jornal do cariri - 26 de novembro a 02 de dezembro de 2013

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Jornal do Cariri - 26 de novembro a 02 de dezembro de 2013.

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  • De 26 De novembro a 02 De Dezembro De 2013 ano 15 nmero 2615 Preo: r$1,50

    www.jornaldocariri.com.br

    Cmara de Juazeiro campe de inquritos na Polcia Civil

    CASO DE POLCIA

    O ano de 2013 tem sido recheado de tenso, polmica e disputas na Cmara de Juazeiro do Norte. Depois de arquivar seis Comisses Parlamentares de Inqurito (CPI) e ter institudo uma Comisso Processante, a Casa Legislativa , tambm, a campe em inquritos abertos pela Polcia Civil. So quatro na atualidade, sem contar a possvel instaurao de um quinto ainda esta semana. Segundo o delegado regional da Polcia

    Civil, Osmar Berto, falta tempo para tanta investigao. So avaliados os casos dos emprstimos consignados, dos escndalos das vassouras e dos funcionrios fantasmas e da empresa Mltipla Financeira. Nos prximos dias, o vereador Jos de Amlia Jnior (PSL) deve formalizar nova denncia contra Cludio Luz (PT), autor de outras duas acusaes contra o ex-presidente da Casa. POLTICA | Pg. 3

    O peridico do Cariri independente

    BRASIL SEM MISRIA

    Pequenos negcios de famlias carentes incentivadosO escritrio regional da Ematerce j est realizando o cadastro de famlias que vivem a baixo da linha de pobreza e que pretendem ser beneficiadas com o Programa Brasil Sem Misria, do Governo Federal. Sero disponibilizados mais de R$ 12 milhes para estimular pequenos negcios. Cada favorecido tem direito a R$ 2.400,00 para quitar em trs parcelas. No Cariri, mais de nove mil famlias se enquadram no perfil do programa. METROPOLITANA | Pg. 9

    APITO | Pg. 12

    CRIME AMBIENTAL

    Dejetos atingem rea de preservao em BarbalhaNo distrito Caldas, a paralisao de uma obra de esgotamento sanitrio est ocasionando a poluio do manancial do Bom Jesus, que fica na Floresta Nacional do Araripe (Flona). De acordo com o vereador Rildo Teles (PSL), a falta de fiscalizao, por parte dos rgos ambientais, contribuiu para que os moradores interligassem seus esgotos de forma desordenada, ocasionando a contaminao das guas minerais. POLTICA | Pg. 4

    METROPOLITANA | Pg. 10

    reforma na eDucaoProfessores lanam manifesto por mudanas em sala de aulaMETROPOLITANA | Pg. 5

    gua do manancial Bom Jesus consumida por moradores e animais no distrito Caldas, em Barbalha.

    famlias recebero auxlio para atividades envolvendo agricultura e pecuria

    POLTICA | Pg. 4

    granDes nomesmauro sampaio, o mdico que marcou a histria de Juazeiro gRANDES NOMES | Pg. 8

    Serena Morais

    Serena Morais

    culturacariri representado em festivais de dana contempornea

    EPA | Pg. 11

    A segunda fase do Campeonato da Integrao de Juazeiro, que est em sua 9 edio, tem incio esta semana. Times das primeira e segunda diviso do continuidade ao torneio que conta, em sua maioria, com times formados por atletas amadores.

    campeonato de futsal chega fase decisiva

    hANSENASE

    morhan realiza frum para discutir casos em caririau

    PODER LEgISLATIVO

    crato e Juazeiro devem ganhar novas cmaras

    NOVEMBRO AZUL

    campanha mundial chama ateno para sade do homem

    Pacientes diagnosticados com hansenase ainda sofrem com o preconceito. No prximo dia 27 de novembro, o municpio realizar, pela primeira vez, um Frum com o intuito de discutir a doena com a populao e profissionais da sade. O Movimento de Reintegrao das Pessoas Atingidas pela Hansenase (Morhan) estima que 10% da populao local esteja infectada com a hansenase.

    METROPOLITANA | Pg. 10

  • Regio do caRiRi, de 26 de NoVeMBRo a 02 de deZeMBRo de 20132

    DeJetos esto caindo no manancial do Bom Jesus, no caldas, e a lagoa de estabilizao virou um campo de futebol. ANTNIO BATISTA, AgROPECUARISTA

    Opinio

    cartaJuazeiro do Norte se desenvolve, mas o planejamento no tem acompanhado o crescimento da cidade. O resultado da falta de organizao consiste em um crescimento desordenado, visto nas ruas e em demais espaos pblicos do municpio. A populao juazeirense precisa, urgentemente, contar com atualizaes no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), para um planejamento urbano eficaz. Destaco a ltima edio do Jornal do Cariri, que tratou o assunto.

    ALfREDO LIMA, JUAZEIRO DO NORTE

    seXtilHaFALAR MENOS E OUVIR MAIS A MELHOR CONDIOPARA CONSEGUIR OS MEIOSDA PRPRIA RENOVAOQUEM SILENCIA E TRABALHAVENCE QUALQUER PROVAO!

    WELINgTON COSTA

    Diretor-presidente: Donizete ArrudaDiretora de Redao: Jaqueline FreitasDiretoria Jurdica: Vicente AquinoEstagirios: Ingrid Monteiro, Amanda Salustiano , Joaquim JniorDiagramao: Evando F. MatiasFotos: Serena Morais

    Fundada em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao da Editora e Grfica Cearacom LtdaCNPJ: 15.915.244/0001-71

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    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores.

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    a snDrome De aDo

    Palavra de fPr. Jecer goeS

    Tenho queimado meus 100 bilhes de neurnios na tentativa de entender o comportamento da maioria de nossas autoridades pbli-cas (Pblica: Tudo o que se refere ao povo em geral; negcios pblicos, isto , negcios do povo).

    o pas inteiro voltou a sonhar em ter uma justia justa, j que a teo-ria da justia trabalhar com o justo e o injusto, enquanto que o direito trabalha com o ilcito e o lcito. o pas acordou com os olhos brilhando e a alma esperanosa ao ver alguns nomes que, outrora, estiveram en-volvidos em gravaes ilcitas e desvio de dinheiro, serem presos.

    Parece que, agora, a cultura do jeitinho brasileiro comea a ser di-zimada da nossa sociedade. obvio que tudo o que est sendo apre-sentado sociedade apenas uma fagulha, uma cabea de alfinete, ante a estrutura montada em nossa espinha dorsal do servio pblico, permeada pela propina e pelo suborno, onde nada ou quase nada feito sem o efeito do dinheiro, gratificando uma atividade que paga com os nossos impostos.

    chamou-me a ateno uma postagem da presidente Dilma rous-sef: o presidente de um pas tem que zelar e proteger a repblica (Do latim, respublica, isto , coisa que o estado domina, a coisa pblica ad-ministrada pelo estado). Isto nos deixa muito feliz porque a presidente est a dizer que o estado, detentor da coisa pblica, maior que ide-ologia partidria e acima do cidado que anda margem da lei desse estado.

    Assim sendo, independe de credo, cor, etnia, partido, ideologia, etc, a justia brasileira precisa ser dura quando provado que o homem p-blico feriu o interesse pblico e que o verdadeiro homem pblico pre-cisa entender que ele um FUNcIoNrIo do povo, e no patro; ele precisa ser honesto, tico, tratar o dinheiro pblico com lisura e com responsabilidade.

    Nossas leis gerou uma sociedade montada na impunidade, como disse um dos ministros do STF, as leis do nosso pas, precisam com ur-gncia serem revistas; precisamos com urgncia de uma reforma.

    o que mais me chateia ver que ningum nesse pais, quando pego em um ilcito, assume o delito. Na maioria das vezes ele afirma que inocente ou ento acusa um terceiro. A partir da, haja pacincia para que a justia esclarea o crime, ou no assim?

    Ado, um personagem bblico, representa, na teologia judaica, a fonte primria de toda a vida humana. No episdio do jardim do den, ele culpa a mulher que lhe levou ao erro, essa, contaminada por sa-tans, acusa este, num verdadeiro empurra-empurra. Ningum queria assumir a culpa. ora, no o mesmo que ocorre hoje?

    A nossa justia precisa ficar atenta a esse comportamento do delinquente e punir realmente, o culpado, sem parcialidade, j que, ns cidados que pagamos em dia nossos impostos, para manter o estado, estamos punidos, sem sade, sem segurana e sem educao. Assim no d.

    Deus nos guarde!

    CHARGE

    Aqui e acol, escutamos o jargo popular a policia prende, mas a jus-tia solta. A populao menos es-clarecida aponta o Poder Judicirio como o nico responsvel pela impu-nidade verificada no dia a dia, sem se dar conta que aquele Poder tem como funo tpica a aplicao das leis ema-nadas do Poder Legislativo, sendo os membros deste ltimo Poder (Sena-dores e Deputados), os grandes res-ponsveis pela falta de penalizao, vez que aprovam leis benevolentes, vi-sando, qui, serem beneficiados com as mesmas no futuro.

    O Estado j no consegue promo-ver a segurana do cidado. Ademais, para evitar despender dinheiro pbli-co com construo/manuteno de instituies prisionais, promulgam-se leis que, vistas ao microscpio, perce-

    be-se que o intuito liberar o preso, diminuindo a populao carcerria, e, em consequncia, o gasto pblico neste setor. Quem paga o preo a so-ciedade que fica merc da sorte, pois a qualquer momento o cidado pode ser vtima de um criminoso.

    Para proteger o enjaulado existem vrios grupos de direitos humanos. Ora, como falar em direitos huma-nos para pessoas que praticam atos que no tem qualquer liame com uma ao humana? Alega-se o princpio da dignidade da pessoa humana que se encontra inserto na Constituio Federal. No entanto, l tambm est dito que garantida aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no pas a inviolabilidade do direito vida, li-berdade, segurana, entre outros.

    Recentemente, foi realizado pelo Poder Judicirio o intitulado mutiro carcerrio, institudo pelo Conselho Nacional de Justia CNJ, no qual h uma verdadeira liberao em massa. A sociedade, j aflita com o alto ndice de criminalidade, fica atnit