Jornal Acesso Real 19ª Edição

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Piracuruca e o mundo em destaque.

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<ul><li><p>Piracuruca - Piau - Ano II - N 19 01 a 30 de janeiro de 2009 - R$ 2,00</p><p>Rdio Comrcio</p><p>(86) 3343-2676</p><p>AM Sete Cidades</p><p>(86) 3343-1107</p><p>Sucesso FM</p><p>(86) 3343-1912</p><p>O 22 de </p><p>Janeiro </p><p>movimenta </p><p>Piracuruca</p><p>Jornal Acesso Real</p><p>P u b l i c a o M e n s a l</p><p>Tiragem: 500 exemplares</p><p>Fechamento desta edio:</p><p>Calidoscpio </p><p>Cultural</p><p>. S</p><p>Na coluna de Augusto </p><p>Brito, o resgate do </p><p>B u m b a - m e u - b o i e m </p><p>Piracuruca eus dias de </p><p>glria e seu quase que </p><p>t o t a l</p><p>d e s a p a r e c i m e n t o .</p><p> Pag.: 04</p><p>Sob os Flash de </p><p>NevinhaAniversarios, festas e </p><p>tudo que movimentou </p><p>piracuruca em janeiro.</p><p> Pag.: 05</p><p>CEAA: Ao pelo meio </p><p>ambiente.</p><p>Pag.: 07</p><p>MunicpioN o t c i r i o d a </p><p>Cmara Municipal. Uma </p><p>mensagem do presidente </p><p>da casa, Valter Cesar..</p><p> Pag.: 02</p><p>Esporte:T o r n e i o d o </p><p>Chafariz, na sua reta </p><p>decisiva.</p><p>A deciso vai ser </p><p>entre Chafariz x Nova </p><p>Esperana</p><p> Pag.: 10</p><p>Teatro ao ar livre remonta a histria da luta </p><p>pela independncia do Brasil.</p><p>O Governador Wellington Dias em entrevista </p><p>exclusiva ao jornal Acesso Real, falou da </p><p>importncia deste ato para Piracuruca.</p><p>O 22 de janeiro foi reconhecido como o </p><p>Marco de Participao da cidade de Piracuruca </p><p>no conflito histrico da Independncia do Brasil </p><p>pelo atual governo estadual.</p><p>O evento teve um bom publico que </p><p>pde assistir a uma pea teatral - A Batalha do </p><p>Jenipapo. Onde se encenou-se o que </p><p>possivelmente aconteceu em uma das ou talvez a </p><p>nica batalha sangrenta ocorrida no Brasil pela </p><p>sua Independncia de Portugal.</p><p> Leia mais! Pag. 09</p><p>Na volta as aulas vem pra Real Centro de Piracuruca, fone: 3343-2676</p><p>A c o m p a n h e u m a </p><p>entrevista com Eduardo </p><p>Lima, scretrio de Sade </p><p>de Piracuruca.</p><p> Pg.: 08</p></li><li><p>02</p><p>Editorial</p><p>Municpio</p><p>Nonatinho Arajo</p><p>Piracuruca - Piau - Ano II - N 19 01 a 31 de janeiro 2008</p><p>Mensagem de posse do </p><p>Vereador Valter Cezar de Brito </p><p>(Beb) Presidente da Cmara </p><p>Municipal de Piracuruca.</p><p>uero inicialmente na condio de Presidente </p><p>eleito desta Casa, democraticamente eleito Qpelo processo estabelecido segundo o </p><p>regimento interno deste parlamento, agradecer a </p><p>meus colegas parlamentares que concederam a mim </p><p>esse voto de confiana.</p><p>Quero tambm mostrar gratido a todos os </p><p>partidos e destacar que procurarei ser um presidente </p><p>que exercer de forma incansvel respaldando a </p><p>todos os trabalhos desta bancada. Quero dizer </p><p>tambm que serei respeitoso com as principais </p><p>normas que regem a conduo dos trabalhos neste </p><p>Legislativo; respeitando a todos porque tenho a </p><p>convico e a certeza absoluta de que tambm serei </p><p>respeitado como todos os outros presidentes o foram.</p><p>Como muitos, posso dizer que chego a essa </p><p>condio de presidente, em primeiro lugar, para </p><p>mostrar que esta Casa sempre teve condies </p><p>suficientes e maturidade de seguir o processo </p><p>democrtico e de cumprir acordos.</p><p>Est de parabns esta cmara e tenho certeza </p><p>que a imprensa sentiu este reflexo e mostrou para a </p><p>sociedade piracuruquense que ns que fomos eleitos </p><p>democraticamente pelo povo, e que este sabe eleger </p><p>democraticamente aqueles que formam o </p><p>Legislativo .</p><p>Gostaria de registrar que iniciaremos os </p><p>trabalhos de sesses legislativas no dia 15 de </p><p>fevereiro, quando o processo de recesso encerrar. </p><p>Por fim, mais no menos importante (Para </p><p>mim, de vital importncia!), quero agradecer a </p><p>minha famlia que tem dedicado apoio </p><p>incondicional a minha pessoa durante meu </p><p>mandato. Se no fosse pelo apoio dos que me </p><p>amam, eu talvez no estivesse nem dentro desta </p><p>casa. </p><p>Ento quero registrar que s estou aqui </p><p>presidente hoje por que a minha famlia me guindou </p><p>desde a eleio de 2000 para o cargo de vereador e </p><p>tambm aos meus cabos eleitorais, assessores e </p><p>amigos que esto permanentemente junto de mim, </p><p>apoiando e estimulando meu trabalho at hoje, </p><p>2009.</p><p>Quero dizer que Piracuruca maior do </p><p>qualquer famlia, do que qualquer partido ou </p><p>poltico que aqui est nesta terra. Ns iremos </p><p>conduzir o trabalho deste legislativo tal como </p><p>prescreve e nos direciona a Carta Magna desta </p><p>cidade.</p><p>Muito Obrigado.</p><p>Foto: Rodrigo</p><p>NAS FOTOS: POPULARES E </p><p>A U T O R I D A D E S L O C A I S N A </p><p>SOLENIDADE DE POSSE DOS </p><p>VEREADORES.</p><p> Fotos: Rodrigo Almeida</p><p>2009 chegou e com ele novas </p><p>possibilidades, novos desafios e aquela </p><p>vontade de fazer tudo certo; pois mais uma </p><p>chance de consolidar o conquistado e abrir </p><p>caminhos para vos mais longnquos </p><p>Assim importante analisarmos de </p><p>maneira coerente nossas novas diretrizes para </p><p>no se cometer talvez os mesmos erros </p><p>anteriores e, consequentemente, frustrar </p><p>sonhos e projetos a serem implementados.</p><p> muito comum a cada comeo de ano, </p><p>decidir-mos: Ah! Nesse ano vou me preparar, </p><p>vou estudar, vou economizar, vou fazer aquele </p><p>to sonhado regime; vou retomar sonhos </p><p>abandonados. Mas depois a rotina e os antigos </p><p>vcios levam-nos a deixar tudo para trs. E nos </p><p>perguntamos, por vezes, onde ficaram nossos </p><p>sonhos?</p><p>Programar, organizar deve ser o </p><p>primeiro passo. O segundo, pr em prtica; </p><p>agora ai sim, depois de tudo est encaminhado; </p><p>vem o ingrediente mais importante - a </p><p>perseverana. Pois s os perseverantes </p><p>colhero os frutos do trabalho e dos sonhos </p><p>plantados.</p><p>Desta forma, ns, do Jornal Acesso </p><p>Real, queremos incentiv-lo a acreditar; a </p><p>sonhar e querer o melhor para si e para sua </p><p>famlia. </p><p>E que voc continue bem informado </p><p>com o nosso perseverante jornal Acesso Real.</p><p>Demora no incio de Estrada deixa populao </p><p>apreensiva</p><p> povo de Pi-</p><p>racuruca no v </p><p>a hora de ter um Ode seus maiores sonhos </p><p>realizados: A estrada </p><p>P i r a c u r u c a a A l t o </p><p>Alegre. Mas, a obra </p><p>ainda nem comeou. E </p><p>com isso j se vo vrios </p><p>meses de atraso, desde a </p><p>a u t o r i z a o d o </p><p>governador Wellington </p><p>Dias para a construo </p><p>da obra.</p><p>Segundo um </p><p>dos moradores das </p><p>p r o x i m i d a d e s d a </p><p>estrada: ... apenas uma </p><p>mquina foi vista no </p><p>local e assim mesmo </p><p>pouco fez. Logo em </p><p>seguida j foi embora. </p><p>Quem transita pelo local reclama </p><p>da m qualidade da estrada que torna </p><p>difcil a vida. J que, chegar a suas casas, </p><p>demorado e uma aventura que muitas </p><p>vezes acaba em acidentes.</p><p>A obra tem como executora a </p><p>Construtora Sucesso S/A, do Grupo </p><p>Claudino e est orada em quase 09 </p><p>milhes de reais, conseguidos por emenda </p><p>parlamentar do Deputado Federal Osmar </p><p>Junior do PC do B.</p><p>Bem, enquanto h vida, h </p><p>esperana! </p><p>Por GK</p><p>Motoqueiros que transitam pela estrada</p><p>INFORMATIVO CMARA </p><p>MUNICIPAL DE PIRACURUCA</p></li><li><p>Piracuruca - Piau - Ano II - N 19 01 a 31 de janeiro de 2009</p><p>0301 a 31 de setembro de 2008</p><p>CASA DO </p><p>CARPINTEIRO</p><p>O SHOP DA </p><p>CONSTRUO</p><p>FOLHA ESPECIAL CASA DO CARPINTEIROAbaixo uma linda mensagem, fotos de Amigos,Funcionrios e Colaboradores da Famlia Casa do Carpinteiro.</p><p>A o L a d o o </p><p>e m p r e s r i o </p><p>Edson Vitoriano.</p><p>A o L a d o o </p><p>e m p r e s r i o </p><p>Edson Vitoriano.</p><p>ueremos que saibam que a ajuda de vocs foi de grande valia neste ano de 2008. Vocs foram </p><p>atenciosos, carismticos e amigos; Pessoas assim, que esto sempre prontas a fortalecer a Qunio fraterna, so merecedoras de nosso maior apreo.</p><p>Ns procuramos olhar dentro dos coraes das pessoas, porque sabemos que de l que extramos o </p><p>que temos de melhor, e vocs so pessoas humanas de coraes bons.</p><p>Nosso obrigado pela ateno e carinho dedicado a cada fregus e a ns. Vocs esto de parabns e </p><p>por isso que tudo que fazemos pensando em ajudar o prximo, que pela prpria lei da natureza nos </p><p>devolvida em dobro.</p><p>S entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado acontea.</p><p>Que o Universo cubra a cada um (a) de vocs de bnos e sejam todos muito felizes.</p><p>A todos vocs funcionrios e amigos que nos ajudam no dia-a-dia com trabalho, respeito, amizade e </p><p>dedicao, o nosso muito obrigado e que neste ano a nossa convivncia e a participao de vocs continuem </p><p>progredindo a cada dia mais.</p><p>Com carinho, de todos da Casa do Carpinteiro e da Grfica Globo. Nas fotos: flagras na festa </p><p>de confraternizao da </p><p>Casa do Carpinteiro onde </p><p>compareceram familiares, </p><p>funcionrios e amigos.</p></li><li><p>04Piracuruca - Piau - Ano II - N 19 01 a 31 de janeiro de 2009</p><p>Calidoscpio CulturalAaugustobrito.humanas@ig.com.br</p><p>Augusto Brito</p><p>Espao Grfica Ideal</p><p>O meu boi morreu, o que ser de mim?...Manda buscar outro, Iraci, l no Piau! A estrofe </p><p>transcrita acima est presente em diversas </p><p>composies relativas ao folguedo Bumba-meu-boi, Brasil afora, denotando a forte tradio que tem o ciclo do </p><p>gado como representao da origem da sociedade </p><p>piauiense, nascida da ocupao do solo para instalao </p><p>dos primeiros currais, a partir de finais do sculo XVII e </p><p>incio do sculo XVIII. </p><p> A conquista do territrio compreendido entre os </p><p>macios da Ibiapaba, Dois Irmos e Tabatinga, a leste, e o </p><p>rio Parnaba, a oeste, futuros domnios da Capitania do </p><p>Piau, se d segundo os interesses do consrcio formado </p><p>pela Coroa portuguesa e instituies Catlicas, levados a </p><p>termo por sesmeiros, posseiros, membros de ordens </p><p>religiosas e extensas manadas de gado vacum. A relao </p><p>de confronto entre o colonizador branco e as naes </p><p>silvcolas locais, porm, ocorre de forma extremamente </p><p>violenta, culminando com a dizimao total desses </p><p>ltimos, em solo piauiense. Ao processo de amalgama </p><p>racial e cultural conflituoso, adiciona-se, depois, o </p><p>elemento negro, vindo da frica, na condio de mo-de-</p><p>obra escrava. A mistura tnica, que se precipita por cerca </p><p>de trezentos anos, resulta no surgimento do caboclo, o </p><p>verdadeiro nordestino, aquele que, como ningum, sabe </p><p>conviver com o boi e, com ele, rompe as fronteiras dos </p><p>sertes inspitos, construindo as bases econmicas e </p><p>histricas do Piau de hoje.</p><p> Segundo especialistas no assunto, o bumba-meu-boi </p><p>tem, como precursores, as tradies espanholas e </p><p>portuguesas de encenar peas religiosas, de inspirao </p><p>erudita mas destinadas ao povo, para comemorar festas </p><p>catlicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. As </p><p>Tourinhas Minhotas e os Touros de Canastra so </p><p>considerados algumas das reminiscncias europias do </p><p>bumba-meu-boi brasileiro, assim como, tambm, o </p><p>Monlogo do Vaqueiro (1502), de autoria do Mestre </p><p>Gil. A esse respeito, Mrio de Andrade, em sua Pequena </p><p>Histria da Msica, assim escreve: Tambm de </p><p>Portugal nos veio origem primitiva da dana-dramtica </p><p>mais nacional, o bumba-meu-boi. E complementa: As </p><p>fadigas do pastoreio se transformam em arte, celebrando </p><p>ritualmente a morte e a ressurreio do boi.</p><p> Remontando as caractersticas dos autos medievais, </p><p>que lhe d carter de veculo de comunicao, o folguedo </p><p>do boi retomado no Brasil colonial, por iniciativa dos </p><p>padres Jesutas, em sua obra de evangelizao, conforme </p><p>apontam vrias linhas de pesquisas. A lenda fundante se </p><p>espalha por todo o Brasil atravs dos tempos, contada e </p><p>recontada especialmente a partir da tradio nordestina, </p><p>adquirindo contornos de stira, comdia, tragdia e </p><p>drama. A tradio, nesse processo, sofre diversas </p><p>modificaes de nomes, ritmos, formas de apresentao, </p><p>adereos e personagens, nas diferentes regies onde </p><p>encenado. Apesar das diferenciaes, a estria no se </p><p>afasta de seu tema central, que a relao entre o homem e </p><p>o boi, evidenciando, por um lado, a fragilidade do homem </p><p>e a fora bruta do boi, e, por outro, a inteligncia do </p><p>homem e a estupidez do animal. Reflete, tambm, as </p><p>relaes desiguais entre o proprietrio de terras e do gado </p><p>e seus serviais ou a discrepncia scio-econmica </p><p>verificada entre a casa da fazenda e a choupana de taipa e </p><p>palha.</p><p> O Bumba-meu-boi do Piau segue a tradio </p><p>original nordestina, onde se reveste de especial </p><p>popularidade e significao mstica, em face da ntima </p><p>relao do boi com a sobrevivncia local. Em Teresina, a </p><p>Fundao Cultural do Piau (FUNDAC) vem </p><p>promovendo, anualmente, durante o ms de julho, o </p><p>Encontro Nacional de Folguedos, oportunidade em </p><p>que os grupos organizados da capital recebem maior </p><p>visibilidade, exemplo dos bois Riso da Mocidade, </p><p>Imperador da Ilha, Terror do Nordeste e Estrela </p><p>D'alva, dentre outros. </p><p> Na Piracuruca, conforme informaes obtidas </p><p>aqui e ali, o Bumba-meu-boi vive dias de glria entre o </p><p>final dos anos 30 e incio dos anos 70, perodo em que </p><p>alguns grupos populares se manifestam, com </p><p>ocorrncias nos meses de janeiro e de junho. O chamado </p><p>Boi de Janeiro, Boi Careta ou Boi de Santos Reis, </p><p>integra os originais autos natalinos ibricos, </p><p>apresentados entre o dia de natal e a festa de reis. </p><p>Desenvolve-se atravs de cantigas e danas de enredo </p><p>simples, reproduzindo dilogos entre o patro e o </p><p>magarefe ou vaqueiro. Ficam famosos, na histria dos </p><p>Bois de janeiro piracuruquenses, o Canrio, depois o </p><p>Bandeira Verde, ambos encenados pelo grupo do </p><p>Raimundo Piscanheta.</p><p>Arreda, arreda!</p><p>Deixa o pai da barra entrar,</p><p>Sou espinho de xique-xique,</p><p>Roseta de ju,</p><p>Nunca meti minha cabea,</p><p>Pr ver o corpo apanhar. </p><p>Matei boi no Pacuj,</p><p>Matei boi na Caraba,</p><p>E os vaqueiros dos campestres,</p><p>Pr isso tinham o Situba,</p><p>Por cima do teu cupinho,</p><p>O meu machado colinho,</p><p>L vai quem te derruba.</p><p>Caiu dois mas s morreu um,</p><p>Eu sou cabra danado,</p><p>Do Estado do Cear,</p><p>Nunca matei um garrote,</p><p>Que no fosse pr sangrar,</p><p>Quero saber se voc</p><p>Tem pedra de amolar.</p><p> O Boi de junho, como o prprio nome sugere, </p><p>compe o ciclo das festas juninas, originrias da tradio </p><p>latina do solstcio e de fim da colheita. Ocorre durante as </p><p>festividades alusivas a Santo Antnio, So Pedro e So </p><p>Joo. O auto uma espcie de pera popular, histria </p><p>que se desenrola em torno do Senhor Meu Amo, seu boi </p><p>de estimao, o empregado Pai Francisco, sua mulher </p><p>Catirina, e, ainda, dezenas de outras personagens. </p><p>Dentre os Bois de junho piracuruquenses, destacam-se: </p><p>Dois de Ouro (1939), Dois de Espada (1940) e </p><p>Dois de Paus (1941), todos organizados pelo Benedito </p><p>Batalha. Tambm deixa seu registro o boi T-na-</p><p>moda, do grupo do Gaioso. Diversas formaes e </p><p>denominaes se seguem, levando beleza e alegria s </p><p>praas e terreiros, tais como os bois Estrela, </p><p>Corao, Cupido e Fita Verde, dentre outros. </p><p>Te alevanta Boi Estrela,</p><p>h, tan g l - ,</p><p>Te alevanta pr vadi,</p><p>h, tan g l - ,</p><p>Brinca e folga genite,</p><p>h, tan g l - .</p><p> Apesar de os costumes das fazendas de criar </p><p>exercerem forte influncia na formao cultural e </p><p>econmica da regio, o Bumba-meu-boi parece ter </p><p>perdido, na Piracuruca, j h vrios anos, sua importncia </p><p>no sistema de idias e imagens de representao coletiva. </p><p>Mesmo considerando-se as rupturas culturais provocadas </p><p>pelo desenvolvimento das diversas mdias, o processo de </p><p>morte do boi piracuruquense reflexo, em parte, pelo </p><p>menos, do desinteresse da sociedade organizada e seus </p><p>representantes, em face da ausncia de polticas de </p><p>incentivo na rea cultural. Faa-se justia, contudo, a </p><p>algumas iniciativas isoladas, excees regra perversa, </p><p>como o trabalho desenvolvido entre os anos de 1989 e </p><p>1992, perodo da administrao municipal de Adelino </p><p>Fortes de Morais Melo. Outras manifestaes de </p><p>representao desse importante elemento cultural </p><p>restringem-se, basicamente, ao mbito das escolas, </p><p>ltimos ncleos de resistncia ao total desaparecimento </p><p>do Bumba-meu-boi, na plaga abenoada pela Virgem do </p><p>Monte do Carmo.</p><p> Buscando uma adaptao estrofe inicial, a </p><p>realidade catica de nossa cultura atesta que o nosso Boi...</p></li></ul>