jornal da ufop | nº 192

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Edio 192 do Jornal da UFOP. Novembro / Dezembro 2013

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  • Edio 192 - novembro e dezembro de 2013Jornal da Universidade Federal de Ouro Preto

    Do ensino mdio para congressos cient cosPGINA 5

    Entr

    evis

    ta:

    PGINA 3

    PGINA 6

    PGINA 8

    Pesquisa: concentrao de metais na neblina

    Sustentabilidade: reaproveitamento de equipamentos

    Romero Csar Gomes: preveno contra as chuvas

    Mais de 290 novas vagas em moradias federais

    PGINA 7

    A UFOP investe em iniciao cientfica jnior voltada para alunos que ainda no ingressaram na graduao. Com a pesquisa, o estu-dante pode testar tcnicas e teor-ias aprendidas em sala de aula, alm de auxiliar na es-colha da profisso.

    Isadora Faria

  • 2 Edio 191 - setembro e outubro de 2013

    PUBLICAO OFICIAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

    EDITORIAL

    Maquete de Alto-forno

    Utilizados como instrumentos didticos de demonstrao nas aulas, a Escola de Mi-nas importou (sobretudo da Frana) diversos modelos de ensino no final do sculo XIX e incio do XX. No Setor de Metalurgia do Museu de Cincia e Tcnica, por exemplo, encontra-se disposio do pblico a ma-quete de um alto-forno, estrutura industrial que produz o ferro-gusa utilizado no proces-so de fabricao do ao.

    Os Setores de Metalurgia, Qumica, Histria Natural, Mineralogia, Minerao, Fsica e Cincia Interativa esto abertos visitao pblica de tera a domingo, das 12h s 17h. J o Observatrio Astronmico funciona aos sbados, das 20h s 22h.

    O Setor de Transporte Ferrovirio fun-ciona de tera a domingo, das 9h s 17h, na Estao Ferroviria de Ouro Preto do Projeto Trem da Vale. O Setor de Siderurgia, localizado no Parque Metalrgico Augusto Barbosa - Centro de Artes e Convenes da UFOP -, atende ao pblico no mesmo pero-do, mediante agendamento.

    Escolas e grupos podem agendar visitas em horrios e dias a combinar pelo contato:Telefone: (31)3559-3118

    E-mail: museu@ufop.brSite: www.museu.em.ufop.br

    Recredenciamento institucionalAssistncia estudantil destaca-se com conceito mximo entre as dimenses avaliadas pela Comisso do MEC

    Reitor: Prof. Dr. Marcone Jamilson Freitas SouzaVice-reitora: Prof. Dr. Clia Maria Fernandes NunesCoordenador de Comunicao Institucional: Chico DaherACI: Vernica Soares, Mariana Petraglia, Fernanda Matias, Rondon Marques Edio: Ana Paula Martins MTb 12533Projeto Gr co: Mateus MarquesDiagramao: Rafa BuscacioRedao: Ana Paula Martins, Bruna Sudrio, Fernanda Ma- a, Fernanda Marques, Jlia Mara Cunha, Mariana Borba, Tamara Pinho

    Colaborao: Aldo Damasceno, Ana Elisa Siqueira, Brunello Amorim, Caroline Antunes, Douglas Gomes, Flvia Gobato, Isadora Faria, Jlia Cunha, Marlia Ferreira, Nathlia Viegas Ncleo Administrativo: Pedro Alexandre de Paula, Marco Antnio do Nasci-mento, Jeiniele Souza, Richard DiasReviso: Ana Paula Martins Tiragem: 1.000 exemplaresImpresso: MJR Editora e Gr ca

    Coordenadoria de Comunicao Institucional (CCI) Campus Morro do Cruzeiro, Ouro Preto MG CEP 35.400-000Tel: (31) 3559-1222/1223 E-mail: aci@ufop.brSite: www.ufop.br

    O que ser melhor?Entre as melhores do Pas pelo ranking do jornal Folha

    de So Paulo, algumas boas estrelas pelo ranking da Editora Abril, nota mxima nos cursos de Direito e Jornalismo na recente divulgao dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e, assim, sucessiva-mente, vamos caminhando na busca de uma Universidade sempre melhor. Entendo a importncia das avaliaes, se-jam pblicas ou privadas, fico feliz por estarmos ganhando projeo pela qualidade de nossos cursos, mas, diante dos desafios que precisamos superar no apenas a UFOP -, sinto que, se pensarmos nesses processos de avaliao como simples disputa entre instituies, estaremos seguindo uma direo nada saudvel em termos de construo de um pas que promova a pesquisa, a extenso, a cultura, a inovao, a incluso e a insero social.

    As universidades pblicas tm o desafio de inovar, que-brar paradigmas, enfim, promover aes, muitas vezes nada conservadoras, nem sempre contempladas nas metodologias de avaliao. Consideremos a hiptese de que uma institui-o de ensino fundamental, mdio ou superior, pblica ou privada, organize-se para aumentar radicalmente, em suas salas de aula, a incluso de pessoas com deficincia.

    Vamos supor, ainda, que essa instituio estivesse, at ento, sempre no topo de um ranking, de acordo com as metodologias em curso e, que, de repente, despencasse da primeira para a 20 posio. A vem a questo: essa institui-o realmente piorou ou o nosso sistema no foi capaz de aferir a profundidade dos desafios da incluso?

    Parti de exemplo bastante radical para balizar uma pre-ocupao que deve estar latente na cabea de muitos educa-dores, mas pouco explcita em ciclos de discusso acerca da matria. inegvel que as avaliaes, ao indicarem os pontos fracos de uma organizao, permitem aos gestores buscarem solues para torn-la mais forte, melhorando sobremaneira a qualidade de suas aes.

    Recentemente, recebemos uma comisso do MEC para o recredenciamento de nossa Instituio, o primeiro de nos-sa histria. Pelo relatrio encaminhado, e a nota 4 concedi-da, que nos orgulha, percebemos a importncia do processo avaliativo, pois os aspectos que precisam ser melhorados ficam evidenciados, facilitando, assim, a tomada de decises para corrigi-los.

    No entanto, da maneira como essas questes so qua-se sempre tratadas na mdia, nas redes sociais, nas relaes interpessoais, enfim, nos vrios ciclos de formadores de opinio, vejo aes inibidoras para um debate mais plural. Se buscarmos solues realmente transformadoras que agreguem educao de qualidade quesitos como igualdade de oportunidades e incluso, como meios de se fortalecer uma democracia mais participativa, e, consequentemente, um pas melhor , como dever de casa - precisamos, urgen-temente, trabalhar para que tais valores tenham lugar de destaque nos processos metodolgicos de avaliao. Isso necessrio de forma a no deixar que o ranking aparea como carro-chefe de um processo que muito mais complexo, sub-jetivo, abrangente, relevante e estratgico quando pensamos a Educao.

    Marcone Jamilson Freitas SouzaReitor

    Leo

    Hem

    ssi

    A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) con-quistou conceito 4 na avaliao de recredenciamento, como Instituio de Educao Superior, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacio-nal Ansio Teixeira (Inep). A visita dos avaliadores foi encerrada em 27 de novembro e o relatrio enviado Instituio, registra o bom desempenho da Universidade, considerado alm do referencial mnimo de qualidade.

    Entre as dimenses analisadas, a poltica de atendi-mento aos discentes foi o item de melhor avaliao, ob-tendo conceito mximo (5). De acordo com o relatrio, as aes de acompanhamento e atendimento aos alunos correspondem ao que est proposto no Plano de Desen-volvimento Institucional (PDI) e apresentam, em termos de qualidade, um desempenho muito alm do que exi-gido pelo sistema do MEC.

    Para o reitor Marcone Jamilson Freitas Souza, a avalia-

    o positiva traz novos desafios para a Universidade: O conceito 4, obtido pela UFOP, numa primeira anlise, demonstra que estamos no caminho certo e, ao mesmo tempo, mostra desafios que precisamos vencer, principal-mente no que se refere aos processos de avaliao inter-na. A partir desse resultado positivo, podemos planejar o desenvolvimento da Universidade para os prximos anos, garantindo melhorias e soluo de problemas.

    O recredenciamento faz parte do Sistema Nacional de Avaliao da Educao Superior (Sinaes) e est sendo realizado em diversas universidades federais brasileiras. Vrios aspectos so observados e avaliados pela comisso, como misso e plano de desenvolvimento institucional (PDI); poltica para o ensino; responsabilidade social da instituio; organizao e gesto; infraestrutura fsica e sustentabilidade financeira.

    Coluna do Museu

  • 3Edio 191 - setembro e outubro de 2013

    Pesquisa indita no mundo

    3Edio 191 - setembro e outubro de 2013

    UFOP fi rma parceria com pesquisadores estrangeiros para estudo sobre a concentrao de metais na neblina e seus efeitos no ecossistema

    Jlia Mara Cunha

    Prximas etapas

    ParceriasParque Estadual do Itacolomi,

    Fazenda da Brgida e Estao

    Ecolgica do Tripu so as

    possveis reas onde a pesquisa ser executada

    Convnio de Cooperao

    J imaginou como a concentrao de metais na neblina pode influenciar ou mesmo prejudicar o desenvolvimento de plantas? Foi pensando nisso que a Univer-sidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em parceria com trs pesquisadores da Tech-nische Universitat Munchen, da Alemanha, e dois da University of Tartu, na Estnia, vo desenvolver um estudo indito no mundo sobre os efeitos da incidncia des-ses elementos na neblina em Ouro Preto.

    A pesquisa, idealizada pela professora do Departamento de Biodiversidade, Evoluo e Meio Ambiente da UFOP, Alessandra Rodrigues Kozovits, objetiva a anlise das plantas e os efeitos causados pelos metais que recebem por deposio mida, especialmente via neblina. Os cientistas esperam verificar como diversos aspectos ecolgicos foram modificados. Teremos uma ideia de qual tipo funcio-nal de plantas e microrganismos de solo, por exemplo, devem compor o ecossiste-ma local num cenrio futuro de aumento da concentrao de metais na neblina e seus efeitos sobre a diversidade, as inte-raes biolgicas e o funcionamento do ecossistema como um todo.

    Ser instalado em uma rea de cerrado um conjunto de anis, criado pelos pes-quisadores da Estnia, capazes de produ-zir neblina com diferentes tamanhos de gotas e cujo perodo de funcionamento poder ser automaticamente regulado e controlado por variveis climticas, como umidade relativa do ar, temperatura e vento.

    A pesquisa comear em 2015 e deve durar cerca de dez anos. Esperamos que a montagem do equipamento tenha incio em 2014/2015. Enquanto isso, j esto sendo realizadas no