jornal do cariri - 09 a 15 de setembro de 2014

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  • plebiscito nacionalcariri tem 220 urnas para votao de reforma poltica poltica | pg. 3

    metropolitana | pg. 5

    metropolitana | pg. 5 poltica | pg. 4

    conquista

    crato passar por adequaes para sediar curso de medicina

    saiba mais

    O Crato foi uma das 36 cida-des contempladas, na ltima semana, com novas faculda-des de medicinas. As unida-des serem abertas pelo Bra-sil como parte do Programa Mais Mdicos. Os novos cur-sos devem contemplar 11 Es-tados. No Cear, Crato foi o nico selecionado. O prefei-to Ronaldo Mattos garante que, no prazo estipulado de seis meses, o municpio deve estar dentro dos parmetros exigidos pelo MEC para ins-talao da faculdade. Entre as aes solicitadas, est o aumento no nmero de lei-tos hospitalares.

    De 09 a 15 De Setembro De 2014 ano 16 nmero 2656 Preo: r$1,50

    www.jornaldocariri.com.brO peridico do Cariri independente

    Serena Morais

    Populao denuncia descaso em hospitais e postos de sade

    prefeito ensaia calote e professores entram em greve

    juazeiro Na uTi

    Pessoas agonizam espera de atendimento mdico, aguardando vagas nos leitos hospitalares ou negligenciadas na busca dos servios bsicos de sade pblica em Juazeiro. A precarizao do SUS atinge crianas, jovens e idosos. No espao de uma semana, uma criana faleceu e ou-tra ficou entre a vida e a morte por causa de problemas no aparelho

    de intubao do nico hospital infantil da cidade. Nos postos de sa-de, a situao no diferente. Faltam mdicos e remdios. O cenrio desespera a populao que necessita do socorro. Para o secretrio de Sade, as melhorias dependem de investimentos, mas, segundo ele, o municpio passa por dificuldades financeiras. poltica | pg. 4

    teatro de repertriotempo de espera volta aos palcos aps 40 anos

    epa | pg. 7

    Serena Morais

    poltica | pg. 3

    pareDes De som

    cincia e tecnologia

    DaDos iBge

    Populao e agentes querem reduzir a poluio sonora

    Alunos criam reator de baixo custo para produzir biodiesel

    Regio Metropolitana do Cariri prxima dos 600 mil habitantes O barulho em reas residenciais continua entre as principais

    reclamaes da populao do Cariri. De acordo com a Polcia Ambiental, leis como a do paredo de som, que impe regras para montagem de aparelhos eletrnicos, e o poder de autua-o pelos agentes ambientais j conseguiram reduzir os casos de poluio sonora. rgos como a Polcia Ambiental autuam e apreendem, prendem infratores e submetem ao pagamento de fiana. Os autuados podem, ainda, responder administrativa e criminalmente, por perturbao do sossego alheio.

    Um projeto desenvolvido por alunos do Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia do Cear (IFCE), em Juazeiro do Norte, criou, a baixo custo, um reator capaz de transformar leo de cozinha em biodiesel, glicerina e sabo. A criao utiliza material de fcil acesso em sua composio e contribui para o meio ambiente, por reuti-lizar um produto que, se descartado incorretamente, pode causar danos natureza.

    juazeirenses reclamam da demora no atendimento da UPA 24h, no bairro Limoeiro, que recebe cerca de 500 pacientes por dia

    esporteicasa resiste m fase e segue em campeonatos

    apito | pg.8

    O lanamento das estimativas populacionais realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatsti-ca (IBGE) apresentou crescimento no nmero de habitantes da Regio Metropolitana do Cariri. Juntas, as nove cidades da regio contam com populao de 590.209 pessoas, nmero 4,5% maior do que h quatro anos. Segundo o gerente da agncia de IBGE em Juazeiro do Norte, Ccero Pereira, o resultado se d graas aos investimentos locais, que atraem cada vez mais moradores. metropolitana | pg. 6

    Divulgao

    BarBalHa

  • Regio do caRiRi, de 09 a 15 de setembRo de 20142

    na verdade, queremos apenas sensibilizar o prefeito (z leite) para o repasse do que direito dos professores. jaqueline Barreto - presiDente Do sinDmuB

    Opinio

    carta com felicidade que vejo o Jornal do Cariri completar seus 17 anos. Acompanho o JC desde que vim morar na regio e compartilho do sentimento de vitria sentido neste momento. Que muitas boas notcias venham nos prximos anos e que vocs continuem mostrando o porqu de terem conseguido se firmar nesta terra. Vida longa ao JC!

    seXtilHaTUDO QUE COMPE PROGRESSOE APERFEIOAMENTOGUARDA A ORDEM POR BASEPARA O NOSSO CRESCIMENTOE O VERBO OBEDECEREXIGE O SEU CUMPRIMENTO.

    Welington costa

    Diretor-presidente: Donizete ArrudaDiretora de Redao: Jaqueline FreitasDiretoria Jurdica: Vicente AquinoDiagramao: Evando F. MatiasFotos: Serena Morais

    Fundada em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao da Editora e Grfica Cearacom LtdaCNPJ: 15.915.244/0001-71

    Conselho EditorialGeraldo Menezes Barbosa, Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho.

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    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores.

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    palavra de FPr. Jecer goeS

    CHARGE

    Sempre que poltica e religio mistura-ram-se a histria registrou consequncias da-nosas a democracia e as mais variadas formas de tolhimento das liberdades. Imediatamente nos remetem a memria ao governo dos aia-tols no Ir nos dias atuais, a influncia exer-cida pelo Vaticano na idade mdia e os faras, verdadeiros deuses vivos, que exerciam o po-der no Egito antigo. Essa realidade mudou a partir do iluminismo, das revolues francesa e industrial, que sepultaram a mxima de que Deus escolhia representantes polticos na Ter-ra, o teocentrismo, atravs do qual os antigos regimes monrquicos costumavam justificar seu poder. Paralelamente, fortalecia-se entre os intelectuais as idias do constitucionalismo, como uma limitao ao poder e a supremacia da lei, e de democracia, onde a legitimidade do poder era do povo e o governo escolhido pela sua maioria. Assim, Estado e religio passa-ram a andar separados.

    No Brasil, desde a Proclamao da Re-pblica vedado a qualquer dos entes p-blicos dos trs poderes manter relaes de aliana e dependncia com determinada re-ligio ou com seus representantes. a limi-tao imposta ao poder constitudo, exercida pela Constituio Federal para assegurar um Estado laico, onde no se permite que o go-verno e o sagrado confundam-se. Ainda no intuito de consolidar tal distino, declarou--se inconstitucional a criao de partido po-ltico religioso, independente de serem cat-licos, evanglicos, umbandistas ou judaicos. Novamente o ordenamento jurdico buscan-

    do separar a Repblica dos credos, jamais no sentido de proibir que padres, pastores, pais de santo ou rabinos posam vir a ser candida-tos, mas sim evitar que a extraordinria fora do poder religioso desequilibre a eleio.

    misso da Justia Eleitoral assegurar a liberdade de conscincia do eleitor, sendo este inclusive um dos princpios que regem sua atuao, atravs do qual visa diminuir as desigualdades entre os candidatos, para que possam disputar em situao de paridade a preferncia da populao. Nesse sentido que cada vez mais tem se buscado reprimir o Abuso de Poder, quer seja econmico, po-ltico ou dos meios de comunicao social. Em outras palavras, tratam-se de aes ou omisses com vistas a determinar os com-portamentos alheios, que culminam pelo desequilbrio da disputa eleitoral em favor de um candidato, afetando sua legitimidade e normalidade, ao ponto que desvirtuem a li-berdade de escolha do eleitor por influncia de meios ilcitos. Tais comportamentos ile-gais, s so possveis devido ao controle exer-cido sobre certos recursos, pois podem ocor-rer pelo desvirtuamento da mquina estatal, o emprego abusivo de recursos patrimoniais ou a utilizao dos meios de comunicao para valorizao ou difamao de candidato.

    A partir desse entendimento que ope-radores do direito eleitoral passaram a dis-cutir a existncia ou no de uma nova esp-cie de Abuso de Poder: o religioso. Atravs do qual candidatos utilizam-se do discurso religioso com o intuito de captar votos, das igrejas como escadas para a conquista de mandatos eletivos, da doao feita por fiis as igrejas para o financiamento de campanhas e quando lderes religiosos impem determi-nadas opes de votos aos seus fiis. Todos esses fatores somados ainda, a ingenuidade e simplicidade da parcela menos esclarecida da populao, para quem a influncia exerci-da esta acima da razo, no campo sagrado da f, que em suma, configuraria-se o Abuso

    de Poder Religioso ou sempre que houvesse o uso das religies para alm dos seus fins.

    indiscutvel que as entidades religio-sas so veculos difusores de doutrinas com capacidade ilimitada de angariar seguidores por meio de benefcios incomuns aos demais como imunidade tributria, concesses de ca-nais de televiso e rdio, bem como, a lamen-tvel postura que alguns de seus lderes man-tm em perodos eleitorais, quando tentam associar determinada escolha poltica a uma vontade Divina, exercendo verdadeira presso para que fiis votem neste ou naquele candi-dato. Prtica que vem mostrando-se frequen-te e merecendo ateno dos juzes e Tribunais eleitorais, como na Representao 2458, sob a relatoria do desembargador Mrcio Luiz Fo-gaa Vicari do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, que ao julgar suposta doao financeira de entidade religiosa e a vinculao de pedido de voto a crena religiosa, reconhe-ceu que configura o abuso se houver influn-cia indevida na liberdade de escolha do eleitor.

    Contudo, embora seja pblico e notrio que exista uma ameaa real