Inventario Fauna Peamp

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<ul><li><p>PARQUE ECOLGICO ALTAMIRO DE MOURA PACHECO </p><p>E PARQUE DOS IPS </p><p>INVENTRIO FAUNSTICO </p><p>RELATRIO TCNICO FINAL </p><p>MARO DE 2007 </p></li><li><p> i </p><p>SUMRIO </p><p>INTRODUO ........................................................................................................... 1 </p><p>EQUIPE DE TRABALHO ........................................................................................... 5 </p><p>Equipe Tcnica ....................................................................................................... 5 </p><p>Apoio Logstico e Operacional ................................................................................ 6 </p><p>Gesto Ambiental (SEMARH) ................................................................................. 6 </p><p>REA DE ESTUDO ................................................................................................... 7 </p><p>A. Ambiente Fsico .................................................................................................. 7 </p><p>B. Vegetao .......................................................................................................... 8 </p><p>LICENCIAMENTO ...................................................................................................... 9 </p><p>COLETA DE DADOS ................................................................................................10 </p><p>Racional .................................................................................................................10 </p><p>Infra-estrutura ........................................................................................................10 </p><p>Metodologia ...........................................................................................................10 </p><p>Herpetofauna ......................................................................................................11 </p><p>Classe Amphibia .............................................................................................11 </p><p>Classe Reptilia ................................................................................................12 </p><p>Ornitofauna .........................................................................................................14 </p><p>Mastofauna .........................................................................................................16 </p><p>Pequenos Mamferos (Ordens Didelphimorphia e Rodentia) ............................ 17 </p><p>Morcegos (Ordem Chiroptera)................................................................................. 17 </p><p>Mamferos de Mdio e Grande Porte ..................................................................... 17 </p><p>ANLISE DOS DADOS ............................................................................................20 </p><p>ndice de Constncia .............................................................................................20 </p><p>ndice de Diversidade e Equitabilidade ..................................................................20 </p><p>ndice de Similaridade ............................................................................................21 </p><p>Curva de Rarefao ...............................................................................................22 </p><p>ndice de Diversidade Beta ....................................................................................23 </p><p>RESULTADOS ..........................................................................................................24 </p><p>A. DADOS PRIMRIOS ........................................................................................24 </p><p>A.1. Diversidade faunstica local (alfa diversidade) ............................................24 </p><p>A.2. Destinos dos animais efetivamente capturados ..........................................30 </p></li><li><p> ii </p><p>A.3. ndice de Constncia de Ocorrncia das espcies .....................................42 </p><p>Classe Amphibia .............................................................................................46 </p><p>Classe Reptilia ................................................................................................47 </p><p>Classe Aves ....................................................................................................47 </p><p>Classe Mammalia ...........................................................................................49 </p><p>A.4. ndice de Diversidade e Equitabilidade .......................................................50 </p><p>A.5. ndice de Similaridade .................................................................................52 </p><p>A.6. Curva de Rarefao ....................................................................................53 </p><p>B. REAS INDICADAS PARA A OBSERVAO DE ANIMAIS SILVESTRES ..53 </p><p>C. DADOS SECUNDRIOS ..................................................................................55 </p><p>C.1. Diversidade faunstica regional (beta diversidade) .....................................73 </p><p>C.2. ndice de Similaridade .................................................................................74 </p><p>C.2.1. Dados Gerais .......................................................................................75 </p><p>C.2.2. Classe Amphibia ..................................................................................77 </p><p>C.2.3. Classe Reptilia .....................................................................................78 </p><p>C.2.4. Classe Aves .........................................................................................80 </p><p>C.2.5. Classe Mammalia .................................................................................82 </p><p>D. STATUS DE CONSERVAO .........................................................................84 </p><p>E. FRAGMENTAO DE HABITATS ...................................................................91 </p><p>E.1. Capacidade dos fragmentos na manuteno das espcies da fauna .........92 </p><p>E.2. Espcies vertebradas indicadoras de qualidade ambiental ........................93 </p><p>E.3. Impactos aos remanescentes de vegetao ...............................................94 </p><p>E.4. Efeitos do reservatrio no ribeiro Joo Leite sobre o ambiente faunstico </p><p>local ....................................................................................................................95 </p><p>E.5. Possveis rotas de migrao natural dos animais .......................................96 </p><p>F. FRAGMENTAO DO CERRADO E CORREDORES ECOLGICOS ...........97 </p><p>G. INTERFACES EPIDEMIOLGICAS ...............................................................100 </p><p>G.1. Vertebrados como reservatrios naturais de patgenos ..........................100 </p><p>G.2. Zoonoses potenciais .................................................................................102 </p><p>G.2.1. Arboviroses ........................................................................................102 </p><p>G.2.2. Doena de Chagas (CID-10 B57) ......................................................104 </p><p>G.2.3. Filarioses (CID-10 B74.1) ...................................................................104 </p><p>G.2.4. Miases (CID-10 B87) .........................................................................105 </p></li><li><p> iii </p><p>G.2.5. Leishmaniose tegumentar (CID-10 B55.1) .........................................106 </p><p>G.2.6. Leishmaniose visceral (CID-10 B55.0) ...............................................107 </p><p>G.3. Animais peonhentos ...............................................................................107 </p><p>G.4. Morcegos ..................................................................................................108 </p><p>H. RECOMENDAES PARA O MANEJO E CONTROLE DOS RECURSOS </p><p>BITICOS ............................................................................................................113 </p><p>I. BIBLIOGRAFIA DISPONIVEL E PROJETOS EM ANDAMENTO NAS AREAS </p><p>DO PEAMP E PIP ................................................................................................116 </p><p>CONCLUSES .......................................................................................................118 </p><p>REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS .......................................................................120 </p><p>ANEXO I - Licena de atividades ............................................................................133 </p><p>ANEXO II - Checklist fotogrfico parcial dos animais registrados nas reas do </p><p>PEAMP e PIP ..........................................................................................................136 </p><p>ANEXO III - Termo de recebimento de animais ......................................................145 </p><p>ANEXO IV - Locais propcios para a observao dos diversos grupos animais nas </p><p>areas do Parque Altamiro de Moura Pacheco e Parque dos Ips ...........................148 </p><p>ANEXO V - Possveis rotas de migrao natural dos animais ................................150 </p><p>ANEXO VI - Indicao de rea para implantao de corredor ecolgico entre o </p><p>Parque Altamiro de Moura Pacheco e o Parque dos Ips .......................................152 </p><p>ANEXO VII - Exames diagnsticos de raiva ............................................................154 </p></li><li><p> 1 </p><p>INTRODUO </p><p>A preocupao atual sobre o inventariamento e conservao da diversidade </p><p>biolgica da terra continua a dominar discusses em ambos os crculos, poltico e </p><p>cientfico, e grande parte desta preocupao est apropriadamente centrada no </p><p>destino das florestas tropicais baixas. A enormidade do trabalho tem sido fortemente </p><p>enfatizada (Soul, 1990; Raven &amp; Wilson, 1992), mas outro ponto emergente o </p><p>fato de que outros habitats tropicais so tambm importantes para a conservao da </p><p>biodiversidade (Redford et al., 1990). Uma crescente ateno vem sendo </p><p>direcionada para as florestas tropicais sazonais secas da Amrica do Sul, que </p><p>podem rivalizar, ou mesmo exceder, em algumas estimativas de diversidade para </p><p>alguns grupos (Redford et al., 1990; Mares, 1992; Chesser &amp; Hacett, 1992). </p><p>Mares (1992) identificou as terras baixas da Amaznia e as savanas </p><p>(incluindo cerrado, caatinga, chaco e llanos) como os dois mais extensos tipos de </p><p>habitats na Amrica do Sul, com o ltimo possuindo cerca do dobro da rea do </p><p>primeiro. Pimm &amp; Gittleman (1992) indicaram que, baseado na rea, as terras secas </p><p>da Amrica do Sul devem conter cerca de 18% mais espcies e 19% mais </p><p>mamferos que as terras baixas Amaznicas. Se considerarmos espcies </p><p>endmicas, as terras secas contm 53% de espcies endmicas e 44% de gneros </p><p>endmicos a mais que as terras baixas. Desta forma, a idia de que os habitats </p><p>secos so regies de baixa diversidade falsa, pelo menos para mamferos (Mares, </p><p>1992; Arruda, 2001; Garay &amp; Dias, 2001; Moffat, 2002). Mais importante, estes </p><p>habitats esto sendo perdidos a um ritmo acelerado e negligenciados sob o ponto de </p><p>vista de conservao ambiental. </p><p>Dentre os vrios distintos habitats secos caracterizados para a regio </p><p>Neotropical (Huntley &amp; Walker, 1982), uma das mais seriamente ameaadas o </p><p>Cerrado do Planalto Brasileiro, uma regio representando um oitavo da rea </p><p>terrestre total da Amrica do Sul. Cerrado o nome geral dado s rvores </p><p>xeromrficas, arbustos, savanas e vegetao de campos do Brasil central, e forma </p><p>uma provncia florstica e vegetacional ao sul da Amaznia, caracterizada por uma </p><p>estao chuvosa intermediria com uma estao seca bem definida de cerca de </p><p>cinco meses, normalmente de maio a setembro ou outubro (Eiten, 1972, 1978, 1982, </p><p>1984, 1994; Furley &amp; Ratter, 1988; Novaes Pinto, 1994). </p></li><li><p> 2 </p><p>O Planalto Brasileiro uma extensa regio de terras altas contnuas sobre </p><p>uma rea de cerca de 1.500.000 km. Aproximadamente 85% deste plat coberto </p><p>por Cerrado, que tambm cobre pequenas reas perifricas a norte e sul deste </p><p>contnuo cinturo central. A rea total do Cerrado, ou vegetao similar, incluindo as </p><p>reas perifricas, de cerca de 1.800.000 km, aproximadamente 23% da rea </p><p>terrestre do Pas. O clima tropical, com uma precipitao anual entre 1.100 e 1.600 </p><p>mm na maior parte da regio (limites 750 - 2.000 mm). Quase toda chuva ocorre de </p><p>outubro a abril, e a variao das falhas e exposio do terreno, elevao (300 - </p><p>1.000 m), aliada aos efeitos locais do fogo, se integram para produzir vrias formas </p><p>de Cerrado (Eiten, 1982, 1984). </p><p>Assim, o Cerrado constitui-se num grande mosaico de paisagens naturais </p><p>denominado por diferentes fisionomias estacionais sobre solos profundos e bem </p><p>drenados das chapadas, recortados por estreitos corredores de florestas mesofticas </p><p>pereniflias ao longo dos rios (matas de galeria) ladeados por savanas </p><p>hiperestacionais de encosta (os campos midos) ou substitudos por brejos </p><p>permanentes (as veredas). Esse padro e interrompido por enclaves de outras </p><p>tipologias vegetais: savanas estacionais de altitude (campos rupestres), savanas em </p><p>solos rasos (campo litlicos), florestas xeromrficas semidecduas (cerrades), </p><p>floresta mesofticas de planalto (matas de interflvio), savanas hiperestacionais </p><p>aluviais com murunduns, florestas baixas xeromrficas decduas em solos arenosos, </p><p>alm dos ambientes diferenciados associados s cavernas, lajedos, cachoeiras e </p><p>lagoas. Essas paisagens diferenciam-se estruturalmente, podendo conter biotas </p><p>distintas, ou compartilhados com outras paisagens em combinaes nicas (Eiten, </p><p>1972; Rizzini, 1979; Ratter et al., 1973; Veloso &amp; Lopes Filho, 1982; Ribeiro et al., </p><p>1983; Warming, 1973). </p><p>Os fatores que determinam qual tipo de cobertura vegetal que ocorre em cada </p><p>local so diversos e podem variar de local para local. Os dois mais importantes so a </p><p>disponibilidade de gua (resultante do total anual e sazonalidade das chuvas e a </p><p>capacidade de reteno de gua do solo, dada pela profundidade e estrutura do </p><p>solo) e a disponibilidade de nutrientes, resultantes da fertilidade natural do solo e do </p><p>ciclo de nutrientes pela atividade biolgica e queimadas (Alvim &amp; Silva, 1980; </p><p>Goodland &amp; Ferri, 1979; Eiten 1972; Coutinho, 1982; Frost et al., 1986; Walker, </p><p>1987; Sarmiento, 1984). </p></li><li><p> 3 </p><p>A distribuio dos animais acompanha, geralmente, determinados padres </p><p>ambientais caracterizados pela integrao de muitos fatores como, principalmente, a </p><p>vegetao, o clima (temperatura, umidade do ar, chuva), a altitude e, estas por sua </p><p>vez, dependentes de muitos fatores como a natureza do solo, tipo de drenagem, a </p><p>topografia, a latitude, entre outros. H vrias proposies no estabelecimento de </p><p>divises do continente sul-americano em reas caractersticas semelhantes </p><p>baseadas, principalmente, nas grandes formaes vegetais e na distribuio de </p><p>vertebrados e alguns invertebrados como os artrpodes (Jim, 1980; Oliveira &amp; </p><p>Marquis, 2002; AbSber, 2003). </p><p>Um ecossistema bem conservado tem grande valor econmico, esttico e </p><p>social. Mant-lo significa preservar todos os seus componentes em boas condies: </p><p>ecossistemas, comunidades, populaes e espcies. As comunidades podem ser </p><p>degradadas e confinadas a um espao limitado, mas na medida em que as espcies </p><p>originais sobrevivem, ainda ser possvel reconstruir as comunidades. Da mesma </p><p>forma, a variao gentica das espcies ser reduzida se o tamanho da populao </p><p>for diminudo, mas estas podem ainda recuperar o potencial de sua variao </p><p>gentica atravs da mutao, seleo natural e recombinao. Uma vez essa </p><p>espcie tenha sido extinta, su...</p></li></ul>