jcb 228 out/nov 2014

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Jornal ABC da Segurança Pública, também conhecido como Correio Brigadiano.Destinado como famílias dos integrantes de Órgãos da Segurança Pública BR / RS (SSP / RS) Brigada Militar, Polícia Civil, Susepe e IGP

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  • Ano XXII - n 228 A P E S P Trabalhadores da Segurana - Irmos de ofcio Out/Nov de 2014

    Distribuio gratuita

    Construtores da SeguranaPessoas que devotaram sua vida ao servio

    da sociedadeTen Getlio de QuadrosPedagogo e Desportista

    Pg. 7

    Ten Luiz Antonio R. VelasquesHistoriador

    Pg. 11

    Ten Jos de MattosUm catarinense brigadiano

    Pg. 09Queremos que a histria da segurana pblica do Estado do Rio Grande do Sul, quando lida, pesquisada ou processada, para qualquer finalidade, tenha a referncia concreta de todos os seus construtores e de todas as suas instituies policiais (BM, PC, Susepe, IGP e Detran).

    Roberto Leal KelleterAuditor Militar - JMEPg. 13

    Ateno empresrio anuncianteEst sendo utilizado indevidamente o nome

    Correio Brigadiano.Solicite a credencial da empresa e na insistncia

    comunique imediatamente polcia (BM ou PC).direo do abc/JCB

    Dois soldados e um major so mortosContinua a banalizao na morte de Policiais

    Pg - 3Pg - 15

    Prof Juracy Pontes CarpesMatriarca BrigadianaPg. 05

    Almanaque da BMDo ano de 1949, disponvel a todos....

    Deputado Federal recm eleito faz entrega de livro no jornal Correio Brigadiano

    Pg - 15

  • Correio Brigadiano pg 2 - Out/Nov de 2014

    Os artigos publicados com assinatura nesta pgina no traduzem necessariamente a opinio do jornal e so de inteira responsabilidade de seus autores. As cartas devem ser remetidas para a coluna Mural do Leitor, com assinatura, identificao e endereo. A Redao do JCB fica na Rua Bispo Willian Thomas, 61, CEP.: 91.720-030, Porto Alegre/RS. Por razes de clareza ou espao, as cartas podero ser publicadas resumidamente.

    Mur

    al d

    o Le

    itor

    O P I N I O

    Questes legais

    O USO DE ALGEMAS NA ATIVIDADE POLICIALAnlise da Legislao, Doutrina, Jurisprudncia e questes atuais controversasPARTE 1

    Marlene Ins Spaniol - Cap QOEM Bacharel em Cincias Jurdicas pela PUC/RS Mestre em Cincias Criminais pela PUC/RSDoutoranda em Cincias Sociais pela PUC/RSServindo no Departamento Administrativo DA/BM

    Um novo governador no Estado aos gachos

    Presidente: Ten Claudio Medeiros BayerleVice-Presidente: Cel Dlbio Ferreira Vieira Tesoureiro: Ten RR Luiz Antonio R. VelasquesSecretrio: Maj RR Prcio Brasil lvares

    Endereo: Rua Bispo Willian Thomas, 61 - CEP: 91720-030 - Porto Alegre/RS

    Utilidade Pblica Estadual e Municipal

    Distribuio gratuita para todos os servidores civis e militares, da ativa e inativos da BM, policiais da ativa e aposentados da Polcia Civil, servidores da Susepe, IGP, instituies municipais de segurana, vereadores, prefeitos e parlamentares.

    Associao Pr-Editorao Segurana Pblica

    Correio Brigadiano Editora Jornalstica LtdaCNPJ: 05974805/0001-50

    Telefones e Fax:(51) 3354-1495 (51) 8481-6459

    Informaes e arquivos JCB:(HIst.de Vida) www.abcdaseguranca.org.br

    (Notcias) www.correiobrigadiano com.br(Notcias) correiobrigadiano@hotmail.com(comercial) correiobrigadiano. jcb@gmail.com

    (Adiminsitrao) adm_jcb@hotmail.com

    Jornal abc da Segurana Pblica

    Diretor: Vanderlei Martins Pinheiro Ten Cel RRRegistro no CRE 1.056.506 INPI ns 824468635 e 824466934

    Administrativo: Franciele Rodrigues Lacerda Relaes Institucionais: Cel Dlbio Ferreira Vieira e Ten Valter Disnei (colaboradores) Comercial: Paulo Teixeira e equipe de vendedores (ver www.abcdadeseguranca.org.br) Atendimento e elabora anncios: Janaina Bertoncello Secretria da redao e postagens web: Gislaine Guimares Estagiara da redao e postagens web: Sabrina de OliveiraCirculao: Ten Jorge Ubirajara Barros (colaborador) Redao: TC Vanderlei Martins Pinheiro MTb/RS n 15.486Assessoria: TC e Jorn Paulo Csar Franquilin Pereira MTb/RS n 9751 (colaborador) Web Mdia/Redator: Sgt Rogrio de Freitas Haselein (colaborador) Fotografia: Ten RR Endio Pereira Fotgrafo Jornalista MTE n12368 e arquivos de OPMs E ACS da BM/RS e Arq da ACS PC/RS.

    Tiragem: 15.000 exemplaresImpresso: Grfica Grupo Sinos

    Ano XX n 228 Out/NOv de 2014 Correio Brigadiano: uma voz na Segurana Pblica

    Concluda as eleies e ratificada a legtima vontade da nao a vida continua. E, assim, dentro de sua normalidade em todas as suas rotinas e instncias at as substituies legais. E no poderia ser diferente. Com ou sem alternncia do poder essa a rotina democrtica. O nosso viver ptrio alimentado, em nosso estgio democrtico, pela lgica do pulsar quadrienal. De quatro em quatro anos, todos os cidados dizem quem pode continuar e quem deve ser substitudo. Eleies funcionam como um Check Up, aplicado sobre o corpo social, em que todo o cidado, qualificado constitucionalmente, faz soberana sua escolha e ela se torna representativa de toda sociedade, aps consolidada nas urnas.

    A legitimidade no se esgota, to somente na escolha ratificada pela sociedade. A conduta dos candidatos eleitos pode influenciar e trazer conse-quncias, ainda que eleito e tendo assumido o cargo. o caso quando de uma questo delituosa anterior, ainda assim, pode ser responsabilizado. Na democ-racia ningum est acima da lei. Pode at, parecer

    que alguns governantes, se portem, como se isso fosse uma verdade. Mas, no o . O responsvel pela aplicao em ltima instncia, nessas situaes, Supremo Tribunal Federal. Mas, tambm sua so-berania, deste, tem de estar em consonncia com a voz do povo, para no ser ditatorial.

    A sociedade brasileira tem grandes problemas sociais a serem resolvidos. Mas, tambm verdade, a soluo desses problemas no avana ao encontrar barragens promovidas pelos polticos. Barragens intencionais que usam da legislao, inclusive, da prpria constituio federal, como fonte facilitadora de uma ampla, intrincada e, at aceita, rede de favores polticos e de aes corruptas.

    No haver sucesso em reforma poltica que, no avoque como sua responsabilidade, a questo da corrupo. A corrupo incrustada na cultura brasileira se origina em seu sistema eleitoral. Nas duas ltimas dcadas houve um avano, muito grande, deste tipo de delito. A partir dele, tambm, se estabelece um glamour - de que esse delito possa ser

    vlido, se ele pertencer ao projeto partidrio, onde ento, os polticos criminosos, se mostram como Hobin Wood dos desvalidos, roubando para uma causa salvadora, onde o partido o fiador da causa.

    A reforma poltica, talvez no atinja estes objetivos mais republicanos que queremos. Mas, sua melhor funo seria vacinar constitucional-mente, nosso sistema poltico, de qualquer direito em manifestar, propor ou tentar, como estamos em pleno desenvolvimento, de tudo que tenha a expresso revolucionria, em matria poltica. Este o sonho de todos aqueles que produziram e produzem a riqueza deste pas. Riqueza que malversada por administradores corruptos e, tam-bm, mal distribuda aos desvalidos, aos servios que deveriam ser prestados pelos poderes pblicos. So os frutos de equvocos por estes mesmos maus administradores que, em busca do poder total, atiram para cima dos produtores dessa riqueza, a dita responsabilidade. Diga no ao Foro de So Paulo e reestabelea a sade poltica do Brasil.

    Consideraes iniciais sobre o Uso de Algemas na Atividade PolicialNo recente no Brasil a discusso acerca

    de mudanas nos critrios sobre uso de algemas pelos responsveis na aplicao das leis, bem como da adequao da legislao sobre este tema. Tanto as autoridades responsveis por implementar as mudanas, seja do Executivo, Legislativo, Judicirio ou dos rgos policiais, so alvo de crticas quando da prtica abusiva, ilegal ou controversa. Com a e edio da Smula Vinculante n 11, em agosto de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu critrios para a utilizao de algemas. Pode-se dizer que o emprego de algemas visa resguardar tanto os policiais, quanto o preso, como a prpria socie-dade. Os profissionais da segurana pblica devem estar sempre amparados pela escala de proporcionalidade do meio empregado ao caso concreto, bem como, consignar esta necessidade nos documentos operacionais produzidos. Ressalte-se que sempre que os agentes policiais tomarem estas precaues, no haver que se falar em excesso na forma de agir e nem em abuso de autoridade.

    Esta importante temtica para o dia a dia dos policiais, abordada inicialmente nesta coluna em 2010, merece nova anlise aps

    questes controversas e atuais envolvendo tanto o uso de algemas na atividade policial, quanto pelos demais aplicadores da lei envol-vendo tanto a fase pr-processual, processual e de cumprimento de sentenas condenatrias, inclusive com anulao de julgamentos por causa do uso de algemas por parte do ru durante sua realizao.

    Num primeiro momento escreveu-se nesta coluna sobre a polmica gerada sobre o uso ostensivo das algemas nas operaes policiais que culminaram com a edio da Smula Vin-culante n 11, em agosto de 2008, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecendo critrios para a utilizao de algemas aos aplicadores da lei e tambm sobre a legislao nacional e internacional acerca do tema, bem como, das adaptaes institucionais sobre s novas determinaes legislativas para uma atuao mais legalista e menos abusiva por parte das foras policiais e demais aplicadores da lei.

    No resta dvida de que o uso de algemas extremamente controverso, pois de um lado temos legislaes que limitam a sua utilizao, como por exemplo, a adoo desta Smula e, por outro, temos a populao que quer ver

    algemados, em rede nacional, de preferncia, os grandes corruptos, principalmente os que deveriam zelar pelo seu combate.

    Os operadores dos rgos de segurana pblica tm no uso das algemas um dos seus instrumentos de trabalho, mas necessrio que seu uso no seja indiscriminado, com abusos ou de forma exagerada e vexatria, para tal exige-se sempre preparo, aperfeioamento e bom senso na hora da atuao policial. As considera-es iniciais que podem ser fei