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Apostila da matria "Instalaes Hidrossanitrias Prediais"" - Prof. Evandro Universidade Santa rsula RJ

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  • INSTALAES HIDROSSANITRIAS

    Instalaes de Esgoto Sanitrio

    Prof. Evandro Bastos

    2015.2Verso 1.1

  • Redes de distribuio de gua e coleta de esgoto urbanos

  • Noes de tratamento de esgotoEtapas do tratamento de esgoto

    1 - Tratamento Preliminar2 - Tratamento Secundrio3 - Tratamento Tercirio4 Reuso ou despejo no cursos dgua

    1 - Tratamento PreliminarVisa remoo de slidos grosseiros e de areia que podem danificar os conjuntos motor-bomba, bem como controlar a vazo afluente. Nessa etapa, o efluente bruto percorre seguidamente as seguintes unidades:

    Grade: espaadas a cada 2,5 cm e com inclinao de 45 em relao a horizontal;Caixas de Areia: reteno de Partculas de areia com dimenses igual ou superior

    a 0,2mm;Calha Parshal: dispositivo de medio de vazo na forma de um canal aberto com

    dimenses padronizadas. Outra finalidade da calha e controlar o nvel de gua na caixa de areia e na grade.

  • 2. Tratamento SecundrioVisa remoo da matria orgnica e dos slidos em suspenso. composto pelas seguintes unidades:

    Valo de Oxidao: nesta unidade ocorre a oxidao biolgica da matria orgnica onde o esgoto percorre o trajeto de uma pista de corrida por cerca de 1,5 dias devido o movimento promovido por dois aeradores que insuflam oxignio na massa lquida.

    Decantador Secundrio: aps sair do valo de oxidao, o esgoto segue para o decantador em formato de cone que promove a remoo dos slidos decantveis pela fora da gravidade. Esses slidos formam o lodo que ser recirculado em parte para que seja mantida uma concentrao de 4.000 mg/l de slidos em suspenso no valo de oxidao, sendo o excesso encaminhado para o leito de secagem.

    Noes de tratamento de esgoto

  • Sistema predial de esgoto sanitrioEstao de tratamento de esgoto

    3. Tratamento TercirioDestina-se a remoo de patgenos. A desinfeco do efluente tratado feita em um tanque com chicanas horizontais, forando o efluente a percorrer todo esse trajeto em cerca de 30 minutos, promovendo um maior contato e, consequentemente maior ao do agente desinfectante (cloro gasoso).

    4. Reuso ou despejo nos cursos dgua como rios e crregosNo reuso, o efluente tratado pode ser armazenado em um tanque de onde

    bombeado para a reutilizada para fins no nobres como, por exemplo, alguns usos industriais, irrigao, lavagem de passeio pblico.

  • Sistema predial de esgoto sanitrioExemplo de uma estao de tratamento de esgoto - ETE

    E.T.E. de So Miguel - SP

  • INSTALAES HIDROSSANITRIAS

  • Sistema predial de esgoto sanitrio

  • Sistema predial de esgoto sanitrio

  • Sistema predial de esgoto sanitrioRede de coleta de esgoto e estao elevatria de esgoto

  • Sistema predial de esgoto sanitrioLigao a rede coletora de esgoto

  • INSTALAES DE ESGOTO SANITRIOSistema predial de esgoto sanitrio

  • Sistema predial de esgoto sanitrioSmbolos e abreviaturas para projetos

  • Sistema predial de esgoto sanitrioSmbolos e abreviaturas para projetos

  • Sistema predial de esgoto sanitrioSmbolos e abreviaturas para projetos

  • Sistema predial de esgoto sanitrioSmbolos e abreviaturas para projetos

  • Sistema predial de esgoto sanitrioCritrios bsicos para projeto e execuo da NBR-8160/99

    Possibilitar o rpido escoamento e facilitar a manuteno

    Impedir que os gases provenientes do interior do Sistema Predial de Esgoto Sanitrio atinjam reas de utilizao

    Evitar a contaminao da gua potvel.

  • Sistema predial de esgoto sanitrioCritrios para projeto e execuo da NBR-8160/99

    O sistema de esgoto sanitrio tem por funes bsicas coletar e conduzir os despejos provenientes do uso adequado dos aparelhos sanitrios a um destino apropriado.

    Por uso adequado dos aparelhos sanitrios pressupe-se a sua no utilizao como destino para resduos outros que no o esgoto.

  • Sistema predial de esgoto sanitrioCritrios para projeto e execuo da NBR-8160/99

    O sistema predial de esgoto sanitrio deve ser projetado de modo a: a) evitar a contaminao da gua, de forma a garantir a sua qualidade de

    consumo, tanto no interior dos sistemas de suprimento e de

    equipamentos sanitrios, como nos ambientes receptores

    b) permitir o rpido escoamento da gua utilizada e dos despejos

    introduzidos, evitando a ocorrncia de vazamentos e a formao de

    depsitos no interior das tubulaes

    c) impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial de

    esgoto sanitrio atinjam reas de utilizao

    d) impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do sistema

    e) permitir que os seus componentes sejam facilmente inspecionveis

    f) impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilao;

    g) permitir a fixao dos aparelhos sanitrios somente por dispositivos

    que facilitem a sua remoo para eventuais manutenes.

  • Sistema predial de esgoto sanitrioAlguns conceitos importantes

    Esgoto primrio

    Esgoto secundrio

    Desconectores (sifes sanitrios, caixas sifonadas ou ralos sifonados)

    Fecho hdrico

    Ruptura do fecho hdrico

    Tubulao de ventilao

  • 1.1 altura do fecho hdrico: Profundidade da camada lquida, medida entre o nvel de sada e o ponto mais baixo da parede ou colo inferior do desconector, que separa os compartimentos ou ramos de entrada e sada desse dispositivo.

    1.2 aparelho sanitrio: Aparelho ligado instalao predial e destinado ao uso de gua para fins higinicos ou a receber dejetos ou guas servidas.

    1.3 bacia sanitria: Aparelho sanitrio destinado a receber exclusivamente dejetos humanos. 1.4 barrilete de ventilao: Tubulao horizontal com sada para a atmosfera em um ponto,

    destinada a receber dois ou mais tubos ventiladores. 1.5 caixa coletora: Caixa onde se renem os efluentes lquidos, cuja disposio exija elevao

    mecnica. 1.6 caixa de gordura: Caixa destinada a reter, na sua parte superior, as gorduras, graxas e leos

    contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente, evitando que estes componentes escoem livremente pela rede, obstruindo a mesma.

    1.7 caixa de inspeo: Caixa destinada a permitir a inspeo, limpeza, desobstruo, juno, mudanas de declividade e/ou direo das tubulaes.

    1.8 caixa de passagem: Caixa destinada a permitir a juno de tubulaes do subsistema de esgoto sanitrio.

    1.9 caixa sifonada: Caixa provida de desconector, destinada a receber efluentes da instalao secundria de esgoto.

    1.10 coletor predial: Trecho de tubulao compreendido entre a ltima insero de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeo geral e o coletor pblico ou sistema particular.

    Sistema predial de esgoto sanitrioDefinies da NBR-8160/99

  • 1.11 coletor pblico: Tubulao da rede coletora que recebe contribuio de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo do seu comprimento.

    1.12 coluna de ventilao: Tubo ventilador vertical que se prolonga atravs de um ou mais andares e cuja extremidade superior aberta atmosfera, ou ligada a tubo ventilador primrio ou a barrilete de ventilao.

    1.13 curva de raio longo: Conexo em forma de curva cujo raio mdio de curvatura maior ou igual a duas vezes o dimetro interno da pea.

    1.14 desconector: Dispositivo provido de fecho hdrico, destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto.

    1.15 dimetro nominal (DN): Simples nmero que serve como designao para projeto e para classificar, em dimenses, os elementos das tubulaes, e que corresponde, aproximadamente, ao dimetro interno da tubulao em milmetros.

    1.16 dispositivo de inspeo: Pea ou recipiente para inspeo, limpeza e desobstruo das tubulaes.

    1.17 dispositivos de tratamento de esgoto: Unidades destinadas a reter corpos slidos e outros poluentes contidos no esgoto sanitrio com o encaminhamento do lquido depurado a um destino final, de modo a no prejudicar o meio ambiente.

    1.18 esgoto industrial: Despejo lquido resultante dos processos industriais. 1.19 esgoto sanitrio: Despejo proveniente do uso da gua para fins higinicos. 1.20 facilidade de manuteno: Viabilidade prtica de manuteno do sistema predial.

    Sistema predial de esgoto sanitrioDefinies da NBR-8160/99

  • 1.21 fator de falha: Probabilidade de que o nmero esperado de aparelhos sanitrios, em uso simultneo, seja ultrapassado.

    1.22 fecho hdrico: Camada lquida, de nvel constante, que em um desconector veda a passagem dos gases.

    1.23 instalao primria de esgoto: Conjunto de tubulaes e dispositivos onde tm acesso gases provenientes do coletor pblico ou dos dispositivos de tratamento.

    1.24 instalao secundria de esgoto: Conjunto de tubulaes e dispositivos onde no tm acesso os gases provenientes do coletor pblico ou dos dispositivos de tratamento.

    1.25 intervenientes: Cadeia de participantes que atuam com o objetivo de planejar, projetar, fabricar, executar, utilizar e manter o empreendimento.

    1.26 manual de uso, operao e manuteno: Conjunto de documentos onde constam informaes para o ade quando uso e operao do sistema predial, bem como

    procedimentos claros para sua manuteno. 1.27 projeto como construdo: Documento cadastral composto do projeto original modificado

    por alteraes efetuadas durante a execuo do sistema predial de esgoto sanitrio. 1.28 programa de necessidades: Documento contendo as informaes bsicas sobre as

    necessidades dos usurios finais do empreendimento. 1.29 ralo seco: Recipiente sem proteo hdrica, dotado de grelha na parte superior, destinado a

    receber guas de lavage