Jornal do Cariri - 05 a 11 de Fevereiro 2013

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Edio do jornal do Cariri - Fevereiro 2013

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<ul><li><p>REGIO DO CARIRI(CE), DE 05 A 11 DE FEVEREIRO DE 2013 1</p><p>O peridico do Cariri independente</p><p>HORA DE PLANTAR cuLTuRA</p><p>POLTIcA</p><p>REGIO DO CARIRI l DE 05 A 11 DE FEVEREIRO DE 2013 l ANO XIV l NMERO 2572 R$ 1,50</p><p>6 7</p><p>3</p><p>AgRIcuLTuRA fAmILIARjuAzEIRO</p><p>TRANsPORTE</p><p>cARIRIAu</p><p>cRATO</p><p>Cmaras do Crajubar iniciam trabalhos com o dever de recuperar moralidade</p><p>Exposio Foto Silva traz o retrato popular de Juazeiro</p><p>Programa distribui uma tonelada de sementes no Cariri</p><p>Distribuio de milho estvel mesmo com previso de pouca chuvaA distribuio de gros de milho apresenta estabilidade neste primeiro bimestre do ano. No Cariri, 350 toneladas j foram distribudas. Durante o ms de fevereiro, a Conab de Juazeiro espera que 2.500 toneladas estejam disponveis para as 19 cidades atendidas.</p><p>nibus municipais circulam em condies precriasO sistema de transporte coletivo de Juazeiro do Norte no atende adequadamente as diversas camadas da populao, embora a cidade tenha um desenvolvimento scio-econmico referncia no interior do Nordeste. Apenas duas empresas fazem o transporte coletivo municipal, cujos nibus, em sua grande maioria, esto em precrio estado de conservao.</p><p>cRATO</p><p>Moradores ameaam ir Justia pedir fim das obras de pavimentao</p><p>Prefeito Raimundo Macdo herda dvida de R$ 71,4 milhes</p><p>cOLuNA DONIzETE</p><p>ALERTA</p><p>Bombeiros recomendam prudncia para folies de carnavalDurante o perodo de carnaval, aumenta a procura por diverso em clubes e mananciais. Mas, segundo o tenente Arthur Graa, do Corpo de Bombeiros, os exageros na ingesto de lcool e comida so os principais motivadores dos afogamentos, que triplicam nesta poca do ano.</p><p>Populares questionam instalao de aterro sanitrio em Gravata</p><p>Ronaldo denuncia buraco de quase R$ 36 milhes deixado por samuel e vai parcelar pagamento</p><p>O projeto para a implantao do Aterro Sanitrio Consorciado, com sede em Caririau, foi apresentado comunidade na ltima quinta-feira (31), durante audincia pblica. Apesar da </p><p>empresa responsvel pela obra apontar os benefcios para a populao, os moradores da localidade escolhida no ficaram satisfeitos com o empreendimento e o questionaram. </p><p>Sere</p><p>na M</p><p>orai</p><p>s</p><p>A poluio sonora continua a por em xeque a autoridade pblica em Juazeiro do Norte. Difcil de combater, principalmente em bairros da periferia, este tipo de crime ambiental provocado, muitas vezes, por clientes que chegam aos bares, com os chamados paredes de som.</p><p>semana de expectativas para os vereadores caririenses. Com o incio de mais um perodo legislativo, os presidentes das mesas diretoras do Crajubar pretendem adotar medidas enrgicas a fim de resgatar a credibilidade do legislativo do Crajubar que tem sido </p><p>alvo de crticas e denncias envolvendo vereadores, principalmente em Juazeiro do Norte. Como primeira medida, haver a votao de matrias, em carter de urgncia, para garantir o funcionamento do Executivo nas trs maiores cidades do Cariri. </p><p>6</p><p>4</p><p>3</p><p>3</p><p>6 4</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>Desafio permanente para autoridades de Juazeiro </p><p>Guerra entreRaimundo eSantana experombosmilionrios</p></li><li><p>2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 05 A 11 DE FEVEREIRO DE 2013Opinio</p><p>Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor. </p><p>O EXEMPLO UMA FORAQUE ARRASTA MULTIDESTODA CAUSA TEM EFEITOCOM SUAS REPERCUSSESQUEM ANDA COM JESUS CRISTOPRATICA BOASAES!</p><p>Wellington Costa</p><p>Desde o dia da inaugurao da ltima reforma que transformou a Praa Feij de S (Giradouro Bairro Tringulo Juazeiro do Norte), em academia popular de ginstica, eu venho prevenindo as autoridades sobre o grande erro que cometeram (Moro a 100 metros do local, h 16 anos). Aquele local jamais poderia ter sido escolhido para essa finalidade, porque, segundo estudos do DERT, circulam aquele giradouro cerca de 65.000 veculos diariamente. Os caminhos para chegar ao centro da praa so percorridos pelos pedestres driblando carroas, bicicletas, motos, automveis, nibus, caminhes, carretas etc., num verdadeiro malabarismo. Mas tudo j foi feito. Milhes de reais j foram investidos. Est sem jeito. Os responsveis por aquela obra j foram afastados do poder. Resta aos atuais governantes colocarem alambrados de segurana resistentes a grandes impactos; sinalizar o trecho em todos os sentidos com tartarugas, redutores de velocidade, faixas para uso de pedestres, semforos, fiscalizao constante por agentes do DEMUTRAN. Permanecendo da maneira que est, resta a OAB, ou a qualquer cidado comum que tenha noo do perigo que os desportistas esto correndo diariamente utilizando aqueles aparelhos de ginsticas, impetrarem aes junto s autoridades competentes no sentido de proibirem o acesso quela praa. Joo Dino Neto</p><p>Um livro DE HUbErto tavarES</p><p>CHarGE</p><p>CoNtra o FUtEbolDepois que Charles Miller im-</p><p>plantou a prtica do futebol no Brasil, a disseminao do ludopdio no foi fcil como muitos imaginam hoje. A atividade era vista como elitista, pois exclusiva de ingleses brancos e ricos. Nomes notrios da intelectualidade brasileira torceram o nariz para o novo esporte por julg-lo ra-cista e preconceituoso dada a excludn-cia com negros e operrios. Graciliano Ramos duvidou que o futebol vingasse por estas paragens do cangao por ter vindo do estrangeiro. Rui Barbosa che-gou a tratar jogadores da seleo brasi-leira como corja de malandros e vaga-bundos. Por consider-la uma atividade esportiva inglesa de natureza aristocrti-ca, Lima Barreto cogitou fundar uma liga de cidados para combater a novidade. Afora os mais diversos percalos, o culto manifestao mais popular do plane-ta, at bem pouco tempo, era visto pelos puristas de academia como uma coisa sacrlega ao propor a mistura de neur-nios com uma bola de couro. Algo des-proposital ou vulgar, ligado ignorncia do povo. </p><p>Um argentino, Juan Sebre-li, escreveu livro contra o futebol, onde demonstra pruridos por faze-rem da insignificncia do contedo em si desse esporte, a coisa mais importante para milhes de pesso-as. Ora, quando bilhes de pessoas param para assistir uma deciso de Copa do Mundo, irrelevante seria a pre-tenso de qualquer intelectual ignorar o fenmeno. Mais do que muitas ideolo-gias, o futebol conseguiu agregar socie-dades, culturas, etnias, continentes e at sistemas polticos. Tudo isso gerou uma complexa dificuldade para se entender a razo de ser desta prtica. Um fennemo cultural de gigantes escalas, significn-cias e vitalidade resistentes at mesmo ao longo tempo dos gangsterismos in-ternos da sua prpria estrutura de poder, da poltica das naes e das autoritrias idiossincrasias de seus dirigentes.</p><p> H 30 anos, as obras literrias so-bre o futebol eram contadas nos dedos. Tal escassez era verificada, notadamente, nas livrarias do pas cinco vezes campeo do mundo. Com a Copa do Mundo de </p><p>2014 a ser sediada no Brasil, hoje temos at bienal progra-mada com tudo que obra escrita recentemente sobre o assunto. Um captulo especial certamente ocupar grande parte das obras: a corrupo. A propsito, veremos como os </p><p>problemas de aceitao do futebol, no inicio do sculo passado, transformaram--se, ento em fichinhas diante do que tem ocorrido nos ltimos tempos. O Sr. Ricardo Teixeira, por exemplo, principal beneficirio dos escndalos nacionais e internacionais do mundo da bola, se defendeu de um dos inmeros proces-sos a que respondeu, arguindo atravs do seu advogado com este comovente agradecimento a quem lhe proporcio-nou riqueza e projeo: O futebol no tem interesse social relevante e contribui para a desinformao do povo, j de si mal aparelhado intelectualmente. UM CRETINO. </p><p>Wilton BezerraComentarista esportivo da </p><p>TV Dirio e Rdio Verdes Mares</p><p>H u b e r t o Tavares, pro-fessor, ator de teatro, poeta e bomio de Cra-to, romntico e inspirado, ago-ra resolve reunir em livro (Eu preciso escre-ver versos) seus principais poemas, numa edio necessria para os que vi-veram a segunda metade do sculo XX nesta parte de mundo, bero de fes-tejados autores e juven-tude inquieta, atuante nas reas da cultura.</p><p>A disposio dos escritores de levar adian-te suas produes preen-che esse tempo em que deixou de ser impossvel a publicao de trabalhos ricos de lirismo e mem-rias vrias, elementos essenciais ao estudo et-nogrfico, sobretudo quando as mquinas ofe-recem condies de fugir do anonimato.</p><p>Jos Huberto Ta-vares de Oliveira, mais conhecido pela alcunha de Bebeto, abre assim o amplo espao na sua histria das vivncias in-terioranas, para desem-penhar esse papel de testemunha ocular do corao dessas existn-cias de sua rua, a das Laranjeiras, hoje Jos Carvalho, e o Beco do Padre Lauro, prximos </p><p>Praa da S, centro urbano de Crato, revivendo tipos po-pulares da cidade e as rotinas da be-leza cotidiana que jamais retornaro a no por meio da </p><p>mgica das palavras. Passa isso nos seus </p><p>poemas, pginas de rica beleza e emocionalidade, multiplicando sentimen-tos e impresses que se perderiam no eterno das horas, quando apenas os escritores reproduzem o ntimo da alma, em mo-mentos de enlevo.</p><p>Os leitores contam, pois, com este livro na viagem retrospectiva ou nas visitas s eras que viraram saudades pun-gentes, em versos ne-cessrios ao registro de vidas sonhadas e amores adormecidos nas noites encantadoras de um ob-servador contumaz das melhores solides.</p><p>Emerson monteiro Advogado</p><p>Exped</p><p>iente</p><p>:</p><p>Fundado em 5 de setembro de 1997O jornal do cariri uma publicaoda Editora e grfica cearacom Ltda</p><p>cNPj: 15.915.244/0001-71</p><p>O peridico do Cariri independente</p><p>Diretor-presidente: Donizete Arruda Diretora de Redao: Jaqueline Freitas Diretoria jurdica: Vicente Aquino </p><p> Estagirios: Ingrid Monteiro, Amanda Salustiano e Joaquim Jnior </p><p>Administrao e Redao: Rua Pio X, 448 - Bairro Salesianos - CEP: 63050-020 - Juazeiro do Norte Cear - fone (88) 3511.2457sucursal fortaleza: Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, sala 05, Telefone: 085.3462.2607 - Celular: 085.9161.7466sucursal Braslia: Edifcio Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Braslia-DF</p><p>Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores</p><p>conselho Editorial: Geraldo Menezes Barbosa | Francisco Huberto Esmeraldo Cabral | Napoleo Tavares Neves e Monsenhor Gonalo Farias Filho </p><p>Fale conosco Redao w redacao@jornaldocariri.com.br Departamento comercial w comercial@jornaldocariri.com.br | geral w jornaldocariri@jornaldocariri.com.br </p><p>sEXTILHAcARTA</p><p>Desde a redemocratizao, quando o Poder Legisla-tivo recuperou seu prestgio e parte de seu poder, o nvel de descrdito popular nas Cmaras Municipais atingiu patamares nunca vistos na Histria do Brasil. De institui-es importantssimas no Brasil-Colnia e no Brasil-Im-prio, os legislativos municipais conheceram alternados momentos de crise e de respeito na Repblica.</p><p>Na maior parte do sculo XX, os vereadores no recebiam nada por seus ofcios nas Cmaras. As sesses eram mais esparsas, no havia estruturas de gabinete, assessores e sim um nmero mnimo de servidores para tocar o quotidiano dos parlamentos. Os vereadores eram, em geral, pessoas das classes mdias e altas. </p><p>No final dos anos 1970, quando o regime militar co-meou a ruir, as coisas comearam a mudar. As primeiras eleies para vereador dos anos 1980 conheceram uma nova realidade. Vereadores remunerados, gabinetes bem estruturados, trens da alegria e escndalos em licitaes e compras pblicas. Foi o comeo de um lento e corrosivo </p><p>processo de decadncia da imagem das Cmaras. O perfil dos vereadores mudou muito. Se a participao das clas-ses populares fez-se notar, infelizmente, tambm entraram para o Poder Legislativo Municipal, semelhana dos que ocorre nos Estados e na Unio, as personagens exticas, os lderes clientelistas, as pessoas que encaram sua funo como um meio de enriquecer rapidamente.</p><p>O incio da legislatura de 2013 no Cariri, ao menos segundo os discursos dos presidentes das novas Cmaras de Vereadores, poder ser marcado por medidas e aes que buscam resgatar a credibilidade dos parlamentos locais. Ser que o Cariri conseguir dar o bom exemplo e mudar os rumos desse processo de runa moral das Cma-ras Municipais?</p><p>Se isso ocorrer, o tempo vai dizer. No entanto, no mnimo alvissareiro que haja o reconhecimento de que o nvel de desgaste e de imoralidade administrativa nas Cmaras insuportvel. S essa admisso , por si s, positiva. Abandona-se o discurso hipcrita de que nada </p><p>existe de errado. A poltica do avestruz perde espao e isso positivo. A Democracia, com maisculas, precisa de um Parlamento respeitado e que exera as competncias de legislar e de controlar os outros poderes de maneira tica. tambm necessrio um Poder Legislativo escrito em maisculas.</p><p>A ningum interessa a diminuio e o descrdito dos vereadores. Alis, interessa sim. Aos prefeitos cor-ruptos, aos empresrios desonestos, aos especuladores imobilirios pelintras e aos eleitores to imorais quanto seus eleitos. Esses, porm, so uma minoria. Perigosa, barulhenta e poderosa minoria. O povo que trabalha e paga seus impostos quer e anseia por um Parlamento respeitado e respeitvel. Nada alm disso. Nada menos do que isso.</p><p>Se o discurso dos novos vereadores for posto em prtica, ter-se- um gasto pblico melhor, uma ocupao do solo urbano mais racional e um controle efetivo das atividades dos prefeitos. o que se espera em 2013.</p><p>NovaS lEGiSlatUraS, alGUma ESPEraNa?Editorial</p></li><li><p>REGIO DO CARIRI(CE), DE 05 A 11 DE FEVEREIRO DE 2013 3</p><p>Aps 30 dias frente do Executivo Municipal de Juazeiro do Norte, o prefeito Raimundo Macdo (PMDB) relatou im-prensa a situao encontrada nas contas do Municpio. Munido do balancete das finanas deixado pelo ex-prefeito, Manoel San-tana, Raimundo apresentou o panorama detalhado das dvidas herdadas da gesto anterior. De acordo com os dados contidos no documento, o dbito real do Municpio est avaliado em R$ 71.496.228,46. Preocupados com o montante do saldo devedor, o prefeito e a sua equipe econmi-ca fizeram uma breve simulao do parcelamento da dvida, para sanar o impasse administrativo. Caso consiga parcelar em 12 ve-zes, as prestaes mensais chega-riam ao patamar de quase R$ 6 milhes, ou seja, comprometendo 24,33% da receita lquida, ao ms, do oramento municipal.</p><p>Esse cenrio de dficit oramentrio pode implicar em atraso referente ao cronograma de aes planejado pela atual gesto. Segundo Raimundo, a projeo de investimentos pre-vista ao longo do seu governo, </p><p>na ordem de 25%, est compro-metida diante desse prejuzo. Os nmeros do balancete apontam, ainda, R$ 6 milhes em caixa e um volume de restos a pagar na razo de R$ 26.145.368,22. Alm de consignados no valor de R$ 1.107.368,31 e outras dvidas com INSS e PASEP na casa dos R$ 11 milhes, Receita Federal e Previ-juno R$ 3,5 milhes, e outros, to-talizando R$ 50.253.991,93.</p><p>O quadro apresentado por Raimundo revela o sucate-amento de algumas reparties, como o Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social, as </p><p>instalaes vulnerveis e o lixo acumulado no Hospital Tasso Jereissati, entre outros. O Prefeito citou, tambm, a depreciao de veculos, ambulncias e da gara-gem municipal, que encontr...</p></li></ul>