joaquim pimenta – pimenta de Ávila engenharia

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  • ACIDENTES EM BARRAGENS DE REJEITOS NO BRASIL Por: Joaquim Pimenta de vila

    SEGURANA DE BARRAGENS DE REJEITOS

  • Acidentes em barragens de rejeitos continuam a ocorrer com frequncia de pelo menos 2 acidentes graves por ano;

    As causas destes acidentes incluem situaes j resolvidas pela tecnologia disponvel; (Icold 2001)

    Proprietrios e operadores tem a responsabilidade de adotar procedimentos de segurana para reduo de riscos.(Icold 2007)

    Introduo (Cf.ICOLD)

  • Vrias entidades internacionais tm trabalhado para a conscientizao dos proprietrios e tem produzido contribuies sobre a segurana das barragens de rejeitos:

    Introduo (Continuao ...)

    O Banco Mundial, atravs do IFC, exige para conceder financiamentos, que a segurana de barragens de rejeitos atenda a requisitos mnimos de segurana.

    O ICMM com apoio do ICOLD criou site: www.goodpracticemining.com/tailings.

  • A comisso de barragens de rejeitos do ICOLD, tem produzido vrios boletins sobre a tecnologia de barragens de rejeitos. Dois boletins recentes so dedicados segurana das barragens de rejeitos:

    Introduo (Continuao ...)

    2001 Tailings Dams Risk of Dangerous Occurences Lessons Learnt From Practical Experiences

    2007 Improving Tailings Dams Safety

  • A UNEP (United Nations Environment Programme) preparou um guia para planos de emergncia APELL FOR MINING (APELL = Awareness and Preparedness for Emergencies at Local Level) 2001;

    A MAC (Mining Association of Canada) preparou um guia: Developing an Operation, Maintenance and Surveillance Manual for Tailings and Water Management Facilities) 2002.

    Introduo (Continuao ...)

  • A ruptura da barragem de Mount Polley (2014) gerou uma srie de revises sobre procedimentos de segurana que passaro a ser exigidos no Canad;

    A adoo de novas tecnologias de disposio com desaguamento dos rejeitos est sendo enfatizada e dever ocupar preferncia crescente nos novos projetos.

    Introduo (Continuao ...)

  • ANO BARRAGEM/ PAS NO DE MORTES

    1965 El Cobre Dam, Chile MAIS DE 200

    1966 Mir Mine, Bulgria 488

    1966 Aberfan, UK 144

    1970 Mufulira, Zambia 89

    1972 Buffalo Creeck, USA 125

    1974 Bafokeng, South Africa 12

    1978 Arcturus, Zimbabwe 1

    1981 Ages, USA 1

    1985 Stava, Italy 269

    1986 Huangmeishan, China 19

    1986 Fernandinho, Brasil 7

    ACIDENTES COM MORTES

  • ANO BARRAGEM/ PAS NO DE MORTES

    1988 Jinduicheng - China 20

    1993 Marsa, Peru 6

    1994 Merriespruit, South Africa 17

    1995 Placer, Filipinas 12

    2000 Guangxi, China No mn. 15 mortes

    100 desaparecidos

    2001 Rio Verde, Brasil 5

    2006 Shangluo, China 17 desaparecidos

    2008 Taoshi, China 254

    2010 Kolontr, Hungary 10

    2014 Herculano, Brasil 3

    2015 Fundo, Brasil 18 a 22

    ACIDENTES COM MORTES (cont.)

  • ANO BARRAGEM - BRASIL PRINCIPAIS DANOS

    1986 Fernandinho,

    Rio Acima

    7 Mortes

    2001 Rio Verde, Brasil 5 Mortes

    2003 Indstria de Papel, Cataguases

    Lixvia negra liberada, interrupo de

    fornecimento de gua

    2006 Minerao Rio Pomba,

    Mira

    Vazamento de rejeitos

    de bauxita. Interrupo de

    fornecimento de gua

    2007 Minerao Rio Pomba,

    Mira

    Vazamento de rejeitos

    de bauxita. Interrupo de

    fornecimento de gua

    2014 Herculano, Itabirito 3 Mortes

    2015 Fundo, Mariana 18 a 22 Mortes

    ACIDENTES NO BRASIL

  • Acidentes com Barragens de Rejeitos Tendncia de Crescimento do Risco

    Crescimento dos volumes de rejeitos produzidos;

    Aumento da altura das barragens (maior probabilidade de ruptura);

    Aumento do volume do reservatrio (maior potencial de dano).

  • 100 ton/dia em 1900 1.000 ton/dia em 1930 10.000 ton/dia em 1960 100.000 Ton/dia em 2000 Atual : 670.000 ton/dia. Previso: 1,0 milho de ton/dia em 2030.

    Observaes de Andrew Robertson (2011), Sobre a Max. Capacidade Diria de Produo de Rejeitos (Ton.)

    Barragens de Rejeitos

    A quantidade de rejeitos tem aumentado dez vezes a cada 30 anos.

  • Max. altura de barragem em 1900 ~ 30 m

    Max. altura de barragem em 1930 ~ 60 m

    Max. altura de barragem em 1960 ~ 120 m

    Max. altura de barragem em 2000 ~ 240 m

    Observaes de Andrew Robertson (2011) - Continuao ...

    Altura de 340 m est em construo e em projeto, h uma barragem com previso de altura acima de 400 metros.

    A ALTURA DOBRA A CADA 30 ANOS

    Barragens de Rejeitos

  • Risco = Probabilidade x Consequncia Para Barragens:

    O RISCO TENDE A AUMENTAR

    20 VEZES A CADA 30 ANOS

    Probabilidade ~ proporcional a altura Consequncia ~ proporcional ao volume Aumento do Risco: 2 x 10 = 20 Capacidade de mitigar riscos : acompanha?

    Barragens de Rejeitos

  • NO PROVOQUEMOS O DRAGO

    RISCO = PROBABILIDADE X CONSEQUNCIA R = 2 X 10 = 20 x cada 30anos

    APUD ROBERTSON, 2011

  • Crescimento dos volumes inevitvel;

    A demanda por minerais continuar crescente;

    Porte das estruturas tende a aumentar os riscos;

    Indispensvel reduzir riscos e compensar o crescimento.

    Utilizar tecnologias de menor risco

    Soluo 2

    Melhorar gesto de riscos

    Soluo 1

    Barragens de Rejeitos

  • ANO BARRAGEM - BRASIL PRINCIPAIS DANOS

    1986 Fernandinho,

    Rio Acima

    7 Mortes

    2001 Rio Verde, Brasil 5 Mortes

    2003 Indstria de Papel, Cataguases

    Lixvia negra liberada, interrupo de

    fornecimento de gua

    2006 Minerao Rio Pomba,

    Mira

    Vazamento de rejeitos

    de bauxita. Interrupo de

    fornecimento de gua

    2007 Minerao Rio Pomba,

    Mira

    Vazamento de rejeitos

    de bauxita. Interrupo de

    fornecimento de gua

    2014 Herculano, Itabirito 3 Mortes

    2015 Fundo, Mariana 18 a 22 Mortes

    ACIDENTES NO BRASIL

  • Melhoria de Gesto de Riscos (ICOLD Bulletin:Improving Tailings Dam Safety)

    Treinamento de Equipes;

    Utilizao de Planejamento;

    Melhoria da Qualidade de Projetos;

    Melhoria da Qualidade da Construo;

    Melhoria da Qualidade da Operao;

    Aplicao de Tcnicas de Gesto de Riscos.

  • Sistemas de Gesto de Riscos

    Fiscalizao

    Auditoria Independente

  • Uso de Tecnologias de Menor Risco Metodologia clssica e mais utilizadas:

    Reteno de Rejeitos em Barragens

    Bombeamento de rejeitos com alto teor de umidade (100% de saturao);

    Construo de barragem impermevel; Controle de efeitos da gua; Controle da eroso interna (filtros e transies); Controle da estabilidade.

    A GUA O PRINCIPAL AGENTE INSTABILIZADOR

  • Reduo dos Efeitos da gua

    1. Eliminar barragem impermevel (usar estrutura permevel: reter rejeitos, mas no a gua);

    2. Retirar a gua dos rejeitos:

    MTODO A APLICAR DEPENDE DAS CARACTERSTICAS DOS REJEITOS

    Espessamento (espessadores, adensamento, etc.); Espessamento combinado com evaporao: Dry Stacking; Filtragem: reduz grau de saturao.

  • Aspectos Importantes na Disposio de Lamas

    A Disposio com Espessamento e Secagem:

    Espessar at a mx. densidade bombevel (centrfuga ou PD). (maior declividade, maior drenagem, maior evaporao)

    Dispor com bons dispositivos de drenagem;

    Maximizar evaporao.

    B Disposio com Filtragem:

    Filtros de Tambor: eficiente at 50-60 % de slidos; Filtros Prensa: eficientes at 80% de slidos.

  • 0

    10

    20

    30

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    50

    19701980

    19902000

    2010

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    Espessado

    Filtrado

    Pasta

    Co-disposio

    Conforme Davies, 2011

  • Disposio com

    Adensamento e Secagem

  • SECAGEM DE REJEITOS DE BAUXITA POR ESPESSAMENTO E EVAPORAO

  • TESTE DE SECAGEM DE REJEITOS DE BAUXITA

  • Curva de Secagem

    32,5

    38,9

    41,042,0

    43,944,7

    46,047,5

    49,750,5

    53,3

    55,255,6

    55,856,4

    57,558,4

    60,562,3 60,4

    64,4 62,562,5

    64,7 64,264,0

    64,465,5

    67,263,9

    34,4

    20,8 20,8

    13,6

    2,3 1,4

    4,5

    18,2

    4,93,2

    6,5 5,8

    14,3

    26,6

    5,2 5,2

    0,00

    5

    10

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    25

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    45

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    55

    60

    65

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    75

    80

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    mai

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    mai

    3-

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    mai

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    mai

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    mai

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    mai

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    mai

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    % S

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    a

    % Slidos mm chuva

    CURVA DE SECAGEM NO