jornal do cariri - 08 a 14 de janeiro de 2013

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REGIÃO DO CARIRI l DE 08 A 14 DE JANEIRO DE 2013 l ANO XIV l NÚMERO 2568

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  • primeira semana de mandato

    conscientizao

    juazeiro

    falta de estrutura

    coluna donizete

    colnia de frias

    cmara municipal de juazeiro do norte

    Arte

    : Eva

    ndo

    Ferre

    ira M

    atia

    s

    O peridico do Cariri independente

    ESTATSTICA DA polCIA CIvIl

    esportecultura

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    Rabecas de Di Freitas inspiram documentrio

    entreVista

    VozesdoCaririPadre Jos Alves, 50 anos de dedicao

    vida religiosa 6

    Crescimento populacional agrava o quadro de criminalidadecom mais de 3.200 crimes praticados entre janeiro e novembro de 2012 e registrados na 19 delegacia de polcia civil de crato, o ano passado considerado mais violento do que 2011, nos 13 municpios jurisdicionados pela regional cratense. Quatro mulheres assassinadas nesse perodo. o consumo de drogas e a bebida alcolica ainda so os maiores causadores da violncia. furtos, roubos e assaltos continuam como as ocorrncias mais frequentes. autoridades policiais acreditam que a violncia aumenta tambm conforme a evoluo populacional. para eles, esse fenmeno no pode ser atribudo somente s deficincias na segurana pblica.

    Nova Mesa Diretora quer Legislativo independenteo presidente da Cmara de Juazeiro, Antnio de Lunga, aposta na independncia do poder em relao ao Executivo. A sesso que escolheu o lder da Casa no binio 2013/2014 serviu para deixar isso claro. Houve tumulto quando da retirada da candidatura do vereador Gledson Bezerra, que disse no ter conseguido votos suficientes para se eleger. O vereador, apoiado pelo prefeito Raimundo Macedo,

    indicou, durante a sesso, o nome do petista Claudio Luz (PT) para concorrer Presidncia. Claudio, aliado poltico do ex-prefeito Manoel Santana, s precisaria do seu prprio voto para vencer a disputa, j que recebeu os sufrgios dos 10 vereadores de situao. Entretanto, recusou a proposta e preferiu votar em Antnio de Lunga, classificando a atitude do Gledson como manobra eleitoreira.

    prefeitos comeam a realizarsuas aes administrativas

    Movimento Organizado de Cultura tira jovens da rua

    crie e perda dentria lideram problemas de sade bucal

    Curso de Artes Visuais da Urca pode ter atividades paralisadas

    Denunciadas irregularidades desargento na Guarda de Juazeiro

    Ronaldo determina auditoria nas contas de Samuel Araripe

    os prefeitos empossados no dia 1 de Janeiro deste ano, Raimundo Macedo, de Juazeiro do Norte, Ronaldo Mattos, de Crato, e Z Leite, de Barbalha, j encetaram suas aes frente da administrao pblica municipal. Para eles, o momento tambm de articulaes polticas.

    o movimento Organizado de Cultura de Rua (MOCR), promovido em Juazeiro e idealizado por um grupo de amigos, tenta oferecer a jovens em situao de risco, a oportunidade de entrar em contato com a cultura, atravs da participao ativa em oficinas e grupos de dana.

    o curso de Artes Visuais da Universidade Regional do Cariri (Urca) est prestes a paralisar suas atividades. Segundo as reclamaes dos estudantes, dos 21 profissionais que deveriam compor o corpo docente na instituio, apenas dois esto ministrando as aulas.

    Programao leva brincadeiras circenses para crianascom o trmino do ano letivo, as colnias de frias so consideradas alternativas para entreter jovens e crianas. No municpio de Crato, a programao Brincando nas Frias leva tcnicas e truques circenses para dezenas de crianas, nos dias 14 a 19 de janeiro.

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    REGIO DO CARIRI l DE 08 A 14 DE JANEIRO DE 2013 l ANO XIV l NMERO 2568 R$ 1,50

    Times ainda montam elenco para Cearense

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  • As eleies para as mesas diretoras das cmaras muni-cipais constituem-se na prova de fogo de incio de mandato de todo prefeito. Uma derrota pode significar que seu primeiro binio no cargo ser marcado por crises institucionais ou por chantagens polticas carssimas. Por outro lado, essa mesma derrota tambm pode representar uma vitria da independn-cia e da altivez do parlamento em face do Executivo municipal.

    As mesas diretoras das trs maiores cmaras de ve-readores do Cariri, do tringulo CraJuBar, foram eleitas e, a despeito da vitria dos candidatos ligados ao Governo, os novos presidentes afirmam que tero posies de indepen-dncia em face dos respectivos prefeitos.

    Em Barbalha e Crato, as maiorias com que os elei-tos venceram foram mais do que folgadas. Seus nomes so conhecidos com o de pessoas muito prximas aos prefei-tos eleitos. A escolha de Antnio de Lunga, em Juazeiro do Norte, no foi tranquila. Houve alguma tentativa de contes-tao. Mas, ao final, ele terminou sendo vitorioso e saiu-se com um discurso tpico de polticos mineiros dos anos 1950: No farei oposio ao prefeito, mas serei independente.

    cedo para prever o que realmente ocorrer. A C-mara Municipal de Juazeiro, em diversos momentos, na gesto Z de Amlia, apresentou-se como a nica fora poltica realmente capaz de se contrapor aos excessos do primeiro binio da administrao do ex-prefeito Santana. Em alguns episdios, foi a voz crtica e corajosa da Cma-ra rebelde que impediu o total domnio da Prefeitura (e do ento inexperiente prefeito) por assessores e secretrios ineptos ou com ms intenes. Posteriormente, esse mes-mo Poder Legislativo viu-se envolvido em denncias gra-vssimas, que solapavam toda a credibilidade conquistada e que devolveram a Santana grande parte de seu prestgio com a populao.

    O Poder Legislativo est cada vez mais aviltado no Brasil. O Congresso Nacional apresenta os piores n-dices de reconhecimento popular dentre as instituies brasileiras. As Assembleias Legislativas vivem seu pior momento desde a Primeira Repblica. Os governadores convivem, em alguns Estados, com oposies formadas por 1 ou 2 deputados estaduais. Essas casas parlamenta-

    res caminham lentamente para a irrelevncia e desabam no precipcio do clientelismo.

    As Cmaras de Vereadores, historicamente o ncleo do poder popular no Brasil, desde os tempos coloniais, es-to em situao melhor. Prximas do povo, dotadas de im-portantes competncias legislativas, essas casas parlamen-tares so favorecidas pela temperatura elevada da poltica, especialmente nos municpios do interior. Os conflitos, as crises e as reviravoltas nos grupos polticos tornam o poder dos vereadores (ainda) muito importante no esquema de poder local. O problema est na tentativa de se misturar essas legtimas presses polticas com o nefasto jogo da tro-ca de vantagens, do pagamento de mensalinhos, da retri-buio pelo apoio financeiro na campanha e pela indicao espria de secretrios ou dirigentes de reparties.

    O limite entre a oposio democrtica e a chantagem poltica tem sido muito tnue nas cmaras de vereadores brasileiras. Na legislatura que se inicia, uma vez mais, o Ca-riri conhecer de que so feitas suas novas mesas diretoras. O tempo responder essa intrigante questo.

    CMARAS MUNICIPAIS: INDEPENDNCIA OU SUBSERVINCIA?

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 08 A 14 DE JANEIRO DE 2013opinio

    editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    O OURO DA NOSSA ALMANINGUM JAMAIS FURTARSABEDORIA E AMORNO VENDE EM NENHUM LUGARA RIQUEZA ESPIRITUALPRECISAMOS CONQUISTAR!

    Wellington Costa

    O nosso pas jovem. Na verdade, 400 anos de escravido dos negros e muitos preconceitos foram mantidos. A liberdade de expresso e a de culto religioso so coisas novas em nossas conscincias. Foi em 1890 que a primeira lei foi aprovada sobre a liberdade de culto religioso. Hoje h uma certa indiferena quanto a estas lutas. Mas os abolicionistas, liberais e religiosos conscientes sempre lutaram pela liberdade. Foram rduas lutas onde escravocratas e conservadores temiam a perda de privilgios. Hoje, o mundo tecnocrata aliena e luta por vender iluses a coraes desavisados. Mas a liberdade de pensar e sentir ainda ideal de muitos. A Constituio Brasileira garante a liberdade quanto a cor, o credo e outros pontos fundamentais. Na verdade o ouro ainda cobiado por muitos. A humanidade escrava de iluses! O homem livre aquele que no se ilude com o materialismo. Seu ideal o espiritualismo e a vida eterna. Assim seremos livres! Quando a maioria acredita no Amor e na conscincia livre, teremos fora para dizer no a tudo que cultua a morte e dizer sim vida. Viva a liberdade!

    Paulo Roberto Giro Lessa

    CHARGE

    CENSURA, CRTICA E OPINIOA condio imposta pela ditadura,

    na poca em que existiu a censura no Bra-sil, deixou uma grande cicatriz na produo intelectual deste Pas. A presidenta Dilma Roussef at reconhece, quando depois de eleita para o quadrinio 2011-2014, disse em seu primeiro discurso: Prefiro o barulho da imprensa livre ao silncio das ditaduras.

    A reao de determinados grupos faz ressurgir timidamente a censura, indo aos extremos. Vez por outra, foras tira-nas de ditadores, inspirados na tendncia do passado, causam temor aos organismos da imprensa brasileira: escrita, falada e te-levisada; ameaam o direito liberdade de expresso, querendo calar a tudo e a todos, tentando impedir a veiculao de notcias e querendo encobrir fatos (erros) dos seus iguais. Recorrem prtica da violncia ou a expedientes, com intimidao aos profis-sionais da comunicao de massa, trazendo quase de volta a censura que, consequente-mente, uma afronta ao direito livre ex-presso, garantido na Constituio Federal de 1988.

    Os diferentes pontos de vista po-dem ser expressos e veiculados, por inter-mdio das emissoras de rdio, televiso, ou em contedo escrito para jornais e revistas. Independentemente da classe social, o cida-do pode solicitar o espao nos meios de

    comunicao para se defender, fazer sua reclamao, propagar uma ideia, divulgar um produto ou servio.

    A opinio deve ser encarada como um dos pilares do princpio de-mocrtico que destina a informar e esclare