jornal do cariri - 21 a 27 de janeiro de 2014

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Jornal do Cariri - 21 a 27 de janeiro de 2014.

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  • www.jornaldocariri.com.br

    Oposio quer liberar FGTS dos demitidos

    operao degola eM BarBalHa

    Preocupados com o impacto social e econmico causados pelas mais de 800 demisses de servidores temporrios pela Prefeitura de Barbalha, a executiva do PPS se reuniu para discutir uma sada. Durante a reunio, na sexta-feira (17), o presidente da sigla, Argemiro Sampaio, alertou que os demitidos pas-sam por uma situao de desamparo financeiro, pois foram pegos de surpresa.

    O partido prope, entre outras solues, o repasse do FGTS, como aconteceu em 2011, ano poltico. A iniciativa amenizaria o problema financeiro dos demi-tidos sem aviso prvio. Para a procuradora do municpio, Ana Keive Cabral, os contratados demitidos devem receber o benefcio, como acontece todos os anos, no ms de fevereiro. POLTICA | Pg. 4

    O peridico do Cariri independente

    FIM DE RECESSOCmaras de Mauriti e Jardimcomeam ano legislativo APITO | Pg. 8

    CAPOEIRA NO CRATOCapoeiristas discutem polticas pblicas para o esporte APITO | Pg. 8

    ESPORTEMahamudra alia bem-estar fsico e mental APITO | Pg. 8

    AgRICULTURA FAMILIAResCndALO nA CMARA

    O depoimento prestado pelo vereador Hlder Frana (Guer) ao promotor de Justia Lucas Azevedo trouxe fatos reveladores sobre compra de votos para desapro-vao das contas do ex-prefeito Samuel Araripe. OIto vereadores teriam tido seus nomes citados no suposto esquema , O contedo do depoimento est em segredo de justia. COLUnA dOnIzeTe ARRUdA | Pg. 3

    tempo de pequi!Depoimento de vereador implode Cmara do Crato

    Serena Morais

    De 21a 27 De Janeiro De 2014 ano 15 nmero 2623 Preo: r$1,50

    A populao da cidade de Farias Brito atribui a falta dgua pouca quantidade de poos perfurados no municpio, em notria desproporo demanda. J em Caririau, a principal fonte hdrica secou, antes mesmo da construo da adutora que promete levar guaaos ca-ririauenses. Segundo as autoridades municipais destas reas, mais de 45 mil pessoas esto sendo afetadas pela seca. POLTICA | Pg. 6

    As culturas brasileira e turca se identificam mais do que podemos imaginar. o que prope mostrar o Projeto Terreiro de Fronteiras, onde trs artistas, sendo um brasileiro e dois turcos, apresentam, sob seus olhares e cargas subjetivas, as manifestaes e linguagens locais. Por meio da Exposio Multi-Web-Mdia, podemos conhecer o material audiovisual coletado em mais de 20 cidades do Brasil e da Turquia e encontrar tais semelhanas entre os dois pases. ePA | Pg. 7

    Farias Brito e Caririau sofrem na secura

    Brasil e Turquia mostram afinidades

    ABAsTeCIMenTO deFICIenTe

    CULTURA

    ExPOSIO PROPORCIONA visualizao de mais fotos dos artistas por meio de tablets

    A safra do Pequi no Sul do Cear j est nas ruas. Na regio do Cariri, o municpio do Crato o maior produtor do fruto, com mais 1.500 toneladas por ano. Durante trs meses, famlias montam barracas improvisadas s margens das rodovias que cortam a Chapada do Araripe. A atividade complementa a renda dos que trabalham na colheita e venda do pequi. ePA | Pg. 7

    POLTICA | Pg. 3

    SUCeSSo eleIToraleuncio mantm abril para definio de nomes

    Durante passagem pelo Cariri, o senador Euncio Oliveira (PMDB) falou sobre futuro poltico e fez avaliaes para as eleies deste ano. O senador avaliou que o eleitorado brasileiro no aceitar mais um candidato poste, em consequncia da melhoria na maturidade poltica. Sobre a

    fixao do ms de abril para definies de candidaturas, Euncio disse se tratar de uma questo partidria. Segundo ele, o PMDB j escolheu o ms para a pr-conveno nacional e, a partir da, sero definidos os rumos do partido para as eleies.

  • Regio do caRiRi, de 21 a 27 de janeiRo de 20142

    VAMOS luTAR para que a administrao comece a repassar os valores do FGTS ao INSS, para que as futuras administraes de Barbalha no sofram as consequncias". ARgeMIRO sAMPAIO, PPs BARBALhA

    Opinio

    CARTAJ no basta andar pelas ruas de Juazeiro com medo, agora circular nos nibus se tornou angustiante. A onda de violncia urbana atinge os coletivos e para quem depende deles, como meio de trabalho ou de transporte, o nico jeito continuar a se submeter aos riscos de assaltos todos os dias.

    ARIAnA Mendes, JUAzeIRO dO nORTe

    SExTIlHATRABALHAR, NO SE OMITIR...COOPERAR, NO RECLAMAR.SEM DESCULPISMO, SERVIR.NO LASTIMAR, RESTAURAR.SOCORRER A QUEM PRECISAE SEGUIR SEM CENSURAR!

    WeLIngTOn COsTA

    Palavra de FPr. Jecer goeS

    CHARGE

    Quando esta crnica estiver sendo lida, estaremos no continente africano (Egito) ou no Oriente Mdio (Israel), para onde empreendemos viagem. A distncia, inobstante, no oblitera o apego e preocupao crescentes que nutrimos pelas coisas do nosso fute-bol. que o filsofo analisa o futebol pela ctedra da Filosofia, como fazem os poucos que prescindem das platitu-des quotidianas. Quando anunciou--se a data do incio do campeonato cearense de 2014, vociferamos exter-nando o temor diante da proximidade da abertura do certame, sem que os nossos clubes tivessem, pelos menos, o esboo de um time para iniciar os treinamentos visando a competio. algo que nos deixa, assim, estupefatos

    porque o fato se repete a cada novo ano sem que providncia alguma seja tomada, visando corrigir uma falha que expe, s claras, a inpcia dos que dirigem o nosso futebol. Igualmente, surpreendente que, salvantes honro-sas excees, no se ouve nem sussur-ros de quem seria coerente ouvir bem mais do que o cansado jargo: Essa que a verdade. Essa omisso pusi-lnime (preferimos esse vis) favorece aos que fazem dos clubes que dirigem verdadeiros cabides de emprego, onde, no desempenho de suas funes, no prestam contas nem do que rece-bem nem do que gastam. Alguns diri-gentes tm pouco ou nenhum apreo pela imprensa esportiva e dela fogem, que nem o diabo da cruz. De quando em quando, aparecem para falar da escassez de investimentos, olvidando que investidor visa retorno e que so imprescindveis transparncia e liqui-dez de quem recebe o investimento.

    Mas como anunciado e aguardado, eis que o campeonato cearense come-ou. Os nossos clubes, tanto quanto antes, sero meros participantes. H

    inclusive o risco iminente de o Crato, olha quo revoltante, ser eliminado na primeira fase da porfia. Icasa e Gua-rani, penso, garantiro presena na segunda fase do certame com chances remotas de disputar o ttulo, como j aconteceu com o Icasa em mais de uma ocasio. decadncia mesmo. Como se no bastassem os desman-dos, a falta de conforto e segurana nos estdios, a falta de transporte pblico para a torcida de volta pra casa, mormente nos jogos noturnos, entre outros itens, ainda se extorque o torcedor cobrando ingressos caros para assistir a um espetculo que, em absoluto, no condiz com o valor exigido para prestigi-lo. Ao final, permitam-me os leitores fazer uma analogia entre o que disse o teatrlo-go francs William Maugham, em O Fio da Navalha, sobre o jovem Larry Darrell,e o nosso atual dirigente de futebol: possvel que, ao atingir o fim da vida, no deixe, de sua pas-sagem pela terra, vestgio maior que aquele que a pedra, atirada no rio, deixa na superfcie das guas.

    JuriSta, Poeta e filSofo

    Josival da Silva

    edITORIAL

    O servio pblico no Brasil foi reinventado pela Constituio de 1988, com a universalizao da obrigatoriedade de concur-sos pblicos para ingresso nas carreiras da Unio, dos Esta-dos e dos municpios, alm da exigncia de regras como a im-pessoalidade e a moralidade na seleo dos servidores. Em todo o pas, 25 anos depois da vi-gncia do texto constitucional, permanecem os problemas com a contratao temporria de ser-vidores e a necessidade de pro-vimento, por meio de concurso, de cargos cuja essencialidade tpica da prestao de servio pblico, como so as reas de Segurana, Sade e Educao.

    Em nome do combate ao con-trole poltico da mquina pbli-ca, os promotores de Justia em todo o pas tm ajuizado aes

    civis ou forado a realizao de termos de ajuste de condu-ta para interromper contratos temporrios firmados pelas prefeituras. Barbalha, uma das mais importantes cidades do Cariri, vive agora o drama de desligar 800 pessoas que traba-lham h anos como servido-res temporrios.

    Sem ingresso por concurso p-blico, essas pessoas foram atin-gidas pelos efeitos do termo de ajuste de conduta assinado pelo prefeito Z Leite e a Segunda Promotoria de Justia de Barba-lha, que tem por objeto afastar os contratados temporrios de funes que deveriam ser ocu-padas exclusivamente por ser-vidores concursados, na medi-da em que integram o plano de carreiras municipal. Ficaro em seus postos apenas os ocupan-

    tes de funes comissionadas, o que j reconhecido juridi-camente como adequado pelos principais tribunais do pas.

    Como consequncia, o Muni-cpio de Barbalha ser obrigado a realizar concurso pblico para repor essas pessoas. Agora, com servidores devidamente selecio-nados por critrio objetivos, im-pessoais e que tero o benefcio da estabilidade.

    A maior parte dos tempor-rios ir para a rua sem qualquer tipo de benefcio. Recebero apenas pelo que trabalharam. E dificilmente tero condies de encarar um concurso pblico em condies iguais aos chama-dos concurseiros, que passam boa parte de seu tempo se de-dicando ao estudo especfico para esse tipo de prova. Quem trabalha e estuda ou quem est

    passando por dificuldades fi-nanceiras e deseja estudar a curto prazo sempre partir em condio de desvantagem.

    O drama de tantas pessoas notrio. Muitos dos demitidos so arrimos de famlia e conta-vam com a receita do Municpio para manter filhos e parentes que deles dependiam. O con-flito entre a impessoalidade e a situao particular desses 800 temporrios realmente digno de toda a ateno da sociedade barbalhense. A medida, a longo prazo, trar benefcios para a coletividade. bom para a Ad-ministrao Pblica dispor de um quadro profissionalizado e permanent