jornal do cariri - 27 de novembro a 03 de dezembro de 2012

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REGIÃO DO CARIRI l DE 27 DE NOVEMBRO A 03 DE DEZEMBRO DE 2012 l ANO XV l NÚMERO 2562

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  • crato esporte clube

    FMJ sob pedradas

    O peridico do Cariri independente

    Prefeitura Municipal /divulgao

    Arte

    : Eva

    ndo

    Ferre

    ira M

    atia

    s

    heMoce

    Doaes precisam aumentar em 30% no final do ano

    Azulo da Princesa planeja prximatemporada

    8 7

    REGIO DO CARIRI l DE 27 DE NOVEMBRO A 03 DE DEZEMBRO DE 2012 l ANO XV l NMERO 2562 R$ 1,50

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    A crescente violncia no cariri tem como maiores protagonista os jovens entre 16 e 18 anos. a participao deles em crimes graves s aumenta a cada ano, segundo dados das delegacias regionais em Juazeiro e crato, que atendem a maioria dos municpios caririenses. os menores so usados por traficantes para comercializar drogas e praticar atos criminosos. o alto ndice de infraes reacende o debate sobre a reduo da maioridade penal e divide opinies de especialistas e profissionais da rea.

    MENORES INFRATORES

    6

    Lei acaba com terceirizao de mercados pblicos em Juazeiro

    Dobradinha Salviano - Santana faz frente s candidaturas de Mauro Macedo e Geovani Sampaio

    por unanimidade, a Cmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou a criao do Fundo Municipal de Mercados Pblicos, acabando com a terceirizao pela Empresa SR Empreendimentos, que administra os equipamentos. Vereadores acreditam que a empresa vai recorrer na Justia para anulao do projeto de lei enviado pelo Executivo n Mercado do Piraj, na Avenida Ailton Gomes, um dos maiores de Juazeiro 3

    7

    a polcia Militar e a Guarda Municipal de Juazeiro do Norte foram chamadas para conter os nimos de candidatos e pais de estudantes que fariam o vestibular da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte, vinculada a estcio de s, no ltimo domingo, 25. segundo os concorrentes, uma alterao no edital das provas mudou a documentao exigida pela Faculdade. Vidraas e o porto que d acesso instituio foram danificados. a FMJ nega a mudana no edital. o vestibular foi adiado para o dia 20 de janeiro, de acordo com a diretora geral da Faculdade, angela Ginbo.

    Cancelamento de Vestibularda Estcio vira caso de polcia

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    coluNa doNIZete

    Sucesso na presidncia da Cmarado Crato permanece indefinida 3

    poltIca

  • A maioridade penal objeto de grande polmica no Brasil, especialmente com o aumento da violncia urbana, que se deu vertiginosamente a partir dos anos 1980. A idade de 18 anos considerada, por muitas pessoas, como elevada em ex-cesso para cobrir situaes hoje absolutamente comuns de atos infracionais praticados por adolescentes, os quais encontram sancionamento apenas no Estatuto da Criana.

    Em diversos pases do mundo, a maioridade penal bem mais reduzida, em termos etrios, que no Brasil. A maiori-dade penal fixada aos 13 anos na Frana; 14 anos na Itlia; 15 anos na Sucia, Noruega, Dinamarca e Finlndia. Em Portugal, pode-se responder por suas condutas criminais aos 16 anos. A tradio inglesa bem mais severa: aos 10 anos uma crian-a pode ser chamada s barras dos tribunais para se defender de uma denncia do Ministrio Pblico. Nos Estados Unidos, ex-colnia do Reino Unido, tambm existe a tradio de maio-ridade baixa. Com uma diferena: as idades variam de Estado para Estado, ficando entre 6 e 12 anos.

    H, portanto, dois nveis de possibilidades em um pas federativo como o Brasil: maioridade penal com limites me-

    nores que 18 anos e a atribuio a cada Estado-membro da prer-rogativa de estabelecer a idade mnima. Essa ltima hiptese mais difcil de ser implementada, pois exigiria uma mudana na competncia constitucional para se legislar sobre Direito Pe-nal. At mesmo para uma reduo drstica da idade mnima para se responder por crimes, existem alguns juristas que de-fendem a necessidade de emenda constitucional e no apenas a mudana de artigo do Cdigo Penal brasileiro. Essa ltima posio, contudo, no unnime.

    Esse debate j foi levado ao Congresso Nacional. Existe projeto de lei para reduzir a maioridade penal. E essa questo sempre volta s manchetes quando a violncia praticada por menores aumenta. o caso da situao atual no Cariri, como demonstra a reportagem desta semana do JC.

    A violncia no Cariri no novidade alguma. Ela tem aumentado ano aps ano. E concentra-se em reas bem espe-cficas, como a violncia sexual e o homicdio de mulheres, alm do gravssimo problema da criminalidade ligada s drogas. nesse campo que a situao se revela mais grave e merecedora de uma silenciosa e crescente reao popular, que

    se revolta cada dia mais contra a restrio das punies aos infratores menores apenas aos artigos do Estatuto da Criana e do Adolescente.

    Outro aspecto que vem tomando grande vulto a uti-lizao de crianas e adolescentes em aes criminosas e em grupos organizados. Cada vez mais os menores de idade so empregados na infantaria dos bandos e das quadrilhas. So agentes no trfico de drogas e, na maior parte, recebem paga-mento sob a forma de entorpecentes. Outras vezes, os menores so usados para cometer delitos ultraviolentos, como homic-dios e leses corporais, na medida em que no podem passar muito tempo nos sistemas de internao a eles destinados. Exis-te tambm a prtica de atribuir a responsabilidade pelo crime ao menor, quando praticado em grupo. Os verdadeiros autores deixam de ser punidos com a necessria severidade.

    O Cariri precisa examinar essas questes com muito cui-dado. Os deputados federais que representam a regio devem ser chamados a se posicionar sobre o problema. Sempre pen-sando na relao entre pobreza, falta de educao, violncia e a capacidade dos jovens de discernir sobre seus prprios atos.

    VIOlNCIA INFANTO-juVENIl REACENDE POlMICA DA MAIORIDADE PENAl

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 27 DE NOVEMBRO A 03 DE DEZEMBRO DE 2012opinio

    editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    QUEM A PREGUIA CULTIVAOBSCURECE A VISOFAZ NEVE EM TORNO DE SIEMBAANDO A DIREOCABEA DESOCUPADAAS TREVAS INVADIRO!

    Welington Costa

    Li a matria da possvel construo do elevador que vai ligar o Centro ao bairro Seminrio no Crato e achei interessante, tendo em vista j ser uma ideia centenria. Na prtica, o projeto ser til ao moradores do maior bairro da cidade, alm de ser mais um atrativo turstico no Cariri. Esperamos que o prefeito Ronaldo Mattos possa realizar esse sonho da populao cratense.

    Jonas Ramalho

    uM DIA DO ESTuDANTE

    CHARGE

    O FuTEBOl E AS INCERTEZASCerteza demais loucura, se-

    gundo a grande poetisa Adlia Prado. Ao fazer crnica esportiva, diaria-mente, buscamos obsessivamente a certeza das coisas, exatamente num ramo de imponderabilidades no fun-damento de sua prtica: o futebol. Te-nho me repetido exausto ao dizer que essa modalidade esportiva meta-foriza a vida. Por ser um jogo, toca a alma humana. E como toca. Drama, tragdia, baile, combate, paixo, co-micidades. O futebol uma mistura de tudo isso e, por essa razo, alegra, entristece, comove, leva a moment-neas loucuras.

    Os efeitos de uma comoo gerada por certeza demais e da ale-gria produzida por certeza de menos ainda so coisas sentidas fortemente no futebol cearense. Me refiro aos re-sultados de Icasa e Fortaleza dentro do Campeonato Brasileiro da srie C. Mas, a patuleia deseja mesmo pala-vras que tragam uma explicao, no metafsica, para um desfechos toin-certos de hecatombes e glrias.

    Nelson Rodrigues, em crnicas gostosas, atribua vitrias e derrotas do seu Fluminense a fatores sobrena-turais. Por falar no grande Nelson, no poderia ter recebido no seu centenrio um presente melhor que a conquista

    do Campeonato Brasileiro pelo tricolor. O anjo porno-grfico proclamava que a morte no exime ningum de suas paixes e deveres clubsticos. Por isso mesmo, criou dois personagens nas suas crnicas O Sobrenatu-ral de Almeida e o Gravati-nha. O primeiro atrapalhava a vida de todos os clubes e o segundo s agia para ajudar o Fluminense. Nos dias de jogos mais importantes, saiam de seus tmulos para aprontar.

    Mas, o que o torcedor quer sa-ber de explicaes fora da fico. Os senhores sabem que existem jogado-res talhados para decises e que cres-cem. Principalmente, nos clssicos. J outros, amarelam nos momentos cruciais, ao no suportar a carga emo-cional. Apesar de ter alguns jogadores com boa dose de experincia como Geraldo, o Fortaleza tremeu e se der-rotou diante do Oeste de Itpolis. Foi mal e inseguro nos dois jogos e aju-dou o adversrio a tir-lo da Srie B.

    J o Icasa, continua causando sensao pelos resultados que o leva-ram a condio de finalista da srie C contra o mesmo Oeste de Itpolis ape-sar da falta de suporte administrativo.

    Qual seria a razo para justificar esse fenme-no? O cronista responde: o carter dos jogadores. Esses bravos profissio-nais se sentiram desam-parados durante todo o perodo de disputa. A partir da situao crtica que se instalou no clube, criaram a conscincia de

    que somente eles, com