introdução tributário

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Introdução Tributário

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO1 Introduo:Existe a clssica diviso do direito entre ramos pblico e privado.O direito tributrio est no ramo de direito pblico.Em direito privado, a regra : a) livre manifestao da vontade; b) a liberdade contratual; c) igualdade entre as partes da relao jurdica; d) disponibilidade de interesses;J os princpios do direito pblico so: a) a supremacia do interesse pblico sobre o privado; e b) a indisponibilidade do interesse pblico;Ex 1: Um particular tenta comprar um prdio vizinho deve ocorrer, necessariamente, um acordo;Ex 2: O Estado vai construir uma rodovia, mas existe uma residncia no caminho no precisa ter acordo desapropriao;Portanto, sem dvida, o direito tributrio ramo do direito pblico e a ele aplica-se os princpios do regime jurdico de direito pblico;

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO2 Caracterizao do Direito Tributrio:A supremacia do interesse pblico sobre o privado verificada nos seguintes casos:A) pelo fato de que a obrigao de pagar tributo decorrente de lei, sem manifestao de vontade autnoma do contribuinte.Ex: Quem proprietrio de imvel urbano tem que pagar IPTU.B) pode ser verificada pelas diversas prerrogativas estatais que colocam o particular um degrau abaixo dos entes pblicos nas relaes jurdicas.Ex: Poder de fiscalizao, de aplicar unilateralmente punies e apreender mercadorias.J a indisponibilidade do interesse e do patrimnio pblico pode ser verificada na exigncia de lei para a concesso de quaisquer benefcios fiscais (Ex: iseno), de acordo com o art.150,6 da CF:

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO6 Qualquer subsdio ou iseno, reduo de base de clculo, concesso de crdito presumido, anistia ou remisso, relativos a impostos, taxas ou contribuies, s poder ser concedido mediante lei especfica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matrias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuio, sem prejuzo do disposto no art.155,2, XII, g.3 Normas gerais de Direito Tributrio e STN:O sistema tributrio nacional (STN) tem sua base definida na Constituio Federal, que atribui a cada ente da Federao competncias para a instituio dos diversos tributos nela previstos.OBS: A CF/88 no cria tributos, apenas prev a sua instituio pelos entes polticos e definindo as limitaes ao poder de tributar.O detalhamento do STN feito pelo CTN Cdigo Tributrio Nacional, uma lei ordinria n 5.172/66, mas que foi recepcionada pela CF/67 e posteriormente pela CF/88, com status de lei complementar.Desta forma, o nosso CTN formalmente uma lei ordinria, mas materialmente uma lei complementar, s podendo ser modificada por esta ltima espcie legislativa.

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  • TRIBUTRIO - INTRODUOO CTN, como lei complementar, deve estabelecer normas gerais de direito tributrio, detalhando o STN.4- Definio de tributo:O CTN traz a definio oficial de tributo no art.3:Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo o valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.Vamos analisar por partes:4.1- Prestao pecuniria: aquela expressa em dinheiro, moeda, no podendo o tributo ser pago em produtos ou animais.A palavra pecunia significa dinheiro.*

  • TRIBUTRIO - INTRODUO4.2 - Compulsria:Tributo receita cobrada pelo Estado, no uso de seu poder de imprio, ou seja, o contribuinte obrigado a pagar tributo.O dever de pagar tributo , portanto, imposto pela lei, sendo irrelevante a vontade das partes (credor e devedor).Na obrigao tributria, a lei fonte direta e imediata, portanto o nascimento da obrigao independe da vontade e at do conhecimento do sujeito passivo.4.3 Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir:Tributo prestao devida pelo contribuinte, em moeda, que o normal .J prestao cujo valor se possa exprimir em moeda significa a permisso de utilizar indexadores (como a UFIR, UFR-PI, etc.)

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO4.4- Que no constitui sano de ato ilcito:Existe diferena entre tributo e multa. Tributo: no possui finalidade sancionatria e visa a arrecadar. Multa: sano por ato ilcito e o ideal que no arrecade, pois visa coibir o ato ilcito.Ex: muitas vezes pagamos multas de trnsito, multas administrativas, multas pela prtica de crimes mas todos esses valores no so tributo.Concluso: no importa se uma situao irregular, ilegal ou criminosa, se o fato gerador ocorreu, o tributo devido.4.5- Instituda em lei: uma regra sem exceo: o tributo s pode ser criado por lei (complementar ou ordinria) ou ato normativo de igual fora (medida provisria).

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO4.6- Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada:A vinculao da atividade de cobrana do tributo decorre do fato de ele ser institudo por lei e se configurar como uma prestao compulsria.A autoridade tributria no pode analisar se conveniente, se oportuno cobrar o tributo.Mesmo que o fiscal, o auditor ou o procurador se sensibilizem com uma situao concreta, devem cobrar o tributo.5 Natureza jurdica do tributo:De acordo com o art.4 do CTN:A natureza jurdica especfica do tributo determinada pelo fato gerador da respectiva obrigao, sendo irrelevantes para qualific-la: I - a denominao e demais caractersticas formais adotadas pela lei; II - a destinao do produto de sua arrecadao.

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  • TRIBUTRIO - INTRODUODesta forma, a natureza jurdica a posio que a espcie tributria ocupa no STN: se imposto, taxa ou contribuio de melhoria;O disposto no art.4 s se aplica teoria tripartite das espcies tributrias, porque as duas outras espcies existentes (contribuies especiais e emprstimos compulsrios), no tem sua natureza jurdica definida apenas pelo fato gerador;A definio da natureza jurdica das contribuies especiais e emprstimos compulsrios necessita da anlise combinada de base de clculo + fato gerador + finalidade +possibilidade de evoluo do montante arrecadado.Desta forma, para a identificao da natureza jurdica do tributo temos:1 Passo: identificar se a cobrana tributo (art.3 CTN). Se for tributo, vamos definir a natureza jurdica. Se no for tributo, no se aplicam as regras do CTN.2 Passo: Se o tributo no-vinculado, temos um imposto. 3 Passo: Se o tributo vinculado, podemos ter taxa ou contribuio de melhoria.

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO6 Classificao em espcies:No que diz respeito classificao dos tributos em espcies, temos duas correntes principais:A) tripartite: - impostos, taxas e contribuies de melhoria; - baseada no CTN (art.5); - baseada no ordenamento jurdico anterior CF/88;B) pentapartite: - impostos, taxas, contribuies de melhoria, emprstimos compulsrios e contribuies especiais; - baseada na CF/88 e entendimento do STF;

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  • TRIBUTRIO - INTRODUO7 Classificaes dos tributos:Os tributos so graduados de acordo com a capacidade econmica do contribuinte. Desta forma, dependendo do caso, os tributos podem ser:Tributo vinculado quando sua cobrana (fato gerador) se vincula a uma atividade estatal especfica voltada ao contribuinte.Ex: Taxas e contribuies de melhoria.Tributo no-vinculado quando o ente estatal no precisa exercer nenhuma atividade direcionada ao contribuinte.Ex: Impostos.

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  • TRIBUTRIO - INTRODUOTributo de arrecadao vinculada aquele cuja arrecadao deve, necessariamente, ser utilizada no fim que justificou a sua criao.Ex: emprstimos compulsrios e contribuies especiais.Tributo de arrecadao no vinculada aquele cuja arrecadao pode ser utilizada livremente para as despesas gerais da Administrao.Ex: impostos, taxas e contribuio de melhoria.Tributo com finalidade fiscal:Existem tributos cuja finalidade arrecadar, juntar recursos para os cofres pblicos (IR, ICMS, ISS, etc.);Tributo com finalidade extrafiscal:Tem tributos que interferem na situao social ou econmica (proteo da indstria nacional, taxa de juros, cmbio, etc).Ex: II, IE, IOF, ITR, etc.);*

  • TRIBUTRIO - INTRODUOTributo com finalidade parafiscal:So tributos cujo objetivo arrecadar, mas o produto da arrecadao destinado a ente diverso daquele competente para a criao do tributo.A diferena nos tributos parafiscais que o beneficirio dos recursos sempre ser uma instituio que desempenhe uma atividade tipicamente estatal, mas que no possui competncia tributria.Ex: CRM, CRC, SESI, SESC, SENAI, SEBRAE;Tributo real: aquele graduado unicamente em funo do aspecto econmico da operao (coisa, objeto).Ex: IPVA, que o mesmo para todos os proprietrios de determinado veculo, independente das condies pessoais de cada contribuinte.Tributo pessoal: aquele graduado em funo das condies de cada contribuinte.Ex: as dedues (sade e educao) no IRPF;*

  • TRIBUTRIO - INTRODUOPONTOS RELEVANTES DESTA AULA1) Tributo uma prestao pecuniria compulsria, instituda em lei,que no constitui sano de ato ilcito.2) A diferena entre tributo e multa s o fato de que tributo nunca uma punio e multa sempre sano de ato ilcito.3) A instituio de um tributo s pode ser feita por lei ou por ato comfora de lei (como as medidas provisrias), sem nenhuma exceo.4) Para o CTN so s trs as espcies tributrias: impostos, taxas e contribuies de melhoria. 5) Qualquer que seja o tributo, deve-se analisar exclusivamente o fato gerador e, com base nele, classificar o tributo como uma das trs espcies. Essa posio do CTN espelha o que defendido pela chamada escola tricotmica.*

  • TRIBUTRIO - INTRODUO6) Para o STF, a CF/88 estabeleceu cinco espcies tributrias distintas:impostos, taxas, contribuies de melhoria, emprstimos compulsrios, contribuies do art. 149 (e tambm, podemos acrescentar, do 149-A). s vezes, os autores se referem a essa posio como classificao pentapartite.7) Em uma questo de concurso, perguntando sobre as espcies tributrias, devemos prestar ateno. Se a questo expressamente diz:nos termos do CTN ou conforme o CTN etc., no h dvida: so s impostos, taxas e contribuies de melhoria. Se nada diz, ou pergunt

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