instruأ‡أ•es para licenciamento ambiental municipal (licenciamento ambiental de ......

Download INSTRUأ‡أ•ES PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL MUNICIPAL (LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE ... 2017-11-09آ  3

Post on 07-Jul-2020

0 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1 / 18

    INSTRUÇÕES PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL MUNICIPAL

    (LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE DISTRITOS INDUSTRIAIS)

    APRESENTAÇÃO

    Este documento tem por objetivo apresentar, de forma concisa, instruções para os municípios mineiros exercerem sua competência no licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades, dentre as quais se dará destaque aos

    Distritos Industriais.

    Serão abordados os requisitos necessários para que o município esteja apto a

    realizar o licenciamento ambiental de empreendimentos, como a constituição de um conselho municipal de meio ambiente, a manutenção de um órgão ambiental com equipe técnica competente e a promulgação de uma política

    municipal de meio ambiente, dentre outras.

    Ao longo do documento poderão ser consultados links de publicações e orientações da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de

    Minas Gerais (SEMAD) e Ministério de Meio Ambiente (MMA) dentre outras

    fontes pertinentes.

    Por fim, são elencadas algumas legislações e recomendadas algumas publicações, de forma não taxativa, para a obtenção de maiores informações e conhecimento da temática do licenciamento ambiental municipal,

    principalmente em Minas Gerais.

    1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

    A Resolução CONAMA nº 237/1997 estabelece que “a localização, construção,

    instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob

    qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças

    legalmente exigíveis”.

    O licenciamento ambiental de empreendimentos pode ser exercido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios, de acordo com o

    preconizado pela Lei Complementar 140/2011.

    A Lei supracitada dispõe em seu artigo 9º sobre as ações administrativas dos

    municípios que incluem, no inciso XIV, a promoção do licenciamento ambiental

    de atividades e empreendimentos.

    Em 2017 entrou em vigor a Deliberação Normativa 213/2017, que regulamenta o disposto no art. 9º, inciso XIV, alínea “a” e no art. 18, § 2º da Lei Complementar Federal nº 140/2011, estabelecendo as tipologias de

  • 2 / 18

    empreendimentos e atividades cujo licenciamento ambiental será atribuição

    dos Municípios.

    DELIBERAÇÃO NORMATIVA COPAM 213/2017

    A DN COPAM 213/2017 estabelece as tipologias de empreendimentos e atividades cujo licenciamento ambiental será de atribuição dos municípios, bem

    como os requisitos que devem ser cumpridos pelos mesmos para exercício dessa atribuição (art. 1), transcritos a seguir. Ressalta-se que os municípios poderão licenciar atividades cujas classes1 sejam de 1 a 4 e cujos impactos

    restrinjam-se ao município (impactos locais).

    Art. 1º Para fins do exercício da atribuição originária dos municípios no licenciamento ambiental consideram-se atividades ou empreendimentos que causam ou possam causar impacto ambiental de âmbito local aqueles enquadrados nas tipologias listadas no Anexo Único e no disposto nesta Deliberação Normativa.

    §1º Ficam garantidas as ações administrativas supletivas e subsidiárias dos entes federados.

    §2º No exercício da atribuição prevista no caput os municípios deverão:

    I - cumprir os procedimentos gerais de licenciamento ambiental do Estado, em especial, os relativos a modalidades de licenciamento, tipos de estudos exigíveis, consulta pública, custos e isenções aplicáveis;

    II - respeitar as normas editadas para proteção de biomas especialmente protegidos que obedeçam a regime jurídico específico para corte, supressão e exploração de vegetação;

    III - respeitar a competência da União e do Estado para cadastrar e outorgar o direito de uso dos recursos hídricos;

    IV - respeitar as normas relativas ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, conforme previsões da Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, inclusive quanto à incidência da compensação ambiental, prevista em seu art. 36, em consonância com as diretrizes e normas estaduais;

    V - respeitar as normas relativas à gestão florestal, nos termos da legislação concorrente;

    VI - facultar a manifestação dos demais entes da federação e dos demais órgãos e entidades intervenientes, no prazo do processo administrativo;

    VII - possuir órgão ambiental capacitado, entendido como aquele que possui técnicos próprios ou em consórcio, devidamente habilitados e em número

    1 As classes são definidas pela conjugação entre Potencial Poluidor Geral e Porte do distrito industrial, devendo-se observar a Tabela A-1: Determinação da classe do empreendimento a partir do potencial poluidor da atividade e do porte, da DN 74/2004.

  • 3 / 18

    compatível com a demanda das funções administrativas de licenciamento e fiscalização ambiental de competência do município;

    VIII - possuir Conselho Municipal de Meio Ambiente, entendido como aquele que possui caráter deliberativo, com paridade entre governo e sociedade civil, com regimento interno constituído, com definição de suas atribuições, previsão de reuniões ordinárias e mecanismos de eleição de componentes, além de livre acesso à informação sobre suas atividades;

    IX - garantir duplo grau de jurisdição às decisões relativas a licenciamento e fiscalização ambiental;

    X - dotar o órgão ambiental com equipamentos e os meios necessários para o exercício de suas funções.

    Dentre os requisitos, destacam-se a manutenção de órgão ambiental

    capacitado por meio de equipe técnica compatível com as atividades que se pretende licenciar e a criação de Conselho Municipal de Meio Ambiente. Apresenta-se também breve descrição sobre política municipal de meio

    ambiente.

    CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE:

    O Conselho Municipal de Meio Ambiente é um órgão criado para que haja maior participação dos diversos segmentos da sociedade na gestão do meio ambiente, buscando caminhos para que haja equilíbrio entre o

    desenvolvimento econômico e socioambiental. Esse espaço destina-se a colocar em torno da mesma mesa os órgãos públicos, os setores empresariais e políticos e as organizações da sociedade civil no debate e na busca de

    soluções para o uso dos recursos naturais e para a recuperação dos danos

    ambientais. Trata-se de um instrumento de:

    • exercício da democracia,

    • educação para a cidadania,

    • convívio entre setores da sociedade com interesses diferentes.

    O Conselho Municipal de Meio Ambiente tem a função de opinar e assessorar o poder executivo municipal – a Prefeitura, suas secretarias e o órgão ambiental municipal – nas questões relativas ao meio ambiente. Nos assuntos

    de sua competência, é também um fórum para se tomar decisões, tendo

    caráter deliberativo, consultivo e normativo. Caberia ao Conselho:

    • propor a política ambiental do município e fiscalizar o seu cumprimento;

    • analisar e, se for o caso, conceder licenças ambientais para atividades potencialmente poluidoras em âmbito municipal (apenas o conselhos estaduais de São Paulo e Minas Gerais possuem essa competência);

    • promover a educação ambiental;

  • 4 / 18

    • propor a criação de normas legais, bem como a adequação e regulamentação de leis, padrões e normas municipais, estaduais e federais;

    • opinar sobre aspectos ambientais de políticas estaduais ou federais que tenham impactos sobre o município;

    • receber e apurar denúncias feitas pela população sobre degradação

    ambiental, sugerindo à Prefeitura as providências cabíveis.

    Essas são algumas das atribuições possíveis, mas cada município pode estabelecer as competências do seu Conselho de acordo com a realidade

    local2.

    Demais informações acerca dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente como

    a composição dos mesmos, processo de criação e outras, bem como modelos de leis de criação, decretos de regulamentação e regimentos internos estão

    disponibilizadas no site do Ministério de Meio Ambiente (MMA)2.

    POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE:

    A Política Ambiental Municipal é o documento que norteia e consolida a forma

    da gestão ambiental municipal assegurando a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Ela contempla em seu conteúdo a estrutura administrativa, os valores envolvidos, os objetivos e os instrumentos

    pertinentes de forma a permitir que o poder público tenha condições de estabelecer ações ordenadas e práticas para atingir os objetivos definidos para

    os vários aspectos da questão ambiental3.

    De acordo com a SEMAD, ainda que a política municipal de meio ambiente não esteja expressa na DN COPAM nº 213/2017 como obrigatoriedade, entende-se

    que ela (ou outro tipo de legislação semelhante) é essencial para

    regulamentação das atividades a serem licenciadas em âmbito municipal.

    Apresentam-se alguns exemplos, por meio de links da

Recommended

View more >