introduÇÃo À ciÊncia jurÍ .de arte, a literatura, a filosofia, a ciência, etc. por isso, a

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  • MATERIAL DIDTICO

    INTRODUO CINCIA JURDICA

    U N I V E R S I DA D E

    CANDIDO MENDES

    CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA PORTARIA N 1.282 DO DIA 26/10/2010

    Impresso e

    Editorao

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    SUMRIO

    UNIDADE 1 INTRODUO .......................................................................... 03 UNIDADE 2 A CINCIA DO DIREITO .......................................................... 06 UNIDADE 3 HISTRIA DO DIREITO ........................................................... 10 UNIDADE 4 NORMAS, LEIS E FONTES DO DIREITO................................ 29 UNIDADE 5 DIVISES E APLICAES DO DIREITO................................ 50 UNIDADE 6 CDIGO DE TICA COMENTADO ......................................... 58 REFERNCIAS ................................................................................................ 72 ANEXOS .......................................................................................................... 75

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    UNIDADE 1 INTRODUO

    A cincia do Direito, como sistemtica jurdica, tem carter dogmtico, o que

    justifica uma das suas denominaes (dogmtica jurdica) e consiste em que,

    quando o jurista realiza atividade estritamente cientfica, aceita a regra jurdica como

    um dogma semelhana do telogo que, diante do preceito cannico, deve apenas

    aceit-lo e interpret-lo (SOUZA, 1988). Caracteriza tambm a cincia do Direito o

    ser reprodutiva, no sentido de que, tendo por objeto normas, no as cria, mas

    reproduz.

    Enquanto a Cincia do Direito tem em mira o estudo do sistema de Direito

    positivo de um determinado Estado, num dado momento histrico-cultural, como o

    Direito romano, o Direito brasileiro, o Direito francs, etc., a Teoria Geral do Direito

    dedica-se ao estudo dos Direitos positivos existentes, atuais ou passados, com

    vistas a identificar as suas semelhanas e, pelo mtodo de induo, generalizar

    princpios fundamentais, de carter lgico, vlidos para todos eles (SOUZA, 1988;

    REALE, 1990).

    Oportuno registrar o que nos diz EROS ROBERTO GRAU (2003): no existe

    apenas uma Cincia do Direito, mas, sim, uma gama de Cincias do Direito, dentro

    de cujo contexto encontram-se a Filosofia do Direito, a Teoria Geral do Direito, a

    Histria do Direito, a Sociologia do Direito, a Dogmtica Jurdica, entre outras, todas

    elas dotadas de linguagens prprias que se denominam metalinguagens.

    A Cincia do Direito ou Jurisprudncia possui carter cientfico, sob rigorosa

    perspectiva epistemolgica, notadamente por ser um conhecimento sistemtico,

    metodicamente obtido e demonstrado, dirigido a um objeto determinado, que

    separado por abstrao dos demais fenmenos. E mais, nela avulta a

    sistematicidade como argumento eloquente para afirmar a cientificidade do

    conhecimento jurdico (DINIZ, 1991).

    Ao longo desta apostila, procuraremos fazer uma breve explanao sobre a

    cincia do direito, passaremos por sua histria, bem como apresentaremos as fontes

    e normas que a regem e suas divises clssicas. No esquecemos, evidentemente,

    de focar e apresentar comentrios sobre o Cdigo de tica do Advogado.

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    Os diversos cdigos de tica regulam as mais diversas profisses e no caso

    da Cincia Jurdica, ele regula os deveres do advogado para com a comunidade, o

    cliente e o outro profissional, alm de regular a publicidade, a recusa do patrocnio, o

    dever de assistncia jurdica, o dever de urbanidade e os respectivos procedimentos

    disciplinares. Ressalta-se, porm, que a conduta do advogado deve sempre pautar-

    se alm do Cdigo, do Estatuto ou do Regulamento Geral, ou seja, deve tambm

    atender aos princpios da tica e da moral individual, social e profissional.

    Como em toda profisso, o advogado deve seguir alguns pressupostos,

    dentre eles a independncia, que um dos mais expressivos perante a advocacia,

    sendo condio necessria para o regular funcionamento do Estado de Direito, j

    que a independncia foi instituda no interesse de todos os cidados da sociedade e

    do prprio Estado. Sem independncia no h rigorosamente advocacia, j que a

    Ordem no se vincula nem se subordina a qualquer poder Estatal, Econmico ou

    Poltico.

    Estudar a independncia do Advogado e sua tica profissional exige distino

    de alguns conceitos, os quais nos levam a outros caminhos de verdades j

    conhecidas, como a do Advogado que atua como parte indispensvel na

    Administrao da Justia, trazido no artigo 133 da nossa Constituio Federal.

    O Advogado na sua atividade cotidiana tem a seu favor no s os direitos e

    prerrogativas, mas tambm os deveres para que sua liberdade profissional seja

    preservada. No geral, a liberdade do profissional est ligada totalmente sua

    determinao, porm que pode ser limitado a algumas normas e conduta definidas

    na tica profissional (KAZMIERCZAK, 2006).

    Em paralelo independncia est a responsabilidade disciplinar j que este

    profissional responde civilmente pelos danos que causar ao cliente, em virtude de

    dolo ou culpa. Na verdade, a responsabilidade a contrapartida da liberdade e da

    sua independncia. Ser responsabilizado solidariamente com o seu cliente, aquele

    profissional do direito que agir com o objetivo de causar danos ou lesar a parte

    contrria na relao jurdica. Poder ser tambm responsabilizado por danos, aquele

    profissional que agir sem o consentimento do seu cliente, inclusive nos casos em

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    que houver acordo com o advogado da outra parte na relao jurdica, sem a sua

    anuncia.

    Estas responsabilidades, bem como atitudes de respeito, de condutas ticas,

    valem tambm para os demais profissionais que atuam em defesa do outro,

    portanto, discorrer sobre tica e moral perfeitamente coerente com os objetivos

    deste curso.

    Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadmica tenha como

    premissa ser cientfica, baseada em normas e padres da academia, fugiremos um

    pouco s regras para nos aproximarmos de vocs e para que os temas abordados

    cheguem de maneira clara e objetiva, mas no menos cientficos. Em segundo lugar,

    deixamos claro que este mdulo uma compilao das ideias de vrios autores,

    incluindo aqueles que consideramos clssicos, no se tratando, portanto, de uma

    redao original.

    Ao final do mdulo, alm da lista de referncias bsicas, encontram-se muitas

    outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas e que podem servir para

    sanar lacunas que por ventura surgirem ao longo dos estudos.

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    UNIDADE 2 A CINCIA DO DIREITO

    Em linhas gerais Cincia do Direito cabe a exposio sistemtica do Direito

    Positivo e o exame dos problemas ligados sua apreciao, portanto, seu objeto

    sempre o Direito Positivo.

    PAULO DOURADO DE GUSMO (2011, p. 3) define a Cincia do Direito

    como:

    os conhecimentos, metodicamente coordenados, resultantes do estudo ordenado das normas jurdicas com o propsito de apreender o significado objetivo das mesmas e de construir o sistema jurdico, bem como de descobrir as suas razes sociais e histricas

    1.

    Isto significa, segundo Souza (2007), que ela estuda a norma positiva de

    maneira esgotada e sistemtica, mas, como a regra jurdica no somente objeto

    de saber terico, porque seu fim essencialmente prtico, ao seu aspecto expositivo

    outro se acrescente, o tcnico ou prtico, pelo qual se consideram os problemas

    ligados sua aplicao. Cabe-lhe, principalmente, construir o sistema jurdico,

    tambm denominado ordenamento jurdico, ou seja, a ordenao das normas do

    direito de um pas (brasileiro, francs, etc.), bem como formular conceitos e teorias

    jurdicas.

    As ideias dos juristas que a construram, isto , dos jurisperitos, ou, como so

    conhecidos entre seus pares, jurisconsultos, como, por exemplo, as de Clvis

    Bevilcqua ou de Pontes de Miranda, muitas vezes tornaram-se fontes de decises

    judiciais. Nesse sentido, os juristas desde Roma so autoridades jurdicas.

    1 O termo cincia do direito corresponde jurisprudentia dos romanos, mais restrito do que

    jurisprudence dos anglo-americanos, mais prximo de Teoria Geral do Direito acrescida de Filosofia

    do Direito. Denomina-se em alemo Rechtswissenschaft. Devido a

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