Jornal do Cariri - Edição 2494

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Edio do Jornal do Cariri - Semana de 09 a14 de agosto de 2011

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<ul><li><p>ENERGIA</p><p>O peridico do Cariri independente</p><p>Potencial elico chega a 45% na Chapada do Araripe</p><p>Sindimotos cobra regulamentao </p><p>MOTOTAXISTAS</p><p>7 4</p><p>4</p><p>GRANDES NOMES</p><p>Maria Assuno, testemunha dahistria de Juazeiro</p><p>REGIO DO CARIRI l DE 09 A 15 DE AGOSTO DE 2011 l ANO XIII l NMERO 2494 R$ 1,50</p><p>Com grande potencial de aproveitamento dos ventos, a regio do Cariri pode se tornar produtora de energia elica. Entre os municpios de Misso Velha e Crato, numa faixa de 200 metros, o potencial energtico pode chegar a 45%, o que considerado timo pelo critrio das empresas que atuam na rea. Atualmente, duas empresas esto realizando contratos de locao de terrenos para a possvel instalao de aerogeradores na Chapada do Araripe</p><p>Brbara de Alencar deve ter nome no livro dos heris nacionais</p><p>Maria Luiza encara preconceito para tocar sanfona </p><p>CULTURA POLTICA</p><p>EDUCAO</p><p>ASILOS</p><p>DROGAS</p><p>MOUNTAIN BIKE</p><p>Trfico surpreende policiais federais</p><p>Cmara permanece alvo de polmicas </p><p>Santana nega nomeao de Z de Amlia para Secretaria</p><p>Defensoria Pblica constata idosos sem documentao</p><p>Das trilhas ecolgicass competies </p><p>Com a grande quantidade de drogas apreendidas nos ltimos sete meses na regio, o delegado da Polcia Federal em Juazeiro do Norte, Alan Robson diz que o Cariri tem sido usado frenquentemente pelos traficantes, o que tem surpreendido alguns policiais federais</p><p>Ministrio Pblico est investigando a denncia de improbidade administrativa contra o presidente da Cmara, Jos de Amlia Junior (PSL). Apesar de a denncia ter sido arquivada na ltima sesso (2), da Casa Legislativa, o MP vai investigar a acusao do diretrio municipal do PSB, que delata o presidente por causa de uma possvel fraude na ata da sesso do dia 17 de maio, pela incluso do projeto de permuta de terreno do municpio. Caso Jos de Amlia deixe a presidncia, o vice Gledson Bezerra diz que no assumir o cargo.</p><p>O prefeito Manoel Santana (PT) desmentiu as especulaes sobre a nomeao de Jos de Amlia Junior (PSL), atual presidente da Cmara, ao cargo de secretrio da Educao. Santana tambm fez meno greve dos servidores, considerada ilegal, pelo Tribunal de Justia do Cear, na ltima sexta-feira (5).</p><p>Com o objetivo de verificar as condies do acolhimento de idosos em asilos de Juazeiro do Norte, uma equipe da Defensoria Pblica esteve visitando essas instituies e ouviu reclamaes. As principais dizem respeito a existncia de idosos nos abrigos, sem documentao obrigatria. Segundo os coordenadores e presidentes das casas de acolhimento, as dificuldades aparecem principalmente em caso de falecimento. </p><p>7</p><p>7</p><p>3</p><p>3</p><p>6</p><p>6</p><p>8</p><p>Chapada do Araripe / Foto: Ccero Valrio</p><p>Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura</p><p>Dia 09, tera-feira.ARTES VISUAIS15h00 - O cina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.Dia 10, quarta-feira.ARTES VISUAIS15h00 - Oficina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.ARTES CNICAS</p><p>19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE.Dia 11, quinta-feira.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE. Dia 12, sexta-feira.NOVAS IDEIASLocal: Nova Olinda-CE.</p><p>13h00 - Rumo aos Museus -Visita Fundao Casa Grande -Memorial do Homem Kariri.ARTES VISUAIS15h00 - O cina de Lambe-Lambe -O Meu Papel.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em cena - Fortaleza-CE.</p><p>Dia 13, sbado.ATIVIDADES INFANTIS15h00 - Teatro Infantil - Bl - GrupoPantin de Teatro - Boa Viagem-CE.ARTES CNICAS19h30 - Cordis e Outros Poemas -Grupo em Cena - Fortaleza-CE. Dia 14, domingo.ARTE RETIRANTE</p><p>Local: Teatro Gov. Miguel Arraes -Araripe-CE.19h00 - Literatura em Revista - Valei-me -Ramon Erico - Juazeiro do Norte-CE.</p><p>Dia 15, segunda-feira.Fechado.</p><p>Destaques da programao de 09 a 15 de agosto de 2011.</p><p>n SEGURANA ELETRNICA</p><p>n PORTARIA</p><p>n ZELADORIA</p><p>n TERCEIRIZAO DE SERVIOS</p><p>Travessa Slino Duda, 59 - Bairro Santa Teresa - Juazeiro do Norte - CE</p><p>Pea j seu oramento sem compromisso</p></li><li><p>Editorial2</p><p>OpinioREGIO DO CARIRI(CE), DE 09 A 15 DE AGOSTO 2011</p><p>Exped</p><p>iente</p><p>:</p><p>Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao</p><p>da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda</p><p>CNPJ: 34.957.332/0001-80</p><p>O peridico do Cariri independente</p><p>Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira Diretor de Contedo: Donizete Arruda Diretoria Jurdica: Vicente Aquino Editora Responsvel: Jaqueline Freitas </p><p>Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - Fone (88) 3511.2457Sucursal Fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466Sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF</p><p>Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores</p><p>Conselho Editorial: Geraldo Menezes Barbosa | Francisco Huberto Esmeraldo Cabral | Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho </p><p>Fale conosco Redao w cidades@jornaldocariri.com.br w policia@jornaldocariri.com.br w politica@jornaldocariri.com.br w redacao@jornaldocariri.com.br w sucursalfortaleza@jornaldocariri.com.br Departamento Comercial w comercial@jornaldocariri.com.br | Diretoria w diretoria@jornaldocariri.com.br | Geral w jornaldocariri@jornaldocariri.com.br </p><p>Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor. </p><p>SEXTILHA CARTA</p><p>CADA UM DIZ O QUE QUERCADA UM D O QUE TEMQUEM TEM FLORES D PERFUMEQUEM DO BEM FAZ O BEMSE EU QUERO SER BEM TRATADONO VOU DESTRATAR NINGUM!</p><p>Welington Costa</p><p>J no era sem tempo de implantar os semforos na avenida Padre Ccero, que j foi palco de muitos acidentes, inclusive fatais. O Detran acertou na iniciativa e espero que com isso, os jovens tambm tenham prudncia para evitar que mais desastres aconteam.</p><p>Jlia Mendes, bairro So Jos, Juazeiro </p><p>DROGA DE TRABALHO: ISSO NECESSRIO?</p><p>Comentar sobre o estresse na vida dos profissionais modernos j um tema bastan-te debatido. Contudo, importante destacar que a situao est ficando cada vez mais cati-ca, j que a grande maioria destes profissionais no busca uma alternativa para minimizar os efeitos devastadores que esta situao causa.</p><p>O importante ter foco e o foco, hoje, o resultado, expresso quase sempre em quanti-dade, em grandes volumes. Assim, geralmente, os profissionais para atingi-los possibilitam o esquecimento de alguns fatores importantes como o cuidar do prprio bem-estar manten-do, o equilbrio entre o trabalho e a qualida-de de vida. Esse equilbrio deve existir, afinal, ambos so fundamentais para a sobrevivncia plena da espcie humana.</p><p>Em nome do resultado to almejado, quase sempre, tudo vale a pena. E pena aqui assume o seu real sentido, ou seja, vale a pena-lidade, vale a punio.</p><p>E essa punio pode vir atravs da per-</p><p>misso para o aparecimento de medos, conflitos interpessoais, con-corrncia exacerbada e injusta, falta de controle na execuo das tare-fas, longas jornadas de trabalho, gerando falta de tempo para curtir a famlia,dar um passeio, ir a uma academia, visitar um mdico. Pode ainda vir atravs de ansiedade e de outros meios de presso, ao qual se permitem ser submetidos.</p><p>Entretanto, ser que todos esses esfor-os compensam? Confcio j afirmava que os homens perdem a sade para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para recuper-la. </p><p>As pesquisas comprovam que, princi-palmente nas grandes cidades com o ritmo de vida alucinado e estressante, os profissionais, independentemente do segmento no qual atu-am, com poucas excees, no buscam alguma atividade que possa servir de vlvula de escape. Assim, para suportar a presso procuram ser </p><p>envolver com medicamentos e/ou drogas ilcitas ou lcitas.</p><p>O que surge de novo neste cenrio o tipo de substancia que est sendo consumida por esse p-blico: as drogas ilcitas mais novas, mais fortes e potencialmente mais danosas.</p><p>Enquanto criador da prpria realidade, cada profissional sabe aonde deve ir buscar a alternativa </p><p>saudvel para a sua situao, a sua vlvula de escape. Creiam: elas existem!</p><p>As mentes e os corpos destes pro-fissionais agradecem e claro, os resultados aparecem.</p><p>Odilon MedeirosMestre em Administrao, </p><p>Especialista em Psicologia Organizacional</p><p>A QUESTO DA CENTRALIDADE EM JUAZEIRO DO NORTEBoa parte das cidades brasileiras passou </p><p>por transformaes scio-espaciais significativas a partir da dcada de 1970, principalmente nas questes relativas ao paradigma centro-periferia. Dentre muitos fatores que causaram alteraes surpreendentes no espao nacional est o cres-cimento das cidades mdias brasileiras a partir desse perodo.</p><p>A cidade de Juazeiro do Norte hoje pode ser considerada como uma cidade mdia devido a sua influncia regional exercida dentre de um raio de influncia que abrange cidades de ou-tros estados, como Paraba, Pernambuco e Piau. Mas ela tambm se relaciona em outras escalas espaciais, isto , Juazeiro mantm interaes na escala nacional e na escala internacional, o que faz dela o espao privilegiado para investimentos do capital pblico e privado no Cariri.</p><p>Essa centralidade em carter interurba-no, isto , o poder de concentrao e centraliza-o de capitais, servios, trabalho entre outros, exercendo uma grande fora centrpeta com cidades da rede urbana cearense e at de outros estados, est relacionada com a(s) centralidade(s) intra-urbana, ou seja, a capacidade do espao urbano da cidade de concentrar oferta de servi-os, trabalho, comrcio em determinadas reas da cidade, o que as tornam seletivas para deter-minados grupos sociais.</p><p>O centro principal da cidade apresenta--se ainda como o espao privilegiado das rela-es socioeconmicas, pois concentra a maior parte do comrcio e grande parte dos servios, </p><p>notadamente os de sade, tendo como corredor exemplar a Rua Padre Ccero. J nas periferias, observa-se que desde o final da d-cada de 1980 e 1990 houve uma expanso territorial da cidade em direo Barbalha e Crato, tanto no setor habitacional, predomi-nante no primeiro caso, como no setor de servios, predominante no segundo caso. Isso se refere mudana na lgica da produo do espao ur-bano, passando da cidade com um nico cen-tro para a cidade com vrios centros de menor porte e influncias diversas.</p><p>Poderamos dizer que Juazeiro do Norte hoje se caracteriza como uma cidade poli(multi)cntrica (com vrios centros e vrias centralida-des)? Talvez! Isso ainda cedo, mas a tendncia de produo do espao urbano que se constata atualmente na cidade, tanto pelos agentes eco-nmicos globais (Carrefour, Walmart, conces-sionrias de carros japonesas, s pra ficar em alguns exemplos) como pelo Estado, de uma cidade inserida na lgica da circulao do capital global, onde a insero dos grupos econmicos ligados a atividades tercirias, mas no s, pas-sam a produzir um arranjo espacial diferenciado, com o poder de concentrar comrcio e servios em determinadas reas da cidade.</p><p>Como exemplos, poderamos caracte-rizar inicialmente como novas reas centrais, alm do centro principal, o Piraj (mais ligada s </p><p>classes populares) e a rea onde se localiza o Cariri Shopping e o Hiper-bompreo (mais seletivo). O Ataca-do est no eixo comercial ao longo da av. Padre Ccero e tem tambm um forte poder de concentrao em reas adjacentes, no entanto isso ainda est em curso naquele local. </p><p>Esses processos que rede-finem a centralidade intra-urbana, isto , dentro da cidade, esto pos-</p><p>tos como desafios para o planejamento demo-crtico da cidade, pois pensar a cidade para to-dos exige participao efetiva da sociedade nas decises polticas, uma vez que todos so agen-tes e participam da dinmica scio-espacial da urbe. As polticas pblicas devem ser pensadas em sentido amplo e no apenas de cima para baixo como normalmente acontecem.</p><p>Com isso, poderemos construir uma ci-dade pautada numa sociabilidade diferenciada e em prticas sociais mais solidrias, pautadas na lgica do lugar, do sentimento, da unio e da solidariedade, ao contrrio de uma lgica global, racionalizada e fragmentadora, hierar-quizadora e hierarquizante.</p><p>Cludio Smalley Soares PereiraGraduando do Curso de </p><p>Geografia da URCA</p><p>CONFLITO VERSUS CONFLITOS</p><p>O mundo est bombardeado pelo que se condi-cionou chamar de Conflitos. Ao ob-servar situaes do cotidiano, eles ame-aam a convivncia no ambiente agrrio, educacional, familiar, organizacional, polti-co e religioso. Conflito, segundo o dicionrio, vem a ser o choque de ideias entre pessoas, causando alterao comportamental, desor-dem, tumulto, luta e at mesmo guerra entre naes. Esta ltima deixa marcas negativas no rosto da populao que, nem mesmo o tempo pode apagar a exem-plo: do Iraque e Lbia, regies de intenso conflito com armas, ge-rando mortes de civis inocentes. Partindo desse entendimento, o conflito uma confuso que se d pela combinao de vrios fa-tores que acontece com as pes-soas que se expem e se opem a alguma coisa.</p><p>Para acontecer o conflito, no precisa ser no ms agosto; em qualquer tempo, ele pode ocorrer. Dependendo de onde acontea, veremos uma plateia que ao assistir trama, aposta no insucesso dos outros e at rir das mais diversas situaes conflitu-osas. Estes so os indivduos que do chamada corda, para ver a relao pegar fogo. Ao passo que auxiliar como mediador e criar meios que garantam um ambiente agradvel deveria ser a atitude hu-manamente mais correta. Atitudes (regras) como: respeitar as pessoas; ser disciplinado; saber se comuni-car; ter senso de justia; buscar entender o outrem e ter pacincia evita situaes conflituosas.</p><p>Os conflitos agrrios, mais que notrio, so cometidos desde a poca da colonizao, com excesso de violncia contra (nativos), colonos, Indgenas e fa-mlias Quilombolas. A intimidao e expulso chegam ao ponto que, hoje, lideranas de algumas etnias recebem proteo (escolta) policial da Fora Nacional de Segurana. Este contexto de luta pela posse da terra, no Brasil, tem gerado conse-</p><p>qncias. Sendo que defensores do meio ambiente tem sido vtima, como o serin-gueiro Chico Men-des em dezembro de 1988. Fica evidente que as decises ju-diciais favorveis aos povos de comunida-</p><p>des remanescentes tm causado descontentamento tanto aos grileiros como para os latifundirios da Amaznia e Par. Os conflitos existem, e o Brasil no est livre deles. Por isso, preciso haver um contingente suficiente de bons mediadores (servidores) que, ao lado de instituies fortale-cidas como FUNAI, INCRA, IBAMA e outros organismos, devem estar bem aparelhados para intervir nos momentos de tensos conflitos que, vez por outra, acontecem no campo em disputas pela explora-o ilegal da terra.</p><p>Em se tratando de conflito nas organizaes, especialistas em Gesto do Capital Humano afir-mam que o conflito acontece em decorrncia: da discordncia de ponto de vista; disputa pelo poder, interesse por cargos; algum tipo de discriminao; agresses verbais; fofocas; estresse e outras situaes adversas. Por ocasio de fofocas, levam gestores a cortar a raiz do fuxico, quando no trabalham com boatos, mas sim, com fatos. J por conta das expresses: Se falar alto! Eu falo mais ainda! Se me gritar! Eu grito tambm! Se me pisar! Eu piso tambm! que nascem s reaes, que se tornam o estopim para o surgimento de conflitos. Todavia, no discutir, dar o silncio em resposta a determi-nadas provocaes a m...</p></li></ul>