Informativo - Dez 2012

Download Informativo - Dez 2012

Post on 13-Mar-2016

213 views

Category:

Documents

1 download

DESCRIPTION

Frias, Desconto de Faltas, Penalidades, Resciso.

TRANSCRIPT

  • DE

    ZE

    MB

    RO

    /2012

    DURAO DAS FRIAS DURAO DAS FRIAS

    FRIAS COLETIVAS FRIAS COLETIVAS

    EMPREGADOS MENORES DE EMPREGADOS MENORES DE

    18 ANOS E MAIORES DE 50 ANOS 18 ANOS E MAIORES DE 50 ANOS

    DESCONTO DE FALTAS DESCONTO DE FALTAS

    FALTAS JUSTIFICADAS FALTAS JUSTIFICADAS

    RESCISO DO CONTRATO DE TRABALHO RESCISO DO CONTRATO DE TRABALHO

    EMPREGADO COM TEMPO DE SERVIO EMPREGADO COM TEMPO DE SERVIO

    INFERIOR AO DAS FRIAS COLETIVAS INFERIOR AO DAS FRIAS COLETIVAS

    CMPUTO DOS ADICIONAIS CMPUTO DOS ADICIONAIS

    POCA DO PAGAMENTO POCA DO PAGAMENTO

    PENALIDADES PENALIDADES

    DURAO DAS FRIAS

    FRIAS COLETIVAS

    EMPREGADOS MENORES DE

    18 ANOS E MAIORES DE 50 ANOS

    DESCONTO DE FALTAS

    FALTAS JUSTIFICADAS

    RESCISO DO CONTRATO DE TRABALHO

    EMPREGADO COM TEMPO DE SERVIO

    INFERIOR AO DAS FRIAS COLETIVAS

    CMPUTO DOS ADICIONAIS

    POCA DO PAGAMENTO

    PENALIDADES

    ENCARTE

    CONHEA AS NORMAS CONHEA AS NORMAS

    PARA A CONCESSO DAS FRIASPARA A CONCESSO DAS FRIAS

    VEJA COMO PROCEDER

    EM RELAO AO

    CONTRATO DE

    TRABALHO QUANDO O

    EMPREGADO PRESO

    BASE DE

    CLCULO IRPJ

    E CSLL NO

    LUCRO

    PRESUMIDO

    RECEITA FEDERAL

    LIBERA INSCRIO

    GRATUITA DE CPF

    ATRAVS DA

    INTERNET

    FORMA DE

    PAGAMENTO DE

    JUROS SOBRE

    O CAPITAL

    PRPRIO

    RESCISO POR

    JUSTA CAUSA

    RESCISO

    SEM JUSTA

    CAUSA

    Informativo

    CRC/ES 003291

    PRECISOC O N T B I L

    Contabilidade no pode haver dvida,

    tem que ter preciso

    Fone: (27) 3219-4205

    www.precisaocontabil-es.com.br

    precisaocontabil@precisaocontabil-es.com.br

    Avenida Resplendor, 748 - Itapo

    Vila Velha - ES - Cep 29101-610

    Assessoria e Consultoria:

    - Empresarial

    - Tributria

    - Contbil

    - Pessoal

    - Societria e Gerencial

  • INFORMATIVO - DEZEMBRO / 2012

    VEJA COMO PROCEDER EM

    RELAO AO CONTRATO DE

    TRABALHO QUANDO O

    EMPREGADO PRESO

    Muitas dvidas surgem quando o empregador toma

    conhecimento de que seu empregado encontra-se preso.

    As dvidas mais comuns so no sentido de como

    ficar o contrato de trabalho e se poder ser feita a resciso

    do contrato de trabalho, neste caso, o empregado encontra-

    se impossibilitado de prestar servio.

    CONTRATO DE TRABALHO

    No perodo em que o empregado encontra-se

    privado de sua liberdade, aguardando julgamento na cadeia,

    sem ainda ser condenado, o entendimento que seu

    contrato de trabalho permanecer suspenso, pois est

    impedido de desempenhar as funes para as quais foi

    contratado.

    Neste caso, para se resguardar de um possvel

    questionamento perante a fiscalizao, o empregador deve

    requerer autoridade competente a certido do

    recolhimento priso de seu empregado.

    Tambm aconselhvel que o empregador

    notifique ao empregado, via postal, de preferncia com AR

    (Aviso de Recebimento), que seu contrato de trabalho ficar

    suspenso at a definio da sua situao por meio de uma

    sentena judicial.

    ENCARGOS SOCIAIS

    Como no existe prestao de servios, durante o

    perodo de suspenso do contrato de trabalho no haver

    pagamento de salrios e, consequentemente, o empregador

    no ter que depositar o FGTS, bem como no existir valor

    a ser recolhido a ttulo de contribuio previdenciria.

    Contudo, cabe ressaltar que se o empregado

    trabalhou alguns dias do ms antes de sua priso, estes dias

    devem ser pagos e haver a incidncia dos encargos

    sociais.

    FRIAS E DCIMO

    TERCEIRO SALRIO

    No existe previso de ser computado o perodo de

    suspenso do contrato de trabalho como tempo de servio

    para efeito de pagamento de frias, 13 salrio e outras

    verbas salariais.

    HIPTESES DE RESCISO

    Considerando que antes da condenao na esfera

    criminal o empregado privado de sua liberdade tem seu

    contrato de trabalho suspenso, o empregador somente

    poder proceder resciso desde que observadas as

    condies a seguir:

    RESCISO SEM JUSTA CAUSA

    Quando o empregado for absolvido de suas

    acusaes, poder retornar ao trabalho na funo que

    ocupava anteriormente, sem que exista qualquer

    estabilidade prevista em lei.

    Nesta situao, o empregador poder dispens-lo,

    sem justa causa, pagando todas as indenizaes previstas

    na legislao trabalhista.

    RESCISO POR JUSTA CAUSA

    Conforme estipula a alnea d do artigo 482 da CLT

    (Consolidao das Leis do Trabalho), o empregador poder

    rescindir o contrato de trabalho, por justa causa, na hiptese

    de condenao criminal do empregado, passada em

    julgado, caso no tenha havido suspenso da execuo da

    pena.

    Para este tipo de resciso de contrato devem ser

    atendidos dois requisitos, a saber:

    a) sentena condenatria transitada em julgado; e

    b) inexistncia de suspenso de execuo da

    pena.

    a) Sentena Condenatria Transitada em

    Julgado.

    Entre os direitos e garantias fundamentais do artigo

    5 da Constituio Federal/88, o constituinte colocou a

    liberdade do indivduo como regra, e a priso, como

    exceo, consagrando o princpio da no culpabilidade.

    Cabe dizer que ningum culpado de nada

    enquanto no transitar em julgado a sentena penal

    condenatria; ou seja, ainda que condenado por sentena

    judicial, o acusado continuar presumidamente inocente at

    que encerrem todas as possibilidades para o exerccio de

    seu direito ampla defesa.

    Assim, sem o trnsito em julgado, qualquer restrio

    liberdade ter finalidade meramente cautelar.

    b) Inexistncia de Suspenso de Execuo da

    Pena.

    quando no tenha havido a suspenso da

    execuo da pena que foi imposta pelo fato do ru no se

    adequar aos requisitos da lei e ao cumprimento das

    condies que lhes forem infligidas.

    Portanto, importante que o empregador tenha

    conhecimento de que o que justifica a justa causa no a

    condenao em si, mas o efeito causado diretamente no

    contrato de trabalho, pois caso a condenao criminal

    resulte em perda da liberdade do empregado (pena restritiva

    de liberdade), a manuteno do vnculo empregatcio se

    tornar impossvel por faltar um dos requisitos essenciais

    desse vnculo que a pessoalidade.

    PREENCHIMENTO NO CASO DE

    RESCISO POR JUSTA CAUSA

    Se houver a sentena condenatria transitada em

    julgado, o empregador poder dispensar o empregado por

    justa causa, informando a movimentao do trabalhador

    com o Cdigo H Resciso, com justa causa, por iniciativa

    do empregador.

    ANOTAO NA CTPS

    O empregador est proibido de efetuar anotaes

    desabonadoras conduta do empregado em sua CTPS

    (Carteira de Trabalho e Previdncia Social).

    Sendo assim, nenhuma anotao na CTPS do

    empregado pode ser feita acerca do motivo da suspenso

    contratual ou da resciso do contrato de trabalho, por justa

    causa, pois sujeita o empregador a multa de R$ 201,27 e a

    possibilidade do pagamento de indenizao por danos

    morais.

    EXTINO DA EMPRESA

    O TST (Tribunal Superior do Trabalho), atravs da

    Smula 173, se posicionou no sentido de que com a

    cessao das at iv idades da empresa ext into,

    automaticamente, o vnculo empregatcio, sendo devidos os

    salrios at a data da extino.

    Com base no posicionamento do TST, entendemos

    que, durante o perodo de suspenso contratual, poder

    ocorrer a resciso do contrato de trabalho, sem justa causa,

    na hiptese de extino da empresa, tendo em vista que a

    inexistncia de uma das partes impede a manuteno do

    contrato de trabalho.

  • ENCARTE ESPECIAL INFORMATIVO - DEZEMBRO / 2012

    e fim das frias coletivas, mencionando, inclusive, quais os

    estabelecimentos ou setores que sero abrangidos pela

    medida.

    COMUNICAO AO SINDICATO

    O empregador deve env ia r ao s ind ica to

    representativo da categoria profissional, cpia da

    comunicao remetida ao MTE, devendo, tambm, para esse

    fim, ser observado o prazo de 15 dias mencionado no subitem

    anterior.

    As MEs e as EPPs esto dispensadas de comunicar

    ao MTE e ao sindicato a concesso de frias coletivas.

    AF IXAO DE AV ISO NO LOCAL DE

    TRABALHO

    Para que todos os empregados abrangidos tomem

    cincia da adoo da medida coletiva, deve ser afixado um

    aviso, em local visvel do estabelecimento em que os

    mesmos trabalhem.

    Nesse caso, tambm deve ser obedecido o prazo de

    15 dias de antecedncia.

    DESCONTO DE FALTAS Para definir o perodo de frias do empregado, o

    empregador no pode considerar as faltas justificadas, mas

    to somente as injustificadas.

    As faltas injustificadas reduzem a quantidade de dias

    de descanso, isto porque, elas servem para determinar o

    nmero de dias de gozo das frias.

    Conforme CLT Artigo 130 - Aps cada perodo de 12

    (doze) meses de vigncia do contrato de trabalho, o

    empregado ter direito a frias, na seguinte proporo:

    I - 30 (trinta) dias corridos, quando no houver

    faltado ao servio mais de 5 (cinco) vezes;

    II - 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver

    tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas;

    III - 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de

    15 (quinze) a 23 (vinte e trs) faltas;

    IV- 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24

    (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.

    FALTAS JUSTIFICADAS No so consideradas como faltas ao servio, para

    fins de fixao do perodo de gozo de frias, a ausncia do

    empregado nos seguintes casos:

    a) at 2 dias consecutivos, em caso de falecimento

    do cnjuge, ascendente, descendente, irmo ou pessoa que,

    declarada na CTPS Carteira de Trabalho e Previdncia

    Social do empregado, viva sob sua dependncia econmica;

    b) at 3 dias consecutivos, em virtude de casamento;

    c) por 5 dias, em caso de nascimento de filho, no

    decorrer da primeira semana;

    d) por 1 dia, em cada 12 meses de trabalho, em caso

    de doao voluntria de sangue, devidamente comprovada;

    e) at 2 dias consecutivos ou no, para o fim de se

    cadastrar como eleitor, nos termos da lei respectiva;

    f) durante o l icenciamento compulsrio da

    empregada, por motivo de maternidade ou aborto, bem como

    nos casos de adoo ou guarda judicial de criana,

    observados os requisitos para percepo do salrio-

    maternidade custeado pela Previdncia Social;

    g) justificada pela empresa, entendendo-se como tal

    a que no tiver determinado o desconto do correspondente

    salrio;

    h) durante a suspenso preventiva do empregado

    para responder a inqurito administrativo, ou em caso de

    priso preventiva, quando ele for impronunciado ou

    absolvido;

    i) durante a paralisao do servio nos dias que, por

    convenincia do empregador, no tenha havido trabalho;

    j) no perodo de tempo em que tiver de cumprir as

    exigncias do Servio Militar (apresentao anual do

    reservista);

    k) decorrentes das atividades dos representantes

    dos trabalhadores no Conselho Curador do FGTS;

    l) para servir como jurado;

    m) para comparecimento necessrio, como parte,

    Justia do Trabalho;

    n) comparecimento para depor como testemunha,

    CONHEA AS NORMAS

    PARA A CONCESSO DAS FRIAS A legislao assegura a todos os trabalhadores um

    perodo de folga ou descanso, denominado frias.

    Aps cada perodo de 12 meses de vigncia do

    contrato de trabalho (perodo aquisitivo), o empregado tem

    direito ao gozo de um perodo de frias, sem prejuzo da

    remunerao.

    O perodo aquisitivo computado na data em que o

    empregado admitido at que ele complete um ano de

    servio.

    Assim, exemplificando, se o empregado foi admitido

    em 01/04/2010, seu perodo aquisitivo vai de 01/04/2010 a

    31/03/2011. O segundo perodo vai de 01/04/2011 a

    31/03/2012 e assim sucessivamente.

    O perodo de frias, ou seja, os dias de descanso so

    computados, para todos os efeitos, como tempo de servio.

    A legislao vigente no prev a concesso das

    frias antes de completado o perodo aquisitivo, a no ser no

    caso de frias coletivas. Isto porque, a finalidade das frias

    a preservao do bem-estar fsico e mental dos

    trabalhadores, aps um longo perodo laboral.

    DURAO DAS FRIAS O perodo de frias do empregado fixado pela

    legislao, sendo consideradas para tanto a jornada de

    trabalho semanal para a qual ele foi contratado e a proporo

    das faltas injustificadas ao servio, ocorridas durante o

    perodo aquisitivo.

    FRIAS COLETIVAS Frias coletivas a concesso simultnea de

    perodos de descanso, extensivos a todos os empregados da

    empresa ou apenas aos empregados de determinado setor,

    estabelecimento ou seo, independentemente de terem

    sido completados os respectivos perodos aquisitivos.

    As frias coletivas atendem aos interesses do

    empregador, pois um recurso utilizado para a paralisao

    da empresa ou setor, em pocas festivas ou de queda na

    produo.

    FRACIONAMENTO As frias coletivas podem ser gozadas em dois

    perodos anuais.

    Entretanto, a legislao trabalhista determina que

    nenhum desses dois perodos pode ser inferior a 10 dias

    corridos.

    EMPREGADOS MENORES

    DE 18 ANOS E MAIORES DE 50 ANOS A Consolidao das Leis do Trabalho (CLT), atravs

    do 2, do artigo 134, estabelece que, aos menores de 18

    anos e aos maiores de 50 anos de idade, as frias devem ser

    sempre concedidas de uma s vez.

    Assim sendo, em princpio, devido impossibilidade

    de fracionamento e diviso em dois perodos, as frias

    coletivas dos trabalhadores situados naquelas faixas etrias

    somente poderiam ser concedidas em apenas um perodo.

    Entretanto, entendem alguns doutrinadores que as

    disposies contidas no 2, do artigo 134, da CLT, no se

    aplicam hiptese de frias coletivas.

    O menor de 18 anos, estudante, tem o direito de

    fazer coincidir suas frias individuais com as escolares.

    Segundo alguns doutrinadores, esse princpio tambm no

    se aplica no caso de frias coletivas.

    REQUISITOS PARA A CONCESSO: Para a

    concesso das frias coletivas, todas as empresas, exceto as

    Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP),

    enquadradas na Lei Complementar 123/2006, que instituiu o

    Simples Nacional, devem observar as determinaes

    prescritas na legislao trabalhista, conforme a seguir:

    C O M U N I C A O A O M I N I S T R I O D O

    TRABALHO E EMPREGO (MTE)

    O empregador deve comunicar ao rgo local do

    MTE, com antecedncia mnima de 15 dias, as datas de incio

  • ENCARTE ESPECIAL INFORMATIVO - DEZEMBRO / 2012

    quando devidamente arrolado ou convocado;

    o) at 9 dias, para professor, em consequncia de

    casamento ou falecimento de cnjuge, pai, me ou filho;

    p) nas ausncias ao trabalho dos representantes

    dos trabalhadores em atividade, decorrentes das atividades

    do Conselho Nacional de Previdncia Social;

    q) pelo dobro dos dias de prestao de servio, os

    eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou

    Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus

    trabalhos sero dispensados do servio, mediante

    declarao expedida pela Justia Eleitoral;

    r) nos dias em que estiver comprovadamente

    realizando provas de exame vestibular para ingresso em

    estabelecimento de ensino superior;

    s) durante os primeiros 15 dias consecutivos de

    afastamento da atividade por motivo de acidente do trabalho

    ou enfermidade atestada pelo INSS;

    t) pelo tempo que se fizer necessrio, quando tiver

    que comparecer a juzo;

    u) durante a gravidez, a mulher est dispensada do

    horrio de trabalho pelo tempo necessrio para a realizao

    de, no mnimo, 6 consultas mdicas e demais exames

    complementares;

    v) pelo tempo que se fizer necessrio, quando, na

    qualidade de representante de entidade sindical, estiver

    participando de reunio oficial de organismo internacional do

    qual o Brasil seja membro.

    w) nos dias de atividade do Conselho Nacional,

    Estadual ou Municipal de Previdncia Social.

    CONVERSO DE

    1/3 DAS FRIAS EM ABONO

    O empregado pode converter 1/3 do perodo de

    frias a que tiver direito em abono pecunirio, desde que o

    requerimento, nesse sentido, seja apresentado ao

    empregador at 15 dias antes do trmino do respectivo

    perodo aquisitivo de frias.

    O perodo aquisitivo de frias corresponde a cada 12

    meses de vigncia do contrato de trabalho.

    Entretanto, tratando-se de frias coletivas, os

    pedidos individuais de abono de 1/3 das frias no

    prevalecero, pois a fruio das frias coletivas pela

    totalidade dos empregados implica uniformidade de sua

    durao.

    Nesse caso, a converso de 1/3 das frias em abono

    dever ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o

    sindicato representante da categoria profissional dos

    empregados, independente de requerimento individual para

    sua concesso.

    EMPREGADO COM TEMPO

    DE SERVIO INFERIOR AO

    DAS FRIAS COLETIVAS

    Se, por ocasio das frias coletivas, calculando-se a

    proporcionalidade, o empregado ainda no tiver alcanado o

    direito totalidade dos dias concedidos pelo empregador, e

    na impossibilidade de ser ele excludo da medida, em face da

    paralisao total das atividades na empresa, o empregador

    deve considerar como licena remunerada os dias que

    excederem queles correspondentes ao direito adquirido

    pelo empregado.

    Assim, o empregador deve pagar como licena

    remunerada os dias de frias coletivas que excederam s

    frias proporcionais, cujo direito o empregado tenha

    conquistado.

    Esses dias devem ser pagos com base na

    remunerao do empregado, sem o acrscimo do adicional

    de 1/3 estabelecido pela Constituio Federal.

    RESCISO DO CONTRATO

    DE TRABALHO

    No caso de ocorrer resciso do contrato de trabalho

    do empregado, que foi beneficiado com a concesso das

    frias coletivas, quando contava com menos de um ano de

    servio na empresa, o valor pago pelo empregador, a ttulo de

    licena remunerada, no poder ser descontado, quando da

    quitao dos valores devidos ao empregado.

    ANOTAO NO REGISTRO

    DE EMPREGADO E NA

    CARTEIRA DE TRABALHO

    O empregador, quando da concesso das frias

    normais ou coletivas, deve tambm efetuar as devidas

    anotaes no livro ou nas fichas de registro dos empregados.

    A CLT dispe que o empregado no pode entrar em

    gozo das frias sem que apresente ao empregador sua

    Carteira de Trabalho e Previdncia Social (CTPS), para que

    nela seja anotada a respectiva concesso.

    Portanto, a CTPS deve ser tambm apresentada

    pelo empregado, para que nela o empregador faa a

    anotao da concesso das frias coletivas. As anotaes

    podem ser feitas com o uso de etiquetas gomadas,

    autenticadas pelo empregador ou seu representante legal.

    Esta obrigao tambm deve ser cumprida pelas

    MEs e EPPs.

    REMUNERAO DAS FRIAS

    O valor devido ao empregado, como remunerao

    das frias, determinado de acordo com a durao do

    perodo de frias e varia de acordo com a forma de

    remunerao perceb ida pe lo empregado, como

    contraprestao pelos servios prestados, acrescido sempre

    do adicional de 1/3.

    A Constituio Federal, promulgada em 05/10/1988,

    assegurou a todos os empregados remunerao de frias

    com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salrio normal.

    Se, aps o pagamento das frias, ocorrer reajuste

    salarial que venha a refletir sobre a remunerao

    correspondente ao perodo de fruio, ser necessrio

    complementar o valor inicialmente pago, na proporo dos

    dias sujeitos ao reajuste.

    CMPUTO DOS ADICIONAIS

    Caracterizam-se como adicionais os valores pagos

    ao empregado, independentemente do salrio estabelecido

    no seu contrato de trabalho, tais como horas extras, adicional

    noturno, de insalubridade e periculosidade, dentre outros.

    Por ocasio da concesso das frias coletivas, a

    mdia dessas parcelas adicionais, quando variveis, ou o seu

    valor fixo, ser considerado para fins de determinao da

    remunerao-base a ser utilizada para o clculo das frias.

    Se, no momento das frias, o empregado no tiver

    percebido o mesmo adicional do perodo aquisitivo, ou

    quando o valor deste no tiver sido uniforme, ser computada

    a mdia duodecimal recebida naquele perodo, aps a

    atualizao das importncias pagas, mediante incidncia dos

    percentuais dos reajustamentos supervenientes.

    INCIO DO PERODO DE GOZO

    De acordo com o Precedente Normativo 100 do TST,

    originado da jurisprudncia da Seo de Dissdios Coletivos,

    o incio das frias, coletivas ou individuais, no poder

    coincidir com sbado, domingo, feriado ou dia de

    compensao de repouso semanal remunerado.

    Cabe ressaltar que na hiptese do sbado e do

    domingo serem dias normais de trabalho, no prevalecer o

    disposto anteriormente.

    POCA DO PAGAMENTO

    O pagamento da remunerao das frias, tanto

    individuais quanto coletivas, e do abono pecunirio deve ser

    efetuado at dois dias antes do incio do respectivo perodo.

    PENALIDADES

    As empresas que infringirem os dispositivos que

    tratam das frias coletivas sero punidas com multa igual a

    R$ 170,26, por empregado em situao irregular, aplicada em

    dobro em caso de reincidncia, embarao ou resistncia

    fiscalizao, emprego de artifcio ou simulao com o objetivo

    de fraudar a lei.

  • BASE DE CLCULO IRPJ E CSLL

    NO LUCRO PRESUMIDO

    Base de Clculo IRPJ (15%)

    Base de Clculo CSLL (9%)

    INFORMATIVO - DEZEMBRO / 2012

    RECEITA FEDERAL LIBERA

    INSCRIO GRATUITA DE CPF

    ATRAVS DA INTERNET

    A inscrio no CPF j pode ser feita de forma

    gratuita no site da RFB e funcionar 24 horas por dia,

    inclusive nos feriados.

    Encontra-se disponvel no endereo eletrnico da

    Receita Federal do Brasil (RFB), desde 02 de agosto de

    2012, o servio gratuito de inscrio no Cadastro de Pessoas

    Fsicas (CPF), no link "Inscrio CPF Internet".

    O pedido de inscrio CPF pela internet consiste no

    preenchimento de formulrio eletrnico especifico, com os

    seguintes dados do solicitante: nome, data de nascimento,

    ttulo de eleitor, sexo, nome de me, naturalidade, endereo,

    telefone fixo e celular.

    Ao final da solicitao de inscrio efetivada com

    sucesso, ser gerado, automaticamente, o nmero de

    inscrio no CPF e o Comprovante de Inscrio no CPF. O

    solicitante dever anotar esse numero ou imprimir o

    comprovante. Este documento poder ser impresso de

    imediato ou, posteriormente, quantas vezes forem

    necessrias, sem qualquer nus para o solicitante.

    Apenas nos casos em que haja inconsistncia nos

    dados informados pelo solicitante que impossibilite a

    efetivao de sua inscrio, ele ser devidamente orientado

    a dirigir-se a unidade de atendimento das conveniadas (ECT,

    BB e CEF) para fins de proceder a solicitao de inscrio

    no CPF.

    A Inscrio do CPF na Internet no acaba com os

    canais tradicionais de atendimento CPF, realizados pela

    ECT, BB e CEF. Desse modo, a pessoa fsica que possuir

    ttulo de eleitor poder solicitar sua inscrio no CPF tanto

    pela internet quanto por intermdio dessas entidades

    conveniadas.

    Servios de transporte de cargas

    PercentuaisAtividades

    12%

    12%

    12%

    12%

    Comrcio e Indstria

    Sobre a Receita Bruta de construo por empreitada,

    quando houver emprego de materiais na modalidade

    total, fornecendo o empreiteiro todos os materiais

    indispensveis sua execuo, sendo tais materiais

    incorporados obra (IN RFB n 1.234/2012, artigos 2,

    7, e 38, inciso II).

    Sobre a Receita Bruta dos servios hospitalares

    Percentuais

    Percentuais Reduzidos da Receita Anual at R$120 mil

    Atividades

    Comrcio e Indstria

    Revenda de Combustveis derivados de

    petrleo e lcool, inclusive gs

    Servios de transporte de cargas

    Sobre a Receita Bruta dos

    servios hospitalares

    Sobre a Receita Bruta de construo por

    empreitada, quando houver emprego de

    materiais na modalidade total, fornecendo

    o empreiteiro todos os materiais

    indispensveis sua execuo, sendo

    tais materiais incorporados obra

    (IN RFB n 1.234/2012, artigos 2,

    7, e 38, inciso II).

    Loteamento de Terrenos, incorporao

    imobiliria e venda de imveis construdos

    ou adquiridos para revenda

    Servios de Transporte de Passageiros

    Prestadores de Servios relativos ao

    exerccio de profisses legalmente

    regulamentada, inclusive escolas

    (S/C do antigo regime do DL 2.397)

    Intermediao de negcios, inclusive

    corretagem (seguros, imveis, dentre

    outros) e as de representao comercial

    Administrao, locao ou cesso de

    bens imveis, e mveis

    Construo por administrao ou por

    empreitada unicamente de mo de obra

    Prestao de servios de grfica, com ou

    sem fornecimento de material, em relao

    receita bruta que no decorra de

    atividade comercial ou industrial

    Prestao de servios de suprimento de

    gua tratada e coleta de esgoto e explorao

    de rodovia mediante cobrana de pedgio

    (Ato Declaratrio COSIT n16/2000)

    8%

    8%

    8%

    8%

    8%

    16%

    1,6%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    16%

    16%

    16%

    16%

    16%

    16%

    Atividades

    que no

    podem se

    beneficiar

    da reduo

    do percentual.

    Diferencial entre o valor de venda e o

    valor de compra de veculos usados

    12%

    32%

    12%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    32%

    Loteamento de Terrenos, incorporao imobiliria e

    venda de imveis construdos ou adquiridos para revenda

    Servios de Transporte de Passageiros

    Revenda de Combustveis derivados de petrleo

    e lcool, inclusive gs

    Prestadores de Servios relativos ao exerccio de

    profisses legalmente regulamentada, inclusive escolas

    (S/C do antigo regime do DL 2.397)

    Intermediao de negcios, inclusive corretagem

    (seguros, imveis, dentre outros) e as de

    representao comercial

    Administrao, locao ou cesso de

    bens imveis, e mveis

    Construo por administrao ou por

    empreitada unicamente de mo de obra

    Prestao de servios de grfica, com ou sem

    fornecimento de material, em relao receita bruta que

    no decorra de atividade comercial ou industrial

    Prestao de servios de suprimento de gua tratada e

    coleta de esgoto e explorao de rodovia mediante cobrana

    de pedgio (Ato Declaratrio COSIT n16/2000)

    Diferencial entre o valor de venda e o valor de

    compra de veculos usados

    PercentuaisAtividades

  • AGENDA DE OBRIGAES SUJEITA A MUDANAS DE ACORDO COM A LEGISLAO VIGENTE.

    ISS (Vencimento de acordo com Lei Municipal).

    HONORRIOS CONTBEIS

    (Vencimento de acordo com o contrato vigente).

    IPI (Mensal)

    PIS

    COFINS

    IRPJ - Lucro Real

    CSLL - Lucro Real

    CONTRIBUIO SINDICAL (Empregados)

    ICMS (Empresas Normais)(De acordo com o vencimento estabelecido pela Legislao Estadual).

    GPS (Facultativos, etc...) - Competncia 11/2012

    GPS (Empresa) - Competncia 11/2012

    IRRF (Empregados) - Fato Gerador 11/2012

    2 PARCELA DO 13 SALRIO

    SIMPLES NACIONAL

    SALRIO DOS COLABORADORES (Empregados)

    FGTS

    CAGED

    IPI - Competncia 11/2012 - 2402.20.00

    06/12

    07/12

    10/12

    17/12

    20/12

    24/12

    31/12

    INFORMATIVO - DEZEMBRO / 2012

    AGENDA DE OBRIGAES

    DiaDia Obrigaes da Empresa

    Valor

    31,22

    22,00

    Limite Faixa

    At 608,80

    Superior a 608,81 e igual ou inferior a 915,05

    FACULTATIVO

    VALOR MNIMO por contribuio

    VALOR MNIMO por idade

    VALOR MXIMO

    SALRIO BASE

    R$ 622,00

    R$ 622,00

    R$ 3.916,20

    20%

    11%

    20%

    CONTRIBUIO

    R$ 1.026,77

    R$ 1.026,78 at

    R$ 1.711,45

    R$ 1.711,45

    Multiplica-se salrio mdio por 0.8 (80%).At

    A partir de

    Acima

    8,00

    9,00

    11,00

    At 1.174,86

    De 1.174,87 At 1.958,10

    De 1.958,11 At 3.916,20 (Teto mximo, contribuio de R$ 430,78)

    O que exceder a R$ 1.026,77

    multiplica-se por 0.5 (50%) e soma-se a R$ 821,41.

    O valor da parcela ser de R$ 1.163,76 invariavelmente.

    At 1.637,11

    De 1.637,12 at 2.453,50

    De 2.453,51 at 3.271,38

    De 3.271,39 at 4.087,65

    Acima de 4.087,65

    Deduo de dependente:

    Isento

    7,5 %

    15 %

    22,5 %

    27,5 %

    -

    R$ 0,00

    R$ 122,78

    R$ 306,80

    R$ 552,15

    R$ 756,53

    R$ 164,56

    SUJEITA A MUDANAS DE ACORDO COM A LEGISLAO VIGENTE.

    R$ 124,40

    R$ 68,42

    R$ 783,24

    FORMA DE PAGAMENTO DE JUROS

    SOBRE O CAPITAL PRPRIO

    Se a opo tributria da pessoa jurdica for o Lucro

    Real, cabe aos administradores avaliar a possibilidade de

    pagamento ou creditamento de Juros Sobre Capital Prprio

    para os scios ou acionistas.

    A pessoa jurdica poder deduzir os juros pagos ou

    creditados individualizadamente a titular, scios ou acionistas,

    a ttulo de remunerao do capital prprio, calculados sobre as

    contas do patrimnio lquido e limitados variao, pro rata

    dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP (Lei

    9.249/1995, art. 9).

    IR FONTE

    Os juros ficaro sujeitos incidncia do imposto de

    renda na fonte pela alquota de 15% (Lei 9.249/1995, art. 9,

    2).

    DIVIDENDOS

    O valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa

    jurdica, a ttulo de remunerao do capital prprio, poder ser

    imputado ao valor dos dividendos de que trata o art. 202 da Lei

    6.404/1076.

    LIMITES DE DEDUTIBILIDADE

    O montante dos juros remuneratrios do patrimnio

    lquido passvel de deduo para efeitos de determinao do

    lucro real e da base de clculo da contribuio social limita-se

    ao maior dos seguintes valores:

    I - 50% (cinqenta por cento) do lucro lquido do

    exerccio antes da deduo desses juros; ou

    II - 50% (cinqenta por cento) do somatrio dos

    lucros acumulados e reserva de lucros, sem computar o

    resultado do perodo em curso.

    Para os efeitos do limite referido no item I, o lucro

    lquido do exerccio ser aquele aps a deduo da

    contribuio social sobre o lucro lquido e antes da deduo da

    proviso para o imposto de renda, sem computar, porm, os

    juros sobre o patrimnio lquido.

    TRATAMENTO DO IR FONTE

    Os juros sofrero reteno de IRF pela alquota de

    15%. No beneficirio pessoa jurdica, se tributada pelo lucro

    real, a fonte ser considerada como antecipao do devido ou

    compensada com o que houver retido por ocasio do

    pagamento ou crdito de juros, a ttulo de remunerao do

    capital prprio, a seu titular, scios ou acionistas.

    No caso de tributao pelo Lucro Presumido ou

    Arbitrado, a fonte ser considerada como antecipao do

    devido.

    Nos demais casos, os rendimentos pagos a pessoa

    jurdica, mesmo que isenta, ou a pessoa fsica, sero

    considerados tributados exclusivamente na fonte.

    No caso de juros pagos a pessoa fsica, a tributao

    definitiva, no se compensando nem se adicionando aos

    demais rendimentos tributveis.

    Base: pargrafo 3 do art. 9 da Lei 9.249/1995.

    CONTABILIZAO DOS JUROS

    Os juros pagos ou recebidos, sero contabilizados,

    segundo a legislao tributria, respectivamente, como

    despesa financeira ou receita financeira.

    O efetivo pagamento ou crdito dos juros fica

    condicionado existncia de lucros, computados antes da

    deduo dos juros, ou de lucros acumulados, em montante

    igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem

    pagos ou creditados.

    Este informativo uma publicao mensal de: PRECISO CONTBIL,

    CRC/ES 003291. Editorao, Direo Tcnica e Impresso:

    B u s i n e s s E d i t o r a e P u b l i c a o d e I n f o r m a t i v o s L t d a .

    (47) 3371-0619. Este material possui Direitos Reservados. proibida a

    reproduo deste material. Tiragem: 100 exemplares - Cod. 01811

    PRECISOC O N T B I L

    precisaocontabil@precisaocontabil-es.com.br

    www.precisaocontabil-es.com.br

    Fone: (27) 3219-4205