inconfidência nº 192 - colorido

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  • 1. BELO HORIZONTE, 31 DE JULHO DE 2013 - ANO XIX - N 192 AS FORAS ARMADAS TM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAO DO COMUNISMO NO BRASIL. l l jornal@jornalinconfidencia.com.br A EDUCAO E A FAMLIA AMEAADAS CAXIAS O PACIFICADOR Em 2003, por ocasio dobicentenriodenas- cimento de Lus Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, lanamos uma edio histrica comemorativa, recordando a verdadeira Histria Militar e do Brasil, da qual o seu maior heri. Considerando o grande sucesso al- canado,decidimos,desde ento,reedit- la anualmente, o que faremos pela dcima vez no prximo ms de agosto. Aps a leitura, se no guard-la co- mo fonte de consultas, repasse-a para um professor de Histria do Brasil, para a biblioteca de sua escola ou ainda, para um jovem universitrio. Desde j, agradecemos. Edio Histrica do Duque de Caxias Este assunto que permanece escon- didoe/oudeturpadopelamdiaapa- relhada nas redaes dos principais jornais televisivos, impressos e fala- dos e da sociedade brasileira, ser apre- sentado e debatido pela nossa articu- lista, jornalista Graa Salgueiro, em palestra a ser proferida, s 19.30 ho- ras de 13 de agosto, no Crculo Militar de Belo Horizonte. COMPAREA! DIVULGUE! PGINA 19 Os Coronis Av Dell'Isola, Miguez e De Biasi, General Amaury, Professor Incio Loiola, Jornalista Paulo Henrique e a palestrante Prof. Aileda Dando continuidade ao Ciclo de Palestras de 2013, na noite de 16 de julho, foi realizada no Crculo Militar de Belo Horizonte, a palestra intitulada A Educao e a Famlia ameaadas, proferida pela Professora Universitria Dra Aileda de Mattos Oliveira. LER NA PGINA 15 A ATUAO DO FORO DE SO PAULO E DAS FARC NO BRASIL FEB - FORA EXPEDICIONRIA BRASILEIRA - 70 ANOS - PGINA 14 Entrevista General Marco Antonio Felcio da Silva FORO DE SO PAULO PGINA 2 VNDALOS E COMUNISTAS PGINA 5 JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE PGINA 7 ...E MENTIROSA
  • 2. N 192 - Julho/2013 2 DESPERDCIO NO PARASO nCARIBE.Nestaedio,OTEMPO apresenta, dentro da srie Desperdcio no Paraso, entrevistas que reforam a de- nncia de que o Brasil tem investimento alto para criar e manter embaixadas em pequenas ilhas do Caribe, onde no vi- vem brasileiros e no h um movimento de turistas no pas. O comrcio entre o OS ERROS DE UMA POLTICA QUE PRIORIZA IDEOLOGIA PARTIDRIA n CARLA KREEFFT ENVIADA ESPECIAL Brasil e as ilhas tambm insignificante. As reportagens publicada desde o ltimo domingo nos mostram que a verda- deira preocupao do governo petista em relaopolticaexternaampliarsuainflu- ncia na Amrica do Sul e no Caribe; tal comofazemaVenezuelaeCuba,buscando a criao de um de bloco de pases coman- dados por governos de esquerda para fazer o enfrentamento com os Estados Unidos e os pases da Europa Ocidental, especial- mente Inglaterra, Frana e Espanha na- es que colonizaram as ilhas caribenhas. Essa estratgia da poltica externa tem total consonncia com as deliberaes dochamadoForodeSoPaulo.Ocolegiado, criado em 1990, formado por partidos e movimentosdeesquerda,incluindooPT,e visa expandir o socialismo no mundo a partirdaAmricaBolivariana. Nas entrevistas apresentadas hoje, o generalMarcoAntonioFelcio,explicacom detalhes,oqueoForodeSoPauloequais so as suas pretenses. J na conversa com o ex-ministro de Relaes Exteriores Luiz Felipe Lampreia, os equvocos da poltica de abertura de embaixadas em pequenas ilhas do Caribe ficam evidentes. Ele aponta alternativas que seriam menos onerosas e eficientes. O senhor identifica na poltica ex- terna brasileira um alinhamento entre Brasil, Venezuela e Cuba no sentido de ampliarasinflunciasdachamadaaliana bolivariana? No h dvidas quanto a tal alinha- mento, responsvel pela criao do Foro de So Paulo (FSP) pelo PT, por sugesto de Fidel Castro (Cuba), e apoiada de ime- diato pela Venezuela. No uma poltica externa acertada, pois poltica de cunho ideolgico, praticada por Lula e Dilma, gestada dentro do Foro de So Paulo, que fere a soberania brasileira ao submeter o interesse nacional a interesses estrangei- ros, e que renega os princpios constituci- onais de independncia, de no-inter- veno e de autodeterminao. Agride as mais caras tradies do Itamaraty de bem servir ao pas. O FSP, presidido por Lula e coordenado por Marco Aurlio Garcia, realizou o primeiro encontro em So Paulo, em 1990, com representantes de 48 organizaes, partidos e frentes de esquerda da Amrica Latina e no Caribe. A proposta principal foi discutir uma al- ternativa popular e democrtica ao neo- liberalismo. Entretanto, o objetivo estra- tgico a atingir o de recuperar para o comunismo na Amrica Latina tudo o que foi perdido no Leste europeu, aps a que- "ESTO ATUANDO NA BUSCA DA HEGEMONIA DO FRACASSO O general e cientista poltico, em entrevista para O TEMPO explica o que o Foro de So Paulo e como ele influencia na poltica externa do Brasil, que investe na criao de embaixadas Joo Godinho - 28.5.2013 Entrevista MarcoAntonio Felcio da Silva da do Muro de Berlim, em 1989. a re- construo da Internacional comunista sovitica. Embora o Foro de So Paulo te- nha sido presidido por Lula at a sua eleio, em 2002, quando passou a presi- dente de honra da organizao, como presidente do Brasil, ele adotou uma po- ltica de favorecimento aos demais pases partcipes do foro, fruto de acordos reali- zados dentro do prprio foro e sem apro- vao do Congresso, segundo declara- es do prprio Lula e, portanto, ilegais. Assim, Lula desenvolveu uma diplomacia ditada pelo FSP. Traduzindo: polti- ca externa de cunho ideolgico, inten- samente prejudicial ao Brasil. Quais so os exemplos dessa pol- tica? A defesa incondicional do governo socialista-bolivariano de Hugo Chvez, na Venezuela, e o apoio a Evo Morales, na Bolvia mesmo quando ele con- trariou interesses brasileiros como tambm a Rafael Correa, do Equador, as relaes sem- pre especiais com a tirania cu- bana, a oposio do Brasil deposio legal do presidente hondurenho Manuel Zelaya, a ilegal manobra de excluso do Paraguai do Mercosul e a consequente in- cluso da Venezuela fazem parte do ali- nhamento e dos acordos, nem sempre de- clarados, do PT com o Foro. Acriaodeembaixadasempeque- nas ilhas do Caribe uma forma de refor- ar essa poltica? Eu diria que uma consequncia natural da busca da consolidao da uni- dade da Amrica Latina e do Caribe, pre- conizada pelo FSP, tendo sido j criada a comunidade respectiva. O senhor acredita que os pases bolivarianoseoBrasilestejampreparando um bloco socialista em oposio he- gemonia dos EUA e dos pases da Europa Ocidental? No resta dvida de que h uma articulao desses pases nes- se sentido. Uma articulao, a meu ver, liderada pelo Bra- sil, tendo o PT no governo com um projeto de poder pelo poder, na busca do retroces- so e do atraso, na contramo da histria. Isso mostra como a classe poltica brasileira incompetente, sem viso es- tratgica de pas e de mundo, levando, a cada dia e cada vez mais, o pas ladeira abai- xo. E a culpa de tal situao, embora em maior parte caiba ao PT e aos seus alia- dos prenhes de benesses, cabe, tambm, aos governos que se sucederam nesta chamada Nova Repblica. Presidentes como Fernando Collor, Fernando Hen- rique Cardoso, Lula e a atual gover- nante (Dilma Rousseff) esto deixando uma herana que ser difcil de ser car- regada pelos nossos filhos e netos. Se compararmos o Brasil de 30 anos atrs com a China e a ndia, verificaremos, hoje, o nosso lamentvel fracasso du- rante todos esses 30 anos passados. Quais so as formas de atuao desses pases no sentido de criar essa hegemonia de esquerda na Amrica do Sul e no Caribe? Quando ouo o ex-presidente Lula em suas arengas demaggicas, elogiando a revoluo cubana, afirmando que a dife- rena entre o povo cubano e o brasileiro a dignidade do povo cubano, e vejo a triste realidade que a Cuba socialista, e ainda as realidades da Venezuela, da Bo- lvia e de outros bolivarianos e, ao mes- mo tempo, no que esto transformando o Brasil, creio que esto atuando na busca da hegemonia do fracasso, da corrupo, da supresso das liberdades e da dignida- de humana. No uma poltica externa acertada, pois poltica de cunho ideolgico (Publicado no "O Tempo" de 25/07) 2
  • 3. N 192 - Julho/2013 3 * Prof. de Filosofia, Escritor e Jornalista http://www.midiasemmascara.org/ http://www.olavodecarvalho.org (Publicado no Dirio do Comrcio de 11/07/2013) * Olavo de Carvalho No show de ignorncia dado Folha de S. Paulo pelos lderes da FLIP (Festa Literria Internaci- onal de Paraty), a estrela maior foi sem dvida o sr. Milton Hatoum, que, incapaz de lembrar o nome de um s escritor brasileiro importante que fosse de direita, ainda completou a performance com esta maravilha: Diziam que Nelson Rodrigues era, mas discordo. Era provocador, irnico, e na ditadura lutou para libertar presos. De um lado, absolutamente impossvel, a quem quer que tenha lido o cronista carioca, ignorar seu anticomunismo intransigente, seu horror aos padres progressistas, seu apoio inflexvel ao go- verno militar e at o orgulho com que ele se qualifi- cava publicamente de reacionrio. bvio que o sr. Hatoum s co- nheceu o pensamento de Nelson Ro- drigues por ouvir falar, e ainda assim com muita cera nos ouvidos. Em segundo lugar, socorrer e proteger presos e perseguidos polti- cos durante a ditadura foi uma das ocupaes mais constantes dos inte- lectuais de direita, entre os quais Ado- nias Filho (um dos muitos omitidos, por falta de espao, no artigo anterior), Josu Montello, Antnio Olinto, Gil- berto Freyre e Paulo Mercadante. Para cmulo de ironia, o mais clebre e aguer- rido defensor de presos polticos na- quela poca foi o advogado Herclito Sobral Pinto, um catlico ultraconser- vador que confessava e comungava todos os dias e, quando no estav