Jornal do Cariri - 2553

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Jornal do Cariri - DE 25 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO DE 2012 l ANO XV l NMERO 2553

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  • As campanhas tendem a ficar mais acirradas com a proximidade do dia das eleies. No Cariri, comeam a surgir denncias, ameaas, boatos e at casos de agresses. O clima vai ficando tenso e os eleitores, todos os dias, se deparam com informaes sobre as condutas de candidatos neste sentido. Em Barbalha e

    Juazeiro, atos violentos j foram denunciados. No Crato, um candidato a vereador sofreu tentativa de homicdio. At um promotor de Justia foi perseguido e pediu proteo Polcia Federal. A cidade de Nova Olinda recebeu reforo policial antecipado por conta do clima tenso.

    O peridico do Cariri independente

    INADIMPLNCIAESPORTE

    CLIMA DE GUERRA

    EMPREENDEDOR INDIVIDUALPADARIAS ESPIRITUAIS

    GREVE

    CONSCIENTIZAO

    SADE

    COGERH

    REGIO DO CARIRI l DE 25 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO DE 2012 l ANO XV l NMERO 2553 R$ 1,50

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    Ameaas e perseguies marcam campanhas eleitorais do Cariri

    Fisiculturismo gera disciplina aos praticantes

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    Receita Federal cobra dvidas atrasadas

    ENTREVISTA

    VozesdoCaririAmarlio Carvalho,o Crato do conhecimentoe da simplicidade 6

    Seis mil pequenos negcios formalizados de 2009 a 2012

    Livros sero doados a bibliotecas pblicas

    Bancos e Correios reivindicam melhorias salariais e de trabalho

    Aes educativas pretendemtornar o trnsito mais seguro

    Mdicos alertam para aumento do nmero de crianas obesas

    A pesquisa da Cogerh, que revelou alto ndice de materiais pesados em poos caririenses - informao antecipada pelo JC na edio do dia 21 de agosto - foi concluda e aponta uma quantidade de 615,1 mg no Aqfero do Cariri, quando o limite permitido de 200 mg. Enquanto o nvel de contaminao de poos da Bacia Sedimentar do Araripe considerado alto, o volume de gua potvel nos reservatrios est em baixa.

    CULTURA

    Mostra rene grupos

    independentes em Juazeiro

    Artistas nordestinos e nacionais se renem, durante 10 dias de programao, na VI Mostra da Cano Brasileira Independente, realizada de 18 a 29 de setembro. Idealizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB), o evento gratuito conta com o lanamento do livro do cantor paraibano Chico Csar, Rio Sou Francisco.

    A Regio Metropolitana do Cariri fortalece seu parque industrial, principalmente no eixo Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. A abertura de novos postos de trabalho e o aumento do poder aquisitivo da populao geram o crescimento no ndice de abertura das pequenas empresas. De acordo com o Sebrae, o programa Empreendedor Individual j formalizou mais de seis mil pequenos negcios, entre setembro de 2009 a 31 de agosto de 2012.

    O programa Padarias Espirituais envia quatro carretas com livros para bibliotecas de vrios municpios do Cariri. O objetivo, segundo o seu idealizador Elmano Rodrigues, estender a distribuio para as 184 cidades cearenses. Os livros so doados por editoras, fundaes, escolas, grficas e ministrios em Braslia. O projeto j mandou para o Cear quase 70 mil livros.

    Na mesma semana, agncias bancrias e dos Correios em Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato deflagraram greve, por tempo indeterminado. As categorias reivindicam reajuste salarial, contratao de profissionais e reforos na segurana dos postos de atendimento.

    n Panfletos de campanha orientam sobre riscos de uso do celular ao volante

    n Nathalia Ferro destaque na cena independente no Maranho

    No Cariri, a Semana Nacional do Trnsito mobiliza instituies e departamentos de trnsito, no combate s imprudncias nas vias pblicas. Blitzes educativas, palestras e simulaes de acidentes visam conscientizar populao, reduzindo o ndice de acidentes na regio.

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    Serena Morais

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Destaques da programao de 25 a 30 de setembro de 2012.

    Dia 25, tera-feira.VI MOSTRA DA CANO BRASILEIRA INDEPENDENTE19h30 - Rio Sou Francisco - Lanamento do Livro, com Chico Csar-PB.Dia 26, quarta-feira.VI MOSTRA DA CANO BRASILEIRA

    INDEPENDENTE19h30 - The Bagios-SE.Dia 27, quinta-feira.VI MOSTRA DA CANO BRASILEIRA INDEPENDENTE19h30 - Eek-AL. Dia 28, sexta-feira.CONVERSAS FILOSFICAS

    19h00 - A Destruio dos Valores na Ps-modernidade - Prof. Tolove - Universidade Regional do Cariri-URCA - Crato-CE.VI MOSTRA DA CANO BRASILEIRA INDEPENDENTE19h30 - Fepaschoal-ES. Dia 29, sbado.

    VI MOSTRA DA CANO BRASILEIRA INDEPENDENTE19h00 - O Jardim das Horas-CE.Dia 30, domingo.CURSO DE FORMAO ARTSTICALocal: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Ccero, s/n.14h00 - Dilogo das Artes -

    Direo Musical: Flauberto Gomes. Direo Coreogrfica: Jussyanne Emdio. Direo Geral: Mrcio Rodrigues.

    Pesquisa confirma excesso de metais pesados em poos

  • H duas semanas das eleies municipais, os nimos se acirram em todo o Cariri. A disputa por um mandato ele-tivo, na maior parte do pas, ainda se reveste de elementos patrimonialistas. A deteno do poder a maneira pela qual um grupo poltico pode alimentar seus partidrios e cor-religionrios. So verbas, licitaes, empregos, repasses a organizaes no governamentais ONGs e toda a sorte de mecanismos indiretos de loteamento do Estado por grupos. Mais que um projeto de transformao da realidade social, a guerra das eleies o pano de fundo para um projeto de poder, que mobiliza segmentos importantes da sociedade.

    A realidade ainda mais dramtica nos municpios do interior e naqueles mais pobres. A prefeitura a nica empresa pblica e privada de muitas dessas unidades. Sua deteno assegura a continuidade de fluxos de pa-gamento e de dinheiro. No sem razo que os sinais exteriores de riqueza esto sempre associados a os ocu-pantes de cargos eletivos. A triste constatao da falncia e das misrias de nosso sistema poltico est na observao de como evolui o patrimnio de certos polticos. De ca-

    sas humildes, eles passam a ocupar manses. De carros modestos, eles se convertem em usurios de grandes au-tomotivos importados. De viagens a Fortaleza, eles come-am a freqentar a rota internacional. Homens e mulheres humildes, alguns com profisses braais, outros com ocu-paes no servio pblico, em pouco tem se transmud am em pequenos milionrios.

    O luxo, a riqueza e o status que a ocupao do poder propiciam esto na raiz de muitos comportamentos criminosos que se observam nas eleies. Nesta edio, o Jornal do Cariri descreve as aes de bandidos encapuza-dos, semelhana dos gangsters de filmes norte-ameri-canos, que ameaam de morte quando no chegam perto de matar as pessoas, apenas por conta de serem adver-srios polticos.

    A violncia nas eleies aproxima as disputas par-tidrias pelo poder poltico s guerras de traficantes por espaos de distribuio da droga nos morros das gran-des cidades brasileiras. No h diferena entre mtodos e objetivos. Existe apenas a distino de fins: no morro,

    as drogas; na poltica, o poder. A despeito disso, na po-pulao, fica a ideia de que a Poltica, como um todo, no passa de uma droga.

    Esse alheamento dos homens de bem, que se afastam do processo poltico-partidrio, uma crescente no Brasil. Salvo honrosas excees, desde a Redemocratizao, em 1985, cada vez maior o nmero de pessoas com bons prop-sitos e notrio desinteresse econmico que se isolam e no to-mam parte na vida partidria. A introduo dos filtros legais, como a Lei da Ficha Limpa, foi a culminncia dessa curva. O nmero de mafiosos, criminosos condenados e de pessoas com notria fama de administradores mprobos cresceu a tal ponto que, por iniciativa popular, foi necessria a aprovao de uma lei que os barrasse da vida poltica.

    Esse apenas um primeiro e importante passo em direo moralizao dos costumes polticos no Brasil. Bem se v, contudo, que no foi suficiente. Os crimes descritos nesta edio do JC pem luz sobre uma face oculta das elei-es no Brasil e, de modo particular, em regies do interior do Nordeste.

    GANGSTERS E CRIMINOSOS ATERRORIZAM AS ELEIES

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 25 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO DE 2012Opinio

    Editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    CIME E DESCONFIANABRIGA POR COISA BANAL PORTA PARA DOENASE SEPARAO DO CASALNO PODE HAVER EQUILBRIOSEM A PAZESPIRITUAL!

    Welington Costa

    Praas de Juazeiro esto passando por reformas, onde o objetivo proporcionar mais qualidade de vida populao. A inten-o boa e posso at dizer que est dando certo, em partes. As reformas atraem mais pessoas, que as frequentam como um local de lazer ou para praticar atividades. Mas os mesmos espaos esto servindo tambm como praas de alimentao, com mesas e cadeiras espalhadas, deformando, dessa forma, a real utilidade das mesmas. Sero elas simplesmente transformadas em pontos de comrcio?

    Naildo Santos, Juazeiro do Norte

    LIMPEZA PBLICA URBANA

    CHARGE

    A GREVE DOS DEFENSORES PBLICOS DO CEARA Constituio Federal de 1988

    (Lei maior do Estado brasileiro) instituiu a Defensoria Pblica como forma de garan-tir o exerccio da plena cidadania s pes-soas necessitadas, classificando-a como essencial funo jurisdicional do Estado, assegurando-a autonomia funcional e administrativa, reconhecendo-a, indubi-tavelmente, como um patrimnio valioso para a efetivao do Estado Democrtico de Direito.

    Percebe-se, assim, que a Defenso-ria Pblica, diante de sua elevada vocao social, sacramenta um dos mais belos mo-mentos da democracia brasileira: o direito Lei. Nesta senda, temos que a inexistn-cia desta instituio pode significar a ine-xistncia da Justia, culminando, portan-to, no cerceamento ao direito sagrado Lei e cidadania, impedindo o tratamen-to isonmico prelecionado na Lei maior, bem como a gerao de instrumentos em favor da promoo social e da defesa dos direitos humanos, especialmente os das pessoas carentes.

    No obstante tamanha signifi-cncia, o governo do Estado do Cear vem vilipendiando o comando legal e desprestigiando to valorosa instituio, fato que levou os Defensores Pblicos do Cear a deflagrarem greve geral no final do ms passado, tendo em vista que apesar de terem buscado diploma-

    ticamente uma soluo para o impasse, s obtiveram, at o momento, promessas, fato por demais deletrio populao carente do Cear, vez que se v tolhida no seu direito constitu-cional de acesso Justia.

    Como servidor do Poder Judicirio cearense, acompanho o dia-a--dia da Defensoria Pblica, observando a excelente qualidade empregada no cumprimento de seu ofcio, composta por homens e mulheres bem preparados tecnicamente para o exerccio da profis-so, aprovados em concurso pblico de alta complexidade e inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil OAB, atuan-do com responsabilidade e compromis-so, apesar do escasso nmero de Defen-sores no Cear (somente 219 em todo o Estado) e da crescente demanda por parte da populao.

    Urge que o governo do Estado do Cear atenda s reivindicaes dos De-fensores Pblicos, assegurando autono-mia plena instituio, preenchendo os cargos vagos j criados por lei, reclassi-ficando os cargos para se adequarem nova lei de Organizao Judiciria do Ce-ar, bem como efetivando a adequao constitucional de subsdios, proporcio-nando uma Defensoria Pblica fortaleci-da e consonante com os ditames legais.

    preciso, ainda, que a populao carente tome cincia da atual situao da Defensoria Pblica cearense, do escasso n-mero de Defensores, do grande volume de trabalho a que esto submetidos, da disparidade de subsdios com outras catego-

    rias, bem como da falta de estrutura adequada para proporcionar um melhor atendimento, afinal so essas pessoas as que amealham prejuzos com tal situa-o, j que a elas se destinam a Defen-soria Pblica.

    Conclamamos nossos legislado-res, em quaisquer das esferas, que, como representantes legais do povo cearense, sensibilizem o senhor governador, a fim de que o movimento paredista tenha o seu fim o mais breve possvel, com o justo atendimento ao pleito dos Defensores.

    Jailson Matos Nobre Tcnico Judicirio - TJ/CE

    Bacharel em Economia e Direito

    A limpeza urbana consiste basicamente na coleta, transpor-te, na destinao e no tratamento dos resduos s-lidos (lixo), ge-rados nas zonas urbanas. Com o constante aumento das populaes e o con-seqente crescimento das cidades, o gerenciamento eficiente dos resduos s-lidos urbanos tornou-se fundamental para o esta-belecimento do uso mais racional e sustentvel do solo e do meio ambien-te. Porm, os agentes po-luentes originrios do lixo como o chorume, e o gs metano, este ltimo que 25 vezes mais potente que o gs carbnico na con-tribuio do efeito estufa. Pois devem ser tratados adequadamente, de modo que se possam reduzir seus efeitos sade pblica, aos solos, aos recursos h-dricos e ao ar.

    A Constituio Fe-deral Brasileira confere aos municpios a competncia de organizar e prestar os servios pblicos de car-ter urbano, a includas as tarefas de limpeza pblica e disposio final do lixo urbano. Esta prestao de servio pode ser realizada pelas prprias prefeituras municipais ou ser terceiri-zada. Neste ltimo caso, as prefeituras so as res-ponsveis pelo pagamen-to as empresa prestado-ras de servios, com base no volume de resduos coletados. Os municpios precisam ento, periodica-mente, elaborar e revisar projetos para racionalizar os recursos utilizados no

    atendimento de-manda pela limpeza da cidade.

    O b s e r v a --se, porm, que na maioria dos mu-nicpios da regio metropolitana do

    cariri, o problema no tratado de forma apro-priada. No se vem pro-jetos bem elaborados por partes das secretarias de meio ambiente ou depar-tamentos ligados a outras secretarias, que trabalhe a gesto da limpeza ur-bana, muitas delas sequer possuem quadros tcnicos gabaritados para atuarem.

    Com base no ex-posto, o resultado disso o quadro que se v atual-mente nas cidades da re-gio metropolitana do cari-ri; a proliferao de lixes, monturos poluentes, e a m utilizao dos recursos financeiros no pagamento de servios de limpeza ur-bana. Pois o aterro sani-trio consorciado com as principais cidades, forma mais vivel de destinao dos resduos slidos urba-nos, ou seja, preciso tam-bm criar usinas de triagem e reciclagem, porm o que vai para o aterro sanitrio o conhecido rejeito aquilo que no pode ser reciclado ou aproveitado.

    Ccero Thiago RibeiroProfessor, Ambientalista e Agente de Sade Pblica

    Exped

    iente

    :

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