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Autores

Sete Lagoas, MGDezembro, 2016

220

ISSN 1679-1150

lvaro Vilela de ResendeEng.-Agrn., D.Sc. em Solos e Nutrio de Plantas, Pesquisa-

dor da Embrapa Milho e Sorgo, Rod. MG 424 km 45, 35701-970

Sete Lagoas, MG, alvaro.resende@embrapa.br

Carine Gregrio Machado SilvaEng.-Agrn.,M.Sc. em Cincias

Agrrias, Sete Lagoas, MG, carine.greg@gmail.com

Aarn Martnez GutirrezEng.-Agrn., M.Sc., Doutorando

em Fitotecnia na UFV, Viosa, MG,

aaron_0715@hotmail.com, Eduardo de Paula Simo

Eng.-Agrn., M.Sc., Doutorando em Fitotecnia na UFV, Viosa,

MG eduardosimao.agro@yahoo.

com.brLauro Jos Moreira Guimares

Eng.-Agrn., D.Sc. em Gentica e Melhoramento, Pesquisador

da Embrapa Milho e Sorgo, Rod. MG 424 km 45, 35701-970 Sete

Lagoas, MG, lauro.guimaraes@embrapa.br

Silvino Guimares Moreira Eng.-Agrn., D.Sc. em Solos e Nutrio de Plantas, Professor

da UFSJ, Sete Lagoas, MG, silvino@ufsj.edu.br

Emerson BorghiEng.-Agrn., D.Sc. em Agrono-mia, Pesquisador da Embrapa

Milho e Sorgo, Rod. MG 424 km 45, 35701-970 Sete Lagoas, MG,

emerson.borghi@embrapa.br

Introduo

Adubaes com fornecimento de nutrientes bem ajustado demanda das culturas so importantes quando se objetiva conciliar produtividade, uso eficiente de fertilizantes, lucratividade e reduo de riscos ao ambiente. Estes fatores resultam em maior competitividade no segmento de produo de gros. A exigncia nutricional da cultura do milho determinada pela quantidade de nutrientes extrados durante o seu ciclo e, mesmo em solos de boa fertilidade, as adubaes devem, ao menos, repor o que for exportado com a colheita dos gros. Desse modo, o conhecimento dos padres de extrao e exportao de nutrientes precisa fazer parte do plano de manejo das reas de cultivo. A associao destes padres com os dados de anlise de solo e de expectativa de produtividade permite dimensionar, com mais critrio, as quantidades de fertilizantes a serem aplicadas para manuteno da fertilidade do solo.

As quantidades de nutrientes absorvidas no so constantes, podendo variar de acordo com a cultivar, com as condies climticas, com o tipo de manejo e tecnologia empregados, e com o nvel de fertilidade do solo (BLL, 1993; RESENDE et al., 2012). Os padres gerais de exigncias nutricionais do milho, disponveis para consulta no Brasil, foram estabelecidos a partir de pesquisas conduzidas h mais de duas dcadas (ANDRADE et al., 1975; VASCONCELLOS et al., 1983; COELHO; FRANA, 1995), em sistema de preparo convencional do solo e com cultivares antigas que no esto mais no mercado. Tais padres constituem a base de vrias tabelas oficiais de recomendao de adubao (CANTARELLA et al., 1996; ALVES et al.,1999; SOUSA; LOBATO, 2004). Todavia, sabe-se que os requerimentos por nutrientes aumentam medida que nveis crescentes de produtividade so alcanados (VON PINHO et al., 2009; BENDER et al., 2013), o que refora a necessidade de se atualizarem os indicadores de demanda nutricional da cultura, sobretudo para condies de lavouras de alto desempenho.

de se esperar, portanto, que ao longo do tempo ocorram mudanas nas quantidades de nutrientes exigidas pelas cultivares de milho (BENDER et al., 2013). Com os avanos no melhoramento gentico, incluindo a transgenia, e em outras especialidades relacionadas ao desenvolvimento tecnolgico na agricultura, o cultivo de milho em sistemas mais intensivos j atinge produtividades de gros e massa seca muito superiores s obtidas dcadas atrs. Nesse contexto, a presente publicao apresenta indicadores de extrao e exportao de macro e micronutrientes por hbridos modernos, em cultivos sob plantio direto, com mdio a alto investimento em adubao.

Indicadores de Demanda de Macro e Micronutrientes por Hbridos Modernos de Milho

2 Indicadores de Demanda de Macro e Micronutrientes por Hbridos Modernos de Milho

Base Experimental

Os dados de extrao e exportao ora apresentados foram obtidos na safra vero 2014/2015, a partir de um estudo em Latossolo Vermelho distrofrrico muito argiloso, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas-MG (coordenadas 192830 S, 441508 W, e 732 m de altitude). O estudo consistiu no cultivo de quatro hbridos simples transgnicos, de ciclo precoce (AG 8088 PRO X, DKB 310 PRO 2, DKB 390 PRO e P 30F53 YH) e dois hbridos simples convencionais, de ciclo semiprecoce (BRS 1040 e hbrido experimental 1I 873), em ambientes com mdio ou alto investimento em adubao. Foram distribudas 70 mil sementes por hectare utilizando uma semeadora de parcelas, em plantio direto e com irrigao complementar ao longo do perodo de cultivo. Detalhes do desenho experimental e das operaes de conduo do trabalho encontram-se descritos em Silva (2016).

Cada parcela foi constituda de quatro linhas de 6 m de comprimento, espaadas 0,5 m entre si. Na adubao de semeadura, foram utilizados 340 e 500 kg ha-1 da frmula NPK 08-28-16 + 0,3 % B nos ambientes de mdio e alto investimento, respectivamente. Aos 20 dias aps semeadura (estdio V4), foi realizada uma adubao de cobertura em todo o experimento, com 200 kg ha-1 de ureia. No ambiente de alto investimento, foram realizadas mais duas adubaes de cobertura: 350 kg ha-1 de NPK 20-00-20 aos 27 dias e 200 kg ha-1 de sulfato de amnio aos 33 dias aps semeadura. Por fim, neste ambiente, ainda foi realizada adubao foliar com uma mistura dos fertilizantes Biozyme (2 L ha-1), fosfato monoamnico MAP (2,5 kg ha-1) e nitrato de clcio (1,5 kg ha-1), no estdio V7.

Aps a maturao fisiolgica, realizou-se a colheita na rea til das parcelas para determinao da produtividade de gros. Adicionalmente, duas plantas de cada parcela

foram amostradas e separadas em folha, colmo, palha da espiga, sabugo e gros. Aps secagem em estufa, quantificou-se a massa seca de cada compartimento, sendo os teores de macro e micronutrientes determinados em anlises laboratoriais conforme metodologias descritas em Silva (2009). De posse desses dados, calcularam-se as quantidades de nutrientes contidas nos gros (exportao), no restante da planta (palhada) e o somatrio correspondente ao contedo total (extrao).

Nesta publicao, so apresentados dados que ilustram os comportamentos mais relevantes no que diz respeito a indicadores de demanda nutricional do milho. Quando pertinente, as mdias foram comparadas estatisticamente pelo teste de Scoot-Knott a 5%. Desdobramentos estatsticos completos e discusses mais detalhadas encontram-se disponveis em Silva (2016) e Gutirrez (2016), incluindo dados de amostragens para quantificao do acmulo de nutrientes em diferentes estdios de desenvolvimento do milho.

Resultados

Observaram-se efeitos isolados de hbridos e de ambientes de adubao, mas no houve interao entre esses fatores, para produo de massa seca, produtividade de gros e extrao de nutrientes, exceo de K e Fe. Na Figura 1, pode-se visualizar a existncia de diferenas significativas entre hbridos, no s em relao produtividade de gros, mas, tambm, quanto produo de massa seca da parte area (palhada). Tais diferenas tm reflexos na magnitude de extrao (Tabela 1) e de exportao (Tabela 2) de nutrientes, caractersticas que assim se revelam peculiares a cada cultivar, embora no seja apenas o componente gentico a determinar as quantidades absorvidas pelas plantas e translocadas para os gros. De qualquer modo, em geral, quanto maior a capacidade de crescimento vegetativo e o potencial de

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rendimento de gros, mais acentuada a absoro de nutrientes, conforme se verifi ca no caso do hbrido DKB 310.

Figura 1. Produo de massa seca de parte area (MSPA) e produtividade de gros por hbridos de milho. Dados mdios de cultivos em ambientes com mdio e alto investimento em adubao. Para cada varivel (MSPA ou Gros), mdias seguidas de mesma letra no diferem pelo teste de Scott-Knott a 5%.

As variaes de extrao entre cultivares podem ser menos ou mais evidentes, dependendo do nutriente em questo, e nem sempre tm correspondncia nas quantidades exportadas, a exemplo dos resultados observados para N, K e Cu, em que as diferenas na extrao pelos hbridos (Tabela 1) so amenizadas quando se trata da exportao (Tabela 2). H tendncia de certo nivelamento nos padres de exportao, cujo montante deriva da ponderao entre a concentrao do nutriente nos gros e a produtividade obtida.

O maior investimento em adubao promove absoro mais intensa, e consequente

acmulo nas plantas, de nutrientes como N, P, K, S, Cu, Fe, Mn e Zn, mas os efeitos sobre a alocao nos gros s so mais

perceptveis no caso do N, S, Cu , Fe e Mn (Tabela 3). interessante notar que os nveis de exportao de P e K no foram signifi cativamente afetados pelo investimento em adubao. As explicaes mais provveis para esse fato devem estar ligadas razovel reserva disponvel desses nutrientes nos dois ambientes (SILVA, 2016) e s particularidades do seu metabolismo na planta de milho. O P absorvido tem direcionamento predominante para os gros, podendo equivaler a at 80 a 90% do total acumulado durante o ciclo da cultura (VASCONCELLOS et al., 1983; COELHO; FRANA, 1995). No caso do K, pode haver consumo de luxo quando o suprimento mais abundante, caracterizando elevada extrao (Tabela 3), mas a translocao para os gros

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ocorre em proporo relativamente baixa no milho, em torno de 25%, havendo acumulao preferencial nas partes vegetativas (COELHO; FRANA, 1995). Contudo, para ambos os nutrientes, condies de menor suprimento fazem com que uma maior proporo do extrado seja mobilizada para os gros (SILVA, 2016). Este comportamento contribui, em parte, para nivelar as quantidades exportadas em cultivos sob nveis diferentes de disponibilidade de nutrientes.

Taxas mdias de acmulo de macro e micronutrientes na palhada e nos gros (exportao), para a produo de uma

Tabela 1. Extrao ou contedo total de nutrientes em plantas (parte area + gros) de hbridos de milho por ocasio da colheita (estdio R6). Dados mdios de cultivos em ambientes com mdio e alto investimento em adubao.

Mdias seguidas de mesma letra em cada coluna no diferem pelo teste de Scott-Knott a 5%. Para converter P2O5 em P e K2O em K, dividir, respectivamente, os valores da tabela por 2,29 e 1,20. Dados de produo dos hbridos constam na Figura 1.

tonelada de milho, so apresentadas nas Figuras 2 e 3. A soma dos valores referentes palhada e gros corresponde extrao ou demanda total de determinado nutriente para cada tonelada produzida. Vale lembrar que as unidades de representao dos dados, em kg t-1 para os macronutrientes, e g t-1 para os micronutrientes, equivalem expresso das suas concentraes nos tecidos da planta (g kg-1 e mg kg-1, respectivamente), de modo que os valores descritos nas fi guras tambm indicam os teores presentes na palhada e nos gros.

Mdias seguidas de mesma letra em cada coluna no diferem pelo teste de Scott-Knott a 5%. Para converter P2O5 em P e K2O em K, dividir, respectivamente, os valores da tabela por 2,29 e 1,20. Dados de produo dos hbridos constam na Figura 1.

Tabela 2. Exportao de nutrientes nos gros de hbridos de milho. Dados mdios de cultivos em ambientes com mdio e alto investimento em adubao.

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Observa-se que propores expressivas do N (50%), P (67%), S (45%) e Zn (36%) absorvidos durante o ciclo so removidos da rea de cultivo com a colheita dos gros (Figuras 2 e 3). No caso do K, embora seja o segundo nutriente extrado em maior quantidade, a exportao nos gros representa somente 21% do total presente na planta por ocasio da colheita. Confi rma-se tambm a exportao muito baixa de Ca, o que at faz com que a quantifi cao desse nutriente seja desconsiderada quando se trata de gros de milho (BENDER et al., 2013). A absoro relativamente alta de Fe em relao aos demais micronutrientes no deve ser considerada propriamente como exigncia nutricional da cultura, pois a extrao pelas plantas favorecida em solos argilosos com maior contedo desse micronutriente na forma de xidos, superando largamente a demanda relativa exportao nos gros (Figura 3).

Em geral, quando h menor suprimento, a absoro restringida e os percentuais exportados de macro e micronutrientes so mais elevados (GUTIRREZ, 2016; SILVA,

2016), expondo o sistema de produo a risco de desabastecimento de nutrientes nas safras subsequentes. Por outro lado, uma absoro (extrao) mais substancial de nutrientes nem sempre resulta em ganho proporcional no rendimento de gros. Adubaes superdimensionadas promovem consumo de luxo de nutrientes, com prejuzo da rentabilidade ao agricultor, alm da predisposio a processos de perda ou indisponibilizao. Da a importncia de se conhecer a real demanda dos cultivos e garantir adubaes sufi cientes para boas colheitas e manuteno do potencial produtivo da rea, sem dar margem a situaes extremas de dfi cits ou excessos.

Os indicadores de extrao e exportao aqui reportados (Figuras 2 e 3) apresentam menor magnitude quando comparados s informaes obtidas com cultivares transgnicas nos Estados Unidos da Amrica (BENDER et al., 2013) e tambm em relao aos dados disponveis na literatura clssica do Brasil, compilados por Resende et al. (2012). A tendncia de menores requerimentos nutricionais para cada tonelada de milho

Tabela 3. Extrao ou contedo total (parte area + gros) e exportao de nutrientes nos gros de milho, em cultivos com mdio e alto investimento em adubao. Dados mdios dos hbridos AG 8088 PRO X, DKB 310 PRO 2, DKB 390 PRO, P 30F53 YH, BRS 1040, e 1I 873.

Para cada varivel (extrao ou exportao), mdias seguidas de mesma letra na linha no diferem pelo teste F a 5%. Para converter P2O5 em P e K2O em K, dividir, respectivamente, os valores da tabela por 2,29 e 1,20.

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produzida no presente estudo salienta a infl uncia de distintos ambientes e tecnologias de cultivo (Brasil vs EUA), bem como mudanas nos padres de demanda fi siolgica da cultura do milho com o passar do tempo. Pode-se inferir que a renovao das cultivares disponibilizadas ao agricultor, com potencial gentico de produo continuamente incrementado, associada a

Figura 2. Contedo de macronutrientes na palhada (parte area, nmeros em preto) e nos gros (exportao, nmeros em vermelho), para cada tonelada de gros de milho produzida. Dados mdios dos hbridos AG 8088 PRO X, DKB 310 PRO 2, DKB 390 PRO, P 30F53 YH, BRS 1040, e 1I 873, em cultivos com mdio a alto investimento em adubao. Valores entre parntesis indicam o percentual exportado com a colheita dos gros. Para converter P2O5 em P e K2O em K, dividir, respectivamente, os valores da tabela por 2,29 e 1,20.

prticas modernas de manejo da lavoura, contriburam para esse aumento na efi cincia de utilizao de nutrientes pela cultura do milho no Pas. No obstante, preciso enfatizar que as crescentes produtividades alcanadas implicam em aumento da demanda total de nutrientes por hectare, requerendo equivalente acrscimo no seu fornecimento via adubao.

Contedo de macronutrientes na palhada (parte area, nmeros em preto) e nos gros

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Concluses e Recomendaes

Em mdia, os quatro hbridos transgnicos e dois convencionais, cultivados na safra de vero em ambientes de mdio a alto investimento em adubao, sob plantio direto e com irrigao complementar, produziram cerca de 10,3 t ha-1 de gros (com variao de 8,9 a 13,2 t ha-1 entre hbridos) e 14,7 t ha-1 de palhada (com variao de 12,6 a 18,8 t ha-1 entre hbridos).

A demanda nutricional mdia identifi cada nessas condies corresponde aos seguintes indicadores, para cada tonelada de gros produzida:

Extrao (parte area + gros) equivalente de macronutrientes: 28,4; 6,3; 18,0; 5,0; 3,8; e 2,0 kg de N, P2O5, K2O, Ca, Mg e S, respectivamente.

Extrao (parte area + gros) equivalente de micronutrientes: 9, 220, 63, e 45 g de Cu, Fe, Mn e Zn, respectivamente.

Figura 3. Contedo de micronutrientes na palhada (parte area, nmeros em preto) e nos gros (exportao, nmeros em vermelho), para cada tonelada de gros de milho produzida. Dados mdios dos hbridos AG 8088 PRO X, DKB 310 PRO 2, DKB 390 PRO, P 30F53 YH, BRS 1040, e 1I 873, em cultivos com mdio a alto investimento em adubao. Valores entre parntesis indicam o percentual exportado com a colheita dos gros.

Exportao (gros) equivalente de macronutrientes: 14,3; 4,2; 3,7; 0,03; 0,8; e 0,9 kg de N, P2O5, K2O, Ca, Mg e S, respectivamente.

Exportao (gros) equivalente de micronutrientes: 2, 11, 4, e 16 g de Cu, Fe, Mn e Zn, respectivamente.

O potencial de extrao e exportao de nutrientes aumenta em situaes que combinam a utilizao de hbridos com elevada capacidade de produo de biomassa e gros em ambientes com maior oferta de nutrientes.

As fraes de nutrientes no exportadas na colheita fi cam contidas nos restos culturais que entraro no processo de ciclagem, importante para manuteno das reservas do sistema e composio do suprimento necessrio aos cultivos seguintes.

Os menores valores de extrao e exportao de nutrientes observados em relao s

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referncias anteriores da literatura no Brasil e no exterior sugerem ganhos de eficincia de utilizao de nutrientes pela cultura do milho no Pas, o que, em parte, se deve adoo cultivares modernas. Essas mudanas nos padres nutricionais confirmam que atualizao dos indicadores de demanda necessria para se refinar os critrios de reposio de nutrientes em sistemas de produo envolvendo o milho.

Os dados ora obtidos servem como uma referncia geral, mas tendo em vista que diversos fatores interferem nas quantidades de nutrientes absorvidas e exportadas, ganha importncia a obteno de informaes mais prximas possveis da realidade de cada rea de produo. Nesse sentido, a anlise peridica dos gros colhidos na propriedade, no mesmo processo utilizado para anlise foliar, fornece subsdios fidedignos para tomada de deciso mais acertada no dimensionamento das adubaes de manuteno ao longo do tempo.

Referncias

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SILVA, F. C. (Ed.). Manual de anlises qumicas de solos, plantas e fertilizantes. 2. ed. Braslia, DF: Embrapa Informao Tecnolgica, 2009. 627 p.

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Exemplares desta edio podem ser adquiridos na:Embrapa Milho e SorgoEndereo: Rod. MG 424 km 45 Caixa Postal 151CEP 35701-970 Sete Lagoas, MGFone: (31) 3027 1100Fax: (31) 3027 1188www.embrapa.br/fale-conosco1a edioVerso Eletrnica (2016)

Presidente: Presidente: Sidney Netto Parentoni. Secretrio-Executivo: Elena Charlotte Landau. Membros: Antonio Claudio da Silva Barros, Cynthia Maria Borges Damasceno, Maria Lcia Ferreira Simeone, Monica Matoso Campanha, Roberto dos Santos Trindade e Rosngela Lacerda de Castro.

Reviso de texto: Antonio Claudio da Silva Barros.Normalizao bibliogrfi ca: Rosngela Lacerda de Castro. Tratamento das ilustraes: Tnia Mara A. Barbosa. Editorao eletrnica: Tnia Mara A. Barbosa.

Comit de publicaes

Expediente

Circular Tcnica, 220

CGPE - 13587

SOUSA, D. D.; LOBATO, E. Calagem e adubao para cultura anuais e semiperenes. In: SOUSA, D. D.; LOBATO, E. (Ed.). Cerrado: correo do solo e adubao. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2004. p. 283-313.

VASCONCELLOS, C. A.; BARBOSA, J. V. A.; SANTOS, H. L. dos; FRANA, G. E. de. Acumulao de massa seca e de nutrientes por duas cultivares de milho com e sem irrigao suplementar. Pesquisa Agropecuria Brasileira, Braslia, DF, v. 18, n. 8, p. 887-901, 1983.

VON PINHO, R. G.; BORGES, I. D.; PEREIRA, J. L. D. A. R.; REIS, M. C. D. Marcha de absoro de macronutrientes e acmulo de matria seca em milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas, v. 8, n. 2, p. 157-173, 2009.

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