iss - a lc 157/2016 e as normas gerais de interpretação e ...· professor de direito tributário

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  • ISS - A LC 157/2016 e as Normas Gerais de Interpretao e de Responsabilidade

    Tributria

    Alberto Macedo Bacharel, Mestre e Doutor em Direito Tributrio pela USP

    MBA em Gesto Pblica Tributria pela Fundao Dom Cabral - FDC Professor de Direito Tributrio FGV, Insper, FIPECAFI, IBDT e IBET Auditor-Fiscal, Assessor Especial da Secretaria de Finanas de SP

    Representante de So Paulo na CTP da ABRASF Ex-Presidente do Conselho Municipal de Tributos de So Paulo

    Ex-Subsecretrio da Receita Municipal de So Paulo

  • 2

    Preocupaes no substitutivo ao PLP 461/17

    Definio de Tomador Servio de Administrao de Fundos de Investimento

    Servio de Administrao de Consrcios

    Servio de Plano de Sade e Seguro Sade

    Impossibilidade de Responsabilidade Tributria no Servio de Administrao de Carto para Tomadores Estabelecimentos Comerciais

    SUMRIO

    Alberto Macedo

  • 3

    ELEMENTOS DE CONEXO NA LC 116/03

    - Estabelecimento Prestador Art. 3. O servio considera-se prestado e o imposto devido no local do estabelecimento

    prestador (...):

    - Local da Efetiva Prestao Art. 3. (...) exceto nas hipteses previstas nos incisos II a XIX e XXI e XXII, quando o

    imposto ser devido no local: (...)

    VIII da execuo da decorao e jardinagem, do corte e poda de rvores, no caso dos servios descritos no subitem 7.11 [7.11 Decorao e jardinagem, inclusive corte e poda de rvores] da lista anexa;

    - Estabelecimento do Tomador - Importao de servios

    - 17.05 Fornecimento de mo-de-obra

    - 4.22, 4.23 e 5.09 Planos de sade em geral

    - 10.04 Agenciamento de leasing, franquia e factoring

    - 15.01 Administrao de fundos de investimento, de consrcios e de carto de crdito ou dbito

    - 15.09 Leasing

    Critrios Espaciais do ISS

    Alberto Macedo

  • Tipos de Fato Gerador

    Alberto Macedo

    Cdigo Tributrio Nacional:

    Art. 116. Salvo disposio de lei em contrrio, considera-se ocorrido o fato gerador

    e existentes os seus efeitos:

    I - tratando-se de situao de fato, desde o momento em que se verifiquem as

    circunstncias materiais necessrias a que produza os efeitos que normalmente

    lhe so prprios;

    II - tratando-se de situao jurdica, desde o momento em que esteja

    definitivamente constituda, nos termos de direito aplicvel.

    $

    $

  • Servio de Administrao de Fundos

    Quem o Tomador?

    Alberto Macedo

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Fundo de Investimento Cotistas

    i. Instruo Normativa CVM n 555/2014 - A relao de prestao de servios

    se d entre o administrador do fundo (como prestador) e o fundo de

    investimento (como tomador);

    Administrador do Fundo

    SITUAO JURDICA

    Relao Jurdica

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    i. Instruo Normativa CVM n 555/2014:

    ii. Art.78. A administrao do fundo compreende o conjunto de servios

    relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento e manuteno do

    fundo, que podem ser prestados pelo prprio administrador ou por terceiros

    por ele contratados, por escrito, em nome do fundo;

    iii. Art.2 (...), I - Administrador (do fundo): pessoa jurdica autorizada pela CVM

    para o exerccio profissional de administrao de carteiras de valores

    mobilirios e responsvel pela administrao do fundo

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    iv. Art.3 O fundo de investimento uma comunho de recursos, constitudo

    sob a forma de condomnio, destinado aplicao em ativos financeiros.

    v. O fundo de investimento se caracteriza como um ente despersonalizado,

    entretanto apresenta-se como patrimnio, possuindo direitos e obrigaes

    (tomando servios diversos, inclusive o servio de administrao de fundo),

    patrimnio este que no se confunde com o patrimnio do administrador do

    fundo, nem com o patrimnio de cada um dos cotistas;

    vi. Art. 79 A contratao de terceiros devidamente habilitados ou autorizados

    para a prestao dos servios de administrao, conforme mencionado no

    art. 78, faculdade do fundo, (...), e no faculdade dos cotistas, em que

    pese o fundo no ter personalidade jurdica.

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    vii. O fundo de investimento tem objetivos, poltica de investimento, pblico alvo e

    tratamento tributrio especfico, conforme prev o Art.5, pargrafo nico,

    podendo inclusive realizar aplicaes em outros fundos de investimento

    (Art.56, 7);

    viii. O fundo de investimento tem nome e o nmero de seu registro no CNPJ

    (Art.56, II, a);

    ix. Administrador age em nome do fundo, e no em nome dos cotistas. Dentre

    eles: (i) art.2, XX: distribuidor: intermedirio contratado pelo administrador

    em nome do fundo para realizar a distribuio de suas cotas; (ii) art.2, XXX:

    gestor contratado pelo administrador em nome do fundo;

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    x. A prpria base de clculo do servio prestado pelo administrador do fundo ao

    fundo (taxa de administrao e taxa de performance) explicitada na IN CVM

    n 555/2014, no art.2, incisos XLIII e XLIV, onde fica claro tambm que as

    referidas taxas so cobradas do fundo, e no do cotista: XLIII taxa de

    administrao: taxa cobrada do fundo para remunerar o administrador do

    fundo e os prestadores dos servios previstos no art. 78, 2, excetuados

    os incisos VI e VIII e observado o art. 85, 7 (redao dada pela Instruo

    CVM n 563/2015); XLIV taxa de performance: taxa cobrada do fundo em

    funo do resultado do fundo ou do cotista;

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    xi. A contabilidade confirma tudo acima exposto. Contabilmente, a taxa de

    administrao despesa do fundo de investimento, e no dos cotistas,

    conforme prev o Plano de Contas dos Fundos de Investimentos (COFI).

    Abaixo a transcrio das correspondentes contas contbeis;

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    Cdigo Descrio Data Incio Data

    Fim

    Normal(N)/ Conta

    Superior Retificadora

    (R)

    81781001 DESPESAS DE TAXA DE ADMINISTRAO

    DO FUNDO 12/08/2006 R 81700006

    81781056 DESPESAS DE TAXA DE ADMINISTRAO

    EFETIVA 12/08/2006 R 81781001

    81781104 DESPESAS DE TAXA DE GESTO 12/08/2006 R 81781001

    81781159 DESPESAS DE CONSULTORIA 12/08/2006 R 81781001

    81781207 DESPESAS DE CONTROLADORIA 12/08/2006 R 81781001

    81781252 DESPESA COM DISTRIBUIO 12/08/2006 R 81781001

    81781300 Despesa - Acordo de Remunerao 07/07/2016 R 81781001

  • Administrao de Fundos Quaisquer

    Alberto Macedo

    Administrador do Fundo

    Fundo de Investimento

    Cotistas

    Administrador de Carteira de Valores

    Mobilirios Investidor

    Relao Jurdica

    Relao Jurdica

  • Servio de Administrao de Consrcio

    Quem o Tomador?

    Alberto Macedo

  • Administrao de Consrcio

    Alberto Macedo

    Administrador do Consrcio

    Grupo de Consrcio

    Consorciado

    i. Lei n 11.795/2008 - Grupo de Consrcio distinto das Pessoas que o

    Constituem: Art. 2 Consrcio a reunio de pessoas naturais e jurdicas em

    grupo, com prazo de durao e nmero de cotas previamente determinados,

    promovida por administradora de consrcio, com a finalidade de propiciar a

    seus integrantes, de forma isonmica, a aquisio de bens ou servios, por

    meio de autofinanciamento;

  • Administrao de Consrcio

    Alberto Macedo

    Administrador do Consrcio

    Grupo de Consrcio

    Consorciado

    ii. Art. 3 Grupo de consrcio uma sociedade no personificada constituda por

    consorciados para os fins estabelecidos no art. 2. 1 O grupo de consrcio

    ser representado por sua administradora, em carter irrevogvel e

    irretratvel, ativa ou passivamente, em juzo ou fora dele, na defesa dos

    direitos e interesses coletivamente considerados e para a execuo do

    contrato de participao em grupo de consrcio, por adeso;

    iii. Art.3 2 O interesse do grupo de consrcio prevalece sobre o interesse

    individual do consorciado.

  • Administrao de Consrcio

    Alberto Macedo

    Administrador do Consrcio

    Grupo de Consrcio

    Consorciado

    iv. Art.3. (...) 3 O grupo de consrcio autnomo em relao aos demais e

    possui patrimnio prprio, que no se confunde com o de outro grupo, nem

    com o da prpria administradora.

    4 Os recursos dos grupos geridos pela administradora de consrcio sero

    contabilizados separadamente.

    Relao Jurdica

  • Servio de Planos de Sade

    Quem o Tomador?

    Alberto Macedo

  • Planos de Sade

    Alberto Macedo

    i. Tipo de contratao do plano

    i. Individual ou familiar: Plano privado de assistncia sade individual ou

    familiar aquele que oferece cobertura da ateno prestada para a livre

    adeso de beneficirios, pessoas naturais, com ou sem grupo familiar.

    ii. Coletivo empresarial: Plano privado de