jornal amador nº 37

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Colégio Dinis de Melo - Jornal Escolar

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  • Director Fernando Cruz Coordenao Ana Rita Duarte Redaco Clube de Jornalismo Composio/Arranjo grfico Claudina Quintino Tiragem 1000 exemplares Impresso OFFSETLIS - Indstria Grfica, Lda. Periodicidade Trimestral Distribuio Gratuita

    Colgio Dinis de Melo - Contactos 244 861 139 / cl-dinis-melo@mail.telepac.pt

    n 37

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    n 37

    Maro 2010 Ano X

  • F. C.

    02 ornal J mador A

    EditorialEditorialEditorialEditorial

    Estes tempos mais prximos foram abalados pelo conheci-mento de dois suicdios cometidos por um aluno e um professor, embora de escolas diferentes.

    preciso chegar a este ponto de desespero absoluto em que no existe retorno, para que o pas, em coro, fale da vida das escolas e se interrogue quanto aos motivos que levaram a to definitivos e radicais actos. Apesar de todo o aparato com que os media segui-ram os acontecimentos, sinto uma leve suspeita de que aps o assentar da poeira, o manto do esquecimento e da indiferena cair de novo sobre as conscincias acomodadas dos cidados (cidados?!).

    Efectivamente, a maioria das pessoas - apesar da elevada per-centagem daqueles que possuem algum a frequentar uma qualquer escola tem sempre outras prioridades na lista das suas preocupa-es, assim como os governos, pois nesta lgica perversa da demo-cracia que temos, a educao coisa que no d votos, logo, no interessa. Ocorre-me uma reflexo que li algures, de que um pas, uma nao que no conhece e respeita a sua Histria e no zela pelo seu futuro, se torna um pas falhado. Ns, neste Portugal quase milenar, tornmo-nos independentes h tanto tempo, que parece termo-nos esquecido da importncia da nossa Histria, assim como consideramos o futuro, algo que o inexorvel fado se encarregar de nos servir.

    Quantas vezes se tem dito e escrito que as escolas so quase - sinnimo de indisciplina e aos professores no resta, na prtica, nenhuma autoridade? Muitas, seguramente. E que atitudes concre-tas, efectivas, foram tomadas por quem pode para modificar esta situao? A resposta est a todos os dias: nenhumas. A verdade que se atingiu um ponto em que parece que os nicos portugueses que no sabem nada de pedagogia e da problemtica escolar so os professores, pois todo e qualquer um se arroga o direito de opi-nar e at de corrigir aqueles que fazem do ensino profisso. Falamos de professores do ensino bsico e secundrio, pois os docentes do ensino superior parecem gozar de um estatuto especial que os faz entenderem de tudo, uma vez que em todos os programas televisivos e radiofnicos que vi ou ouvi sobre esta temtica foram, todos eles, abrilhantados por docentes universitrios, os quais, curiosamente, no possuem qualquer experincia deste tipo de ensino, aparente-mente, menor ouvi-los falar nas mais variadas tribunas, polticos, personalidades das mais variadas profisses e actividades, do alto da sua prospia, repetindo esteretipos, ideias feitas distorcidas pela ignorncia e que, infelizmente, parece que s ns, os que combate-mos nestas trincheiras, nos apercebemos daquela vacuidade perigo-sa, propagada continuamente aos sete ventos.

    As comunidades escolares aguardam ansiosamente a alterao do famigerado Estatuto do Aluno, a pea legal mais ignorante e mal redigida que tive a pouca sorte de ler e, que remdio, de cumprir, nos ltimos anos. Admito a hiptese, que me parece muito provvel, de ter sido concebida e redigida por algum daqueles juristas oriun-dos das juventudes partidrias, contratado para o efeito (e que efei-to!). Mas confesso que no sei, portanto, no posso afirm-lo. Opti-mistas como somos, resta-nos a fugaz esperana de que, desta vez, a nova ministra da educao, mais conhecedora e preparada, nos d algo mais que sorrisos e simpatia, forjando um documento legal

    que ponha o dedo na(s) ferida(s), proporcionando-nos um instru-mento de trabalho de real valia.

    Mais um perodo escolar se cumpriu e a avaliao do trabalho de cada um ser publicada. Estamos perante um momento especial de reflexo para alunos, encarregados de educao e professores. Cada um dos protagonistas desta histria interrogar-se- quanto ao seu respectivo desempenho, no podendo deixar de referir especial-mente aquele grupo, que no fazendo a sua vida na escola, tem uma importncia muito especial nos resultados alcanados: os pais! Compete-lhes pensar se deram a importncia devida ao trabalho dos seus filhos, se os acompanharam, se se preocuparam, se agiram quando deviam. A vida difcil, as solicitaes so muitas, a pacin-cia nem sempre abunda no fim de um dia de trabalho, mas a atitude dos progenitores faz toda a diferena quando observamos a prtica de cada aluno.

    Por aqui, ns, enquanto escola que se quer dinmica, motivado-ra para o estudo e proporcionadora de boas experincias de apren-dizagem, levmos a efeito diversas actividades que espelham esse nosso desejo. A viagem a Frana, a Paris em especial, levou muitos dos alunos que a fizeram, a encarar o estudo da lngua francesa de um modo bem diferente, para melhor, abandonando a ideia de que s o Ingls que interessava e merecia ser aprendido. As vrias Festas promovidas, para alm de proporcionarem momentos de convvio e diverso, contm objectivos mais completos e exigentes que so, quase sempre, alcanados. Outras Visitas de Estudo, selec-cionadas com muito cuidado, tentam facultar aos alunos experin-cias de aprendizagem mais gratificantes e completas, colmatando algumas incapacidades das aulas tericas. A Feira do Livro cumpriu-se mais um ano, atingindo a XVII edio, novamente com a presena de escritores, alunos de algumas escolas do 1 ciclo (as que aceita-ram o nosso convite), para alm, claro est, dos nossos; utentes de um Lar de Monte Real, pais, encarregados de educao e outros amigos. Este ano tivemos a sorte de podermos contar com o desem-penho musical cada vez mais virtuoso de alguns dos nossos alu-nos e, ainda, de dois msicos de mo cheia, Srgio Varalonga e Antnio Casal, que abrilhantaram a noite dos pais tocando o Concerto para Marimba e Orquestra, e o nosso grupo de Teatro que suscitou o aplauso de todos com a apresentao de uma pequena pea baseada na obra Zarah, a Moura Encantada de Leiria, de Orlando Cardoso.

    No horizonte j se vislumbra a 4edio do School Fitness, que ter lugar em 17 de Abril, com um novo figurino e cujo nmero de inscries at ao momento j suplanta as de anos anteriores. Quase logo a seguir, vai ter lugar algo de mais srio na vida do Colgio enquanto organizao, a auditoria de renovao da Certificao do Sistema de Gesto de Qualidade NP ISO 9001:2008.

    Vai ser tempo de repouso para os alunos que trabalharam e o merecem, e tambm para os outros (a vida muito injusta). Aprovei-tem bem o tempo, tambm com um bom LIVRO. Para todos, votos de uma boa Pscoa.

  • 03 mador ornal J A

    EscolaEscolaEscolaEscola em Aco!em Aco!em Aco!em Aco! O cu o limite!

    Colgio adere ao Projecto Rios O Projecto Rios tem como prin-

    cipal objectivo a adopo e monitori-zao de um troo de um rio ou ribei-ra com 500 metros. O nosso colgio aderiu ao Projecto, adoptando um troo de 500 metros de uma ribeira perto do Colgio. Pretende-se, assim, desenvolver um con-junto de actividades de educao ambien-tal e de preservao dos sistemas ribeiri-

    nhos, envolvendo toda a comunidade. No dia 29 de Janeiro, apesar das adversidades climatricas, os alunos do 12 A, tiveram uma sada de cam-po para fazer a primeira monitoriza-o ao local.

    As prximas aces sero de lim-peza e divulgao do local adoptado, que bastante agradvel para os amantes da natureza!

    Ana Pereira, Ana Reis, Ana Neto 12A

    No Ano Europeu de Combate Pobreza e Excluso Social, o colgio convidou a companhia Animateatro, do Seixal, para levar a cena uma adapta-o de Tom Sawyer, do escritor ame-ricano Mark Twain. Esta histria relata as aventuras de uma criana rf, sonhadora e muito perspicaz que, com

    humor e entusiasmo, mostra a impor-tncia das amizades, a diferena entre a verdade e a mentira, e a descoberta do amor.

    Tom e Huck vivem em mundos total-mente diferentes, pois enquanto o pri-meiro tem uma famlia, o segundo vive

    numa cabana, sem famlia e sem ter de obedecer a regras sociais. Apesar de tudo, os dois conseguem manter a sua ami-zade intocvel e Tom luta dia-riamente pelo amor da compa-nheira, Becky.

    Ao longo da pea, as traquini-ces de Tom Sawyer e do seu amigo Huckleberry Finn foram mais que muitas. Os actores interagiram com o pblico,

    tocaram diversos instrumentos, manu-searam marionetas de vara.

    Esta iniciativa integrou-se na activi-dade Vamos ao Teatro, dinamizada pelo Departamento de Portugus, e foi destinada aos alunos do 5 ano.

    Desta vez, no fomos ns ao teatro, veio ele at ns, numa experincia a repetir futuramente.

    Um bem-haja Animatreatro, a todos os professores que colaboraram e aos alunos que assistiram ao espect-culo!

    Tom Sawyer, uma histria intemporal ~

  • mador ornal J A 04

    EscolaEscolaEscolaEscola em Aco!em Aco!em Aco!em Aco!

    Qual Garry Kasparov, qual Magnus Carlsen, qual qu! No dia 13 de Janeiro, o nosso colgio participou no Torneio de Xadrez de Semi-Rpidas e mostrou que no brinca em servio! Este torneio foi disputado na Escola Correia Mateus, em Leiria, e estiveram presentes cerca de 80 alunos oriundos de nove escolas do distrito. O nosso colgio foi digna-mente representado pelo Diogo Amado e David Silva,

    do 11 A, pelo Vasco Gomes e Gonalo Paulo do 7C e pelo Andr Silva e Pedro Brtolo do 5E, que superaram as expectativas do desafio!

    A faanha repetiu-se no dia 24 de Fevereiro, pois o Colgio Dr. Lus Pereira da Costa, em Monte Redondo, promoveu o Torneio Inter-escolas da EAE de Leiria, na variante de Rpi-das. Neste torneio, competiram cerca de 70 alunos, mas os nossos partici-pantes Pedro Brtolo, Andr Silva e Carlos Costa (do 5 ano), Gonalo Paulo, Vasco Gomes (do