jornal do cariri - 18 a 24 de fevereiro de 2014

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Jornal do Cariri

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  • CULTURA

    Festa relembra antigos carnavais no Cratoepa | pg. 7

    CMARA DO CRATOPresidente quer extino de benefcio da diria rural poltica| pg. 4

    metropolitana | pg. 5

    metropolitana | pg. 6

    metropolitana | pg. 5 metropolitana | pg. 6

    AUDe do Stio Chico, em Vrzea Alegre, que teve a parede arrombada pela fora da gua

    chuva

    De 18 a 24 De Fevereiro De 2014 ano 15 nmero 2627 Preo: r$1,50

    www.jornaldocariri.com.brO peridico do Cariri independente

    Ministrio Pblico coloca20 vereadores no paredo

    Audes comeam a

    sangrar no Cariri

    depoimentos em Juazeiro

    Os 20 vereadores convocados a prestar depoimentos ao Ministrio Pblico, em Juazeiro do Norte, passaram por um verdadeiro paredo durante as oitivas com os promotores Lucas Azevedo e Silderlnio do Nascimento. Numa espcie de acareao, os parlamentares foram confrontados com fotos e udios que comprovam o confinamento e

    ratificam a denncia de favorecimentos para a eleio da mesa diretora. Mesmo sob presso, a maioria dos vereadores negou a existncia de aliciamento, compra ou favorecimento. Contatado, o promotor Lucas Azevedo preferiu no se pronunciar sobre as oitivas, segundo ele, para no atrapalhar o andamento das investigaes. poltica | pg. 3

    eSPORTeAcademias e folies no ritmo do Carnaval

    apito | pg. 8

    Marcos Rommel

    recolhimentoS atraSaDoS

    BarBalha Sem SaDe

    SoliDarieDaDe

    As chuvas nas ltimas semanas foram suficientes para que alguns audes do Cariri transbordassem. Vrzea Alegre e Farias Brito foram os primeiros municpios a registrarem ocorrncia de sangramento, o que possibilita a renovao hdrica dos reservatrios e d esperanas aos agricultores e comunidades afetadas pela seca.

    Dvida do INSS gera impasse entre gestores

    Moradores do Riacho do Meio sofrem com descaso

    Pedinte com sonda h trs anos precisa de cirurgia

    MORADOReS renomearam placa que continha erros de informao

    A populao do Riacho do Meio cobra providncias em sa-de para a comunidade. Segundo os moradores, h dois meses a unidade bsica est sem mdico, funcionando apenas com enfermeira chefe e no dispe dos equipamentos necessrios para o atendimento odontolgico. Alm disso, os moradores chamam ateno para os erros nas placas de sinalizao no acesso localidade.

    O prefeito de Caririau, Joo Marcos, anunciou uma dvida de R$ 7 milhes deixada pela administrao anterior, sobre aos recolhimentos de previdncia social dos servidores pblicos. O Municpio encaminha denncia de improbidade administrati-va, junto ao Ministrio Pblico, contra o ex-prefeito Edmilson Leite. Ele garante que os depsitos foram feitos corretamente.

    Com uma sonda h trs anos e sem documentao necessria para realizao de cirurgia pelo Sistema nico de Sade, um morador de rua de Barbalha aguarda apoio dos poderes pbli-cos e a solidaridade da populao. O rapaz, vindo de Milagres, recebe apoio de algumas pessoas da cidade, que planejam um abaixo-assinado para acelerar o procedimento cirrgico.

    Samylla Alves

  • Regio do caRiRi, de 18 a 24 de FeVeReiRo de 20142

    J PeDi, e peo de novo, que o Ministrio Pblico comece por mim, pra ver se limpa essa lama que tem aqui dentro. essa Cmara uma lama. Darlan loBo, vereaDor De juazeiro

    Opinio

    CARTASe um governo municipal comea a fazer uma obra, mas demora para conclu-la, claro que o material abandonado, sem ningum para fiscalizar, fica suscetvel aos saqueadores. O que acaba prejudicando a sua finalizao, j que ter que gastar ainda mais para repor os materiais. Gostei da matria do Jornal do Cariri que divulgou descasos desta natureza em Barbalha, na ltima edio.

    DanBia melo, Stio FloreS, em BarBalha.

    SeXTiLHASE PROBLEMAS APARECEMO REMDIO ORAOREVOLTA NO ADIANTACOMPLICA A SITUAOA F BALSAMIZA A DORE D RESIGNAO...!

    Welington coSta

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    Palavra de FPR. JeceR goeS

    Na lngua portuguesa, anarquia tem seu significado de: Negao do princ-pio da autoridade. A anarquia produz o anrquico, aquele que comete o catico, a desordenao e considera o governo ou a dominao como um mal.

    No grego, a origem da palavra anarquia formada pelo prefixo An (sem) e o sufixo ark (soberania, reino magistratura), ou autoridade; uma filosofia poltica que defende a eliminao total de todas as formas de governo, contra toda or-dem hierrquica, que no seja livremente aceita.

    Anarquia significa de forma bem prtica, ausncia de coercitividade.No significa de forma alguma ausncia de ordem, ou baguna generalizada.A televiso brasileira mostrou cenas impressionantes de uma multido por-

    tando bandeiras, marchando sobre as instalaes do congresso e do Supremo Tribunal Federal, a suprema corte do Pas, sem esquecermo-nos das manifesta-es que at o momento no deram trgua.

    Podemos afirmar que so organizaes criadas com o objetivo de lutar por melhorias dos sem-terra, sem-teto, sem nada. Agora, transformam-se em mil-cias para confrontar os poderes constitudos.

    No podemos fazer vista grossa a esses episdios. Tambm no se pode es-conder que as manifestaes de rua tem se tornado um terreno de livre acesso para indivduos infiltrados atravs de instrues para quebrar, destruir e gerar o quanto pior melhor.

    A pergunta que at agora no cala, aps a morte desse inocente trabalhador que com sua cmara registrava a manifestao : o ca

    da que d suporte racional a cada individuo que participa como figurante deste espetculo?

    De onde vem o respaldo quebra da noo de ordem e respeito aos poderes constitudos?

    Certamente, a certeza que no existe ordem, nem credibilidade nestas insti-tuies que esto sendo atacadas e que, sobretudo, haver impunidade aos atos cometidos fora da lei sob o manto do anonimato coletivo, motiva os meliantes, os fora da lei, cometerem todo tipo de atos ilcitos.

    Os valores morais que inspiram a ordem social esto sendo corrodos conti-nuamente e, estamos nos tornando um povo sem histria, sem memria, sem passado e sem futuro, estamos sim, nos tornando uma coisa, cristalizados, in-sensveis, inteis, crpulas, sem amor, sem limites, sem respeito, sem Deus, sem ptria, sem famlia. Vive-se a cada dia o resultado do relativismo dos conceitos.

    Ser que precisamos reaprender, nos reisignificar para de novo entendermos que o ser Humano, de forma atvica depende da ordem e no do caos para que as melhores oportunidades e os melhores anseios completem a todos ns?

    Certamente, indivduos que conhecendo as brechas morais que existem, nos que exercem temporariamente os poderes, mobilizam gente em torno de pseu-dos ideais libertrios, reivindicaes e interesses pessoais, de modo que sob o pretexto de luta por melhores condies coletivas sejam promovidas a baguna, a desordem, o caos social.

    Agora, uma pergunta que deve ser feita : Em quem nossos jovens e socie-dade esto a se espelhar? Que heris tm hoje no pas para que venhamos con-vergir nosso olhar?

    Com tristeza vemos nossos lderes e gestores se digladiarem entre si, mos-trando sociedade a ausncia de respeito, limite e total desprezo a hierarquia. obvio que o povo far o mesmo.

    Que moral esses lderes tem para normatizar essa sociedade. A quem real-mente o povo deve acatar ordens? Aos polticos? - Ao judicirio? - Ao executivo?

    Estamos a deriva, precisamos com urgncia de um porto seguro.Socorra-nos Deus! Deus abenoe!

    CHARGE

    Quando os trogloditas desse fu-tebol retornarem s cavernas, brota-ro asfdelos no Jardim de Adnis. Esforo-me, mas no consigo aplicar a premissa nietzcheana vontade de poder ao nosso futebol. O querer poder do filsofo me transporta a um amlgama sincrtico utpico em face dos versos do poeta: H um provr-bio que diz, e nele h muita verdade, que o sonho de ser feliz a prpria fe-licidade. Tenho sustentado intransi-gentemente a orientao paradigm-tica do futebol, segundo os cnones filosficos. , contudo, na questo da superao da razo pela vontade - em termos futebolsticos- que se impe restries ao dito do filsofo e consistncia aos versos do poeta. Alimentar infinitamente um sonho traduz-se como felicidade, sim. insensatez ignorar que dormita no peito do torcedor de cada um dos clubes, que disputam o campeonato cearense, gritar campeo. Quan-do ausentei-me de Juazeiro do Norte para uma viagem histrico-cultural-

    -religiosa ao Egito e Israel, o campe-onato (o sonho) estava apenas come-ando. Nem o encantamento com as pirmides de Giz, a tumba do fara Tutankamon, no Egito, o passeio no mar da Galileia, o batismo simblico no rio Jordo, no mesmo local onde Joo Batista batizou Jesus, a visita ao local onde nasceu o filho de Deus, em Belm, me fez olvidar as maze-las do nosso futebol, haja vista fato-res diversos entre os quais via uma cancergena cegueira gestora, onde pululam: dirigentes ruins, jogadores ruins, estdios ruins, pssimas ren-das, jogos ruins, rbitros ruins, par-cos patrocinadores, pssimos regula-mentos e falta de bom senso para no aprovar tabelas como a do presente c