informa§µes para os profissionais de sade sobre os ... obstrutiva cr´nica, asma,...

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____________________________________________________________________________________________ Secretaria Municipal de Sade/Gerncia de Vigilncia em Sade e Informao

Av. Afonso Pena, 2.336/9 andar - Funcionrios CEP: 30130-007 BELO HORIZONTE MG

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Informaes para os profissionais de sade sobre os cuidados na ateno de paciente suspeito ou confirmado de influenza A/H1N11

Atualizao de 04/05/2009

1. Definies de caso para investigao Caso SUSPEITO Apresentar febre alta de maneira repentina (> 38C) E tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabea, dores musculares e nas articulaes, dificuldade

respiratria E

Ter apresentado sintomas at 10 dias aps sair de pas que notificou caso pela Influenza A(H1N1)

OU ter tido contato prximo, nos ltimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infeco humana pelo novo subtipo de Influenza.

Caso a MONITORAR Viajante procedente de vo internacional, nos ltimos 10 dias E apresentando os sintomas da doena.

2. Perodo de transmisso

A transmisso pode ocorrer enquanto permanecem os sintomas. O Ministrio da Sade

recomenda manter as medidas para evitar a transmisso por dez dias aps o incio dos sintomas.

3. Mecanismos de transmisso

A transmisso por gotculas respiratrias tem sido considerada como a rota mais importante de transmisso do vrus da influenza.

As gotculas so geradas principalmente na pessoa fonte quando ela tosse, escarra ou conversa.

A transmisso por gotculas grandes que contm o vrus (>5 m) requer contato prximo entre o

paciente e a pessoa receptora porque elas no ficam suspensas no ar e conseguem se deslocar

apenas a curta distncia (aproximadamente um metro) atravs do ar. Alm da transmisso por gotculas, o vrus pode ser transmitido atravs do contato; particularmente, com a contaminao das mos e a auto inoculao na conjuntiva, boca ou na

mucosa nasal. A transmisso por aerossis ocorre quando pequenas partculas residuais de gotculas

evaporadas (< 5 m) ou partculas de poeira contendo vrus permanecem suspensas no ar

1 Em 30 de abril de 2009, a OMS adotou como denominao oficial Influenza A(H1N1) em substituio a denominao anterior de influenza suna.

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durante longos perodos de tempo. Estas pequenas partculas podem ser trazidas em correntes

de ar e ser inaladas por uma pessoa susceptvel em um mesmo ambiente ou a uma distncia

maior que um metro do paciente fonte. Apesar de no ser a rota usual, a influenza A/H1N1 pode ser transmitida pelo ar, atravs de aerossis, a longa distncia (> um metro) durante a realizao de procedimentos geradores de aerossis.

Todo profissional de sade que for dar ateno diretamente ao paciente deve se paramentar com Equipamento de Proteo Individual (EPI) adequado para o manejo de caso suspeito de influenza A/H1N1.

Medidas para evitar a transmisso no estabelecimento de sade:

Todo paciente suspeito de influenza A/H1N1 deve utilizar de imediato uma mscara cirrgica. Esta mscara deve ficar ajustada no seu rosto. Para fazer a higiene nasal, deve utilizar um leno descartvel ou papel higinico. O nariz e a boca devem estar cobertos quando espirrar ou tossir; evitar tocar olhos, nariz ou boca Lavar as mos freqentemente com sabo e gua, especialmente depois de tossir ou espirrar. Quando molhada, a mscara

deve ser substituda.

Colocao da mscara cirrgica:

O paciente deve ser imediatamente conduzido para uma sala sem outros pacientes

onde ser examinado.

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Se no for possvel, evitar que o paciente permanea em local com outras pessoas.

Seno, que mantenha pelo menos um metro de distncia de outra pessoa enquanto aguarda seu atendimento, utilizando a mscara cirrgica.

4. Procedimentos diante de paciente com suspeita de influenza A/H1N1, estvel, sem necessidade de internao:

O paciente que se enquadre como suspeito de influenza A/H1N1 deve colocar uma

mscara cirrgica.

Todo pessoa que for permanecer em distncia inferior a um metro do paciente deve usar

mscara cirrgica.

O profissional de sade que vai prestar atendimento direto ao paciente deve se

paramentar com EPI adequado (luva, avental ou capote, gorro, mscara cirrgica ou

mscara N95 e culos, dependendo da situao de risco). Limitar a quantidade de profissionais de sade, familiares e de visitas expostas ao

paciente.

Evitar que grvidas, pessoas com doenas crnicas (por exemplo: doena pulmonar

obstrutiva crnica, asma, imunodeficincias congnitas ou adquiridas, cardiopatias,

diabetes), crianas menores de cinco anos e adultos > 65 anos tenham contato prximo

com o paciente.

A coleta de secreo respiratria deve ser providenciada, seguindo as orientaes para a

coleta, armazenamento e transporte adequado. As amostras devero ser enviadas

FUNED para seu processamento. Cada estabelecimento de sade deve estabelecer com a

FUNED o fluxo de entrega de material.

Prescrever medicao sintomtica para o paciente. No usar cido acetilsaliclico.

Se possvel, manter em quarentena domiciliar voluntaria at o completo desaparecimento

dos sintomas (o Ministrio da Sade recomenda dez dias), com as recomendaes

especficas.

A dosagem de antiviral est detalhada no Anexo II.

O caso deve ser notificado imediatamente Vigilncia Epidemiolgica do Distrito Sanitrio

por telefone, ou Gerncia de Epidemiologia e Informao: 3277-7767 e 3277-8222 ou

celular do planto 8835-3120.

Todo paciente que apresente infeco respiratria aguda grave deve ser internado em um

hospital de referncia. A avaliao da necessidade de internao deve ser baseada em

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critrios clnicos. A dificuldade respiratria um dos critrios usados e a freqncia

respiratria um dos parmetros utilizados na avaliao da dificuldade respiratria:

Idade Freqncia respiratria

aumentada (=taquipnia) Antes de dois meses > 60 respiraes/minuto De dois a 11 meses > 50 respiraes /minuto 12 meses a cinco aos > 40 respiraes /minuto Adultos* > 26 respiraes /minuto

*A frequncia respiratoria >30 em adultos um parmetro utilizado para avaliar a gravidade

Outros sinais indicativos de necessidade de internao hospitalar: vmitos repetidos;

sintomas e sinais de desidratao, convulses, confuso mental, prostrao ou qualquer

sinal ou sintoma de instabilidade clnica.

5. Transporte de pacientes Os tripulantes de veculos de transporte de paciente que vo entrar em contato com o

mesmo necessitam usar permanentemente mscaras tipo cirrgicas. Como medida

adicional, o paciente deve usar tambm a mscara cirrgica. Se a cabine do motorista e do

paciente so separadas por alguma barreira, esta deve ser mantida fechada em todo

momento do traslado. Apenas as pessoas que vo dar ateno ao paciente devem entrar

em contato com ele. Assim, se o motorista s tem a tarefa de dirigir a ambulncia, no

dever entrar no habitculo em nenhuma circunstncia

Terminado o traslado e antes de ser novamente utilizado para outro, o habitculo do

paciente, os materiais utilizados e todas as superfcies que o paciente teve contato durante

o transporte devem ser submetidos a limpeza e desinfeco. Verificar maiores detalhes no

Anexo IV.

6. Paciente suspeito de influenza A/H1N1 com necessidade de internao: O profissional de sade que vai prestar atendimento direto ao paciente deve se

paramentar com EPI adequado (luva, gorro, avental ou capote, mscara cirrgica ou

mscara N95 e culos, dependendo da situao de risco).

Deve encaminhar o paciente o quanto antes para quarto de isolamento, cujas portas

devem ser mantidas fechadas.

Quando possvel este quarto de isolamento deve ser equipado com filtro hepa e presso

negativa. Caso contrrio, deve ser bem ventilado.

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Aps a internao, evitar o transporte de pacientes