jornal digital 09-03-17

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  • Pagina 7 e 11

    Correio do Sul ANO XXVI EDIO N 5.121 R$ 2,00QUINTA-FEIRA, 9 DE MARO DE 2017

    www.grupocorreiodosul.com.br

    30 22

    Pancadas de Chuva a Tarde - Predomnio de sol pela manh. tarde chove com

    trovoada.

    Previso para hoje Extremo Sul Catarinense

    ORGANIZADORES APRESENTAM PROGRAMAO DA FESTA DA PADROEIRA

    PREFEITOS QUEREM AUDINCIA NA REGIO PARA DISCUTIR PEDGIO NA BR

    ARARANGU CONTRARIOSPag 3 Pag 13

    MULHERESSO HOMENAGEADAS COM PALESTRAS E AES DE AUTOESTIMA

  • Em tese, Valdir Raupp inocente

    Joo Ablio no PSCVereador araranguaense Joo Ablio Pereira, do PRB, est conversando com a cpula re-gional do PSC visando sua filiao ao partido. Joo Ablio era filiado ao PSD, quando se elegeu em 2012. Depois migrou para o PRB, mas tem alegado descontentamento com o partido. Mesmo descontentamento que ele j havia manifestado quando deixou o PSD. Em princpio a simples mudana pode acarretar em perda de mandato, por infidelidade partidria. O problema do PRB de Ararangu que o partido no tem um suplente direto para Joo Ablio. Caso ele seja cassado, o primeiro su-plente de sua coligao Fernando Espndola, do PCdoB. Por uma destas ironias do destino, o segundo, terceiro, quarto e quinto suplentes da coligao, que composta por cinco partidos, so todos do PRB. Uma das sadas de Joo Ablio ficar sem partido e esperar a abertura de uma nova janela de transferncia, para depois sim, se filiar ao PSC.

    Sem pedgioDurante reunio da Amesc realizada ontem, que discutiu principalmente a responsabi-lidade das prefeituras frente aos acidentes de trabalho de agentes terceirizados, foram abordados tambm temas concernentes ao posto de pedgio que dever ser instalado no KM 458 da BR 101, em So Joo do Sul. Os prefeitos de nossa regio decidiram realizar uma audincia da Amesc, em data a ser defini-da, com a participao do Frum Parlamentar Catarinense e tambm com diretores ou tc-nicos da ANTT, que a Agncia Nacional de Transporte Terrestre. O Frum Parlamentar composto pelos 16 deputados federais e os trs senadores catarinenses. J a ANTT a Agncia responsvel pela instalao do posto de pedgio, que, originalmente, deveria ficar em Torres (RS), e no em So Joo do Sul. Alm dos 15 prefeitos da Amesc, os 12 da Amrec, que a Associao dos Municpios da Regio Carbonfera, tambm tentaro de-mover o Governo Federal da ideia de instalar um pedgio em nossa regio.

    ADVOCACIA EMPRESARIALFONE: (48) 3533-0145

    Nunca pensei que dar um prato de comida para um pobre causasse tanta indignao. Nunca pensei que dar oportunidade de estudo para todos pudesse me transformar em bandido.

    Lula da Silva (1945)Ex-presidente do Brasil

    Senador Valdir Raupp (PMDB/RO) virou ru na Lava Jato. De acordo com o Ministro do Su-premo Tribunal Federal, Edson Fachin, o senador recebeu dinheiro da corrupo orquestrada no governo petista para via-bilizar sua eleio ao Senado em 2010. A denncia contra Raupp havia sido feita pela Procuradoria Geral da Repblica.

    O que diferencia este processo de Valdir Raupp dos demais at agora en-volvidos na Lava Jato a legalidade no recebimento do dinheiro que ele usou em sua campanha. Em 2010 a empresa Quei-roz Galvo doou ao diretrio estadual do PMDB de Rondnia R$ 500 mil. Estes recursos foram, em seguida, transferidos para a conta de campanha de Valdir Rau-pp. Em tese no havia ilegalidade nisto. Hoje no mais permitida a doao de empresas para campanhas eleitorais, mas na poca isto era permitido.

    A Procuradoria da Repblica alega que duas pessoas ligadas a Valdir Raupp intermediaram o negcio junto a Queiroz Galvo. O fato que isto tambm no ilegal. Uma empresa no ia sair por a doando dinheiro a torto e a direito sem ser estimulada a fazer isto. Para que se faa uma doao, necessrio que algum faa o pedido. No caso, este pedido foi feito por um cunhado e por uma funcio-nria de Raupp.

    O que pesa contra o senador o fato de dois delatores da Lava Jato terem afirmado que ele recebeu R$ 500 mil a pedido do ex-diretor da Petrobrs, Paulo Roberto Costa. Neste caso, o criminoso seria Paulo Roberto, que teria usado trfi-co de influncia para conseguir o dinheiro para Valdir Raupp, e no o senador, que se apegou aos mais prximos para tentar

    viabilizar a doao. De minha parte no tenho dvidas

    de que o senador foi beneficiado pelo esquema de corrupo investigado pela Lava Jato, e que s recebeu o valor para sua campanha porque era da base aliada do ento governo Lula da Silva (PT). Todavia, minha certeza no pode ser maior que o regramento jurdico e este no contempla doaes legais como se fossem ilegais.

    Caso Valdir Raupp seja condenado, ser aberto um precedente para que todos os demais polticos eleitos no pas, que tiveram doaes de empresas para suas campanhas eleitorais, tambm sejam con-denados. que o caminho para o recebi-mento de doaes sempre foi o mesmo. Independente de estar ou no no poder, os polticos sempre solicitaram recursos fornecedores, que ficavam na expectativa de terem o retorno de seu investimento prestando servios, a posteriore, ao po-der pblico. A Queiroz Galvo s fez a doao porque tinha a expectativa de ter seus interesses protegidos por Raupp ao longo de seu mandato. O jogo sempre foi este e at ento nunca se disse que isto era ilegal. Alis, no h nenhuma diferena entre receber doao de uma empresa e receber o apoio de um sindicato traba-lhista. O poltico eleito com o apoio de um sindicato vai para o poder defender os interesses daquele sindicato, que no so, necessariamente, os interesses da sociedade como um todo. Observe que mesmo sem o envolvimento de dinheiro, a corrupo passiva a mesma. O nico fator que diferencia um caso do outro o envolvimento ou no de moeda corrente. Por conta disto, em tese, Valdir Raupp inocente.

    Na miraProcurador Geral da Repblica, Rodrigo Janot, est prestes a denunciar quatro go-vernadores por envolvimento com atos de corrupo investigados pela Lava Jato. Um deles Raimundo Colombo (PSD). Caso seja feita a denncia e o Supremo Tribunal Federal torne Colombo ru da Lava Jato, por, supostamente, ter recebido dinheiro ilcito para campanha eleitoral, muito provvel que ele renuncie a seu mandato em abril do ano que vem para disputar o Senado. Caso eleito, ficaria no mnimo oito anos com foro privilegiado. At l, a Lava Jato j ter virado poeira. Este desdobramento, no entanto, um tiro no p do PSD, j que quem assumir o comando do governo Eduardo Moreira (PMDB), que depe francamente contra dos interesses de Gelson Mersio chegar ao comando do executivo estadual. Por tabela, a Lava Jato poder beneficiar os planos do PMDB catarinense em 2018.

    PrivatizaoGoverno Federal primeiro quebrou os Estados, com sua poltica de centralizao de recursos. Agora que os governos estaduais esto quebra-dos, a ideia privatizar as estatais das unidades da federao. Esta uma das principais condi-cionantes para que o Governo Federal libere dinheiro novo para os Estados. Em Santa Catarina quem entrou na lista as empresas privatizveis foi a Casan. Na prtica, o que o Governo Federal est dizendo o seguinte: se Santa Catarina quiser dinheiro de Braslia ter que privatizar a Casan. Vale lembrar que a estatal d lucro e tem um planejamento que contempla investimentos na ordem de R$ 2 bi-lhes nos prximos anos. No que diz respeito aos aspectos administrativos diretos, o anncio de que a Casan uma empresa passvel de privatizao, dever fazer com que a estatal coloque na gaveta seu projeto de retomar o controle de distribuio de gua, e coleta e tratamento de esgoto, em vrios municpios do Estado, que hoje so atendidos pelos Samaes. Seria jogar dinheiro fora.

    Rolando Christian CoelhoRolando Christian CoelhoJornal Correio do Sul

    Quinta-Feira, 9 de Maro de 2017

    rolando_coelho@hotmail.com (48) 99945.6787

    POLTICA

  • 3Geral

    Na manh des-ta quarta-feira, o padre Alrio Leandro recebeu a imprensa local para uma coletiva onde apresentou os festeiros e os co-ordenadores da Festa de Nossa Senhora Me dos Homens, passou detalhes dos festejos e falou sobre o andamento da construo do Centro Pasto-ral, localizado nos fundos da Igreja Matriz, no Centro de Ararangu.

    No primeiro momento o proco, o casal festeiro Sabrina Boff Schwalb da Silva e Celso da Silva e um dos coordenado-res da organizao, Adroaldo Machado, apresentaram a programao da festa, que ter, entre outras atividades, a VII Campanha das Talhas de Can, que acontecer entre os dias 23 e 29 de abril, novenas, que sero realizadas nas comu-nidades e na sede da parquia e os shows, que acontecero

    Gislaine Fontoura

    Ararangu

    Jornal Correio do SulQuinta-Feira, 9 de Maro de 2017

    Parquia lana festa da padroeira

    Sede da Credija em Jacinto Machado teve que ser ampliada

    Padre Alrio, casal festeiro e organizadores divulgaram toda a programao da festa

    Me dos Homens

    Jacinto Machado

    Credija alcana 32 mil associadosAps um cronograma com

    13 encontros envolvendo apro-ximadamente 1.700 associados, o Sicoob Credija realiza a partir das 19 horas desta sexta-feira, a assembleia geral ordinria no Campo Demonstrativo Cooper-ja, o CDC, com apresentao dos resultados durante o ltimo ano, eleio dos conselheiros e o sorteio de um carro zero qui-lmetro que integra a campanha de capitalizao Credcap.

    Conforme o presidente da cooperativa, Wolni Jos Walter, a assembleia cumpre as exign-cias do Banco Central e visa promover tambm os princpios fundamentais de transparncia e a responsabilidade com os associados.

    Todo encontro com os as-sociados uma grande oportu-nidade de podermos estar ainda mais prximo das pessoas, pois assim que o cooperativismo funciona, comenta Wolni, que comemora os resultados. Apesar do cenrio econmi-co nacional estar conturbado, mais uma vez percebemos que a unio das pessoas gera resultados positivos e isso que ser apresentado aos presentes durante a nossa assembleia.