jornal do cariri - 12 a 18 novembro 2013

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Jornal do Cariri

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  • De 12 A 18 De novembro De 2013 Ano 15 nmero 2613 Preo: r$1,50

    www.jornaldocariri.com.br

    Cmara de Juazeiro se recusa a investigar e arquiva seis CPIs

    cemitrio de inquritos

    A Cmara de Juazeiro do Norte j arquivou, em menos de uma ano, seis Co-misses Parlamentares de Inqurito (CPIs), que investigariam empresas e a realizao de eventos nas administraes municipais do ex-prefeito Manoel Santana e do atual Raimundo Macedo. As ltimas trs CPIs foram arqui-vadas na sesso da ltima quinta-feira (07). Os parlamentares creditam a

    falta de investigao ao desinteresse dos solicitantes e s posies polticas que mudam dentro da Cmara. O vereador Cludio Luz (PT) tenta instalar a stima CPI do ano, mas a presidncia da Casa sustenta que depende do parecer da assessoria jurdica do legislativo. O vereador petista contesta e a deciso deve ficar para a sesso desta tera-feira (12). PoLticA | Pg. 3

    O peridico do Cariri independente

    Serena Morais

    Serena Morais

    Motos irregulares apreendidas durante a Operao Duas Rodas esto amontoadas no ptio do Demutran, em Juazeiro do Norte

    final de anoComrcio aposta no 13 para aumentar vendas

    metroPoLitAnA | Pg. 5

    esPoRteBarbalha disputa o ttulo da srie C fora de casaAPito | Pg. 8

    cuLturAoPerAo duAs rodAs

    A Guerrilha do Ato Dramtico Caririense chega sua quinta edio e revela o talento de artistas da Regio em produes teatrais, circenses e de dana. A programao, sediada no municpio de Crato, segue at o prximo dia 20 de novembro e conta com a realizao de mesas redondas, rodas de conversas e oficinas artsticas. Os espetculos acontecem na Praa Siqueira Campos e no Teatro Municipal Salviano Arraes.

    bArbALhA histricA

    Palcio 3 de outubro aguarda revitalizaoCom 136 anos de fundao, o Palcio 3 de outubro tem sua estrutura comprometida. O imvel histrico foi construdo no sculo XIX, a pedido do imperador Dom Pedro I, em Barbalha. Hoje, um dos primeiros prdios a ser tombado pelo Instituto do Patrimnio Histrico e Arquitetnico (IPHAN) no Estado do Cear serve de ponto para prostituio e usurios de drogas.

    ePA | Pg. 7

    PM e Demutran cercam motos irregularesA Polcia Militar e o Departamento Municipal de Trnsito esto unidos no combate aos crimes e infraes cometidas em motocicletas. Durante menos de uma semana, quase

    100 motos irregulares foram apreendidas, na Operao Duas Rodas, que promove blitzes nas ruas e avenidas de Juazeiro do Norte.

    PoLticA | Pg. 4

    metroPoLitAnA | Pg. 5

    Teatro, dana e circo na 5 Guerrilha do Ato Dramtico

    GRandes noMesJos alves de figueiredo filho, o homem que levou a histria do Cariri ao Brasil

    grAndes nomes | Pg. 6

  • Regio do caRiRi, de 12 a 18 de NoVeMBRo de 20132

    no Caso dessas seis CPis arquivadas, elas foram fruto da ressaca da eleio da mesa diretora. Por isso, tudo no passou de mera poltica dArLAn Lbo, vereAdor

    Opinio

    CaRtaTodos os anos, fico na expectativa para a realizao da Mostra Sesc Cariri de Culturas. Nesta edio, fiquei muito triste em saber que os espaos pblicos da cidade de Crato no sediaro a programao. Um dos maiores eventos culturais do Nordeste no poderia deixar de ocupar os teatros, ruas e praas do municpio cratense, sobretudo em respeito ao

    pblico e artistas locais.

    LucAs Pires, estudAnte

    seXtilHaMAL AUSNCIA DO BEMO AMOR ETERNAL...PECADO CHAMA-SE EQUVOCONA VISO ESPIRITUALO LRIO NASCE NA LAMACOM BRANCURA ANGELICAL!

    WeLington costA

    Diretor-presidente: Donizete ArrudaDiretora de Redao: Jaqueline FreitasDiretoria Jurdica: Vicente AquinoEstagirios: Ingrid Monteiro, Amanda Salustiano , Joaquim JniorDiagramao: Evando F. MatiasFotos: Serena Morais

    Fundada em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao da Editora e Grfica Cearacom LtdaCNPJ: 15.915.244/0001-71

    Conselho EditorialGeraldo Menezes Barbosa, Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho.

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    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores.

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    ineXPliCVel aMoR

    Palavra de fPr. Jecer goeS

    Joo 3:16 - Porque deus Amou o mundo, de tal maneira, que deu seu Filho unignito, para que todo aquele que nele cr no perea, mas tenha a vida eterna.

    este o versculo que, inexoravelmente, tornou-se o mais conhecido e re-petidamente citado por todos, em toda a bblia. Martinho Lutero chamou-o de evangelho em miniatura. referido versculo no se contenta em declarar apenas a medida do amor divino, porm, asseverar o seu resultado no plano da histria. ele mostra a existncia de Deus; que realmente um fato real. A incredulidade dos homens no diminui o amor de Deus. o Senhor Jesus cristo mostra que este amor incondicional, por escolha, por um gesto da vontade de Deus. Isto significa que voc privilegiado por ser escolhido dentre uma multido para ser Dele. Qual foi a motivao de Deus em dar o seu prprio Filho? - ora, o amor. Assim sendo, que motivao temos em doar-nos para Deus ? - A barganha?- o lucro ? - o benefcio? - No, mil vezes no. Devemos nos doar por amor; amor salvao; amor vida eterna; amor justificao; amor ao perdo e amor ao prximo. Deus deu o melhor que tinha aos homens. Qual o nosso melhor para dar-lhe? Nosso carro ? Nosso dinheiro? Nossa beleza? ele no quer nada disso. Quer sim, a nossa alma, nosso intelecto, nossa f, nossa fidelidade, nossa tica, nosso temor, nosso respeito e nossa adorao. entenda uma coisa. Deus deu o seu Filho por um motivo especfico, qual? Recuperar o ser humano do governo de satans. Qual ser nosso motivo especfico em amar a Deus ? Ora, mostrar a satans que somos filho de Deus, que nos recuperamos do pecado, que nos tornamos adoradores. o amor de Deus diferente do amor dos homens; estes precisam de qumica; do hormnio ocitocina; de afinidade; de sentimentos, etc. o amor de Deus nos aceita com os nossos defeitos e nos recupera. Quanto mais defeitos, melhor. Diz-nos o livro de Romanos captulo 5:20: ...mas, onde abundou o pecado, superabundou a graa. Isto , o amor de Deus manifesta-do de uma maneira infinitamente gloriosa sobre o homem pecador. Entende-se, assim, que este amor que induziu Deus a dar seu prprio Filho, para que mor-resse pelos homens, no pode jamais ser descrito. Uma parte da significao da vida, e, na realidade, o propsito central da existncia humana, o crescimento no conhecimento de Deus, e segui-lo. como tambm participar de sua bondade atravs de sua natureza tica e metafsica por meio de Jesus cristo. impossvel fugir ou tentar se esconder dessa realidade majestosa. dever de cada um de ns buscar entender que no existe segurana fora do amor de Deus. Isto porque, o homem um ser finito, assim, ele um ponto integral para si mesmo. Quando um ateu declara a morte de Deus, na verdade, quem deixa de existir ele mesmo. ele quem desce ao HADeS; ele quem FeDe; ele quem vira uma caveira, se tornando p. Deus continua Deus, agindo deliberadamente. o poeta brasileiro Neimar de Barros por 17 anos foi ateu, vivendo a ridicularizar a cristo e falando coisas banais acerca de Deus. No seu livro, profecias de um ex- ateu, ele escre-veu: Na exploso da aeronave do atesmo, senti meu todo ser salvo pelo para--quedas da graa de Deus, obrigado a todos que compareceram ao enterro do ateu e ao nascimento do cristo Neimar de Barros. Nietzche, o mais blasfemo de todos os ateus, afirmou antes de morrer: Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miservel dos homens. o incrvel que, a despeito de toda essa mis-celnea de conceitos contrrios a Deus, nada tem mudado o amor de Deus. ele um ser inteligente. ele tem conscincia da existncia do homem e o ama. ele tem qualidades emocionais. o seu amor a mais alta forma de amor, a mais pura, ao ponto de ser chamado AMor. Deus te abenoe!

    CHARGE

    Durante a romaria de finados, mais conhecida como Romaria da Esperana (h quem no goste des-ta nomenclatura), eu prefiro estar em Juazeiro do Norte e assistir o seu desenrolar. Este ano, a estive para constatar a mesma alegria de rever um povo, uma nao nordes-tina, que se reencontra com seu Pa-triarca, para recarregar-lhe o nimo, para superar as dificuldades que se lhes impe uma vida difcil, tal a mar ingrata, contrria aos seus de-sejos de felicidade. Eles, os romeiros do Padre Ccero e da Me das Dores, voltam ao Juazeiro do Norte, de onde nunca se afastaram. So os herdeiros desta mensagem de esperana que o padrinho lhes deixou. Fico, de certa maneira, angustiado em ver que Ro-maria um grande negcio onde ns, os donos da terra, praticamos a pre-dao intempestiva, com espoliao e

    maus tratos. Basta percorrer a cidade e seus lugares. Falta-nos a infraetru-tura mnima para que isto se respeite como cidade. Nem preciso detalhar, pois tudo por demais conhecido. A cada romaria, sobram romeiros e faltam homens pblicos. A maioria destes, pretensos zeladores outorga-dos legitimamente, so oportunistas de ltima hora que a conjuntura da cidade ensejou pelo voto comprado, e vendido por ns mesmos. Encontro o cemitrio da cidade em tal estado de abandono que na temporada o pouco que se salva vem do afeto familiar, de tantas pessoas saudosas e ainda cho-rosas. Na manh do dia de Finados, aquilo tudo bem parecia uma rampa de lixo acumulado em muitos dias. No se v nada que ajude na coleta e tudo isto contrasta com o zelo das famlias em renovar pequenos can-teiros e jardins e a decorar jazigos com as flores da estao. Procura-se um servidor qualquer e no se en-cont