impresso imobiliario nº74

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  • CRNICA2 ANO VII | 2014 | N 74

    Jos Humberto Pitombeira M. E - Rua Manoel Ach, 697 - sala 02 - Ribeiro Preto - SP - Jardim Iraj - impressoimobiliario@gmail.comEdio e Redao: Jos Pitombeira - Joo Pitombeira | Jornalista responsvel: Joo Pitombeira MTB: 71.069/SP | Arte Final: Ney Tosca (16) 3019-2115Tiragem: 10.000 exemplares | Distribuio gratuita | Impresso: Grfica Spao (16) 3969-2904 - Sempre causando uma tima impresso

    DEL LAMA CONTABILIDADE

    Rua Amrico Brasiliense, 1318 - 3632-8434

    EXPEDIENTE - IMPRESSO IMOBILIRIO

    Quando acordou, o sol se botava a pinonaquelas duas horas de um dia muitoquente de horrio de vero.

    Tamanho era o calor que se fazia, que oembaado da lente do relgio, o mormao queemanava do asfalto, as sujeiras dos culos e aprovvel desidratao faziam do arredor, pe-los 360 graus que se tentava olhar, um arre-medo do inferno.

    Ou o prprio!O sentimento de culpa lhe vinha como o

    mesmo enxame de pernilongos que povoousuas ultimas noites nos hotis de quinta ca-tegoria onde, em vo tentava um curto sonopor semanas.

    Poderia mesmo ter postado a carta na ci-dade antes da fronteira.

    Mas no.Comeou a tomar aquela dita nica cer-

    veja do almoo, junto quele monte de ho-mens rudes e atnitos.

    E a se foi, levado pela onda.Quem sabe, se no fosse aquele caminho-

    neiro engraado, cheio desardas pela cara toda e comhumor apurado de vende-dor de bilhetes ter come-ado a contar causos debordis...

    Bem, acabou se envol-vendo pela emoo dascompanhias alegres e omedo inconsciente da so-lido.

    Inevitavelmente vie-ram mais trs, quatro...muitas cervejas, pingas,runs...

    Aps horas na direodo caminho, carreta pe-sada, de mais de vinte to-neladas, corpo quebrado,coisas de faturamento porhora rodada, filhos e ne-tos, mulher sem carinhos,vizinhos, o maldito gen-ro...

    Capotou num cantoqualquer.

    Quando acordou, fo-ram-se a carteira, os sa-patos e algumas quin-quilharias pessoais.

    Muitas sem valor qual-quer.

    O fato que a cartano foi postada.

    Os jornais das cidades circunvizinhascontam histrias desencontradas sobrecomo a mesma foi encontrada e chegou filiada da maior rede de televiso da regio.

    Foi lida pelo ncora do jornal central emhorrio nobre. Interpretada, com msica deviolinos ao fundo, pelo mai-or locutor de rdio do pas, omesmo que tambm co-mandava os rodeios e o con-cursos de miss. Lida nas es-colas locais, virou febre nasredes sociais...

    J que no mais segre-do, assim dizia a tal missiva:

    Minha querida Tnia,Neste quase meio sculo

    repleto de erros, breves acertos, incertezas edemais quimeras, a vida me proporcionou agraa de te ter conhecido.

    Muitas pessoas j passaram. Amores,amizades, entreveros, saudades, desiluses...

    Algumas deixaram marcas como cicatri-

    zes de alerta. Outras, um breve e indefectvelperfume.

    Voc, depois de quase 35 anos passadospermanece em mim feito aquela boa lufadade ar, vinda no se sabe de onde, refrescan-do e entusiasmando sempre.

    Muito me orgulho, (falomuito sobre voc com mi-nhas filhas), de como cons-trumos, desde os idos de1978 (?), esta amizade dura-doura e que tanto bem mefaz.

    admirvel seu poder deconstruir.

    Estranho tentar descrevercomo me sinto quando falo

    e penso em voc. Descobri tardiamente quetenho uma irm em Braslia. Tive muitopouco contato com ela. Voc sabe que tenhoduas filhas, que no so como irms. Sofilhas! Minha ex esposa no minha irm(nunca foi... um dia talvez), e minha me,

    me! Voc, como outras poucas amigassempre ficaram guardadas de um jeito es-pecial, quase gentico em meu corao.Como macho latino, isso quase proi-bido: Homem no tem amiga, tem aman-te!.

    Ou algo que o valha... Deve haver algu-ma teoria Einsteiniana que explique que otempo no mata o amor. Pelo menos oque sentimos pelas irms postias.

    Voc me faz muito bem e eu te amo.Beijo minha mana eterna.Agora todos sabem que um certo ca-

    minhoneiro, pulso firme, motor potente,seta sem certeza e hombridade relativa tam-bm tem um corao. Sabe amar e respei-tar uma mulher, mesmo como uma ami-ga.

    Dizem que ainda se procura pelas es-tradas afora o dono da carta...

    Mesmo que trate apenas de uma lenda.

    Jeff Gennaro

    A Carta

    Foi lida pelo ncorado jornal central emhorrio nobre. Inter-pretada, com msicade violinos ao fundo,pelo maior locutor de

    rdio do pas

  • (16) 3043-6118 - 3237-3900 3

  • FALA DONA ADELAIDE4 ANO VII | 2014 | N 74Caros leitores,

    Desde nosso primeiro exemplar, h07 anos, vimos recebendo em nossoe-mail os comentrios e participaesde Dona Adelaide.

    Algumas vezes, vrios na mesmaedio.

    Dada sua ateno ao nosso traba-lho, sua perspiccia, lucidez e humorsobre os mais variados assuntos, de-cidimos publicar suas opinies, masno sem antes saber mais sobre estanossa longeva e generosa leitora.

    Dona Adelaide nasceu em 1915.Creiam, aos 99 anos, dita ao seu bis-neto suas mensagens e exige que omesmo nos mande exatamente o queditou.

    Quando indignada, costuma pra-guejar e soltar alguns improprios. Dei-xamos bem claro que suas opiniesnem sempre coadunam com nossa li-nha editorial.

    Porm, em respeito aos nossos lei-tores e a liberdade de expresso, publi-camos na integra suas opinies.

    Fala Dona

    Adelaide!

    Ligou pro moo do jornal? Ele falouquando vai sa o de otubro? Cazzo,acha ele! T ocupado? Mas que tanto essehome fica ocupado!!! Ahhh, to gostan-do do jornal? bo... Mais ele tem quefal quando sai! Vou fal do meu aniver-srio! Calma bisa o cacet... no tenho

    tempo sobrano. Posso fal? Ento anota!Quando eu nasci, em 11 de otubro de1915, as criana morria qui nem mosca.Morria de sarampo, de cuqueluche, de gri-pe e friage, de fome e fraqueza. As mu-lher tinha que s forte, purque de deizfilho, vingava quatro cin-co. Morria muita mulher departo. Por isso que as ve-lha j sabia das erva e dascoisa que tinha que faz praabort. Num era maldade.Tudo mundo tinha Deusno corao. Mais a misriaera grande demais. E a dor de enterr umanjinho... A morria mais moa que ti-nha cado no pecado, me de famlia,mulher mais velha... Naqueles tempo, apinicilina nem existia direito. S veiodespois da primeira guerra... Nem tinhadireito essa tal de cesariana. O rdio, asfotografia, os carro e o cinema tava tudocumeando. Era tudo muito novo pranis...

    Num que as pessoa era ruim. A vidaera dura.

    Minha mama j tinha tido quatro fi-lho antes de mim. Trabalhava que nemuma condenada! Era uma costurera demo cheia! J tinha feito ropa pros Crepi,pros Matarazzo, pros Penteado...

    Io nasci de sete mis. Diz que a parte-ra fal que io no ia ving! M mia mamame embrulh nuns pano. Feiz de mimum charutinho de coberta e me deu oleite dela de dia e de noite. A poverellacuid de mim, trabalh e cuid dos meusirmo. Quando eu tinha sete ano, elamorreu de cncer nos seio. Mio pai diziaque o maledeto se espalh pelo corpo. Ti-raro um seio, despois outro, e a, os m-dico queria tir dela um brao. Mio pai

    disse que no! Que dexasse ela ir comDeus. E ele, com Deus, crio nis suzi-nho.

    Meus irmo tudo j se foro. Meu ve-lho, minhas duas filha... as pessoas tudose vo nas mo de Deus.

    Num sei o que aindaeu fao aqui...

    Tem vis que peo praDeus me lev.

    Acho que j vi tudo quetinha que v. O mundo outro. Me sinto atrapaia-da...

    Us frarda qui nem meus bisneto opior. Isqueo dos nome das pessoa. Cun-fundo uns com os outro... s veiz, noconsigo fal sem bab, no posso gritmeus palavro, qui a voz num sai... e nemposso bat im ningum...

    M io guardo minha mama, mio papa,mios irmo, minhas filha, tudo eles que jse foro na minha lembrana, no curao...

    , di.Ma se a vontade de Deus...E a novela t boa!Bo... into, dia 11 de otubro, fiz 99

    ano!Falei pro mdico que ia ench a cara!Ele fal que um copinho de cerveja

    pudia!O cazzo !!! Tumei uma garrafa de cer-

    veja suzinha!!!! duas!Iscundida...Ma num fala nada pra eles, ehm!A vida feita pra us!!!E enquanto Deus quiz, io vou usando.Escreveu o que eu mandei? Ento,

    manda.

    Escreva-nos com sua opinio sobreas posies de Dona Adelaide,

    seja tambm nosso colaborador.Nosso endereo para este espao:impressoimobiliario@gmail.com

    O rdio, as fotogra-fia, os carro e o cine-ma tava tudo cume-

    ando. Era tudomuito novo pra nis...

  • (16) 3043-6118 - 3237-3900 5

  • DIRIO DA CONSTRUO6 ANO VII | 2014 | N 74

    Orejunte ocupa o pequeno espao entre as peas de revestimento (cermi-ca, porcelanato, pedra ou outro material)assentadas em srie. Ele sustenta as ares-tas a fim de evitar trincas ou quebras, vedaos vos para no acumular sujeira e prote-ge as laterais das placas contra infiltraes,principalmente quando se trata de reasmolhadas. Tanto esse produto quanto aargamassa de assenta-mento devem ser ade-quados aos acabamen-to escolhido, semprelevando em conta o lo-cal de aplicao.

    Exitem trs pontosfundamentais a seremobservados: a imper-meabilidade, que preci-sa ser alta em reasmolhadas e externas; aflexibilidade, necessari-amente elevada em locais com grande va-riao de temperatura, externos ou mi-dos; e a resistncia a bolor e manchas, ain-da mais em situaes em que haja contadireto com gua. No caso do banheiro, porexemplo, a verso ideal deve possuir bai-xssima permeabilidade, boa flexibilidadee mdia resistncia a manchas. Hoje emdia, existem diversos tipos de rejunte paracada ambiente ou material empregado. Osmais utilizados em residncias so os ep-xi, o acrlico e o cimentcio flexvel (esseltimo pode ser comprado pronto ou pre-parado na obra, desde que devidamenteaditivado para garantir a elasticidade e serimpermevel).

    Na hora da escolha indispensvel le-var em conta o local da aplicao e seu uso.Abaixo, uma pequena anlise das caracte-rsticas e dos valores dos trs tipos de re-junte mais usados, tomando como exem-plo peas