Informativo Mensal Abril 2015

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Informativo do Ms de Abril do STF

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<ul><li><p> 1 </p><p>Informativo STF Mensal </p><p>Braslia, abril de 2015 - n 48 </p><p>Compilao dos Informativos ns 780 a 783 </p><p>O Informativo STF Mensal apresenta todos os resumos de julgamentos divulgados pelo Informativo STF concludos no ms a que se refere e organizado por ramos do Direito e por assuntos. </p><p>SUMRIO </p><p>Direito Administrativo </p><p>Agentes Pblicos </p><p>Cesso de servidor e nus remuneratrio </p><p>Aposentadorias e Penses </p><p>EC 20/1998 e acumulao de proventos civis e militares </p><p>Concurso Pblico </p><p>PSV: provimento de cargo pblico e exigncia de concurso pblico (Enunciado 43 da Smula Vinculante) </p><p>PSV: exame psicotcnico e concurso pblico (Enunciado 44 da Smula Vinculante) </p><p>Questes de concurso pblico e controle jurisdicional </p><p>Princpios da Administrao Pblica </p><p>Servidor pblico e divulgao de vencimentos </p><p>Sistema Remuneratrio </p><p>Teto constitucional e base de clculo para incidncia de imposto e contribuio - 1 </p><p>Teto constitucional e base de clculo para incidncia de imposto e contribuio - 2 </p><p>Teto constitucional e base de clculo para incidncia de imposto e contribuio - 3 </p><p>Direito Constitucional </p><p>Competncia Originria da STF </p><p>Porte de arma de magistrado e competncia - 3 </p><p>Conselho Nacional do Ministrio Pblico </p><p>Controle de constitucionalidade e rgo administrativo - 2 </p><p>Controle de constitucionalidade e rgo administrativo - 3 </p><p>Controle de Constitucionalidade </p><p>Policiais temporrios e princpio do concurso pblico - 5 </p><p>Policiais temporrios e princpio do concurso pblico - 6 </p><p>Policiais temporrios e princpio do concurso pblico - 7 </p><p>Art. 27 da Lei 9.868/1999 e suspenso de julgamento - 4 </p><p>ADI e softwares abertos - 3 ADI e softwares abertos - 4 ADI e submisso de membros da Administrao Pblica ao Poder Legislativo - 2 </p><p>Subsdio vitalcio a ex-governador - 3 </p><p>Organizaes sociais e contrato de gesto - 7 </p><p>Organizaes sociais e contrato de gesto - 8 </p><p>Organizaes sociais e contrato de gesto - 9 </p><p>Organizaes sociais e contrato de gesto - 10 </p><p>Policiais civis e militares do sexo feminino e aposentadoria - 1 </p><p>Policiais civis e militares do sexo feminino e aposentadoria - 2 </p><p>Publicidade de bebidas alcolicas e omisso legislativa - 1 </p><p>Publicidade de bebidas alcolicas e omisso legislativa - 2 </p><p>Extradio </p><p>Extradio e prescrio da pretenso punitiva </p></li><li><p> 2 </p><p>Repartio de Competncia </p><p>PSV: crimes de responsabilidade e competncia legislativa (Enunciado 46 da Smula Vinculante) </p><p>Sistema Financeiro Nacional </p><p>Plano Real: contrato de locao comercial - 3 </p><p>Plano Real: contrato de locao comercial - 4 </p><p>Plano Real: contrato de locao comercial - 5 </p><p>Tribunal de Contas </p><p>TCU: anulao de acordo extrajudicial e tomada de contas especial </p><p>Direito Civil </p><p>Direitos Reais </p><p>Usucapio de imvel urbano e norma municipal de parcelamento do solo - 4 </p><p>Usucapio de imvel urbano e norma municipal de parcelamento do solo - 5 </p><p>Direito do Trabalho </p><p>Princpios e Garantias Trabalhistas </p><p>Plano de dispensa incentivada e validade da quitao ampla de parcelas contratuais </p><p>Direito Penal </p><p>Tipicidade </p><p>Desobedincia eleitoral e absolvio sumria </p><p>Direito Processual Civil </p><p>Ao Rescisria </p><p>Ao rescisria e reviso geral anual de vencimentos </p><p>Desistncia da Ao </p><p>Provimento de serventias extrajudiciais e desistncia de mandado de segurana </p><p>Direito Processual Penal </p><p>Ao Penal </p><p>Ao penal e princpio da durao razovel do processo </p><p>Competncia </p><p>Criao de nova vara e perpetuatio jurisdictionis - 4 Execuo da Pena </p><p>Inadimplemento de pena de multa e progresso de regime - 1 </p><p>Inadimplemento de pena de multa e progresso de regime - 2 </p><p>Inadimplemento de pena de multa e progresso de regime - 3 </p><p>Investigao Preliminar </p><p>Arquivamento de inqurito e requerimento do PGR </p><p>Priso Processual </p><p>Priso cautelar: requisitos e medidas alternativas - 1 </p><p>Priso cautelar: requisitos e medidas alternativas - 2 </p><p>Priso cautelar: requisitos e medidas alternativas - 3 </p><p>Priso cautelar: requisitos e medidas alternativas - 4 </p><p>Priso cautelar: requisitos e medidas alternativas - 5 </p><p>Tribunal do Jri </p><p>PSV: tribunal do jri e foro por prerrogativa de funo (Enunciado 45 da Smula Vinculante) </p><p>Direito Tributrio </p><p>Imunidade Tributria </p><p>PSV: imunidade tributria e instituies de assistncia social </p></li><li><p> 3 </p><p>DIREITO ADMINISTRATIVO </p><p>Agentes Pblicos </p><p>Cesso de servidor e nus remuneratrio O Plenrio julgou procedente pedido formulado em ao civil originria na qual se pleiteava a </p><p>condenao da Unio ao ressarcimento dos valores dispendidos no pagamento da remunerao e demais </p><p>encargos sociais decorrentes da cesso de servidora de rgo distrital para rgo da Unio. No caso, a </p><p>cesso fora realizada com a condio de que o rgo cessionrio assumisse todos os encargos decorrentes </p><p>da cesso, mas a Unio deixara de proceder os repasses e pleiteara a devoluo dos valores j pagos. </p><p>Alegava-se que, em virtude do contido no art. 93, I e 1, da Lei 8.112/1990, o nus remuneratrio </p><p>derivado de cesso de servidores pblicos deveria ser suportado pelo rgo cessionrio, uma vez que seria </p><p>esse o beneficirio do trabalho desempenhado pelo agente. Ademais, afirmava que a prpria Unio </p><p>reconhecera ser dela o nus financeiro pelos servidores por ela requisitados quando da edio da Medida </p><p>Provisria 1.573-9/1997, que acrescentou o 5 ao art. 93 da Lei 8.112/1990. O Plenrio asseverou que o </p><p>rgo cedente deixara claro ser encargo do rgo cessionrio arcar com todos os proventos da servidora. </p><p>ACO 555/DF, rel. Min. Dias Toffoli, 23.4.2015. (ACO-555) </p><p>(Informativo 782, Plenrio) </p><p>Aposentadorias e Penses </p><p>EC 20/1998 e acumulao de proventos civis e militares O Plenrio, por deciso majoritria, negou provimento a embargos de divergncia opostos em face de </p><p>deciso proferida pela Primeira Turma, na qual decidido que a acumulao de aposentadorias civil e militar </p><p>admissvel se o reingresso no servio pblico se der antes da publicao da EC 20/1998, ainda que a </p><p>aposentadoria tenha ocorrido j sob a vigncia da emenda. No caso, o embargado fora transferido para a </p><p>reserva remunerada do Exrcito em 1980 e, naquele mesmo ano, fora transferido para a Secretaria de Assuntos </p><p>Estratgicos da Presidncia da Repblica, para ser posteriormente lotado no Comando do Exrcito. Sua </p><p>aposentadoria compulsria se dera no cargo civil de analista de informaes, em 2004. O Colegiado constatou </p><p>haver precedentes da Primeira Turma no mesmo sentido do acrdo embargado. Por outro lado, em sentido </p><p>contrrio, a Segunda Turma teria julgado a afirmar a impossibilidade de acumulao de proventos civis e </p><p>militares quando a aposentadoria ocorresse sob a gide da EC 20/1998. Explicou que o 10 do art. 37 da CF, </p><p>inserido com a referida emenda, vedaria a percepo simultnea de proventos. No entanto, haveria ressalva </p><p>quanto situao dos inativos, servidores e militares, que, at a data da publicao da EC 20/1998, tivessem </p><p>ingressado novamente no servio pblico (EC 20/1998, art. 11). Com base nesse dispositivo, a jurisprudncia </p><p>da Corte assentara-se no sentido da possibilidade de acumulao de proventos civis e militares quando a </p><p>reforma se dera sob a gide da CF/1967 e a aposentadoria ocorrera antes da vigncia da EC 20/1998. Nesses </p><p>casos, no se aplicaria a proibio do art. 11 da emenda, pois no se trataria de percepo de mais de uma </p><p>aposentadoria pelo regime previdencirio do art. 40 da CF, mas sim da percepo de proventos civis e </p><p>militares. Assim, seria irrelevante que a aposentadoria civil tivesse se dado na vigncia da EC 20/1998, </p><p>bastando que o reingresso no servio pblico ocorresse antes do advento da alterao constitucional, de forma a </p><p>ensejar a incidncia da ressalva do art. 11 da emenda, cuja aplicao incidiria aos membros de poder e aos </p><p>inativos, servidores e militares, que, at a publicao da emenda, tivessem ingressado novamente no servio </p><p>pblico. Assim, no caso em exame, seria plenamente possvel a acumulao de proventos civis e militares, uma </p><p>vez que a reforma do embargado ocorrera sob a gide da CF/1967, e seu reingresso no servio pblico, antes da </p><p>publicao da EC 20/1998. Vencido o Ministro Marco Aurlio, que provia os embargos. Entendia no ser </p><p>relevante distinguir a poca em que o recorrido alcanara o que percebido antes da reforma, mas perquirir se, </p><p>sob a vigncia da Constituio atual, ele teria direito a dupla aposentadoria. </p><p>AI 801096 AgR-EDv/DF, rel. Min. Teori Zavascki, 22.4.2015. (AI-801096) </p><p>(Informativo 782, Plenrio) </p><p>Concurso Pblico </p><p>PSV: provimento de cargo pblico e exigncia de concurso pblico (Enunciado 43 da Smula Vinculante) O Plenrio, por maioria, acolheu proposta de edio de enunciado de smula vinculante com o </p><p>seguinte teor: inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prvia aprovao em concurso pblico destinado ao seu provimento, em cargo que no integra a carreira na </p><p>qual anteriormente investido. Assim, tornou vinculante o contedo do Verbete 685 da Smula do STF. Vencidos os Ministros Marco Aurlio e Crmen Lcia, apenas no que tange redao do enunciado. </p><p>PSV 102/DF, 8.4.2015. (PSV-102) </p></li><li><p> 4 </p><p>(Informativo 780, Plenrio) </p><p>PSV: exame psicotcnico e concurso pblico (Enunciado 44 da Smula Vinculante) O Plenrio acolheu proposta de edio de enunciado de smula vinculante com o seguinte teor: S </p><p>por lei se pode sujeitar a exame psicotcnico a habilitao de candidato a cargo pblico. Assim, tornou vinculante o contedo do Verbete 686 da Smula do STF. </p><p>PSV 103/DF, 8.4.2015. (PSV-103) </p><p>(Informativo 780, Plenrio) </p><p>Questes de concurso pblico e controle jurisdicional Os critrios adotados por banca examinadora de concurso pblico no podem ser revistos pelo </p><p>Poder Judicirio. Essa a concluso do Plenrio que, por maioria, proveu recurso extraordinrio em que </p><p>discutida a possibilidade de realizao de controle jurisdicional sobre o ato administrativo que corrige </p><p>questes de concurso pblico. No caso, candidatas de concurso para provimento de cargo do Executivo </p><p>estadual pretendiam fosse declarada a nulidade de dez questes do certame, ao fundamento de que no </p><p>teria havido resposta ao indeferimento de recursos administrativos. Ademais, defendiam que as questes </p><p>impugnadas possuiriam mais de uma assertiva correta, uma vez que o gabarito divulgado contrariaria leis </p><p>federais, conceitos oficiais, manuais tcnicos e a prpria doutrina recomendada pelo edital do concurso. O </p><p>Colegiado afirmou ser antiga a jurisprudncia do STF no sentido de no competir ao Poder Judicirio </p><p>substituir a banca examinadora para reexaminar o contedo das questes e os critrios de correo </p><p>utilizados, salvo ocorrncia de ilegalidade e inconstitucionalidade. Nesse sentido, seria exigvel apenas </p><p>que a banca examinadora desse tratamento igual a todos os candidatos, ou seja, que aplicasse a eles, </p><p>indistintamente, a mesma orientao. Na espcie, o acrdo recorrido divergira desse entendimento ao </p><p>entrar no mrito do ato administrativo e substituir a banca examinadora para renovar a correo de </p><p>questes de concurso pblico, a violar o princpio da separao de Poderes e a reserva de Administrao. </p><p>Desse modo, estaria em desacordo com orientao no sentido da admissibilidade de controle jurisdicional </p><p>de concurso pblico quando no se cuidasse de aferir a correo dos critrios da banca examinadora, a </p><p>formulao das questes ou a avaliao das respostas, mas apenas de verificar se as questes formuladas </p><p>estariam no programa do certame, dado que o edital seria a lei do concurso. Vencido o Ministro Marco </p><p>Aurlio, que, preliminarmente, no conhecia do recurso, por falta de prequestionamento e, no mrito, o </p><p>desprovia, por entender que a banca examinadora entrara em contradio ao adotar certa linha doutrinria </p><p>no edital, mas no o faz-lo quanto soluo das questes impugnadas. </p><p>RE 632853/CE, rel. Min. Gilmar Mendes, 23.4.2015. (RE-632853) </p><p>(Informativo 782, Plenrio, Repercusso Geral) </p><p>Princpios da Administrao Pblica </p><p>Servidor pblico e divulgao de vencimentos legtima a publicao, inclusive em stio eletrnico mantido pela Administrao Pblica, dos </p><p>nomes de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecunirias. Esse o </p><p>entendimento do Plenrio ao dar provimento a recurso extraordinrio em que discutida a possibilidade de </p><p>se indenizar, por danos morais, servidora pblica que tivera seu nome publicado em stio eletrnico do </p><p>municpio, em que teriam sido divulgadas informaes sobre a remunerao paga aos servidores pblicos. </p><p>A Corte destacou que o mbito de proteo da privacidade do cidado ficaria mitigado quando se tratasse </p><p>de agente pblico. O servidor pblico no poderia pretender usufruir da mesma privacidade que o cidado </p><p>comum. Esse princpio bsico da Administrao publicidade visaria eficincia. Precedente citado: SS 3902/SP (DJe de 3.10.2011). </p><p>ARE 652777/SP, rel. Min. Teori Zavascki, 23.4.2015. (ARE-652777) (Informativo 782, Plenrio, Repercusso Geral) </p><p>Sistema Remuneratrio </p><p>Teto constitucional e base de clculo para incidncia de imposto e contribuio - 1 Subtrado o montante que exceder o teto ou subteto previstos no art. 37, XI, da CF, tem-se o valor que </p><p>serve como base de clculo para a incidncia do imposto de renda e da contribuio previdenciria (XI - a remunerao e o subsdio dos ocupantes de cargos, funes e empregos pblicos da administrao direta, </p><p>autrquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e </p><p>dos Municpios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes polticos e os proventos, penses ou </p><p>outra espcie remuneratria, percebidos cumulativamente ou no, includas as vantagens pessoais ou de </p><p>qualquer outra natureza, no podero exceder o subsdio mensal, em espcie, dos Ministros do Supremo </p><p>Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municpios, o subsdio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito </p><p>Federal, o subsdio mensal do Governador no mbito do Poder Executivo, o subsdio dos Deputados Estaduais </p></li><li><p> 5 </p><p>e Distritais no mbito do Poder Legislativo e o subsdio dos Desembargadores do Tribunal de Justia, limitado </p><p>a noventa inteiros e vinte e cinco centsimos por cento do subsdio mensal, em espcie, dos Ministros do </p><p>Supremo Tribunal Federal, no mbito do Poder Judicirio, aplicvel este limite aos membros do Ministrio </p><p>Pblico, aos Procuradores e aos Defensores Pblicos). Essa a concluso do Plenrio, que negou provimento a recurso extraordinrio em que discutida a definio do montante remuneratrio recebido por servidores </p><p>pblicos, para fins de incidncia do teto constitucional. No caso, servidores pblicos estaduais aposentados, </p><p>vinculados aos quadros do Executivo local, pretendiam que seus proventos lquidos fossem limitados ao </p><p>subsdio bruto do governador. O Colegiado registrou, preliminarmente, que a aplicao do redutor da </p><p>remunerao ao teto remuneratrio, conhecido como abate-teto, previsto no art. 37, XI, da CF e alterado pela EC 41/2003, seria objeto de outros recursos extraordinrios com repercusso geral reconhecida. No entanto, o </p><p>caso em exame seria distinto dos demais, porque a matria no seria relacionada submisso de determinadas </p><p>parcelas remuneratrias ao teto, mas definio da base remuneratria para a aplicao do teto: se o total da </p><p>remunerao ou se apenas o valor lquido, apurado depois das dedues previdencirias e do imposto de renda. </p><p>A respeito, reputou que a EC 19/1998 modificara o...</p></li></ul>