João pessoa 2012 superdotados

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  • 1. O Aluno com altashabilidades/superdotao e a Incluso Escolar Prof Dr. Soraia Napoleo Freitas soraianfreitas@yahoo.com.br

2. O QUE EDUCAR? o processo em que o sujeito convivecom outro sujeito e, ao conviver com ooutro, se transforma,espontaneamente, de maneira que seumodode viver se faz,progressivamente, mais congruentecom o do outro no espao deconvivncia.EDUCAR OCORRE, PORTANTO, TODO OTEMPO E DE MANEIRA RECPROCA!(Maturana, 1998, p. 29) 3. O QUE SO NECESSIDADESEDUCACIONAIS ESPECIAIS?As necessidades educacionais especiaisno so parmetros atribudos somenteaocampo educacional.Socaractersticas pessoais que necessitamuma orientao, um enfoque, umamobilizaoderecursoseducativos/educacionais para produzir umdesenvolvimento positivo do sujeito.(Padrn, 2000) 4. E O QUE SOALTASHABILIDADES? 5. Parecer N 17/01 CNE/CEBaltas habilidades/superdotao, grande facilidade deaprendizagem que os leve a dominar rapidamente osconceitos, os procedimentos e as atitudes[...] e que, porterem condies de aprofundar e enriquecer essescontedos, devem receber desafios suplementares em classecomum, em sala de recursos ou em outros espaos definidospelos sistemas de ensino, inclusive para concluir, em menortempo, a srie ou etapa escolar. (BRASIL, 2002, p. 45)Resoluo CNE/CEB N 2/01altas habilidades/superdotao, grande facilidade deaprendizagem que os leve a dominar rapidamente osconceitos, os procedimentos e as atitudes 6. Poltica Nacional de Educao Especial na perspectiva daEducao InclusivaDEFINIO:Alunos com altas habilidades/superdotao demonstrampotencial elevado em qualquer uma das seguintes reas,isoladas ou combinadas: intelectual, acadmica, liderana,psicomotricidade e artes, alm de apresentar grandecriatividade, envolvimento na aprendizagem e realizao detarefas em reas de seu interesse. (SEESP, 2008, p. 9) 7. OUTRAS DEFINIESO superdotado aquele indivduo que,quando comparado populao geral,apresenta umahabilidadesignificativamentesuperior em algumaAlencar, 2001rea do conhecimento 8. OUTRAS DEFINIESO comportamento desuperdotao consiste decomportamentos querefletem uma interao entretrs conjuntos (clusters)bsicos de traos:habilidade acima da mdia, mdiaenvolvimento com a tarefa,e criatividade Renzulli, 1976 9. Grande parte dosproblemas encontrados na rea pode tambm serproveniente de inmeros mitos arespeito dasuperdotao, que so agravados pela desinformao que,em geral, a nossa Alencar & Fleith, 2001 sociedade tem arespeito deste tpico. 10. QUANTOS SO OS SUPERDOTADOS?Do ponto de vista psicomtrico (testesde inteligncia):Considera-se apenas os talentos quese destacam por suas habilidadesintelectuais ou acadmicasNesta perspectiva, estima-se que 1a 3% dos indivduos de uma dadapopulao sejam superdotados. 11. QUANTOS SO OS SUPERDOTADOS?Quando inclumos outros aspectos avaliao de superdotados, comopor ex.,liderana, criatividade,competncias artsticas epsicomotoras, as estatsticassobre altas habilidades aumentamsignificativamente, chegando aabarcar uma porcentagem de15 a 20% da populao(Reis e Renzulli, 1986) 12. SUPERDOTAOA superdotao engloba tanto fatorescognitivos, como no cognitivos (porexemplo, afetivos, motivacionais, depersonalidade).Para que se alcance umdesenvolvimento intelectual timo, necessrio se considerar:a forma com que o indivduo funcionaem seu ambiente natural;como ele interage com o seu contextosocial e cultural;como percebe suas competncias oureas fortes, seu senso de valor eauto-estima. 13. MITO:SUPERDOTAOCOMO SINNIMODE GENIALIDADE 14. TERMINOLOGIA O termo super nos leva a situar a superdotao como capacidades que se situam em um nvel alm do apresentado por um ser humano comum Preferncia pelo uso do termo altas habilidades (Brasil e Europa) 15. CONFUSO DE TERMINOLOGIASERRO!PrecoceProdgio Gnio(Feldman, 1991; Morelock e Feldman, 1993). 16. Terminologias: PrecoceCorreio Brasiliense, Indivduo que 18 de maro de 2001 ERRO!apresenta algumahabilidade especficaprematuramentedesenvolvida emqualquer rea doconhecimento. Ex: uma criana que lantes dos 4 anos; umaluno que ingressa nauniversidade aos 13.(Feldman, 1991; Morelock e Feldman, 1993). 17. TERMINOLOGIAS: PRODGIO Refere- se quelas crianas que,em uma idade precoce (at 10anos) demonstram umdesempenho ao nvel de umprofissional adulto em algumcampo cognitivo especfico. Exemplos: Mozart (msica) Josh Waitzkin (xadrez) Marla Olmstead (pintura) 18. TERMINOLOGIAS: GNIO Implica na transformao deum campo de conhecimentocom conseqnciasfundamentais e irreversveis. O gnio seria aquele que,alm de deixar sua marcapessoal no seu campo deatuao, leva as pessoas apensarem de forma criativa ediferente. Exemplos: Einstein, Freud, Leonardo da Vinci, Stephen Hawkins. 19. IDENTIFICAO DAS ALTASHABILIDADES/SUPERDOTAOO QUE IDENTIFICAR? definir um conjunto de caractersticasque promovem a identidade de umindivduo ou de um grupo de indivduos.(VIEIRA, 2005) 20. POR QUE IDENTIFICAR? para promover estudos e investigaes narea, que sedimentem o atendimento aeste grupo social; e para fomentar a prpria ao educativa,estabelecendointervenes quepossibilitem o atendimento adequado ssingularidades dos alunos. 21. COMO IDENTIFICAR? a identificao deve estar baseada emuma concepo de inteligncia; a identificao deve estar baseada emuma teoria ou modelo compreensivo dealtas habilidades/superdotao; e deveutilizar umconjunto deprocedimentos que possibilitem uma visointegral do sujeito. 22. NA ESCOLA A identificao um processo dinmico queengloba a observao sistemtica doscomportamentos de altas habilidades/superdotao e do desempenho do alunoem seu cotidiano; A identificao ser realizada pelo docentecapacitado, considerandoosdadosoferecidos pelo professor da sala de aula,pelo prprio sujeito, pela famlia e pelocontexto scio-econmico e cultural; 23. ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADOPara Alunos com Altas Habilidades/Superdotao 24. POLTICA NACIONAL DE EDUCAO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DAEDUCAO INCLUSIVA DECRETO 7.611/2011 RESOLUO CNE/CEB 04/2009 25. O QUE ? [...] o conjunto de atividades, recursos deacessibilidades e pedaggicos organizadosinstitucionalmente, prestado de formacomplementar ou suplementar formao dosalunos no ensino regular. O AEE deve integrar a proposta pedaggica daescola, envolver a famlia e articular-se com asdemais polticas pblicas.(DECRETO 6.571, de 17 de setembro de 2008) 26. A QUEM SE DESTINA? Alunos com Deficincia Alunos com Transtornos Globais doDesenvolvimento Alunos com AltasHabilidades/SuperdotaoDECRETO 6.571, de 17 de setembro de 2008PARECER CNE/CEB N13, de 24 de setembro de 2009RESOLUO N 4, de 2 de outubro de 2009 27. EM QUE ESPAO? Sala de Recursos Multifuncionais na prpriaescola ou em outra do ensino regular, no turnoinverso ao da escolarizao; Centro de Atendimento EducacionalEspecializado da rede pblica ou deinstituies comunitrias, sem fins lucrativos,conveniadas com as Secretarias de Educaoestaduais, municipais ou do DF, no turnoinverso ao da escolarizao.(RESOLUO N 4, de 2 de outubro de 2009) 28. O MODELO DE ENRIQUECIMENTOESCOLARde Joseph Renzulli 29. JOSEPH RENZULLI Pesquisador e educador norte americano, quena dcada de 70 elaborou o Modelo deEnriquecimento Escolar 30. HABILIDADEACIMA DA CRIATIVIDADEMDIA SDENVOLVIMENTOCOM A TAREFARenzulli, J. S. (1997). The Schoolwide Enrichment Model . CLP. 31. ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAORENZULLI, S. TheCAPACIDADE ENVOLVIMENTOThree-ring ACIMA DACOM A TAREFAconception ofMDIAgiftedness: ADevelopmentalPAHModel for CreativeProductivity. In:RENZULLI, S. eREIS, Sally M. TheTriad Reader.Connecticut :Creative Learning CRIATIVIDADEPress, 1986 32. Potencial de desempenho representativamenteCAPACIDADE superior em qualquer rea determinada do ACIMA DA MDIA esforo humano e que pode ser caracterizada por dois aspectos:habilidade geral: capacidadedeprocessarasinformaes, integrar experincias que resultem emrespostas adequadas e adaptadas a novas situaes e acapacidade de envolver-se no pensamento abstrato.habilidades especficas: que consistem nas habilidadesde adquirir conhecimento e destreza numa ou maisreas especficas. 33. ENVOLVIMENTOCOM A TAREFA o expressivo interesse que o sujeitoapresenta em relao a uma determinadatarefa, problema ou rea especfica dodesempenho, eque caracteriza-seespecialmente pela motivao, persistncia eempenho pessoal nesta tarefa. 34. CRIATIVIDADEConstitui o terceiro grupo de traoscaractersticos a todas as pessoas com altashabilidades e define-se pela capacidade dejuntar diferentes informaes paraencontrar novas solues. Caracteriza-sepela fluncia, flexibilidade, sensibilidade,originalidade, capacidade de elaborao epensamento divergente. 35. Percepo de si mesmo/ Origem socioeconmicaauto-eficciaPersonalidade dos paisCoragemNvel de educao dos paisCarterEstmulos na infnciaIntuio InteressesCharme ou carismaPosio na famlia Educao formalFortaleza do egoSenso de destino Disponibilidade de modelos Doenas fsicas/bem-estarAtrao pessoal Sorte Zeitgeist (esprito da poca) 36. ACADMICO (Renzulli, 1976,1979,2004)concentra-se nas atividades que lhe interessam;consumidor de conhecimento;melhor adaptao ao ritmo da sala de aula; o tipo mais facilmente identificado por testes de QI.(Prez,2004)concentra suas leituras em focos especficos;percebe a sua diferena e assincronismo como algonegativo;tem mais dificuldade em estabelecer relaes afetivas e deamizade; 37. Bom VocabulrioBusca por complexidadeCompreenso mais avanada 38. PRODUTIVO- CRIATIVO 39. PRODUTIVO-CRIATIVO(Renzulli, 1976,1979,2004)parece ser mais questionador;no gosta da rotina;dispersivo quando a tarefa no lhe interessa;extremamente imaginativo, intuitivo e inventivo;habilidades mais restritas a um campo especfico;idias, produtos, expresses artsticas originais;modos originais de abordar e resolver os problemas;muitas vezes seu desempenho considerado baixo e/ou comfalta de motivao;usa mais o pensamento divergente; 40. Senso de humor refinadoImaginao vvidaHabilidade de gerar idias 41. Idealismo e senso de justiaNveis avanados de julgamento moral (precoce) 42. CRIATIVIDADE PRODUTIVA 43. TEORIA DASINTELIGNCIASMLTIPLAS: Gardner 44. INTELIGNCIA LINGSTICAEnvolve sensibilidade para a lngua falada eescrita, a habilidade de aprender lnguas ea capacidade de usar a lngua para atingircertos objetivos (Gardner, 2000, p. 56). 45. INTELIGNCIA LINGSTICAescritores locutores poetasjornalistas advogados 46. INTELIGNCIA LGICO- MATEMTICAEnvolve a capacidade de analisar problemas comlgica, de realizar operaes matemticas einvestigar questes cientificamente. (Gardner,2000, p. 56). 47. INTELIGNCIA LGICO-MATEMTICAcientistas programadores de computaomatemticosengenheiroscontadores 48. INTELIGNCIAMUSICALAcarreta habilidade na atuao, nacomposio e na apreciao de padresmusicais (Gardner, 2000, p. 57). 49. INTELIGNCIA MUSICALouvintes sensveis da msicamaestroscrticos musicais Compositores luthiers 50. INTELIGNCIA CORPORAL- CINESTSICAAcarreta o potencial de se usar o corpopara resolver problemas ou fabricarprodutos (Gardner, 2000, p. 57). 51. INTELIGNCIA CORPORAL-CINESTSICADanarinos cientistas atoresarteses mecnicosatletas cirurgies 52. INTELIGNCIA ESPACIALTem o potencial de reconhecer e manipular ospadres do espao (aqueles usados, por exemplo,por navegadores e pilotos), bem como os padresde reas mais confinadas (como os que soimportantes paraescultores,cirurgies,jogadores de xadrez, artistas grficos earquitetos) (Gardner, 2000, p. 57). 53. INTELIGNCIA ESPACIAL arquitetosescultoresPilotoscirurgiesjogadoresde xadrez designers pintores 54. INTELIGNCIA INTERPESSOALDenota a capacidade de entender as intenes, asmotivaes e os desejos do prximo e,conseqentemente, de trabalhar de modoeficiente com terceiros. (Gardner, 2000, p. 57). 55. INTELIGNCIAINTERPESSOALVendedoreslderes religiososlderes polticosatoresclnicosprofessores 56. INTELIGNCIAINTRAPESSOALEnvolve a capacidade de a pessoa seconhecer, de ter um modelo individual detrabalho eficiente incluindo a os prpriosdesejos, medos e capacidades e de usarestas informaes com eficincia pararegular a prpria vida (Gardner, 2000, p.58). 57. INTELIGNCIAINTRAPESSOALTelogosfilsofos 58. INTELIGNCIA NATURALISTAEnvolve a capacidade de observar padresna natureza, identificando e classificandoobjetos e compreendendo os sistemasnaturais e aqueles criados pelo homem.(Campbell, Campbell e Dickinson, 2000, p.22). 59. INTELIGNCIA NATURALISTApaisagistasfazendeirosbotnicos ecologistascaadores 60. PROBLEMAS ASSOCIADOS SCARACTERSTICAS DOS SUPERDOTADOSCaracterstica: Adquire e retm informaes rapidamente.Problema: Impaciente diante da lentido dos colegas; no gosta da rotina e da repetio.Caracterstica: Curiosidade intelectual e atitude inquisitiva; motivao intrnseca; busca significados. Problema: Faz perguntas que incomodam aoprofessor; tem vasta gama de interesses, esperando o mesmo dos outros. (Webb, 1994) 61. Caracterstica: Amplo vocabulrio e proficinciaverbal; tem amplas informaes em reas avanadas.Problema: Torna-se entediado com a escola e colegas;visto pelos outros como o "sabe tudo".Caracterstica: Pensamento crtico elevado; tem altas expectativas; auto-crtico e avalia os demais.Problema: Intolerante ou crtico dos demais; podetornar-se desencorajado ou deprimido; perfeccionista.Caracterstica: Intensa concentrao; longos perodos de ateno em reas de interesse; persistncia; comportamento dirigido a metas.Problema: Resiste interrupo; negligencia deveres ou pessoas durante perodos de interesse focalizados; obstinao. 62. PROBLEMASCaracterstica: Sensibilidade e intensidade emocionais; empatia com os outros; desejo de ser aceito.Problema: Sensibilidade excessiva crtica e/ou rejeio dos colegas; espera que os outros tenhamvalores semelhantes; sente-se diferente e alienado.Caracterstica: Independente; prefere trabalho individualizado; confiante em si mesmo.Problema: Pode rejeitar o que imposto pelos pais oucolegas; no conformista.Caracterstica: Criativo; gosta de novas maneiras de fazer as coisas.Problema: questionador e tende a rejeitar o que tidocomo conhecido; Seu pensamento e ao divergentespodem levar rejeio por parte dos pares e a ser vistocomo diferente e fora de compasso. 63. O QUE NOS MOSTRA A HISTRIA? O professor de msica de Beethoven uma vez disse que como compositor, ele era sem esperana Isaac Newton - que descobriu o clculo, desenvolveu a teoria da gravitao universal, originou as trs leis do movimento - tirava notas baixas na escola. 64. Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele no tinha boas idias e rabiscava demais Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o corao artificial. 65. John Kennedy recebia em seus boletins constantes observaes de baixo rendimento e tinha dificuldades em soletrar. Albert Einstein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemtica. 66. tarefa da escola: Estimular o desenvolvimento dotalento criador e da inteligncia emtodos os seus alunos, e no snaqueles que possuem um alto QI ouque tiram as melhores notas; desenvolver comportamentos desuperdotao em todos aqueles que (Treffinger &tm potencial;Renzulli, 1986) desenvolver uma grande variedadede alternativas ou opes paraatender as necessidades de todos osestudantes. 67. MITO:OS SUPERDOTADOS SO UM GRUPO HOMOGNEO 68. MITO DO TAMANHO NICO Os superdotados noso um grupo homogneo Necessitam de umcurrculo diferenciado, queatenda suas necessidadesescolares especiais esuas habilidadesespecficasFeldhusen (1982) 69. MITO:OS SUPERDOTADOS SERO SEMPRE SUPERDOTADOS 70. (a) a superdotao emerge ou se esvai em diferentes pocas e sob diferentes circunstncias da vida de uma pessoa; assim, os comportamentos de superdotao podem ser exibidos em certas crianas (mas no em todas elas) em alguns momentos (no em todos os momentos) e sob certas circunstncias (e no em todas as circunstncias de sua vida) 71. ATENDIMENTO EDUCACIONALESPECIALIZADO A ALUNOSCOM AH/SD:O ENRIQUECIMENTO EXTRA E INTRACURRICULAR 72. Nosso objetivo hoje, discutir e sugerirpossveis estratgias para o enriquecimento extra e intracurricular, ouseja, estratgias que podero contribuir para que o professor do AEE -atendimento educacional especializado e o professor de sala de aula regular possam trabalhar com esse aluno. 73. Para isso fundamental conhecer o aluno:-as inteligncias nas quais ele ou ela se destaca;-o tipo de AH/SD;-todas as informaes possveis que possam ser encontradas sobreo aluno,-o seu estilo de aprendizagem,-o seu estilo de manifestao do conhecimento, etc. e-os recursos de que dispomos.Essas informaes ajudam a delinear estratgiaspedaggicas adequadas aos alunos com AH/SD e tambm atodos os demais alunos. 74. Que instrumentospodemos usar para coletarinformaes sobre nossosalunos? 75. Entrevistas com o aluno, familiares e/ou outrosprofissionais As entrevistas com o prprio aluno, com familiaresprximos e/ou com profissionais que possam estaratendendo-o em outras reas (psiclogos, professores deatividades extraescolares, supervisores, orientadores,professores de sries anteriores), com profissionais dasua rea de destaque, que possam avaliar o nvel dotrabalho desenvolvido por ele ou contribuir com maisinformaes sobre ele, podem ser extremamente teispara organizar o atendimento educacional especializadopara esse aluno. 76. Ficha de reas de destaque, formas de apresentaoe de aprendizagem e interessesEssa ficha, que pode ser preenchida peloprofessor ao longo de um perodo determinado(por exemplo, no primeiro bimestre), permite teruma viso geral da turma toda quanto a reasmais fortes, formas preferidas dos alunos paramostrar seus produtos, formas de aprendizageme maiores interesses. 77. Ficha de Indicadores de AH/SD por intelignciaQue como a anterior, pode ser preenchida pelo professor ao longo de um determinado perodocom as informaes de todos os alunos da turma. Ela permite registrar os indicadores quechamam a ateno em uma ou maisinteligncias e a pensar atividades que contribuam para o seu desenvolvimento. Com estas informaes, o professor de sala de aula pode: programar atividades especficas paraesses alunos, combinar atividades que utilizem ainteligncia de maior destaque em disciplinasque no a contemplem e propor formas de 78. Ficha de identificao dos alunos com AH/SD portipo e atividades propostasEsta ficha pode ser preenchida da mesma forma que as anteriores, permiteque o professor registre atividades mais adequadas ao tipo de aluno.Conhecendo o tipo de AH/SD (acadmico, produtivo-criativo ou misto) pode,por exemplo, planejar atividades que utilizem mais o pensamento divergentee indutivo para os alunos produtivo-criativos ou, ao contrrio, que contribuampara que eles desenvolvam mais o pensamento convergente e dedutivo que mais acentuado nos alunos do tipo acadmico. A Ficha tambm permite que o professor registre informaes maisdetalhadas sobre as caractersticas de cada tipo, o que favorecer acompreenso de alguns comportamentos desses alunos que, emdeterminadas situaes, podem ser considerados como problemas. 79. O Portflio Total do Talento uma forma sistemtica de coletar, registrare utilizar informaes sobre os pontos fortese habilidades (e pontos fracos, tambm) decada aluno para ajudar aos professores, aosalunos e a seus pais. 80. O Portflio Total do TalentoObjetivosQuais so as melhores coisas queconhecemos e podemos registrar sobre omelhor trabalho de um aluno? Quais so as melhores formas em que podemos utilizar estas informaes para alimentar e desenvolver os talentos de um aluno? 81. O Portflio Total do Talento uma pastaindividual do aluno, que cumpre a dupla funode conhec-lo e registrar seu processo dedesenvolvimento; ela coleta informaes sobresuas habilidades, interesses, estilos deaprendizagem e de estudo, reas de potencial,atividades extracurriculares, metas e objetivos,assim como atividades que o aluno desenvolve(RENZULLI e REIS, 1997). O Portflio tem sido proposto e usado pordocentes e escolas no Brasil e no mundo e uma alternativa vivel, econmica e eficiente. (VerCAMPBELL, CAMPBELL e DICKINSON, 2000; PURCELL e RENZULLI,1998; FERREIRA e BUENO, 2005) 82. O Portflio Total do Talento HABILIDADES INTERESSESINFORMAES SOBRE ESTILOS DE APRENDIZAGEM 83. O Portflio Total do TalentoINFORMAES DE SITUAOINFORMAES DA AOMETAS E ATIVIDADESEXTRACURRICULARESREGISTRO DAS AES PARA FOMENTARO DESENVOLVIMENTO DO TALENTO 84. INFORMAES DESITUAOO que j sabemos do aluno, oque podemos constatar no dia a dia . . . 85. INFORMAES DA AOAs coisas novas que aprendemos sobre o alunoCurrculo regular e atividades de enriquecimento(geralmente avaliados pelo professor)Mensagens de Informaes da Ao (preenchidas peloaluno ou pelo professor) - permitem elaborar um Planode Trabalho para o alunoTrabalhos e Produtos do Aluno (o aluno escolhe o quequer colocar na pasta redaes, fotos de trabalhos3D, fotos de apresentaes, msicas, etc.) 86. Ficha de levantamento de recursos comunitriosUm instrumento simples que pode ser utilizado para criar um banco de dados dosrecursos comunitrios. Fonte: elaborado por PREZ, S. G. P. B. (2007)Este banco de recursos uma iniciativa simples que a escola poderiaconfeccionar ao incio do ano letivo, registrando os interesses, hobbies, atividadesextracurriculares da sua comunidade (docentes, funcionrios, alunos e familiares),os recursos que a comunidade prxima da escola ou a cidade possui (empresascomerciais, entidades comunitrias, academias, instituies de ensino mdio esuperior, de ensino de lnguas, escritrios de advocacia, arquitetura e engenharia,bibliotecas, cinemas, teatros, museus, videolocadoras, postos de sade, gruposmusicais e de dana, clubes, grafiteiros, outros profissionais, etc.), que j podem irsendo associados inteligncia mais utilizada nas atividades desenvolvidas poressas pessoas ou instituies.Este um reservatrio riqussimo, muito til quando foremidentificados os interesses dos alunos e organizadas as atividades deenriquecimento intra e extracurriculares e que tambm pode facilitar a buscade parceiros para implementar o SEM, e no apenas os agrupamentos deenriquecimento, como propem Renzulli e Reis (1997). 87. Esses so valiosos instrumentos que podemacompanhar o aluno ao longo de sua trajetria escolar,permitindo que o professor das sries seguintes possater elementos para desenvolver estratgias intracurriculares e que o professor encarregado doatendimento educacional especializado possa desenvolver um enriquecimento extracurricularadequado. As estratgias pedaggicas, sejam elas intra ou extracurriculares, sempre tm que partir dos recursos que j existem no contexto no qual foremdesenvolvidas (materiais, humanos e financeiros) e, porisso, conhecer os recursos, tanto dos alunos quanto dos docentes e da comunidade escolar condio indispensvel para o seu sucesso. 88. Que estratgias pedaggicas podem serdesenvolvidas?Existem dois grupos de estratgiasde enriquecimento que podem serutilizadas para compor uma proposta demodelo de atendimento: extracurricularese intracurriculares. 89. O MODELO DEENRIQUECIMENTO PARA TODA A ESCOLA (SEM SCHOOLWIDE ENRICHMENT MODEL) 90. Promover uma aprendizagem de alto nvel, prazerosa e desafiadora paratoda a gama de escolas, nveis e diferenas demogrficas. 91. Integrar o atendimento aos alunos com altashabilidades/super-dotados numaabordagem do tipoa mar alta carrega todos os navios para melhorar toda a escola. 92. Os componentes de atendimento do SEM so trs:1) o portflio total do talento,2) as tcnicas de modificao do currculo,3) o enriquecimento do ensino/aprendizagem ou modelo tridico de enriquecimento. nesses componentes que gostaramos de precisar mais as nossas transgresses. 93. METAS E ATIVIDADES EXTRA- CURRICULARESApresentaes artsticas;Artesanato; Participao em projetos fora da escola; Aulas particulares; Feiras de cincia; Campeonatos esportivos... Concursos de pintura, desenho, msica, fotografia... Corais, grupos de dana; Atividades comunitrias... 94. Modelo Tridico de Enriquecimento ATIVIDADESATIVIDADES DEEXPLORATRIA TREINAMENTOS GERAIS EM GRUPOTIPO ITIPO IIINVESTIGAES DE PROBLEMAS REAIS INDIVIDUAIS E EM PEQUENOS GRUPOS AM A EX BIEUL T E NTEA RD A TIPO III RN ELA GULOSA REPRODUTOS REAIS INDIVIDUAIS E EMPEQUENOS GRUPOS QUE EVOLURAM A PARTIR DE UMA ATIVIDADE DO TIPO IIITIPO IV 95. ATIVIDADES DO TIPO IAtividades ou experincias que exponham os alunos a uma grandevariedade de disciplinas, tpicos, questes, ocupaes, hobbies, pessoas, lugares e eventos quenormalmente no so contemplados pelo currculo do ensino regular 96. ENRIQUECIMENTO DO TIPO I(Atividades Exploratrias Gerais)Definio: Experincias e atividades propositalmente elaboradas para expor os alunos a uma ampla variedade de disciplinas, tpicos, assuntos, profisses, hobbies, pessoas, lugares e eventos que geralmente no esto includos no currculo regular.QUE?Populao-alvo: Todos os alunos da escola. 97. ENRIQUECIMENTO DO TIPO IObjetivos:1) Enriquecer a vida de todos os alunos ampliando o alcance de experincias no abrangidas pelas escola.2) Estimular novos interesses que podero levar a uma atividade mais aprofundada (Tipo III) por parte de alunos ou pequenos grupos de alunos.3) Oferecer aos professores diretrizes para tomar decises significativas sobre os tipos de atividades de Enriquecimento do Tipo III que devero ser escolhidas para determinados grupos de alunos. 98. -Palestras na Escola;- Conversando sobre msica;- Clube de xadrez;- Visita a museus . . . 99. ATIVIDADES DO TIPO IIMtodos instrucionais e materiaisque promovam o desenvolvimento de habilidades tcnicas,habilidades de pensamento eprocessos afetivos 100. ENRIQUECIMENTO DO TIPO II (Atividades de Treinamento em Grupo)Definio:Mtodos e materiais instrucionais propositalmenteelaborados para promover o desenvolvimento dos processosde pensamento e sentimento e de habilidades especficasem reas no cognitivas.Populao-alvo:Todos os alunos da escolaAlunos da Sala de Recursos COMO?As atividades de enriquecimento do Tipo II podem serdesenvolvidas durante vrios anos, em diferentes sries,disciplinas e/ou reas. 101. ENRIQUECIMENTO DO TIPO IIProcessos a serem desenvolvidos:I. Treinamento cognitivo II. Treinamento afetivoIII. Aprender a aprenderIV. Uso de habilidades avanadas de pesquisa e mate-riais de referncia V. Desenvolvimento de habilidades de comunicao es-crita, oral e visualVI. Desenvolvimento de habilidades especficas reade interesse 102. ATIVIDADES DO TIPO IIIAtividades de investigao e produo artstica, onde o aluno assume o papel de aprendiz de primeira mo e produtor de conhecimento, ele devepensar, sentir e agir como umprofissional da rea. 103. ENRIQUECIMENTO DO TIPO III(Investigaes individuais ou empequenos grupos de problemas reais)Definio:Atividades investigativas e produes artsticas nas quaiso aluno assume o papel de um investigador de primeiracategoria, pensando, sentindo e agindo como um profis-sional.Populao-alvo: FAZERAlunos ou pequenos grupos que demonstrem interesse realem temas ou problemas especficos e que mostrem von-tade de desenvolv-los em nveis avanados de envolvi-mento. 104. ENRIQUECIMENTO DO TIPO IIIObjetivos:1) Oferecer oportunidades nas quais os alunos possam aplicar seusinteresses, conhecimento, idias criativas e envolvimento com atarefa a um problema de sua escolha numa rea de estudo.2) Adquirir um nvel avanado de compreenso do conhecimento (contedo) e metodologia (processo) utilizados numa determinada disciplina, rea artstica ou estudos interdisciplinares.3) Desenvolver produtos autnticos elaborados principalmente para ter um determinado impacto em determinado pblico.4) Desenvolver habilidades de aprendizagem independente nas reas de planejamento, tomada de decises e auto-avaliao.5) Desenvolver envolvimento com a tarefa, autoconfiana, sentimentos de realizao criativa e a capacidade de interagir efetivamente com outros alunos, professores e pessoas com nveis avanados de interes-se e experincia em uma rea comum de envolvimento. 105. ATIVIDADES DO TIPO IV(Resultado do avano de investigaes individuais ou em pequenos grupos de problemas reais)Definio:Atividades e produes artsticas ou de pesquisa quederivam de atividades do tipo III e geralmente tm umimpacto social mais amplo. FAZER MAISPopulao-alvo:Alunos ou pequenos grupos que demonstrem interesse realem aprofundar o desenvolvimento de produtos a partir deatividades do tipo III ou desenvolver produtos maisavanados. 106. Operacionalizar aincluso escolar de todos os alunos,independentemente declasse, raa, gnero,sexo ou caractersticas individuais o grandedesafio a serenfrentado, numa clarademonstrao dorespeito diferena.(Diretrizes Curriculares daEducao Especial, 2001, p.21)