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Jornal do Cariri - Edição 2554 - ANO XV - 02 a 08 de outubro de 2012

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  • O peridico do Cariri independente

    CULTURACLIMA QUENTE

    REGIO DO CARIRI l DE 02 A 08 DE OUTUBRO DE 2012 l ANO XV l NMERO 2554 R$ 1,50

    Arthur Luiz

    Exposio registra a sabedoria negra no Cariri

    Altas temperaturas devem permanecer em outubro

    Incndio destri fauna e flora na Serra do Quincunc

    ESPORTE

    Icasa troca tcnico pela quarta vezem 2012

    Anjos da Enfermagem arrecadam brinquedos para o Dia das Crianas

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    FARIAS BRITO

    JUSTIA DE OLHO

    SOLIDARIEDADE

    Brinquedos novos e usados, mas que estejam em boa conservao, podero ser doados na sede dos Anjos da Enfermagem, no Crato. A campanha beneficiar as crianas do Hospital So Vicente, de Barbalha.

    Fogos de artifcio causaram o foco de incndio, que comeou no ltimo dia 20, na Serra do Quincunc, em Farias Brito. Corpo de Bombeiros e voluntrios lutaram para apagar o fogo, que destruiu cerca de 10 quilmetros de rea. As chamas ocorreram em local de difcil acesso, o que prejudicou ainda mais a fauna e a flora na regio .

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    Compra de votos e abuso de poder preocupam candidatosA reta final da campanha eleitoral no Cariri tem se caracterizado pelo acirramento da disputa entre candidaturas. Tanto os lderes em pesquisas como aqueles em posio secundria nos levantamentos de inteno de voto temem a compra e venda de votos. Crimes eleitorais se tornam mais frequentes nos dias que antecedem as eleies e mobilizam a Justia Eleitoral, que intensifica a fiscalizao e as campanhas de esclarecimento pelo voto consciente. Vrias denncias j foram registradas pelo Ministrio Pblico e esto sob investigao da Polcia Federal.

    Crimes eleitorais marcam eleio de Barbalha.At transporte escolar usado em campanha

    n Flagrante do uso de nibus escolar na campanha do prefeito Z Leite, em Barbalha

    ELEIES 2012

    INSITUTOS DE VSPERA JUZA DECIDEAURORA E ANTONINA DO NORTE

    PF vai investigarfarsa em pesquisas

    Abuso de poder d cassaopara Ronaldo em Nova Olinda

    Carlos Macedo e Iteildo Roque, nicos fichas sujas ainda em disputa no Cariri

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    3Coluna do Donizete Arruda Coluna do Donizete Arruda

  • As pesquisas indicam um alto ndice de compra de votos no Nordeste nas eleies de 2012. No ajudaram o crescimento econmico, a distribuio de renda e a me-lhoria dos nveis educacionais. Objetivamente, a melhora nos padres socioeconmicos da regio parece que no afetou de maneira sensvel os costumes polticos, de mol-de a livrar as eleies da praga da corrupo e da compra de votos.

    A reta final das eleies no Cariri segue uma ten-dncia nacional: resultados com maiorias estreitas, quedas bruscas de ndices de popularidade e mudanas sbitas na colocao dos candidatos nas duas ltimas semanas. Vantagens gigantescas tm-se convertido e mseros pontos de diferena. Empates tcnicos substituem vitrias no pri-meiro turno. nesse cenrio de indefinio que torna real e imediato o perigo de que os resultados da eleio sejam mascarados pela ao do dinheiro.

    A situao no Cariri bem grave, segundo a repor-tagem desta semana. Em todos os grandes municpios, h denncias significativas de irregularidades, promessas de

    captao de sufrgio (o nome jurdico para a compra de votos) e toda a sorte de meios para desviar o eleitor de sua vontade livre e desimpedida.

    Em relao a isso, s h duas providncias a serem tomadas. Uma cabe ao poder pblico. A outra de respon-sabilidade de todos ns.

    A primeira est na investigao impiedosa dos crimes eleitorais. As foras policiais, o Ministrio Pblico Eleitoral e a Justia Eleitoral tm de ser implacveis com os bandidos das urnas, os ladres da conscincia popular, os aproveitadores da f pblica no regime democrtico. As novas leis eleitorais fecharam o cerco aos criminosos das eleies, no entanto, sem a ao dura e eficaz dos rgos do Estado, de nada adiantam novas leis. Ser tudo em vo.

    Quanto segunda medida, que de responsabili-dade de todos, est-se diante da denncia, da comunica-o s autoridades pblicas de fatos que indiquem a com-pra de votos. Em linguagem jurdica, e de maneira mais ampla, o abuso do poder poltico e o abuso do poder econmico so chagas do processo eleitoral e s podem

    ser expurgadas se os fatos chegarem ao conhecimento das foras do Estado. Cada cidado tem uma arma contra essa atividade criminosa e terrvel contra as instituies demo-crticas: a denncia.

    O Jornal do Cariri no descansar no processo elei-toral. Toda sua redao estar em permanente estado de alerta. As denncias que chegarem ao JC, desde que pos-suam consistncia, sero objeto de apurao por nossos jornalistas e reprteres. Nosso compromisso com a Demo-cracia firme e indissolvel.

    A compra de votos uma doena que corri o pro-cesso eleitoral. Com o tempo, se forem bem comprova-das as denncias, h grande risco de que os candidatos favorecidos por essas prticas venham a ser apeados de seus cargos, por decises das Justia Eleitoral. A ningum interessa essa instabilidade poltica. O eleitor o princi-pal responsvel por esse resultado. Com tanto avano na Economia e nas instituies do Pas, nos ltimos anos, no mais se justifica a tese de que a pobreza gera a cor-rupo eleitoral.

    ABUSO DE PODER ECONMICO AMEAA AS ELEIES NO CARIRI

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 02 A 08 DE OUTUBRO DE 2012Opinio

    Editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SE O SEU ALVO A LUAE VOC NO ACERTARAO MENOS ENTRE AS ESTRELASVOC PODER FICARPENSAR ALTO O CAMINHOPARA O SUCESSO ALCANAR!

    Welington Costa

    A cidade de Juazeiro cresce a cada dia e com ela a quantidade lixo nas ruas. Quem j passou no mercado Nossa Senhora Santana, no final de expediente, j deve ter visto as pilhas de lixo que se acumulam ao redor do mesmo. So produtos orgnicos e inorgnicos, que juntamente com os esgotos, exalam um odor insuportvel para qualquer ser humano. No quero apontar aqui cul-pado, mas a responsabilidade em manter a cidade limpa de todos os cidados. No adianta s pedir s autoridades que vejam esse problema e o resolvam. Todos devemos faz-lo!

    Marcia Alencar, Juazeiro do Nortre

    O ACESSO DO POVO

    CHARGE

    DIMENSES DO MISTRIOPor vezes isto acontece no decorrer

    da vida, de coisas superarem a capacidade para interpret-las, impondo condies inarredveis de jeito a que no se saiba agir ou vislumbrar alternativas, reduzindo os seres a meros joguetes do destino, co-adjuvantes de dramas de propores gi-gantescas, nos quais a pequeneza invade o horizonte, sem chance de determinar coisa alguma alm da espera passiva dos desdobramentos a virem.

    Nessas horas de rara solenidade, busca-se de dentro porta e janela que, de alguma forma honrosa, salvariam dessa voragem inevitvel, porm tudo se fecha viso interna e, qual diante de tempestade portentosa, cai-se em crises de apatia, sujeitos at ao desvario das comoes cerebrais extremas, ou, mar-gem da razo, vira-se testemunha cm-plice das conseqncias de tudo isso, aspecto selvagem dos problemas indo-mveis que a vida traz.

    So esses os apocalipses pessoais. Eras tombadas em cataclismos tenebro-sos, revirando as estranhas, pedras rolan-tes das dores em queda livre nas encostas de almas debilitadas na dor, individualida-des impotentes face aos momentos dif-ceis. Horas de partos sangrentos, marcas tortuosas de feridas abertas no peito, em rios de emoes desvairadas, corrosivas,

    torturantes...Em tais lapsos de tempo,

    a procura de Deus acelera seus passos e as vaidades perdem seu fulgor fantasioso de pequenez do ser beira s raias da insigni-ficncia, restando s o direito de existir ao mpeto da multiplicida-de dos eventos incessantes.

    O mistrio dessas horas rasga o peito em variantes inditas, semelhantes aos crregos lamacentos que se formam depois das chuvas voluptuosas. Neles descem os cogulos da sangria imensa que avassala coraes macerados. Mor-rer, verbo intil dessas sofridas instncias.

    Contudo algo ocorre de dentro para fora, numa mostra clara da presen-a de fora at ento desconhecida, no mbito das respostas dos outros mistrios rotineiros, que parecem configuraes in-telectuais e racionalizaes passageiras.

    O mistrio maior, esse, sim, des-mistifica as crenas s convenientes e conceitos de algibeira, e impe respos-tas jamais previstas, comprimindo todas as partes do sistema ntimo existencial ao fluxo dos acontecimentos grandio-sos. Deixar acontecer, porquanto no possuir meios de reverter aes verifica-das. No recalcitreis contra o aguilho, avisa Paulo de Tarso.

    Mais forte do que a mor-te, eis a fora dos acontecimen-tos. Incrvel a fora que as coisas parecem ter quando tm que acontecer, assevera Friedrich Nietzsche. Por isso, aps a tem-pestade vem a bonana, no dizer popular. Resistir enquanto resis-

    tir, a bssola dos sentidos, na existncia vacante das medocres criaturas joguetes da sorte.

    Caso um dia queira a dor superar a disposio da resistncia, sobrar en-contro da resposta que acompanha fiel as indagaes que compem o mistrio de coisas bem maiores, pois a inexistn-cia absoluta de qualquer coincidncia, no fluir das energias da Natureza sanciona que coisa alguma existe fora da ordem universal soberana. Nisso cabe a fora do Amor, antdoto dos males possveis e imaginveis, ou inimaginveis, ou impos-sveis. Nada resiste e tudo se completa no Poder, cabendo aos eleitos felizes mere-cerem a Iluminao do fim do tnel, na existncia desse cho poeirento.

    Emerson MonteiroAdvogado

    D u r a n t e quase 50 anos, o povo brasileiro en-controu o Impera-dor Dom Pedro II sempre de p, na galeria do Palcio de So Cristovo, ou no Pao da Cidade, ou-vindo a todos sem enganar ningum, na expresso de Joaquim Nabuco.

    A sua porta sempre esteve franca do que qual-quer outra no Pas. Na sua f de