jornal amador nº 42

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Jornal escolar elaborado pelo clube de jornalismo do Colégio Dinis de Melo

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  • D i rec to r Fe rna nd o Cruz Coord ena o A na Ri t a Dua r t e Ed i o g r f i ca Cl a ud i na Qui nt i no Rev i s o d e t e x to s A na Ri t a Dua r t e Digitalizao e Fotografia Claudina Quintino Tiragem 1000 exemplares Impresso OFFSETLIS Periodicidade Trimestral Distribuio Gratuita Colgio Dinis de Melo Rua da Marinheira, n 350, 2400-792 Amor Contactos - Tel.: 244 861 139 / Fax: 244 861 340/ E-mail: geral@cl-dinis-melo.pt

  • 02 ornal J mador A

    Editor ia l

    O pas atravessa uma das piores crises da sua hist-

    ria, tendo em conta a falta de responsabilidade e dignidade

    que representa o facto de termos demonstrado no sabermos

    administrar-nos, obrigando-nos a recorrer com o chapu

    numa mo e a outra estendida s esmolas que nos quises-

    sem emprestar (e a que juros!).

    A loucura do esbanjamento atacou grande parte dos nos-

    sos polticos, que agiram com uma ligeireza, irresponsabilida-

    de e ganncia que no so admissveis em nenhuma circuns-

    tncia e muito menos numa democracia. verdade. Demo-

    cracia. Que se saiba, as eleies que tm ocorrido depois do

    derrube do Estado Novo, tm sido livres e justas, no se co-

    nhecendo fenmenos de manipulao das urnas de voto. Lo-

    go, quem escolheu aqueles que nos tm desgovernado, temos

    sido ns. Mas ns quem somos? Ns somos um povo

    que, contrariamente a outros, especialmente do Norte da

    Europa, tinha no incio do sculo XX, uma taxa de analfabetis-

    mo que rondaria os noventa por cento. No entanto, a Norue-

    ga, teria por esta altura, a esmagadora maioria da sua popu-

    lao a saber ler e escrever. Porqu? Porque quem governava

    tinha sentido de estado, patriotismo, conscincia da responsa-

    bilidade que lhe cabia enquanto lder de uma nao. Gover-

    nava, no se governava.

    Em Portugal caiu a monarquia, seguiu -se-lhe a repblica,

    prenhe de boas vontades que se esfarelaram nas lutas de po-

    der, ascendeu o Estado Novo e pensava-se que bastava, aos

    homens, saber ler, escrever e contar no muito, o essencial,

    que povo culto, significa povo exigente, perigoso, est bem de

    ver. As exigncias do crescimento econmico empurraram as

    necessidades de uma escolaridade superior, controlada, claro

    est. O vento da Histria levou o velho regime e outro se

    instalou. De novo, os idealismos do costume, eivados de in-

    congruncias, facilit ismo, exageros populistas, falta de autori-

    dade. Cada ministro da educao, sua reforma (ou quase), e

    assim chegmos a dezembro de 2011.

    Geraes de alunos sujeitos a testes continuados de refor-

    mas educativas que baralhavam muito e acrescentavam pou-

    co, de eficcia. A meta da quantidade foi alcanada com

    esforo intelectual e financeiro, conseguindo-se estender a

    praticamente todos os jovens uma escolaridade obrigatria

    que foi crescendo em nmero de anos. Resta -nos pr em mar-

    cha a reforma da qualidade efet iva, embora no devamos

    esquecer que o nosso pas tem uma grande e competente

    comunidade cientfica, que fonte de orgulho em qualquer

    parte do planeta e j fruto do investimento realizado.

    O atual ministro, h anos que se deu a conhecer a todos

    ns, como algum que se interessava genuinamente pela edu-

    cao, para alm da sua qualidade de acadmico prestigia-

    do. Todos aqueles que, como ns, ansiavam por mudanas

    estruturais, depositaram nele muitos dos seus sonhos, espe-

    rando, agora que foi guindado a responsvel mximo da edu-

    cao, que espanasse o p bafiento e doentio de algumas

    das novas, inconsistentes e irracionais teorias da deseduca-

    o que tm desviado o sistema educativo dos seus objetivos

    concretos e, afinal, simples: ensinar efetivamente o essencial

    do conhecimento ao maior nmero de pessoas, para que

    estas sintam necessidade de conhecer mais e melhor.

    O esboo das alteraes que Nuno Crato agora apresen-

    tou para a sua reviso da estrutura curricular, fazem todo o

    sentido, na generalidade:

    Melhorar o ensino das disciplinas fundamentais;

    Reformulao dos Programas;

    Reduzir a disperso curricular;

    Reduo do controlo central do sistema educativo;

    Aumentar o rigor na avaliao.

    Estas so algumas das ideias-chave que, se no conhecs-

    semos o pensamento do ministro, poderamos dizer que no

    passariam de mais um punhado de boas intenes que se

    esvairiam no primeiro embate com as foras de presso con-

    trria. Mas temos de acreditar e manter a esperana de que

    agora que se far aquilo que preciso, tanto mais que, para

    completar a sua viso do sistema, j assumiu a reviso do

    Estatuto do Aluno, instrumento fundamental e sem o qual na-

    da ser possvel.

    necessrio diminuir as despesas como qualquer pessoa,

    na sua famlia, procurar fazer. Faa -se tambm no Estado,

    mas tenha-se uma viso do desenvolvimento do pas suficien-

    temente inteligente e responsvel para que se saibam definir

    prioridades. O ensino constitui, na minha perspetiva, enquan-

    to mero cidado, um dos pilares bsicos da evoluo positiva

    de uma nao. Sempre assim foi, desde os longnquos anos

    do sculo XIX at atualidade, nos pases situados mais a

    norte, como vimos na Noruega, mas tambm nos denomina-

    dos pases emergentes, como a India ou o Brasil, que tm

    apostado fortemente na qualidade da formao ministrada e

    no nmero de concidados abrangidos.

    No h qualquer dvida que a educao dos cidados

    est diretamente relacionada com aumento da produtividade,

    menor corrupo, melhor desempenho econmico, aumento

    da capacidade de anlise e exigncia, em suma, melhores

    polticas com melhores polticos. No ser isto que a comuni-

    dade deseja?

    Votos de um Bom Natal (apesar de tudo)!

    O melhor possvel para 2012.

    F. C.

  • 03 mador ornal J A

    Escola em Aco!

    So inmeros os professores que, aps o trmino do ano letivo, continuam a dedicar-se de corpo e alma ao trabalho escolar. Afinal de contas, muitos fazem da escola

    uma segunda morada (quando, s vezes, no a primeira). O pro-fessor no se dedica unicamente ao ofcio de ensinar, pois mlti-plas so as tarefas que exigem de si uma versatilidade e um dinamis-mo que muitos desconhecem ou pura e simplesmente querem des-conhecer. Mesmo quando o calor aperta e o crebro pede descan-

    so, no h mos a medir! H

    limpezas por fazer, h livros por catalogar ou por arrumar, h inventrios por realizar, h resul-tados estatsticos por aferir, h documentos por arquivar, h re-

    cursos por otimizar, h planifica-es por elaborar, enfim Quan-do o novo ano letivo comea, tudo tem que estar organizado e devidamente planificado. Algum o tem de fazer Por isso, aqui ficam alguns registos fotogrficos desses momentos que correspon-dem a um trabalho invisvel para muitos, mas to digno e to ne-

    cessrio para todos!

    Ser professor ter amor camisola!

    Ritmo, flexibilidade, agilidade, coorde-nao motora, equilbrio Ora tudo isso bem misturado e cuidadosamente prepa-rado, d algo bombstico! Nos dias 11 e 12 de julho, realizou-se um workshop de "Ensino das Atividades Rtmicas Expressivas em EF", no nosso colgio. Esta formao

    contou com 20 participantes e o balano final foi arrebatador! A avaliao final dos formandos foi bastante positiva, especial-mente pela relevncia do tema abordado.

    Nessa formao foi possvel abordar movimentaes bsicas do Hip Hop, for-

    mas de trabalhar a dana nas escolas, orientaes de palco e, claro, dar a co-nhecer com exatido o programa previsto para a modalidade. Quem realizou a for-mao, teve ainda a oportunidade de danar uma pequena coreografia de hip hop, criar uma breve coreografia com base nos movimentos que foram aborda-dos e, no final da formao... protagoni-

    zar um pequeno espetculo entre os parti-cipantes, aplicando, assim, todo o traba-lho desenvolvido. Numa avaliao geral, na opinio dos participantes, ficou a su-gesto de realizar mais formaes dentro desta temtica, mais concretamente, no mbito da dana para cursos profissio-nais.

    Fica aqui o agradecimento a todos os participantes pela entrega e pela partici-

    pao demonstradas ao longo das 14 horas de pura energia! Aquilo que foi mexer o esqueleto!

    Tira o p do cho!

    Clube de Jornalismo

    Nuno Carvalho

    Os textos esto escri tos ao abrigo do novo acordo ortogrfico

  • mador ornal J A 04

    Escola em Aco!

    Isabel Gameiro

    Clube de Jornalismo

    mente aguardado por muitos. Ora o dia 30 de setembro foi a data oficial para a cerimnia de entrega dos diplomas aos finalistas do Curso de Educa-o e Formao (9 ano) e do Ensino Secundrio, quer na vertente profissional, quer na vertente do ensino regular.

    Como do conhecimento geral, o Ministrio da Educa-o suspendeu a atribuio do valor pecunirio de 500 euros aos melhores alunos. Com efeito, foi entregue, aos discen-tes, um diploma alusivo dis-tino concedida. O valor pe-

    cunirio reverteu, por indica-o dos alunos premiados, para a aquisio de materiais ou para projetos sociais exis-tentes na escola. Deste modo, coube ao Conselho Pedaggi-co elencar as diversas necessi-dades sobre as quais recairiam as escolhas dos discentes pre-

    miados. Por conseguinte, deci-diu-se pela atribuio de uma Bolsa aos alunos comprovada-mente muito carenciados e que apresentassem cur ios idade cientfica, interesse pelo saber e hbitos de trabalho reconhe-cidamente acima da mdia.

    O Prmio Monetrio de Mrito foi concedido aos alu-nos Tatiana Carreira, do Curso Profissional Tcnico de Infor-mtica de Gesto, e Mauro Vieira da Silva, do Curso Cien-tf