jornal do cariri - 20 a 26 de março de 2012

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Edição 2526 do Jornal do Cariri - Semana de 20 a 26 de março de 2012

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  • O peridico do Cariri independente

    GRANDES NOMES

    O desabamento de barreiras no canal do Rio Grangeiro aumenta ameaa de tragdia

    SOM E CULTURA

    Trajetria de Jos Belm de Figueiredo

    Msico Di Freitasajuda no resgateda rabeca

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    REGIO DO CARIRI l DE 20 A 26 DE MARO DE 2012 l ANO XIV l NMERO 2526 R$ 1,50

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    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 20, tera-feira. BIBLIOTECA VIRTUAL18h00 - Recursos Avanados de Utilizao da Internet - Blogs. Instrutor: Cleytonn de Oliveira. VI FESTIVAL DAS ARTES CNICASMOSTRA PALCO19h00 - A Donzela e o Cangaceiro - Cia.Cearense de Teatro Brincante - Crato-CE.Dia 21, quarta-feira.

    BIBLIOTECA VIRTUAL18h00 - Recursos Avanados deUtilizao da Internet - Blogs. Instrutor: Cleytonn de Oliveira.VI FESTIVAL DAS ARTES CNICASMOSTRA PALCO19h00 - Como se Fosse [Im]possvelFicar Aqui - Ncleo Pinel - CampinaGrande-PB.Dia 22, quinta-feira.

    ESCOLA DE CULTURA15h00 - Encontro com Educadores -Mediao: tila Ribeiro - Juazeirodo Norte-CE.VI FESTIVAL DAS ARTES CNICASMOSTRA PALCO19h00 - Meias Irms - CartaxoProdues - Joo Pessoa-PB.Dia 23, sexta-feira.VI FESTIVAL DAS ARTES CNICAS

    MOSTRA RUALocal: Praa Pblica de Araripe-CE.18h00 - Serto.Doc - Nis de Teatro - Fortaleza-CE.Dia 24, sbado.Feriado.VI FESTIVAL DAS ARTES CNICASMOSTRA INFANTILLocal: Teatro SESC AldalbertoVamozi - Crato-CE.

    19h00 - As Levianas - Cia. Anim - Recife-PE.Dia 25, domingo.Fechado.Dia 26, segunda-feira.Fechado.

    Destaques da programao de 20 a 26 de maro de 2012.

    DUPLO HOMICDIO ELEIES POESIA

    Caso Amarlio Pequeno volta Cmara de Juazeiro do Norte

    Presidente nacional do PPS fortalece candidaturas no Cariri

    Bem-vindo a Juazeiro de Pedro Bandeira

    VENDAS IRREGULARIDADES

    Consumidor deve ficar atento qualidade dos produtos nesta

    Pscoa

    CGU manda suspender obras de Raimundo em creches

    TRABALHO E ORGULHO ESPORTE

    Engenho do Lixo recicla at 50 toneladas de resduos por ms

    n As trs creches iniciadas ainda na gesto de Raimundo Macedo foram visitadas por tcnicos da Controladoria Geral da Unio.

    Benefcios e perigos de trilhas ecolgicasAtividades ao ar livre atraem cada vez mais pessoas, mas preciso ter cuidado.

    Um poeta constri uma cidade, assim como o contrrio tambm verdadeiro. o caso de Pedro Bandeira, que com seu novo livro, revela como bebeu e deu de beber cidade que o acolheu h mais de 40 anos.

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    Fotos: Arthur LuizCresce risco de tragdia7

  • A Controladoria-Geral da Unio - CGU foi criada nos ltimos meses do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando um escndalo de corrupo abalou seu mandato. A finalidade da CGU, que um r-go do Poder Executivo federal, est centrada na investi-gao de desvios e irregularidades com o dinheiro pbli-co. Ela atua na Unio, mas, eventualmente, ela tambm fiscaliza o repasse de verbas e sua aplicao por Estados e municpios. Afinal, embora o dinheiro seja usado por prefeitos e governadores, os recursos so federais, da a competncia da CGU para atuar nessas outras unidades da federao.

    Esta semana, a CGU confirmou as denncias feitas pelo Jornal do Cariri, em edies passadas, sobre o supos-to mau uso do dinheiro federal pelo Municpio de Juazei-ro do Norte na construo de creches, ao tempo da gesto de Raimundo Macedo. A Comisso da CGU no est foca-da apenas no problema das creches de Raimundo. Seus membros fazem um levantamento global de processos e de repasses. Mas, a situao apresentada pelo JC chamou

    a ateno dos fiscais e pode redundar em abertura de um procedimento investigatrio autnomo.

    Nada conclusivo, mas h evidncias que preci-sam ser apuradas. A Prefeitura aguarda uma manifesta-o formal da CGU. Ocorre, porm, que o caso tem apre-sentado alguns contornos extremamente suspeitos, como a misteriosa retomada das obras, mesmo passados tantos anos e no por servidores da Prefeitura.

    O fato que o desvio de dinheiro pblico algo vergonhoso e lamentvel. Agora, a m aplicao de ver-bas federais pelo municpio tendo como vtimas as crian-as pobres algo que beira o inominvel.

    Todos os envolvidos tero direito de defesa. As verses se transformaro em fatos. E, espera-se, sincera-mente, se houver culpados, eles devero responder com seu patrimnio e com sua responsabilidade poltica e ad-ministrativa pelos erros cometidos. Juazeiro do Norte, infelizmente, no tem muita sorte com o uso de verbas federais por seus prefeitos. Ao final, so obras inconclu-sas, prejuzo ao povo e dvidas para com a Unio, que,

    muitas vezes, resultam em sanes administrativas, como o bloqueio do repasse de verbas obrigatrias.

    Independentemente de qualquer resultado dessas investigaes, fica demonstrado que a liberdade de im-prensa uma garantia da sociedade, um direito do povo e uma liberdade constitucional a ser garantida e preserva-da pelo Poder Judicirio e pelas autoridades. No se pode temer uma imprensa livre e sim defend-la. No se pode cercear a atividade jornalstica. No h ganho algum com essa forma de se encarar o poder poltico ou econmico, como se fora uma espada ameaadora contra a mdia e quem a faz.

    O poder de fiscalizao da CGU uma das manei-ras que a sociedade encontrou para se defender de go-vernantes licenciosos e corruptos. Agir com cautela no mesmo que ser tbio e covarde. O papel das instituies deve ser preservado. Agora, tempo de que os interessa-dos se manifestem na sede apropriada, a instncia pbli-ca, se a isso entender a CGU. Este jornal cumpriu, mais uma vez, sua misso com o povo de Juazeiro.

    EditorialA CGU E O CASO DAS CRECHES DE RAIMUNO

    2Opinio

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 20 A 26 DE MARO DE 2012

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SEXTILHA CARTA

    FALAR ALTO AO TELEFONEDIRIGIR EMBRIAGADONO RESPEITAR OS VIZINHOSCOM SOM DE CARRO LIGADO O CARTO DE VISITASDO HOMEM MAL EDUCADO!

    Welington Costa

    Vidas precisam ser perdidas para que as autoridades tomem alguma atitude diante da situao crtica do Canal do Rio Grangeiro? uma situao que ningum compreende. Na hora de pedir votos, todos sobem no palanque, gritam, berram e dizem que trabalharo pelo povo. Na hora h, somem, inventam desculpas e nada fazem. Est na hora da populao dar um basta neste descaso.

    Comerciante que preferiu no se identificar

    O FUTEBOLCHARGE

    O DILEMA DO CANAL QUE PREOCUPA EM CRATO

    A tenso da sociedade craten-se sobre as enchentes no Canal do Rio Granjeiro j dura mais de um ano. At agora muita conversa e pouca coisa fei-ta para solucionar o problema. O que pior, as plidas aes nas margens do rio que cruza o municpio foram destru-das. Entre a tempestade que inundou o Crato ano passado e a nova enchente deste ano, muitas autoridades se soli-darizaram com a populao, reunies e levantamentos foram feito e o canal no foi reconstrudo. A pequena verba do Governo Federal liberada foi usada parcialmente, sem o rigor que a emer-gncia ainda hoje exige.

    Os prejuzos amargados pelos empresrios e pelos moradores da ci-dade no foram suficientes para sensi-bilizar a tomada de atitude dos nossos representantes em todas as esferas po-lticas. A comoo pblica diante dessa tragdia repercute em todo estado, mas o que acontece para no ter surgido uma soluo eficaz? a prpria ques-

    to poltica que fala mais alto e impede a unio de foras. Este um ano eleitoral, com muitos interesses em jogo. In-felizmente o canal um pa-lanque para muitos polticos aparecer e tirar proveito com a desgraa do povo.

    O estado de emergn-cia que a cidade ficou depois da inundao, j deveria ser o bastante para que a reforma evitasse licitao e fosse conduzida de forma rpida. A ni-ca alternativa tem sido a populao se mobilizar nas ruas em forma de protes-to, mostrando aos poderes constitudos que ningum est de olhos fechados, a fim de aplaudir quem aparece de qua-tro em quatro anos com interesses poli-tiqueiros. De forma alguma. Alardear o problema um dos caminhos para que haja um envolvimento geral. Buscando apoio de todos os lados numa s sinto-nia e dar as mos a quem realmente se comprometer em buscar solues para

    o problema.Muitos paves miste-

    riosos tambm devero surgir nos prximos dias em pose de heris, afirmando que est tudo resolvido, que ningum deve se preocupar mais, por-que a situao est comple-tamente dominada. Sero as

    raposas em forma de cordeiro, que tentam h muito tempo vender os destinos do Crato e na hora de defen-der seus verdadeiros interesses, no tm a mesma empolgao. Continu-ando o canal sem liberao de verba, a comunidade deve se unir mais uma vez e iniciar uma campanha para levantar o dinheiro necessrio para sua reconstru-o. Na inaugurao teramos apenas os populares.

    Robson CruzuerJornalista

    O futebol admirado e jo-gado por todas as classes sociais, estando presen-te na vida e nos coraes dos bra-sileiros, sendo smbolo, mania e orgulho nacional. O futebol exige um esprito de equipe, onde o jogador deve estar em sintonia com o time, por isso, justifica-se a existn-cia de um lder chamado de capito. A Seleo Brasileira teve muitos capites, como Dunga, Roberto Carlos, L-cio...

    A crnica esportiva nota a ausncia daquele fu-tebol de antes, jogado com raa e determinao, de-nominado pelo jornalismo como futebol arte, onde prevalecia a tcnica do dri-ble. Os jogadores da Sele-o Brasileira se tornaram heris com popularidade e reconhecimento que nunca se apagam da mente dos torcedores. O futebol do s-culo XXI, no mais puro estilo esportivo, tem suas jogadas marcadas por muita malcia, dotada de criatividade, com simulao de faltas. Espera--se que em 2014 a Seleo Brasileira possa apresentar um futebol com a cara da seleo de Pel e Garrincha, tendo em vista, que hoje, outros craques repetem as suas jogadas. A neg