Iniciativas que Fazem a Diferença

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Saiba quem so os finalistas e os vencedores do 5 Prmio Fecomercio de Sustentatbilidade

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finalistas | qual categoria | 1 & 15iniciativas QUE FAZEM A DIFERENASaiba quem so os finalistas e os vencedores do 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidade finalistas | qual categoria | 2 & 3finalistas | qual categoria | 2 & 35iniciativas QUE FAZEM A DIFERENASaiba quem so os finalistas e os vencedores do 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidadefinalistas | qual categoria | 4 & 5finalistas | qual categoria | 4 & 5AbrAm SzAjmAnPresidente da Federao do Comrcio de Bens, Servios e Turismo do Estado de So Paulo (FecomercioSP), entidade gestora do Sesc-SP e do Senac-SPno ano em que completou 70 anos, em 2008, a Federao do Comrcio de Bens, Servios e Turismo do Estado de So Paulo (FecomercioSP) instituiu o Prmio Fe-comercio de Sustentabilidade. frente da iniciativa, desde aquela poca, est o professor Jos Goldemberg, ex-secretrio de Meio Ambiente do Estado de So Paulo e presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP. O profes-sor Goldemberg uma das maiores autoridades do mundo na rea e lidera a co-misso que seleciona os projetos que sero premiados, juntamente com outros especialistas e a coordenadoria tcnica da prestigiada Fundao Dom Cabral.Em 2008, temas como sustentabilidade e preservao do meio ambiente ain-da no sensibilizavam os brasileiros e os governos estaduais e federal. A econo-mia brasileira ia de vento em popa, milhes de pessoas passaram a ter acesso ao consumo, e o governo incentivava as compras de automveis e eletroeletrnicos.Hoje a situao completamente diferente. Alm de haver uma reverso nas expectativas econmicas atuais, vivemos uma crise hdrica que j perdura por quase trs anos e poucos duvidam que isso seja reflexo das mudanas clim-ticas ocasionadas pela emisso de gases de efeito estufa e da degradao do meio ambiente, no somente no Brasil, mas no mundo todo. Estamos apren-dendo a ser sustentveis na prtica, deixando de lavar o carro na rua, tirando os aparelhos eletrnicos das tomadas, tomando banhos mais curtos e adotando outras iniciativas simples, mas que, somadas, fazem uma enorme diferena.A FecomercioSP uma entidade cuja trajetria sempre foi marcada por um pa-pel ativo nos cenrios econmico e social. Por isso, temos a obrigao de apoiar ini-ciativas inovadoras que propiciem a construo de um futuro mais sustentvel.Nas prximas pginas, o leitor ir conhecer detalhes de projetos inspirado-res, finalistas da 5 edio do Prmio Fecomercio de Sustentabilidade, todos de enorme valor para as comunidades em que esto inseridos e que podero ser replicados por todo o Pas. Reconhecer essas iniciativas e divulg-las a nossa principal misso.Projetos Para um mundo melhor obrigao apoiar iniciativas inovadoras que propiciem a construo de um futuro mais sustentvelfinalistas | qual categoria | 6 & 7finalistas | qual categoria | 6 & 7um olhar para o futuroPrmio mantm cultura de inovaobanca julgadoracomit de premiaomicroempresapequena e mdia empresagrande empresaindstriaentidade empresarialrgo pblicoprofessorestudantereportagem impressareportagem rdio/tvreportagem online0810121418222630343842465054585 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeH esforos de empresas, rgos pblicos, professores, estudantes e formadores de opinio em busca de solues para o meio ambienteum olhar Para o futuroum olhar para o futuro | 8 & 9esta publicao tem como objetivo mostrar a real capacidade empreendedora de um pas que ainda est muito longe de exaurir seus recursos naturais e suas fontes renovveis de energia. Ao contrrio, revela-se capaz de inovar sua postura diante de um mercado transformador e vido por aes sustentveis que garan-tam a sua constante evoluo em harmonia com o crescimento da sociedade. Existem muitos exemplos de pessoas, empresas e entidades que viram na prtica da sustentabilidade solues rentveis e, ao mesmo tempo, socialmente justas e ecologicamente corretas. Frequentemente so ideias simples, porm, com grande magnitude. Aes, hoje pouco conhecidas, mas que podem ser as alter-nativas de que tanto precisamos a fim de contribuir para o que talvez seja consi-derada, atualmente, a maior misso do homem: manter sua riqueza ambiental.Sob essa perspectiva, idealizamos, em 2008, o Prmio Fecomercio de Sus-tentabilidade. A iniciativa nos mostrou, ao longo de cinco edies, o quanto possvel (e vivel) a aplicao de medidas que fazem toda a diferena na for-mao de uma cultura mais consciente e voltada aos valores que devem per-mear as relaes humanas.Desde que o Prmio foi lanado, o interesse por ele cresceu expressivamen-te, a comear pelo volume de inscries. Naquele ano, participaram apenas 26 instituies e uma entidade empresarial, do Estado de So Paulo, o que signi-ficou um bom resultado, j que se tratava da primeira edio. Em 2015, foram recebidos 249 projetos de vrias regies do Pas. A melhora na qualidade dos trabalhos tambm foi observada durante esse perodo. Mas, independentemente de terem ou no chegado etapa final, os participantes foram agentes empreendedores que ousaram ao dar esse primei-ro passo e demonstrar seu interesse pelo problema central: o desenvolvimento sustentvel. Alguns candidatos, que no foram premiados nas primeiras edies do Prmio, apresentaram novos projetos e propostas aperfeioadas.Essa persistncia de tantos agentes em busca de inovao para a susten-tabilidade estimulante e revigorante para os que esto nessa empreitada. Observamos um esforo conjunto de empresas, rgos pblicos, professores, estudantes e formadores de opinio em busca de transformaes que nos tra-gam resultados tangveis. Atitudes que precisam ser levadas ao mercado e co-locadas em prtica na cadeia de negcios. Fabricao de produtos com componentes biodegradveis, utilizao de lixo como fonte energtica, solues para a mobilidade urbana, reso de mate-riais reciclveis, essas e outras iniciativas socioambientais, aqui descritas, de-vem servir como referncia e inspirao para novas ideias e, assim, novos em- preendimentos na rea de sustentabilidade. No nos deixemos seguir pelo mesmo destino da Ilha de Pscoa, na Costa Chilena. H sculos, a ilha abrigava uma populao em torno de 30 mil pes-soas. A civilizao desapareceu completamente aps as florestas serem des- trudas e, em razo do empobrecimento da terra, a agricultura tornou-se in-capaz de produzir alimentos em quantidade suficiente para suprir as neces-sidades daquele povo. Da antiga civilizao, s restaram gigantescas esttuas (os moais), algumas pesando 50 toneladas e medindo sete metros de altura.Ainda estamos longe de uma evoluo cataclsmica como essa. Ainda temos a oportunidade de inovar e de extrair do meio ambiente seus recursos e mant-lo em equilbrio saudvel, garantindo, assim, a continuidade do desenvolvimento. Mas as futuras geraes esperam de ns o que h sculos a populao da Ilha de Pscoa tambm teria esperado de seus ancestrais. Um olhar para o futuro!joS GoldemberGProfessor e presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadePrmio mantm cultura de inovaoprmio mantm cultura de inovao | 10 & 11benedito nuneS roSA e Cludio bruzzi boeChAtProfessores da Fundao Dom Cabralo prmio fecomercio de sustentabilidade chega sua quinta edio e rene um acervo de trabalhos importantes, que versa sobre o tema da sustentabili-dade orientada para as atividades do varejo e sua cadeia de valor. Ao levar em conta as edies anteriores, neste ano foi alcanada a marca acumulada de 986 trabalhos analisados, 118 finalistas e 37 vencedores em suas respectivas categorias, com ampla divulgao em todo o territrio nacional.Alm de se consolidar como referncia nacional, a edio deste ano trouxe trs grandes novidades: 1. A produo de uma sntese de todos os trabalhos finalistas das edies an-teriores e a incluso no site do Prmio (http://sustentabilidade.fecomercio.com.br/) para consulta dos interessados, como forma de inovar a socializao do conhecimento; 2. O desenvolvimento de uma plataforma web para avaliao dos trabalhos; 3. A formao de um time de 56 profissionais de mercado e das academias para integrar a Banca Julgadora do Prmio, todos habilitados por videoconfe-rncia para se apropriarem dos procedimentos da plataforma e demais recur-sos disponveis para a avaliao, como o regulamento do Prmio e o manual do julgador.A Banca Julgadora avaliou e escolheu 33 finalistas, em 11 subcategorias. Concludo esse processo, o Comit de Premiao apresentou suas avalies e definiu os 11 vencedores, que receberam seus prmios em concorrido evento, especialmente promovido pela FecomercioSP para essa finalidade.Mais uma vez, a exemplo do que ocorreu nas edies anteriores, os traba-lhos trouxeram elementos significativos de progresso, entre eles os princpios da simplicidade, da utilidade e da multiplicao. Os projetos apresentados tm, em sua constituio, elementos que podem permitir a sua replicao por outros interessados. Podemos tambm considerar esse fator como indicador de maturidade do Prmio na medida em que a sociedade tambm avana em aspectos importantes da sustentabilidade, a ponto de apresentar casos prti-cos e no apenas propostas ainda em elaborao. perceptvel a evoluo do entendimento das organizaes (pblicas, pri-vadas ou acadmicas) sobre a urgncia e a importncia do investimento nas mltiplas dimenses da sustentabilidade, de forma a garantir um processo de estabilidade dos seus principais vetores, somar esforos com outras prticas nacionais e mundiais, e resgatar uma das principais recomendaes nascidas na Rio + 20, em 2012: agir com base no local, no territrio, pensar simples e adotar posturas que na aparncia da sua simplicidade guardam viabilidade de execuo e resultados prticos pela soma dos pequenos esforos. Alm de grandes movimentos coletivos, sujeitos a interesses polticos que muitas vezes vo atrasar ou estancar o avano, devemos mobilizar nossos es-foros pessoais e buscar, como sociedade organizada, as solues que precisa-mos para satisfazer as exigncias de sustentabilidade, que podero garantir um futuro melhor para ns e para as futuras geraes.5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeO Comit Organizador do Prmio Fecomercio de Sustentabilidade agradece a valiosa colaborao dos 56 julgadores que participaram desta edio. Eles foram os responsveis pela escolha dos 33 trabalhos finalistas, em 11 subcategorias. Conhea o jri de especialistas e as subcategorias de que participaramBanca julgadorabanca julgadora | 12 & 13AfonSo otvio Cozzi ProfessorAnA eliSA oliveirAJornalismo OnlineJornalismo Rdio /TVAnA frAnCoGrande EmpresaAnderSon de SouzAProfessorArmindo doS SAntoS teodSiorgo PblicoArthur CoStAIndstriaSSimA mAriA ferreirAProfessorbeAt GrueninGerGrande Empresabrener SeixASPequena e Mdia EmpresaCASSiA broSqueGrande EmpresaCintiA nolASCo mAGnoJornalismo ImpressoCludio bruzzi boeChAtrgo PblicoCriStinA AbrAnCheSMicroempresaCriStinA fedAto Pequena e Mdia EmpresaCynthiA molinAEntidade/SindicatoCyntiA WAtAnAbe roSAEstudantedAnielle rAmAlho SoAreSJornalismo ImpressodorA AmidemEstudanteeduArdo mAuro fernAndeS de bArroSJornalismo ImpressoelizAbeth bArbieriEntidade/Sindicatohenrique de AlmeidAPequena e Mdia EmpresaivAni beCkerEstudantejoo henrique buenoEstudantejoel GAdelhAIndstriajoS roberto CoSmoIndstriajoSefA GArzilloMicroempresajuArez CAmpoSGrande EmpresajuliA pAdovezi mirAndAEntidadejoS roberto CoSmoIndstriajuArez CAmpoSGrande EmpresaleonArdo Coelho Entidade/SindicatolGiA pimentAMicroempresaliliAne lAnA liberAtoPequena e Mdia EmpresaluCiAnA de CAStro brumJornalismo ImpressoluCiAnA StoCCo betiolProfessorluiz CArloS ferreirA de CArvAlhoProfessorluiz mArCio hAddAd SAntoSGrande EmpresamArCiA bellottiPequena e Mdia EmpresamAriA tereSA GoulArt pArAdiSMicroempresamAriAnA CoelhoJornalismo ImpressoJornalismo OnlineJornalismo Rdio/TVmAriAnne von lAChmAnnEntidade/SindicatomArliA CArneiro Microempresamrio CeSAr rAliSePequena e Mdia EmpresamArtA demAttoSPequena e Mdia EmpresamAurCio bornMicroempresapAulo AnGelo CArvAlho de SouzAPequena e Mdia EmpresapAulo renAto de SouzAProfessorpAulo vodiAnitSkAMicroempresapetrinA teixeirA SAntoSMicroempresarAfAel AuGuSto oliveirA telloEstudantereGi mAGAlheSGrande EmpresaritA de CSSiA fontAnezJornalismo OnlineJornalismo Rdio/TVrobSon meloPequena e Mdia EmpresaroSeAne brAGAMicroempresaSAmir ltfi vAzEstudanteWill monteneGroJornalismo Impresso5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeAps a Banca Julgadora avaliar todos os trabalhos inscritos, os 33 finalistas foram submetidos avaliao do Comit de Premiao, que, aps anlise dos projetos, definiu os vencedores em cada subcategoria. Esse comit formado por especialistas, reconhecidos pela luta em favor da disseminao de prticas sustentveis na sociedadecomit de Premiaocomit de premiao | 14 & 15joS GoldemberGPresidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP. Doutor em Cincias Fsicas, foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Cincia; presi-dente da Companhia Energtica de So Paulo (Cesp); reitor da Universidade de So Paulo (USP); secretrio de Cincia e Tecnologia; secretrio do Meio Ambiente da Presidncia da Repblica; ministro de Estado da Educao do governo federal; e secretrio de Meio Ambiente do Estado de So Paulo. Em 2008, recebeu os pr-mios Blue Planet Prize, da Asahi Glass Foundation (Japo); em 2010, o Trieste Scien-ce Prize, da Academia de Cincias do Terceiro Mundo; e em 2013, o Prmio Zayed de Energia do Futuro (Zayed Future Energy Prize) na categoria Life Achievement.ftimA CriStinA CArdoSo Country manager da Fundao Solidaridad no Brasil, responsvel pela atua-o da organizao no Pas. A Fundao Solidaridad, de origem holandesa, atua no desenvolvimento de cadeias de produo sustentveis em 55 pases. Jornalista com mestrado em Cincia Ambiental, especialista em gesto so-cioambiental, desenvolvimento rural e responsabilidade social corporativa. Possui extensa carreira na mdia brasileira, foi reprter e editora no jornal Folha de S.Paulo e no Grupo Estado. pesquisadora do Ncleo de Economia So-cioambiental da Universidade de So Paulo (USP).emerSon kApAzFoi um dos fundadores e presidente da Abrinq e da Fundao Abrinq, criada para defender os direitos da criana e do adolescente. Secretrio de Cincia, Tec-nologia e Desenvolvimento Econmico de So Paulo de 1994 at 1998, e deputa-do federal em 1998, quando criou e foi relator da nova Lei das Sociedades Anni-mas e da Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS). Foi presidente-executivo do Instituto Brasileiro de tica Concorrncial (ETCO) e diretor-executivo do IDV Instituto para o Desenvolvimento do Varejo. Scio e presidente do Conselho de Administrao da Elka, empresa do ramo de brinquedos, criou e dirige a Alek Consultoria Empresarial que aconselha CEOs de empresas nacionais e multina-cionais. head of public affairs da Kreab, empresa de comunicao com sede em Estocolmo e escritrios em vrias partes do mundo, inclusive no Brasil.CriStiAnA pereirADiretora Comercial e de Desenvolvimento de Empresas da BM&F Bovespa. Nesta funo, lidera as atividades de prospeco de empresas para listagem em bolsa e relacionamento e desenvolvimento de servios voltados a compa-nhias abertas. Anteriormente, liderou a Diretoria de Relaes com Empresas, quando, alm das atuais funes, foi responsvel pela superviso e regulao de emissores. Aps a fuso da BM&F e da Bovespa, em maio de 2008, liderou a equipe que conduziu os trabalhos para integrao administrativa e opera-cional das duas empresas. De 2004 a 2008, foi diretora de Relaes Internacio-nais da Bovespa, responsvel pela elaborao e implementao da estratgia internacional da companhia. De 1995 a 2002, atuou em diversas funes na Bovespa. Cristiana Pereira possui MBA pela Harvard Business School e mestra-do em Economia pela Fundao Getulio Vargas (FGV). Ela economista forma-da pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).finalistas | qual categoria | 16 & 17finalistas | qual categoria | 16 & 17Conhea os projetos finalistas e os ganhadoresPremiaoCompanhias de comrcio de bens, servios e turismomicroemPresavencedor | microempresa | 17 & 19um dos pontos mais relevantes e comumente esquecido da cadeia do consumo ambientalmente adequado a escolha dos produtos feitos com base em materiais que apresentam rpida decomposio na natureza. Pen-sando nisso, a Bio&Green criou embala-gens biodegradveis, utilizando o conceito de produo das espumas de celulose do bagao de cana-de-acar por extruso. Entre as propostas contempladas com a iniciativa, est a de substituir as embala-gens convencionais, como as de isopor.A empresa fabrica copos e bandejas de alimentos de diferentes tamanhos, total-mente biodegradveis e compostveis. Ao ms, so produzidas cerca de 150 mil pe-as, segundo a qumica responsvel pelo projeto, Patrcia Ponce. Apesar da crise da economia nacional, a empresa tem uma perspectiva de produo cinco vezes maior para 2016. Quando descartados adequada-mente, os itens se degradam em apenas 60 dias. Se fossem feitos de isopor, seriam completamente absorvidos pela natureza s depois de 400 anos. Assim, as bandejas e copos criados pela corporao reduzem drastica-mente os impactos ambientais, pois reaproveitam elementos da nature-za, alm da alta resistncia mecnica, que os mantm intactos por todo o perodo de utilizao at seu descarte. A mesma tecnologia foi vencedora do 3 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade na categoria Microempresa com os vasos biodegradveis.As embalagens tambm atuam como uma barreira contra a ao microbia-na, a oxidao e a umidade do meio. Com isso, possvel manter a firmeza e o frescor do produto embalado, conservando nutrientes e aromas, de modo a ampliar a margem de comercializao. No toa, a empresa da Vila Mariana, na zona sul de So Paulo, est pronta para atender ao Pas e se planeja para ganhar o mercado internacional em 2017. Como pesquisadora, fao parte de um grupo que tem, sim, sem falsa modstia, a pretenso de mudar o mundo, e esses prmios so estmulos que nos ajudam a lutar cada vez mais pelo nos-so objetivo, destaca Patrcia. [rachel cardoso]emBalagens que so amigas da naturezaEmpresa paulista desenvolve copos e bandejas biodegradveis base de bagao de cana-de-acar e prev quintuplicar produoPatrcia Ponce: quando descartadas adequadamente, essas embalagens se degradam em apenas 60 diasfoto:divulgao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeo que comeou como ativismo ganhou propores muito maiores do que Ja-son Vargas poderia esperar. O projeto, batizado de Cavalo de Lata, nasceu em Santa Cruz do Sul (RS), na regio do Vale do Rio Pardo, para tirar das ruas os animais que puxavam as carroas dos catadores de material reciclado. Quan-do visitamos as cooperativas e as prefeituras para apresentar a iniciativa, des-cobrimos que no eram s os animais que precisavam de ajuda, diz o idealizador do que hoje instrumento de trabalho dos re-cicladores cooperativados. Trata-se de um carrinho eltrico, cujo sis-tema est conectado a um kit de baterias de 48 volts, capaz de durar at 40 quilmetros. As peas utilizadas na montagem foram re-tiradas de motocicletas, encontradas em oficinas. As luzes so de LED, com pilhas in-ternas. O Cavalo de Lata funciona de forma hbrida: no pedal ou a motor eltrico. A ve-locidade mxima do prottipo pode chegar a 25 quilmetros por hora. Um carrinho oti-miza o trabalho em at dez vezes e isso gera mais renda e maior riqueza para as famlias que vivem da coleta, explica Vargas. Pela amplitude da ao, que alm de apoiar uma das categorias mais vulnerveis tambm protege o meio ambien-te ao retirar o lixo das ruas e lhe dar o destino correto, o projeto j foi replicado. A ideia de Vargas virou um empreendimento e o prprio, um empreendedor. H trs anos, ele testa prottipos de veculos eltricos em parceria com o Movimento Nacional de Catadores, em cidades como Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e outras do Rio Grande do Sul. Ano passado, o Cava-lo de Lata marcou presena na Copa do Mundo no Estdio Beira Rio, em Porto Alegre, em parceria com a cooperativa de catadores Catapoa e a Coca-Cola. A abertura de uma empresa resultado do sucesso do Cavalo de Lata, assim como a indicao para o Prmio Fecomercio de Sustentabilidade, acredita o fi-nalista, que j sonha com um novo projeto criar um abrigo para cavalos e mu-las que deixaram de ser utilizados. [rachel cardoso]carrinhos eltricos otimizam traBalhoCavalo de Lata substitui animais na tarefa de puxar carroas que percorrem centros urbanos em busca de materiais para reciclagemJason Vargas: um carrinho otimiza o trabalho em at dez vezes e gera mais renda para as famlias que vivem da coletasfoto:divulgaofinalistas | microempresa | 20 & 21foi por meio de uma parceria com a rede de varejo de materiais de construo Leroy Mer-lin que as arquitetas Patrcia Miranda e So-raia Vitiello, scias desde 2008 na Gaia Pro-jetos Sustentveis, tiraram do papel a Casa EcoUrbana. Com atuao na rea de recupe-rao de reas degradadas e compensao ambiental, feng shui, permacultura e paisa-gismo, havia um sonho comum. Assim, o projeto consistiu em planejar e construir uma obra de modo a no agredir o meio ambiente, inclusive com todos os recur-sos possveis para economizar nas contas de gua e luz, com a captao de gua da chuva e a utilizao de energia solar. De acordo com Patrcia, o objetivo princi-pal ensinar a sociedade sobre quais os pro-cedimentos para idealizao e construo de uma residncia e quais as vantagens socioe-conmicas agregadas, por meio da exposio de produtos, servios e tecnolo-gias, promovendo dessa forma a sustentabilidade do setor de construo civil. Por isso, a casa est aberta ao pblico no estacionamento da Leroy Merlin na Marginal Tiet, em So Paulo. Trata-se de um trabalho pedaggico e mul-tiplicador para que faa a real diferena na vida de pessoas, afirma Patricia, que comemora o fato de a Caixa Econmica Federal ter aberto uma linha de crdito especfica para construes sustentveis a partir da Casa EcoUrbana. Para a composio da obra, foram escolhidos pelas arquitetas alguns produtos que so comercializados em lojas tradicionais do varejo, como placas de cimento com isolamentos trmico e acstico, cisternas para aproveitamento da gua da chuva, itens de aquecimento solar, revestimentos ecolgicos e luminrias e lm-padas econmicas. Assim, o consumidor tem mais informaes na hora de esco-lher entre os modelos tradicionais e os sustentveis. Ser finalista do Prmio Feco-mercio de Sustentabilidade mais uma confirmao de que, se cada um fizer sua parte, poderemos ter um mundo melhor para viver. [rachel cardoso]morar com o melhor da tecnologiaA Casa EcoUrbana foi desenvolvida com base nos conceitos mais modernos de sustentabilidadePatrcia Miranda e Soraia Vitiello: Caixa Econmica abriu crdito para construes sustentveis a partir da Casa EcoUrbanafoto:divulgaoPequena e mdia emPresaCompanhias de comrcio de bens, servios e turismodesde a construo, o Camar Shopping, em Camaragibe (PE), tem a sus-tentabilidade no DNA, o que norteou a criao de um plano diretor nesta rea. Com previso de funcionamento em 2016, o Camar foi construdo para ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente vivel. O Plano Diretor da Sustentabilidade um documento que vem ratificar o con-ceito e o compromisso com a sustentabilidade, diz o diretor-presidente do empreendimento, Serapio Bispo Ferreira Neto.O projeto mostra resultados expressivos, com economia de R$ 1,1 milho, reduo de 88 toneladas de CO2 que seriam emitidas na atmosfera, reaprovei-tamento de 15 mil toneladas de resduos e reso de 5 milhes de litros de gua nas obras. Ainda foram enviadas mais de trs toneladas de reciclveis para co-operativas de catadores da regio.O shopping faz parte de um projeto maior, a Reserva Camar, que rene na mesma rea edifcios residenciais e empresariais, flats, centro educacional, praas, parques e museu. Quando estiver em funcionamento, ter todo o efluente tratado e apto ao re-so, alm de programa de reflorestamento. Os sistemas de iluminao e climati-zao sero limpos, contribuindo para a reduo dos custos operacionais. Ainda haver aes de cunho social, como capacita-o da mo de obra local e estmulo ao consu-mo consciente. Esperamos criar um grande banco de da-dos, com todos os resultados positivos regis-trados ao longo dos anos, de forma concreta, e criar modelos de prticas de gesto em sus-tentabilidade para serem replicados nos dife-rentes setores da sociedade. Esperamos con-tribuir para o verdadeiro desenvolvimento sustentvel, garantindo preservao dos re-cursos naturais, incluso da sociedade como um todo no processo e qualidade de vida das pessoas, diz Ferreira Neto. [raza dias]shoPPing sustentvel, da oBra oPeraoEstabelecimento na cidade pernambucana de Camaragibe cria identidade verde socialmente correta e lucra antes de abrir as portasCamar Shopping: economia de R$ 1,1 milho e reduo de 88 toneladas de CO2foto:divulgaovencedor | pequena e mdia empresa | 21 & 235 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeo brasil um dos dez pases que mais desperdiam comida em todo o mundo, segundo dados da Organizao das Naes Unidas para a Alimentao e a Agri-cultura (FAO). Para auxiliar a mudana desse cenrio, o Grupo Visafrtil, de Mogi Mirim (SP), desenvolveu um projeto para reaproveitar resduos de restaurantes. A tecnologia est alinhada com a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS), Lei n 12.305/10, que prev menor gerao de resduos e estimula a reciclagem. O projeto da Visafrtil enfatiza a compostagem, que o processo de trans-formar matria orgnica em adubo natural. A soluo cclica: o que antes seria lixo se torna fertilizante para novos alimentos de qualidade. A inovao foi propor o uso de sacolinhas de plstico compostveis para re-ceberem os resduos. a primeira vez que um projeto desenvolvido na Am-rica do Sul demonstrou o uso desses plsticos certificados e sua eficincia no ciclo de decomposio como contribuio para os resduos de restaurantes, diz o diretor do grupo, Ulisses Girardi.A tcnica est em fase experimental e o adubo resultante foi usado em lavouras de ca-na-de-acar, em parceria com a Universidade Federal de So Carlos (Ufscar). Mas j desperta o interesse de organizaes em Mogi Mirim e Socorro (ambos no Estado de So Paulo). Girardi afirma que a ideia no nova, mas seu resgate revolucionrio. A propos-ta inovadora pelo fato de tornar vivel a coleta seletiva dos resduos domsticos em sacolas compostveis e transform-los em bom adubo orgnicos.Para os idealizadores, o projeto tem po-tencial para ganhar escala e se tornar uma soluo definitiva para o lixo de restauran-tes e residncias. Ao mesmo tempo, pos-svel produzir um adubo de boa qualidade, que pode, inclusive, melhorar os solos de-gradados, j que reconhecido o benefcio da utilizao da matria orgnica na recu-perao dessas terras. [raza dias]inovao que resgata Boa ideia do lixoResduo orgnico domstico coletado em sacola compostvel se transforma em adubo de alta qualidade Ulisses Girardi, do grupo Visafrtil: transformao de matria orgnica em adubo naturalfoto:divulgaofinalistas | pequena empresa e mdia empresa | 24 & 25mais do que conforto e opes de la-zer, o Hotel Fazenda Campo dos Sonhos e o Parque dos Sonhos, em Socorro (SP), oferecem servios baseados em uma gesto ambiental e socialmente ade-quada. Para Jos Fernandes Franco, pro-prietrio dos empreendimentos que esto h mais de 20 anos no mercado, os resultados da opo pelo verde so gratificantes. As aes de sustentabi-lidade que implantamos trouxeram re-duo de custos e reconhecimento dos clientes, que se tornaram mais fiis e recomendam nosso hotel para amigos e parentes. Cada iniciativa resulta em um aumento de mais de 20% em nossa lucratividade, destaca ele. Para atrair cada vez mais turistas, os espaos utilizam energia solar para aquecer a gua dos banheiros, da cozinha e das piscinas. Todas as lmpadas so de baixo consumo. As saunas e o fogo so alimentados com energia de biomas-sa. As reas das plantaes e dos animais seguem prticas de conservao do solo. E todos os alimentos produzidos so orgnicos e abastecem o restaurante. Responsabilidade social outro destaque. A maior inovao foi o projeto de acessibilidade, que disponibilizou vrios equipamentos para pessoas com deficincia e mobilidade reduzida, diz Franco, que criou aparelhos especiais que viabilizam a prtica do turismo de aventura por esse pblico. As iniciativas verdes incluem ainda programa de reflorestamento, contra-tao de mo de obra local, tratamento de efluentes, compostagem, minhoc-rio para produo de hmus, triagem e reutilizao de resduos slidos.Por tudo isso, os empreendimentos se tornaram referncia. Nestes lti-mos anos, fizemos mais de 50 palestras, recebemos mais de 30 visitas tcni-cas e conquistamos premiaes no Brasil e uma no exterior. Temos certeza de que investir na gesto com sustentabilidade foi a melhor deciso para o fortalecimento das empresas. Daqui para frente nada ser feito sem pensar nesse quesito, conclui Franco. [raza dias]hosPitalidade e lazer sustentveisPrticas ecolgicas e socialmente adequadas rendem alta de 20% nos resultados obtidos por hotel e parque em SocorroJos Fernandes Franco: aes de sustentabilidade implantadas trouxeram reduo de custos e reconhecimento dos clientesfoto:divulgaogrande emPresaCompanhias de comrcio de bens, servios e turismovencedor | grande empresa | 25 & 27so 3 mil metros quadrados de canteiros verdes, lotados de ps de alface, r-cula, couve e almeiro, alm de ervas como pimenta, organo, tomilho e man-jerico. No se trata de uma propriedade rural. Essa grande horta est locali-zada no terrao do Shopping Eldorado, s margens do Rio Pinheiros, em plena zona oeste de So Paulo. A ideia surgiu em 2011, quando foi lanado o programa de sustentabilidade Recicla Mundo, que contempla diversas aes e medidas para reduzir o impac-to das atividades do shopping na natureza. A iniciativa mais marcante do pro-grama foi a compostagem, que destinou todas as sobras de comida recolhidas nas praas de alimentao para um sistema de adubao. Segundo a administrao do shopping, restaurantes e lanchonetes servem em mdia 10 mil refeies dirias, gerando 400 quilos de resduo/dia. Esse ma-terial vira adubo para a horta do terrao e a colheita distribuda aos 430 co-laboradores do centro comercial.Ao longo dos anos, o Telhado Verde, como foi ba-tizado, j produziu 3 mil ps de alface, 300 quilos de berinjela, 100 quilos de pimento, 200 quilos de abo-brinha, 5 quilos de pimenta, 3 quilos de morango, tem-peros, chs e flores. Alm de doar alimentos saudveis, a horta emprega trs funcionrios exclusivamente dedicados aos cuidados com os processos de compos-tagem, plantio, colheita e manuteno dos canteiros, supervisionados por um gerente de operaes.Segundo o coordenador de operaes do Shopping Eldorado, Thiago Morais, o bem ecolgico proporciona-do compensa o investimento mensal de R$ 12 mil. Se avaliarmos apenas o que reciclado por dia, a ao pode parecer pequena. Mas, por ano, deixamos de mandar para aterros sanitrios cerca de 360 toneladas de resduos, aponta. Ainda de acordo com ele, a meta do shopping reciclar 100% do lixo gerado pelo estabe-lecimento. No futuro, pretendemos melhorar a sepa-rao dos resduos e aumentar a produo da horta. A inteno doar os alimentos a instituies de caridade ou rgos da prefeitura. [filipe lopes]telhado verde Beneficia a todos Shopping produz hortalias em iniciativa pioneira no Brasil que inclui compostagem das sobras vindas das praas de alimentaoThiago Morais: 3 mil metros quadrados de canteiros verdes no telhado do Shopping Eldorado, em So Paulofoto:divulgao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadequando se tem o controle sobre a produo de alimen-tos e o uso de agrotxicos, transportes e descartes dos resduos slidos, a prtica da sustentabilidade nas ati-vidades agrcolas e do varejo se torna mais assertiva. Pensando nessa cadeia, a desenvolvedora de aplicativos PariPassu criou o Programa de Alimento Sustentvel (PAS) para atuar na rastreabilidade dos alimentos vin-dos do campo, acompanhando todo o manejo, o trans-porte e a distribuio at o consumidor final. A ferramenta, presente em 15 redes supermerca-distas engajadas no processo, envolvendo 85 lojas em Santa Catarina, utiliza mecanismos de registro de da-dos e comunicao entre produtor, distribuidor, varejo e consumidor. O sistema possibilita aes colaborati-vas de boas prticas para fomentar o desenvolvimen-to da cadeia de abastecimento.Segundo a empresa, a ferramenta atende aos Princpios Fundamentais do Varejo Responsvel, que compreendem: tica nos negcios, procedncia das mercadorias, logstica, marketing e consumo consciente. Criado em 2012, ao longo de trs anos, o PAS ganha escala velozmente: saltou de duas redes de supermercados para 15 em 2015, elevando tambm o nmero de fornecedores no mesmo perodo (de 87 para 232).O diretor comercial da PariPassu, Giampaolo Buso, acredita que a partici-pao no 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade ir ajudar na divulgao do trabalho realizado pela empresa, que tem um propsito forte de cresci-mento estruturado e ecologicamente correto. Nossa criao tem um modelo inclusivo, que atua como facilitador da comunicao entre o produtor, o dis-tribuidor e o varejo. E procura integrar tambm o setor privado e as entidades pblicas, afirma. A empresa atua para consolidar a credibilidade dos partici-pantes do processo, reforando o caminho do desenvolvimento colaborativo e dos princpios das boas prticas. [filipe lopes]acomPanhamento do camPo ao consumidor Empresa de aplicativos desenvolve sistema que rastreia mercadoria agrcola, desde a plantao at a distribuio no ponto de vendaGiampaolo Buso: ferramenta permite o rastreabilidade dos alimentos vindos do campo at o consumidor finalfoto:divulgaofinalistas | grande empresa | 28 & 29preocupado com o manejo dos recursos naturais, consumo consciente, relaes de trabalho no cam-po e com o avano socioeconmico, h 23 anos o Grupo Carrefour desenvolveu na Frana o Programa Garantia de Origem, que chegou ao Brasil em 1999. Trata-se de um selo que certifica qualidade, proce-dncia e processos de produo (do campo gndo-la) dentro de conceitos de responsabilidade socio-ambiental. Para conquistar o selo, os fornecedores devem atender a mais de 80 critrios, que atestam o cumprimento dos requisitos bsicos, que so: de-senvolvimento sustentvel (mnimo impacto para o meio ambiente e socialmente justo), sabor, autenti-cidade (melhores produtos de cada regio do Pas), segurana alimentar (contribuir para sade, bem--estar e proteo do consumidor) e preo justo.Em contrapartida, as empresas que conquistam a Garantia de Origem ga-nham espaos exclusivos nas lojas do Carrefour para expor seus artigos, com comunicao destacada apresentando seus atributos, alm de indicar produ-tor e origem. O grupo investe tambm na conscientizao dos clientes sobre a importncia de consumir itens sustentveis e organiza visitas s fazendas parceiras para que conheam as prticas mais de perto. As mercadorias tam-bm recebem etiquetas QR Code que, fotografadas por smartphones ou ta-blets, permitem ao consumidor acessar informaes como a localizao da fazenda, a data de colheita ou abate e o prazo de validade.O programa conta com mais de 180 produtos e 160 fornecedores registra-dos no Brasil e no exterior. Segundo o diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour, Paulo Pianez, quanto maior a visibilidade dada ao projeto, mais pes-soas sero sensibilizadas, passando a entender a importncia do cuidado com a origem e a forma de produo do que consomem. Queremos mostrar me-diante um case prtico que as escolhas do dia a dia esto diretamente ligadas com a manuteno da floresta Amaznica, por exemplo. [filipe lopes]ateno cuidadosa de Ponta a Ponta Programa do Grupo Carrefour garante a procedncia de mais de 180 produtos e 160 fornecedores do Brasil e do exteriorPaulo Pianez: programa conta com mais de 180 produtos e 160 fornecedores registrados no Brasil e no exteriorfoto:divulgaoCompanhias de manufatura de qualquer porteindstriavencedor | indstria | 29 & 31em 2009, a marfrig assumiu dois compromis-sos que implicavam em incorporao de prticas de responsabilidade socioambiental na atividade agropecuria. Um foi a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Minist-rio Pblico Federal do Mato Grosso. O outro foi a adeso aos Critrios Mnimos para Operaes com Gado e Produtos Bovinos em Escala Industrial no Bioma Amaznia, ao promovida pela ONG Gre-enpeace, aos moldes do que a entidade j havia firmado com a indstria da soja, que se compro-meteu a no comprar o gro de reas desmatadas.O acordo foi assumido pelos trs maiores fri-gorficos do Pas, mas as iniciativas foram indivi-duais, explica Mathias Almeida, gerente de Sus-tentabilidade da Marfrig.A partir de ento, o grupo iniciou um comple-xo trabalho em parceria com a empresa de monitoramento geoespacial Agro-tools, para blindagem, via satlite de todas as aquisies de gado na Amaz-nia. O objetivo era garantir segurana e responsabilidades nas compras de produtos com a marca Marfrig a todos os seus clientes. O primeiro passo foi no comprar mais nenhuma cabea de gado de rea des-matada. Foi criado um novo cadastro, apontando a situao fundiria de cada for-necedor, o que permitiu a estruturao de programas de monitoramento de ma-tria-prima, agregando cincia, tecnologia, eficcia e transparncia nos processos. Esse esforo culminou com a ateno a uma srie de aspectos prioritrios de sustentabilidade, que envolvem terras indgenas, unidades de conservao, desmatamento recente (Prodes/Deter), reas embargadas pelo Instituto Brasi-leiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis (Ibama) e rejeio ao trabalho anlogo ao escravo. Graas a isso, conquistamos uma reputao que nos abriu mercado na Europa e nos colocou na dianteira de muitos con-correntes, diz Almeida. Como parte do processo de evoluo, foi criado o Programa Marfrig Club, que visa aliar boas prticas agropecurias com tendncias mundiais de pro-duo e consumo de alimentos. [rachel cardoso]gado monitorado Por satliteProcedimento parte das medidas adotadas pela Marfrig para garantir transparncia da atividade agropecuria no bioma Amaznia Mathias Almeida: monitoramento geoespacial via satlite para blindagem de todas as aquisies de gado na Amazniafoto:divulgao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeno mercado de reciclveis plsticos e vegetais desde 2012, a Ecomax desenvolveu como seu carro-chefe a madeira plstica Renova, uma forma de dar um destino final aos resduos slidos industriais que captava. Segundo Sabrina de Paula, responsvel pelo projeto, o produto tem o aspecto semelhante ao natural e pode substitu-lo com xito em um amplo leque de aplicaes.Do ponto de vista do consumo, podemos dizer que a verso plstica a soluo do futuro, afirma. Sua afirmao se baseia no fato de que cada vez mais a sociedade se conscientiza da im-portncia do uso de itens alternativos que causem menos im-pacto natureza. Uma tendncia que d impulso a um nicho de varejo relativamente recente, ditado pela disseminao do con-ceito de consumo responsvel que impulsiona a criao de uma variedade de servios e produtos ilimitada.A Renova, tambm conhecida como madeira ecolgica ou sinttica, um produto fabricado com base em fibras e res-duos plsticos industriais, como embalagens de salgadinhos e biscoitos e sacolas plsticas. Entre as muitas vantagens que ofe-rece, no exige manuteno e tem maior durabilidade. Ficamos muito felizes em participar do Prmio Fecomercio de Sustentabili-dade 2015, pois um evento que ressalta a importncia de projetos que, como o nosso, colocam no mercado novos produtos com a preocupao de contri-buir para a preservao do meio ambiente, diz Sabrina. Para ela, o fato de estar entre os finalistas da premiao j representa uma vitria e um reconhecimento, principalmente para os colaboradores da Ecomax, que sempre acreditaram na proposta e vestem a camisa do projeto. Nossa em-presa tem uma poltica bem transparente, que procura sempre estimular o sen-timento de equipe, de forma que, juntos, formemos um s time. [rachel cardoso]madeira que no vem das rvores Fabricada partir da reciclagem de resduos industriais, verso plstica substitui com vantagens a tradicional Sabrina de Paula: importncia do uso de itens alternativos que causem menos impacto naturezafoto:divulgaofinalistas | indstria | 32 & 33o constante crescimento de produo faz sur-gir solues inovadoras no segmento de constru-o civil industrial. Foi nesse cenrio que a General Motors do Brasil tomou a deciso de renovar suas instalaes do Centro de Montagem e Sequencia-mento de Materiais, uma central logstica respons-vel pelo suprimento de peas automotivas do com-plexo, em So Caetano do Sul, no Grande ABC (SP). O projeto consistia na desconstruo das edifi-caes de aproximados 80 anos de idade para ce-der espao a um moderno centro logstico. Para au-mentar o desafio, tudo deveria ser executado em conjunto, sem prejudicar as atividades da planta, que, na poca, recebia 1,1 mil caminhes de peas produtivas diariamente, ao longo de trs turnos.O novo galpo tem 39 mil metros quadrados, p--direito variando entre 11 e 14 metros e vos-livres de 24 metros. Com 2 mil metros quadrados a menos que as antigas instala-es, a rea remodelada tem uma capacidade de armazenamento 120% maior.O projeto foi construdo com grande foco na sustentabilidade, desde a ga-rantia da reciclagem de 30 mil toneladas de materiais at a concepo e cons-truo do edifcio, conta o responsvel, Paulo Eduardo A. Souza, gerente de engenharia de facilities da General Motors da Amrica do Sul. A nova construo tambm trouxe vantagens em relao logstica de mo-vimentao das peas realizadas dentro e fora da planta. Com a implantao do novo espao logstico, o duplo manuseio dos materiais foi totalmente eli-minado, reduzindo consideravelmente o trfego de veculos pesados na re-gio de So Caetano do Sul e, consequentemente, a emisso de poluentes. A indicao para o Prmio Fecomercio de Sustentabilidade refora a nossa certeza de que estamos trabalhando alinhados com as expectativas de desen-volvimento sustentvel da nossa sociedade, afirma Souza. [rachel cardoso]construo com solues ecoeficientesReforma em centro logstico de montadora de automveis reduz trfego de veculos pesados e emisso de poluentes Paulo Eduardo A. Souza: desconstruo das edificaes antigas para erguer um moderno centro logsticofoto:divulgaoOrganizao de classe representativa de uma determinada atividade econmicaentidadeemPresarialvencedor | entidade empresarial | 33 & 35a associao paulista de supermercados (apas) tem investido na promoo de melhores prti-cas entre os seus associados de todos os por-tes, especialmente no tocante a logstica rever-sa e plano de gerenciamento de resduos das lojas. A entidade elabora guias, checklists per-sonalizados de solues verdes e orientaes em feiras e estabelecimentos para conscien-tizar os supermercadistas a reduzir desperd-cios e destinar corretamente seus resduos.Dentro do projeto, mais de 1,2 mil empresas receberam guias prticos para supermerca-dos mais sustentveis e 1.092 pessoas foram orientadas no Espao Apas Unilever em 2015. Durante a Feira Apas foram elaborados mais de 300 checklists personalizados com suges-tes customizadas e 201 empresas buscaram se aprofundar no tema ao participar dos workshops. Houve 19 atendimentos personalizados na Consultoria de Gesto e foram publicadas 11 reportagens, de janeiro at outubro, alm de efetivadas outras dezenas de aes com Poder Pblico, associaes e entidades de responsabilidade social. Segundo o integrante do Comit de Sustentabilidade da Apas, Thiago Au-gusto Ortega Pietrobon, a instituio espera com o 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade chancelar, com associados e mercado, seu papel como disse-minadora de prticas ecolgicas no segmento. O reconhecimento pelo tra-balho, alm de indicar que estamos no caminho certo, garantir ampla di-vulgao e intercmbio de informaes com interessados que, certamente, acessaro o contedo dos projetos. Pietrobon conta que a Apas trabalha na definio de metas e objetivos para os prximos trs anos. Alm de atuar na manuteno dos trabalhos em economia de energia, gua e resduos, ampliar as aes para outros temas, como o levan-tamento e a reduo de emisses de gases de efeito estufa do setor. [filipe lopes]cadeia de Boas Prticas no varejo Entidade setorial paulista divulga e estimula aes ecolgicas exemplares, aliando preservao ambiental a reduo de custosThiago Augusto Ortega Pietrobon: Apas tem investido na promoo de melhores prticas entre os seus associados de todos os portes.foto:divulgao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadetodo evento de grande porte, mesmo realizado em curto perodo, exige empre-go de recursos naturais de valor considervel, alm de gerar grande quantidade de resduos slidos. Para minimizar esse impacto, a equipe do Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas do Estado de Pernambuco (Sebrae-PE) implementou iniciativas ambientalmente adequadas para organizar a Feira do Empreendedor, realizada entre os dias 8 e 11 de outubro de 2014, em Olinda (PE). Para tanto, uma equipe cuidou do projeto de responsabilidade socioam-biental que incluam escolha de um local com fcil acesso a transporte pbli-co; implantao de bicicletrios na feira; planejamento para minimizar gastos com gua, luz e materiais impressos; aes de bem-estar (como massagem e lanches sau-dveis) para o pblico; e at biblioteca digital com venda de livros em pen-drives. Segundo Gabriela Vieira de Melo, gestora da Feira do Empreendedor 2014, o Sebrae-PE tem a misso de difundir questes de respon-sabilidade ambiental, e esse evento a grande vitrine para tratar do tema com seus clientes.As aes de responsabilidade socioam-biental j so inerentes ao porte da feira que, alm de estimular prticas sustentveis, tm como objetivos principais oferecer capacita-es, palestras e orientao empresarial, e movimentar a economia local.Trata-se de uma ocasio mpar, com um conceito diferenciado de proporcionar chan-ces de negcios e gerao de emprego e ren-da. Ele foi criado para estimular a capacitao de empreendedores e disseminar a cultura empreendedora local, diz Gabriela. Atual-mente, o segmento de micros e pequenos ne-gcios representa 98% das empresas de Per-nambuco e movimenta 20% do PIB estadual. Com um pblico visitante de aproxima-damente 20 mil pessoas, a Feira do Empre-endedor gerou 60 tendncias de oportuni-dades para o segmento e uma expectativa de negcios de quase R$ 5,1 milhes (durante e aps o evento). [sheila calgaro]negcio e resPonsaBilidade socioamBientalSebrae-PE adota aes sustentveis na organizao de feira de empreendedorismoGabriela Vieira de Melo: Sebrae-PE tem a misso de difundir questes de responsabilidade ambientalfoto:divulgaofinalistas | entidade empresarial | 36 & 37aproximar empresas com prticas ambien-talmente adequadas e consumidores foi a motivao que deu origem ao aplicativo para smartphone do Instituto Ingages Rede de In-centivo ao Engajamento Sustentvel. A novi-dade, em fase de teste e tambm disponvel em website, utiliza tecnologia de geolocaliza-o para mapear uma rede verde: desde em-presas que comercializam produtos ou servi-os ecolgicos at entidades que promovam atividades fsica, mental e intelectual. Ainda inclui estaes de transporte pblico e com-panhias de tratamento de gua e esgoto afi-nadas com essa perspectiva sustentvel.A ferramenta trabalha com quatro catego-rias: atividades, consumo, descarte e servios. Para participar do aplicativo, o interessa-do precisa se cadastrar no guia Ingages com e-mail e senha e permitir que o sistema acesse sua localizao por GPS. Sero exibidos todos os endereos prximos que ofeream solues ambientalmente adequadas como o consumo consciente e colaborativo de produtos. No aplicativo, possvel visualizar o perfil do usurio, ranking (que sobe toda vez que utiliza algum servio sustentvel), agenda de eventos, atividades sustentveis realizadas, entre outras informaes. Para o scio-diretor da Ingages, Frederico Winkler de Figueiredo, a ideia gerar interao entre empresas e estabelecimentos que protagonizam inicia-tivas sustentveis para a populao. A ferramenta ainda est em verso de teste. Mas esperamos atrair investidores e mentorias para torn-la completa, com feed de notcias que mostra os passos dos usurios no aplicativo, possibi-litando o compartilhamento de informaes nas redes sociais. A ao poder associar-se com empresas e dividiremos o valor do compartilhamento (algo em torno de R$ 0,50 por compartilhamento) entre a companhia e o aplicativo, diz Figueiredo. A ferramenta trar ainda um Clube de Vantagens, em que os pontos acumulados pelo usurio podero ser trocados por descontos em ser-vios que respeitem o meio ambiente. [filipe lopes]sustentaBilidade na Palma da moAplicativo para celular mapeia empresas e prticas sustentveis mais prximas e inclui vantagens como descontos em comprasGabriel Sorrentino, Joo Paulo Gagliardi e Frederico Winkler de Figueiredo, do Instituto Ingages Rede de Incentivo ao Engajamento Sustentvelfoto:divulgaoOrganizaes integrantes da administrao direta ou indireta, nos Trs Poderes, nas esferas federal, estadual ou municipal, que exeram atividades ligadas aos interesses do varejo, de sua cadeia de valor ou do consumidor de produtos ou serviosrgo PBlicovencedor | rgo pblico | 37 & 39a gesto e a destinao corretas de resduos se tornaram bandeira sustentvel da cidade de Ibi-rarema, no interior de So Paulo. Com o programa Ibirarema Lixo Mnimo Adote essa ideia, o muni-cpio vem desenvolvendo aes em prol do meio ambiente, respeitando a Poltica Nacional de Res-duos Slidos (PNRS), definida pela Lei n 12.305/10.Para direcionar as aes nesse sentido, a ci-dade criou um Cdigo Municipal de Meio Am-biente, com planos de gerenciamento para co-leta seletiva e destinao correta de itens como eletrnicos, leo de cozinha e resduos de cons-truo civil, alm de adotar uma poltica de com-pras e licitaes sustentveis.O objetivo era regularizar o funcionamento do Aterro Sanitrio Municipal pelas normas estabelecidas pela Companhia Ambiental do Estado de So Paulo (Cetesb), com implementao de uma po-ltica de mdio e longo prazos, visando reduzir a gerao e definindo a des-tinao adequada de todo resduo slido gerado pela Administrao Pblica Municipal e da comunidade como um todo, explica o assessor de gabinete da Prefeitura de Ibirarema, Allan Oliveira Tcito.Com as estratgias colocadas em prtica, a cidade j contabiliza nmeros relevantes: coleta de 500 litros de leo de cozinha usado por ano; 200 tonela-das de resduos da construo civil por ms; 10 toneladas mensais de coleta seletiva; 20 toneladas anuais de eletrnico; 20 toneladas de pneus; e 2 tonela-das anuais de resduos do servio de sade. O maior desafio de Ibirarema, hoje, convencer a populao a ter hbitos mais sustentveis. Vivemos numa sociedade capitalista de consumo e esta-mos impregnados com a cultura do descarte. Todo vis contrrio a essa ideo-logia causa impacto de resistncia, cujo trabalho de conscientizao ser al-canado a mdio e longo prazos, indica Tcito.A iniciativa vem sendo divulgada pelo Programa Municpio Verdeazul, da Se-cretaria do Meio Ambiente do Estado de So Paulo, e pelo Programa Agenda Am-biental na Administrao Pblica, do Ministrio do Meio Ambiente. [raza dias]a Boa gesto do lixoCidade de Ibirarema regulariza aterro sanitrio e otimiza destinao sustentvel dos resduos locaisPor ms, 200 toneladas de resduos da construo civil tm destinao corretafoto:divulgao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeo municpio paulista de penpolis exem-plo em captao, tratamento e distribui-o de gua; coleta, afastamento e trata-mento de esgotos; e coleta, tratamento e destinao adequada de resduos slidos. O municpio o nico do Pas a contar, em todo seu escopo de trabalho, com o certi-ficado NBR ISO 9001, conjunto de normas que padroniza servios ou produtos. A prestao de servios de saneamento b-sico feita pelo Departamento de gua e Esgoto de Penpolis (Daep). A certificao garante a evoluo contnua de nossos processos. Essa prtica tem como conse-quncia a melhoria dos servios prestados a toda populao, indica a diretora-presi-dente do departamento, Silvia M. Shinkai de Oliveira.Isso tudo se deve ao projeto Aplicao dos Princpios Fundamentais do Vare-jo na Prestao dos Servios de Saneamento Ambiental do Municpio de Pen-polis-SP. Ele representa a misso do departamento com objetivos e metas para melhoria contnua, visando o bem-estar da sociedade por meio de servios de qualidade e com preo justo, no abrindo mo da transparncia na gesto.Segundo Silvia, um dos benefcios dessa prtica que, apesar do cenrio de cri-se hdrica atual, a cidade tem enfrentado o perodo sem sofrer com a falta dgua. Esta situao consequncia do planejamento dos investimentos na recupera-o e preservao da mata ciliar da bacia hidrogrfica do rio que abastece o muni-cpio, bem como investimentos na reserva de gua potvel. O principal resultado a prestao de servios de saneamento de forma eficiente e sustentvel, explica.A prtica tem sido bem vista por outros rgos pblicos que, segundo o Daep, visitam a cidade com frequncia para tentar replicar a prtica de ges-to. Entre as aes desenvolvidas no municpio esto um rigoroso controle de qualidade da gua, conscientizao da populao com atividades no Centro de Educao Ambiental (CEA), busca por fornecedores compromissados com a sustentabilidade e participao popular na gesto. [raza dias]saneamento Bsico exemPlarPenpolis a nica cidade brasileira com certificao internacional em captao e tratamentos de gua, esgoto e resduo slidoDepartamento de gua e Esgoto de Penpolis: certificado NBR ISO 9001 garante bom atendimento populaofoto:divulgaofinalistas | rgo pblico | 40 & 41para fortalecer polticas pblicas, projetos e programas com vis ecolgico, a cidade de Itabirito (MG) montou um Centro de Educao Ambiental (CEA) destinado a fortalecer a sustentabilidade local, vinculado Secretaria Muni-cipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel (Seman). As aes de-senvolvidas no espao fazem jus ao nome, como explica a assessora de gesto e planejamento da Seman, Fdua Gisele Silva. O Centro de Educao Ambien-tal atua como espao gerador de conhecimento, experimentao pedaggi-ca, disseminao e divulgao de saberes relativos s questes ambientais. O espao desenvolve aes de educao ambiental para estimular no somente crianas, mas tambm jovens e adultos, a experimentar novas abordagens, que chamamos de sustentabilidade.Em atividade h sete anos, o centro j mostrou resultados positivos para a cidade. A coleta seletiva e a destinao adequada dos resduos aumentaram de 3% para 41%. Alm de a conscientizao ambiental ter sido disseminada, ainda h exerccios dos escoteiros no Parque Ecolgico da cidade, apoio tcnico s associaes de catadores, crculo de palestras, cineminha ambiental, frias no parque, oficinas de compostagem e demais atividades que envolvam em-presas e sociedade. Outra ao representativa adotada pelo centro foi o Ber-rio Verde, programa que doa uma muda nativa para cada beb recm-nascido, incentivando os pais a plantar e acompa-nhar o crescimento do filho e da rvore. J foram mais de 40 mil mudas distribudas.A meta do CEA expandir cada vez mais os conhecimentos multidisciplinares, usando tecnologias de baixo impacto ambiental. Mas o mais importante a participao popular de maneira efetiva, que transformou Itabirito em uma cidade arborizada, com destino correto dos seus resduos slidos, tratamento de esgo-tos, juventude educada para ser sustentvel e responsvel, afastando-a da criminalidade e com reduo tambm dos atendimentos m-dicos emergenciais, aponta Fdua. [raza dias]centro de conscientizao amBientalCidade mineira cria espao para desenvolver aes educativas e fomentar a sustentabilidade localCentro de Educao Ambiental de Itabirito: espao desenvolve aes de educao ambientalfoto:divulgaoProfessorProfessores universitrios que atuem em escolas de nvel superiorvencedor | professor | 41 & 43Tereza Cristina Carvalho: selo garante a vinculao de empresas brasileiras com iniciativas internacionais de sustentabilidadefoto:divulgaopara fazer frente concorrncia global, principalmente a chinesa, a in-dstria de calados nacional procura agregar valor ao seu produto por meio da inovao e da sustentabilidade. nesse ltimo quesito que entra o Progra-ma Origem Sustentvel, um selo desenvolvido pela Escola Po-litcnica (Poli) da Universidade de So Paulo (USP).Desde 2013, a certificao concedida a corporaes do se-tor de calados e seus componentes que estejam alinhadas com os quatro pilares da sustentabilidade: ambiental, eco-nmico, social e cultural, por meio de selos, nas categorias Branco, Prata, Ouro e Diamante. Cerca de cem empresas j aderiram ao programa, que nasceu para fortalecer a cadeia produtiva caladista e ampliar a competitividade do Brasil, diz a professora Tereza Cristina Carvalho, responsvel pelo projeto e coordenadora do Laboratrio de Sustentabilidade em Tecnologia da Informao e Comunicao (Lassu) da USP. O programa promoveu maior engajamento das companhias nacionais do segmento com a questo, o que resultou na am-pliao das oportunidades no mercado de exportao. Outro benefcio do selo a garantia de vinculao das em-presas brasileiras com iniciativas internacionais de sustenta-bilidade, como Sustainable Apparel Coalition (SAC), Biocalce, Dow Jones Sustainability Index e ISE-BM&FBovespa, entre outras. Adicional-mente, foi desenvolvido software para autodiagnstico, que permite com-panhia verificar se atende s exigncias do selo e que tambm serve de apoio no processo de auditoria para obt-lo. As principais contribuies desse trabalho so ganhos socioambientais, as-sociados aos processos de certificao, desenvolvimento de indicadores ade-quados s necessidades da indstria de calados no Brasil e apresentao de mtodo para o desenvolvimento de sistemas semelhantes para outros setores.A iniciativa fruto de parceria entre a Associao das Indstrias de Cala-dos (Abicalados), a Associao Brasileira de Empresas de Componentes para Couros, Calados e Artefatos (Assintecal), o Departamento de Engenharia de Computao e Sistemas Digitais da Escola Politcnica da USP e o Massachu-setts Institute of Technology (MIT). [rachel cardoso]selo agrega valor cadeia de calados Certificao concedida s empresas alinhadas com os quatro pilares da sustentabilidade: ambiental, econmico, social e cultural5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeProfessor Nildo da Silva Dias, da Ufersa: compostagem de lixo e agricultura urbanafoto:divulgaoreaproveitar resduos org-nicos e complementar a ren-da de catadores de lixo. Esse o propsito do projeto Agri-cultura urbana ecolgica e segurana alimentar, desen-volvido em Mossor (RN) pelo professor da Universidade Federal Rural do Semi-rido (Ufersa), Nildo da Silva Dias. Com capacitao sobre compostagem de lixo e agri-cultura urbana, o programa permitiu que catadores da Associao Comunitria Re-ciclando para Vida (Acrevi) transformassem os resduos em hmus, utilizado para adubao orgnica de hortalias produzidas em canteiros comunitrios na instituio. Percebemos a felicidade e a satisfao estampada no rosto dos participantes quando comearam a colher os frutos com a venda de ver-duras, mudas e composto orgnico, destaca o professor finalista. Resduos slidos, como garrafas PET, pneus e baldes plsticos, tambm ga-nharam utilidade nesse projeto, servindo para cultivar plantas medicinais, frutferas, tomate e outras culturas. Essa ao tem um impacto muito gran-de na construo de uma proposta sustentvel de produo de alimentos sau-dveis em reas urbanas e periurbanas dos municpios, afirma Dias.A iniciativa investiu na conscientizao sobre segurana alimentar e nutri-cional e planeja dar novos passos. Estamos ampliando a proposta com a criao de um local para cultivar plantas ornamentais e o desenvolvimento de um pro-jeto paisagstico. Alm de valorizar e dar vida associao, ser uma forma de impedir que espaos vazios se tornem depsitos de lixo, explica o idealizador.As aes de agricultura urbana com os catadores de Mossor tm desper-tado o interesse de outras instituies, que se mostraram interessadas em se-guir o exemplo e tornar til o resduo orgnico que iria para o lixo. Pretende-mos conseguir outras parcerias que possam ampliar e replicar nossa ideia, conclui Dias [raza dias]. reciclagem que gera alimento e renda Projeto em Mossor (RN) capacita catadores de lixo para reaproveitar resduo orgnico no cultivo de horta em canteiro comunitriofinalistas | professor | 44 & 45O descarte correto de materiais txicos evita graves problemas de sade pblicafoto:marcos santos/usp imagensvoltado capacitao de catadores de Braslia, Salvador, So Paulo e Recife, o projeto Lixo eletr-nico e responsabilidade socioambiental foi de-senvolvido pelo Laboratrio de Sustentabilidade (Lassu), da Escola Politcnica da Universidade de So Paulo (Poli-USP), em parceria com o Instituto GEA tica e Meio Ambiente. Coordenada por Tereza Cristina Carvalho, a ini-ciativa leva aos trabalhadores o treinamento tc-nico para a reciclagem de resduos eletroeletrni-cos (REE), ensinando como deve ser feita a coleta segura e o processamento adequado dos compo-nentes. A inteno evitar a contaminao dos indivduos e do meio ambiente, alm de aumen-tar a renda das cooperativas com essa atividade. Durante a capacitao, os participantes recebem noes bsicas sobre mi-croinformtica e reciclagem do material recebido, que inclui desde aparelhos de TV a computadores, impressoras, celulares e baterias. Com o curso, eles tm uma viso geral sobre o funcionamento dos equipamentos, aprendendo a realizar testes para diagnosticar se ainda podem ser postos em funciona-mento. Em caso de inoperncia, os coletores so orientados a desmont-los com segurana, alm de separar e classificar seus componentes adequada-mente e, assim, permitir a reciclagem.O descarte correto de materiais txicos permite evitar graves problemas de sade pblica. Alm desse benefcio coletivo, o projeto levou aos catado-res uma rotina de trabalho mais saudvel e ampliou os seus ganhos, multi-plicando por 15 o rendimento mdio de cada um. No Brasil, pouco ainda se olha para essas questes, o que bastante compli-cado, uma vez que os recicladores no esto num nvel homogneo de aprendi-zado, destaca Tereza Cristina. Por outro lado, esse trabalho muito gratifican-te, porque eles tambm tm muito a nos ensinar. [rachel cardoso]lixo Pode ser reaProveitado e lucrativoEscola Politcnica da USP capacita catadores para reciclar eletroeletrnicos e multiplica por 15 o rendimento mdio de cada um estudanteAlunos regularmente matriculados em cursos de graduao, ps-graduao e outros; lato sensu ou stricto sensu, em qualquer fasevencedor | estudante | 45 & 47Grupo de Estudos em Agricultura Urbana: Guilherme Reis Ranieri, Giulia Giacch, Lya Cinthia Porto de Oliveira, Gustavo Nagib, Lus Fernando Amato-Loureno e Anglica Campos Nakamurafoto:divulgaoa agricultura urbana (au) est presente majoritariamente em duas regies da cidade de So Paulo: nos extremos das zonas leste e sul, em propriedades ru-rais que abastecem feiras livres e outros comrcios. A proposta de seis alunos do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana (GEAU), que conta com integrantes das Faculdades de Administrao da Fundao Getulio Vargas (FGV), Medicina, Sade Pblica, Geo-grafia e Cincias Ambientais da Universidade de So Paulo (USP), expandir essa prtica para ou-tras regies e ampliar as opes de produtos mais saudveis.Estudos demonstram os benefcios da AU para a economia local, meio am-biente e sade da populao, pois os alimentos no sofrem a ao dos agro-txicos. Entre os argumentos expostos pelo grupo no projeto est a possibi-lidade de a Agricultura Urbana utilizar parte do lixo orgnico da cidade para adubao, evitando atrair vetores de doenas. Outro ganho seria a facilitao da distribuio dos produtos, pela proximidade das reas de consumo, redu-zindo o custo com transportes e a emisso de poluentes.Segundo Lya Cynthia Porto de Oliveira, que integra o grupo, a expectativa que a participao no Prmio Fecomercio de Sustentabilidade traga mais evidncia para o tema. Acreditamos que nosso projeto ajuda a entender a importncia da agricultura na cidade e que ela pode trazer impactos posi-tivos na economia, no meio ambiente, na sociedade, na educao e at no paisagismo, alm de mostrar que possvel uma nova relao dos alimentos com o espao urbano. A Agricultura Urbana est acontecendo em So Paulo, mas muita gente ainda no sabe, e essa uma atividade que pode tornar o municpio mais verde e sustentvel, alm de possibilitar a gerao de renda, tanto na produo como na comercializao, diz, ressaltando que a proposta no substituir a agricultura tradicional de alta produo, mas tornar poss-vel uma segunda opo. [filipe lopes]verde que Brota e se esPalha na cidade Projeto rene alunos de dois centros universitrios e prope ampliao da produo e venda de alimentos orgnicos em So Paulo5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeMelissa Belato Fortes: proposta aumentaria a acessibilidade da regio, com prioridade para os coletivos, implantao de ciclovias e caladas.foto:divulgaoassim como outras metrpoles, So Paulo sofre com problemas de trnsito, poluio do ar, insuficincia de transporte pblico e ciclo-vias, alm de caladas esburacadas. Com o objetivo de propor sadas para a mobilidade urbana na capital paulista, a aluna da Universida-de de So Paulo (USP), Melissa Belato Fortes, mostra em seu estudo a viabilidade de sistemas virios e outras alteraes na infraestrutura que no poluem o meio ambiente e melhoram o cotidiano dos ha-bitantes. Para aplicar os modelos ideais, que podem atender outras regies do municpio, Melissa utilizou o bairro da Barra Funda, na zona oeste.Aps anlise das caractersticas da regio, que conta com mais de 14 mil habitantes e densidade populacional de 25,68 hab/ha, ficou evidente que o espao destinado aos veculos particulares era muito maior do que o do transporte pblico. Outra constatao foi a de que as vias no atendiam aos pedestres. A proposta de Melissa aumentaria a acessibilidade da regio, com prioridade para os coletivos, implantao de ciclovias, caladas, alm de recu-perar crregos e integraes com o Rio Tiet. O levantamento prope expan-dir em 15 vezes a malha de ciclovias e em 42% os caminhos para pedestres. Em relao ao nibus, a criao de faixas de ultrapassagem e aumento da baia de parada reduziria em 40% o tempo mdio do trajeto. A velocidade mdia dos coletivos passaria dos atuais 15 km/h para 25 km/h.A inteno, segundo a autora, demonstrar a importncia de se conside-rar planos de integrao modal para reas de grande densidade populacional, o que proporcionaria maior convvio social e melhoria da qualidade de vida. Creio que a participao no Prmio Fecomercio de Sustentabilidade ajudar na visibilidade do estudo e na disseminao dos conceitos, o que pode promo-ver o aprofundamento das anlises e viabilizar a aplicao das ideias em no-vos projetos urbanos, afirma. [filipe lopes]transPorte PBlico modificado e gil Estudo prope integrao e ampliao de malha viria, caladas e ciclovias para reduzir em 40% o tempo gasto na viagem de nibus finalistas | estudante | 48 & 49Reator porttil desenvolvido por estudantes da Universidade Federal do Tringulo Mineiro transforma leo de cozinha usado em sabo foto:divulgaoum litro de leo de cozinha usado tem a capacidade de poluir um mi-lho de litros de gua, segundo a Fun-dao SOS Mata Atlntica, o que pro-voca um dano ambiental indiscutvel. Mas, para um grupo de estudantes de Engenharia Qumica, da Universidade Federal do Tringulo Mineiro (UFTM), o problema gerou uma oportunidade de negcio, baseada em ao susten-tvel, j que o leo sujo a matria--prima para a fabricao do sabo. Os pesquisadores decidiram, en-to, otimizar esse processo, criando um reator porttil e de baixo custo, batiza-do de Projeto Sabo. A estimativa dos estudantes que o equipamento tenha valor mdio de R$ 150 para ser adquirido por terceiros. H um agitador em seu interior, que faz com que a mistura fique homognea. As paredes so de ao inox, suportando uma grande gama de reagentes qumicos sem oxidar. Pode--se controlar a temperatura caso necessrio, alm de ser possvel variar a altu-ra do agitador, explica um dos acadmicos pesquisadores, Rubens Abdanur. Antes de construir a tecnologia, a produo era mais lenta. Segundo a equi-pe, era possvel misturar pouco mais de 1 litro de reagentes ao mesmo tempo. Com o equipamento, o volume saltou para 30 litros. O Projeto Sabo procura, hoje, parceiros que forneam a matria-prima para fabricar o produto. Buscamos lanchonetes, restaurantes e estabeleci-mentos que sirvam fast food, ou seja, lugares nos quais se consome grande volume de leo de cozinha. E assim pretendemos contribuir com o meio am-biente, recolher esse resduo em potenciais contaminadores e transformando--o em sabo, indica Abdanur. Os planos do Projeto Sabo esto bem desenhados. A inteno capacitar os alunos do curso da UFTM, com algo prtico fora da sala de aula para que continuem o projeto. Tambm queremos conscientizar a comunidade do en-torno e, claro, vender o sabo produzido. [raza dias]destino ecolgico Para leo de cozinhaProjeto de estudantes cria reator porttil e de baixo custo que consegue acelerar a produo de saboTrabalhos jornalsticos de autoria de um ou mais jornalistas, apresentados em lngua portuguesa e publicados em veculo impressorePortagem imPressavencedor | reportagem impressa | 49 & 51Melquades Jnior: o que mais me espantou foi ver uma empresa falsificar a certificao e vender, h anos, para trs grandes redes de supermercadosfoto:divulgaoem 2013, o reprter melquades jnior publicou, no Dirio do Nordeste (CE), uma srie de reporta-gens intitulada Vivas do Veneno, sobre espo-sas de trabalhadores rurais mortos por contato direto com agrotxicos. A denncia teve forte re-percusso nacional e motivou o jornalista a mos-trar o outro lado desse cenrio, aquele da agricul-tura orgnica e agroecolgica. Nesse contexto, nasceu a srie investigativa Orgnicos na Mesa. Foram trs reportagens, publicadas em maio deste ano, que abordaram o crescimento desse mercado no Pas e a relao com sade e susten-tabilidade, alm das fraudes na certificao.O que mais me espantou foi ver uma empre-sa falsificar a certificao e vender, h anos, para trs grandes redes de supermercados, sendo dois de abrangncia nacional, diz Melquades, que fez uma profunda investi-gao sobre a ausncia de fiscalizao no segmento. Na primeira reportagem, foram divulgados dados e informaes gerais so-bre o crescimento do consumo e da produo verde no Brasil, e um levanta-mento sobre a venda sem certificao. A segunda abordou a reconstruo da terra: mulheres que se tornaram protagonistas das lavouras, escolas agroeco-lgicas e a histria de regies antes secas e hoje produtivas. A ltima edio trouxe maneiras de driblar os desafios da colheita, a relao orgnicos/sade e a distncia entre realidade e projetos do governo.O reprter recebeu elogios de rgos como FioCruz e dos ministrios do De-senvolvimento Agrrio e da Agricultura, alm de ter sido um dos finalistas do 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade. Para Melquades, a indicao para a disputa ajuda a legitimar o esforo dos jornalistas em busca de boas repor-tagens. Ao trazer sustentabilidade em seu nome, a iniciativa d conta da im-portncia de tratarmos, desde as redaes, de trabalhos que busquem a res-significao do meio ambiente em seu conceito mais amplo. [sheila calgaro]na Pauta, avanos e desafios do orgnicoSrie de reportagens publicada no Dirio do Nordeste mostrou o crescimento do mercado e fraudes na certificao5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeDa esquerda para a direita, Isabela Vieira, Roberta Machado e Vilhena Soares, autoras da srie Para reinventar a rodafoto:divulgaopara reinventar a roda faz parte de uma srie de reportagens publicadas em agosto deste ano pelo jornal Correio Braziliense. O material aborda as vrias formas de amenizar o efeito da poluio dos carros e enfatiza os interesses econmicos da indstria automobilstica, a satisfao dos passa-geiros e consumidores, alm da sade ambiental. Em um mundo no qual o transporte rodovi-rio responde por mais de 70% da emisso de poluentes da ltima dcada, o homem precisa reinventar seu cotidiano. Foi bem difcil definir o recorte que pudesse resumir um tema to com-plexo e amplo. Poluio urbana problema anti-go, e que afeta, invariavelmente, a vida de todos. Certamente, no acreditamos que o nosso conte-do finaliza a questo, mas esperamos que sirva de incentivo para um debate que no deve se en-cerrar to cedo, explica a jornalista Vilhena Soares Alves, que produziu a repor-tagem junto com Roberta Machado e Isabela Vieira.Repleta de informaes, dados e infogrficos, a srie est dividida em trs partes. A primeira traz pesquisas que comprovam que o segmento do trans-porte o grande responsvel pela emisso de bilhes de toneladas dos gases causadores do efeito estufa no mundo. Na segunda, so abordadas as evolu-es tecnolgicas implementadas pela indstria automobilstica, que produz modelos cada vez menos poluentes, e os avanos da legislao, entre os quais o Programa de Controle de Poluio do Ar por Veculos Automotores (Proconve), coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Natu-rais Renovveis (Ibama). A ltima mostra como pesquisadores brasileiros se destacam na busca por combustveis menos danosos. A iniciativa da FecomercioSP pode trazer credibilidade e reconhecimento para a imprensa que foca o tema. Ao falar de sustentabilidade e de questes urbanas, unimos a realidade do pblico com a anlise cientfica, que acredita-mos ser valiosa para a soluo, diz Vilhena sobre a importncia do 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade. [sheila calgaro]em Busca de um cotidiano menos PoludoJornal de Braslia aborda danos da emisso de gases pelos veculos automotores e mostra a necessidade de repensar sua utilizaofinalistas | reportagem impressa | 52 & 53Greici Audibert: conservar e valorizar so fundamentais para a preservao do meio ambiente e sustentabilidade do planetafoto:divulgaoquando o assunto meio ambiente, so raras as reportagens que abordam a importncia do solo, base para a produo de alimentos. Foi com essa motiva-o que a jornalista Greici Audibert, reprter da Revista Flash VIP, distribuda em Santa Catarina, escreveu no fim do ano passado Terra Viva A relao do homem com o solo e um retorno s origens da humanidade. O tema no poderia ser melhor, em razo da forte influncia que ela e os demais moradores da cidade de Chapec (SC), no interior do Estado, tm da cultura agrcola. Sempre tive a ideia de que a terra algo maior. A comear pelo fato de que a natureza e os alimentos surgem do cho, que ganha um sig-nificado ainda mais amplo quando relacionado com a ideia de cultura, povos e territrio. uma espcie de alicerce da vida terrestre, diz.Por meio de entrevistas com pesquisadores de todo o Brasil e informaes de estudos e artigos, Greici constri uma retrospectiva do tema, que remon-ta origem dos primeiros seres vivos. O trabalho inclui ainda a relevncia do tema para as crenas dos povos ancestrais e alcana o uso indiscrimina-do durante a Revoluo Verde. E finaliza com os debates atuais sobre os movimentos de susten-tabilidade e slow food. Cita tambm coletivos que disseminam seu valor, como o Pitanga Rosa (formado por mulheres camponesas que divul-gam a importncia do consumo dos alimentos do solo e de ervas medicinais) e o Carpindo um Lote (grupo de amigos da rea urbana que tem a inteno de se reconectar ao elemento).Terra Viva foi publicada em um momento oportuno: a Organizao das Naes Unidas (ONU) declarou 2015 o Ano Internacional do Solo. Alm disso, a sociedade vive um cenrio intenso de debates e movimentos em torno do assunto. Conservar e valorizar so fundamen-tais para a preservao do meio ambiente e sus-tentabilidade do planeta, conclui Greici, que tambm v a reportagem como fonte de discus-so em escolas e universidades. [sheila calgaro]alicerce Para os avanos ecolgicos Reportagem de revista de Santa Catarina resgata a histria da terra, discute a valorizao e as melhores prticas para uso do soloTrabalhos jornalsticos de autoria de um ou mais jornalistas, apresentados em lngua portuguesa e publicados em emissoras de rdio ou TVrePortagem rdio/tvvencedor | reportagem rdio/tv | 53 & 55Leandro Aislan, Rafael Santo (de p), Isabel Mega Arajo e Rodrigo Orengo (sentados): potencial energtico do biogsfoto:divulgaoj parou para pensar que o lixo pode ser uma das solues para a crise energtica no Brasil? A cha-ve est na decomposio de resduos slidos, que gera o chamado biogs. Esse o assunto abordado pelos reprteres Isabel Mega Arajo e Leandro Ais-lan, da BandNews FM Braslia, na srie de repor-tagem intitulada Energia que vem do lixo, veicu-lada em abril deste ano. Descobrir o tamanho do potencial de algo que descartado pelos brasilei-ros todos os dias foi o mais surpreendente. como fazer do problema uma soluo, justamente por meio do biogs, conta Isabel. Com trs episdios, a reportagem traz entrevis-tas com especialistas de diferentes partes do Brasil. O objetivo foi mostrar exemplos rentveis do uso do biogs como fonte de energia, apresentar modelos que poderiam ser replicados em vrias cidades bra-sileiras e discutir a necessidade de diversificao da matriz energtica do Pas. Na primeira matria, os reprteres comparam o problema do maior lixo a cu aberto da Amrica Latina, localizado a 15 quilmetros de Braslia, com o exemplo de Guatapar, no interior de So Paulo. Nes-te ltimo, todos os resduos gerados pelo municpio so transformados em energia eltrica. As solues de pases da Europa e da sia para aproveitar o biogs na matriz energtica e as projees do modelo para os prximos anos foram abordadas na segunda parte. E, no ltimo episdio, foram discutidos os entraves para a expanso da alternativa de produo de energia pelo biogs. O trabalho mostrou ainda que a soluo representa menos de 1% da matriz energtica no Pas, mas seu uso poderia evitar que 29 milhes de toneladas de gases de efeito estufa fossem liberados na natureza nos prximos 30 anos. No h outra forma de garantir uma explorao consciente sem pensar em opes que contemplem o benefcio econmico e o ambiental. O Pas vive uma crise energtica, cujos sintomas poderiam ser amenizados com a aposta em alterna-tivas como o biogs, diz Isabel. [sheila calgaro]energia Produzida com o lixoSrie de reportagens da BandNews FM Braslia detalha o imenso potencial do biogs para a gerao de eletricidade5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeAndr Trigueiro: reportagem mostrou a produo de culos com madeira de demolio e brinquedos montveis com tampinhas de garrafafoto:divulgaoquando a criatividade do design e a conscincia ambien-tal se encontram, o resultado pode ser uma soluo inova-dora. O jornalista Andr Trigueiro, reprter e editor-chefe do programa Cidades e Solues, da GloboNews, apresen-tou na matria Ecodesign na prtica, em julho deste ano, duas propostas em que a reutilizao de materiais resulta em produtos teis, arrojados e at divertidos. Na reportagem, Trigueiro mostrou um grupo de jovens designers que produzem culos com madeira de demoli-o. Tudo feito artesanalmente, de forma personalizada e com produtos 100% naturais. Eu fiquei surpreso com a proposta desses jovens, muito bem posicionados no mer-cado com uma ideia criativa. Apresentam um produto no s com apuro esttico, mas que responde aos apelos de um mundo que no quer mais pagar o preo da destrui-o ambiental, lembra. A pequena fbrica j vendeu 1.500 unidades, e fabrica 200 culos por ms.Com uma dose de criatividade e outra de diverso, a ideia de um empreendedor brasileiro que transformou tampinhas de garrafas em brinquedos montveis tam-bm abordada na mesma reportagem. Os pequenos objetos podem se encaixar a peas de Lego e viram por-ta-lpis, carrinhos, lustres e o que mais a imaginao permitir. A empresa, premiada internacionalmente, uma alternativa aos 350 bilhes de tampi-nhas fabricadas por ano em todo o mundo. O projeto das tampinhas um case internacional, mas pouco conhecido aqui. A gente foi fiel histria de um empreendedor, que teve uma ideia simples; mas na tecnologia as ideias simples so as mais geniais, conclui Trigueiro.O trabalho repercutiu no somente entre os telespectadores do programa, mas entre os consumidores: a venda dos culos com madeira de demolio, por exemplo, multiplicou aps a divulgao da reportagem. Alm disso, essas so iniciativas que podem ser desenvolvidas no mundo inteiro, em busca de um consumo mais sustentvel. [sheila calgaro]nada se Perde, tudo se transformaReportagem mostra solues inovadoras para a produo de culos e brinquedos com o aproveitamento de materiais que iriam para o lixo finalistas | reportagem rdio/tv | 56 & 57Sacolas plsticas: a reprter Cristiane Ramalho mostrou como a Alemanha tenta cumprir a meta de cortar o consumo em 80% nos prximos 10 anos foto:divulgaoem abril deste ano, a Prefeitura de So Paulo sancionou uma lei para o uso de sacolas plsticas, que passaram a ter 51% de sua composio derivada de matria-prima renovvel, alm de apresentarem cores diferentes para esti-mular a reciclagem. A lei restringiu o uso do produto pelo consumidor, j que muitos estabelecimentos comerciais comearam a cobrar por unidade. A deciso gerou polmica, mas se considerarmos que alguns pases, como a Alemanha, j possuem uma leia mais rgida, na qual proibida a distribuio gratuita, como fica a situao de So Paulo?Foi dessa indagao que surgiu a reportagem Sacolas plsticas: compara-mos Berlim e So Paulo, exibida em junho deste ano no programa Cidades e Solues, da GloboNews. Normalmente a sacola descartada no lugar erra-do e da forma errada, e quem paga a conta somos ns. Quando precificada, voc demanda do consumidor uma ateno que antes no havia. Voc leva so-mente o que precisa, ou pode reutilizar, diz Andr Trigueiro, editor-chefe do programa Cidades e Solues.A reprter em Berlim, Cristiane Ramalho, mostrou como a Alemanha tenta cumprir uma meta da Unio Europeia: cortar o consumo em 80% nos prximos 10 anos. H exemplos de pessoas que trazem suas bolsas de casa, de estabele-cimentos que no vendem produtos nem mesmo dentro de embalagens e at da prpria reprter, que faz compras de bicicleta com as do tipo reutilizveis. Enquanto na Europa a meta no ul-trapassar o uso de 40 unidades ao ano, em So Paulo, cada morador consome 700 nesse perodo. Para Andr Triguei-ro, o uso desses itens no deve ser con-siderado um direito individual, pois afe-ta todo o meio ambiente. No programa, tentamos promover uma viso sistmi-ca: no caso, mostramos que esse no s um problema do varejo, de todos. A ideia foi disseminar a tica do cuidado, e de um olhar mais generoso e mais atento para a realidade que extrapola o indivi-dual, explica ele. [sheila calgaro]os Prejuzos causados Pelas sacolinhas Enquanto na Europa a meta no ultrapassar o uso de 40 unidades ao ano, em So Paulo, cada morador consome 700 nesse perodo Trabalhos jornalsticos de autoria de um ou mais jornalistas, apresentados em lngua portuguesa e publicados em veculo digitalrePortagem onlinevencedor | reportagem online | 57 & 59Roberta Soares: reportagem mostrou o caos no trnsito da periferia pela falta de infraestruturafoto:divulgaoa jornalista roberta soares percorreu bairros da pe-riferia da Grande Recife (PE) para trazer histrias, cen-rios e diversos problemas de um tema que literalmente para a regio: a mobilidade urbana. A periferia trava-da uma reportagem multimdia com textos, fotos, v-deos, games e infogrficos, que mostra a falta de infra-estrutura dos subrbios, potencializada pela ocupao desordenada do espao pelos automveis. O trabalho foi publicado pelo JCOnline e o NE10, portais de notcias do Sistema de Comunicao Jornal do Commercio.A reportagem mostrou que se a mobilidade ruim em bairros nobres, no subrbio, frequentemente es-quecido pelos gestores pblicos, ainda pior. A motiva-o para escolher o assunto surgiu do interesse pessoal. Sou setorista de mobilidade h mais de 12 anos e come-cei a reparar que a imobilidade vinha aumentando nos bairros da periferia, alimentada tanto pelo estmulo do governo federal compra de veculos, como pela ausn-cia do poder pblico, aponta Roberta.O material traz relatos de motoristas de nibus que contam o estresse sofrido e as dificuldades ao locomo-verem-se pelas ruas que se transformaram em terras sem lei. Divulga histrias de moradores que se tornam agentes de trnsito voluntariamente para minimizarem os problemas dos congestionamentos, alm dos fanticos por carros pessoas que possuem at trs automveis na garagem por status.A reportagem tambm chama o leitor para interagir. Alm de enquetes e info-grficos (entre os quais, mostra-se o gasto mensal de um automvel, que ultrapas-sa R$ 800), h vrios games, como o que convida o pblico a montar o bairro com a infraestrutura ideal; outro simula a quantidade de carbono que o carro libera Com o trabalho, Roberta espera promover uma mudana de hbitos. Tanto do poder pblico, percebendo que a periferia precisa de ateno, quanto dos morado-res desses bairros ao exigir seus direitos; e dos moradores das reas nobres para que tambm cobrem aes para os locais mais carentes. [sheila calgaro]congestionamento na PeriferiaReportagem online mostra os desafios da mobilidade em bairros carentes da Grande Recife, cheios de carros e sem infraestrutura 5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidadeGenira Chagas Correia: existe um imenso esforo de governos e sociedades cientficas para que se acabe com a fome no Pasfoto:divulgaoem julho e agosto deste ano, o portal do Instituto de Po-lticas Pblicas e Relaes Internacionais da Universidade Estadual Paulista (IPPRI/Unesp) publicou uma srie de cin-co entrevistas com especialistas em Segurana Alimentar e Nutricional (SAN), que detalharam os esforos, em dife-rentes frentes de atuao, para erradicar a fome no Pas. A srie foi idealizada, produzida e executada por Genira Chagas Correia, que desenvolveu a pauta ao conviver com a atuao intensa da Unesp quando o assunto SAN.Alm de cursos de ps-graduao que incentivam pes-quisas sobre o tema, a instituio tambm faz parte do Programa de Soberania e Segurana Alimentar e Nutricio-nal da Unio das Naes Sul-Americanas (Unasul). Temos muitos pesquisadores que trabalham com agroecologia e segurana alimentar. importante que a sociedade tome conhecimento de que existe um imenso esforo de gover-nos e sociedades cientficas para que se acabe com a fome no Pas, justifica Genira. As entrevistas abordam o panorama geral das polticas de SAN que se baseiam no direito de todos ao acesso regular a alimentos de qualidade, saudvel, sustentvel e que respeitem a cultura. Os pesquisadores entrevistados alertam, por exemplo, sobre o perigo do desaparecimento de es-pcies orgnicas, a importncia sobre o uso de sementes crioulas (usadas na agricultura familiar, sem mudanas tecnolgicas ou genticas) que carregam uma herana cultural e as mudanas que o agronegcio dever passar frente o crescimento da agricultura camponesa (ou familiar). A reportagem teve grande repercusso entre a comunidade cientfica e leiga, com replicaes em outros portais de notcias, principalmente acadmicos. O trabalho divulga polticas bem articuladas e pouco comentadas pela mdia. So projetos e aes que, segundo Genira, defendem que toda a comida produzida, comercializada e consumida seja nutritiva. Por isso, h o esforo da preservao da variedade alimentar em contraposio monocultura, comple- menta. [sheila calgaro]Por um Pas sem fomeNo portal da Unesp, cinco especialistas detalham panorama geral sobre segurana alimentar e nutricional finalistas | reportagem online | 60 & 61Isaura Daniel e Isabela Barros: site As Poupadoras mostrou as vantagens de usar a bicicleta no dia a diafoto:divulgaocriado pelas jornalistas isaura daniel e isabela bar-ros, o site As Poupadoras (www.aspoupadoras.com.br) tem como objetivo, como o nome sugere, compartilhar experincias entre leitores e ajud-los na organizao das finanas pessoais. Na pauta, entram temas como o da reportagem digital Quem vai de bike gasta menos.Em tempos de discusso sobre mobilidade urbana em So Paulo (SP), nada melhor que falar sobre este as-sunto. Estvamos em busca de uma pauta que unis-se o tema do uso da bicicleta com o enfoque do nosso site, que so as finanas. Ento, resolvemos mostrar que adotar a bike pode ser uma forma de economi-zar, alm dos benefcios vindos do fato de este ser um meio de transporte sustentvel, explica Isaura.Dados abordados na reportagem comprovam que viagens de bicicleta so seis vezes mais baratas que as de automvel. Para exemplificar essas informaes na prtica, as jornalistas contam a histria de trs pes-soas que abandonaram o carro, e at mesmo o trans-porte pblico, em nome de um estilo de vida que tem a bike como protagonista. So cidados que optaram por esse meio de transporte por diferentes motivos: seja economia financei-ra ou de tempo, ideologia, sade e qualidade de vida. Independentemente de objetivos particulares, todos eles, sem exceo, sentiram no bolso a despesa com locomoo ficar mais leve. Apesar de o site As Poupadoras no abordar exclusivamente o tema meio ambiente, Isaura e Isabela viram o potencial dessa matria para concorrer ao 5 Prmio Fecomercio de Sustentabilidade. uma oportunidade nica, no apenas por reconhecer o trabalho jornalstico, mas tambm por incentivar a difuso de prticas sustentveis que contribuam para que as pessoas vivam mais e de forma melhor, conclui Isaura, que recebeu vrios comentrios dos leitores agradecendo as dicas da reportagem [sheila calgaro]ganhos Para o Bolso e a sade Reportagem de site sobre finanas pessoais mostra que viagens de bicicletas so seis vezes mais baratas que as de automvel 5 prmio fecomercio-sp de sustentabilidade finalistas | qual categoria | 62 & 63editora|projetogrfico diretordecontedoAndrRocha editor CarlosOssamu reprteres FilipeLopes,RachelCardoso,RazaDiaseSheilaCalgaro reviso FlviaMarques,LuisaSolerePauloTeixeira diretoresdearte MariaClaraVoegelieDemianRussoeditoradearte CarolinaLusser designers RenataLauletta,LasBrevilherieMariaFernandaGamaassistentesdearte PaulaSeco,CntiaFunchaleVitriaBernardes estagirio YuriMiyoshiatendimento@agenciatutu.com.br www.agenciatutu.com.brSUSTENTABI L IDADEc o n s e l h o f e c o m e r c i o - s ppresidente Abram Szajmansuperintendente Antonio Carlos Borgescoordenao geral Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSPcoordenao tcnica Fundao Dom CabralRua Dr. Plnio Barreto, 285 Bela Vista So Paulo11 3254-1700 Fax: 11 3254-1650www.fecomercio.com.brfinalistas | qual categoria | 62 & 635 prmio fecomercio-sp de sustentabilidade finalistas | qual categoria | 64 & AT