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    INFORMATIVO ESTRATGICO INFORMATIVO STJ 591

    INFORMATIVO STJ 591

    Destaques comentados pelos Professores Estratgia

    Sumrio

    Sumrio........................................................................................................... 1

    1 Direito Civil ................................................................................................. 1

    2 Direito do Consumidor ................................................................................. 7

    2 Direito Empresarial .................................................................................... 11

    4 Direito Penal ............................................................................................. 13

    5 Direito Processual Penal ............................................................................. 16

    6 Direito Processual Civil ............................................................................... 20

    7 Direito Tributrio ....................................................................................... 32

    8 Direito da Criana e do Adolescente ............................................................. 33

    1 Direito Civil

    DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. HIPTESE DE IMPENHORABILIDADE DE

    IMVEL COMERCIAL.

    impenhorvel o nico imvel comercial do devedor quando o aluguel daquele est destinado unicamente ao pagamento de locao residencial por sua entidade familiar.

    REsp 1.616.475-PE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 15/9/2016, DJe 11/10/2016.

    Comentrios pelo Prof. Paulo H. M. Sousa:

    O STJ vem dando entendimento ampliativo Lei do Bem de Famlia, Lei n. 8.009/1990, h tempos. Primeiro, entendeu-se que o fato de a famlia no residir no imvel,

    utilizando-se da renda do aluguel prprio para pagar o aluguel do imvel do terceiro, no descaracteriza a aplicao da lei (REsp 377.901). Igualmente, passou-se a

    entender que o valor guardado na poupana, quando utilizado para pagar o financiamento do imvel prprio, tambm atrai a aplicao da lei (REsp 855.543).

    O art. 1 da Lei n. 8.009/1990 , a rigor, bastante restritivo (O imvel residencial

    prprio do casal, ou da entidade familiar, impenhorvel), no tratando dessas hipteses, que foram ampliadas graas interpretao de que o objetivo da lei

    proteger o nico bem imvel residencial da entidade familiar. Entende a jurisprudncia que no dar proteo famlia no caso de ela no residir no imvel violaria a essncia

    da lei protetiva. Igualmente, penhorar a poupana cujos dividendos arcam com a prestao do financiamento seria, virtualmente, penhorar o prprio imvel, j que a

    entidade familiar no conseguiria arcar com o financiamento sem essa reserva monetria.

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    INFORMATIVO ESTRATGICO INFORMATIVO STJ 591

    No caso agora julgado, a famlia no possua um imvel residencial, locando um imvel

    de terceiro. No entanto, possuam um imvel comercial. Ora, o art. 1 da Lei claro ao tratar do imvel residencial, pelo que no se poderia aplicar a Lei n. 8.009/1990 nesse

    caso. O STJ, no entanto, entendeu que como a famlia utilizava o imvel comercial para locao, e o produto desse contrato era utilizado para pagar o aluguel do imvel

    residencial locado de terceiros, penhorar o imvel comercial era o mesmo que deixar a famlia sem a renda necessria para pagar seu aluguel residencial. Isso, portanto,

    virtualmente penhoraria o bem de famlia residencial.

    Por isso, o STJ, mais uma vez, deu interpretao ampliativa, permitindo a aplicao da

    impenhorabilidade imobiliria no caso de imvel comercial cuja renda utilizada para

    pagar o aluguel do imvel residencial de terceiros habitado pela unidade familiar.

    Imagine que sua prova tivesse a seguinte questo:

    A respeito da impenhorabilidade do bem de famlia, assinale a alternativa incorreta, segundo a jurisprudncia do STJ:

    a) o valor da poupana usado para pagar o financiamento do imvel residencial impenhorvel;

    b) se o imvel residencial for alugado e o produto for usado para pagar o aluguel da residncia na qual habita o casal, aquele imvel impenhorvel;

    c) imvel comercial, cuja renda direcionada ao pagamento do aluguel do imvel residencial, penhorvel;

    d) no caso de imvel locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens mveis quitados que guarneam a residncia e que sejam de propriedade do locatrio,

    observado o disposto neste artigo.

    Voc assinalaria, portanto, a alternativa C.

    Do informativo:

    DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. HIPTESE DE IMPENHORABILIDADE DE IMVEL

    COMERCIAL.

    impenhorvel o nico imvel comercial do devedor quando o aluguel daquele est destinado

    unicamente ao pagamento de locao residencial por sua entidade familiar. Inicialmente, registre-

    se que o STJ pacificou a orientao de que no descaracteriza automaticamente o instituto do bem

    de famlia, previsto na Lei n. 8.009/1990, a constatao de que o grupo familiar no reside no

    nico imvel de sua propriedade (AgRg no REsp 404.742-RS, Segunda Turma, DJe 19/12/2008; e

    AgRg no REsp 1.018.814-SP, Segunda Turma, DJe 28/11/2008). A Segunda Turma tambm possui

    entendimento de que o aluguel do nico imvel do casal no o desconfigura como bem de famlia

    (REsp 855.543-DF, Segunda Turma, DJ 3/10/2006). Ainda sobre o tema, h entendimento acerca

    da impossibilidade de penhora de dinheiro aplicado em poupana, por se verificar sua vinculao

    ao financiamento para aquisio de imvel residencial (REsp 707.623-RS, Segunda Turma, DJe

    24/9/2009).

    REsp 1.616.475-PE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 15/9/2016, DJe

    11/10/2016.

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    DIREITO CIVIL. CONSTRUO EM TERRENO ALHEIO DE AQUEDUTO PARA

    PASSAGEM DE GUAS.

    O proprietrio de imvel tem direito de construir aqueduto no terreno do seu vizinho, independentemente do consentimento deste, para receber guas provenientes de outro

    imvel, desde que no existam outros meios de passagem de guas para a sua propriedade e haja o pagamento de prvia indenizao ao vizinho prejudicado.

    REsp 1.616.038-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 27/9/2016, DJe 7/10/2016.

    Comentrios pelo Prof. Paulo H. M. Sousa:

    A Fazenda X no tem acesso agua; a Fazenda Y tem. A Fazenda X pretende irrigar sua plantao de arroz, mas no pode porque a Fazenda Y no a deixa acessar o aude,

    pelo que fica sem acesso agua. A Fazenda X no tem outros meios de obter a gua

    necessria que no construindo um aqueduto que passe pela Fazenda Y. Trata-se de uma servido ou de direito de passagem (direito de vizinhana, portanto)?

    A Min. Nancy Andrighi, no voto, mencionado seu voto no REsp 223.590 deixa bem fcil a distino: "No rara a confuso entre servides e direito de vizinhana. Ambas as

    espcies se identificam enquanto limitam o uso da propriedade plena. Mas, na verdade, desponta uma diferena de origem e finalidade. As primeiras se fixam por ato voluntrio

    de seus titulares e as segundas decorrem de texto expresso de lei. A par disso, o direito de vizinhana est endereado a evitar um dano ('de damno evitando'), o qual, se

    verificado, impede o aproveitamento do prdio. Na servido no se procura atender uma necessidade imperativa. Ela visa concesso de uma facilidade maior ao prdio

    dominante. [...].

    No caso da Fazenda X, portanto, trata-se de um direito de vizinhana, eis que no h

    mera comodidade a mais para a Fazenda X, mas uma necessidade imperativa. Nesse sentido, o art. 1.293: permitido a quem quer que seja, mediante prvia indenizao

    aos proprietrios prejudicados, construir canais, atravs de prdios alheios, para

    receber as guas a que tenha direito, indispensveis s primeiras necessidades da vida, e, desde que no cause prejuzo considervel agricultura e indstria, bem como

    para o escoamento de guas suprfluas ou acumuladas, ou a drenagem de terrenos.

    Imagine que sua prova questionasse o seguinte:

    No caso de a Fazenda X necessitar de guas para irrigar sua plantao, sem conseguir acesso a elas por outro meio, estabelecer-se- servido de aqueduto em

    relao Fazenda Y, que tem acesso s aguas e o caminho mais racional para o referido aqueduto.

    Voc certamente assinalaria que ela est incorreta, no mesmo!?

    Do informativo:

    DIREITO CIVIL. CONSTRUO EM TERRENO ALHEIO DE AQUEDUTO PARA PASSAGEM DE

    GUAS.

    O proprietrio de imvel tem direito de construir aqueduto no terreno do seu vizinho,

    independentemente do consentimento deste, para receber guas provenientes de outro imvel,

    desde que no existam outros meios de passagem de guas para a sua propriedade e haja o

    pagamento de prvia indenizao ao vizinho prejudicado. O que caracteriza um determinado direito

    como de vizinhana a sua imprescindibilidade ao exerccio do direito de propriedade em sua

    funo social. Ressalte-se, nesse contexto, que a doutrina estrangeira costumava identificar os

    institutos dos direitos de vizinhana como "servides legais".

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    Entretanto, h que distinguir os dois institutos, conforme entendimento doutrinrio acolhido em

    julgamento da Terceira Turma do STJ: "No rara a confuso entre servides e direito de

    vizinhana. Ambas as espcies se identificam enquanto limitam o uso da propriedade plena. Mas,

    na verdade, desponta uma diferena de origem e finalidade. As primeiras se fixam

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