jornal abra - 19ª edição

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Jornal ABRA - 19ª edição, de junho/julho de 2009. Jornal laboratório do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano (Unifra), Santa Maria - RS.

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  • 19Impresso

    Santa Maria, junho/julho de 2009 Jornal Experimental do Curso de Comunicao Social - Jornalismo - UNIFRA

    Carne est fora de cena

    Batman, em 70 anos de aventuras

    Namorar ou no namorar, eis a questo

    Locadoras rivalizam com DVDs piratas

    O cavaleiro das trevas apareceu nos quadrinhos, em 1939. Depois ganhou novas histrias, novos persona-gens e dominou at mesmo os cinemas, para a diverso de seus admiradores.

    Pgina 9

    O Dia dos Namorados uma data especial para quem est acompanhado. Com pre-sentes ou no, sob medida para expressar carinho.

    Pgina 10

    Frio e frias combinam quando o assunto ficar em casa, assistindo a um bom filme. Nesta poca, a procura por DVDs aumenta.

    Pgina 7

    O vegetarianismo a opo de muita gente. Qualidade de vida, conscincia ecolgica e preocupao com os animais e com a sociedade esto entre os fatores que levam as pes-soas a aderirem a essa dieta, que exclui a carne. A restrio, por vezes, tambm abrange ovos, leite e derivados. A preocupao, ressaltam os especialistas, manter o equi-lbrio nutricional, que pode ficar prejudicado se a protena animal for retirada do card-pio sem o devido cuidado.

    Pgina 6

    O cardpio vegetariano se caracteriza por ser

    pobre em gordura saturada e colesterol e rico em antioxidantes, o que ajuda a prevenir

    doenas cardiovasculares e cancergenas

    gAbRIElA pERUFo

    Achados e guardados nas bolsas femininas

    Que modelos as mulheres preferem e com o que elas recheiam suas inseparveis bolsas? A questo respon-dida por suas usurias, que no as dispensam nos vrios momentos do dia, seja para trabalhar ou se divertir.

    Pgina 5

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  • 2 abra 19 impresso

    junho/julho 2009

    Expediente

    EditorialMade in ndia

    Jornal experimental interdisciplinar produzido sob coor-denao do Laboratrio de Jornalismo Impresso e Online do curso de Comunicao Social Jornalismo do Centro

    Universitrio Franciscano (Unifra)

    Reitora: Prof Iran RupoloDiretora de rea: Prof Sibila RochaCoordenadora do Curso de Comunicao Social - Jornalismo: Prof Rosana Cabral ZucoloProfessores orientadores: Iuri Lammel Marques (Mtb/RS 12734), Laura Elise Fabrcio e Sione Gomes (MTb/SC 0743)

    Redao - aprendizEditor-chefe: Juliano PiresDiagramao: prof. Iuri Lammel MarquesEquipe de reportagem: Cassiano Cavalheiro, Fellipe Bernardini, Francielle Bueno, Jucineide Ferreira, Juliana Bolzan, Leandro Rodrigues, Liciane Brun, Patric Chagas, Sofia Vieiro e Vanessa Moro.Fotografia: Arili Ziegler, Carolina Moro, Cassiano Cavalheiro Ediane Alves, Evandro Sturm, Gabriela Perufo, Leandro Rodrigues Maiara Bersch e Ricardo Borgignon, sob coordenao do Laboratrio de Fotografia e Memria.

    Se voc tiver crticas, sugestes ou quiser ser um colaborador do Abra envie um e-mail para ns! abra@unifra.br

    Impresso: Grfica Gazeta do SulTiragem: 1000 exemplaresDistribuio: gratuita e dirigida

    Entre brmanes, xtrias, vaixs, sudras e dalits, uma nova cultura tem se estabilizado no mercado de bens simblicos: a indiana. Com uma ajudinha do cinema, e da televiso, os holofotes da mdia tem se virado cada vez mais em direo ao pequeno e populoso pas.

    No h dvidas que o longa de Danny Boyle, Quem quer ser um milionrio? (2009), traz para discusso um pouco da realidade vivida pelos habitantes da ndia, e de apresentar elementos at ento desconhecidos (visu-almente) da maior parte da populao mundial. Na trama, a cada pergunta respondida por Jamal Malik, o expectador experimenta tanto a euforia pela resposta certa, quanto dilemas e angstias vivenciadas pelo jovem. O filme ganha os mritos no apenas por vencer oito Oscares e quatro Globos de Ouro, mas tambm por no privilegiar e distorcer, em prol do enfoque da trama, a cultura representada, como acontece na abrasileirada Caminho das ndias, da Rede Globo.

    A diferena entre as duas abordagens gera outra dis-cusso em torno do papel que a mdia tem diante de suas representaes. visvel a recusa dos meios de comuni-cao em aceitar o poder e a influncia que exercem, o que se torna generalizvel a partir do momento em que exaltam os sucessos e recusam as falhas: quando h um consumo positivo, a mdia assume o papel de propaga-dora de culturas e modas, situao que se inverte radi-calmente diante elementos negativos, como a violncia.

    Baguan Keli, diria um indiano diante da tela da Globo. engraado, mas o etnocentrismo presente na novela capaz de seduzir at mesmo o mais radical muul-mano. O choque cultural, no entanto, ocorre quando se abre as pginas de uma revista como a Superinteressante de junho, onde o leitor se depara com o complemento da realidade apresentada no filme de Boyle: 18 lnguas ofi-ciais, milhares de dialetos, uma sociedade marcada pela instabilidade entre as crenas religiosas, com o trabalho e o destino das pessoas definidos no momento do nascimento atravs da classificao em castas, e o desafio de conviver assistindo s diferenas entre os sexos. Are Baba!

    Diante desse quadro fica claro como o recorte arbi-trrio de um determinado contexto social e histrico prejudica a compreenso e compromete a qualidade do que informado e romanceado. As diferenas existem, sim, e precisam ser mais valorizadas nas construes para no haver a sobreposio de culturas, como j se pode projetar no final clich entre Bahuan e Maya. Jamal e Latika deixam claro que toda realidade tem um final feliz e adequado sua trama. Atch!

    Boa leitura e Namast!

    A profissionalizao do amor

    Carta a um grande amorQuerido. Aguardo sua chegada

    impacientemente, assim como uma criana aguarda pelo seu presente de natal. Sei que as coisas mudaram muito desde a ltima vez que nos vimos, mas assim como o tempo mudou nossas concepes de mundo, creio que ele tambm tenha varrido todas as nossas mgoas. Tambm sei que as coisas no funcionam exata-mente como queremos e que, s vezes, tambm no medimos as palavras em uma briga. Palavras essas que guar-damos e carregamos pela vida toda por ser muito difcil de nos livrarmos das memrias do passado. Mas com o seu regresso minha vida acredito que as coisas sero bem melhores.

    Sentada na poltrona vermelha da sala que voc tanto ama, e olhando uma foto sua em frente lareira

    enquanto escrevo esta carta, espero muitos anos por esse Dia dos Namo-rados em que, depois de todo esse tempo a esperar, enfim, voc voltar para casa e talvez nem leia esta carta, mas tive que escrev-la. Era como uma promessa, um pacto que fiz no dia de sua partida e que, quando retornasse, eu a escreveria lhe dando as boas-vindas antes mesmo de chegar. Eu s queria poder dizer, antecipadamente, atravs desta, que eu te amo muito e que essa data tem uma importncia to singular em minha vida que voc no faz ideia.

    Seja como for e mesmo no sendo exatamente como eu imaginei todos esses anos, eu ainda serei ento completamente feliz quando ouvir a campainha e quando enxergar seu rosto, tocar seus lbios, te abraar

    bem forte, chorar no seu ombro, poder dizer na sua frente o quanto voc representa em minha vida o quanto eu me sinto completa agora. Eu estou aqui meu querido. Eu estou aqui, como no dia em que voc partiu, de braos abertos, esperando o seu regresso. E no vai importar o que tenha mudado em ns dois ou o que voc tenha feito ou deixado de fazer longe de mim. Tenho a cons-cincia limpa e alma lavada pronta e disposta a lhe amar, mais uma vez.

    Com todo o amor do mundo e toda a sinceridade de meu ser lhe desejo ento um feliz Dia dos Namorados e assim, contudo, estarei te espe-rando, com a sede de quem ama e a impacincia de quem vive.

    Por Fellipe Bernardini

    Quando pensamos em amor, logo vem a ideia de sentimento que nasce no corao e de uma relao de carinho entre duas pessoas. Quando pensamos em negcios, logo vem a idia de pro-paganda, investimento, administrao e a busca pelo lucro. Mas uma dvida desponta: qual a semelhana entre o amor e os negcios empresariais? maior do que pensamos.

    A relao entre esses dois aspec-tos distintos a mais nova clusula do contrato amoroso vivido nos rela-cionamentos de hoje em dia. fcil de denotar a analogia, para isso basta darmos uma olhada nos vnculos dos casais que nos rodeiam e analisar como tratado o tema amor. Ao conhecer uma pessoa, no estamos livres de sermos pegos pelo famoso amor primeira vista e que se torna uma linda histria. Isso, claro, se ele sobreviver aos desencontros, s (des)afinidades, localizao, s diferen-as de (real)idade e a vrios outros empecilhos que o impea de se trans-formar em um felizes para sempre.

    A fim de evitar que essa possibi-

    lidade desaparea, comea a entrar em jogo a propaganda pessoal, com o propsito de atrair a pessoa dese-jada. O primeiro passo mostrar as intenes e deixar claro a que se veio, revelar os interesses pessoais, o que faz e, principalmente, onde mora e a forma de deslocamento. Marke-ting esse que no se restringe apenas a posses materiais, mas que est pre-sente tambm no crculo social e at mesmo de amizades

    A prxima etapa encontrar o par ideal: o momento de fazer investimen-tos. A relao entre amor e negcio se torna mais prxima quando chega a hora de pagar a conta do telefone, e ver aquele mesmo nmero de telefone que foi discado quase todos os dias, a conta do restaurante, escolhido a dedo para impressionar e conhecer melhor o convidado(a), a lembrancinha, para no cair no esquecimento, e a gaso-lina, afinal de contas se a montanha no vem at Maom, Maom vai at a montanha. Isso tudo, alm de estar implcito na propaganda, justifica o dito de que nem o amor de graa.

    A afirmao traz uma certa pre-ocupao, pois mostra que no h um empenho conjunto de ambas as partes, o que acarreta em vantagens para alguns e prejuzos para outros. Esse desequilbrio tambm exige domnio e talento para que a adminis-trao f