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  • Editorial

    CRISE NA SAÚDE

    “É um imperativo ético que a dignidade da

    atenção aos enfermos seja restaurada, criando-

    se condições para que os serviços de saúde

    funcionem como locais de acolhimento, com

    atendimento humanizado e resolutivo dos agravos à

    saúde.”

    INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO CEARÁ - Nº 111 - MAI/JUN DE 2015

    Págs. 2 e 3 Págs. 4 e 5 Págs. 6 e 7 Pág. 8

    PARA USO DOS CORREIOS

    MUDOU-SE DESCONHECIDO RECUSADO ENDEREÇO INSUFICIENTE NÃO EXISTE O NÚMERO INDICADO

    FALECIDO AUSENTE NÃO PROCURADO INFORMAÇÃO ESCRITA PELO PORTEIRO OU SINDICO

    REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL

    EM____/___/___ ___________________

    PROVAB

    Coletiva de Imprensa

    Fechando a Edição: maio /junho

    Atividades Conselhais

    Jurídico / Ementas Repasses Federais

    Concurso de Monografias Prof. Dalgimar Beserra de Menezes

    Curso de Reanimação Cardiopulmonar Cerebral

    Sobre o Sylvio

    Julgamento Simulado Como Atividade Educativa/ UNIFOR

    As macas, finalmente, adquiriram visibi- lidade. Doentes em longas filas de espera, ou superlotando os corredores dos hospitais públicos de Fortaleza, passaram a ocupar o noticiário da imprensa cearense de uma forma mais dramática do que anteriormente. O angustiante cenário de numerosos pacientes aguardando, em condições inóspitas, socorro para males os mais diversos foi- -se tornando demasiado incômodo, insuportável. O ápice da crise foi atingido com a publicação, pela imprensa, de fotos de pacientes atendidos no chão do maior hospital de emergência de Forta- leza, matéria que imediatamente se transformou em manchete nacional. Convém ser ressaltado que tal quadro é, há muitos anos, do conhecimento de médicos e demais profissionais de saúde que trabalham nos serviços de urgência da metrópole alencarina. O caos na saúde não começou hoje, nem se restringe ao Estado do Ceará, constatação que não ameniza o problema nem traz consolo para ninguém. Parece, no entanto, que agora a insatisfação com tal estado de coisas se ampliou, passando o tema saúde a ser o foco das conversas e preocupações de grande parte da população. O que é um fato alvissareiro. Existe a clara reivindicação da população de que o setor saúde deva receber tratamento prioritário. E somente com mobiliza- ção social serão alcançadas mudanças estruturais e avanços na concretização dos direitos da cidadania, entre os quais se insere o direito à saúde.

    Os gestores estaduais e municipais, ante a negativa repercussão dos desacertos da assistência à saúde, agendaram reuniões, com a participação do Conselho Regional de Medicina do Ceará, Sindicato dos Médicos e Associação Médica Cearense, em busca de soluções saneadoras. O Prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio, anunciou a realização de concurso público para

    110 médicos, no intuito de preencher as carências mais imediatas das escalas no Instituto Dr. José Frota (IJF) e nos Frotinhas de Parangaba, Mes- sejana e Antonio Bezerra. Acrescentou o prócer municipal a decisão de autorizar licitação para ampliação e reforma dos Frotinhas, com ênfase no Frotinha de Parangaba, que passaria a ter mais 55 leitos. Ademais, foi divulgada a contratação de leitos de retaguarda, além da aquisição de equipa-

    mentos para melhorar a capacidade dos Frotinhas de dar bom atendimento no campo cirúrgico e de diagnóstico. Por fim, houve a notícia de que será construído o IJF 2, significando um acréscimo de 226 novos leitos.

    Simultaneamente, as entidades médicas cea- renses se reuniram com o Governador do Estado, Dr. Camilo Santana, ocasião em que foi cobrada a realização de concurso público para a contratação de médicos, lembrando que o último concurso

    estadual para esculápios ocorreu em 2006. Por sinal, no período eleitoral de 2014, em debate que o então candidato ao governo do Estado teve com os médicos, houve promessa neste sentido. Na época, foi anunciado pelo atual governador que um grande concurso para a área da saúde teria lugar nos primeiros meses da gestão estadual ora em curso. Outro pleito trazido à memória de sua excelência foi o da construção de um hospital universitário no campus da UECE, assunto que também fora discutido com o Dr. Camilo no período pré-eleitoral referido. A importância de tal iniciativa para a boa formação dos médicos da universidade estadual do Ceará é indiscutível.

    É sabido que o financiamento da saúde no Brasil tem sido, ao longo de muitos anos, o nó górdio a ser desatado. É necessário que sejam alocadas mais verbas federais para ampliar a capacidade dos Estados e dos municípios no equacionamento dos graves problemas de saúde. Torna-se evidente que é extremamente difícil que sejam alcançados melhores resultados sani- tários com o montante financeiro atualmente destinado ao setor saúde. Impõe-se, no entanto, que esteja sempre presente o cuidado em aplicar com sabedoria os recursos disponíveis e realizar regularmente processos de avaliação e controle do funcionamento do sistema de saúde, buscando aprimorar a gestão do SUS.

    É um imperativo ético que a dignidade da atenção aos enfermos seja restaurada, crian- do-se condições para que os serviços de saúde funcionem como locais de acolhimento, com atendimento humanizado e resolutivo dos agravos à saúde.

    Dr. Ivan de Araújo Moura Fé

    Presidente do CREMEC

  • cremec@cremec.org.br2 Jornal Conselho

    Artigo JURÍDICO / EMENTAS PARECER CREMEC Nº 01 /2015

    ASSUNTO: Cirurgia de Urgência e Sala de Recuperação Pós-Anestésica PARECERISTA: Dr. Lino Antonio Cavalcanti Holanda EMENTA: O paciente que necessita de procedimento cirúrgico de urgência deve ser atendido. Impõe-se a assistência pós-anestésica e pós-cirúrgica do paciente no local onde foi realizado o procedimento médico, na sala de recuperação pós-anestésica, ou no centro (unidade) de terapia intensiva, conforme o caso. Entendimento das Resoluções CFM 1.802/2006 e CREMEC 44/2012.

    PARECER CREMEC Nº 02/2015 ASSUNTO: Coleta e solicitação de exame de citologia oncótica de colo uterino por enfermeiro

    PARECERISTA: Cons. Helvécio Neves Feitosa EMENTA: O enfermeiro pode realizar a coleta do conteúdo cervical uterino e solicitar o exame de citologia oncótica, desde que sejam preenchidos, simultaneamente, os seguintes requisitos: seja integrante de uma equipe de saúde em programa de saúde pública; haja rotina de prevenção do câncer ginecológico aprovada pela instituição de saúde; a solicitação do exame seja feita sob supervisão médica.

    PARECER CREMEC Nº 03/2015 ASSUNTO: Solicitação de Exames Subsidiários PARECERISTA: Cons. Alberto Farias Filho EMENTA: Nenhuma disposição estatutária ou regimental de hospital ou de instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo médico, dos meios cientificamente reconhecidos a

    serem praticados para o estabelecimento do diagnóstico e da execução do tratamento, salvo quando em benefício do paciente. A competência do fornecimento dos formulários específicos é um assunto eminentemente administrativo.

    PARECER CREMEC Nº 18/2014 ASSUNTO: Direito de Acesso ao Prontuário Médico PARECERISTA: Conselheiro Roger Murilo Ribeiro Soares EMENTA: O médico assistente e os demais profissionais que compartilham do atendimento têm garantido o acesso ao prontuário; qualquer médico que não esteja dentre as categorias citadas não deverá ter acesso ao prontuário, salvo autorização expressa do paciente ou determinação legal.

    Defasagem na Tabela SUS afeta maioria dos procedimentos hospitalares

    Mais de 1.500 procedimentos hospitalares incluídos na Tabela SUS, padrão de referência para pagamento dos serviços prestados por estabelecimentos conveniados e filantrópicos que atendem a rede pública de saúde, estão defasados. A lista poderia ser ainda maior se considerados os atendimentos ambulatoriais, não apontados neste levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a perda acumulada no período de 2008 a 2014, com base em dados do Ministério da Saúde.

    Por procedimentos mais frequentes, como a realização de um parto normal, por exemplo,

    as unidades hospitalares receberam, em 2008, cerca de R$ 472,00 a cada Autorização de Internação Hospitalar (AIH) aprovada. Sete anos depois, o valor passou para R$ 550,00 – quase 60% inferior ao que poderia ser pago se corrigido por índices inflacionários como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Se o fator de correção fosse o salário mínimo, o montante chegaria a R$ 823,00.

    Situação semelhante acontece no paga- mento pelo tratamento de pneumonias. Em 2008, cerca de R$ 707,00 eram pagos a cada internação. No ano passado o valor médio passou para R$ 960,00 cifra defasada em 90%

    quando comparada com os principais índices de inflação acumulados no período. Aplicados estes índices, estima-se que o pagamento por despesas com este tipo de internação alcançasse até R$ 1.234,00.

    Os dados foram coletados junto à base de dados Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS, gerido pelo Ministério da Saúde. Além da quantidade de procedimentos autorizados a cada ano, foram confrontados os valores totais e médios pagos em cada um dos procedimentos.

    Assessoria de Imprensa do CF

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