iob - icms/ipi - tocantins - nº09/2016 - 1ª sem março

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IOB ICMS-IPI, Tocantins,09-2016,1a Sem Março

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    Boletimj

    Manual de Procedimentos

    Veja nos Prximos Fascculos

    a IPI - Imunidade tributria

    a ICMS - Pagamento do imposto

    ICMS - IPI e OutrosFascculo No 09/2016

    Tocantins

    /a FederalICMSConvnios - Disposies gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01

    /a EstadualICMSICMS - EFD - Apurao do ICMS - Bloco E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03

    /a IOB SetorialFederalAutomotivo - IPI - Inovar-Auto - Reduo de alquotas - Tratamento fiscal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

    /a IOB ComentaEstadualICMS - Sped - NF-e - Diferimento parcial - Procedimento . . . . . . . . 11

    /a IOB Perguntas e RespostasIPIBebidas frias - Base de clculo - Incluso do frete . . . . . . . . . . . . . . 12Lojas francas - Nota fiscal - Emisso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

    ICMSFundo de Combate Pobreza - Venda a no contribuinte - Consu-midor final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13Simples Nacional - Venda a no contribuinte - Consumidor final . . . 13

  • 2016 by SAGE | IOB

    Capa:Marketing SAGE | IOB

    Editorao Eletrnica e Reviso: Editorial SAGE | IOB

    Telefone: (11) 2188-7900 (So Paulo)0800-724-7900 (Outras Localidades)

    Todos os direitos reservados. expressamente proibida a reproduo total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prvia autorizao do autor (Lei no 9.610, de 19.02.1998, DOU de 20.02.1998).

    Impresso no BrasilPrinted in Brazil Bo

    letim

    IOB

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    ICMS, IPI e outros : ICMS : convnios : disposies gerais. -- 12. ed. -- So Paulo : IOB SAGE, 2016. -- (Coleo manual de procedimentos)

    ISBN 978-85-379-2658-1

    1. Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Srie.

    16-00453 CDU-34:336.223(81) ndices para catlogo sistemtico:

    1. Brasil : Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios : ICMS : Direito tributrio 34:336.223(81) 2. Brasil : Imposto sobre Produtos Industrializados : IPI : Direito tributrio 34:336.223(81)

  • Manual de ProcedimentosICMS - IPI e Outros

    Boletimj

    09-01Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Mar/2016 - Fascculo 09 TO

    a FederalICMS

    Convnios - Disposies gerais SUMRIO 1. Introduo 2. Objetivo dos convnios 3. Natureza dos convnios 4. Formalidades 5. Aplicao 6. Rejeio

    1. INTRODUOA Constituio Federal de 1988 (CF/1988), art. 155,

    caput, XII, g, dispe que cabe lei complementar regular a forma pela qual, mediante deliberao dos Estados e do Distrito Federal, isenes, incentivos e benefcios fiscais sero concedidos ou revogados.

    Sob esse aspecto, os convnios que tratam dessas matrias continuam regi-dos pela Lei Complementar n 24/1975 (recepcionada pela CF/1988 por ser compatvel com o Sistema Tributrio Nacional vigente desde 1.03.1989, con-forme o Ato das Disposies Constitucionais Transitrias da CF/1988, art. 34, caput, 5).

    Com fundamento no referido diploma legal, trata-remos nos itens seguintes das peculiaridades pertinentes aos convnios, tais como celebrao, natureza, vigncia etc.

    (CF/1988, art. 155, caput, XII, g; Ato das Disposies Constitu-cionais Transitrias, art. 34, caput, 5; Lei Complementar n 24/1975)

    2. OBJETIVO DOS CONVNIOSO Cdigo Tributrio Nacional (CTN) especifica, no art.

    100, IV, que os convnios que entre si celebram os Estados, o Distrito Federal e os Municpios so considerados como normas complementares legislao tributria.

    Desse modo, com fora de norma complementar, os convnios ICMS so disciplinados pela Lei Complementar n 24/1975 e tm por objetivo a concesso (ou a revogao)

    de benefcios fiscais relacionados com as operaes e prestaes sujeitas incidncia do imposto, a saber:

    a) iseno;b) reduo da base de clculo;c) devoluo total ou parcial, direta ou indireta, condi-

    cionada ou no, do tributo ao contribuinte, ao res-ponsvel ou a terceiros;

    d) crditos presumidos;e) quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou

    financeiro-fiscais, concedidos com base no ICMS, dos quais resulte reduo ou eliminao, direta ou indireta, do respectivo nus.

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 1)

    2.1 Revogao de iseno - Inaplicabilidade do princpio da anterioridade

    De acordo com o princpio da anterioridade, inscrito na CF/1988, art. 150, caput, III, b, e observadas as excees previstas tambm na CF/1988, art. 150, 1, nenhum tributo ser exigido ou aumentado no

    mesmo exerccio financeiro em que tenha sido publicada a lei que o instituiu

    ou aumentou.

    No entanto, o referido princpio no se aplica revogao de iseno do ICMS, tendo em vista entendi-mento do Supremo Tribunal Federal (STF) expendido na vigncia da Constituio anterior (portanto, referindo-se ao Imposto sobre Circulao de Mercadorias - ICM), nos seguintes termos (Smula n 615, publicada no DJU de 29.10.1984):

    Smula n 615

    O princpio constitucional da anualidade (CF/1988, art. 153, 29) no se aplica revogao de iseno do ICM.

    3. NATUREZA DOS CONVNIOSOs convnios so celebrados em reunies para as

    quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidncia de repre-sentantes do Governo federal, observando-se que:

    Os convnios so

    celebrados em reunies para as quais tenham sido convocados

    representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a

    presidncia de representantes do Governo federal

  • 09-02 TO Manual de Procedimentos - Mar/2016 - Fascculo 09 - Boletim IOB

    Manual de Procedimentos

    ICMS - IPI e Outros

    a) as reunies so realizadas com a presena de re-presentantes da maioria das Unidades da Federa-o;

    b) a concesso de benefcios depende sempre de de-ciso unnime dos Estados representados, e a sua revogao total ou parcial depende de aprovao de, pelo menos, 4/5 dos representantes presentes.

    importante salientar que nem sempre as Unidades da Federao ficam obrigadas a adotar as medidas previstas nos convnios celebrados porque, tecnicamente, estes podem ser de dois tipos: impositivos ou autorizativos.

    No primeiro tipo, as Unidades da Federao so obri-gadas a adotar as medidas aprovadas pelo convnio. J no segundo, elas so autorizadas a adot-las, ou seja, podem fazer a adoo ou no.

    Para esclarecer a diferena, os convnios impositivos geralmente consignam: Ficam isentas as sadas...; ou concedida iseno nas sadas....

    J os convnios autorizativos trazem texto diferente: Ficam os Estados e o Distrito Federal autorizados a conce-der iseno nas sadas....

    Ressalte-se, ainda, que muitos dos convnios cele-brados so dirigidos apenas a determinadas Unidades da Federao, caso em que somente estas devero (se o convnio for impositivo) ou podero (se autorizativo) adotar as suas disposies.

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 2)

    4. FORMALIDADES

    Antes de entrar em vigor, os convnios devem atender a formalidades legais que sero examinadas nos subitens seguintes.

    4.1 Publicao no DOU

    Celebrado o convnio, dentro de 10 dias (contados da data final da reunio) dever ser publicada no Dirio Oficial da Unio (DOU) a resoluo adotada (ou seja, o texto do convnio).

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 2, 3)

    4.2 Ratificao estadual

    No prazo de 15 dias contados da publicao do convnio no DOU e independentemente de qualquer comunicao, o Poder Executivo de cada Unidade da Federao dever publicar, no Dirio Oficial da localidade, decreto que ratifique ou no o convnio celebrado.

    considerada ratificao tcita do convnio a falta de manifestao no referido prazo.

    Nota

    O exposto neste subitem aplica-se tambm s Unidades da Federao cujos representantes no tenham comparecido reunio em que tenha sido celebrado o convnio.

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 4, caput, 1)

    4.3 Ratificao nacional

    At 10 dias depois de findo o prazo de ratificao dos convnios pelos Estados e pelo Distrito Federal (subitem 4.2), dever ser publicado, no DOU, ato do Presidente da Comisso Tcnica Permanente do ICMS (Cotepe) que ratifique ou rejeite o convnio.

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 5)

    4.4 Incio da vigncia

    O convnio entra em vigor no 30 dia depois de sua ratificao nacional, salvo disposio em contrrio, ou seja, exceto se a data de incio da vigncia for estabelecida pelo prprio convnio.

    Portanto, a partir da data definida no convnio ou, se inexistir tal previso, no 30 dia depois de sua ratificao na-cional, as normas constantes do convnio estaro em vigor, mesmo que no expressamente incorporadas legislao da respectiva Unidade da Federao.

    (Lei Complementar n 24/1975, art. 6)

    5. APLICAO

    Os convnios ratificados obrigam todas as Unidades da Federao, inclusive as que, regularmente convocadas, no se tenham feito representar na reunio.

    No obstante, cabe assinalar que muitos convnios so celebrados para aplicao exclusivamente por determina-das Unidades da Federao, obrigatria ou facultativamente (conforme o convnio seja impositivo ou autorizativo).

    Alis, a Lei Complementar n 24/1975, art. 3, permite, inclusive, que os convnios disponham que a apli