jornal do cariri - 14 a 20 de fevereiro

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Jornal do Cariri - Edição 2521

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  • O peridico do Cariri independente

    NOVIDADEBARBALHA

    Tiro esportivocresce em Juazeiro

    Espetculos mobilizam alunos da URCA

    12

    REGIO DO CARIRI l DE 14 A 20 DE FEVEREIRO DE 2012 l ANO XIV l NMERO 2521 R$ 1,50

    11

    DENNCIA

    Prefeitura de Barbalha contrata empresa fantasma Uma denncia encaminhada ao Jornal do Cariri mostra, por meio de gravaes, um suposto esquema de favorecimento envolvendo a Secretaria de Cultura do municpio de Barbalha. Nas conversas, o responsvel por uma empresa de entretenimento, que no existe no endereo fornecido (foto), e seria do assessor do secretrio de Cultura, faz contratos de prestao de servios sem licitao e somente nos ltimos seis meses de 2011, faturou quase R$ 60 mil.

    CARROS E MOTOS CRAJUBAR

    SADE

    PREOCUPAOCOMBATE AO CRIME

    COBRANA

    QUEIXAS

    9

    5

    10

    8

    Dilma visita Cariri e pede agilidade nas obras

    Agricultores da regio querem receber mais assistnciaA Secretaria de Desenvolvimento Agrrio do Cear e o Territrio da Cidadania realizaram a 1 Conferencia Territorial de Assistncia Tcnica e Extenso Rural, no Crato, para propor diretrizes, prioridades e propostas ao programa nacional de Reforma Agrria. Alm de apontar alternativas para incluso de 100% dos trabalhadores no programa de assistncia tcnica e extenso rural,a reunio tambm serviu para reforar as queixas sobre a falta de ateno aos produtores rurais.

    Frota de veculos cresce e trnsito fica mais perigoso

    Desenvolvimento causa aumento de aluguis

    HRC recebe crticas por beneficiar poucos

    Hemoncleo incentiva doaes de sangue para o carnaval

    Polcia Militar quer ajuda da populao com denncias

    O setor imobilirio no Cariri tem aumentado consideravelmente nos ltimos anos e o crescimento tem efeito direto no valor dos imveis. Quem mais sofre nesse caso so as pessoas que vem de outras cidades e estados para estudar ou trabalhar e procuram imvel para alugar. Casas e apartamentos esto caros.

    Um hospital que leva o nome de uma regio deveria atender igualitariamente as demandas dos municpios que fazem parte dela. Mas no isso que est acontecendo, segundo o secretrio de Sade do Crato, Ccero Frana. Ele afirma que 93,5% dos atendimentos no Hospital Regional do Cariri so voltados s demandas de Juazeiro, a maior cidade da regio.

    Surto de dengue diminui doaes de sangue em Juazeiro do Norte. Para garantir o estoque durante a festa carnavalesca, Hemoncleo lana campanha de conscientizao populao sobre a importncia da doao, principalmente do tipo AB e B positivo.

    4

    4

    A arte est na essncia do nordestino. Na forma de agir, pensar e, claro, na riqueza e diversidade de manifestaes que nascem

    e ganham vida nesta terra. Por isso, nada mais justo do que este povo, h 13 anos, ter no Centro Cultural Banco do Nordeste um

    mltiplo espao para experimentar e viver a cultura da Regio e do mundo. Banco do Nordeste. A nossa cultura investir na sua.

    SAC Banco do Nordeste Ouvidoria: 0800 728 3030

    www.bnb.gov.br/cultura /ccbnb/ccbnb

    SAMUEL MACDO8

    10

  • Editorial2

    OpinioREGIO DO CARIRI(CE), DE 14 A 20 DE FEVEREIRO DE 2012

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    SEXTILHA CARTA

    SOFRER PELO QUE PERDEU FALTA DE INTELIGNCIAOS SERES VITORIOSOSRECOMEAM COM PRUDNCIANO S RECONQUISTAM TUDOCOMO MOSTRAM SAPINCIA!

    Welington Costa

    Os paredes de som no deixam ningum dormir e so verdadeiros aglutinadores de vcios. Quando a gente v aqueles veculos com caixas de som enormes, ficamos preocupados com os jovens que bebem sem nenhum cuidado. No se quer eliminar qualquer forma de diverso, mas o tipo de atividade precisa ser

    fiscalizado, como os carnavais so.

    Lucivaldo Dantas

    Salvo raras excees, pblico e not-

    rio o descontentamento da populao com os

    servios prestados pelas clnicas/hospitais, bem

    como pelos profissionais da medicina. co-

    mum estarmos debilitados, com dores no cor-

    po, com fortes gripes e outros sintomas mais,

    e, aps toda uma luta para se conseguir aten-

    dimento, sentarmos alguns minutos em frente

    a um mdico e ouvirmos uma fria informao

    que diz: s uma virose.

    Recentemente, acometido por um forte

    resfriado e dores intermitentes em alguns os-

    sos, busquei atendimento mdico junto cl-

    nica So Jos, em Juazeiro. Ali chegando, fui

    informado que havia em torno de trinta pesso-

    as j aguardando atendimento. Fiquei surpreso

    j que a clnica particular e os atendimentos

    seriam realizados atravs de plano de sade.

    Visando um atendimento mais clere,

    busquei o hospital So Vicente, em Barbalha,

    ocasio em que aps esperar aproximadamen-

    te 50 minutos, consegui uma consulta. Entrei

    no consultrio sem saber do que estava aco-

    metido e sai de l da mesma maneira. Observei

    que aquele hospital, dantes to bem falado,

    principalmente em relao organizao e

    atendimento, se mostrou bastante desorgani-

    zado. Os profissionais da sade que ali laboram

    (mdicos, enfermeiros e auxiliares, atendentes)

    emitiam informaes desencontradas. Somen-

    te para receber um hemograma,

    tive que me dirigir quatro vezes ao

    hospital. revoltante.

    O descaso com a vida hu-

    mana tamanha. Os mdicos,

    quando colam grau, prestam um

    lindo juramento. No entanto,

    aquele esquecido quando se

    inicia a atividade profissional, pre-

    valecendo, sobremaneira, a busca

    incansvel pelo dinheiro. A que se frisar que a

    culpa do caos na sade pblica no somente

    da classe mdica, mas, tambm, dos gestores

    pblicos e dos legisladores, que colocam o pro-

    blema da sade bem atrs de outros menos

    importantes.

    No adianta construir escolas e ofertar

    postos de trabalho, caso a populao no este-

    ja saudvel, apta a estudar e trabalhar. Salien-

    te-se que, salvo margem de erro, para cada R$

    1,00 que a administrao pblica gasta com

    saneamento, moradia e preveno de doenas,

    economiza-se R$ 10,00 em gastos com sade.

    salutar a construo do Hospital Regional do

    Cariri pelo governador do Estado, bem como

    alguns avanos observados na atual adminis-

    trao pblica municipal de Juazeiro, mas s

    isso no resolve o descaso com a sade.

    Nosso Juazeiro necessita da destinao

    de maior aporte de recursos para essa rea, vez

    que tem sua populao bastante

    elevada quando das romeiradas.

    Ao contrrio, vemos a situao do

    hospital Santo Incio, sem se fa-

    lar na tentativa de privatizao do

    hospital So Lucas, objetivo feliz-

    mente no conseguido pelo prefei-

    to anterior.

    Enquanto o problema no

    amenizado, temos que suportar

    a arrogncia de certos mdicos, que negam

    atendimento a quem precisa, somente porque

    pobre e nada lhe tem a dar, salvo o voto, se

    deste precisar. Temos que suportar, ainda, as

    cenas de descaso com os enfermos, a maio-

    ria idosos, que ficam jogados nos corredores

    das clnicas e hospitais, ou precisam aguardar

    longo tempo para que se submetam a uma

    cirurgia. Enquanto isso, os sem vergonhas se

    apoderam do dinheiro pblico e fazem o que

    bem entendem, sem que nada acontea. Esse

    o nosso Brasil!

    Jailson Matos NobreTcnico Judicirio - TJ/CE

    Bacharel em Economia e Direito

    AT QUANDO TEMOS QUE SUPORTARO DESCASO COM A SADE?

    ENSINO REGULAR DE TRNSITO, MAIS UMA LEI

    SUSTENTABILIDADE AMBIENTALO paradigma do desenvolvimento sus-

    tentvel proposto em 1992 dizia que o globo de-

    veria caminhar para um novo modelo de desen-

    volvimento, que buscasse conciliar o crescimento

    econmico, a incluso social e a sustentabilidade

    ambienta, e na Agenda 21 se apontavam princ-

    pios e caminhos para a efetiva implantao do

    modelo proposto. Mas, importante alertar que

    o crescimento e a incluso social e o entendi-

    mento desses princpios nasceriam da constru-

    o coletiva e participativa com o engajamento

    de todos.

    O que se pode propor ento que, pas-

    sadas duas dcadas, no apenas queremos nos

    manter fiis aos princpios e diretrizes do desen-

    volvimento sustentvel, mas que queremos quali-

    ficar o crescimento econmico e a incluso social

    que deve dar substncia a este novo modelo.

    Queremos o crescimento da economia,

    mas no de qualquer economia. Queremos ver

    crescer a economia verde. E a, te-

    mos que aprimorar sua definio

    para podermos apontar para o mer-

    cado, para governos e para os atores

    econmicos globais as novas diretri-

    zes para sua ao.

    Assim, mesmo que uma em-

    presa produza com baixo consumo

    de carbono, se as relaes de traba-

    lho no respeitarem os princpios e diretrizes da

    organizao, por exemplo, recorrendo ao traba-

    lho infantil, este produto no pode ser conside-

    rado da economia verde. Acredito que possvel

    aproveitarmos esta discusso para consolidar ga-

    nhos e buscarmos avanos adicionais em relao

    aos obtidos h 20 anos.

    Queremos a incluso social, mas no

    queremos que ela seja feita de qualquer maneira,

    queremos um processo global de incluso social

    que tenha como prioridade a erradicao da po-

    breza, focando sobre as populaes

    que a ela esto sujeitas as polticas,

    recursos e atenes dos governos,

    das organizaes da sociedade civil

    e das organizaes de cooperao

    multilaterais.

    E, mais importante! Que-

    r