jackpot magazine - 18, 11 nov 2012

Download JACKPOT Magazine - 18, 11 Nov 2012

Post on 10-Mar-2016

220 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

JACKPOT Magazine - 18, 11 Nov 2012

TRANSCRIPT

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 1

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 2

    J PARTILHASTE O JACKPOT COM OS TEUS AMIGOS?

    H QUEM VIVA A RECORDAR.

    NS RECORDAMOS O QUE VIVEMOS.

    PARA PODERMOS CRESCER AINDA MAIS,... PRECISAMOS DE TI!

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 3

    ANITA E A NOITE DE NATAL

    As festas de famlia da Anita eram sempre um momento memorvel. Com a famlia toda reunida, ou do lado do pai, ou do lado da me, ou dos dois lados, eram sempre ocasies com momentos marcantes, hilariantes, e outras coisas acabadas em antes, at com um resqucio de alegria e drama moda italiana, mas acima de tudo com muito amor e divertimento. No primeiro Natal de que tem memria, passado na casa da av onde vivia, o pai Natal trouxe-lhe a sua amada Luisinha, boneca que ainda hoje conserva e uma bola pinchona cheia de cores e brilhantes por dentro. Se teve direito a algo mais, no se lembra. Mas o que teve foi suficiente. Naquela altura, valorizava-se realmente os presentes de Natal precisamente por serem poucos e bem pensados. Mas do que a Anita nunca se esqueceu mesmo foi da visita do velhote de barbas brancas vestido de vermelho, que era suposto entrar pela chamin da cozinha e colocar os presentes da pequenada, cada um na sua meia, previamente ali pendurada para o efeito. A Anita lembra-se de pendurar uma meia de l feita pela me, por lhe parecer muito maior, logo com espao para mais prendas do que a meia diria de algodo tamanho 26. Por volta da meia-noite, a porta da sala grande onde se concentrava a famlia fechava-se e apagavam-se as luzes da cozinha. Era-lhe explicado que se houvesse luz o pai Natal no descia e a Anita l esperava pacientemente. Num momento de distraco dos adultos, conseguiu espreitar pelo buraco da fechadura da porta da sala e pasme-se! viu os olhos do pai Natal, tendo sido a primeira criana de que h registo a faz-lo

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 4

    Desatou a gritar histericamente: Me! Pai!! Vi os olhos do pai Natal!... Vi os olhos do Pai Natal!! e minutos depois ainda no cabia em si de contente e enquanto os irmos admiravam ansiosos o tanque de guerra e o carro dos bombeiros acabadinhos de desembrulhar, ela ignorava os seus presentes e contava ao pai e me que o pai Natal tinha uns olhos assim grandes, e abria os braos para demonstrar, e que era estrbico. O pai e a me entreolhavam-se, sem perceberem, e comearam a question-la. - Mas o que que tu viste? De que tamanho era cada olho? E a Anita respondia exemplificando com as duas mozitas um comprimento de mais ou menos 40 cms. E os pais insistiam: - E ele trocava os olhos, era?? - Sim, as bolinhas pretas estavam perto uma da outra, quase a chegar ao nariz E a me, conformada, respondeu-lhe: - Olha, deves ser a primeira menina a ter visto os olhos do pai Natal A Anita confortou-se com aquela ideia Quanta honra! tantas meninas no mundo e o pai Natal tinha escolhido logo a ela para mostrar os seus olhos. Ora, esta ideia perseguiu-a grande parte da sua infncia. Alis, quando entrou para a 1 classe e a professora pediu aos meninos para se apresentarem dizendo o nome e a idade, a Anita respondeu logo, cheia de orgulho: - Chamo-me Anita, tenho 6 anos e j vi os olhos do pai Natal!... o que fez com que a turma desatasse toda a rir e a professora a olhasse de soslaio e desconfiada, como quem diz olha, temos uma engraadinha Claro que aquilo foi motivo de chacota na turma e em poucos dias, na escola inteira. A Anita foi to gozada que comeou a duvidar de si prpria. Desabafou com a av, um dia noite, quando esta a foi deitar: - Av, os meninos da minha escola no acreditam que j vi os olhos do pai Natal A av suspirou, olhou para ela e perguntou-lhe: - E tu acreditas?

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 5

    - Sim, av, tenho a certeza eu sei que vi! - Entose sabes que viste, continua a acreditar e deixa que te falem. Sabes porqu? Porque TU foste a menina que o pai Natal escolheu para mostrar os seus olhos! A Anita adormeceu reconfortada com aquela ideia e aos poucos deixou de se falar nesse assunto na escola e toda a gente se esqueceu. A prpria Anita s se lembrava de vez em quando, at que esqueceu quase por completo. Um dia, volvidos a uns 8 anos daquele Natal, na 5 feira em que almoava em casa da av, ela tinha posto a mesa na entrada da sala de jantar para evitar o cheiro a tinta da cozinha pintada de fresco, de modo que a Anita almoou virada para a cozinha e av sentou-se a seu lado. As refeies com a av eram sempre deliciosas, quer por aquele arroz com trago a louro que a av fazia divinalmente, quer pelas conversas, pela companhia e pelos mimos constantes, apesar dos seus 13, 14 anos A meio de uma dessas conversas, o olhar da Anita, ao passar pela cozinha, caiu literalmente nos olhos do pai Natal! A Anita parou de mastigar e ficou de olhos esbugalhados a olhar em frente. A av, apercebendo-se de qualquer coisa, perguntou: - Que foi?! A Anita ainda estava embasbacada a olhar em frente. E a perceber. A entender E de repente, caiu num riso desenfreado, deitando a cabea para trs. Rindo-se dela prpria. Libertando-se com algum alvio daquela fantasma de ver coisas que mais ningum via e que a perseguia h demasiado tempo. Os olhos do pai Natal, mais no eram afinal do que as pegas da gaveta da mesa da cozinha da av, cada uma delas com um buraco do lado interior para se carregar com os polegares e abrir a gaveta. O tal estrabismo Mas a ansiedade da noite da Natal, aliada inocncia e aos sonhos de uma menina de 5 anos, fez com que ao espreitar pelo buraco da fechadura, visse naquelas pegas os olhos do Pai Natal. Wow. Que bonito ser criana! Na infncia, o que se ouve ou o que se v no sobe para o crebro. Desce para o corao e a fica escondido. (Humberto de Campos)

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 6

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 7

    1973

    1973 Foi o ano em que os Gladys Knight and the Pips apanharam o Midgnight Train To Georgia e que os Pink Floyd acharam que j era Time de comearem realmente a fazer Money, mas quem estava nesta altura empenhado a TakinCare Of Business eram mesmo os Bachman-Turner Overdrive. Billy Joel, esse jovem rapaz, neste ano revelou-se como o autntico Piano Man, e James Brown, talvez chateado com este facto, preparou a sua Payback. Foi tambm neste ano que Stevie Wonder decidiu procurar lugar num Higher Ground, mas foi Bob Dylan quem realmente conseguiu subir mais alto ao ponto de conseguir Knocking On Heavens Door. O que falta saber se algum o atendeu C em baixo, no mundo real, Get Up, Stand Up era a frase de ordem que vinha dos Wailers pela voz do mtico Bob Marley. E ainda hoje faz tanto sentido, no acham? Foi tambm em 73 que os Led Zeppelin comearam a querer chegar um pouco mais longe, Over the Hills and Far Away, diziam eles, o que levou os Three Degrees a perguntar: When Will I See You Again? Mesmo que eu ainda no tivesse nascido, Roberta Flack comeou a Killing Me Softly With This Song. Meu Deus, que tortura! caso para dizer que fiquei quase como o Desperado dos Eagles!

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 8

    Marvin Gaye, cheio de boas intenes, bem vinha com falinhas mansas dizer Lets Get It On, mas os Aerosmith, que no estavam para brincadeiras, respondiam sempre altura! Dream On, diziam eles. Longe destas confuses andavam os Rollin Stones, que s tinham olhos para a sua mais que tudo Angie. Se fosse eu fazia o mesmo, digo-vos. Na minha opinio, das mais bonitas melodias de sempre. Muito mais do que a Lady do Styx de quem no me lembro agora do nome, do que a simptica Rosalita do Bruce Springsteen, e do que a Jessica dos Allman Brothers Band, no acham? Pois com ela que me despeo por agora, mas antes que eu Drift Way, quero-vos deixar um conselho, meu amigos: Live And Let Die, e no se escondam Behind Closed Doors com uma Personality Crisis como banda sonora. Saiam rua para ouvir o Ocean, e no digam I Cant Stand The Rain, porque isso no desculpa! Lembrem-se que a vida no feita apenas de lembranas de Seasons In The Sun, como diria Terry Jacks

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.facebook.com/jackpot.portugal 9

    DOMIN

    L para meados da dcada de 80, falta de melhor entretenimento, dei comigo na sede local de um partido (v, nada de fazer perguntas! risos), semana, noite sim, noite sim, a jogar e a organizar torneios de domin, ao ponto de ainda ter algumas das medalhas que venci, quer em verso a solo, quer em verso a pares.

    E que pena nunca termos entrado em torneios contra jogadores externos! (sorrisos) Eu era, destacadamente, o mais novo elemento a bater com as pedras brancas e pretas na mesa, gerando aquele som alto e inconfundvel. Eu era, e orgulhava-me disso, o mais novo a deslindar e a aplicar as artimanhas que se aprendiam naquela coleco de horas e mais horas, uns com os outros. Aqueles momentos, vistos a esta distncia, mais de 25 anos, eram realmente divertidos, principalmente quando, para tornar a "coisa mais sria", se jogava geladinha, a SuperBock (paga por quem perdia) que acompanhava e aquecia aquelas tantas horas numa sala de convvio muito especial, uma sala que, hoje, infelizmente, j est encerrada. (onde estaro aqueles domins que cresceram comigo?) Os domins, em si, eram dos bons, comprados l para os lados

  • JACKPOT MAGAZINE

    O melhor do passado... HOJE!

    www.face