jornal amador nº 34

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Colégio Dinis de Melo - Jornal Escolar

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  • Director Fernando Cruz Coordenao Ana Rita Duarte Redaco Clube de Jornalismo Composio/Arranjo grfico Claudina Quintino Tiragem 750 exemplares Impresso FAJDL Periodicidade Trimestral Distribuio Gratuita

    Contactos 244 861 139 / cl-dinis-melo@mail.telepac.pt

    n 34

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    J A ornal mador Abril 2009 Ano X

  • EditorialEditorialEditorialEditorial

    Algumas pessoas tm tendncia para lidar com a frustrao, descarregando noutros a raiva pela constatao das suas incapacidades. Mesmo que esses outros no tenham qualquer responsabilidade pelos factos que os levam ao exas-pero, sendo at, em muitas situaes, parte da resoluo do problema e no como erradamente pensam a origem das suas dificuldades.

    Como pais, exasperam-nos as aces dos nossos filhos quando eles contrariam sistematicamente aquilo que ns desejvamos que eles fizessem ou fossem. Interrogamos Deus quanto ao merecimento de tal castigo. Sim, porque, a nosso ver, no nos cabe a ns qualquer responsabilidade por esta situao. Tudo o que temos feito tem sido em prol dos inte-resses da nossa famlia, dos nossos filhos, em especial. A luta diria pela sobrevivncia econmica, pela carreira, pela melhoria das condies econmicas e, automaticamente, pelo status social que isso comporta, faz-nos esquecer que temos gente em casa que precisa de uma palavra nossa, de um olhar, de um afago, do nosso interesse empenhado e da vontade firme, embora compreensiva, de uma direco.

    Muito mais do que a ltima verso daquele telemvel ou das sapatilhas xpto, eles precisam, antes disso tudo, que tambm saibamos estar suficientemente atentos para lhes dizermos no quando necessrio.

    No mercado global em que vivemos, agimos como com-pradores do afecto dos nossos filhos, oferecendo-lhes merca-dorias e, tantas vezes, sins e facilidades permanentes, con-vencidos da bondade dos nossos actos.

    Confrontados com as suas primeiras 4aces desviantes da norma, assumimos irracionalmente a sua defesa, embala-dos pela cmoda convico muitas vezes induzida por alguns fazedores de opinio que ser pai ou me assim. Iludimo-nos, julgando, deste modo, conquistar o amor deles, sem uma palavra sria de aviso ou qualquer vontade de saber a verdade do que realmente se passou, escudando-nos num so crianas. Estamos to cansados!

    Quando estas situaes se tornam recorrentes, acordamos um dia verificando que o nosso querido filho ou filha, para alm de no nos obedecer, no tem nenhuma considerao por ns e at nos insulta ou agride se o tentarmos contrariar. No nos podemos queixar, afinal fomos ns que construiu, ou melhor, deixou que se construsse com a nossa compla-cncia e omisso, aquela personalidade, aquele carcter. So jovens profundamente convencidos que so o centro do mundo e que a sua vontade prevalece sobre tudo. Eles tm direitos! O direito de espezinhar os outros para que venam os seus interesses imediatos. Criados como reizinhos absolu-tos, exigem ser tratados como tal; so crianas-deuses, todas poderosas, a que a sociedade deve tudo e tudo lhes deve dar.

    (Vejamos por exemplo um local de reunio em que este-jam jovens e adultos e haja cadeiras insuficientes para todos. Os jovens ocupam imediatamente todos os lugares sentados, por vezes empurrando, at, os adultos. Mas ningum diz nada. Tornou-se socialmente incorrecto reclamar contra isso.

    Tenho quarenta e nove anos, trabalhei oito horas, a maio-ria em p, executando tarefas fisicamente pesadas, estou numa reunio na escola do meu filho, ao final do dia. A sala pequena para todos, pais e filhos. As cadeiras so poucas e

    apetecia-me tanto sentar, mas no me atrevo dizer ao meu filho para se levantar. Seria mal vista e com razo. Ele esteve oito horas na escola. Tomou o autocarro escolar na paragem ao lado de casa e esteve nas aulas, sentado quase todo o dia. Felizmente um belo rapaz e j est mais alto do que eu, sendo ponta de lana no clube da terra e titular na equipa de basquetebol do desporto escolar. Coitadinho, deve estar exausto e, alm do mais, no passa de uma criana.)

    Depois, o desabafo J no sei o que lhe hei-de fazer!. A quantidade destas expresses que se ouvem nas escolas tem aumentado exponencialmente de h uns (poucos) anos a esta parte. E est-se a falar de crianas de nove e dez anos! Isto tem de nos fazer pensar sobre o que estar na origem deste tipo de situaes que, parece, tendem a aumentar. Exis-te algo de muito errado na educao destas crianas que leva os seus progenitores a lamentarem-se desta maneira, sabendo-se de antemo que no h muito tempo tal fenme-no era, na prtica, inexistente, em especial com crianas to novas.

    O desespero e a sensao de impotncia leva-nos a des-carregar noutros a raiva da nossa frustrao. bem mais fcil arranjar um culpado, algum ou alguma coisa que nos faa esquecer a responsabilidade daquilo que fizemos, ou no. De preferncia, algo que sintamos mais frgil e desprotegido, de modo a aumentar as probabilidades de sucesso, como por exemplo, a escola e os professores.

    Esquecemo-nos que deste modo, alijando responsabilida-des, estamos a reconhecer implicitamente o nosso fracasso enquanto pais, pois nada nem ningum substitui a famlia na tarefa de educar. EDUCAR.

    mador ornal J A 02

    Quem semeia ventos, colhe tempestades Quem semeia ventos, colhe tempestades Quem semeia ventos, colhe tempestades Quem semeia ventos, colhe tempestades ---- IIIIIIII

    DeclaraoDeclaraoDeclaraoDeclarao O abaixo assinado Ismael Gomes AlvesIsmael Gomes AlvesIsmael Gomes AlvesIsmael Gomes Alves, encarre-

    gado de educao de um ex-aluno do Colgio Dinis de Melo, portador do B. I. n 665 7 025, emitido em 13/06/2002, pelo Arquivo de Identificao de Leiria, residente em Gndara dos Olivais, Leiria, declara que considera o Director Pedaggico do estabeleci-mento acima citado, Dr. Fernando Mrio F. V. Cruz, pessoa sria e honesta, jamais tendo pretendido colocar em causa a sua honorabilidade e competn-cia, das quais no duvida, lamentando profunda-mente o incidente que provocou no dia 7 de Dezem-bro de 2006, nas instalaes do Colgio, aquando da audio do seu filho, em sede de procedimento disciplinar escolar.

    Por ser verdade, farei publicar esta Declarao no Jornal Amador, jornal escolar do Colgio Dinis de Melo.

    Data: 30/01/09

    Ismael Gomes AlvesIsmael Gomes AlvesIsmael Gomes AlvesIsmael Gomes Alves

    F. C.

  • Quem te previne, teu amigo !

    Sabias que, em Portugal, morrem quatro mulheres vtimas de cancro da mama por dia? Preocupante, no ? O cancro da mama um proble-ma de alta mortalidade! Ns, alunos do 12. A, no dia 12 de Dezembro, realizmos uma visita de estudo s instalaes da Unidade Mvel de Rastreio de Cancro da Mama, em Leiria, no mbito da disciplina de rea de Projecto. O objectivo desta visita era conhecer os mtodos utili-zados durante um rastreio e recolher informaes teis para a realizao de um trabalho de projecto sobre os riscos e as causas das doenas

    oncolgicas. Durante a manh, foi possvel observar o material e as vrias etapas adquiridas no decorrer de uma mamografia. O grupo res-ponsvel desta visita aproveitou, assim como todos os outros elemen-tos da turma, para esclarecer muitas dvidas relativamente aos mtodos de preveno e aos tratamentos de cura, quando a mulher descobre que vtima de cancro. Ficmos alerta-dos para a necessidade de realizar rastreios de cancro e ficmos bas-tante surpresos, ao descobrir que, para muitos, o cancro ainda tabu

    J agora , v i s i ta os s i te s w w w . l i g a c o n t r a c a n c r o . p t e www.passaapalavra.com, sites infor-mativos e de sensibilizao a favor desta causa!

    Nota: Nota: Nota: Nota: Linha Cancro - 808 255 255 - horrio de funcionamento das 9 s 22 horas (2. a 6. feira)

    S te posso ver pintado Popularmente dizemos que no

    te posso ver nem pintado, porm agora diferente Queremos ver-te pintado! A ti e realidade No dia

    15 de Dezembro de 2008, ns, alu-nos do 9. ano, acompanhados pelos professores de Histria e de Educao Visual, Aldina Cordeiro, Nuno Violante, Paula Lopes e Ricar-do Nobre, fomos visitar o Museu Coleco Berardo, no Centro Cultu-ral de Belm, situado no corao de Lisboa. Ao entrarmos no CCB, fomos recebidos por uma guia que nos

    mostrou a exposio No te posso ver nem Pintado, um percurso atra-vs da dificuldade em (re) fazer a pintura figurativa do sculo XX. Seguiu-se uma exposio de fotogra-fia O Presente: Uma Dimenso Infinita que constitui o mais signifi-cativo conjunto fotogrfico contem-porneo em Portugal. Vimos quadros de todos os tamanhos e formas, desde o mais colorido e vivo at ao mais escuro morto, do mais real ao mais irreal, do mais pequeno, do tamanho de uma fotografia, ao maior, com tamanho de uma grande e longa parede. Finalmente, pude-mos observar e passear pelo museu livremente. Para que saibas, a Coleco Berardo reconhecida no panorama internacional como uma coleco de arte de grande significado que permite acompanhar os principais movimentos artsticos do sculo XX. A representao de mais de 70 correntes artsticas evi-dencia o forte pendor museolgico e didctico desta coleco. uma fonte inesgotvel de criatividade e de possibilidades de inovao da

    Ldia Lacerda 12A

    Fbio Ventura - 9B

    Andy W

    arho

    EscolaEscolaEscolaEscola em Aco!em Aco!em Aco!em Aco!

    03 mador ornal J A

    Cidade Templria No dia 16 de Dezembro, ns, alunos do

    8 ano, samos do Colgio bem cedinho rumo a Tomar, onde estava previsto visitar-mos o Convento de Cristo e a Sinagoga Judaica. Durante a manh, visitmos o Con-

    vento de Cristo, um monumento histrico de 1162, com o objectivo de observar os ele-mentos artsticos manuelinos, matria que estvamos a estudar na altura, a Histria. Seguidamente, separados em dois grupos, inicimos a visita guiada ao Convento. tarde, de barriguinha cheia, fomos visitar a Si