. Certa vez, um romeiro de muitas posses entregou varias libras

    esterlinas de ouro ao Padrinho Ccero. Neste momento, entra-va desesperada uma mulher que havia perdido tudo, inclusive sua casa. Ccero, bastante piedoso, apanhando um punhado de moedas, junto, entregou uma libra de ouro. A peregrina alm de reconstruir sua casa, dedicou sua vida s causas do Padri-nho. Vida voltada gratido como prova de sua grande devo-o e agradecimento.

    H no texto, ainda, outra citao sobre Assuno Gon-alves. Dona Assuno Gonalves, muitas vezes quando vol-tava do colgio com a sua saia bataclan, dezenas de romeiros depositavam entre as pregas do uniforme escolar, donativos que imediatamente eram passados Beata Mocinha para comprar os mantimentos necessrios para alimentar o povo. Quanto mais dinheiro o Padre Ccero recebia, mais farto era o alimento para os fiis. Era uma festa.

    Mais frente, o mesmo texto trs outra referncia Dona Assuno: Padre Ccero adorava conversar, sua cultura era intensa, alm disso, tinha um hobbie preferido que era o de inventar sempre criando novas receitas. Raridades guardadas a sete chaves por Dona Assuno Gonalves.

    Um captulo parte nas recorda-es de Assuno Gonalves foi a mor-te de Padre Ccero, em 1924. Segundo o site http://www.cariri-

    noticia.com.br/2011/05/crato-ce-historia-oral--memorias-que-nao--se-apagam.html, Ela lembra que a morte do sacerdote j era esperada devido ao seu estado de sade. Doutor Mozar j tinha desenganado. E todos os mdi-cos que estavam na cabeceira dele di-ziam que ele tinha poucas horas de vida. s 22 horas, meu pai mandou me chamar. s 5 horas, acordei com o badalar

    dos sinos anunciando a morte dele. Sa pra l, fiquei l o dia todo, conta. Ela recorda, ainda que, depois de morto, o Padre Ccero foi colocado num caixo, em p, na janela de sua casa, na Rua So Jos. Num determinado mo-mento, a mo dele se mexeu. A multido pensou que ele tinha ressuscitado.

    Testemunha de vrios outros acontecimentos impor-tantes da Histria do Cariri, ela narra como foi o pedido de apoio feito a Padre Ccero para a criao da Escola Normal Rural de Juazeiro. Padre Ccero foi um grande incentivador da educao em Juazeiro do Norte. E disso eu sou testemunha presencial. Ainda permanece em minha memria o dia em que uma Comisso formada por Amlia Xavier de Oliveira, Elias Rodrigues Sobral, Maria Menezes e eu estivemos na casa dele para pedir seu apoio para fundao da Escola Normal. Quan-do Amlia lhe explicou que a Escola seria destinada formao de professoras rurais e usaria uma metodologia de ensino ino-vadora, ele, j muito velhinho (poucos dias depois morreria) fez questo de ressaltar a importncia da nossa Escola Normal dizendo que ela era justamente a escola que Juazeiro preci-sava. Quando pedimos para ele colaborar, comprando aes daquele ousado empreendimento educacional, no se fez de rogado, comprou e pagou na hora duas aes no valor de 500 mil reais cada, mas pediu que as aes ficassem nos nomes de suas pupilas Generosa Alencar e Antnia Vieira. Padre Ccero ainda teve o prazer de ver inaugurada a Escola Normal que ele ajudou a fundar. A Escola foi oficialmente instalada no dia 13 de junho de 1934 e um ms e sete dias depois, no dia 20 de julho, ele morreu. A Escola Normal Rural de Juazeiro, pioneira do ensino ruralista em todo o Brasil, foi o maior marco da his-tria educacional desta cidade. Foi extinta em 1972, mas nunca foi esquecida.

    Ela prpria se formou na Esco-

    la Normal Rural onde, logo depois, comearia a lecionar. Para Assuno Gonalves, o tempo em que foi pro-fessora l foram seus melhores anos de vida. Foi um tempo de muita ativi-dade, que me entreguei inteiramente ao trabalho, que gostava porque tinha conscincia do que estava fazendo. Me sentia a maior, dada a vibrao de minhas alunas com os desenhos que fazia. Em 1954, chegou a substituir a Amlia Xavier na Direo da Escola, quando a prima teve que viajar.

    Em 1970, Assuno Gonalves assumiu a Direo do Gi-nsio Municipal Antnio Xavier de Oliveira, tendo sido funda-dora e primeira diretora daquele conceituado estabelecimento de ensino. Assuno Gonalves foi, tambm, professora de pintura no Ginsio Santa Terezinha e de Desenho no Ginsio Salesiano So Joo Bosco.

    Solteira e sem filhos, passou a vida dedicando alunos e amigos todo o seu amor. E o resultado de tanta dedicao que, at os dias de hoje, ela nunca est s, sempre h amigos que lhe visitam todos os dias.

    Pela sua produo artstica no artesanato (bordado) e nas artes plsticas (pinturas de leo sobre tela), Assuno Gonalves recebeu da Secretaria da Cultura do Estado do Ce-ar (SECULT), em 2007, o ttulo de Tesouro Vivo da Cultura Cearense. Outra homenagem lhe foi prestada pela Companhia Telefnica, ao estampar uma de suas telas em carto telefnico, no final do ano de 1999.

    Em sua homenagem, tambm, foram escritos os livros: Assuno Gonalves, uma grande educadora, de autoria de Maria do Socorro Lucena Lima e Assuno Gonalves, uma vida dedicada arte, de autoria de ris Tavares. Foi homenage-ada, ainda, com o Trofu Sesquicentenrio do Padre Ccero. E, mais recentemente, nos 100 anos de Juazeiro do Norte recebeu, como a primeira professora oficial da cidade, a Medalha Cente-nria de Juazeiro do Norte entregue no Memorial Padre Ccero

    Pir fim, eEm sua homenagem existe, em Juazeiro do Norte, a Creche Professora Maria Assuno Gonalves, e o poeta Espedito Cornlio escreveu o soneto Assuno Gon-alves, transcrito por Raimundo Arajo, em Mulheres de Juazeiro (Biografias), e postado por Lus Andr Bezerra no site http://oberronet.blogspot.com/2011/06/95-anos-de-d--assuncao-goncalves.html

    MARIA ASSUNO GONALVES,

    TESTEMUNHA DA HISTRIA DE JUAZEIROEla guarda na memria quase centenria, fatos e personagens que marcaram o dia a dia da Regio. Professora e artista

    plstica, Maria Assuno Gonalves s cinco anos mais nova que Juazeiro do Norte e, em comum, ela e a cidade natal conservam o amor a Padre Ccero e sua gente.

    http://oberronet.blogspot.com/2011/06/95-anos-de-d-assuncao-goncalves.htmlhttp://www.jornaldocariri.com.br/site/ver_noticia.asp?cod=1427http://www.caririnoticia.com.br/2011/05/crato-ce-historia-oral-memorias-que-nao-se--apagam.htmlhttp://historiadejuazeiro.blogspot.com/2011/05/padre-cicero-e-escola-normal-por.htmlCrato-CE: HISTRIA ORAL Memrias que no se apagamPor jotalopeshttp://www.abaga.com.br/modules.php?name=Sections&sop=viewarticle&artid=590,Raimundo Arajo, em Mulheres de Juazeiro (Biografias), Grfica e Editora Royal, 2004.http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1007178

    PESQUISA:

    5REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO DE 2011Grandes Nomes

    Assuno Gonalves

    Obras-primas oh! Quantas obras-primascriaram os teus dedos geniais!Aquarelas brotavam to opimasque o porvir no ver outra jamais

    Agora, teu pincel, que tanto estimas,repousa sob os olhos glaciaisda velhice, doena... No te oprimascom a dor que vem do cu e tira a paz.

    Tua f de crist incomparvelte vincula ao bom Deus, Deus inefvel,e vivers feliz, Assuno.

    Pintaste o Juazeiro, iluminada,e com a graa de Deus recuperada,pintars o esplendor da Criao!

  • 6 REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO 2011Cidades

    TRFICO

    Chagas Lima

    A Polcia Federal realizou nes-ses sete primeiros meses de 2011, na regio do Cariri, a apreenso de grande quanti-dade de drogas, incluindo maconha e cocana, principalmente, procedentes de outros Estados. Recentemente, fo-ram apreendidos na BR-116, no munic-pio de Milagres, 167 quilos de maconha que vinham sendo conduzidos de So Paulo, em direo Fortaleza. A ope-

    rao teve o apoio da Polcia Militar e da Rodoviria Federal. De acordo com o delegado Alan Robson, nessa mesma rota (So Paulo/Fortaleza) foi apreendi-da mais de uma tonelada de maconha.

    Com relao cocana, somente nos ltimos trs meses, tanto em Jua-

    zeiro do Norte como em Barbalha, Cari-riau e Crato, o delegado informou que foram apreendidas mais de 30 quilos da droga, culminando com a priso de di-versos traficantes. Isso demonstra que o Cariri tem sido usado frequentemente pelos traficantes, tanto para consumo

    Pessoas recebem at R$ 6 mil para transportar drogas ilcitas

    local como para consumo na capital, o que tem surpreen-dido, inclusive, policiais fe-derais que esto aqui desde a inaugurao desta Delegacia em Juazeiro, que foi em 2004, observa.

    Conforme o delegado Alan Robson, as drogas che-gam ao Cariri atravs dos cha-mados avies pessoas que so contratadas e pagas para transport-las. Essas pessoas dizem que recebem entre R$ 2 e R$ 6 mil para transportar maconha, cocana e outros tipos de drogas, do Sudeste para esse mercado consumi-dor do Nordeste, especifica-mente, o Cariri e Fortaleza, afirma, acrescentando que as festividades realizadas nesta regio tem chamado a ateno dos traficantes, em virtude do grande nmero de pessoas cir-culando.

    A gente observa o cres-cimento da populao, dos cursos universitrios, e dessa populao jovem que infeliz-mente consome drogas. O mer-cado ilcito est atento a isso, principalmente, junto s pesso-as com maior poder aquisitivo, porque a cocana muito cara, no uma droga que qualquer pessoa pode comprar. Mesmo o crack, uma droga mais ba-rata, exige consumo constante e, consequentemente, maior despesa. Os traficantes acom-panham esse desenvolvimento econmico regional, se apro-veitando para vender suas dro-gas por aqui, comenta.

    As bocas de fumo

    Conforme o delegado Alan Robson, j foram reali-zadas diversas diligncias em conjunto com a Polcia Mili-tar, utilizando helicptero, em bairros da periferia de Juazeiro do Norte, entre eles, o Joo Ca-bral e na regio chamada faixa de gaza, estourando bocas de fumo. Essa droga comerciali-zada na periferia de Juazeiro mais barata, porque vem de qualquer forma daquela regio de Salgueiro/PE, misturada com outros produtos, sendo vendida nessas bocas de fumo. Tem tambm o crack e o oxi, que so subprodutos da coca-na, que podem ser vendidos na regio por baixo preo, em razo da mistura. Por exem-plo, h poucos dias, junto com quatro quilos de drogas que apreendemos em Caririau, tinha cal virgem, sal e outros produtos misturados para ba-ratear a droga e s assim, ser vendida nesse mercado consu-midor mais pobre, explica.

    O delegado Alan Rob-son ressalta que a populao tem colaborado com a Polcia Federal, fazendo denncias annimas, informando, por exemplo, que tem uma pessoa se comportando de maneira estranha, dentro de nibus querendo olhar a bagagem dela o tempo todo. Motoristas e passageiros podem colaborar ligando para nosso telefone (88) 3311-3232. Funcionamos 24 horas e sempre trabalhamos essas informaes. Sempre que precisamos do deslocamen-to de pessoal, contamos com apoio da Polcia Federal em Fortaleza e de colegas tambm de outros Estados, como Per-nambuco e Paraba, principal-mente, em grandes operaes envolvendo fraudes em licita-es, passaporte de jogadores, entre tantas outras, finalizou.

  • Sociedade em FocoPOR WALESKA MARROCOS waleskamarrocos@jornaldocariri.com.br

    7REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO DE 2011 Social Cultura

    O peridico do Cariri independente

    VOLTA S AULAS

    NOVO VOO

    FETECC CASA NOVA

    TV VERDE VALE

    O presidente do Sindicato das Indstrias de Calados de Juazeiro do Norte (Sindindstria), Antonio Mendona est atento aos preparativos finais da Feira de Tecnologia e Calados do Cear (Fetecc), que vai acontecer entre os dias 17 e 19 deste ms, no Palcio da Microempresa - Sebrae. A 12 edio da Fetecc contar com expositores nacionais e internacionais, dando nfase para a rea de mquinas, componentes e o plo caladista local.

    Dr. Wilton Almeida assumiu a direo geral da TV Verde Vale Cariri. Desejamos muito sucesso nessa nova funo. Temos certeza que ele vai conduzir da melhor forma esse importante veculo da comunicao caririense. O Aeroporto Regional do Cariri vai ganhar

    mais um vo. que a empresa Passaredo comear a operar em Juazeiro no dia 10 de setembro, com vo dirio para Salvador, Vitria da Conquista e Guarulhos. O vo inaugural tem horrio marcado para s 22h40.

    O querido casal Michelle e Marciano abriu as portas de sua casa nova para receber parentes e amigos para um delicioso Ch de Casa Nova. Oportunidade maravilhosa para colocar o papo em dia e curtir esse prncipe lindo, Bernardo, que todos os dias alegra a vida de seus pais. Parabns pela bela recepo!

    As frias acabaram e hora de voltar rotina. Uma grande festa foi o retorno s aulas no Colgio Paraso. Na foto, a turminha do Infantil V com as suas professoras. Tia Darc e a tia Lo recepcionaram as crianas com muita alegria para mais um semestre de descobertas e aventuras.

    Brbara Pereira de Alencar herona nacional brasileiraWilson Rodrigues

    Um projeto de lei, de autoria da deputada federal Ana Arraes (PSB/PE), objetiva inscrever no Livro dos Heris da Ptria, situado no Panteo da Liberdade da Democracia, em Braslia, o nome de Brba-ra Pereira de Alencar. A parla-mentar pernambucana disse que sua propositura tem por finalidade destacar a fantstica odissia de Barbara de Alencar, marcada pelo exemplo de pa-triotismo e valentia que anteci-param a independncia do Bra-sil e a eleva ao mais alto panteo da gloria nacional. O seu nome o segundo do sexo feminino a figurar no Livro dos Heris

    da Ptria, ao lado da enfermeira Anna Nery, o primeiro a ser inscrito no Panteo da Liberdade e da Demo-cracia.

    A de-putada disse que Brbara de Alencar, apesar de ser humilhada, incompreen-dida e presa por deciso das autorida-des, depois que ganhou a liberdade,

    liderou movimento de carter republicano com o objetivo de libertar o Brasil do jugo colonial portugus, e por esta razo, justifica ter o seu nome inscrito no livro dos heris da ptria, ao lado de outros prceres que tambm lutaram em diferentes momentos histricos pela emanci-pao poltica do Brasil, como Tiradentes, Dom Pedro I, Jos Bonifcio, Gonalves Ledo, Janu-rio Barbosa, Frei Caneca e tantos outros, con-cluiu a deputada Ana Arraes.

    Brbara de Alen-car nasceu na Fazenda Caiara, no municpio

    pernambucano de Exu e ainda na sua adolescncia veio morar no Crato, onde casou-se com o portugus Jos Gonalves dos Santos. Deu luz a Jos Mar-tiniano de Alencar que, como dicono, no dia 3 de maio de 1817, de batina e roquete, aps a missa, subiu ao plpito da ma-triz de Nossa Senhora da Penha e proclamou a independncia e a repblica do Brasil.

    A ligao com o Cariri

    Como conseqncia pelo que seu filho fez, Barbara de Alencar foi obrigada a fugir para a Paraba onde foi pre-sa e qualificada entre os pre-sos Infames Cabeas, que a trouxeram de volta para o

    Cear, ficando em Ic, depois para Fortaleza, Recife, vindo a ser libertada em 1820. Faleceu na fazenda Touro, no Piau, de sua propriedade, no dia 28 de agosto de 1823. Seus restos mortais esto sepultados na igreja de Quixariu, distrito de Campos Sales.

    O ex-presidente da Fun-dao J. de Figueiredo Filho e hoje vereador, George Macrio de Brito lamenta o fato da gran-de maioria da populao cra-tense no conhecer a histria de Barbara de Alencar e disse que a iniciativa da deputada Ana Arraes pode sensibilizar nos-sos teatrlogos, historiadores, pesquisadores e grupos artsti-cos a escreverem e representa-rem mais sobre Dona Barbara, concluiu George.

    CULTURA

    Rua Senador Pompeu, N 429 - Centro - Crato-CEFone/Fax (88) 3523 1080

    ALFARMA, a primeira farmcia de manipulao genuinamente Cratense.Diretora TcnicaDr Fabiana Pereira Rodovalho Alencar Gomes

    Yaan Neponucena

    Aos 13 anos de idade, a sanfoneira Maria Luiza est escrevendo seu nome entre os grandes forrozeiros do Cari-ri. A artista j fez shows com cantores consagrados, como Fbio Carneirinho, Flvio Leandro, Luiz Fide-lis, Hermano Morais e Cicel. Atravs dos instrumentos musicais do pai, Maria Luiza

    foi tomando gosto pela msi-ca, aprendeu a tocar teclado, piano, cavaquinho e agora se firma como sanfoneira.

    Para ela, a msica um dom que no vem de herana. A garota iniciou sua carreira h seis anos como tecladis-ta e fazia apresentaes nas igrejas de Juazeiro. Com os ensinamentos do pai, Antonio Ferreira, ela interessou-se pela sanfona. Porm, em sua casa

    s havia um instrumento de 80 baixos, muito grande e pe-sado para a pequena menina.

    Vendo o esforo da filha em aprender a tocar, Antonio se desfez da antiga sanfona trocando-a por uma reduzida. Mas, logo foi pre-ciso comprar outra, aquela j havia ficado inadequada para o desenvolvimento da artista, que hoje arranca sons de uma 80 baixos com menor peso.

    Apesar do talento ar-tstico, Maria Luiza enfrenta o preconceito machista do uni-verso do forr. O diferencial de idade e gnero acaba sendo visto com incredulidade. Se-gundo ela, esse o principal empecilho de sua carreira. As pessoas no acreditam que sou eu quem toca, mas isso me faz sentir mais vontade de mostrar meu trabalho. Depois que essas pessoas me vem

    tocar, elas me parabenizam e isso gratificante, conta.

    Agora com um DVD, que ser lanado brevemen-te, Maria Luiza confirma sua habilidade com a sanfona. Sua prxima apresentao acon-tecer no prximo dia 21, em Caririau. O primeiro traba-lho da artista traz 16 compo-sies do autentico forr p de serra. Ela espera conquistar o reconhecimento do pblico.

    Menina de 13 anos vence preconceito e torna-se sanfoneira

    n Fisionomia imaginria de Brbara de Alencar. Obra do artistas Ernane Pereira

  • COPA FARES LOPES

    A Copa Fares Lopes, para o futebol cearense, o caminho mais curto para a Copa do Brasil, pois o campeo ganha a segunda vaga, j que a primeira do Cear, que conquistou o certame cearense. O Horizonte sabe o valor da Copa Fares Lopes, foi atravs dessa conquista que o torcedor pode ver o Flamengo, com Ronaldinho e Cia, no terreiro de casa.

    PRIMEIRA PEDRA s vezes, as equipes

    tem uma sequncia de vitrias e de repente tomam uma goleada. Quem no lembra do time do So Paulo, depois de cinco conquistas seguidas, tomou uma sonora goleada de 5 a 0 para o Corinthians. O Cear, depois de viver um momento de estabilidade, provou do mesmo veneno do timo. Foi massacrado pelo Fluminense, por 4 a 0. Atire a primeira pedra o time que no sabe o significado do impondervel.

    S VEZES ACONTECE

    O excesso de confiana sempre atrapalha o desenrolar de uma partida de futebol. Na srie D, o Guarani obteve dois bons resultados. Na estria, venceu fcil o Santa Cruz (RN) por 3 a 0 e conseguiu segurar o 0 a 0 contra o Santa, no Arruda. O torcedor leonino estava confiante em mais um resultado positivo contra o Alecrim, mas teve que engolir a derrota de 1 a 0. O time norte-riograndense jogou boa parte da partida com 10 homens. Dez ganhar de onze, s vezes acontece!

    8 REGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO DE 2011Esporte

    ECOBIKERS

    O ciclismo em defesa do meio ambienteMirelly Morais

    Usamos o ciclis-mo na defesa do meio am-biente, de-clara Ernesto Rocha, do grupo de competidores cearenses do Moutain Bike. Ele conta que o grupo surgiu em 96 e s pas-sou a competir em 98, quando foi fundada a equipe do Eco-Bikers. Em seguida, vieram as participaes em algumas pro-vas. Parte do grupo de ciclistas formada por caririenses. Os atletas desta regio devem par-ticipar, no prximo dia 21, da competio Pedal na Caatinga, em Ouricuri, Pernambuco.

    Para o juazeirense Thia-go Gomes, que pedala h trs

    anos e treina dia sim, dia no para a competio, percor-rendo 140, 160 e at 200 Km por dia, a diverso e o encon-tro com os amigos ainda a principal motivao. Vamos a Ouricuri representar a cida-de na competio, mas o mais importante a sade e a di-verso, afirma

    Sonistenes Campelo, que tambm vai ao municpio pernambucano, h seis meses participa das trilhas e leva a famlia toda, esposa e trs filhos. A maior motivao a sade, alm do convvio com os amigos. O ciclismo est crescendo bastante no Cariri e para os que querem iniciar, s nos procurarem que daremos o maior apoio, advertiu.

    O meio ambienteErnesto conta que o

    grupo Ecobikers surgiu com a preocupao da preservao do meio ambiente. No incio, quando andvamos na Cha-pada do Araripe, percebamos que as pessoas usavam o local, mas no cuidavam. Muitos su-biam pra caminhar, jogar fute-bol e deixavam o lixo. As con-seqncias disso so as piores possveis, lamenta. Ento, se-gundo ele, resolveram formar um grupo que levasse uma mensagem de preservao para os usurios da Chapada. Porm, a turma de praticantes foi crescendo e se tornou com-petitiva.

    Os equipamentos As bicicletas usadas pe-

    Cargas e Encomendas Urgentes para o Serto Central, Cariri, Baixo Cariri e Chapada do Araripe, DIARIAMENTE. Filiais: Quixad, Quixeramobim, Senador Pompeu, Mombaa, Acopiara, Iguatu, Vrzea-Alegre e Juazeiro do Norte.

    www.birdexpress.com.br

    Fortaleza-CE 85.3295.7878

    Avenida Padre Ccero, 2200 Galpoes 4 e 5 - Triangulo

    Juazeiro do Norte-CE 88.3512.7164 / 3512.8980

    CCERO NICSSIOTOQUE DE PRIMEIRA

    SINDROME

    O Icasa j estava se aproximando da sndrome do curral, vencia fora e perdia em casa. A vitria de 2 a 0 contra o Bragantino, trouxe de volta a confiana. Vamos aguardar o jogo contra o Guarani de Campinas, no prximo dia 12. O verdo tem tudo para dar um salto na tabela e fugir, por completo, da famigerada zona do rebaixamento.

    los ciclistas so diferenciadas e importadas dos Estados Uni-dos e da Europa, mas por con-ta do crescimento do esporte j possvel encontrar equipa-mentos e peas para este tipo de bicicleta na regio. O que se torna mais um atrativo para atrair adeptos do ciclismo de moutain bike.

    Os ttulosEm 99, o Eco Bikers

    participou do Campeonato Cearense de Mountain Bike, onde foram tricampees. Do campeonato Norte-Nordeste j so bicampees. Ernesto expli-ca que o grupo o mais antigo ainda em atuao e que no co-meo eram apenas poucos pra-ticantes, mas hoje possui mais de mil associados.

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