janeiro/fevereiro mensagem de paz a nação · pdf file2013-02-02 ·...

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  • !'

    JANEIRO/FEVEREIRO

    MENSAGEM DE PAZ A NAO BRASILEIRA

    * A RE-CONSTRUO DA NICARGUA

    PALAVRAS DO PAPA JOO PAULO II

    LOTEAMENTOS CLANDESTINOS

    ANO INTERNACIONAL DAS PESSOAS DEFICIENTES

    * SADE PARA TODOS

    SUPLEMENTO: POESIAS POPULARES - N 5

  • r presepaBo

    Amigos leitores:

    Aqui est em suas mos o nmero 13 do BO LETIM DA GENTE. Com este numero, comeamos o ano de 1981, e queremos iniciar uma nova etapa do noj so Boletim.

    Mas, para comear nova etapa, e preciso ^ avat-aT, com cuidado, a caminhada que fizemos at aqui pelo Boletim da Gente:

    - o seu contedo; - a sua linguagem; - a sua forma, tamanho, impresso e de-

    senhos; - a sua freqncia de saTda.

    E, depois disto, claro, vem o mais im- portante: AS SUGESTES.

    E, para nos da equipe de redao, INDIS PENSVEL que vocs,

    LEITORES DO BOLETIM DA GENTE,

    Participem diretamente desta avaliao e apresen tem suas sugestes concretas.

    Para isto, junto a este Boletim, voc es^ ta recebendo uma

    FOLHA DE AVALIAO. Pedimos, por favor, que vocs respondam

    3o questionrio e o enviem, o mais breve posstvetj Para o nosso endereo.

    E aproveitem a leitura deste nmero 13,_re Pleto de artigos para a sua informao e reflexo. O mesmo dizemos do CADERNO N 5 DE POESIAS POPULA- RES, que segue junto com o Boletim.

    Um abrao da (Y) qu/Pe-

  • mmm ESPIRITO SANTO - DOM LUS FALA DAS PERSPECTIVAS

    DA IGREJA PARA 1981

    "Chegamos ao fim de um ano pouco promis- sor. Acho que qualquer observador social sente o povo inquieto face ao novo horizonte que a est . Ha uma aflio coletiva, uma insatisfao crescen- te e que no tem sequer o consolo de algumas pala- vras de esperana. Acho isto muito grave.

    Do ponto de vista da Igreja, as perspecti vas para este ano que se inicia, so incmidas e desconfortantes. Primeiro, por sentirmos e parti- lharmos das angstias d povo. Estamos ai, somos tambm povo. Bebemos da mesma gua e jejuamos do mesmo feijo. Portanto, abre-se piara nos um .ano no qual forosamente a Igreja tef que estar:

    CLAMANDO, HECLAMANDO, DENUNCIANDO E CON- TESTANTO.

    Estas so tarefas obrigatrias da Igre- ia : - > .. - ., ja.^ . . ^ ,.- ..

    "Gostaramos muito, antes do prximo ano novo-1982r podermos- festejar conquistas bem" mere- cidas e retardadas para esse nosso grande povo.

    com desconforto que entramos neste ano novo de 1981" - ' V

    (A GAZEA, 03/01/81)

    BRASIL - MENSAGEM DE PAZ A NAO BRASILEIRA

    Na entrada do novo ano, o Conselho Nacio- nal de Igrejas Crists do Brasil (CNI) emitiu Uma "mensagem de paz nao brasileira"! cujos pas- sos principais gostaramos de reproduzir.

  • .3.

    "Inicialmente, reafirmamos que no pode ' haver verdadeira paz sem que predominem a justia e o amor, concretizados em uma sociedade liberta de toda espcie de poluies, e que valorize e pro teja os valores idnticos da pessoa humana, os quais foram conferidos por Deus. Assim est escri to: "A justia e a paz se beijaram", (Salmo 85-10) S "A Paz fruto da justia" (Isaas 32-17). Onde domina a injustia, pode haver paz somente aparen te. Nosso dever, entretanto, de servir paz verdadeira. Sem justia, no pode haver paz...

    "Consideramos injustia que os j mingua ^os salrios do povo humilde e trabalhador estejam diariamente diminuindo em seu poder aquisitivo, por causa das constantes altas do custo de vida, a tal ponto de lhes roubar a paz e lhes trazer angstia e morte. Por isso, deploramos a ao dos especula ores nacionais e internacionais. Observamos es- tarrecidos o crescimento da riqueza e escandalosas mordomias de uns poucos. Nossa gente pobre, prin- cipalmente as crianas, est sendo reduzida a uma multido de subnutridos e desesperados, capazes de tudo para no morrer de fome.

    Por isso, aumentam, de modo to alarmante justificativas e explicaes no de todo conviven- centes. Por exemplo, uma a crise do petrleo. ' Ocorre que at h bem pouco tempo os preos inter- nacionais de petrleo permanceram quase estveis, enquanto que, internamente, tudo o mais subia exa- ^eradamente de preo, dependesse ou no do petr- leo.

    Freqentemente, alegou-se tambm a "frus- trao das safras agrcolas".., Houve sagras abun- dantes, mas todos os produtos alimentcios conti- nuam subindo exageradamente de preo, no em bene- ficio do pequeno produtor, mas s custas do consu- midor. No seria isso decorrncia da poltica de exportao, enquanto o povo passa fome? Continua at hoje a urgncia de uma autntica reforma agr- ria e de uma maior justia fundiria. A terra se destina a todos. ddiva do Criador- E no ^ justo que a maior parte da terra se concentre, s

  • .4.

    vezes atravs de incentivos fiscais, nas mos de poucos que no a utilizam suficientemente para o bem comum, enquanto milhares e milhares de brasi- leiros, que querem e precisara trabalhar, no tm o cho necessrio para garantir a sua subsistncia e a de sua famlia.

    Igualmente, urge que os nossos ndios te- nham salvaguardados os seus direitos de seres hu- manos e garantidas as suas reas nativas.

    "Constatamos que a democracia apregoada insistentemente por todos, no Pas. Nosso desejo conclamar o povo brasileiro para uma participa- o consciente e ativa no processo democrtico, on de h lugar para todos, e que inclui sempre o res peito a dignidade e aos direitos da pessoa humana, bem como a ao sincera e evanglica das Igrejas.

    Como dirigentes das Igrejas Crists abai xo assinados, conclamamos nosso povo, membros de nossas Igrejas, a buscarem inspirao e fora n Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, na cont nua orao pessoal, familiar e comunitria, para uma participao corajosa, porm nunca violenta , assumindo assim o seu papel como agentes do amor, da justia e da paz".

    Uma sugesto: Refletir sobre o contedo desta mensagem nos grupos ou equipes da Comuni^ dade. E uma reflexo muito sria sobre a rea- lidade do povo brasileiro.

  • .5.

    AMERICA LATINA --A RE-GONSTRUAO DA NICARGUA

    ALGUNS DADOS SOBRErA SITUAO DA NICARGUA A LUTA DO POVO CONTRA UM REGIME OPRESSOR - Conseqncias.

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    NICARGUA - Um pais sofrido, devastado por meses de violentos combates, que o ditador

    Somoza deixou destruir. OJ

    Agora,os nicaraguenses, em sua maioria, se empenham iiymKesforo de re-construo nacional.

  • .6.

    Os Bispos de Nicargua, em sua carta Pas- toral de 17/11/79, sobre o Compromisso Cristo Pa- ra uma Nicargua Nova, reconhecem que o povo j capaz de converter, em ao ampla e profundamente transformadora, toda uma experincia acumulada atravs de anos de sofrimento e marginalizao so- cial.

    O povo lutou heroicamente para defender seus direitos contra um regime que violava e repri mia os direitos humanos, pessoais e sociais. Os jovens combatentes, apenas sados da infncia, e, em grande parte, formados durante o levante popu- lar, entregaram suas vidas pela construo de uma nova sociedade e, hoje, o povo pobre tem a alegria de se sentir dono do seu pais.

    A carta dos Bispos valoriza "a determina- o de comear desde o primeiro dia do triunfo a institucionalizar o processo revolucionrio sobre uma base jurdica. Como se demonstrou na deciso de manter os programas anunciados_anteriormente ao triunfo, por exemplo: a promulgao do Estatuto so bre os Direitos e Garantias dos Nicaraguenses,_ a prtica conseqente das liberdades de informao , de organizao poltica partidria, de culto, de movimento, as nacionalizaes que recuperam para o pas as riquezas, os primeiros passos de uma refor ma agrria, etc; assim como a capacidade de lan- ar-se, desde os primeiros dias do processo., a pro gramar e organizar uma cruzada nacional de alfabe- tizao que dignifica o esprito de nosso povo, o faz apto para ser melhor autor de seu destino e participar com maior responsabilidade e clareza no processo revolucionrio".

    Hoje, 1980 um ano crucial para a revolu o nicaraguense embora entre em fase de consolida o de um processo irreversvel: . era apenas alguns meses, chegaram a reforar as estruturas fundamentais da nao;

    . desenvolver as organizaes de massa: - central dos trabalhadores; - associao dos agricultores; - associao das"mulheres nicaraguenses; juven- tude? sandinista e comits de defesa dos bairros.

  • .7.

    tm comeo de normalizao econmica (o Estado confiscou setores de bens de Soraoza);

    . bases de reforma agraria.

    Para fazer frente crise econmica, o go verno fez um plano com objetivos de criar 90,000 empregos (baixar a taxa de desemprego); reduzir a inflao. Prev o investimento de 420 milhes de dlares para equilibrar a infra-estrutura do pais.

    A Nicargua, porque no houve plantio, no poder alimentar nem a metade da populao. Ter que empregar qualquer ajuda na alimentao do povo.

    O plano governamental d prioridade po litica social. Em 1980, 80,6% do oramento foram destinados sade^ educao e habitao.

    Est se desenvolvendo a Campanha Naeionat de Alfabetizao desde maro de 1980 contando com 180 mil pessoas mobilizadas e formadas para parti^ cipar deste projeto (professores, estudantes, vo- luntrios) . Tempo previsto: 6 meses para ensinar a ler e escrever a metade da populao ainda anat- fabeta.

    Bibliografia: Le Monde diplomatique Carta Pastoral dos Bispos Nicaraguen ses 17/11/79.

    (Boletim Diocesano - Volta Redonda - 185/02)

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    : "

  • .8.

    MUNDO - PALAVRAS DO PAPA NO DIA DA PAZ

    "Para servir a paz, respeite a liberdade"

    Estes so alguns trechos do pronunciamen- to do Papa Joo Paulo II no Dia Mundial da Paz 19 de janeiro de 1981.

    "A paz deve ser fundada na verdade, con- solidada na justia, e conseguida na liberdade"