informativo para cidades acima de 50 mil habitantes e é absolutamente necessário para...

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  • VEM AÍ O CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA CERVICAL E COLPOSCOPIA

    10 QUAIS SÃO OS EXAMES DE ULTRASSOM PARA A GESTAÇÃO?

    3 CONFIRA A LISTA DOS PROFISSIONAIS APROVADOS DO TEGO 2014

    9

    Remetente: Av. João Pinheiro, 161. Sala 206. Centro. Belo Horizonte. MG. 30.130-180.

    FALE CONOSCO www.sogimig.org.br

    PARCEIROS

    Veículo Oficial da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais - SOGIMIG I Julho/Agosto de 2014

    Informativo

    SOGIMIG

    EVENTO É UM DOS MELHORES NO SEGMENTO DA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA DO BRASIL COM

    PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA DE PROFISSIONAIS BRASILEIROS E INTERNACIONAIS

    CMGO CONSOLIDA POSIÇÃO COMO

    DESTAQUE NACIONAL

    PÁGINAS 4 A 7

  • 2

    O VII CMGO aconteceu como esperáva- mos: um sucesso.

    A SOGIMIG está trabalhando para tornar nosso Congresso de grande qualidade cientí- �ca e um dos melhores no segmento da gine- cologia e obstetrícia do Brasil! Cada vez mais tornamos-nos referência e este ano tivemos mais de 1,3 mil ginecologistas inscritos, seis renomados professores internacionais e 30 professores de outros nove estados. Construir uma grade robusta, com atualização e espaço para discussão das nossas dúvidas é o diferen- cial que o Congresso oferece, a�nal de con- tas, a informação está na internet, mas é em eventos como esse que estão a interação e as possibilidades de congraçamento, fatores fun- damentais do sucesso do CMGO.

    Vamos continuar trabalhando para otimizar nosso evento. Mas, para isso, é importante contar com a colaboração dos nossos associados. Enviem suas sugestões e críticas. Este é o caminho!

    Além do Congresso sensacional que tive- mos, este ano estamos orgulhosamente cum- prindo o Programa de Quali�cação Perinatal. São 26 cursos de Emergência Obstétrica, 26 cursos de Monitorização Fetal e 12 outros de Gravidez de alto risco, que serão �nalizados até o �m de 2014. Os tutores estão empenha- dos em divulgar o programa, organizando ma- ternidades e equipes. Temos de compreender que devemos rever nosso modelo, lutar pela valorização da Obstetrícia, do obstetra e bus- car, sempre, melhores resultados. Precisamos deixar de ocupar o primeiro lugar em proces- sos cíveis e no CRM.

    Os desa�os são muitos! A implementação da disponibilidade obstétrica tem causado inúmeros con�itos. A mídia coloca o paciente contra o médico e, nos últimos meses, vimos aumentar o número de reportagens a respeito disto, colocando em xeque a postura dos gi- necologistas e obstetras. A Agência Nacional de Saúde e o Procon têm entendimento equi- vocado a respeito do processo e, obviamente, querem jogar para o médico um problema que é de responsabilidade das operadoras e dos hospitais.

    Temos de exigir que todas as materni- dades tenham médicos de plantão. Afinal esta é, também, uma exigência do Conselho para cidades acima de 50 mil habitantes e é absolutamente necessário para a qualidade de atendimento à gestante. Não existe em nenhum contrato com operadora a obrigato- riedade de que o médico que faz o pré-natal deve ser o mesmo a fazer o parto. Não existe

    relação de pessoalidade prevista em contra- tos de planos de saúde. Porém, é importante que os plantões funcionem e que a paciente seja bem orientada, conforme determinação do Conselho Federal de Medicina. Acredita- mos que é importante valorizar, organizar e fortalecer os plantões, assim como acontece no restante do mundo.

    Nossa associação tem o dever de traba- lhar junto a outras entidades para a melhoria do atendimento obstétrico, organizando e valorizando plantões, equipes e protocolos. Escolher um pro�ssional para dar assistência, com disponibilidade, deve ser uma escolha da paciente, assim como do obstetra. Sabemos que isso signi�ca venda da nossa privacidade. Precisamos encontrar um equilíbrio, valorizar nossa boa relação médico-paciente e também nos proteger.

    Outro grande desa�o é a exposição na mídia, responsabilizando o obstetra pela vio- lência obstétrica. Há quem diga que isso faz parte de um movimento orquestrado contra médicos em geral. De qualquer forma, não po- demos aceitar sofrer agressões de forma gene- ralizada. Queremos espaço para nos defender, falar das nossas di�culdades e internamente nos estruturarmos. Convoco vocês, caros as- sociados, para uma participação mais efetiva. Tragam sugestões, críticas ou elogios ao nosso posicionamento. Queremos ouvi-los!

    Nesta edição vamos abordar aspectos relevantes do Congresso, artigo cientí�co, as ações da nossa Associação, e convidá-los a participar do Congresso Brasileiro de Patolo- gia Cervical e Colposcopia em novembro, em Belo Horizonte.

    Grande abraço e até a próxima!

    Em caso de dúvidas, questionamentos e sugestões, enviar e-mail para: [email protected]

    Av. João Pinheiro, 161. Sala 206 Centro. Belo Horizonte. MG. 30.130-180. Telefax: (31) 3222 6599 Telefone: 3247 1637

    Site: www.sogimig.org.br E-mail: [email protected]

    Diretoria SOGIMIG - Gestão 2012-2013 PRESIDENTE Maria Inês de Miranda Lima VICE- PRESIDENTE Rosângela Nascimento SECRETÁRIA GERAL Cláudia Teixeira da Costa Lodi 1º SECRETÁRIO Sandro Magnavita Sabino DIRETOR FINANCEIRO Clóvis Antônio Bacha DIRETORA SÓCIO-CULTURAL Inessa Beraldo de Andrade Bonomi DIRETOR CIENTÍFICO Frederico José Amedeé Peret DIRETOR DE DEFESA PROFISSIONAL Clécio Ênio Murta de Lucena DIRETORA DE ASSUNTOS COMUNITÁRIOS Delzio Salgado Bicalho DIRETORA DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA Cláudia Lourdes Soares Laranjeira DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Carlos Henrique Mascarenhas Silva DIRETOR DE INFORMÁTICA Luiz Fernando Neves Ribeiro COORDENADORA DAS VICE-PRESIDÊNCIA E DIRETORIAS REGIONAIS Agnaldo Lopes da Silva Filho

    CONSELHO CONSULTIVO: MEMBROS ELEITOS Antonio Eugenio Mota Ferrari, Claudio Roberto Alves, Henrique Moraes Salvador, Ivone Dirk De Souza Filogônio, José Avilmar Lino Da Silva, Lucas Viana Machado, Manuel Mauricio Gonçalves, Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar, Renato Ajeje, Tadeu Coutinho

    MEMBROS NATOS

    Marcelo Lopes Cançado, Victor Hugo De Melo, João Pedro Junqueira Caetano, Cláudia Navarro C. D. Lemos, Sergimar Padovezi Miranda

    INFORMATIVO SOGIMIG COORDENAÇÃO DO INFORMATIVO Carlos Henrique Mascarenhas Silva PRODUÇÃO EDITORIAL E PROJETO GRÁFICO Link Comunicação Empresarial - (31) 2126-8080 EDIÇÃO: Cristina Fonseca (MG 04557JP) REDAÇÃO: Flávia Rodrigues EDITORAÇÃO: Danielle Marcussi Revisão: Regina Palla Fotos: Arquivo pessoal / Fotolia Gráfica: Tamóios / Tiragem: 2.000 exemplares

    Envie sua contribuição para [email protected]

    O Informativo SOGIMIG autoriza a reprodução de seu conteúdo, desde que citada a fonte. Pede-se apenas a informação de tal uso. A Associação não se responsabiliza pelo conteúdo ou pela certificação dos eventos anunciados na forma de agenda.

    Editorial

  • 3

    O papel da ultrassonogra�a no pré- -natal é indiscutível. Novos aparelhos de ultrassonogra�a são criados e as estruturas intrauterinas são visibilizadas de forma real e simultânea. Com tantas imagens fantás- ticas, como aquelas dos ultrassons 4D, ou, mais recentemente, pelos aparelhos de 4D de alta de�nição, o que realmente deve ser realizado no pré-natal? Quantos exames e qual o momento ideal da gestação devem ser solicitados para oferecer uma assistên- cia obstétrica adequada, sem exageros e sem exames supér�uos?

    O esquema ideal de exames não pode seguir regras dos sistemas público ou privado de saúde. Sugiro uma rotina de exames decorrentes das recomendações atuais da medicina baseada em evidên- cias, com foco na saúde e prevenção de doenças do binômio mãe-feto.

    O exame ultrassonográ�co mais pre- coce deve ser realizado com oito semanas de gestação. É o momento para con�r- mação da gravidez tópica, abortamentos retidos, da gemelaridade e da gravidez ec- tópica, que cursa com altas taxas de morbi- mortalidade materna. O exame, realizado antes de oito semanas, gera ansiedade e angústia para o casal. Muitas vezes, o saco gestacional ou o embrião não são visíveis, fazendo com que exames seriados sejam realizados até a completa visibilização.

    O próximo passo consiste no exame morfológico de primeiro trimestre. Atual- mente é o mais importante, devendo ser realizado entre 11 e 13 semanas e seis dias de gestação. Consiste na avaliação detalha- da da anatomia fetal, veri�cando-se desen- volvimento do crânio e encéfalo, presença de órbitas e osso nasal, avaliação das qua- tro câmaras cardíacas e, se possível, saída dos grandes vasos, presença dos membros superiores e inferiores, número de dedos, posicionamento de pés, presença de estô- mago, rins, bexiga, artérias umbilicais, en- tre outras estruturas. É o momento em que

    Cientí�co

    o cálculo de risco para cromossomopatias será realizado. A medida da espessura da nuca do feto é o marcador para cromos- somopatias mais estudado e deve ser rea- lizada seguindo a padronização recomen- dada pela Fetal Medicine Foundation, com critérios rígidos e bem estabelecidos. De nada adianta solicitar um exame de trans- lucência nucal se esse não for realizado por mãos experientes e por pro�ssionais atua- lizados. Outros marcadores também serão associados à medida da nuca. A presença do osso nasal é marcador independente que aumenta a sensibilidade para o ras- treio. A dopplervelocimetria será utilizada em duas avaliações dife