jornal do cariri - 05 a 11 de março de 2013

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05 a 11 de março de 2013 Ano 15 Número 2576

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  • XXXXXXXXXXXEPA | Pg. 7

    Hospital pede doao de leite materno no Crato

    mAtErnidAdE so vicEntE

    Com estoque reduzido, o Banco de Leite Humano do Hospital e Maternidade So Vicente de Paulo precisa de doaes. Enfermeiros incenti-vam s mes a doarem o ali-

    mento que importante para o desenvolvimento da criana e, sobretudo, para os bebs prematuros que no podem ser amamentados pela me. mEtroPoLitAnA | Pg. 6

    Moradores de rua transformam barro em arte

    cuLturA

    Ensino suPErior

    Urca descentralizasua execuo oramentriaOs custeios finalsticos e de manuteno para a Univer-sidade Regional do Cariri (Urca) tiveram reduo de 10% em 2013, num com-parativo ao ano de 2012. Departamentos e unidades descentralizadas vo assu-mir responsabilidades e participaro diretamente da execuo financeira da instituio. O oramento liberado pelo Conselho de Gesto ser dividido entre as unidades.mEtroPoLitAnA | Pg. 5

    Juazeiro pode perder 114 casas por venda de terreno pblico

    PrefeitUra ter que desapropriar o terreno ou comprar novo lote em outra localidade.

    O imbrglio da doao e venda de terrenos em Juazeiro do Norte trouxe mais um pro-blema para a popula-o. Desta vez, R$ 8

    milhes para a cons-truo de 114 unida-des habitacionais, que j esto disponveis na Caixa Econmica Federal, poder ser

    cancelado, mediante a venda de um terre-no no Jardim Gonza-ga, realizada, segundo o prefeito Raimundo Macedo, pela gesto

    anterior. Segundo, ele o terreno havia sido comprado e desapro-priado por ele, em seu primeiro mandato, mas agora precisar

    ser expropriado nova-mente, sob pena de o Municpio perder o re-curso. PoLticA | Pg. 3

    PrEfEiturA imobiLiriA

    Saiba mais

    Ptio do Detran aonde so realizados os exames prticos de moto

    Detran ter novo espao para exames prticosO Detran-Ce est construindo um novo espao para a reali-zao de exames de prtica de direo, no Distrito Industrial. O local tambm vai funcionar como depsito para carros. Atu-

    almente, as provas so realiza-das em reas adjacentes sede do rgo em Juazeiro, o que tem causado transtornos para a populao.

    mEtroPoLitAnA | Pg. 6

    Secretaria vai fechar oito escolas por falta de alunos

    ZonA rurAL

    A Secretaria de Educao de Juazeiro do Norte pretende fechar 8 das 18 escolas da zona rural do Municpio. O fechamento acontecer por-que as unidades funcionam

    com nmero insuficiente de alunos, que sero levados para escolas maiores e me-lhores estruturadas. mEtroPoLitAnA | Pg. 6

    8 De MaroCombate violncia ganha fora no Dia da MulhermEtroPoLitAnA | Pg.6

    eSPorteatletismo abre temporada de corridas de ruaAPito | Pg. 8

    www.jornaldocariri.com.br

    05 a 11 de maro de 2013 ano 15 nmero 2576 Preo: r$1,50

    O dirio do Cariri independente

    banCo De leite HUMano tambm recebe doaes de recipientes para acondicionar o alimento

    oposio questiona aumento de dirias e vai acionar MP

    cAririAu

    O prefeito de Cariria, Joo Marcos (PMDB), enviou Cmara Municipal projeto de lei que aumenta os valores das dirias dos cargos execu-tivos da administrao em

    mais de 200%. A oposio informou que vai entrar com representao no Ministrio Pblico, questionando a ile-galidade da medida. PoLticA | Pg. 3

    EPA | Pg. 7

    dArLAn Lobo

    Quem o vereador que articula o G11?

    MaDSon VaGnera Coluna Chapada est de volta ao JC. Sob o olhar do jornalista Madson Vagner, mais informao e anlise do que acontece na regio.PoLticA | Pg.4

    O vereador Darlan Lobo (PMDB) lidera o grupo de 11 vereadores que fazem oposio ao prefeito Rai-mundo Macedo, na Cmara de Juazeiro do Norte. Nos dois primeiros mandatos, manteve uma postura cal-comedida, mas a atuao na atual legislatura promete ser marcada pela ousadia e coragem.PoLticA | Pg. 4

  • Regio do caRiRi, 05 a 11 de MaRo de 20132

    Em sua constituio, o ser hu-mano j traz espontnea formas de agressividade. Por exemplo, in-fligir sofrimento ao outro, revelan-do o prazer pela crueldade. Mas, o civilizado, por entender que os bolses de inteligncia sobrevivi-am s duras penas, resolveu eleger a vida como valor supremo. Da, pode decorrer a grande rejeio pena de morte, negao da vida.

    Estou me desmilinguindo nes-sas consideraes, sem chegar ao principal. Bem feito. Quem man-dou se meter na arte de escrever, vez por outra, sem dominar com autoridade certos assuntos? O objetivo real do escriba meter a colher nessa bestificao que as-sola o futebol no seu entorno.

    Quando a insanidade con-tida dentro dos estdios, fora de-

    les os relatos do conta de vitrias conquistadas pela estupidez. Nas ruas, vias e terminais, os instintos bestiais do homem produzem um espetculo macabro de violncia.

    Na abordagem deste assunto e na distribuio de culpas por esta selvageria, deixa-se de lado o as-pecto de cumplicidade de parte considervel da mdia esportiva. Um exemplo: quando rotula essa massa ignorante de bando de loucos, a imprensa especializada incensa os atos de vandalismo e, ao mesmo tempo, se torna refm de uma situao de bajulao obrigatria.

    Tratados com toda a conde-scendncia do mundo, os tais uni-formizados julgam que a eles tudo permitido. Nessas horas, o brao da lei acaba ficando curto, apesar do esforo das autoridades. Isso sem se falar na contribuio dos dirigentes de clubes, aproveitado-res dessa excrescncia para mano-bras polticas.

    No problema de fcil soluo. Os baderneiros organi-

    zados, quando no enfrentam as torcidas contrrias, brigam entre si. a nusea de si prprio. Di-ante da surdez coletiva, de pouco adiantam campanhas educativas para mostrar o futebol como cel-ebrao.

    Levantamento feito entre 1988 e 2012 aponta para um total de 191 mortes de torcedores com idade at 30 anos. Nesse ponto, as estatsticas me irritam. Banalizam tudo. Em fria anlise, seriam esses nmeros razoveis no balano das barbaridades? As estatsticas devem responder.

    No que esto, mesmo, queren-do transformar essa paixo na-cional?

    O Estado brasileiro tem uma forte tra-dio patrimonialista. Nepotismo, cor-rupo, empreguismo e outras mazelas da coisa pblica somam-se utilizao dos bens de Municpios, Estados e Unio da forma mais predatria possvel.

    Uma das manifestaes mais anti-gas dessa prtica a doao de im-veis pblicos para particulares. Os prefeitos acreditam verdadeiramente que esses bens so propriedades suas e no dos municpios a que deveriam servir. H doaes sem causa ou com causa simulada. Doam-se imveis supervalorizados sem o menor crit-rio e sem qualquer preocupao com o desfalque causado ao patrimnio pblico. Em outros casos, as doaes so travestidas de vendas, que ocor-rem por valores subestimados ou sem qualquer correlao com o que ocorre no mercado imobilirio.

    Em Juazeiro do Norte, esse pare-ce ser um problema dos mais recor-rentes em todas as Administraes, independentemente da colorao poltico-ideolgica. Agora, chega-se ao cmulo de se discutir a desapropria-o de um imvel que foi transferido pelo Municpio para particulares. Esse episdio simblico. Ele representa o cmulo da falta de viso e de gesto pblica. Suas causas devem ser apu-radas. A Cmara Municipal tem nes-se problema uma excelente bandeira para iniciar a nova legislatura de 2013. Por que no fazer um levantamento global de vendas e doaes de imveis de Juazeiro nos ltimos 20 anos? Por que no aferir os valores dessas alie-naes e como o interesse pblico foi atingido? Esses negcios jurdicos podem ser anulados, dada preservao da coisa pblica, base e fundamento

    do princpio republicano. Se ess es atos forem realmente expostos, talvez muitas novas fortunas em Juazeiro venham a ser explicadas e expostas ao desinfetante da luz do sol.

    Uma investigao independente, conduzida pela Cmara Municipal e apoiada pelo Ministrio Pblico, pode comear com algo muito sim-ples: o levantamento dos cadastros do Patrimnio Imobilirio de Juazeiro e seu confronto com os dados existen-tes nos cartrios de imveis do muni-cpio. Em relao a imveis, h uma grande vantagem em qualquer apu-rao de responsabilidades: est tudo carimbado, registrado em cartrio. Diferentemente do dinheiro, que pode sumir, o imvel no evapora.

    Uma comisso da Cmara Munici-pal, no necessariamente uma CPI, teria amplas condies de expor ao

    povo de Juazeiro o que foi realmente feito com seu patrimnio imobilirio nos ltimos 20 anos. Alm da possi-bilidade real de recuperao do que foi fraudulentamente transferido a particulares, cmplices ou no dos culpados, essa iniciativa teria dois efeitos colaterais bastante interessan-tes. O primeiro organizar a baguna dos registros pblicos dos bens im-veis de Juazeiro. Afinal, quem real-mente sabe o que possui o municpio? Quantos imveis pblicos esto hoje ocupados indevidamente por parti-culares, sem qualquer formalizao e sem pagar absolutamente nada? de se lembrar que o Cdigo Civil probe o usucapio de bens pblico. Logo, se algum possui algum imvel de Ju-azeiro, ainda que h 30 ou 40 anos, esse bem poder ser fac ilmente recu-perado.

    rePaSSe para custeio da Urca ser 10% menor em relao ao do ano passado otonitE cortEZ

    EditoriAL

    DESCASO COM O PATRIMNIO

    Opinio

    O FUTEBOL DAS BESTAS

    o Cdigo Civil probe o

    usucapio de bens pblicos

    Wilton bezerra

    J. BOSCO

    CartaO governo brasileiro agora se preocupa em criar leis para proteger a Terra das agresses do homem ecologia. O equilbrio ecolgico uma linha frgil e tudo ocorre em cadeia. No fcil recuperar o equilbrio da natureza. Pensamos que somente a educao pode levar o bicho homem a parar de consumir e destruir de maneira to agressora. Ns erramos e ns temos que aprender a parar de consumir e queimar. uma longa luta. Contamos com os homens de bem que se uniro no propsito nico de salvar o planeta. A unio faz a fora. Vamos mudar a Terra.

    PAuLo giro

    SeXtilH