informativo do conselho regional de medicina do estado do ... ?· informativo do conselho regional...

Download INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO ... ?· INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE…

Post on 09-Nov-2018

217 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Editorial

    INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO CEAR - N 77 - SETEMBRO/OUTUBRO DE 2009

    ImpressoEspecial2015/2005-DR/CE

    CREMEC

    JulgamentoSimulado

    Medalha deHonra ao Mrito Profi ssional

    Diploma de Mrito tico - Profi ssional

    Artigo: A Reviso do Cdigo de tica Mdica: A Caminho de um Cdigo de Deveres

    Lanamento do Livro: Concurso de Monografi asProf. Dalgimar Beserra de Menezes

    Pg. 2 Pg. 3 Pg. 4 Pg. 6 Pg. 8

    Mesa de Abertura do V Congresso Cientfi co e tico do CREMEC. Da esq. para dir.: Jos Maria Pontes, Valria Ges, Incio Arruda, Jos Raimundo Arruda Bastos, Francisco Pinheiro, Ivan Moura F, Edson de Oliveira Andrade, Heldio Feitosa, Florentino Cardoso e Paulo Picano.

    No dia 24 de setembro de 2009, foi publicado no Dirio Ofi cial da Unio o novo Cdigo de tica Mdica. O documento mantm, em sua quase totalidade, a linha conceitual contida no cdigo de tica anterior. Assim, lemos entre os princpios fun-damentais que a Medicina uma profi sso a servio da sade do ser humano e da coletividade e ser exercida sem discriminao de nenhuma natureza; que o alvo de toda a ateno do mdico a sade do ser humano, em benefcio da qual dever agir com o mximo de zelo e o melhor de sua capacidade profi ssional; que o mdico guardar absoluto respeito pela vida humana e jamais utilizar seus conhecimentos para causar sofrimento fsico ou moral, para o extermnio do se humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade. Formulaes que refl etem as linhas mestras do carter solidrio e humanista da Medicina ao longo da histria.

    Ademais, o novo cdigo reafi rma a posio dos mdicos brasileiros contra a pena de morte, a tortura e os procedimentos degradantes, desumanos ou cruis. Valoriza a autonomia do paciente e fi rma o dever do mdico de obter o consentimento deste para a realizao de qualquer ato mdico, com exceo das situaes de risco iminente de morte. Postula que o mdico exerce-r sua profi sso com autonomia, no sendo obrigado a prestar servios que contrariem os ditames de sua conscincia, alm de que no poder renunciar sua liberdade profi ssional, nem permitir quaisquer restries ou imposies que possam prejudicar a efi cincia e a

    correo de seu trabalho. O mdico tem o direito de se recusar a exercer a profi sso em instituio pblica ou privada onde as condies de trabalho no sejam dignas ou possam prejudicar a prpria sade ou a do paciente, bem como a dos demais profi ssionais, devendo, nesse caso, comunicar imediatamente sua deciso comisso de tica e ao Conselho Regional de Medicina.

    Sendo assim, o que traz de novo o cdigo de tica mdica recentemente publicado? Afora algumas modifi -caes menores, podemos assinalar os seguintes pontos:

    1) O princpio XXII pontua que, nas situaes clnicas irreversveis e terminais, o mdico evitar a realizao de procedimentos diagnsticos e teraputicos desnecessrios e propiciar aos pacientes sob sua ateno todos os cuidados paliativos apropriados. Evitar, assim, empreender aes inteis ou obstinadas, mas levar sempre em considerao a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal, nos termos do artigo 41 do novo cdigo. Nessas cir-cunstncias, o mdico tem o dever de continuar dando assistncia ao paciente, no sentido de mitigar a dor, a dispnia, a angstia ou outros sintomas presentes, de forma a confortar o enfermo em seus ltimos momentos. Lembrando, ademais, que um dos grandes temores dos pacientes o de ser abandonado, de ter que enfrentar, alm da doena, a solido e o desamparo. 2) O artigo 15 aborda a questo da procriao medicamente assistida e explicita que esta tcnica no pode ser utilizada para criar embries geneticamente modifi cados, nem para criar embries para investigao ou para fi nalidades de

    escolha de sexo, eugenia ou para originar hbridos ou quimeras. 3) O artigo 16 veda ao mdico intervir sobre o genoma humano com vista sua modifi cao, exceto na terapia gnica, excluindo-se qualquer ao em clulas germinativas que resulte na modifi cao gentica da descendncia. 4) dada uma nfase toda especial ao pronturio mdico, o qual deve ser legvel e conter os dados clnicos necessrios para a boa conduo do caso, sendo preenchido, em cada avaliao, em ordem crono-lgica com data, hora, assinatura e nmero de registro do mdico no CRM, conforme se l no artigo 87. Por sua vez, continua assegurado o direito de acesso do paciente ao pronturio, do qual pode solicitar cpia, e que lhe sejam dadas explicaes necessrias sua compreenso, como preceitua o artigo 88.

    O novo Cdigo de tica Mdica composto de 25 princpios fundamentais do exerccio da Medicina, 10 normas diceolgicas (os Direitos dos Mdicos), 118 normas deontolgicas (as vedaes, proibies cujo desrespeito dar margem instaurao de processo tico-profi ssional contra o mdico acusado) e entra em vigor cento e oitenta dias aps a data de sua publi-cao, ou seja, no fi nal de maro de 2010. Seu texto completo est disponvel no endereo eletrnico do Conselho Regional de Medicina do Estado do Cear, www.cremec.com.br.

    Dr. Ivan de Arajo Moura FPresidente do CREMEC

    O NOVO CDIGO DE TICA MDICA

  • cremec@cremec.com.br2 JORNAL CONSELHO

    J est disponvel no Portal Mdico a ficha de recadastramento para que todos os mdicos efetuem a atualizao dos seus dados e fiquem aptos a receber a nova Carteira de Identidade Mdica.

    O recadastramento foi baseado na ex-perincia do CREMESP que atualizou os quase 90 mil mdicos do estado. O pro-cesso atende o estabelecido pela resoluo CFM.

    O Conselho prev a emisso de novas clulas de identificao para evitar a ocor-rncia de fraudes, protegendo a sociedade e

    a classe mdica contra a atuao criminosa de quem falsifica as carteiras dos mdicos com intuito de praticar o exerccio ilegal da profisso.

    Leia as instrues para o recadastra-mento:

    - Apenas as inscries PRIMRIAS devero sofrer o recadastramento. Seus dados sero transferidos para os Conselhos Regionais de Medicina onde e caso possua inscries secundrias.

    - Aps concluir o seu recadastramento, dirija-se ao seu Conselho Regional para

    assinar a ficha de coleta, levando uma fo-tografia colorida, 3x4cm, fundo branco ou cinza-claro, sem qualquer tipo de mancha, alterao, retoque, perfurao, deformao ou correo.

    No sero aceitas fotografias em que o portador utilize culos, bons, gorros, chapus ou qualquer item de vesturio ou acessrio que cubra parte do rosto ou da cabea.

    O mdico receber um aviso para retirar a sua nova carteira, assim que estiver dis-ponvel no seu Conselho Regional.

    RECADASTRAMENTO

    Julgamento Simulado: Abortamento de Anencfalo

    Atividade de Educao Continuada como parte da programao do V Congresso Cientfi co e tico do CREMEC

    Julgadores: Dra. Aldaza Marcos Ribeiro, Dr. Gil Pacfi co Tognini, Raphael Dias Marques Neto (estudante)e Elana Couto de Alencar (estudante).

    Presidente: Dr. Pedro Pablo Magalhes Chacel, do Conselho Federal de Medicina

    Relator: Dr. Helvcio Neves FeitosaEm primeiro plano, o prof. Roberto Wagner Bezerra de Arajo, organizador da atividade

    Denunciante: pela ausncia da parte representante atuou como advogado o Dr. Renato Evando Moreira Filho

    Denunciado: pela ausncia da parte fi gurou comoadvogado o Dr. Jos Mauro Mendes Gifoni

    Atividades do Julgamento Simulado. Ao fundo, poster com retrato do padre Leonard Martin, homenageado

    in memoriam

  • JORNAL CONSELHO 3cremec@cremec.com.br

    Abertura do V CongressoCientfi co e tico do CREMEC

    Medalha de Honra ao Mrito Profi ssional

    O presidente Ivan de Arajo de Moura F, discursa na abertura do evento

    O presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, entrega medalha ao Dr. Geral-

    do de Sousa Tom

    O conselheiro Lcio Flvio medalha o Dr. Renan Magalhes Montenegro

    Renan Magalhes fala em nome dos homenageados

    O conselheiro Ivan de Arajo de Moura F e a homenageada Teresinha Braga Monte

    A conselheira Valria Ges, Presidente do V Congresso Cientfi co e tico do CREMEC, faz seu discurso

    V CongressoCientfi co e tico do CREMEC

    O Conselho Regional de Medicina re-alizou de 09 a 12 de setembro de 2009, o V Congresso Cientfi co e tico do CREMEC, juntamente com o V Congresso das Cmaras Tcnicas e Comisses de tica do CREMEC e a IV Jornada Cearense de Medicina de Famlia e Comunidade. Eventos exitosos.

    Na cerimonia de abertura, que contou com a presena do Presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Edson de Oliveira Andrade, foram homenageados com a me-dalha Honra ao Mrito Profi ssional os Drs. Renan Magalhes Montenegro, Geraldo de Sousa Tom e Teresinha Braga Monte, e com o Diploma de Mrito tico-Profi ssional, os Drs. Airton Fontenele Sampaio Xavier, Arlindo de Almeida Simes, Francisco de Assis Barroso, Hiran dos Santos Monteiro, Jos de Aguiar Ramos, Orlando Jorge Cavalcante, Raimundo Adjafre de Souza Roriz, Severino de Medeiros Filho e Wilcar Cavalcante Gondim.

    Presidiu o Congresso a Conselheira Va-lria Goes Ferreira Pinheiro, a qual tambm coordenou uma mostra de painis sobre as atividades do CREMEC, em todos os nveis, ao longo dos ltimos 50 anos. Os painis foram expostos no foyer do Ponta Mar Hotel.

    As principais atividades contemplaram reas bsicas de Cirurgia, Clnica Mdica, Ginecologia e Obstetrcia, Pediatria, Medicina de Famlia e Comunidade, e tica e Biotica; as salas receberam os nomes ilustres de Paulo Marcelo Martins Rodrigues (Clnica Mdica), Maria do Socorro Silva Nobre (Pediatria), Haroldo Gondim Juaaba (Cirurgia), Joserisse Hortncio dos Santos (Ginecologia e Obste-trcia), Joaquim Eduardo Alencar (Medicina de Famlia e Comunidade) e Padre Leonard Martin (tica e Biotica).

    A programao cientfi ca do Congresso constou de Sesses Interativas, Conferncias, Mesas Redondas, Julgamento Simulado e Sesses de Poltica de Sade, abordando temas canden

Recommended

View more >