joel yamaji - limite 2007

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  • 1. JOEL YAMAJIUM ESTUDO SOBRE LIMITE Dissertao apresentada ao Programa de Ps- Graduao em Artes, rea de Concentrao Artes Visuais da Escola de Comunicaes e Artes da Universidade de So Paulo, como exigncia parcial para obteno do Ttulo de Mestre em Artes, sob a orientao do Prof. Dr. Rubens Machado. So Paulo 2007
  • 2. RESUMO Objeto: estudo do filme Limite, de Mrio Peixoto, Brasil, 1930, tendo, como eixonorteador, suas estruturas narrativas. Metas: averiguar, no corpo-texto do filme, seus mecanismos de fatura e as questesestticas e de linguagem decorrentes. Resultados: multiplicidade de questes do cinema, da ordem da articulao dosmodos de tempo e ambigidade da natureza da imagem, onde os sistemas narrativos,engendrados pela montagem, determinam alteraes no gnero de representao e na prpriaqualidade dessa imagem. Desdobramento em pesquisa sobre o cinema experimental no Brasile suas formas de elaborao de sentidos.PALAVRAS-CHAVE: Limite, Mrio Peixoto, cinema experimental.
  • 3. ABSTRACT Subject: Study of the film Limite by Mario Peixoto, Brasil, 1930, focusing on itsnarrative structures. Aims: To check, the verbal expressions of the film, its mechanisms and aesthetic formand use of language. Results: the variety of facets of the cinema, the order of representations of time andthe ambiguity of the nature of the image, its narrative systems, put together by the assembly,will determine the differences in the type of the image representation and also the quality ofthis image. A development in the research of experimental cinema in Brasil and theelaboration of senses.KEY-WORDS: Limite, Mrio Peixoto, brazilian experimental cinema.
  • 4. SUMRIOINTRODUO............................................................................................................................... 51. DOS LETREIROS................................................................................................................. 72. DA MOLDURA .................................................................................................................... 82.1. Das duas naturezas de imagem o mtico no real................................................................. 82.2. Da neutralidade do olhar o atemporal................................................................................. 92.3. Os dois olhares .................................................................................................................... 102.4. Uma histria possvel .......................................................................................................... 123. DA ESTRUTURA DE PRIMEIRO GRAU: ....................................................................... 143.1. Iniciando a narrativa de primeiro grau delimitando as personagens da natureza daimagem .......................................................................................................................................... 143.2. Do percurso teleolgico....................................................................................................... 163.3. Preparando e definindo o foco narrativo primeiro dos segmentos da estrutura narrativade primeiro grau............................................................................................................................. 163.4. Preparando e definindo o foco narrativo segundo dos segmentos da estrutura narrativade primeiro grau............................................................................................................................. 183.5. Preparando e definindo o foco narrativo terceiro dos segmentos da estrutura narrativade primeiro grau............................................................................................................................. 213.6. Preparando e definindo o foco narrativo quarto dos segmentos da estrutura narrativade primeiro grau............................................................................................................................. 233.7. Da funo rtmica ................................................................................................................ 253.7.1. O olhar onisciente o anonimato (personagens) dilatao do instante, atemporalidadee freqncia rtmica ....................................................................................................................... 253.7.1.a. Tempo diegtico a dilatao do instante........................................................................ 284. O BLOCO 1: HISTRIA DA MULHER 1 ........................................................................ 314.1. Da estrutura: justaposio, elipses e condensao............................................................... 314.1.a. Processando a estrutura o olhar relativo ........................................................................... 324.1.b. Processando a estrutura da cmera relativa................................................................... 334.1.c. A caminhada a cmera e o ponto de vista ........................................................................ 344.2. Repassando as diferenas com o bloco Mulher 1 o tempo (cclico) da repetio rituais do cotidiano das seqncias iterativas e pseudo-iterativas.............................................. 374.3. O plano que deflagra condensao, projeo e sntese da montagem relatividade doplano 404.4. A evocao do lugar o espao como condio de vida .................................................... 434.5. A marca do humano............................................................................................................. 445. O BLOCO 2: A HISTRIA DA MULHER 2 .................................................................... 465.1. Da estrutura ......................................................................................................................... 465.1.a. Evocao do lugar a praia dos pescadores equivalncias entre as estruturas................ 475.1.b. Evocao do lugar o vilarejo marcas da subjetividade na imagem e freqnciartmica............................................................................................................................................ 495.1.c. Da instncia narrativa .......................................................................................................... 525.1.d. A passagem do tempo o antigo e moderno uma contradio que se insinua na formado olhar .......................................................................................................................................... 535.2. Incio do desenvolvimento da narrativa um outro cinema relaes de simetria naestrutura ......................................................................................................................................... 545.2.1. O outro lado do espelho a mudana no estilo a caminho do penhasco ......................... 565.2.2. Da interveno do narrador ................................................................................................. 585.3. No penhasco to a ss, quanto num quarto de costura ..................................................... 605.3.1. No penhasco to imobilizada quanto as trs personagens no barco uma estrutura deterceiro grau equivalncias com a estrutura narrativa de primeiro grau..................................... 62
  • 5. 5.4. A Figura do outro (o Homem 2) nova mudana no estilo ................................................ 635.4.1. O filme dentro do filme um pequeno comentrio ........................................................... 665.4.2. De volta ao pseudo-iterativo a paisagem humana .......................................................... 675.6. O tempo da repetio o iterativo...................................................................................... 705.7. O eplogo ............................................................................................................................. 716. BLOCO 3 A HISTRIA DO HOMEM 1........................................................................ 726.1. O homem, a mulher e a paisagem o tempo passado......................................................... 726.1.a. O segundo movimento......................................................................................................... 756.2. Desenvolvendo a narrativa .................................................................................................. 786.2.2. Caminhada do Homem 1 ..................................................................................................... 806.2.3. Retorno ao narrativo-descritivo uma personagem misteriosa .......................................... 836.2.3.a. Uma composio se insinua uma narrativa (oculta) possvel ........................................ 866.2.3.b. A caminho do eplogo uma outra narrativa paralela possvel ....................................... 906.2.3.c. Eplogo partida............................................................................................................... 926.3. Personagens e estrutura uma esttica burguesa? ............................................................. 947. A SEQUNCIA DA TEMPESTADE................................................................................. 958. UMA H