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  • INVENTRIOE CENRIO

    PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

    SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

    www.rio.rj.gov.brsmac@pcrj.rj.gov.br

    www.centroclima.org.brwww.coppe.ufrj.br

    lima@lima.coppe.urfj.br

  • Inventrio e Cenrio de Emisses dos

    Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro

    Resumo Tcnico

    Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes Secretrio Municipal de Meio Ambiente Carlos Alberto Muniz Subsecretrio Municipal de Meio Ambiente Altamirando Fernandes de Moraes EQUIPE PREFEITURA MUNICIPAL

    Nelson Moreira Franco Coordenao Srgio Besserman Vianna Rodrigo Rosa Jos Henrique Penido Cludia Fres Marcelo Hudson Sydney Menezes Victor Hugo Mesquita Antonio J. Z. Andrade Alexandre Bandeira

    EQUIPE CENTRO CLIMA/COPPE/UFRJ

    Coordenao Tcnico-Cientfica: Prof. Emilio Lbre La Rovere, D.Sc

    Claudia Costa, D.Sc

    Pesquisadores Flvia Carloni, M.Sc

    Marcelo Buzzatti, Engo. Paulina Porto, M.Sc Renzo Solari, M.Sc

    Saulo Loureiro, M.Sc William Wills, M.Sc

    Apoio Administrativo

    Carmen Brando Reis Secretria Executiva

    Juliana Gama Auxiliar Administrativa

    Diagramao Elza Ramos

    Maro de 2011

  • MENSAGEM

    O mundo aguarda os acontecimentos e realizaes que ocorrero no Rio de Janeiro nos

    prximos anos. A conjuno de fatores econmicos, sociais e histricos reuniu elementos

    para um perodo de grandes mudanas. Essa oportunidade deve ser aproveitada para a

    construo do futuro, que passa pela sustentabilidade, questo prioritria para o planeta e a

    civilizao.

    A histria do Rio est intimamente ligada ao meio ambiente. Na cidade nasceu a

    conscincia internacional sobre a preservao do ambiente, quando a Rio 1992 reuniu as

    principais lideranas polticas do mundo para discutir o desenvolvimento sustentvel. Os

    recentes fenmenos climticos por que passa o planeta reforam a importncia da

    preservao da natureza como condicionante de nossa evoluo e nos convoca a repensar

    o modelo de desenvolvimento a ser adotado.

    Nesses ltimos dois anos, a cidade do Rio de Janeiro, atravs de aes firmes da

    Prefeitura, tem se destacado no enfrentamento s mudanas climticas, considerando alm

    da dimenso ambiental, tecnolgica e econmica, a dimenso cultural e poltica, que vai

    exigir a participao de todos os segmentos da sociedade carioca. Foi uma das primeiras no

    pas a definir uma Poltica Municipal de Mudana Climtica e Desenvolvimento Sustentvel,

    iniciativa essa que consagrou o esforo conjunto do poder executivo com a Cmara de

    Vereadores do municpio. Criou tambm seu Frum Carioca de Mudana Climtica e

    Desenvolvimento Sustentvel, composto por representativos segmentos do setor pblico,

    iniciativa privada e sociedade civil, cujo objetivo contribuir na busca de solues viveis

    para adoo de polticas pblicas nessa rea.

    Novamente, o Rio pioneiro em matria ambiental. A cidade se torna a primeira da Amrica

    Latina a atualizar seu Inventrio de Emisses dos Gases do Efeito Estufa, nesta publicao

    da Prefeitura do Rio em parceria com a COPPE/UFRJ, um dos principais centros de

    pesquisa no tema. O estudo mais do que uma radiografia das emisses de dixido de

    carbono no permetro urbano e representa um material inestimvel para orientar a poltica

    de desenvolvimento da cidade.

  • Alm disso, o mapa do caminho ganha contornos mais claros. A Prefeitura e a

    COPPE/UFRJ traaram distintos cenrios de emisses dos gases do efeito estufa indicando

    rumos que podero ser tomados. Os prognsticos foram desenvolvidos com base nas

    transformaes em curso, como a instalao do novo Centro de Tratamento de Resduos e

    a implementao dos corredores exclusivos de nibus Transcarioca, Transolmpica e

    Transoeste. Essas informaes so fundamentais para a consecuo dos objetivos de

    reduo dos gases do efeito estufa nos prximos anos, incorporados na legislao

    ambiental municipal. Tais estudos resultaram tambm na elaborao pela Prefeitura e a

    COPPE/UFRJ de um Plano de Ao que contemple as medidas a serem realizadas pelo

    governo municipal visando atingir as metas de reduo de gases do efeito estufa,

    previamente estabelecidas pela poltica climtica da cidade, como a duplicao da malha

    cicloviria, a expanso do programa de reflorestamento, a instalao do Centro de

    Tratamento de Resduos e a racionalizao dos transportes coletivos, dentre outros.

    H aspectos no horizonte que tero impacto ambiental significativo, como a operao do

    Complexo Siderrgico da Zona Oeste. No devemos temer esses desafios, que iro gerar

    empregos e renda regio mais carente da cidade. Devemos administr-los com lucidez e

    transparncia em nome do interesse coletivo. O importante internalizar e difundir a

    conscincia da sustentabilidade, para que ela se torne premissa de nosso viver e

    engrandea o legado para as futuras geraes.

    Carlos Alberto Vieira Muniz

    Vice-prefeito e Secretrio de Meio Ambiente do Municpio do Rio de Janeiro

  • SUMRIO

    Apresentao ...................................................................................................................... 1

    I. INVENTRIO DE EMISSES DOS GASES DE EFEITO ESTUFA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ........................................................................................ 4

    1. Aspectos Metodolgicos para a Elaborao de Inventrio de Emisses dos Gases de Efeito Estufa ................................................................................................... 5

    1.1. Estrutura do Inventrio ............................................................................................... 6

    2. Emisses do Setor de Energia....................................................................................... 8

    2.1. Estrutura do Inventrio de Energia ............................................................................. 8

    2.2. Adaptao da Metodologia do IPCC para Inventrios Municipais ............................ 10

    2.3. Apresentao das Emisses de GEE do Setor de Energia ...................................... 13

    2.3.1. Emisses Setoriais pelo Uso da Energia ........................................................... 13

    2.3.2. Emisses do Refino .......................................................................................... 15

    2.3.3. Emisses Fugitivas ........................................................................................... 15

    2.3.4. Emisses de Bunker ......................................................................................... 16

    2.4. Consolidao dos Resultados do Setor de Energia ................................................. 17

    3. Emisses do Setor de Processos Industriais e Uso de Produtos IPPU ................. 21

    3.1. Estrutura do Inventrio de IPPU ............................................................................... 22

    3.2. Apresentao das Emisses de GEE do Setor de Processos Industriais e

    Uso de Produtos IPPU .................................................................................................. 23

    4. Emisses do Setor de Agricultura, Floresta e Outros Usos do Solo AFOLU ........ 25

    4.1. Estrutura do Inventrio de AFOLU ........................................................................... 25

    4.2. Ajuste Metodolgico para o Municpio do Rio de Janeiro ......................................... 28

    4.3. Apresentao das Emisses de GEE do Setor de Agricultura, Floresta e

    Outros Usos do Solo AFOLU ........................................................................................ 28

  • 4.3.1. Cobertura Florestal e Uso do Solo .................................................................... 28

    4.3.2. Emisses das Atividades Agrcolas ................................................................... 29

    4.3.2.1. Queima da Biomassa: cana-de-acar ....................................................... 29

    4.3.2.2. Manejo de Solos Agrcolas por Adio de Fertilizante Nitrogenado ............ 30

    4.3.2.3. Manejo de Solos Agrcolas por Aplicao de Calcrio ................................ 31

    4.3.2.4. Manejo de Solos Agrcolas por Aplicao de Ureia .................................... 31

    4.3.3. Emisses da Pecuria ....................................................................................... 32

    4.3.3.1. Fermentao Entrica ................................................................................ 32

    4.3.3.2. Manejo de Dejetos ..................................................................................... 32

    4.4. Consolidao dos Resultados do Setor de AFOLU .................................................. 33

    5. Emisses do Setor de Resduos .................................................................................. 35

    5.1. Resduos slidos ...................................................................................................... 35

    5.1.1. Premissas Adotadas para a Realizao do Inventrio de Resduos Slidos ..... 36

    5.1.2. Apresentao das Emisses de GEE do Setor de Resduos Slidos ................ 39

    5.2. Esgotos Domsticos e Comerciais e Efluentes Industriais ....................................... 40

    5.2.1. Apresentao das Emisses de GEE para Esgotos Domsticos e Comerciais e

    Efluentes Lquidos ................................................................................................... 42

    5.3. Consolidao dos resultados do Setor de Resduos ................................................ 43

    6. Consolidao dos resultados do Inventrio ..........

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